Kylie Minogue teve muito a celebrar nos últimos dias com o aniversário de Fever, seu oitavo álbum de estúdio.

Minogue nasceu na Austrália e, depois de ter feito sucesso como atriz, investiu esforços em sua carreira de cantora – motivo pelo qual não conseguiu conquistar o mercado estadunidense logo de cara. Apesar de dominar as paradas de sua terra natal e também calcar um nome no Reino Unido, não foi até o já mencionado disco que ela conquistou a América do Norte e demonstrou uma força incomparável.

Além dos hits “Can’t Get You Out of My Head”“Come Into My World”, a vibrante produção estende-se por doze faixas que homenageiam o melhor do disco e do dance-pop e, por sua envolvente sutileza, inspirou diversas artistas a seguirem os mesmos passos de Kylie.

Para comemorar seus recentes 20 anos de lançamento, preparamos uma lista ranqueando todas as canções presentes na versão padrão do álbum.



Confira abaixo e conte para nós qual a sua track favorita:

12. FRAGILE

Aproveite para assistir:

Antes de mais nada, é preciso dizer que Fever não tem músicas ruins, por assim dizer, e sim escolhas artísticas que ficam isoladas em segundo plano quando comparadas a canções mais envolventes, dançantes e infecciosas – como é o caso de “Fragile”. A fabulesca semi-balada traz alguns elementos do dream-pop acompanhada por uma cíclica batida que a apaga, talvez por sua presença no miolo do álbum, talvez por não ter a mesma paixão que as outras exibem com tanto fervor.

11. BURNING UP



Num espectro totalmente diferente de “Fragile”“Burning Up” atrai nossa atenção por seus propositais exagero e repetição. A incompreensível acústica do violão que abre a faixa é logo jogada fora e dá espaço a uma explosão de estilos que variam do electro-pop ao nu-disco e que não dão espaço para que Kylie entregue seus melhores vocais e nem mesmo uma letra que fuja da obviedade do título.

10. LOVE AFFAIR

“Love Affair”, também concentrado na metade final do álbum, permite que Kylie dê uma volta completa no estilo que vinha nos apresentando. A sensual e envolvente atmosfera é perfeitamente combinada com seus vocais únicos, ousando até mergulhar no pop-rock (mesmo que brevemente). Porém, não podemos deixar de notar que o brilho de originalidade da faixa é colocada em xeque por suceder as similares progressões de “Come Into My World” e “Can’t Get You Out of My Head”.

9. YOUR LOVE

Depois de sete álbuns que já vinham revelando pedaços de uma versatilidade invejável, Minogue resolveu assumir por completo seu espaço no mundo fonográfico com uma imagem confessional e bastante sedutora. “Your Love” é um dos melhores exemplos disso: sem perder a mão na temática romântica, a artista abre espaço para alguns elementos latinos que adornam o pano de fundo e que culminam para um memorável e delicioso refrão.

8. GIVE IT TO ME

A cantora e compositora foi caracterizada, de modo pejorativo, como “excessivamente camp” quando fez sua estreia no mundo da música – e “Give It to Me” parece uma resposta direta àqueles que nem ao mesmo tentaram compreender sua imagem. Desde a proposital bizarrice dos toques de telefone ao fundo até o despreocupado fraseamento dos pré-refrões, tudo na faixa funciona dentro da fórmula em se resvala (com exceção de uma frenética e desconjuntada conclusão).



7. MORE MORE MORE

“More More More” é um ótimo jeito de iniciar uma jornada tão incrível como Fever. Emulando lendas da música como Donna SummerGloria Gaynor (sem deixar, é claro, de colocar sua própria identidade nela), a canção é uma ode ao neo-disco e já prepara o terreno para o que encontraríamos nas próximas faixas. O único problema da faixa é o fato de ter sido subestimada e de não ter seu gritante apelo comercial explorado ad nauseam por Kylie e por seu incrível time de produtores.

6. FEVER

A espetacularidade da faixa-título de Fever está no minimalismo e na simplicidade de sua produção. O estilo contemporâneo que acompanha os sintetizadores e o teclado eletrônico é guiado por sagazes versos que comparam a ardente paixão aos sintomas febris de uma forte doença. Enquanto a verborragia lírica pode comprometer a aderência de determinada canção pelos ouvintes, aqui essa investida é feita com cautela extrema e carrega uma dinâmica praticidade que nos conduz  fluidamente do começo ao fim.

5. LOVE AT FIRST SIGHT


“Love at First Sight” é uma das músicas mais conhecidas de Kylie Minogue – e uma de suas clássicas assinaturas. Misturando dance-popnu-disco, a faixa se mostra menos experimental e mais simples que outras e, por esse motivo, alcança sucesso em não querer entregar mais do que consegue. Aliás, a artista fica responsável pela composição da faixa e começa a tomar controle da própria carreira e do próprio amadurecimento.

4. DANCEFLOOR

“Dancefloor” é uma das melhores músicas de Fever e não tem o reconhecimento que merece. Apesar das várias inflexões que nos remetem aos anos 1970 e 1980, nenhuma delas é tão impactante quanto a que ouvimos nessa orgásmica e narcótica atmosfera. A track utiliza uma produção à la Diana Ross, habilidosamente acolhida por Steve Anderson e apresentada com otimismo retumbante pela performer.

3. COME INTO MY WORLD

“Come Into My World” rendeu a Minogue seu primeiro e merecido Grammy por Melhor Gravação Dance – e não foi por qualquer motivo: aclamado pela crítica especializada e contando com o manejo aplaudível de Cathy DennisRob Davis, a track é considerada até hoje como uma das melhores músicas dos anos 2000 e uma das melhores da discografia da performer. A vibrante ambientação dance-pop é envolvente do começo ao fim e traz consigo uma potente carga nostálgica.

2. IN YOUR EYES

Sucesso na Austrália e no Reino Unido, “In Your Eyes” não pode ficar de fora das playlists festivas e, certamente, tem um espaço especial em nossos corações. A contagiante faixa tem referências que atravessam as múltiplas gerações da música, fundindo passado e presente no conflito impetuoso entre violinos e sintetizadores – que recheiam uma das rendições mais poderosas e fascinantes de Minogue.

1. CAN’T GET YOU OUT OF MY HEAD

O primeiro lugar de nosso ranking não poderia pertencer a nenhuma outra música além de “Can’t Get You Out of My Head”. Afinal, cada engrenagem dessa intrincada faixa é cuidadosamente arquitetada e incorpora elementos do techno, do pop, do disco e do dance como nenhuma outra.

Com um gancho célebre e extraordinário, Kylie cria mágica ao longo de breves três minutos e cinquenta segundos que poderiam se estender por muito mais tempo sem quaisquer prejuízos. Novamente, Dennis e Davis unem forças para dar vida a uma narrativa que fala sobre obsessão amorosa e que viria se tornar seu single de maior sucesso comercial, com mais de cinco milhões de cópias vendidas ao redor do mundo e ajudando a cimentar seu status como ícone global.

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