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Crítica | Superpai


Pô, sempre mais do mesmo! Em mais uma tentativa de moldar comédias nacionais a partir de estruturas hollywoodianas de roteiro, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (26.02) a comedia Superpai. Repleto de piadinhas sem graças, o que causa mais choros de tristeza pelos blockbusters do cinema nacional do que qualquer outra coisa, Superpai possui ainda personagens mal desenvolvidos e principalmente um protagonista de dar pena. Já podemos considerer esse, como um dos piores filmes que vão chegar ao nosso circuito nesse ano.

Na trama, conhecemos o complicado Diogo (Danton Mello), um homem de meia idade desempregado, e metido a jogador de pôquer, que vive um momento familiar muito ruim pois todo dia briga com sua mulher e ainda por cima não consegue criar um forte vínculo paterno com seu único filho. Certo dia, na noite de uma festa de veteranos de sua ex-escola, resolve deixar seu filho em uma creche e acaba se metendo em grandes confusões.

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Com direito a vômitos a la O Exorcista, diálogos bisonhos e atuações terríveis, nos sentimos no meio do deserto do Saara. Não existe Oásis, tudo é muito ruim. As poucas piadas que encaixam e dão certo chegam da turma do stand up comedy que faz uma participação no filme. O roteiro possui sua certa estrutura, moldados por padrões norte-americanizados mas falta muita força cênica para o filme decolar.

Superpai peca também por não possuir pontos de interação com o público por conta dos inúmeros absurdos gratuitos que vemos nas sequências. É um grande pacote de exageros que descaracterizam qualquer tipo de obra cinematográfica que quer passar algum tipo de mensagem. Em muitos momentos durante o filme, que cisma em não acabar, pensamos que esse projeto só serviu para virar ponto de propaganda do Telecine Play. Nós cinéfilos ficamos tristes, o cinema nacional merece mais.

 

 

Raphael Camachohttps://guiadocinefilo.blogspot.com.br
Raphael Camacho é um profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado cinematográfico. Ao longo de sua trajetória, atuou como programador de salas de cinema, além de ter trabalhado nas áreas de distribuição e marketing de filmes. Paralelamente à sua atuação na indústria, Raphael sempre manteve sua paixão pela escrita, contribuindo com o site Cinepop, onde se consolidou como um dos colaboradores mais antigos e respeitados deste que é um dos portais de cinema mais queridos do Brasil.
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