No começo do ano, o espólio de Sir Arthur Conan Doyle, lendário escritor responsável pela criação do detetive Sherlock Holmes e de suas maravilhosas aventuras, abriu um processo contra a Netflix e contra a adaptação ‘Enola Holmes’, estrelada por Millie Bobby BrownHenry Cavill.

O streaming foi processado por dar “sentimentos” ao personagem que deve, por lei, ser “frio e calculista”.

O processo tinha originalmente como alvo a Netflix e a autora Nancy Springer (que escreveu o livro no qual o filme se baseia).

Agora, o The Hollywood Reporter informa que a Netflix chegou a um acordo e pediu o arquivamento do processo, uma vez que as partes o resolveram fora do tribunal.



Holmes é um personagem que está presente na cultura pop por mais de 130 anos e, devido à sua longevidade, faz parte do domínio público há bastante tempo – o que significa que qualquer um está livre para fazer o que quiser com as histórias. Entretanto, nem todas as histórias centradas no personagem estão, de fato, disponíveis para o público.

Alguns contos, de fato, ainda estão protegidos pelo estado por serem bastante divergentes da personalidade do protagonista, apresentando o detetive como alguém “amável”, “capaz de ter amizades”, “expressar emoções” e “respeitar mulheres”. Essas mudanças foram escritas em resposta ao momento em que Conan Doyle perdeu sua família na I Guerra Mundial, decidindo que o analítico e calculista personagem precisava crescer e deixar de ser “emotivo”.

Logo de cara, Sherlock reage com bastante frieza acerca de sua irmã mais nova, depois abraçando-a com candura e com gentileza. Esses aspectos da personalidade do detetive ainda estão protegidos pela lei e, dessa forma, não estão inclusos no domínio público – o que explica o motivo do processo.

Que louco, né?



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