Já passamos da metade do ano – e isso significa que está na hora de relembrarmos as melhores produções do mundo do entretenimento que nos encantaram nestes últimos seis meses.
2026 vem se mostrando um ótimo ano para produções cinematográficas, originais ou adaptadas – entregando-nos diversos títulos que abrangem gêneros como drama, comédia, sci-fi e terror. Desde a insana jornada de ‘Backrooms: Um Não-Lugar’ até a comovente aventura espacial ‘Devoradores de Estrelas’, vários longas-metragens superaram nossas expectativas com histórias instigantes e memoráveis.
Pensando nisso, preparamos uma breve lista elencando os dez melhores filmes do ano até agora – levando em consideração as produções que estrearam oficialmente em circuito nacional em 2026.
Veja abaixo as nossas escolhas:
10. BACKROOMS: UM NÃO-LUGAR

Direção: Kane Parsons
É impressionante imaginar que Kane Parsons transformou sua popular websérie ‘Backrooms’ em um dos melhores longas-metragens do ano – e isso fazendo história ao se tornar o diretor mais jovem do extenso panteão da A24. Estrelado por Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve em duas das atuações mais viscerais e comprometidas do ano, o filme ampliou os conceitos dos espaços liminares e apoiou-se na angústia do ser humano pelo desconhecido para unir suspense, terror e drama existencialista em um único lugar.
9. BOA SORTE, DIVIRTA-SE, NÃO MORRA!

Direção: Gore Verbinski
Gore Verbinski não é um diretor que cai no gosto de todos os cinéfilos – e é justamente isso que o torna tão intrigante. Com a tragicomédia futurista ‘Boa Sorte, Divirta-Se, Não Morra!’, o cineasta construiu um comentário mordaz de um futuro agourento e que se desenrola bem à frente dos nos narizes, encantando-nos com uma dose certeira de suspense, drama e comédia que o torna ainda mais delicioso. É claro que alguns excessos da produção podem não ser do agrado de todos, mas é essa imprevisibilidade ostensiva que nos encanta desde os primeiros minutos.
8. A NOIVA!

Direção: Maggie Gyllenhaal
Maggie Gyllenhaal fez sua estreia como diretora com o ótimo drama ‘A Filha Perdida’ – e retornou em 2026 com um ambicioso projeto que reimaginou o clássico ‘A Noiva de Frankenstein’ e o lendário romance ‘Frankenstein’, de Mary Shelley. Convidando-nos à rompante Chicago dos anos 1930, Gyllenhaal construiu um universo excêntrico e propositalmente exagerado que singrou entre a insana egolatria humana com um elenco de peso que incluiu Christian Bale e Jessie Buckley (esta em mais uma espetacular rendição).
7. TOY STORY 5

Direção: Andrew Stanton
Seis anos depois do que acreditávamos ser o fim da saga ‘Toy Story’, a Pixar resolveu nos entregar um novo capítulo da aclamada e premiada franquia animada. ‘Toy Story 5’ superou nossas expectativas ao mudar o foco de Woody e Buzz para a adorável e destemida vaqueira Jessie. Aqui, Andrew Stanton, prestigiado veterano do estúdio, delineou temas como abandono, trauma e amizade de maneira singular e aproveitando os adventos da tecnologia e como ela atua – para o bem ou para o mal – na vida das crianças.
6. OBSESSÃO

Direção: Curry Barker
Nos últimos anos, o gênero do terror parece ter passado por uma revitalização e uma reapreciação não apenas por parte dos cinéfilos, mas pela crítica especializada. E, depois do arrebatador sucesso de ‘Pecadores’ e ‘A Hora do Mal’, o diretor Curry Barker mergulhou fundo na volátil psique humana e na violência cênica para o ótimo ‘Obsessão’ – que esquadrinhou uma história sobre relacionamentos tóxicos, mas elevada à enésima potência e adornada com uma atmosfera sobrenatural e uma performance aplaudível de Inde Navarrette.
5. O DRAMA

Direção: Kristoffer Borgli
Zendaya e Robert Pattinson protagonizaram um dos melhores e mais polêmicos filmes do ano: ‘O Drama’. Dirigido por Kristoffer Borgli em uma entrada fabulosa de sua jovem carreira como cineasta, a ousada trama explora as “áreas cinzentas” da moral humana ao colocar um casal recém-noivado colocando em xeque o que um sente pelo outro quando verdades obscuras vêm à tona. O projeto segue a irruptiva tendência do cinema de gênero de trazer temas complexos sob uma atmosfera despojada e pincelada com um humor controverso e muito ácido – e se beneficia do talento inegável da dupla principal.
4. DIA D

Direção: Steven Spielberg
Steven Spielberg sempre teve uma mão muito hábil para criar não apenas poderosos e reflexivos dramas, mas blockbusters de primeira linha. E, com ‘Dia D’, Spielberg realizou um projeto de longa data ao unir ambos os mundos sob uma perspectiva original que bebeu dos clássicos de ficção científica centrados em alienígenas – construindo uma solene e instigante aventura dramática encabeçada por Josh O’Connor, Colin Firth e uma espetacular Emily Blunt em um papel definitivo de sua expressiva carreira.
3. DEVORADORES DE ESTRELAS

Direção: Phil Lord e Chris Miller
Ryan Gosling já provou ser um dos atores mais carismáticos do cenário atual do entretenimento, tendo emprestado suas invejáveis habilidades a produções como ‘La La Land: Cantando Estações’ e ‘Barbie’ – ambos lhe rendendo indicações ao Oscar. E, em 2026, Gosling caminha para mais uma merecida nomeação com a melhor performance de sua carreira na dramédia sci-fi ‘Devoradores de Estrelas’, que explorou a essência do que significa ser humano em uma divertida e emocionante aventura espacial (que ainda contou com nomes como Sandra Hüller e James Ortiz no elenco).
2. MARTY SUPREME

Direção: Josh Safdie
Se Josh Safdie encontrou sucesso significativo em ‘Joias Brutas’ ao lado do irmão, ele encontraria ainda mais espaço de aclame com a semi-cinebiografia ‘Marty Supreme’. Trazendo todo o conhecido apreço pelo frenesi narrativo, Safie se apoiou no talento de Timothée Chalamet em uma explosiva e incansável trama imbuída em esteroides cinematográficos que se sagrou uma grande carta de amor ao cinema e à arte do storytelling – tudo isso apostando fichas em uma história centrada no universo do tênis de mesa.
1. HAMNET: A VIDA ANTES DE HAMLET

Direção: Chloé Zhao
Chloé Zhao já havia nos entregue um poderoso drama com o vencedor do Oscar ‘Nomadland’, em 2021 – mas alcançou um novo patamar artístico com o lançamento de ‘Hamnet: A Vida Antes de Hamlet’, que chegou aos cinemas nacionais no começo deste ano. Garantindo a Jessie Buckley uma merecida vitória na categoria de Melhor Atriz nos prêmios da Academia, o drama de época traz à vida a conturbada história do dramaturgo William Shakespeare e de sua esposa, Agnes, enquanto navegam por uma tragédia derradeira que explora o âmago da melancolia e do luto humanos.


