A The CW divulgou o trailer oficial de ‘Joan’, novo drama criminal estrelado por Sophie Turner (‘Game of Thrones’).
A produção tem estreia marcada para o dia 02 de outubro na emissora, sem confirmação de lançamento no Brasil.
Confira:
A série foi criada por Anna Symon e conta com seis episódios.
Paul Frift entra como produtor, enquanto Richard Laxton dirige os capítulos.
Joan Hannington, uma mulher impetuosa e intransigente na casa dos seus vinte anos, é uma mãe dedicada à sua filha, Kelly, mas está presa num casamento desastroso com um criminoso violento chamado Gary. Quando Gary foge, Joan aproveita a oportunidade para criar uma nova vida para ela e sua filha. Adotando novas identidades e fazendo novas amizades ao longo do caminho, Joan se torna uma hábil ladra de joias. Ela embarca em uma jornada emocionante e de alto risco que desafia todos os seus limites, movida pelo seu desejo de criar um lar seguro.
Frank Dillane, Kirst J. Curtis, Gershwyn Eustache Jr., Tomi May, Laura Aikman, Alex Blake e Harry Pittard completam o elenco.
A Sony Pictures divulgou o trailer inédito de ‘Saturday Night’, biografia tragicômica que reconta os bastidores do primeiro episódio do famoso programa de esquetes ‘Saturday Night Live’.
O longa tem estreia agendada para o dia 11 de outubro nos cinemas norte-americanos.
Às 23h30min do dia 11 de outubro de 1975, uma trupe feroz de jovens comediantes e escritores mudou a televisão – e a cultura – para sempre. ‘Saturday Night’ é baseado na história real do que aconteceu nos bastidores nos 90 minutos que antecederam a primeira transmissão de ‘Saturday Night Live’. Cheios de humor, caos e da magia de uma revolução que quase não aconteceu, contamos os minutos em tempo real até ouvirmos aquelas famosas palavras…
Além de ter interpretado o Caveira Vermelha em ‘Capitão América: O Primeiro Vingador‘ e o Agente Smith em ‘Matrix‘, Hugo Weaving também deu vida ao elfo Elrond na trilogia ‘O Senhor dos Anéis’ e nos filmes ‘O Hobbit‘.
No entanto, Weaving nunca assistiu a atração e até disse que não tem intenção de assistir, pedindo desculpas a Aramayo durante uma entrevista para a Radio Times.
“Eu não assisti, e peço desculpas a Robert Aramayo por isso. A verdade é que não quero assistir porque já passei muito tempo na Terra-média. Particularmente, não quero voltar para lá.”
Para deixar tudo mais descontraído, ele finalizou:
“Bom, mas eu amo a Nova Zelândia, estive lá recentemente.”
Lembrando que a 2ª temporada de ‘O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder‘ já está disponível no catálogo do Prime Video, mas não conseguiu conquistar o mesmo sucesso da primeira temporada.
Segundo a Samba TV, a estreia do segundo ano registrou uma queda de 50% de audiência em relação ao ano anterior.
Nos EUA, a primeira temporada estreou em 2022 alcançando 1,8 milhão de domicílios em todo o território americano.
Já a segunda temporada alcançou apenas 902 mil domicílios, uma porcentagem bem abaixo da anterior.
O Prime Video não divulgou os números oficiais nem internacionais de audiência da série.
Durante a conversa, o trio comentou sobre as mudanças do novo ciclo e o que o público pode esperar dos próximos episódios da iteração.
Confira:
Em entrevista à Empire, o time criativo da série comentou sobre o que os fãs podem esperar da 2ª temporada – e aproveitaram para deixar claro que os próximos episódios trarão cenas de batalha “obscuras” e “violentas”.
“Nós amamos uma boa batalha”, revelou o co-showrunnerPatrick McKay. “O plano com a 2ª temporada seria algo muito maior, em uma escala muito maior que não apenas aconteceria à noite, mas durante vários dias, semanas, meses e episódios”.
Charlotte Brändström, que foi promovida à diretora de produção do próximo ciclo, acrescentou que a batalha será “dez vezes maior” que a da primeira temporada.
“É realmente a batalha entre a escuridão e a luz… Com momento muito obscuros e bastante violentos”, ela afirmou.
“As coisas tomaram um rumo bem intenso desde que Sauron voltou e moveu as peças de xadrez no tabuleiro”, acrescentou a produtora executiva Lindsey Weber. “Então, temos um tipo diferente de ação e veremos a Terra-média em seus momentos de maior terror”.
A adaptação é inspirada nos escritos do icônico romancista J.R.R. Tolkien.
Charlotte Brändström, que já participou do ciclo anterior e dirigiu dois dos oito capítulos, retorna como diretora; Sanaa Hamri e Louise Hooper foram contratadas para completar o time.
A trilogia de romances de Tolkien foi adaptada originalmente para os cinemas entre 2001 e 2003, ganhando 17 estatuetas do Oscar, entre elas o prêmio de Melhor Direção para Peter Jackson e Melhor Filme em 2004 para ‘O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei’. Mais tarde, a franquia ganhou também um trilogia prequela intitulada ‘O Hobbit’.
Após o lançamento do trailer de ‘Um Filme Minecraft‘, um usuário do YouTube decidiu recriar a prévia usando os gráficos do clássico jogo, e o resultado ficou simplesmente incrível!
Confira:
Infelizmente, o trailer da adaptação estrelada por Jason Momoa (‘Aquaman’) e Jack Black (‘Jumanji: Próxima Fase’) sofreu bastante críticas negativas.
Poucas horas depois da divulgação, o vídeo já ultrapassou 1 milhão de dislikes na plataforma do YouTube, contando com apenas 550 mil likes e revelando que os espectadores não estão muito animados com o aparente resultado da atração.
Confira:
Lembrando que o filme chega aos cinemas no dia 04 de abril de 2025.
Bem-vindo ao mundo do Minecraft, onde a criatividade não apenas ajuda você a criar, é essencial para a sobrevivência! Quatro desajustados – Garrett “The Garbage Man” Garrison (Momoa), Henry (Sebastian Eugene Hansen), Natalie (Emma Myers) e Dawn (Danielle Brooks) – se encontram lidando com problemas comuns quando são subitamente puxados através de um misterioso portal para o Overworld: um bizarro país das maravilhas cúbico que prospera na imaginação. Para voltar para casa, eles terão que dominar este mundo (e protegê-lo de coisas malignas como Piglins e Zumbis também) enquanto embarcam em uma missão mágica com um artesão especialista e inesperado, Steve (Black). Juntos, a aventura deles desafiará todos os cinco a serem ousados e a se reconectarem com as qualidades que tornam cada um deles único e criativo… As mesmas habilidades que eles precisam para prosperar no mundo real.
Jared Hess (’Napoleon Dynamite’) será responsável pela direção.
O jogo se tornou o título mais popular de todos os tempos, tendo vendido mais de 300 milhões de cópias mundialmente, com quase 140 milhões de jogadores ativos neste ano.
Vivida por Elizabeth Olsen, Wanda Maximoff apareceu pela última vez no MCU em ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura‘, assumindo o papel de vilã da sequência.
Ao fim da trama, ela supostamente se sacrifica para conter o poder do Darkhold após perceber que estava perdendo o controle sobre si mesma enquanto tentava encontrar seus filhos pelo Multiverso.
Agora que uma série do Visão (Paul Bettany) está sendo desenvolvida pela Marvel Studios, os fãs estão se perguntando se Olsen deve retornar ao MCU.
Enquanto promovia seu próximo filme, intitulado ‘As Três Filhas‘, a estrela concedeu uma entrevista à rádio irlandesa 104 FM e foi questionada sobre o assunto.
Em resposta, ela disse que:
“É uma personagem que eu adoraria reviver se houvesse um bom motivo para isso, e acho que fui sortuda no começo, porque ela foi bem utilizada… Mas, eles meio que não sabiam o que fazer com ela depois de ‘Vingadores: Ultimato‘! Se houver uma boa ideia em trazê-la de volta, estarei sempre feliz em retornar.”
Vale lembrar que, além de Bettany, a atração vai contar com o retorno de James Spader, dando voz ao Ultron, vilão de ‘Vingadores: A Era de Ultron‘.
Embora os detalhes específicos ainda não tenham sido revelados, a trama abordará a busca de Visão por um novo propósito na vida após os eventos de ‘WandaVision’.
Segundo o Inverse, o executivo e produtor Terry Matalas (‘Jornada nas Estrelas: Picard’), será o roteirista-chefe da série.
“Foi por causa de seu trabalho incrível na Temporada 3 de Picard”, revela Feige. “Eu disse: Isso é incrível. Eu não sei como isso existe. Deixe-me encontrar a pessoa que fez isso”.
Lembrando que ‘Agatha Desde Sempre’, será a próxima série da Marvel e estreia dia 18 de setembro no Disney+.
A 4ª e última temporada de ‘Superman & Lois’ estreia em 07 de outubro, na CW, e o público estão com altas expectativas para o desfecho da adorada atração.
E, durante uma entrevista para o TV Line, o showrunner Todd Helbing prometeu a participação de um surpreendente personagens dos quadrinhos no início da temporada.
“Há um personagem bem significativo dos quadrinhos e que ficamos realmente surpresos por termos conseguido usá-lo — e ele aparece logo no início da temporada. Primeiro, você ouve o nome dele, depois ouve mais vezes, até que ele aparece em carne e osso.”
Embora os comentários sejam bem vagos, a temporada final de ‘Superman & Lois‘ terá inúmeras participações especiais, bem como um personagem surpresa interpretado pelo ex-integrante de ‘The Flash’, Tom Cavanagh.
Será que o misterioso personagem significativo poderia ser o personagem de Cavanagh?
Agora só nos resta aguardar pela estreia.
Lembrando que o ciclo final da série contará com apenas 10 episódios.
Estrelada por Tyler Hoechlin (‘Teen Wolf’) e Elizabeth Tulloch (‘Grimm’), a atração tem suas três primeiras temporadas disponíveis no Max.
Criada por Greg Berlanti e Todd Helbing, a série marca o fim do Arrowverse.
Anos após enfrentarem vilões megalomaníacos, monstros caóticos em Metrópolis e invasores alienígenas que desejavam varrer a raça humana da face da Terra, o super-herói mais famoso do mundo, o Homem de Aço (também conhecido como Clark Kent), e a jornalista mais famosa dos quadrinhos, Lois Lane, enfrentam um dos maiores desafios de todos os tempos: lidar com o estresse, as pressões e as complexidades que surgem em ser pai nos dias de hoje.
Além desse complicado trabalho de criar dois meninos, Clark e Lois também se preocupam com o fato dos filhos Jonathan e Jordan poderem herdar os superpoderes kriptonianos do pai à medida que crescem. Retornando a Smallville para resolver algumas situações, o casal também se reencontra com Lana Lang, antiga namorada de Clark, e seu marido Kyle Cushing. Os adultos não são os únicos a cruzarem com antigas amizades, visto que os jovens membros da família Kent se reencontram com a filha rebelde de Lana e Kyle, Sarah.
Claro, nunca há um momento de paz na vida de um super-herói, especialmente com o pai de Lois, o General Samuel Lane, procurando por Superman para banir um vilão ou salvar o dia a qualqer momento. Enquanto isso, o retorno do casal para a idílica Smallville é acompanhado da aparição tanto de um estranho misterioso quanto de um magnata apaixonado chamado Morgan Edge.
O elenco ainda conta com Michael Bishop, Emmanuelle Chriqui, Inde Navarrette, Erik Valdez, Alexander Garfin e Dylan Walsh.
Agatha Harkness se vê impotente depois de escapar de seu aprisionamento em Westview, Nova Jersey. Ela espera que alguns aliados improváveis se juntem a ela em sua busca para recuperar seus antigos poderes.
Por mais que o brasileiro tenha um apreço significativo pela cultura estrangeira, principalmente a norte-americana, é inegável dizer que os artistas nacionais têm habilidades que se igualam e até mesmo superam a dos internacionais.
Apenas no cenário musical contemporâneo, podemos citar nomes como Liniker, Jão e ANAVITÓRIA como representantes do MPB e do pop nacional, enquanto Anitta, Pabllo Vittar e Ludmilla, por exemplo, voltam-se para o funk, o pagode e a eletrônica. Não obstante a forte presença da nova geração, artistas como Marisa Monte, Lulu Santos e Ivete Sangalo permanecem ativos em um encontro entre passado e presente – confluindo suas incríveis estéticas em atemporais espetáculos.
Pensando nisso, preparamos uma breve lista elencando as dez melhores músicas nacionais da década (até agora).
Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:
Alok é um dos nomes mais importantes não só da música brasileira, mas também da eletrônica mundial – e, neste prolífico ano, lançou inúmeras canções, incluindo a instigante “Kids on Whizz” em fevereiro de 2021. O electro-dark, que conta com a colaboração do ato Everyone You Know, gira em torno de uma narrativa centrada nas pistas de dança e em um complicado relacionamento que traz elementos do electro-dance e do house.
O destaque principal de ‘Funk Generation’, o álbum mais recente de Anitta, é destinado a “Funk Rave” – uma peça musical que, sem sombra de dúvida, é uma das melhores incursões da carreira de Anitta pela ousadia com a qual trabalha uma sucessão de estilos diferentes que convergem para um inebriante coquetel de synth-funk, funk 150-BPM e funk-trap cujo único crime é durar apenas dois minutos e meio.
Marisa Monte, uma das musas do MPB e um dos nomes mais conhecidos do cenário fonográfico nacional, fez um glorioso retorno em 2021 com o lançamento de “Com Calma”, música que se apoia na bossa-nova e flerta com as composições mais densas do samba para falar sobre a pressa da vida e ser guiada pelo som dos violinos, do piano e do saxofone.
Em “Terceira”, Lívia Nollavolta ao período transitório entre os anos 1990 e 2000 e absorve a estética única de Fiona Apple para uma tríptica narrativa; os solos da guitarra são inspirados pela rebeldia nostálgica de Cássia Eller e Rita Lee – mas o que mais nos rouba a atenção é a montanha-russa e as inversões ousadas a que a cantora e compositora se propõe a nos entregar.
Meses depois de ter lançado o ótimo ‘Super’, Jãoanunciou uma aguardada versão deluxe com nada menos que oito faixas inéditas – uma delas, “Locadora Pt. II”, funcionando como extensão de uma das tracks presentes no álbum original. E a faixa, movida por vocais cristalinos e por uma exuberante produção musical que é marcada pelo baixo, pela bateria e por trompetes, é orquestral e deliciosamente anacrônica do começo ao fim, superando a versão original e merecendo o lugar na nossa lista.
Em “penhasco.”, Luísa Sonzarevela as mágoas que ainda carrega e utiliza a própria música em um exercício metapoético, entendendo o motivo de ter se machucado em versos consecutivos como “eu tive que desaprender a gostar tanto de você” e “sabe que se chamar eu vou”. A progressão, teatral para alguns e evocativa para outros, é movida pela transição potente do piano à percussão, arrancando os melhores vocais de Sonza em uma explosão sentimental.
“Corre o Munda” é o desfecho perfeito e necessário para uma obra do calibre de ‘Só’, mais recente lançamento de Adriana Calcanhotto. Perscrutada com um solilóquio romântico e que faz alusões a Fernando Pessoa sobre Coimbra, cidade portuguesa para a qual retornaria antes da pandemia, a cantora discorre sobre o caudaloso rio Mondego e sua vivência naquele país europeu.
Enquanto “Bend the Knee” passou longe de ganhar um marketing digno do que representa para o cenário musical brasileiro, a canção merece estar no nosso Top 10. O conhecido Timbaland se reuniu com dois nomes nacionais, Bruno Martini e a sempre incrível IZA, para uma incursão electro-disco regada a sintetizadores e um refrão viciante.
Baco Exu do Blues se envolveu na própria reflexão com ‘QVVJFA?’, lançado em fevereiro deste ano com uma fusão de inúmeros estilos musicais. Aqui, a faixa “4 da manhã em Salvador” fecha esse arco introspectivo e adota um teor mais biográfico, consagrando-se como a canção mais latinizada do álbum (com a presença inesperada do violão) e uma narrativa de superação que denuncia a opressão sistêmica dos não privilegiados.
Liniker, um dos mais importantes nomes do cenário fonográfico brasileiro, não deixaria seus fãs de mãos abanando e, algumas semanas atrás, lançou a delicada balada “Baby 95”. Estendendo suas ramificações para a simplicidade sonora dos anos 1980, marcada pelo piano e pela ecoante bateria, a artista fala sobre o enlace romântico entre duas pessoas e até mesmo se deixa levar pelas incursões da bossa-nova.
Lembrando que o disco anterior da artista foi o aclamado ‘If I Can’t Have Love, I Want Power’, que se tornou uma das produções mais bem recebidas do ano passado e inclusive entrou para nossa lista de melhores álbuns de 2021, conquistando o terceiro lugar da lista.
O disco veio acompanhado de um filme, dirigido por Colin Tilley e com roteiro da própria Halsey, além de trazer produção de Trent Reznor e Atticus Ross, vencedores do Oscar de Melhor Trilha Sonora Original pela animação ‘Soul’.
Halsey fez sua estreia no mundo da música com ‘Badlands’, em 2015. Desde então, lançou mais dois álbuns: ‘Hopeless Fountain Kingdom’ (2017) e o elogiado ‘Manic’ (2020), ambos ganhando elogios por parte da crítica especializada. Vendendo mais de um milhão de álbuns e recebendo mais de 6 bilhões de streamings apenas nos Estados Unidos, a artista já foi indicada duas vezes para o Grammy e já levou para casa quatro Billboard Music Awards.
‘Quiz Lady‘, comédia para maiores estrelada por Awkwafina (‘Oito Mulheres e um Segredo’) e Sandra Oh (‘Killing Eve’), se tornou um dos melhores filmes do ano passado – e, agora, começa a colher frutos de seu sucesso.
Durante o anúncio de vencedores do Creative Arts Emmy, a produção levou para casa o prêmio de Melhor Filme para Televisão.
Na trama, Anna e sua irmã caótica, Jenny, precisam trabalhar juntas para cobrir o valor das dívidas de apostas de sua mãe. E ,quando o cachorro da Anne é sequestrado, elas farão de tudo para conseguir o dinheiro.
Relembre o trailer legendado:
O filme é dirigido por Jessica Yu (‘Fosse/Verdon’), com roteiro assinado por Jen D’Angelo.
Anne, uma mulher tensa e obcecada por game shows, deve se juntar a sua caótica irmã Jenny para ajudar a pagar as dívidas de jogo de sua mãe. Quando o amado cachorro de Anne é sequestrado, elas terão que fazer uma viagem pelo país para conseguir o dinheiro de que precisam. Para fazer isso, terão que aproveitar as habilidades de Anne, transformando-a na campeã do game show que ela sempre quis ser.
A 3ª temporada de ‘O Urso’, estrelada pelo ator Jeremy Allen White (‘Shameless’), conquistou a crítica e o público e reiterou o status da série como uma das melhores da atualidade.
Durante o 2º dia da cerimônia de vencedores do Creative Arts Emmy Awards, a mais recente iteração conquistou inúmeros prêmios – incluindo Melhor Atriz Convidada para Jamie Lee Curtis (sagrando-se a primeira estatueta do evento para a artista) e Melhor Ator Convidado para Jon Bernthal.
Vale lembrar que a cerimônia principal ocorrerá em 15 de setembro.
A 3ª temporada de ‘O Urso’, estrelada pelo ator Jeremy Allen White (‘Shameless’), conquistou a crítica e o público e reiterou o status da série como uma das melhores da atualidade.
Durante o 2º dia da cerimônia de vencedores do Creative Arts Emmy Awards, a mais recente iteração conquistou inúmeros prêmios – incluindo Melhor Atriz Convidada para Jamie Lee Curtis (sagrando-se a primeira estatueta do evento para a artista) e Melhor Ator Convidado para Jon Bernthal.
Vale lembrar que a cerimônia principal ocorrerá em 15 de setembro.
O mais recente filme do Studio Ghibli, ‘O Menino e a Garça’ (The Boy and the Heron), que ganhou o Globo de Ouro e o Oscar de Melhor Animação, ganhou data de estreia na Netflix.
O longa animado, que marcou o retorno de Hayao Miyazaki, chega à plataforma de streaming no próximo dia 07 de outubro.
“Depois de perder a mãe durante a guerra, o jovem Mahito muda-se para a propriedade de sua família no campo. Lá, uma série de eventos misteriosos o levam a uma torre antiga e isolada, lar de uma travessa garça cinzenta. Quando a nova madrasta de Mahito desaparece, ele segue a garça cinzenta até a torre e entra num mundo fantástico partilhado pelos vivos e pelos mortos. Ao embarcar em uma jornada épica com a garça como guia, Mahito deve descobrir os segredos deste mundo e a verdade sobre si mesmo.”
Além de ter sido aclamado pelos críticos – com impressionantes 96% de aprovação no Rotten Tomatoes –, o longa agradou aos espectadores, recebendo uma nota A- no CinemaScore.
A animação é inspirada em uma obra infantil de 1937, escrita por Yoshino Genzaburo. O livro original acompanha um jovem de 15 anos que reflete sobre a vida em um Japão pré-guerra, o filme foi descrito como uma “grande e fantástica história”.
O filme é dirigido por Simon Curtis. Julian Fellowes, criador da série, fica responsável pelo roteiro.
O tão esperado retorno cinematográfico do fenômeno global reúne o amado elenco em uma grande jornada ao sul da França para desvendar o mistério da villa recém-herdada da Condessa Viúva.
Sucesso! O romance ‘É Assim que Acaba‘, estrelado pela Blake Lively (‘Águas Rasas’), conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 300 milhões nas bilheterias mundiais.
O filme se tornou a maior arrecadação de um drama romântico desde ‘Nasce uma Estrela‘ (US$436.4M), tendo superado sucessos como ‘A Culpa é das Estrelas‘ (US$307.1M), ‘Podres de Ricos‘ (US$239.3), ‘Todos Menos Você‘ (US$220.2M) e ‘Como Eu Era Antes de Você‘ (US$208.4M).
Nos EUA, o longa já arrecadou US$ 141.3 milhões. No mercado internacional, a adaptação do livro de Colleen Hoover acrescenta US$ 168 milhões – totalizando uma arrecadação global de US$ 309.3 milhões.
O TOP 5 dos maiores mercados internacionais conta com Reino Unido (US$26M), Austrália (US$14M), México (US$14M), Alemanha (US$13.6M) e Brasil (US$9.8M).
Vale lembrar que o romance superou as expectativas em sua estreia nos EUA, arrecadando US$ 50 milhões em seu primeiro final de semana. O valor ficou muito acima das projeções iniciais, que indicavam um lançamento em torno de US$ 23-30 milhões.
Desconsiderando sua participação especial no novo filme do Deadpool, ‘É Assim que Acaba‘ se tornou o segundo maior lançamento da carreira de Lively, atrás apenas do live-action de ‘Lanterna Verde‘ (US$53.1M).
Vale lembrar que o romance já está em exibição nos cinemas nacionais!
Justin Baldoni também está atado à direção, a partir de um roteiro escrito por Christy Hall(‘I Am Not Okay With This’).
Lily nem sempre teve tudo fácil na vida, mas isso nunca a impediu de trabalhar duro pelo que deseja. Ela percorreu um longo caminho desde a pequena cidade no Maine, onde cresceu – formou-se na faculdade, mudou-se para Boston e abriu seu próprio negócio. Então, quando ela sente uma faísca com um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo na vida de Lily de repente parece quase bom demais para ser verdade.
Ryle é assertivo, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e tem uma quedinha total por Lily. E a aparência dele de uniforme certamente não dói. Lily não consegue tirá-lo da cabeça. Mas a completa aversão de Ryle a relacionamentos é perturbadora. Mesmo quando Lily se vê se tornando a exceção à sua regra de “não namorar”, ela não pode deixar de se perguntar o que o tornou assim em primeiro lugar.
À medida que as perguntas sobre seu novo relacionamento a oprimem, os pensamentos sobre Atlas Corrigan – seu primeiro amor e um elo com o passado que ela deixou para trás – também retornam. Ele era sua alma gêmea, seu protetor. Quando Atlas reaparece repentinamente, tudo o que Lily construiu com Ryle está ameaçado.
Sucesso! A sequência ‘Divertida Mente 2‘ conseguiu ultrapassar a marca de US$ 1,671 bilhão nas bilheterias mundiais.
O longa superou a arrecadação total de ‘Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros‘ (US$1.67B), entrando para o TOP 8 das maiores arrecadações da história do cinema.
Além de já ter ultrapassado sucessos como ‘O Rei Leão‘ (US$1.66B), ‘Os Vingadores‘ (US$1.52B), ‘Velozes e Furiosos 7‘ (US$1.51B) e ‘Top Gun: Maverick‘ (US$1.49B), a produção também superou ‘Frozen 2‘ (US$1.45B) e ‘Super Mario Bros‘ (US$1.36B), tornando-se a maior animação da história.
Nos EUA, o filme já arrecadou US$ 651.9 milhões, o que representa a maior animação da história do país – ultrapassando ‘Os Incríveis 2‘ (US$608.5M).
Internacionalmente, o longa soma US$ 1,023 bilhão.
O TOP 5 dos maiores mercados internacionais conta com México (US$102.3M), Brasil (US$80.2M), Reino Unido (US$74.2M), França (US$63.9M) e Coreia (US$60.9M).
Com quase R$ 450 milhões arrecadados em território nacional, ‘Divertida Mente 2‘ se tornou a maior a bilheteria da história no Brasil, superando ‘Vingadores: Ultimato‘ (US$353M).
O longa também tornou a maior arrecadação da história do México.
‘Divertida Mente 2’ trará Kelsey Mann (‘O Bom Dinossauro’) na direção, enquanto Meg LeFauve retornará para cuidar do roteiro.
“Prepare-se para outra montanha-russa emocional com Riley e todas as suas emoções! Esta história mergulha profundamente na mente de Riley, explorando personagens – familiares e novos – junto com suas aventuras emocionantes.”
Em entrevista ao Deadline, o diretor Kelsey Mann revelou novos detalhes sobre a continuação.
O cineasta compartilhou um pouco sobre o projeto de desenvolvimento do novo filme, e revelou como encontrou a ideia perfeita para ser abordada na continuação.
“Eu fiz uma lista de todas as sequências que eu amava e todas as que eu não gostava. Por que algumas dessas continuações não deram certo? As bem-sucedidas conseguiram expandir o universo e entregou coisas novas, abriu novas portas, enquanto as que fracassaram só tentaram repetir o filme original. A Riley está passando por mudanças em sua mente, então seria ideal apresentar essa mudança na sequência.”
Ele completa, “Eu lembro de ter lido sobre as mudanças em nossa mente durante a puberdade, sobre novas conexões entre neurônios que ainda não estavam completamente formadas. Então, eu me baseei nesta ideia de construção. Pensei em uma bola de demolição chegando no cenário, destruindo-o. A ideia de evolução foi muito boa para uma sequência. O novo filme traz um grande peso emocional, que nós amamos nas produções da Pixar, mas também tivemos a oportunidade de nos divertir com a história ao apresentarmos os novos personagens.”
Lembrando que ‘Divertida Mente’ (2015) foi um enorme sucesso, arrecadando US$ 858,8 milhões e conquistando o Oscar de Melhor Animação em 2016.
Sucesso! O aclamado ‘Alien: Romulus‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 300 milhões nas bilheterias mundiais.
Atualmente, o longa segue no TOP 10 das maiores arrecadações do ano, tendo superado sucessos como ‘É Assim que Acaba‘ (US$309.3M) e ‘Um Lugar Silencioso: Dia Um‘ (US$261.5M) – tornando-se o maior filme de terror de 2024.
Além disso, a produção também superou ‘Alien: Covenant‘ (US$240.8M), tornando-se a segunda maior arrecadação da franquia – atrás apenas de ‘Prometheus‘ (US$403.3M).
Nos EUA, o longa já arrecadou US$ 97.1 milhões. No mercado internacional, foram US$ 217.2 milhões.
O TOP 5 dos maiores mercados internacionais conta com a China (US$100.6M), Reino Unido (US$15.9M), Coreia (US$13.9M), França (US$10.7M) e México (US$7.9M).
Em IMAX, a produção soma US$ 37.2 milhões, tornando-se a maior arrecadação para um filme de terror da história do formato.
Orçamento em US$ 80 milhões – valor consideravelmente mais baixo do que ‘Prometheus‘ (US$130M) e ‘Alien: Covenant‘ (US$97M) –, ‘Alien: Romulus‘ já se tornou um novo sucesso da franquia.
Vale lembrar que o longa segue em exibição nos cinemas nacionais!
Ambientada entre os eventos de ‘Alien, o Oitavo Passageiro‘ (1979) e ‘Aliens, O Resgate‘ (1986), a trama gira em torno de um grupo de jovens colonizadores espaciais se depara com a forma de vida mais aterrorizante do universo enquanto exploram as profundezas de uma estação espacial abandonada.
Sucesso! A sequência ‘Bad Boys: Até o Fim‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 400 milhões nas bilheterias mundiais.
Atualmente, o longa segue como a segunda maior arrecadação da franquia, atrás apenas de ‘Bad Boys para Sempre‘ (US$426.5M). Além disso, o filme se encontra no TOP 7 das maiores bilheterias do ano.
Nos EUA, o longa arrecadou US$ 193.5 milhões. No mercado internacional, foram US$ 209.7 milhões – totalizando US$ 403.3 milhões mundialmente.
O sucesso do filme fez a franquia ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão globalmente.
Vale lembrar que a sequência arrecadou US$ 56 milhões em seu primeiro final de semana nos EUA. Para termos de comparação, o novo longa se tornou a segunda maior estreia da franquia – atrás apenas de ‘Bad Boys para Sempre‘, que arrecadou US$ 62.5 milhões em seu primeiro final de semana, em 2020.
O primeiro e o segundo filme da saga abriram com US$ 15.5 milhões e US$ 46.5 milhões, respectivamente.
Com orçamento estimado de US$ 100 milhões, ‘Bad Boys: Até o Fim‘ já pode ser considerado mais um sucesso da franquia.
A vida de filme nacional não é das mais fáceis, de documentário nacional então… Mais difícil ainda. Caso não atraia multidões no primeiro fim de semana, raramente terá vida longa nos cinemas do país. E nessa ânsia do lucro, muitas pérolas acabam se perdendo. E esse parece ser o caso de Black Rio! Black Power!, de Emilio Domingos.
Lançado na última quinta-feira (5), o documentário está com pouquíssimas sessões nos cinemas do Rio de Janeiro. O que beira o absurdo, visto que é um filme que dialoga diretamente com a história e formação cultural e social da própria cidade. O longa revisita a quadra do Grêmio de Rocha Miranda, lar do movimento Soul, ou movimento Black, que tomou os salões das periferias cariocas entre as décadas de 1970 e 1980.
Sob influência das canções norte-americanas, os negros e pobres da cidade passaram a se reunir nesses bailes para ‘tomar sua Coca-Cola, curtir sua dança e dar seus beijos’, como é dito em certo momento do filme. Mais do que isso, porém, esses salões viraram involuntariamente fagulhas políticas, já que eram espalhadas mensagens motivacionais, como ‘estude!’ e ‘você é preto e você é bonito, você tem valor’, para parcelas da sociedade que eram propositalmente escanteadas, alimentando a baixo custo o sistema da época.
Nesse contexto, nights como o Soul Grand Prix e as raízes da (equipe poderosa) Furacão 2000 ferveram a juventude do Rio com passos de dança, liberdade de expressão, mensagens de valorização e muita música boa. Ao som de James Brown, a galera excluída podia enfim se sentir importante, se sentir ser humano.
Dito isso, o trabalho deEmilio Domingos nesse filme é um espetáculo. Se você prestou bem atenção na década que o documentário retrata, deve saber o que estava acontecendo no país naquela época. Em meio à Ditadura Militar, sair nas ruas com um sapato alto, com um cabelo afro já era o bastante para ser enquadrado por vadiagem. Imagine então se reunir em núcleos supostamente político-raciais. Sob o fantasma de um comunismo que jamais chegou perto de acontecer, os bailes Soul foram rapidamente recriminados pelos militares. E como as principais empresas de TV e jornais acabaram apoiando o regime, não demorou para que a valorização dessa cultura black brasileira fosse marginalizada, transformada em coisa de vagabundo.
Então pense na dificuldade de fazer um documentário em vídeo sobre um tema que era extremamente periférico, em uma época em que não havia telefones celulares e nem acesso fácil a câmeras de vídeo. Mais do que isso, abordar um tema que foi propositalmente apagado e recriminado pelo governo e imprensa da época. O trabalho de pesquisa de Emilio e sua equipe foram hercúleos em encontrar vídeos, fotos e reportagens que mostrassem os bailes da época. Inclusive, ele conseguiu recuperar imagens feitas em matérias jornalísticas daqueles tempos que criticavam os bailes. Com esse material, ele subverte o propósito das imagens e as usa como forma de valorizar aquela galera. É muito representativo.
A condução do documentário é feita da forma mais brasileira possível: de forma oral. Emilio entrevista nomes lendários da cena Soul carioca, como Dom Filó – o grande pai do Soul Grand Prix – e Carlos Dafé, o Príncipe do Soul. Mais do que essas lendas vivas, ele vai atrás de agitadores culturais e frequentadores desses bailes. Por meio das histórias contadas por ele, o documentário se desenrola e se expande de forma deliciosa, como conversar com seu avô em um fim de semana ao som de sua música favorita tocando na vitrolinha.
São depoimentos sinceros, riquíssimos em detalhes e muito descontraídos. E há momentos em que o público consegue ver essa galera nas fotos da época para vê-los bem velhinhos logo em seguida. É impactante, porque os espectadores veem todo o seu desenvolvimento, se encantam com o que eles têm a dizer e entendem que mesmo com o tempo tendo passado, eles continuam gigantes. Mais ou menos como ouvir uma canção contagiante.
E há momentos incríveis, como o debate que a mídia da época tentou forçar para descredibilizar o movimento Soul. Eles diziam que era uma tentativa de ‘americanizar’ os brasileiros, já que o povo dançava músicas dos EUA em vez de samba. E esse discurso absurdo, que desconsiderava o contexto de embranquecimento do samba da época, foi prontamente abraçado pelos militantes de esquerda. Ou seja, o Soul apanhava do regime e da esquerda. Era porrada de todo lado em uma galera que só queria dançar, curtir e ser feliz.
Em tempos em que o discurso de igualdade vem crescendo cada vez mais, ter um filme como esse é fundamental. Não existe futuro para quem não conhece seu passado. E para entender a cultura atual, é preciso compreender de onde ela veio. O Soul andou para que o Funk pudesse correr, por exemplo. Black Rio! Black Power! é uma poesia de menos de duas horas, que ensina mais do molejo e espírito do carioca que qualquer aula de antropologia. É uma poesia musical de encher olhos, ouvidos e a alma. É um filme mais que maravilhoso, é necessário.
E a cena final… A chave de ouro de uma obra-prima. Resta torcer para que os cinemas deem uma segunda chance para ele ficar em cartaz pelo menos até a Semana do Cinema, porque ele merece demais ser assistido.
Black Rio! Black Power! está em cartaz nos cinemas.
“Processar luto, processar trauma e lidar com o recomeço são as temáticas do filme”, explica Juliana Rojas sobre Cidade; Campo. Lançado nos cinemas brasileiros no último dia 29 de agosto, o quarto longa da diretora brasileira teve sua estreia mundial, e foi premiado, na 74° Berlinale – Festival de Berlim, em fevereiro deste ano.
Durante o evento na capital alemã, o CinePOP teve a oportunidade de uma entrevista exclusiva com a cineasta antes da sua premiação como Melhor Direção da mostra paralela Encounters. Ao longo do bate-papo, Juliana falou das suas inspirações para o projeto, as causas sociais debatidas, como exploração do trabalho e representatividade lésbica, além de não deixar de lado sua marca registrada: a atmosfera fantasmagórica.
Cidade; Campoconta duas histórias de migração, memória e fantasmas entre a cidade e o campo. Após enchentes devastadoras em sua cidade natal, a trabalhadora rural Joana (Fernanda Vianna) se muda para São Paulo para encontrar sua irmã Tânia (Andrea Marquee), que mora com o neto Jaime (Kalleb Oliveira).
Em um segundo momento, Flávia (Mirella Façanha) e Mara (Bruna Linzmeyer) lutam para recomeçar a vida em uma casa abandonada, mas a primeira desconfia haver algo na mata ao redor da residência e essa suspeita abala o relacionamento entre as duas. Confira abaixo a entrevista com a nossa maior cineasta do horror fantástico brasileiro atualemente.
Um Ponto e o Recomeço
CinePOP: Como você escolheu este título Cidade; Campo, a poética do ponto e vírgula, como uma pausa e recomeço? Você já tinha a intenção de fazer o filme em duas narrativas?
Juliana Rojas: É uma linguagem poética, um ponto e vírgula tem uma pausa, mas também tem uma ideia de continuidade na mesma sentença. É isso que eu queria pro filme, dividido em duas partes, duas histórias com personagens e locais diferentes, mas que tivesse também uma relação entre esses dois espaços e entre os elementos dessas histórias. A motivação do filme é refletir sobre as nossas origens e como isso nos afeta. Além disso, conhecer a existência e a identidade desses dois lugares [cidade e campo].
Relações de Exploração do Trabalho
CinePOP: Você trata nos seus outros filmes Trabalhar Cansa (2011) e As Boas Maneiras (2017) dessa relação do patrão empregado, e agora com a precarização do trabalho com aplicativo, e o que não tínhamos visto antes que é o trabalho rural. Como você teve a ideia de integrar o trabalho do campo nessa sua perspectiva do horror da relação entre as pessoas e o trabalho?
Juliana Rojas: O trabalho rural entra num aspecto diferente do que na cidade; embora tenha a ver com elementos que eu venho falando nos outros filmes, nesse a precarização é o que chamamos de “uberização” da força de trabalho. Acredito que é um elemento interessante da história da Joana [que vem do campo para cidade].
Já o campo acho que tinha a ver com como essas relações de trabalho dentro do campo, mesmo numa lógica de uma fazenda que você está cultivando para você e para vender. Com a chegada opressora dos cultivos de soja, de cana, de milho pelas grandes empresas, que compram espaços gigantescos de terra, isso tem mudado. Existe não somente a questão da agressividade para expulsar o pequeno produtor, mas também a questão ambiental, de como isso afeta e destroi os recursos naturais desses lugares. Os mais vulneráveis sempre são as pequenas comunidades.
Letícia Alassë e Juliana Rojas no Festival de Berlim 2024
Baseada nos Casos de Mariana e Brumadinho?
CinePOP: Um assunto também que acredito que é bastante ousado em Cidade; Campo é falar sobre a tragédia que aconteceu com a ruptura da barragem nas cidades de Minas Gerais. A personagem Joana representa esse sobrevivente que perdeu tudo e tenta recomeçar, é isso muito impactante pra gente relembrar. Quando você decidiu trazer essa essa tragédia para narrativa?
Juliana Rojas: Para mim, a inspiração foram relatos de pessoas que foram vítimas do desastre tanto de Mariana quanto Brumadinho, porque foi algo que me impactou pessoalmente até por eu ter vários familiares, não na região específica, mas em Minas Gerais, então uma região que eu conheço. Essa região foi totalmente destruída, a natureza, o rio, as pessoas, as comunidades, tudo desapareceu.
Acompanhei muito de perto, para mim, além do simbólico, é [uma reflexão de] um desastre causado por uma empresa estrangeira que vem explorar recursos no Brasil e causar um impacto natural extremamente agressivo. Eles destroem os locais e depois seguem em frente, seguem lucrando.
Representa, portanto, muito bem como funciona o capitalismo. Não cito no filme [as cidades] porque não é um filme sobre esses eventos em particular. Apesar de remeter, não achei adequado, porque se eu fosse falar desse episódio particular teria que ser um filme inteiro sobre isso. [Este assunto] é muito complexo e tem muitas camadas e muitos personagens.
Sexualidade Homoafetiva Feminina na Tela
CinePOP: Outro assunto que eu queria trazer é também a ousadia da segunda parte do filme, com o casal Flávia e Mara e a cena de relação sexual entre elas. Atualmente, o público tá muito pudico. Por exemplo, Pobres Criaturas [filme de Yorgo Lanthimos, indicado a 11 Oscars, 4 vitórias], as pessoas reclamam por ter cenas de sexos. Como você decidiu introduzir uma cena que a gente não tá habituado no cinema brasileiro de forma natural, não sendo esta a temática principal. Qual a importância dela no filme ?
Juliana Rojas: A presença dessa cena tem vários aspectos. A história sobre esse casal busca compreender essa mudança de construir a vida nesse outro local, nessa fazenda, após a morte do pai da Flávia. Essa parte é sobre a relação delas e como elas lidam com essa mudança. Era importante tê-las como um casal sapatão e que eu representasse o amor delas, até porque depois dessa sequência começa uma fase da história que elas começam a se afastar. Ou seja, tinha a ver com a construção dramatúrgica dessa segunda parte, além disso acho que tem a ideia também de representação do corpo.
Como a Mirella [Façanha], que faz a Flávia, falou no debate da premiere tem a questão de serem corpos que não são geralmente representados nos filmes e ainda mais em cenas assim, pois são copos sapatões, gordo e negro, portanto existe a importância de criar essas imagens e também a ideia de que o corpo também é um território da gente, um espaço de afeto e identidade.
Cinema de Gênero Brasileiro
CinePOP: Para finalizar, queria falar do aspecto fantasmagórico do filme. Como você encontrou essa atmosfera, teve alguma inspiração? Para mim, remete ao filme Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas, que ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2010, do Apichatpong Weerasethakul. Você o tinha visto e o teve como referência?
Juliana Rojas: Com certeza, assisti muitos filmes que lidam com fantasmas e com relação à natureza. Buscando inspiração, eu lembro do filme japonês A Floresta dos Lamentos[2007], da Naomi Kawase, e tem a ver com uma personagem num processo de luto e ela recorre a floresta como um significado de espiritualidade, é um filme que me marcou bastante. Tio Boonmee [quer dizer, o cineasta Apichatpong] também gosto muito da cinematografia dele, acho que temos elementos em comum, como a relação entre o passado e o presente, isto é, a memória e o presente, a relação entre a natureza e o urbano, várias coisas, então, com certeza, teve uma inspiração.
CinePOP: Falei que era a última ,mas por curiosidade, depois de Sinfonia da Necrópole[Juliana Rojas, 2014] e agora que tem uma canção original “Alecrim” neste filme, você planeja fazer um filme totalmente musical?
Juliana Rojas: Não, por enquanto não, mas eu adoraria. Tenho vontade sim, tenho vontade de ver um filme totalmente musical. “Alecrim”, do filme, foi minha mãe que compôs a letra e a música