Ao longo da história do cinema, poucos filmes realmente atingiram o status de lendário – e um desses foi o clássico O Poderoso Chefão.

A produção, comandada pelo icônico cineasta Francis Ford Coppola e baseada no romance homônimo de Mario Puzo, é um épico criminal ambientado entre os anos de 1945 e 1955, que conta a história da família Corleone sob o patriarcado Vito Corleone (Marlon Brando), focando essencialmente na tranformação do filho mais novo, Michael (Al Pacino), de relutante forasteiro em um impiedoso chefe da máfia.

Contando com um elenco estelar, que também incluiu James CaanRichard CastellanoRobert DuvallSterling HaydenJohn MarleyDiane KeatonRichard Conte, o filme se tornou um sucesso de crítica e de público, conquistando três estatuetas do Oscar (incluindo Melhor Filme) e alcançando a maior bilheteria de 1972.

Em 2022, o longa faz cinco décadas desde sua estreia oficial nos cinemas mundiais – e é claro que seu aniversário merece comemoração digna.



Pensando nisso, o CinePOP separou uma lista com várias curiosidades de bastidores sobre o filme, que você pode conferir abaixo:

Aproveite para assistir:

  • Com um legado inenarrável, O Poderoso Chefão agiu como catalizador de carreiras de enorme sucesso, principalmente de Coppola, Pacino e outros novatos no elenco e na equipe de criação. Além disso, o longa também revitalizou a carreira de Brando, que havia declinado nos anos 1960 e que passou por uma ressurreição com ‘O Último Tango em Paris’‘Superman’‘Apocalypse Now’.
  • Durante uma das primeiras tomadas da cena em que Vito Corleone volta para casa e seus familiares o levam escada acima, Brando colocou pesos sob seu corpo na cama como uma piada, para deixá-lo mais difícil de ser carregado.

  • Lenny Montana, que interpretou Luca Brasi, estava tão nervoso para trabalhar com Brando que, na primeira tomada da cena em que faziam juntos, ele errou algumas falas. Coppola gostou do nervosismo genuíno e utilizou o “erro” no corte final.
  • Brando queria que Don Corleone parecesse um buldogue – então, encheu as bochechas com algodão para a audição. Para o filme em si, utilizou uma protese bucal feita por um dentista.
  • Caan improvisou o momento em que jogou a câmera do fotógrafo do FBI no chão. A reação assustada do ator que interpretou o fotógrafo é genuína.



  • Richard S. Castellano improvisou a fala “deixe a arma, leve o cannoli”.
  • O gato que Brando segura na cena de abertura era um vira-lata que Coppola encontrou no set de filmagens da Paramount Pictures – e o bichinho não era necessário no roteiro original. O gato ficou tão feliz em ser adotado que seu ronronar abafava parte do diálogo de Brando.
  • O tapa que Vito dá em Johnny Fontane não estava no roteiro. Brando improvisou o tapa e a reação confusa de Al Martino foi verdadeira. Segundo Caan, “Martino não sabia se ria ou se chorava”.

  • Havia tensão real entre Coppola e os executivos da Paramount Pictures à época. A companhia, inclusive, tentava frequentemente substituir Coppola na direção, citando sua inabilidade em permanecer no cronograma original, os gastos desnecessários e os erros de produção e de elenco. Porém, Coppola completou o filme antes da data prevista e sem nem mesmo chegar ao limite do orçamento.
  • Boa parte dos carros têm parachoques de madeira. Os parachoques de ferro foram removidos por fabricantes de automóveis durante a II Guerra Mundial e substituídos pelos de madeira. Os feitos de cromo foram utilizados como aparato bélico na guerra. Depois do fim dos conflitos, vários anos foram necessários para que os parachoques de madeira fossem substituídos.

  • Coppola insistiu que o filme fosse chamado de O Poderoso Chefão, de Mario Puzo (‘Mario Puzo’s The Godfather’), em vez de apenas O Poderoso Chefão, porque o rascunho original do roteiro era tão fiel ao romance, que ele acreditava que Puzo merecia os créditos necessários.
  • Orson Welles, conhecido por ter comandado e estrelado o clássico ‘Cidadão Kane’, tentou o papel de Don Vito Corleone, até mesmo se oferecendo para perder bastante peso para conseguir interpretar o personagem. Coppola, mesmo sendo fã de Welles, teve que rejeitá-lo, porque já tinha Brando em mente para o papel e sentia que Welles não seria o homem certo para interpretar Vito.
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