Está com saudade de um bom filme de suspense, desses que prende sua atenção e, de quebra, ainda traz um elenco com vários rostinhos conhecidos? Então assista hoje mesmo a ‘O Recepcionista, novo lançamento do gênero na plataforma da Netflix e que está dando o que falar.

Bart (Tye Sheridan) é um rapaz de vinte e três anos que trabalha como recepcionista no horário noturno em um hotelzinho no interior dos Estados Unidos. Mas Bart tem um segredo: ele grava em tempo real os quartos do hotel para, segundo ele, ficar repetindo e treinando as falas e formas de interação das pessoas, pois Bart tem espectro autista, diagnosticado com síndrome de Asperger. Tudo ia bem na vida do rapaz, até que ele vê algo que não deveria, e, por conta disso, o detetive Espada (John Leguizamo) e a polícia grudam na sua cola, desconfiados de que ele sabe mais do que está dizendo.

Escrito e dirigido por Michael Cristofer, ‘O Recepcionista’ traz pelo menos um conceito fora da caixinha: e se a tensão do thriller se passasse com um indivíduo no espectro autista? Como será que ele iria reagir? Como construir essa história sem recair em estereótipos e dando autonomia a um protagonista cuja percepção de mundo é alternativa e, de certa forma, limitada? Esse é o grande desafio do diretor, e é também o grande diferencial neste filme.



Há de se considerar, também, que para sua realização ‘O Recepcionista’ tem que cozinhar o espectador em banho-maria, então, não é o tipo de suspense com reviravolta atrás de reviravolta. Gravado em poucas locações e sendo boa parte delas em locais fechados, percebe-se que o investimento da produção focou em gastar o orçamento contratando bons atores para contar essa história, em vez de investir em tomadas externas desnecessárias. Foi uma boa escolha.

Para que o conceito se desenvolva, o filme se apoia nas ótimas atuações do elenco principal: Ana de Armas, no papel da hóspede Andrea Rivera, volta a se valer dos seus belos olhos e seu ar inocente para seduzir protagonista e espectador; Helen Hunt, há um tempo sumida das telonas como atriz, volta neste thriller com uma participação especial da paciente mãe de Bart; Tye Sheridan carrega o longa com propriedade, construindo um rapaz inteligentíssimo com espectro autista que ao mesmo tempo não tem experiência interpessoal, tem bastante segurança nas coisas que faz, a ponto de se responsabilizar pelo horário da madrugada no seu trabalho.



O Recepcionista’ é desses filmes que não dá para falar muito senão estraga. Bem construído, remete às boas histórias de suspense elaboradas por Harlan Coben ou Patricia Highsmith, portanto, é uma opção segura de bom filme na Netflix.

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