Se há alguém que já experimentou todas as fases da fama – e, por esse motivo, não deve nada a qualquer pessoa -, esse alguém é Katy Perry. A artista responsável por hits como “I Kissed a Girl”“Roar”“Last Friday Night”“Dark Horse” é, até hoje, um dos nomes mais populares da cultura pop e nunca cansou de se reinventar, saindo do ótimo Prism para o controverso e ousado Witness (que, apesar das boas intenções, tornou-se uma produção sem muita coesão).

Em 2019, Perry deu início a uma nova fase de sua carreira, decidindo ter controle absoluto acerca de sua carreira e lançando canções como “Never Really Over”“Harleys in Hawaii” – e até mesmo uma adorável e colorida investida natalina intitulada “Cozy Little Christmas”. Agora, depois de ter anunciado sua gravidez do ator Orlando Bloom com uma ballad muito bem produzida, ela está de volta com a vibrante “Daisies”.

Acompanhada de um vídeo vintage caseiro em que a performer posa em etéreas roupas brancas, a iteração marca o retorno de Katy para os anos 2010, época de sua carreira que borbulhava com um pop envolvente e mercadológico, por assim dizer. Entretanto, as batidas conhecidas de seu terceiro CD (o supracitado Prism), presentes em músicas como “Legendary Lovers”“Unconditionally”, fundem-se em sutis sintetizadores que logo dão lugar a um prospecto campesino marcado pelos acordes de um provinciano violão (que vão de encontro ao que esperaríamos).

De fato, Perry mostra seu amadurecimento e suas novas escolhas para o capítulo que se abre à sua vida, principalmente levando em conta as progressões sonoras das quais a canção se vale, bem como do metafórico e autossuficiente liricismo que tem como personagem principal as próprias margaridas – símbolos de inocência e juventude de uma mulher que lutou contra inúmeras adversidades para chegar onde está. E tudo isso é canalizado para rendições vocais que, apesar de não serem as melhores da cantora, são dramáticas o suficiente para nos guiarem através dessa jornada de amadurecimento.

“Daisies” é um convite aberto de Katy Perry para a reconquista da magia e da pureza que outrora regava nossos cotidianos – e, dentro do momento em que vivemos hoje, é uma música muito mais profunda do que parece.

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