Aclamado pela crítica e pelo público, ‘Furiosa: Uma Saga Mad Max’ finalmente chegou aos cinemas brasileiros e já conquistou a liderança das bilheterias.
O longa, estrelado por Anya Taylor-Joy (‘O Gambito da Rainha’) e Chris Hemsworth(‘Thor’), arrecadou R$ 7,35 milhões em sua primeira semana de exibição e levou 320 mil espectadores aos cinemas, de acordo com o FilmeB.
Porém, o filme levou bem menos público que ‘Mad Max – Estrada da Fúria‘ em sua estreia nos cinemas. Lançado em 2015 em concorrência com ‘Vingadores: Era de Ultron‘, que estava em cartaz há quatro semanas e ainda liderava, ‘Estrada da Fúria‘ levou 605 mil espectadores aos cinemas no seu primeiro final de semana.
‘Planeta dos Macacos: O Reinado’, o novo filme da franquia clássica de ficção científica, caiu para a segunda posição com R$ 6,24 milhões, enquanto ‘Amigos Imaginários’, estrelado por Ryan Reynolds (‘Deadpool’), fechou o top 3 com R$ 2,91 milhões.
A animação ‘Garfield: Fora de Casa’ desceu para a quarta posição com R$ 2,80 milhões; e, para fechar o Top 5, com uma arrecadação de R$ 944 mil, ficou o filme de terror ‘O Tarô da Morte’.
Confira o TOP 10 e um vídeo do Renato Marafon falando sobre as baixas bilheterias de 2024:
Lembrando que ‘Furiosa: Uma Saga Mad Max‘ arrecadou apenas US$ 59 milhões em sua estreia MUNDIAL.
Infelizmente, o resultado ficou abaixo das projeções iniciais, que indicavam um lançamento mundial em torno de US$ 80-85 milhões.
Nos EUA, o longa conquistou o topo das bilheterias, arrecadando US$ 25.6 milhões no final de semana regular. De acordo com o Deadline, o longa deve fechar o final de semana estendido com US$ 31 milhões no país.
Vale destacar que essa é a pior arrecadação no feriado Memorial Day nos últimos 29 anos, quando ‘Gasparzinho – O Fantasminha Camarada‘ estreou no topo das bilheterias domésticas com US$ 22 milhões, em 1995.
Internacionalmente, ‘Furiosa‘ soma US$ 33.3 milhões através de 76 mercados.
Para termos de comparação, ‘Mad Max: Estrada da Fúria‘ arrecadou US$ 45.4 milhões em seu primeiro final de semana nos EUA, em 2015. O longa fechou sua passagem pelos cinemas com US$ 380.4 milhões arrecadados mundialmente.
Estrelado por Anya Taylor-Joy e Chris Hemsworth, e dirigido pelo genial diretor vencedor do Oscar, George Miller, Furiosa: Uma Saga Mad Max é o aguardado retorno ao icônico mundo distópico criado pelo cineasta australiano há mais de 30 anos com os seminais filmes ‘Mad Max‘. Miller surpreende mais uma vez com uma nova aventura de ação original e autônoma que vai revelar as origens da poderosa personagem do sucesso global, vencedor de seis prêmios Oscar, ‘Mad Max: Estrada da Fúria‘.
Quando o mundo entra em colapso, a jovem Furiosa é sequestrada do Green Place das Muitas Mães e cai nas mãos da horda de motoqueiros liderada pelo Senhor da Guerra Dementus. Vagando pelo deserto condenado, eles encontram a Cidadela controlada por Immortan Joe. Enquanto os dois tiranos lutam por poder e controle, Furiosa terá que sobreviver a muitos desafios para encontrar e trilhar o caminho de volta para casa. Anya Taylor-Joy estrela o papel-título e, com Hemsworth, o filme também é estrelado por Alyla Browne e Tom Burke.
Em seu Instagram, nos stories, Richmond compartilhou uma foto usando a camiseta do Brasil, e na legenda em português, escreveu: “Tem um peito no meu ombro. Nunca me senti tão brasileiro”.
O movimento começou quando o ator Vincent Martella, conhecido por seu papel como Greg Wuliger em ‘Todo Mundo Odeia o Chris’, demonstrou seu afeto pelo Brasil, resultando em um aumento significativo em sua base de seguidores, que saltou de 200 mil para mais de 6,5 milhões e continua crescendo constantemente.
No auge desse sucesso, o artista anunciou sua vinda ao Brasil em julho para participar da Imagineland 2024, um evento de cultura pop programado para ocorrer entre os dias 26 e 28 no Centro de Convenções de João Pessoa (PB).
Em resposta, os fãs brasileiros iniciaram um movimento na internet para que o ator ultrapassasse o número de seguidores de Tyler James Williams, o protagonista de ‘Todo Mundo Odeia o Chris’, que possui 2,3 milhões de seguidores.
No Brasil, a série foi transmitida pela Record TV, tornando-se uma das comédias mais queridas no país.
Lembrando que a Globo adquiriu os direitos de exibição das quatro temporadas para o catálogo do GloboPlay. Na TV aberta, a série contínua sendo transmitida pela Record.
Em 2020, pouco depois do início da trágica pandemia de COVID-19, Lady Gaga resolveu nos agraciar e nos trazer um pouco de alegria com o lançamento de seu sexto álbum de estúdio, ‘Chromatica’ – um retorno às raízes que a colocou no centro dos holofotes no final dos anos 2000 e que antecipou o ressurgimento do disco e do house no cenário mainstream (ao lado de nomes como Dua Lipa e Kylie Minogue, por exemplo).
Dois anos mais tarde, Gaga embarcou em uma ovacionada turnê para promover o compilado de originais, recebendo inúmeros elogios por parte da crítica e dos fãs – e, em 2024, trouxe um “mimo” para os little monsters e para todos que acompanham seu meticuloso trabalho com o impecável ‘Gaga Chromatica Ball’, que chegou ao catálogo da Max no último dia 25 de maio.
Para celebrar o recente lançamento do longa-metragem, preparamos uma breve lista elencando os cinco melhores momentos do especial.
Confira abaixo as nossa escolhas:
5. “ANGEL DOWN”
‘Joanne’ continua subestimado mesmo quase uma década depois de seu lançamento – mas, pouco a pouco, vem se mostrando como um dos álbuns mais intimistas e profundos de Gaga. Não é surpresa que, durante o segmento acústico, ela tenha destinado uma parte para cantar “Angel Down” em uma tocante performance que deu destaque à política armamentista dos Estados Unidos e às inúmeras vidas que foram perdidas em virtude disso (não é à toa que a track sirva como arauto de protesto aos homicídios em massa envolvendo contra afro-americanos nos Estados Unidos).
4. “STUPID LOVE”
O lead single de ‘Chromatica’, “Stupid Love”, havia vazado um mês antes de ser lançado oficialmente e, apesar das críticas positivas e de uma quantidade considerável de indicações e prêmios, não causou um impacto tão grande assim no público. Todavia, é notável como a canção recebeu uma roupagem bastante diferenciada nos shows de Gaga, sendo introduzida com um prelúdio disco-funk no melhor estilo Michael Jackson antes de explodir em um demarcado electro-pop e um controle vocal invejável.
3. “REPLAY”
Depois de uma ousada introdução em que nos dá o tom do espetáculo com “Bad Romance”, “Just Dance” e “Poker Face”, Gaga começa a explorar o álbum ‘Chromatica’ com alguns non-singles que caíram no gosto do público – e, após performar “Alice” sob uma cama de pedra, ela vai aos palcos com um comprometido corpo de baile para se entregar de corpo e alma a uma deliciosa e diabólica rendição de “Replay”, levando o público à loucura e convidando-o a acompanhá-la em um delírio escapista e vibrante.
2. “HOLD MY HAND”
Gaga foi aplaudida após encabeçar a música-tema de ‘Top Gun: Maverick’, “Hold My Hand”, conquistando sua quarta indicação ao Oscar pelo trabalho realizado. Dessa forma, é claro que ela não deixaria de incluir a faixa no setlist do show – subindo aos palcos em uma espetacular performance solo incrementada com um espetáculo pirotécnico e um dramático encore que finalizaria a apresentação da melhor maneira possível. E, de quebra, ela aproveitou o encerramento para anunciar seu próximo álbum de estúdio.
1. “THE EDGE OF GLORY”
Gaga e piano sempre foram uma combinação mágica, como se artista e instrumento se fundissem em apenas uma catártica força capaz de emocionar até mesmo os mais céticos. E, após cantar “Free Woman”, ela se dirige para o centro do estádio para dar início à porção acústica – e, no momento em que ela profere as primeiras palavras de “The Edge of Glory”, single do lendário ‘Born This Way’, é notável sua emoção para com o público e para com as mensagens de empoderamento e libertação corporal que menciona em um momento de extrema importância política (algo a que ela não é nenhuma estranha).
O terceiro capítulo da aclamada franquia ‘Entre Facas e Segredos’ foi recentemente anunciado pela Netflix nos últimos dias – e os primeiros rumores acerca da continuação estão começando a despontar.
Segundo o What’s On Netflix, Cailee Spaeny (‘Guerra Civil’), Josh O’Connor (‘Rivais’), Lindsay Lohan (‘Pedido Irlandês’) e Tom Hardy (‘Mad Max: Estrada da Fúria’) estão em negociações para estrelar a nova iteração.
Infelizmente, mais detalhes não foram revelados.
Caso seja oficialmente confirmado, o quarteto se juntará a Daniel Craig, que reprisará seu papel como o detetive Benoit Blanc.
Lembrando que o terceiro filme é intitulado ‘Wake Up Dead Man: A Knives Out Mystery’ e chegará à plataforma de streaming apenas em 2025.
Lembrando que o filme antecessor, ‘Glass Onion: Um Mistério Knives Out’, recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e se tornou a 3ª maior estreia de um longa-metragem em serviços de streaming da Netflix, com 2.2 bilhões de minutos assistidos durante os três primeiros dias.
A sequência de ‘Entre Facas e Segredos‘ ficou atrás apenas de ‘Abracadabra 2‘ (2.3 bilhões de minutos) e ‘Mulher-Maravilha 1984‘ (2.3 bilhões de minutos).
Pouco foi revelado sobre o novo filme, além dos desejos anteriores de Johnson de ambientá-lo em algum lugar da América, depois que ‘Glass Onion‘ levou Benoit Blanc para a Grécia.
“Eu quero que seja na América”, contou Johnson ao Insider em dezembro do ano passado passado. “Há muitas coisas tentadoras em Paris ou nos Alpes Suíços, mas sinto que é muito importante que sejam filmes americanos. Mesmo que Glass Onion seja ambientado no exterior, ainda é um grupo de americanos que estão presos juntos em uma ilha, então Blanc de volta para algum lugar um pouco mais perto de casa, acho que pode ser uma coisa boa para o próximo.”
Até lá, relembre nossa crítica de ‘Glass Onion: Um Mistério Knives Out’:
Vin Diesel, o icônico Dominic Toretto na saga ‘Velozes e Furiosos’, compartilhou em suas redes sociais um gostinho do que os fãs podem esperar do próximo filme da franquia, que tem estreia prevista para 2026.
Na publicação, Diesel aparece na mesma pista de treino automobilístico que foi usada para filmar cenas emocionantes de ‘Velozes e Furiosos 9’.
“Estar de volta à pista de treinamento… onde filmamos nossos flashbacks emocionais em 2019… Surreal. Grato e abençoado…”, escreveu o ator na legenda.
Lembrando que em uma entrevista à Variety, a presidente da Universal Pictures, Donna Langley, teceu comentários empolgantes sobre o futuro da franquia ‘Velozes e Furiosos’.
Além de revelar que a saga pode ganhar uma série de televisão, Langley afirmou que o próximo capítulo, com estreia prevista para 2026, fará um retorno ao escopo dos primeiros filmes e construir uma história mais íntimas e mais clássica.
“Para onde vamos a seguir é uma questão. Podemos mudar novamente e trazê-lo de volta para as ruas de Los Angeles e talvez torná-lo uma história mais íntima”, ela afirmou.
Lembrando que o diretor Louis Leterrier, que dirigiu o décimo filme, revelou ao Collider que o filme chega aos cinemas em setembro de 2026.
“Está acontecendo. Está acontecendo muito, muito em breve. Vou filmar um pequeno filme de terror neste verão. Estou terminando meu filme de terror em 15 de setembro e começo Velozes em 16 de setembro. A estreia acontece em 2026”, ele revelou.
O capítulo mais recente da franquia, ‘Velozes e Furiosos 10‘, está disponível no Prime Video.
Na trama, Dom Toretto (Vin Diesel) e sua família precisam enfrentar o adversário mais letal que já encontraram. Alimentada pela vingança, uma ameaça terrível emerge das sombras do passado para destruir o mundo de Dom e todos que ele ama.
John Musker, diretor de ‘Moana: Um Mar de Aventuras‘, revelou que não tem nenhuma ligação com a adaptação em live-action da animação e nem quer ter.
“Espero que seja bom, mas eu não tenho nada a ver com esse filme”, ele disse ao jornal espanhol El Pais.
Na entrevista, ele detonou os live-actions da Disney.
“As empresas ficam tipo: ‘Como podemos reduzir o nosso risco? O público gostou desse filme, né? Por que não fazemos de novo e vendemos em um formato diferente?’. Ou talvez eles pensam: ‘Bem, podemos tornar o filme melhor’. Acredito que isso é um dos problemas [do live-action de] ‘A Pequena Sereia’. [O novo filme] não se aprofundou na relação entre pai e filha, e isso representava o coração do filme original.”
O cineasta também criticou as recriações realistas dos animais animados: “Se você olhar para os animais no zoológico, eles têm mais expressão do que os animais em ‘O Rei Leão’. Essa é uma das coisas mais básicas sobre a Disney, é o seu charme. É isso o que a animação faz de melhor. Se você quer recriar algo que é animado, tire vantagem de todas as suas qualidades e imaginação.”
Thomas Kail, conhecido pelo seu trabalho em ‘Hamilton‘ (2020), vai dirigir.
Jared Bush, responsável pelo roteiro do filme original, assumirá a tarefa de escrever o roteiro para o remake, juntamente com Dana Ledoux Miller.
Dwayne Johnson, o astro que dá voz ao semideus Maui, compartilhou um vídeo dos bastidores do live-action, mostrando-o cantando a música “You’re Welcome” (“De Nada” na versão brasileira).
Na legenda do vídeo, Johnson escreveu: “”You’re Welcome” vocais preliminares para nosso próximo filme live-action, MOANA. Dia legal de trabalho com este grupo muito talentoso de artistas e cineastas”.
‘Furiosa: Uma Saga Mad Max’, estrelado por Anya Taylor-Joy e Chris Hemsworth, já está em exibição nos cinemas nacionais. No entanto, o épico de George Miller pode receber uma nova versão.
Segundo o ScreenRant, o cineasta revelou que ‘Furiosa: Uma Saga Mad Max’ tem uma versão em preto e branco.
“Já fizemos isso. Foi a última coisa que fiz neste filme, e eu a chamo de ‘Tonalidade Preto & Cromo’, ou eu quero chamá-la de Tonalidade Preto & Cromo. Devo dizer, é realmente interessante. Ainda estou tentando desmistificar por que o preto e branco, para mim, tem algo mais essencial. Ainda não consigo entender completamente. Não é porque parecem filmes antigos em preto e branco, é algo mais. É como se tirássemos uma foto de nós agora, poderia parecer um pouco mais dramática se fosse em preto e branco”.
Lembrando que ‘Mad Max: Estrada da Fúria’ também ganhou uma versão em preto e branco.
Além de ter conquistado 89% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, ‘Furiosa: Uma Saga Mad Max’ está fazendo bastante sucesso entre o público.
Estrelada por Anya Taylor-Joy, a pré-sequência de ‘Mad Max: Estrada da Fúria‘ recebeu nota B+ no CinemaScore.
Para quem não sabe, a pesquisa do CinemaScore já é tradição e acontece desde 1978.
A votação é feita diretamente nos cinemas da América do Norte, com o público preenchendo os cartões de voto logo depois de terem assistido a um filme e atribuindo notas que vão de ‘A+’ a ‘F‘.
Desde ‘Estrada da Fúria‘, os fãs queriam saber como a personagem titular perdeu seu braço, e a resposta estará no novo filme.
Em entrevista para Entertainment Weekly, Taylor-Joy tocou no assunto, explicando que essa tragédia é um importante elemento na construção da personagem:
“Tivemos que dar passos importantes se quiséssemos traçar a jornada de como essa garotinha se tornou uma personagem que agora todos nós conhecemos e amamos. Fez sentido para mim porque acho que o que é incrível nessa personagem é que ela simplesmente se recusa a morrer. E faz todo sentido que ela perca o braço na busca por algo que ela pensava ser maior do que ela mesma… Isso fez muito sentido para mim e também fará para o público.”
Estrelado por Anya Taylor-Joy e Chris Hemsworth, e dirigido pelo genial diretor vencedor do Oscar, George Miller, Furiosa: Uma Saga Mad Max é o aguardado retorno ao icônico mundo distópico criado pelo cineasta australiano há mais de 30 anos com os seminais filmes ‘Mad Max‘. Miller surpreende mais uma vez com uma nova aventura de ação original e autônoma que vai revelar as origens da poderosa personagem do sucesso global, vencedor de seis prêmios Oscar, ‘Mad Max: Estrada da Fúria‘.
Quando o mundo entra em colapso, a jovem Furiosa é sequestrada do Green Place das Muitas Mães e cai nas mãos da horda de motoqueiros liderada pelo Senhor da Guerra Dementus. Vagando pelo deserto condenado, eles encontram a Cidadela controlada por Immortan Joe. Enquanto os dois tiranos lutam por poder e controle, Furiosa terá que sobreviver a muitos desafios para encontrar e trilhar o caminho de volta para casa. Anya Taylor-Joy estrela o papel-título e, com Hemsworth, o filme também é estrelado por Alyla Browne e Tom Burke.
Os primeiros segundos de Emilia Perez nos colocam dentro de uma ópera, na qual Rita (Zoe Saldana), uma advogada superqualificada, desperdiça seu talento defendendo os caras os quais, pessoalmente, ela gostaria de condenar. Logo o estranhamento musical dá espaço ao maravilhamento por conta da forte canção que nos conta o necessário e é sonoramente aprazível.
Décimo longa de Jacques Audiard, Emilia Perez confronta paradigmas e inverte nosso olhar sobre o submundo do narcotráfico, além de nos encantar em meio a uma dramática história sobre a eterna incompletude e o latente desejo humano. Com uma mistura inusitada e, portanto, com grandes chances de naufragar antes mesmo de zarpar, a obra se reinventa de modo elétrico e nos surpreende a cada sequência.
Segundos após escutarmos uma linda composição sobre injustiça e violência doméstica em cenas entre tribunal e as ruas com barraquinha da capital do México, Emilia Perez parecia caminhar para o habitual discurso de feminista. Jacque Audiard interrompe o musical e insere um suspense vibrante com a proposta audaciosa feita a Rita.
Apesar de colecionar vitórias, a advogada é recompensada com um salário medíocre, então quando o temido chefe do cartel mexicano Juan “Manitas” Del Monte (Karla Sofía Gascón) oferece um trabalho milionàrio, ela não tem como recusar. Primeiro, porque é uma saída da sua mitigada situação financeira e moral no trabalho; segundo, o homem de dentes dourados e tatuagens no pescoço é ameaçador. Contudo, é a originalidade do seu pedido que fascina Rita: o traficante deseja aposentar-se e desaparecer do mundo, mas tornando-se uma mulher como sempre sonhou.
Para apresentar a transição de forma minuciosamente explicada, mas visualmente velada, Jacques Audiard utiliza-se mais uma vez do seus impressionantes números musicais. Os ritmos variam em cada canção, mas todas têm um perfeito encaixe no roteiro, com letras e arranjos engendrados ao ritmo dos personagens. Com a “morte” de Manitas, Rita ocupa-se de encontrar um novo lar para sua esposa Jessie (Selena Gomez) e seus dois filhos na segura e tranquila Lausanne, na Suíça.
Passados quatro anos, Rita está em um jantar de negócios em Londres, quando encontra outra mulher vinda do México. Apresentada como Emilia Perez, a transformação entre a figura medonha do tráfico e a mulher estonteante diante de nós é evidente, e ambos os personagens são vividos por Karla Sofía Gascón de maneira memorável.
Ao colocar uma personagem com tanta camadas em tela, Jacques Audiardnão somente prova a composição de boas personagens para atrizes trans, mas também coloca um verniz reluzente em suas histórias, na qual as lutas de três mulheres são expostas, de modo particular a cada uma delas, natural, vivo e dinâmico. O encontro entre a advogada e o seu cliente não é por acaso. Emília sente falta dos filhos.
Quando pensamos em uma mulher trans, a imaginamos em cima dos palcos e em um caso mal resolvido com um homem, como em Uma Mulher Fantástica(2017), de Sebastián Lelio e Manhãs de Setembro (2021— ), série da Prime Vídeo, de Luís Pinheiro. Já Audiard nos tira do lugar comum e nos coloca em diálogo com a periferia da capital do México e o confronto do personagem com a sua identidade anterior.
Durante anos de sua jornada, Emília foi responsável por desaparecer com os corpos de centenas de testemunhas, como queima de arquivo, porém em sua nova caminhada, ela decide fundar uma associação para buscar pessoas desaparecidas e ajudar familiares e próximos a colocar um ponto final em suas aflitivas buscas. Para isso, Emília busca novamente ajuda a Rita para ajudá-la a colocar o negócio de pé.
Enquanto Rita dedica-se a encontrar sentido na vida através do trabalho, sem tempo para flertes, Jessie vê a oportunidade de reconectar-se ao amor da sua vida Gustavo (Édgar Ramírez) de volta ao México. Após a morte do marido e sua fuga para a Suíça, Jessie deixou para trás um amante cujo segredo jamais ousaria revelar ao temido Manitas.
Ao pensar que Emília é uma prima do falecido, Jessie revela seus segredos e suas decepções com o casamento anterior e aceita toda ajuda para cuidar dos filhos. Do seu lado Emília encontra em Epifania (Adriana Paz), o carinho necessário para completar os seus dias já preenchidos pela presença dos filhos e o trabalho no terceiro setor.
Se nesse momento a música pop preenche o ambiente do filme, é porque ela é a que melhor traduz a mistura de tolice e desejo. Assim como na cena na farmácia de Bela Vingança(2020), de Emerald Fennell, temos Jessie e Gustavo em uma mistura de paixonite e sensualidade, a qual é a responsável por tornar Emilia Perez um musical inesquecível. Os sentimentos de posse, desejo, insatisfação, medo e vingança se entremeiam entre as três mulheres e o destino delas é decidido no meio de muita ação.
Ganhadoras da Palma de Ouro de Melhor Interpretação Feminina em Cannes 2024
Assim como nas suas obras anteriores, Jacques Audiardconstrói narrativas modulares, nas quais o destino dos seus personagens são imprevisíveis, ricos e cheios de nuances até o seu remate. O cineasta francês sempre nos coloca nesse ponto de efervescência próximo à ebulição, como no ganhador da Palma de Ouro Dheepan: O Refúgio(2015), o poderoso O Profeta (2009), e ainda o impactante De Tanto Bater o Meu Coração Parou (2005), com Romain Duris.
Com um elenco afiadíssimo, um surpreendente roteiro a seis mãos — composto também por Thomas Bidegain e Nicolas Livecchi — e canções de tirar o fôlego,Emilia Pereznão apenas se destacou no Festival de Cannes 2024, levando o Prêmio do Júri e o de melhor interpretação feminina para as quatro atrizes principais, como também se consolidou como uma obra ímpar. Misturando narrativa ousada e sensibilidade artística, o longa promete trilhar um caminho brilhante até o Oscar 2025, deixando sua marca como um dos filmes mais audaciosos e memoráveis do ano.
‘Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes’ se tornou um grande fenômeno ao chegar aos cinemas no ano passado, sagrando-se uma das melhores entradas da icônica franquia distópica. Agora, o longa-metragem já tem data para chegar ao Prime Video.
A produção, estrelada por Tom Blyth e Rachel Zegler, será lançada na plataforma de streaming nesta próxima quarta-feira, 29 de maio.
A trama mostra o jovem Coriolanus Snow (Blyth) e sua chance de se tornar bastante conhecido ao ser escolhido como mentor de Lucy Gray Baird (Zegler), a garota-tributo do empobrecido Distrito 12.
O insider Daniel Richtman revelou a sinopse de ‘Thunderbolts*‘, que é descrito como uma sequência de ‘Viúva Negra‘.
A informação não é oficial. Confira:
“Após Val enviar Yelena, o Agente Americano, o Fantasma e a Taskmaster para matar um inimigo, eles descobrem que foram enganados e eles quem deveriam morrer durante a missão. Marcados para morrer, eles se juntam contra a nova chefe para derrotá-la”.
Foi dito também Yelena Belova (Florence Pugh) está no centro da trama, tentando extinguir os restos da Sala Vermelha quando é recrutada para o “projeto Thunderbolts*”.
Considerando que o Guardião Vermelho (David Harbour) e a Taskmaster (Olga Kurylenko) também fazem parte do elenco, o longa deve explorar a relação de Yelena com a dupla após os eventos de ‘Viúva Negra‘.
No entanto, o filme segue uma narrativa mais independente, assim como ‘Capitão América: Guerra Civil’, que, apesar de ser uma sequência de ‘O Soldado Invernal‘, abriu seu próprio caminho para conectar outras narrativas do MCU.
Por conta disso, haverá também conexões com a série ‘Falcão e o Soldado Invernal’, explorando a rivalidade entre Bucky Barnes (Sebastan Stan) e o Agente Americano (Wyatt Russell).
O elenco de ‘Thunderbolts‘ contará com o retorno de Florence Pugh (Viúva Negra), David Harbour(Guardião Vermelho), Sebastian Stan (Bucky Barnes), Hannah John-Kamen (Fantasma), Louis-Dreyfus (Valentina), Olga Kurylenko (Treinadora) e Wyatt Russell (Agente Americano), além de introduzir Ford.
Atualmente, o filme está programado para estrear no dia 02 de maio de 2025.
Além disso, o lendário animador – que também comandou sucessos como ‘Aladdin‘, ‘Hércules‘, ‘Planeta do Tesouro‘, ‘A Princesa e o Sapo‘ e ‘Moana: Um Mar de Aventuras‘ –, também criticou as recriações ultrarrealistas dos live-actions do estúdio.
“As empresas ficam tipo: ‘Como podemos reduzir o nosso risco? O público gostou desse filme, né? Por que não fazemos de novo e vendemos em um formato diferente?’. Ou talvez eles pensam: ‘Bem, podemos tornar o filme melhor’. Acredito que isso é um dos problemas [do live-action de] ‘A Pequena Sereia’. [O novo filme] não se aprofundou na relação entre pai e filha, e isso representava o coração do filme original.”
O cineasta também criticou as recriações realistas dos animais animados: “Se você olhar para os animais no zoológico, eles têm mais expressão do que os animais em ‘O Rei Leão’. Essa é uma das coisas mais básicas sobre a Disney, é o seu charme. É isso o que a animação faz de melhor. Se você quer recriar algo que é animado, tire vantagem de todas as suas qualidades e imaginação.”
Lançado em 2023, o live-action de ‘A Pequena Sereia‘ arrecadou US$ 569.6 milhões nas bilheterias mundiais. Além disso, o longa estrelado pela Halle Bailey conquistou 67% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.
Apesar de ter reprisado recentemente seu papel como Dr. Sheldon Cooper no spin-off ‘Young Sheldon’, o ator Jim Parsons não acredita que voltará a viver o físico teórico no futuro.
Em entrevista à E! News, Parsons foi enfático: “Olha, nunca diga nunca a nada. A vida é longa, Deus permita. Mas eu não acho”.
Parsons, que estrelou ‘The Big Bang Theory’, se emocionou ao falar sobre sua participação especial no final de ‘Young Sheldon’. “Foi muito, muito especial fazer isso. O sentimento hoje é meio estranho, sabe? É a segunda vez agora, porque quando terminamos The Big Bang Theory, também foi assim. Um pouco diferente”.
Ele concluiu: “Você filma aquele episódio final e está encerrado para você e então alguns meses depois, termina para o resto do mundo e é um sentimento muito estranho inundar você novamente assim”.
Lembrando que a CBS deu sinal verde para um spin-off focado nos personagens Georgie (Montana Jordan) e Mandy (Emily Osment). A produção acompanhará o casal enquanto eles cuidam de sua jovem família no Texas e precisam lidar com os desafios da vida adulta.
Nessa história, conhecemos a infância do jovem cientista Sheldon Cooper. O projeto mostra tudo aquilo que é referenciado na série original, como a avó do personagem e seu relacionamento com seus irmãos e pais.
Dylan Minnette, astro de ’13 Reasons Why’, recentemente compartilhou sua decisão de dar uma pausa na carreira de ator para se dedicar totalmente à sua banda, Wallows.
Segundo o Deadline, o jovem ator, conhecido por interpretar Clay Jensen no sucesso da Netflix, explicou: “Eu tive a sorte de encontrar sucesso nisso [atuar]. Eu estava em 13 Reasons Why e foi realmente popular e atingiu definitivamente o auge do que tive na atuação. Mas também começou a sentir um pouco como um trabalho. Eu estava em uma posição muito privilegiada, sempre foi divertido para mim, sempre muito inspirador, mas então estava começando a sentir como apenas um trabalho”.
Minnette revelou que a decisão foi motivada pela sua paixão pela música e pela vontade de levar o projeto da banda a sério. “Sinto que estou em uma posição agora onde posso simplesmente fazer isso por um tempo e levar isso o mais longe possível. A única maneira de isso acontecer é se eu dedicar 100% do meu tempo e energia a isso, levar isso muito a sério e mostrar ao mundo que todos nós levamos isso muito a sério”.
Apesar de focar na música, Minnette não descarta um eventual retorno à atuação no futuro. Ele reconhece que a atuação ainda faz parte de quem ele é e que sente “inspiração para isso novamente”. No entanto, ele ressalta que o retorno acontecerá apenas quando for o momento certo e quando ele tiver algo novo e significativo para oferecer como ator.
“Eu sinto que tenho algo a oferecer, e provavelmente isso é atuar… Sinto que estou começando a sentir inspiração para isso novamente. Em algum momento, quando tivermos cumprido nossas obrigações com o Wallows e todos estivermos prontos para tirar uma folga como banda, é quando terei a inspiração perfeita para fazer algo”, finaliza Minnette.
O ciclo de encerramento conta com 10 episódios e traz a turma da Liberty High School se preparando para a formatura. Mas antes que possam se despedir da escola, eles terão que enterrar um perigoso segredo e enfrentar escolhas devastadoras que podem mudar seu futuro para sempre.
Através do seu Instagram, o showrunner Russell T Davies confirmou que as filmagens da nova temporada de ‘Doctor Who‘, que traz o ator Ncuti Gatwa (‘Sex Education’) como o personagem titular, já foram encerradas.
“Festa de encerramento ao lado da [atriz] Michelle Greenidge, e o belíssimo cenário de Cardiff Bay. A segunda temporada já foi finalizada! Bom trabalho, pessoal,” declarou o realizador.
Os blockbusters do ano passado, ‘Barbie’ e ‘Oppenheimer’, voltaram à tona após a declaração do co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, de que ambos teriam feito o mesmo sucesso se estreados na plataforma.
“Ambos esses filmes [‘Barbie’ e ‘Oppenheimer’] seriam ótimos para a Netflix. Eles certamente teriam alcançado uma audiência tão grande na plataforma. Portanto, não vejo motivo para acreditar que certos tipos de filmes funcionam ou não. Não há razão para acreditar que o próprio filme é melhor em qualquer tamanho de tela para todas as pessoas. Meu filho é editor. Ele tem 28 anos e assistiu ‘Lawrence da Arábia’ em seu celular”.
O filme mais assistido de 2023, com uma bilheteria de US$ 1,4 bilhão, ‘Barbie’ conquistou 8 indicações ao Oscar, ganhando uma estatueta pela categoria de Melhor Canção Original, e está disponível no Max.
Trama: Após ser expulsa da Barbieland, Barbie (Margot Robbie) parte para o mundo humano em busca da verdadeira felicidade.
Liderando as indicações ao Oscar com 13 categorias e vencendo em 7 delas, incluindo Melhor Filme, ‘Oppenheimer’ está disponível para aluguel por R$14,90 e compra por R$49,90 no Prime Vídeo e YouTube Play.
Trama: O físico J. Robert Oppenheimer (Cillian Murphy) lidera uma equipe de cientistas durante o Projeto Manhattan, resultando no desenvolvimento da bomba atômica.
Através do Instagram, a Netflix anunciou que foram iniciadas as gravações da 2ª temporada de ‘FUBAR‘, a série de comédia de ação estrelada por Arnold Schwarzenegger.
Além disso, a publicação revela que a produção conseguiu entrar para o Guinness, o livro dos recordes, por conta da maior action figure da história, representando o astro em uma versão de quase sete metros de altura.
Anteriormente, o Collider divulgou que Carrie-Anne Moss (‘Matrix’) foi adicionada ao elenco dos novos episódios.
A estrelada dará vida à Greta Nelso, uma ex-espiã da Alemanha Oriental que compartilha uma história apaixonante com Luke Brunner (Schwarzenegger).
Não foi revelado se ela fará parte do elenco recorrente ou se fará apenas algumas participações especiais.
Mas, considerando seu calibre, é provável que Moss tenha bastante destaque na atração.
Na série, Luke e sua filha (Monica Barbaro) descobrem que ambos têm trabalhado em segredo para a CIA há anos. Ao perceber que todo o seu relacionamento é uma mentira e que eles não se conhecem de verdade, a dupla é forçada a trabalhar junta em uma missão cheia de ação, humor e espiões.
Com potencial de ser o filme de ação mais impactante do ano, ‘Alerta de Risco‘ traz Jessica Alba como Parker, uma comandante das forças especiais que retorna à sua cidade natal para investigar a repentina morte de seu pai.
Ao longo de sua jornada, Parker enfrentando uma lista de obstáculos até chegar a verdade, rendendo cenas de combate dignas de rivalizar com a franquia ‘John Wick‘.
Nos comentários do trailer divulgado, grande parte da audiência parece estar com bastante expectativa pela estreia, marcada para 21 de junho.
Inclusive, alguns disseram que o longa promete ser o filme de ação mais impactante do ano, disputando o título com ‘Fúria Primitiva‘, que também vem sendo comparado aos filmes estrelados porKeanu Reeves.
Lançado em 1837 pelo escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, o conto A Pequena Sereia se tornou uma das obras mais celebradas do meio dos contos de fadas clássicos. A história se consagrou como uma das obras mais eficazes de falar com as crianças, justamente por misturar perfeitamente a fantasia dos contos imaginativos, ao mesmo tempo que lidava com uma protagonista bem novinha e deslumbrada, de fácil identificação para a molecada. Com o passar dos anos, a obra foi adaptada para peças teatrais, balés, especial para rádio, TV e, claro, explodiu ao redor do mundo com a releitura lançada pela Disneyem 1989.
No entanto, mesmo se tratando de um conto infantil, a versão original era bem mais sombria do que a versão da Disney, já que ele segue a tendência dos contos de fadas da época, que serviam também como histórias educativas para prevenir a molecada de fazer besteira. Quer forma melhor de educar uma criança do que um leve terror psicológico dizendo que se ele aprontar, poderá até morrer? A molecada se amarrava lá nos 1800. E isso é bem comum se tratando de Hans Christian Andersen. Outro conto famosíssimo dele é A Rainha da Neve, que serviu de base para outro fenômeno da Disney ao ser adaptado como Frozen: Uma Aventura Congelante (2014), que também modificou bastante a história original.
Nessa época, era bem comum que as princesas e protagonistas passassem por situações bizarríssimas, geralmente morrendo ou se complicando no final. Por exemplo, no Chapeuzinho Vermelho original, o Lobo Mau mata a Vovozinha, cozinha seu corpo e coloca seu sangue em uma jarra, fazendo a menina se empanturrar da própria avó. Em A Branca de Neve, a jovem tortura a Bruxa Má, fazendo com que ela dance eternamente em brasa ardente usando sapatos de ferro. Falando em sapatos, no conto original da Cinderela, as irmãs feias estão desesperadas pela riqueza do príncipe, então mutilam os próprios pés para tentar adequá-los ao sapatinho de vidro.
Com canibalismo e tentativa de abuso, “Chapeuzinho Vermelho” é um conto pesadíssimo
A Bela Adormecida conta a história de uma jovem que espeta o dedo no tear e cai em sono profundo. Então, um príncipe a encontra desacordada, abusa sexualmente dela, que engravida e passa a gestação inteira dormindo, até que seus gêmeos nascem e, famintos, chupam o dedo da moça e acabam tirando a agulha do dedo da mãe. De volta à vida e mãe de gêmeos, a coitada vai atrás do príncipe abusador e descobre que ele seguiu a vida e casou-se com outra. A outra ficou revoltada com a situação e, pasme, decidiu mandar matar e cozinhar os bebês da coitada. Só que não dá certo, então ela opta por empurrar a Bela Adormecida numa fogueira gigante. O príncipe abusador descobre tudo e corre para empurrar a própria esposa na fogueira. Viúvo, ele vai atrás da Bela Adormecida e casa com ela.
“A Bela Adormecida” foi abusada e casada com o abusador, cuja ficha criminal assusta até os vilões clássicos de filmes de terror
Por mais que também tenha uma série de crueldade em sua trama, o conto A Pequena Sereia é bem mais poético do que “educativo”, e traz um certo drama mais bonito que esses citados anteriormente. Isso porque a trama se passa no mar nórdico, em que uma jovem e esmirrada sereia, a caçula de seis irmãs, sonha em crescer para poder fazer seu ritual de maioridade. Na história, ao completar 15 anos, todas as sereias ganham a oportunidade de explorar a superfície em uma aventura única. Assim, quando elas retornam para o fundo do mar, contam as histórias do que viram e viveram. Só que a história mostra que não há rivalidade entre as criaturas da superfície e as marinhas. Na verdade, por serem mundos tão distintos, há uma certa indiferença entre eles. Menos para a pequena sereia, que se encanta com as histórias das irmãs e se fascina por essa vida fora d’água.
Quando chega sua vez, a pequena sereia sobe para a superfície e vê um navio comemorar com fogos de artifícios, até sofrer um naufrágio. A jovem vê o príncipe se afogando e decide ajudá-lo. Ela leva o rapaz até a praia e deixa seu corpo na areia, até que surge uma moça e o ajuda. A pequena sereia sente algo diferente pelo rapaz e se apaixona por ele, que sequer sabe de sua existência. De volta ao fundo do mar, ela consulta sua querida avozinha sobre quais as diferenças entre os seres humanos e as sereias. E aí que entra a parte filosófica da parada. A avó diz que apesar das sereias viverem até os 300 anos, sua jornada acaba quando elas morrem e viram bolhas no mar, enquanto os humanos têm uma vida mais curta, mas por terem almas, começam uma jornada eterna no céu quando morrem. Apaixonada pelo príncipe e fascinada por isso, a pequena sereia busca a Bruxa do Mar por um acordo para se tornar humana, conquistar o príncipe se ganhar uma alma eterna, tal qual a das pessoas da superfície.
O problema é que o acordo aqui é bem mais cruel que o dos filmes, já que a Bruxa pede sua voz em troca, então corta a língua da garota fora. Além disso, a transformação de sua cauda em pernas é praticamente uma cirurgia plástica clandestina, em que a cauda é cortada no meio e costurada, causando uma dor equivalente a “mil adagas atravessando o corpo”, chegando a sangrar, torturando a menina. Porém, diz a Bruxa que quando se recuperar totalmente, a menina teria pernas capazes de dançar mais que qualquer ser humano, mesmo que sinta como se estivesse pisando sobre facas. E apesar do trato não ter um prazo para acontecer, é acordado que ela não apenas deva conseguir um beijo do príncipe, mas deve se casar com ele. Caso não conclua o casamento, a pequena sereia teria sua morte antecipada, virando bolhas na madrugada da noite de núpcias do amado.
Em terra firme, a sereia muda encontra o príncipe, que se encanta com a beleza da jovem. Para complicar mais a situação da garota, ele fica doidinho vendo-a dançar. Então, mesmo que cause uma dor insuportável, ela passa um bom tempo dançando para ele. Eis que bate o choque de realidade, quando o Rei diz ao príncipe que arrumou um casamento para ele com a princesa do reino vizinho. Ele, então, conta para a sereia que não pode se casar com essa tal princesa, porque seu coração bate pela menina que o encontrou na praia. Sim, ele acredita que ela o salvou do afogamento e ficou perdidamente apaixonado pela mulher. E como a sereia não tinha mais língua, ela sequer pôde explicar que era ela a responsável por seu salvamento.
Para piorar a situação da sereiazinha, o príncipe acaba descobrindo que a tal princesa arranjada era a mesma menina da praia. Ou seja, ele desiste da ideia de negar o matrimônio e consuma o casamento com a moça. A sereia fica desolada, não só por perder seu grande amor, mas porque sabe que sua jornada chegou ao fim. Preparando-se para a morte, ela recebe uma visita das irmãs na noite de núpcias do príncipe. Elas fecharam um acordo com a Bruxa do Mar para salvar a vida da caçula. Elas trocaram seus belos cabelos por uma adaga de prata, que anularia o acordo da Pequena Sereia, caso ela assassinasse o príncipe com a arma e deixasse o sangue dele cair sob seus pés.
A sereia até cogita cometer o ato, mas ao vê-lo dormir pacificamente com a esposa, ela desiste de esfaqueá-lo e corre para o mar. Na água, ela aceita seu destino e vira um amontoado de bolhas. No entanto, em vez de morrer, ela consegue sentir o calor vindo do sol e acaba sendo acolhida pelo ar em forma de espírito. Sua busca extrema por uma alma eterna comoveu os outros espíritos, que a aceitaram como um deles, conquistando seu desejo mais profundo.
Com o passar dos anos, a história se consolidou como uma das mais queridas da Europa, e virou um símbolo da Dinamarca. Tanto que foi homenageada com uma estátua nas águas de Copenhague, na Dinamarca, que foi inaugurada em 1913 e segue como um grande ponto turístico até hoje. A estátua fez tanto sucesso que o país passou a presentear outros com réplicas menores dela. Uma delas, inclusive, foi dada ao Brasil e está exposta em Brasília, em frente ao prédio principal do Comando da Marinha.
E aí, qual sua versão favorita da história da pequena sereia? Diga nos comentários!
A Pequena Sereia (1989) e o live-action, que completou um ano de sua estreia, estão disponíveis no Disney+.
O ator Jeremy Renner, interprete de William Brandt na franquia ‘Missão Impossível’, deixou os fãs em êxtase ao revelar a possibilidade de um retorno à saga de espionagem ao lado de Tom Cruise.
Em entrevista ao Collider, Renner explicou que sua saída da franquia se deu devido aos conflitos entre os rigorosos cronogramas de filmagem e suas responsabilidades como pai.
“Sim, tive que sair. Eu deveria ter feito mais filmes com eles. Amo esses caras, amo o Tom [Cruise] demais. Nos divertimos muito e tenho um grande apreço por esse personagem. Mas o trabalho exige muito tempo longe de casa, e as filmagens acontecem principalmente em Londres. Na época, eu precisava ser um pai presente. Simplesmente não dava certo”.
No entanto, com sua filha crescendo e suas responsabilidades como pai diminuindo, Renner demonstra entusiasmo com a possibilidade de retomar seu papel na franquia.
“Quem sabe agora que minha filha está mais velha, isso pode acontecer. Eu sempre estaria disposto a voltar para um filme ‘Missão Impossível’ a qualquer momento e reviver o personagem Brandt. É uma franquia incrível”.
O oitavo filme ‘Missão: Impossível‘ continua enfrentando problemas. O projeto começou a ser filmado junto com o sétimo filme durante a pandemia, e depois teve que ser pausado por causa da greve dos roteiristas e atores.
Agora, enfrenta mais um atraso na produção devido a um mau funcionamento de um submarino de US$ 29 milhões.
O cronograma de filmagens foi adiado por várias semanas, levando a um aumento significativo nos custos do filme.
O orçamento do filme já tinha passado dos US$ 150 milhões.
‘Missão: Impossível 8’ está programada para chegar aos cinemas nacionais em 22 de maio de 2025.
Na trama, Ethan Hunt e sua equipe da IMF embarcam em uma missão perigosa e de vingança para recuperar uma nova arma que ameaça toda a humanidade e enfrentar o maior vilão de seu passado.
Lembrando que o capítulo anterior, ‘Missão Impossível: O Acerto de Contas’, encerrou oficialmente a sua exibição nos cinemas com “apenas” US$ 566 milhões mundialmente.
Na trama, Kate Cooper (Edgar-Jones) é uma ex-caçadora de tempestades assombrada por um encontro devastador com um tornado durante seus anos de faculdade, que agora estuda padrões de tempestades nas telas em segurança na cidade de Nova York. Ela é atraída de volta às planícies por seu amigo, Javi, para testar um novo sistema revolucionário de rastreamento. Lá, ela cruza seu caminho com Tyler Owens (Powell), o carismático e imprudente ícone das redes sociais que se diverte postando suas aventuras de caça a tempestades com sua equipe barulhenta, quanto mais perigoso melhor. À medida que a temporada de tempestades se intensifica, fenômenos aterrorizantes nunca antes vistos são desencadeados e Kate, Tyler e suas equipes concorrentes se encontram diretamente no caminho de múltiplos sistemas de tempestades convergindo sobre o centro de Oklahoma na luta de suas vidas.
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