O vice-presidente dos EUA, JD Vance, aproveitou a controvérsia em torno do comercial de jeans estrelado por Sydney Sweeney para provocar os democratas — mesmo sem qualquer declaração oficial do partido sobre o tema.
Durante participação no podcast conservador Ruthless, Vance ironizou:
“Meu conselho político para os democratas é: continuem dizendo que quem acha a Sydney Sweeney bonita é nazista. Isso parece ser a estratégia atual deles.”
A fala faz referência ao intenso debate nas redes sociais sobre um comercial da atriz para a marca American Eagle, em que ela aparece com roupas justas e apresentação hipersexualizada. Parte da discussão online associou a estética do comercial à ideais nacionalistas — o que gerou respostas acaloradas e polarizadas.
Para Vance, o episódio expõe o que ele considera uma desconexão dos democratas com o “americano médio”.
“Você tem uma garota bonita, americana, fazendo um anúncio normal de jeans e eles enlouquecem com isso. É como se tivessem aprendido nada com a eleição de novembro de 2024,” afirmou, referindo-se à vitória do Partido Republicano na última eleição presidencial.
O vice-presidente ainda acusou o Partido Democrata de se afastar dos valores tradicionais:
“Grande parte do que os democratas fazem hoje gira em torno da hostilidade à vida americana básica. Uma garota bonita, num comercial de jeans, e eles surtam. Isso diz muito mais sobre eles do que sobre nós.”
A equipe da atriz Sydney Sweeney não comentou oficialmente sobre o caso até o momento. O comercial, por sua vez, continua circulando nas redes e dividindo opiniões — e, agora, servindo como novo combustível na guerra cultural entre direita e esquerda nos EUA.
O comercial mostra Sweeney falando sobre genética — “Genes são passados de pais para filhos, determinando coisas como cor dos olhos ou cabelo. Meus jeans são azuis.” —, fez alguns críticos acusarem a marca de reforçar ideais eurocêntricos e de beleza excludente, por escolher uma mulher branca, magra e loira como símbolo dos “melhores genes da América”.
Confira o comercial:
Enquanto o comercial continua circulando com alto engajamento nas redes sociais, o debate reacende uma velha polarização cultural entre representatividade, padrões de beleza e liberdade de criação na publicidade.
E agora, com a Casa Branca e comentaristas políticos entrando na discussão, a campanha da American Eagle acabou se tornando um inesperado símbolo da guerra cultural americana.
