Dando continuidade à nossa matéria sobre os artistas que são verdadeiras ameaças duplas, agora chega a segunda parte com os homens. Primeiro, sempre as mulheres, e caso você não tenha lido a matéria sobre as atrizes que também se destacaram como diretoras de cinema, confira abaixo no link. Nesta segunda parte, veremos alguns (não todos, obviamente – então nos perdoe os que deixarmos de fora / mas quem sabe irão figurar em outra matéria) dos atores que mais se destacaram atrás das câmeras no comando de produções. Algumas das quais, bem famosas inclusive.

Leia também: As Atrizes que Também são DIRETORAS no Cinema

Assim como as damas, estes cavalheiros dirigiram e continuam a dirigir filmes de prestígio, grandes produções e inclusive obras premiadas. Alguns, até mesmo, conseguiram mais destaque em suas carreiras como cineasta, do que atingiram em sua filmografia na frente das câmeras. Para esta matéria, selecionamos os atores que continuam a trabalhar como diretores, e que prometem novos longas em breve. Vamos conhecer abaixo.

Bradley Cooper



De galã em filmes bobos de comédia, Bradley Cooper quis rapidamente se desassociar de tal imagem, mostrando que era um talentoso intérprete, com bastante alcance dramático caso a ocasião pedisse. É claro que o astro mostra que não é sisudo, voltando a se divertir em produções escapistas de tempos em tempos. Mas atualmente ninguém duvida de sua qualidade como ator. Nomeado para nada menos que 8 Oscar (dentre os quais 4 por atuação), Cooper ainda não tem uma estatueta do Oscar para chamar de sua – o que faz dele um dos artistas mais injustiçados da Academia na atualidade. Temos certeza, porém, que seu prêmio sai em breve.

É preciso ter vivido debaixo de uma rocha nos últimos dois anos para não saber que Bradley Cooper fez sua estreia como diretor no filme sensação Nasce uma Estrela (2018), o qual igualmente protagonizou, ao lado da estrela da música Lady Gaga. O filme é, na verdade, a terceira refilmagem de uma mesma história, já contada no cinema em 1937, 1954 e 1976. Mas Cooper não é diretor de um filme só, e já prepara seu segundo longa com Maestro, biografia do músico Leonard Bernstein, condutor renomado de musicais da Broadway, o qual irá igualmente protagonizar, programado para a estreia em 2021.

Clint Eastwood

Esse dispensa apresentações. Mas você sabia que Nasce uma Estrela seria originalmente dirigido por Clint Eastwood, e teria a musa Beyoncé no papel principal? O astro nonagenário tem mais de 70 créditos como ator e começou sua carreira ainda na década de 1950. Embora tenha ficado muito marcado pelos faroestes que fez no início de carreira, seu primeiro trabalho nas telonas foi como um cientista de laboratório, numa participação não creditada no terror A Revanche do Mostro (1955), sequência do clássico O Monstro da Lagoa Negra (1954).



Como diretor, Eastwood estreava duas décadas depois, em 1971. Novamente, seu primeiro passo como cineasta não foi num tipo de filme associado à sua persona de durão, mas sim no suspense Perversa Paixão, no qual vive um radialista que se torna alvo de uma mulher obsessiva. Já são mais de 40 créditos como diretor, incluindo duas vitórias na função – pelos filmes Os Imperdoáveis (1992) e Menina de Ouro (2004). Apesar de ter anunciado a aposentadoria com A Mula (2018), Eastwood voltará como ator e diretor em Cry Macho, uma história de redenção e amizade entre um idoso cowboy e um menino, já em fase de pós-produção.

John Krasinski

Conhecido por seus papeis em séries de comédia, vide The Office, John Krasinski ressurgiu em cena como um diretor prestigiado. Tudo, é claro, quando roteirizou e dirigiu o sucesso Um Lugar Silencioso (2018), o qual igualmente estrelou ao lado da esposa, a atriz Emily Blunt. O filme mostra um mundo pós-apocalíptico onde os sobreviventes precisam viver em silêncio a fim de não despertar a ira de monstruosas criaturas guiadas pelo som. O trabalho ajudou inclusive Krasinski a ser visto como ator dramático, conseguindo o papel principal na série de suspense e espionagem Jack Ryan, da Amazon.

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Um Lugar Silencioso, porém, não foi sua estreia na direção. O ator havia comandado dois outros longas antes: as comédias dramáticas Brief Interviews with Hideous Men (2009) e A Família Hollar (2016) – além de alguns episódios da citada The Office (entre 2010 e 2012). Com a pandemia do coronavírus, Um Lugar Silencioso 2, um dos filmes mais aguardados de 2020, precisou ser adiado para o ano que vem. Quem viu garante que Krasinski não deixou a peteca cair.

George Clooney

Aproveitando a estreia da nova superprodução da Netflix, a ficção O Céu da Meia Noite, chega agora na lista o ator/diretor George Clooney. O astro, é claro, comanda a citada obra e também a protagoniza na pele de um cientista solitário no Ártico tentando impedir a volta de astronautas para o nosso planeta, após uma realidade devastadora ter se instalado. Clooney, assim como Cooper, quis se afastar o mais rápido possível da imagem de galã em filmes comerciais, disposto a mostrar seu talento em obras mais dramáticas e exigentes.

E o ator conseguiu, já que possui uma estatueta do Oscar em casa por sua performance em Syriana – A Indústria do Petróleo (2005) e outras três nomeações. Como diretor também já foi indicado, por seu segundo filme, Boa Noite e Boa Sorte (2005), nomeado a 6 Oscar, incluindo melhor filme. Clooney tem seis filmes como diretor em sua filmografia – incluindo o recente O Céu da Meia Noite – e também duas séries de TV: Unscripted (2005) e Catch-22 (2019).



Denzel Washington

Um verdadeiro monstro sagrado do cinema mundial, o astro Denzel Washington atingiu aquele patamar dos grandes, no qual é considerado o melhor ator da atualidade por muitos fãs de cinema. Ele realmente pode fazer de tudo, e já fez de tudo, inclusive assumir a direção de filmes. Sua estreia como cineasta ocorreu no mesmo ano de sua segunda vitória como ator (por Dia de Treinamento), com o filme Voltando a Viver (2002), biografia de Antwone Fisher, jovem negro, militar da marinha americana, com graves problemas de raiva e violência. Washington também atua, como o terapeuta do rapaz.

Denzel já dirigiu inclusive um episódio da adorada série de TV, Grey´s Anatomy (2016), sua única incursão pela telinha. Seu terceiro filme, foi também o mais prestigiado. Um Limite entre Nós (Fences) é baseado na celebrada peça de August Wilson, e foi indicado para 4 Oscar, incluindo melhor filme, e saiu vitorioso do prêmio de melhor atriz para Viola Davis. O astro está preparando agora seu quarto filme, Journal of Jordan, sobre um militar na guerra de Bagdá, deixando um diário para seu pequeno filho – o longa é protagonizado pelo ótimo Michael B. Jordan.

Ben Affleck

O astro Ben Affleck conhece os altos e baixos da carreira de ator como poucos em Hollywood. De fato, antes de se tornar diretor, sua carreira ia bem mal das pernas, entregando fiascos consecutivos como protagonista. Mas a guinada viria com a adaptação de um livro para o cinema, o thriller Medo da Verdade (2007) – na humilde opinião deste amigo que vos fala, ainda seu melhor filme como diretor. O longa põe em questão a legitimidade de atos terríveis com a finalidade de “um bem maior”.


Há quem diga que Affleck começou a atuar melhor, e elevou seu jogo como intérprete, após ter se tornado um cineasta igualmente. Depois seguiram Atração Perigosa (2010) e o ápice como realizador, o vencedor do Oscar de melhor filme, Argo (2012). Como nem tudo no mundo é justo, Affleck levou o Oscar como produtor de Argo, mas sequer foi indicado como diretor, é mole? Mesmo que seu último filme até então seja o menos apreciado pela crítica (A Lei da Noite, de 2016), Affleck vem aí como diretor novamente no drama de guerra Ghost Army e no drama criminal baseado em Agatha Christie Witness for the Prosecution.

Mel Gibson

Com franquias de sucesso debaixo do braço, como Mad Max e Máquina Mortífera, Mel Gibson se transformou num dos astros mais requisitados das décadas de 1980 e 1990. Mas, se por um lado não teve reconhecimento como ator dramático de prestígio, embora tenha tentado em produções como Hamlet (1990), se enveredou no início dos anos 90 a comandar sua primeira produção atrás das câmeras. E assim como cineastas como Clint Eastwood, Gibson subvertia sua imagem de herói machão e truculento ao se revelar um realizador sensível. Foi em O Homem sem Face (1993), uma história sobre um professor deformado e recluso (vivido pelo próprio astro) e sua amizade com um menino, que Gibson exibiu sinais de ser um diretor talentoso pela primeira vez. O ator, no entanto, já havia comandado um documentário de TV dois anos antes.

Mas nada prepararia o mundo para a segunda investida de Mel Gibson como diretor. Foi no ambicioso Coração Valente (1995) que o astro entraria para o hall dos grandes cineastas da história do cinema, ao ponto de correr o risco de ficar mais conhecido na segunda função do que como intérprete. Coração Valente, um épico medieval de guerra, venceu 5 Oscar, incluindo melhor filme. Porém, Gibson deixaria de lado a cadeira de diretor por quase uma década, somente para tomar o mundo do cinema de novo de assalto com A Paixão de Cristo (2004), sucesso fenomenal, apostando no subgênero dos filmes religiosos – o qual o cineasta fez questão que fosse todo falado em aramaico.

Apocalypto (2006) foi uma aposta ainda mais arriscada, sem qualquer nome conhecido na frente das câmeras, esse conto de aventura visceral relata os últimos momentos do império Maia. Mais dez anos, e Gibson – já enfrentando sérios problemas na vida pessoal, que o excluíram de Hollywood – era convidado a retornar graças à sua criação em Até o Último Homem (2016), filme de guerra incrível sobre um combatente que se recusou a pegar em uma arma, devido à suas convicções religiosas. Agora, Mel Gibson, o diretor, está tirando do forno o remake do faroeste Meu Ódio Será sua Herança (The Wild Bunch, 1969), com Michael Fassbender e Jamie Foxx à frente do elenco, e programado para estrear em 2022.

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