A situação do astro Johnny Depp não está nada boa profissionalmente e ele parece estar sofrendo uma forte represália de Hollywood, após seu tumultuado julgamento contra a sua ex-esposa, Amber Heard.

E com o seu nome vetado pela Netflix para viver o personagem Gomez na versão live-action de ‘A Família Adams‘, a situação do amado ator parece realmente não melhorar.

E após afirmar publicamente que de fato estava sendo boicotado por Hollywood, Depp deu uma nova entrevista ao The Times e se posicionou contra o ostracismo, dizendo que lutará para se manter na indústria.

Para o ator, sua luta será para honrar o apoio e a fidelidade de seus fãs, que ele mesmo diz ser seus “verdadeiros patrões”.



“Eles [os fãs] sempre foram meus patrões. Eles são todos os nossos empregadores. Eles compram os ingressos, os produtos. Eles enriqueceram todos aqueles estúdios, mas aquelas pessoas se esqueceram disso há muito tempo. Mas eu definitivamente não me esqueci. E estou orgulhoso dessas pessoas, por causa do que estão tentando dizer, que é dizer a verdade. A verdade que eles estão tentando divulgar, já que os veículos mais convencionais não o fazem. É uma longa estrada que às vezes fica difícil. Às vezes é  simplesmente estúpido. Mas eles continuaram andando comigo e é por eles que lutarei. Sempre, até o fim. Independente de qual luta for.”

Sobre o suposto boicote

Em uma recente entrevista ao Sunday Times para promover seu novo filme, ‘Minamata‘, o ator disse que sua imagem pública está atrapalhando o lançamento do longa nos cinemas dos Estados Unidos.

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A produção é centrada na negligência da Chisso Corporation em despejar resíduos de mercúrio nas cidades costeiras do Japão, causando uma onda de infecções e mortes que atingiu a população local pela ingestão de peixe. Na trama, Depp dá vida a Eugene Smith, famoso fotojornalista que se desconectou do mundo – mas resolveu aceitar uma última missão do editor da revista Life (Bill Nighy). Ele é acompanhado por um tradutor japonês e encorajado por um habitante local (Hiroyuki Sanada) a ajudar a expor décadas de negligência da corporação.

O ator revelou que “olhou nos olhos dos executivos de Hollywood” e disse que o filme mostraria as verdadeiras tragédias que aconteceram, mas o filme foi boicotado por sua causa.



“Alguns filmes tocam as pessoas. É o caso do que aconteceu em Minamata e com pessoas que passam por coisas semelhantes. Mas antes de pensarem nisso, eles valorizaram mais o boicote que Hollywood promoveu para mim. Um homem, um ator em uma situação desagradável e complicada nos últimos anos”, afirmou.

O diretor Andrew Levitas já havia enviado uma carta de reclamação aos estúdios da MGM e outros para protestar contra a decisão de “enterrar” o filme Minamata após os escândalos e as alegações de abuso doméstico de Depp.

Jun KunimuraRyo KaseTadanobu AsanoAkiko Iwase também fazem parte do elenco.

O longa foi adquirido no terceiro trimestre do ano passado pela MGM. A ideia era lançá-lo nos cinemas e em Video On Demand em fevereiro de 2021, mas os planos não se concretizaram. O acordo foi feito enquanto Depp enfrentava sua ex-esposa Amber Heard nos tribunais, defendendo-se de acusações de abuso físico e verbal, como parte das notícias publicadas pelo tabloide inglês The Sun – que o ator eventualmente perdeu. Pouco depois, Depp anunciou que a Warner Bros. pediu que ele abandonasse o papel de Grindelwald na franquia Animais Fantásticos e Onde Habitam, sendo substituído por Mads Mikkelsen.

Levitas escreveu que o diretor de aquisições da MGMSam Wollman, em virtude de todos os acontecimentos, não iria mais promover Minamata e que a companhia “decidiu enterrar o filme”. Levitas, dessa forma, enviou a carta não apenas à MGM, mas também à Fundação Eugene Smith de apoio aos realizadores cinematográficos e à Fundação Minamata.

Ele também exigiu que a MGM reconsiderasse e acredita que o estúdio não está dando importância o bastante para o tema retratado no longa, que expõe a indiferença e os erros de uma corporação multimilionária.

Leia a carta na íntegra aqui!



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