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Jharrel Jerome e Teo Yoo integram júri do novo prêmio de documentário do Globo de Ouro em Veneza


Após anunciar em maio, durante o Festival de Cannes, a criação de um prêmio inédito para documentários, o Globo de Ouro levou a nova categoria para a 82ª edição do Festival de Cinema de Veneza, realizado entre 27 de agosto e 6 de setembro. O Golden Globes Impact Prize for Documentary, apresentado pelo Instituto Artemis Rising Foundation, contará com um júri que inclui os atores Jharrel Jerome (Moonlight: Sob a Luz do Luar) e Teo Yoo (Vidas Passadas).

O reconhecimento ao gênero documental começou no Festival de Cannes deste ano, quando o diretor Eugene Jarecki venceu o primeiro troféu com o longa The Six Billion Dollar Man, sobre Julian Assange e o caso do WikiLeaks. A escolha foi feita por um júri liderado pela presidente do Globo de Ouro, Helen Hoehne, pela fundadora e CEO da Artemis Rising Foundation, Regina K. Scully, pela produtora Geralyn White Dreyfous (vencedora do Oscar por Navalny, 2022) e anunciado pela atriz Tessa Thompson.

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Eugene Jarecki, ganhador do primeiro prêmio em Cannes 2025. (Foto: reprodução/Golden Globes)

Agora em Veneza, o Globo de Ouro dá continuidade à iniciativa com um júri internacional que reúne nomes ligados ao cinema e ao engajamento social: além de Jerome e Yoo, participam Hoehne, Scully, Dreyfous, a roteirista Misan Sagay, o diretor Edoardo Ponti e Danielle Turkov Wilson, fundadora da Think-Film Impact Production, parceira institucional do prêmio.



O Impact Prize vai destacar um documentário da seleção oficial da Biennale de Veneza – dentro ou fora da competição – que chame atenção para um tema social relevante, unindo integridade jornalística e criatividade artística. Os concorrentes são:

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A cineasta Lucrecia Martel concorre ao prêmio com o documentário ‘Nuestra Tierra’ (Foto: Reprodução/ Vision du Réel)

O vencedor receberá 10 mil dólares e terá direito a uma colaboração especial com a Think-Film Impact Production para ampliar o alcance social de sua obra. Em nota à imprensa, Jharrel Jerome afirmou: “Histórias reais são o que todos nós buscamos e o que o mundo precisa – elas nos inspiram e desafiam o que acreditamos ser possível”. Já Teo Yoo ressaltou: “O poder do documentário em revelar novas facetas da humanidade nos encoraja a sermos mais curiosos sobre o mundo”.

Embora o Globo de Ouro tenha concedido anteriormente um prêmio especial a um documentário sobre a Rainha Elizabeth em 1953 e incluído brevemente uma categoria de documentário entre 1972 e 1976, este ano é o primeiro reconhecimento formal ao gênero em quase 50 anos.

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Gianfranco Rosi com Leão de Ouro também disputa o prêmio na edição deste ano (Foto: reprodução/ Festival de Veneza)

Com o Golden Globes Impact Prize for Documentary, o Globo de Ouro busca a valorização do cinema documental, reforçando a força do gênero como espaço de denúncia, reflexão e transformação social. A estratégia é destacar títulos em grandes festivais e apoiá-los com prêmios em dinheiro, em vez de apenas criar uma nova categoria de votação entre seus membros como forma de reposicionamento no mercado cultural.

Vale lembrar que, há dois anos, o Globo de Ouro acrescentou as categorias de Melhor Stand-up e Sucesso de Bilheteria (Box-Office Achievement). Em 2025, também lançou o prêmio de Melhor Podcast, escolhido a partir de uma seleção prévia de 26 produções, cuja curadoria ainda permanece em aberto.

Letícia Alassë
Crítica de Cinema desde 2012, jornalista e pesquisadora sobre comunicação, cultura e psicanálise. Mestre em Cultura e Comunicação pela Universidade Paris VIII, na França e membro da Abraccine, Fipresci e votante internacional do Globo de Ouro. Nascida no Rio de Janeiro, mas desde 2019, residente em Paris, é apaixonada por explorar o mundo tanto geograficamente quanto diante da tela.
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