Mês do Orgulho | As 10 melhores canções LGBTQIA+ do século (até agora)

Junho é conhecido não só por ser o mês das celebrações juninas, mas por ser o Mês do Orgulho LGBTQIA+, que defende e explora o impacto da comunidade queer e a constante luta pelo respeito e pelos mesmos direitos que os outros – e um dos veículos de maior importância para essas pautas é, sem sombra de dúvida, a música.

Pensando nisso, preparamos uma breve lista elencando as dez melhores músicas LGBTQIA+ do século (até agora).

Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:

10. “RUSH”, Troye Sivan (2023)

Troye Sivan vem se provando como um powerhouse da música mainstream nos últimos anos e, em 2023, aproveitou para entregar o que apenas podemos considerar como o melhor álbum de sua carreira, intitulado ‘Something to Give Each Other’. E é claro que a produção viria acompanhada de um impecável lead single“Rush”, que logo conquistou a crítica e os ouvintes por sua sensual produção house-pop e sua lírica hedonista e escapista que abre espaço para incursões sobre sexo, tesão e paixão ardente.

9. “CHOSEN FAMILY”, Rina Sawayama (2020)

Há pouco mais de meia década, Rina Sawayama entregou seu aclamado álbum homônimo, recheado de músicas espetaculares e celebrações da vida e da alteridade das pessoas. “Chosen Family”, dessa maneira, emerge como uma das faixas essenciais para apreciar a arte da cantora e compositora: “onde eu pertenço?” é a pergunta que inicia a canção, dando margem para uma narrativa que remete à “família por escolha” da comunidade queer, que procura o amor renegado pelos parentes de sangue em pessoas que passam pela mesma situação.

8. “BOYFRIEND”, Dove Cameron (2022)

Em 2021, Dove Cameron revelou publicamente que era queer e, pouco depois, começou a investir em peso em uma identidade que representasse quem ela é, de verdade. Logo, não poderíamos deixar a incrível “Boyfriend” de fora da lista: a canção representa um divisor de águas em sua discografia, tanto pela sensual rendição, quanto pelo ácido liricismo. Além disso, a envolvente produção pega múltiplos elementos e, construindo uma atmosfera dark, parece ter saído de uma trilha sonora da franquia ‘007’.

7. “ALL THE LOVERS”, Kylie Minogue (2010)

A artista australiana Kylie Minogue percebeu que havia se tornado um ícone LGBTQ+ no final dos anos 1980, alguns anos depois de começar a fazer sucesso mundial. Hoje, Minogue é dona de músicas indispensáveis para se ouvir no Mês do Orgulho – e uma delas prova seu status como Rainha do Dance: “All The Lovers”, uma synth-ballad de tirar o fôlego com um clipe espetacular que fala sobre o amor verdadeiro.

6. “CLOSER”, Tegan and Sara (2013)

A dupla de irmãs canadenses Tegan and Sara mostraram o mais puro retrato da amizade queer ao descrever com uma elegíaca letra que o amor entre duas pessoas não existe apenas no âmbito sexual, mas também no sentido mais sentimental. “Closer”, um dos principais singles do aclamado EP ‘Heartthrob’ é uma produção que não poderia ficar de fora da nossa lista no Mês do Orgulho.

5. “MONTERO (CALL ME BY YOUR NAME)”, Lil Nas X (2021)

Causando choque e inúmeras controvérsias por parte dos mais conservadores, “MONTERO (Call Me By Your Name)” é uma música indesculpavelmente LGBTQIA+ – e que inclusive conta com um ácido e incisivo videoclipe dirigido por Lil Nas X e pelo realizador ucraniano Tanu Muino. A canção é centrada em temas queers e que utiliza o sexo como arma de empoderamento contra o conservadorismo destrutivo e como forma de defesa da expressão artística.

4. “MAKE ME FEEL”, Janelle Monáe (2018)

Janelle Monáe entregou um dos melhores álbuns da década passada com ‘Dirty Computer’ – e o divertido e despretensioso hino “Make Me Feel” é apenas uma das muitas narrativas críticas das quais se dispõe. Modernizando o R&B com habilidade impecável, a música é uma declaração de sua pansexualidade com clareza dançante e envolvente, nos convidando para a pista de dança em uma memorável performance.

3. “LET’S HAVE A KIKI”, Scissor Sisters (2012)

Apesar da batida bastante familiar, “Let’s Have a Kiki” é uma das canções com maior quantidade de gírias LGBTQ+ da história da música. Encabeçada pelo excêntrico e adorável grupo conhecido como Scissor Sisters (cujo próprio nome faz alusão à comunidade queer), a música é acompanhada de um vídeo instrucional atemporal e divertido que cai no gosto popular desde seu lançamento até os dias de hoje.

2. “GOOD LUCK, BABE”, Chappell Roan (2024)

Com “Good Luck, Babe!”, Chappell Roan explora um dos temas mais difíceis de ser analisado no cenário fonográfico: o da heterossexualidade compulsória. Através de uma pungente e ansiosa lírica, movida por uma construção pop e orquestral arrepiante e irretocável do começo ao fim, Roan fala sobre as angústias de uma personagem que não consegue aceitar quem é por quaisquer que sejam as razões. E, para além do enredo indesculpavelmente potente, temos uma rendição performática aplaudível que puxa elementos até mesmo do oitentismo irrefreável de Kate Bush.

1. “BORN THIS WAY”, Lady Gaga (2011)

Nenhuma outra música poderia ocupar o primeiro lugar da nossa lista além do antêmico e inspirador clássico contemporâneo “Born This Way”. O lead single que empresta seu nome ao terceiro álbum de estúdio da titânica Lady Gaga é a definição do que o Mês do Orgulho representa e defende – uma celebração da diversidade contundente e direta que se consagra como a primeira canção a mencionar diretamente a comunidade trans (motivo pelo qual reitera seu status não apenas como o maior hino LGBTQIA+ do século, mas de todos os tempos).

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Thiago Nolla
Thiago Nolla
Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com cultura pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, literatura e jogar conversa fora.