Férias do meio do ano chegando e aquela vontade de sonhar alto vai batendo, mas a situação atual do dólar não nos permite fazer grandes planos para o norte do planeta, né. Porém, temos sim opções de aventura deslumbrante aqui do ladinho, nos nossos países vizinhos, e a série documental da Netflix, ‘A Magia dos Andes’, mostra motivos pelos quais você vai querer fazer essa viagem.

Os novos episódios da segunda temporada acabam de estrear na plataforma, mas, a bem da verdade, dá para chamar tudo de uma temporada só. A primeira parte possui seis episódios, e a segunda, apenas quatro. Com um total geral de dez capítulos com o mesmo fio condutor, dá para considerar tudo um só projeto, até porque cada episódio é muito curtinho, com pouco mais de vinte minutos cada.

Escrito, dirigido e produzido por Luis Ara, a série tem a proposta de fazer um passeio imersivo com o espectador através da cordilheira dos Andes, desde a Argentina até a Venezuela, percorrendo cada espaço incrível desse imenso paredão rochoso que corta a América do Sul. Porém, ‘A Magia dos Andes’ não é só uma série de turismo regional: através das paisagens de tirar o fôlego, Luis Ara costura possibilidades de turismo esportivo na região, destacando as opções de cada cidade de modo a instigar o espectador a embarcar nessa aventura.



E é dessa aventura que estamos falando, pois ‘A Magia dos Andes’ preenche a tela com tentações incríveis. Podemos sonhar com cavalgadas pelos prados argentinos a cruzar as geleiras em passeios de barco que comprovam a pequenez do ser humano, seguindo por um rolê de moto pelo deserto do Atacama ou um exercício de fim de semana em um caiaque descendo as corredeiras dos rios caudalosos que se formam com o derretimento dos picos nevados. No intervalo de uma aventura e outra, dá para parar em alguma cidade e desfrutar de um bom queijo artesanal, uma chicha fresquinha feita de milho plantado pelos campesinos ou mesmo um bom vinho no cair da noite.

Uma das belezas apresentadas na série é a oportunidade de perceber o quanto esse paredão rochoso age diretamente na economia local da maioria dos países sul-americanos, especialmente em cidadezinhas escondidas entre uma montanha e outra, cujos suprimentos veem de outros fornecedores que precisam enfrentar diversos desafios para entregar os mantimentos. Ainda que se trate de uma mesma cordilheira, a paisagem se modifica completamente quando saímos da neve argentina e chilena e adentramos na Bolívia e no Peru, com mais influência indígena e dos povos andinos. Aliás, um dos episódios do Peru além de trazer imagens maravilhosas do Machu Picchu nos traz a oportunidade de conhecer um grupo de mulheres indígenas andinas que além de serem guia de turismo, também montaram sua própria liga de jogadoras de futebol nos finais de semana.



Depois de passear pelo verde intenso de Machu Picchu, mergulhar no Lago Titicaca e descobrir as belas praias ao norte do Peru que rendem ondas perfeitas para os surfistas, somos encaminhados para a Colômbia, Equador e Venezuela, onde muitas cidades ficam a milhares de metros acima do nível do mar – vê-las ali, crescendo por sobre os montes, faz a gente pensar que o ser humano realmente sempre buscou se adaptar aos meios. Essas cidades, por estarem tão altas, permitem um panorama lúdico que geram belos passeios de parapente ou de asa-delta, através dos quais o turista pode pular de alguma parte dos Andes e visualizar toda a cidade de cima.

Aproveite para assistir:



A Magia dos Andes’ é o tipo de série para você sentar no sofá e relaxar. É uma boa opção de programa em família, planejando as próximas férias e sonhando alto – literalmente – afinal, a cordilheira dos Andes é realmente mágica, oferece diversas opções de lazer para todas as idades e proporciona um turismo inesquecível.

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