Um novo movimento iniciado por uma hashtag vem chamando a atenção nas redes sociais: o #FreeBritney . Aos poucos, ele também começou a chamar a atenção da mídia internacional. Teria esse movimento algo a ver com a cantora Britney Spears? Será que ela foi presa? O que ela teria feito dessa vez? A resposta está no documentárioFraming Britney Spears’, produzido pelo jornal The New York Times e disponível no Brasil na plataforma da Globoplay.

Qualquer pessoa que cresceu nos anos 1990 provavelmente ouviu falar da cantora Britney Spears. Em um universo ocupado pelas boy bands, a jovem inocente do interior de Louisiana explodiu nas paradas de sucesso misturando batidas contagiantes, uma letra chiclete e muita sensualidade na dança, encabeçados, literalmente, por um rostinho angelical. A ascensão meteórica da cantora passou a ser acompanhada intensamente pela mídia, que, da mesma forma que a colocou no topo das paradas, também distorceu sua imagem, a ponto de artista e pessoa se tornarem uma coisa só para o público.



O documentário de uma hora e quinze de duração busca explicar o que é o #FreeBritney e, para tal, recapitula a trajetória da artista – e esse é o maior acerto do roteiro elaborado pela editora do The New York Times, Liz Day, que aparece na produção como principal depoente da trama. Para contar a história da cantora, foram convidados a ex-assistente da jovem, Felicia Culotta, alguns editores de revistas, dançarinos, ativistas do movimento (incluindo as fãs Barbara Gray e Tess Barker, que teriam iniciado o movimento), entre outros. Até a bff Paris Hilton participa na produção.

O que ‘Framing Britney Spears’ faz é convidar o espectador de hoje, especialmente os mais jovens, a ter uma nova visão sobre a Britney Spears. Comumente taxada como maluca, desequilibrada, aquela que ficou careca, que perdeu a guarda dos filhos, que atacou um paparazzi – tudo isso teria sido construído pela própria mídia, que o tempo todo se empenhou em julgar cada atitude, cada movimento da cantora, enquanto ela, pacientemente, tentava se desvencilhar desse ciclo vicioso da melhor maneira possível. Através do documentário, pensamos como toda essa estrutura opressora e machista fez com que a cantora perdesse o direito de si mesma, sendo julgada na corte californiana e passando a ter sua vida e seu bem patrimonial administrados pelo seu pai, Jamie Lynn Spears. Essa condição permanece em vigor até hoje, sendo a cantora, hoje com 39 anos, uma pessoa saudável, lúcida, mãe de duas crianças e responsável financeira por todos da sua família.



Assim, enquanto o movimento #FreeBritney busca libertar a ícone pop das amarras patriarcais do sistema e tirar a tutela do pai dela, para que Britney possa ser dona do próprio nariz e do próprio dinheiro, o documentário de Samantha Stark convida o espectador a repensar nossa própria visão da artista, desconstruindo a imagem que nós mesmos criamos no nosso imaginário porque consumimos aquilo que os tablóides venderam da artista. É hora, sim, de repensarmos nossos próprios julgamentos.

Framing Britney Spears’ é um documentário necessário que busca ser uma ferramenta de libertação da cantora dessa imagem desprezível que a indústria de consumo do entretenimento criou dela. É hora de colocarmos Britney Spears no seu devido lugar, como a enorme cantora que é, e a libertarmos da tecnologia opressora das indústrias de fofoca hollywoodiana, deixando-a em paz para fazer o que quiser da sua vida.

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