Diretor de ‘Supergirl’ explica o MOTIVO de ter mudado o final da HQ para o filme [SPOILERS]

Cuidado: spoilers à frente.

Supergirl, novo filme do DCU que traz Milly Alcock no papel titular, já chegou aos cinemas de todo o mundo – e dividiu tanto a crítica quanto ao público, principalmente por mudar partes cruciais da HQ que influenciou o filme, Supergirl: Mulher do Amanhã’.

Em uma recente entrevista à Variety, o diretor Craig Gillespie (‘Eu, Tonya’, ‘Cruella’) foi questionado sobre como o final do filme foi construído – em que a determinada jovem Ruthye (Eve Ridley) é impedida pela própria Kara (Alcock) de assassinar o mortal bandoleiro Krem (Matthias Schoenaerts), para que se mantenha pura e não embarque em um ciclo vicioso e interminável de vingança.

“O desfecho envolvendo Kara e Krem sempre esteve presente, desde a proposta inicial — na verdade, desde o começo de tudo. Afinal, a HQ termina com Ruthye matando-o, mas num futuro muito distante. Sabíamos que não conseguiríamos fazer esse tipo de salto temporal e acho que é um final bem sombrio para a história em quadrinhos”, Gillespie explicou.

“[O final] essencialmente mudou, mas ela o mata mesmo assim, porque ainda carrega aquela raiva; e a gente entende que existe a questão de ele merecer isso, certo? Então, queríamos criar um vilão que merecesse tal destino, mas também queríamos que a Kara realmente se importasse em preservar a inocência da Ruthye e sentisse que poderia assumir essa tarefa — que ela poderia ser a responsável por fazer justiça contra aquele homem, sem sobrecarregar a criança. É algo diferente para a Supergirl e acho que o público também perceberá essa diferença”.

Ele continua: “mas também acho isso muito interessante, pois significa que ela passa a ter sua própria bússola moral daqui para a frente. Uma bússola distinta da famosa bússola moral do Superman: a de nunca tirar uma vida. É muito empolgante ver isso. Não faço ideia do que acontece entre os dois em ‘O Homem do Amanhã’; isso está além da minha alçada. Mas é muito empolgante pensar neles daqui para a frente e em como terão pontos de vista diferentes sobre como lidar com vilões”.

Dividindo a opinião dos críticos – com 57% de aprovação no Rotten Tomatoes –, o longa também não parece ter agradado muito os espectadores, recebendo uma nota B- no CinemaScore. Para termos de comparação, fracassos recentes do gênero alcançaram médias maiores – como ‘As Marvels‘ (B), ‘Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania‘ (B), ‘The Flash‘ (B) e ‘Adão Negro‘ (B+).

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Estrelado por Alcock, o filme mostra o que acontece quando um adversário tão inesperado quanto implacável parece muito próximo de ganhar uma perigosa batalha, e a Kara Zor-El, também conhecida como Supergirl, não sem muita relutância, faz uma parceria improvável em uma épica jornada interestelar de vingança e justiça.

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A direção fica por conta de Craig Gillespie, conhecido por seu trabalho em ‘Cruella’ e ‘Eu, Tonya’. O roteiro é assinado por Ana Nogueira.

O elenco também conta com Eve Ridley (‘Ruthye’), Matthias Schoenaerts (‘Krem’), David Krumholtz (‘Zor-El’) e Emily Beecham (‘Alura In-Ze’).

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Thiago Nolla
Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.