Dificilmente uma produção de longa duração consegue manter o tom constante durante toda a sua extensão – geralmente o que acontece é que em algum momento a bola desce, o ritmo cai e, a partir daí, fica bem difícil voltar ao ponto que estava antes. Felizmente isso não ocorre na recém estreada terceira temporada de ‘Jurassic World: Acampamento Jurássico’, que chegou nesse final de semana na Netflix e conseguiu superar o que havia apresentado até então.

Depois de inúmeras tentativas frustradas para tentar escapar da Ilha Nublar, Darius (Paul-Mikél Williams, na voz original em inglês), Yasmina (Kausar Mohammed), Ben (Sean Giambrone), Brooklynn (Jenna Ortega), Kenji (Ryan Potter) e Sammy (Raini Rodriguez) decidem construir um barco para sair dali, pois entendem que o socorro não irá vir após seis meses naquele local. Porém, sem as condições ideais para navegação, a boa ideia acaba gerando ainda mais frustração no grupo. Não bastasse isso, Ben começa a mudar de ideia sobre a partida, e brigas constantes entre os adolescentes acabam os distraindo do verdadeiro perigo: uma nova ameaça à espreita que está gradativamente modificando o comportamento natural das espécies do parque.

Os enredos que compões as primeiras três temporadas de ‘Jurassic World: Acampamento Jurássico’ podem ser definidos como aventuresco, manutenção e emocionante. Se num primeiro momento conhecemos a personalidade de cada um dos jovens e descobrimos como eles vão montar um grupo de sobrevivência dentro daquele que parece ser o parque mais inseguro do mundo (já que em todo filme os dinos escapam né), na segunda temporada a cisão na garotada faz com que cada um se desenvolva individualmente, encontrando forças desconhecidas em si mesmos em prol da sobrevivência. Agora, uma vez mais os jovens – que aos poucos vão se tornando adultos, nem que seja através da vivência – têm suas vidas colocadas em risco diariamente, e os laços construídos serão testados até que eles entendam que amizades oriundas de eventos traumáticos tendem a durar a vida inteira.



O roteiro de Josie Campbell baseado na história de Michael Crichton traça três núcleos bem marcadinhos ao longo dos dez episódios com cerca de vinte e poucos minutos. Nos três primeiros os jovens ainda estão perdidos e frustrados, tentando sair da ilha; na metade, todos amadurecem profundamente, e a resiliência força com que eles abandonem a infância e resistam na selva; por fim, um novo perigo externo surge para gerar o gancho para a próxima temporada.

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Cadenceados pelo clima de terror nas cenas de perseguição dos dinossauros – muitas das quais fazem referência a cenas da franquia ‘Jurassic Park’ –, a terceira temporada carrega no suspense e na emoção, construindo um arco dramático intenso que pega o espectador inesperadamente. Não se espante se você chorar no quinto e no sexto episódio, embora… seja classificação indicativa 10 anos? A temporada ainda faz link direto com eventos importantes de ‘Jurassic World’ e, de quebra, homenageia outra produção dinossáurica de sucesso: ‘Em Busca do Vale Encantado’. Entendedores entenderão.



Como uma grata surpresa, a terceira temporada de ‘Jurassic World: Acampamento Jurássico’ arrebata os corações dos fãs de ‘Parque dos Dinossauros’ e entrega a melhor história até agora da série. São dez episódios que simplesmente não dá para parar de assistir, e, quando acaba, imediatamente faz você desejar por mais.

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