Começamos a contagem regressiva para o lançamento em dezembro do esperado ‘Homem Aranha – Sem Volta Para a Casa‘, o CinePOP te leva a relembrar todos os filmes estrelados pelo herói mais popular da Marvel. Caia nessa teia você também.

A lembrança mais antiga que tenho é meu pai me levando para tomar uma vacina. Eu devia ter uns sete anos, e para me animar meu pai me deu a edição “Homem Aranha #20” (Editora Bloch). Ver o herói se desvencilhar de correntes e algemas em um quarto sendo inundado foi o exemplo de coragem que me fez parar de chorar e enfrentar a situação. Talvez seja esse o maior encanto do personagem, inspirar com seu senso de grande poder e grande responsabilidade, as palavras mágicas saídas da mente de Stan Lee & Steve Dikto em agosto de 1962.

Apesar de uma versão live-action malsucedida em 1977, os planos de um filme do herói foram disputados por vários estúdios até que fosse assinado o acordo com a Sony, dona da Columbia. No final dos anos 90, um projeto com o nome do diretor James Cameron (Titanic, Exterminador do Futuro) chegou a ser anunciado, com Leonardo DiCaprio como Peter Parker, mas não foi adiante.

David Fincher chegou a ser considerado para um filme que seria focado na clássica história ‘A Noite em que Gwen Stacy Morreu’ (Amazing Spider Man #121) sendo que a origem do herói seria mostrada brevemente apenas nos créditos iniciais.



Finalmente Sam Raimi (Evil Dead, Darkman) assinou com a Sony, convencida pelo amor do diretor por quadrinhos. Foi Raimi quem convenceu a Sony a contratar Tobey Maguire, então com 26 anos, para viver Peter Parker, depois do sucesso dele em ‘Regras da Vida (The Cider House Rules) de 1999 e ‘Garotos Incríveis (Wonder Boys) de 2000.

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Maguire admitiu que nunca havia lido as histórias do Homem-Aranha, mas mostrou-se convincente no papel de um tímido jovem movido pela culpa, dotado de poderes e enfrentando um diabólico vilão. Raimi explorou o tema da paternidade na relação de Peter e Tio Ben / Norman e Harry Osborn, entrelaçando essa relação na motivação de herói e vilão. O roteiro de David Koepp (Jurassic Park, Missão Impossível) soube aproveitar elementos das hqs originais “Amazing Fantasy” (a origem do herói), “Amazing Spider Man” e ainda da reimaginação moderna intitulada “Ultimate Spider Man”.

A polêmica entre os fãs se deu quando o filme revelou que a teia do herói seria orgânica, e não uma invenção de Peter. Na cena em que Peter experimenta lançar sua teia no alto de um prédio foi improvisação de Maguire dizer ‘Para o alto e avante’ e ‘Shazam’, clara referência aos quadrinhos da rival DC comics.



Willem Dafoe realizou 90% de suas cenas sem dublê, e convenceu com sua representação de personalidade fragmentada do empresário Norman Osborne e do supervilão Duende Verde, um dos maiores adversários do herói nas hqs, reencenando a sequência da ponte do Brooklin trocando Gwen Stacy por Mary Jane, interpretada por Kirsten Dunst (Jumanji, Entrevista com o Vampiro) pouco antes de completar 20 anos. Kirsten ficou com papel feminino principal, escalada depois dos nomes de Alica Witt, Elisha Cuthbert e Mena Suvari (Beleza Americana).

Curiosamente, o ator James Franco, que viveu Harry Osborn, vivia em clima de atrito e tensão com Tobey Maguire, bem distante da amizade dos personagens retratada no filme. Outro personagem que causou sensação foi J. Jonah Jameson, vivido por J.K. Simmons, de peruca e bigode falso, caindo com perfeição no papel para o qual o próprio Stan Lee se mostrou interessado, mas foi recusado pelo estúdio. Lee pode ser visto rapidamente no meio da multidão na cena do ataque do Duende Verde no Festival World Unity.

Já o casal Ben Parker/May Parker ficou com os veteranos Cliff Robertson e Rosemary Harris, perfeitos em suas cenas dramáticas.

Lembrando que na época ainda não existia os filmes de um universo compartilhado, o sucesso de bilheteria do filme de Raimi, realizado dois anos depois de ‘X-Men‘ de Bryan Singer, mostrou o poder de bilheteria dos quadrinhos Marvel.

Foram cerca de $114.844.116 na bilheteria nos primeiros três dias de exibição, um marco inédito na ocasião, alcançando um total arrecado de $403.706.375 segundo o site Box Office Mojo.



Lançado pouco depois do ataque às torres gêmeas, o filme teve uma sequência apagada da edição final. Nela; o amigo da vizinhança, como chamado, prende um helicóptero usado como fuga de bandidos com uma gigantesca teia tecida entre os prédios do World Trade Center. Mesmo enfrentando um inimigo que conhece sua identidade secreta, Peter salva sua amada e impede os planos do vilão, reafirmando seu papel de herói.

O sucesso, claro, levaria a uma inevitável continuação aproveitando o gancho deixado ao final. Para mim, como para todos os leitores de quadrinhos, a adaptação atingiu o resultado esperado. Ao chegar ao final, pude dizer “Eu sou Peter Parker”.

O CinePOP volta em uma semana com ‘Homem-Aranha 2‘.

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