Baseada nos populares romances de Anne Rice, o terceiro ciclo tem retorno previsto para o verão norte-americano de2026 (isto é, entre os meses de junho e agosto).
Confira:
A adaptação contemporânea do romance gótico acompanha a história de amor e imortalidade de Louis de Pointe du Lac (Jacob Anderson), Lestat de Lioncourt (Sam Reid) e Claudia (Delainey Hayles), contada ao jornalista Daniel Molloy (Eric Bogosian).
Na terceira temporada, o Vampiro Lestat (Reid) conta sua história de uma forma que só ele sabe fazer — formando uma banda e saindo em turnê. Gabrielle, Nicholas, Magnus, Marius, Aqueles Que Devem Ser Preservados. Eles se juntam a Louis, Armand, Molloy, Sam, Raglan e Fareed em uma peregrinação sensual através do espaço, do tempo e do trauma.
‘Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra’, longa pós-apocalíptico, conquistou 85% de aprovação da crítica especializada, com base em 138 avaliações no Rotten Tomatoes, além de 87% de aprovação do público.
No geral, os críticos elogiaram o filme, destacando a produção como divertida e de grande impacto.
“O estranho vai se acumulando sobre mais estranheza, e há reviravoltas e revelações e, bem, eu realmente não acho que seja um final satisfatório, mas você pode achar, e certamente termina com um grande impacto”, disse Alissa Wilkinson do New York Times.
“‘Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra’ não cumpre totalmente a promessa sardônica de seu título chamativo, mas seu elenco carismático e o talento de Gore Verbinski para cenas de ação cheias de energia fazem do filme uma adição razoavelmente divertida ao cânone das comédias de ficção científica excêntricas”, disse David Rooney do The Hollywood Reporter.
“É preciso um verdadeiro virtuose de seu calibre para concretizar a imaginação intrincada do filme”, disse Peter Debruge da Variety
“Ao mesmo tempo ambicioso além da conta e frustrantemente derivativo, o longa consegue se manter, por pouco, apoiado quase exclusivamente no carisma de Sam Rockwell no papel principal”, disse Sean Boelman do FandomWire.
“O filme nos provoca a questionar tudo, a sacudir-nos para fora da nossa própria simulação, e, ao menos nesse ponto, cumpre o que promete”, disse Lyvie Scott do Inverse.
“Explora brilhantemente diversas questões do mundo atual de maneiras inesperadas, tortuosas e, acima de tudo, divertidas. Assume riscos, e eles compensam dez vezes mais. Sam Rockwell está fenomenal!”, disse Tessa Smith do Mama’s Geeky.
O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 16 de abril.
A trama acompanha um homem do futuro que volta para a Los Angeles dos dias atuais. Lá, ele visita um restaurante e recruta um grupo aparentemente sem quaisquer conexões de clientes para unirem-se a ele em uma aventura para salvar o mundo.
O astroChris Hemsworth falou recentemente sobre a experiência de voltar a contracenar com Mark Ruffalo. O ator destacou que a afinidade cinematográfica entre os dois vai muito além do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), consolidando-se agora no novo thriller ‘Caminhos do Crime’ (Crime 101).
Em entrevista ao ComicBook, Hemsworth refletiu sobre a dinâmica dos novos personagens:
“Eu acho que, neste filme, o que os dois personagens compartilham é que vêm de mundos diferentes, de lados opostos da vida, mas existe um respeito entre eles. Temos uma amizade profunda. Há um respeito e uma compaixão mútua muito grandes. Acho que ambos lidamos com inseguranças e incertezas parecidas, e existe uma certa empolgação quando pensamos em testar uma ideia. Não é algo rígido ou austero; há uma vulnerabilidade real na forma como trabalhamos. Acho que isso aparece na tela”, revelou.
Hemsworth ressaltou que, mesmo com poucas cenas divididas no longa, a conexão precisava ser imediata.
“Esses personagens precisavam, mesmo sem muitas cenas juntos, transmitir uma sensação de confiança, uma espécie de companheirismo orgânico que parecesse natural, e acho que nós temos isso”, acrescentou.
Halle Berry concordou, acrescentando: “Você disse que não estavam muito juntos. Mas assistindo ao filme, sinto que estão, porque há uma conexão entre vocês, como se fosse um fio invisível.”
lemrbandoq ue seu trabalho mais recente e ‘Caminhos do Crime’ (Crime 101),
‘Caminhos do Crime’ está em cartaz nos cinemas nacionais.
A direção fica por conta de Bart Layton, conhecido por ‘Animais Americanos’, que também assina o roteiro ao lado dePeter Straughan.
A trama acompanha uma série de roubos de joias de alto nível na Costa do Pacífico. Embora a polícia associe os crimes a cartéis colombianos, o detetive Lou Lubesnick segue outra linha de investigação e passa a perseguir um suspeito específico: um ladrão determinado a realizar seu último grande golpe.
Vale lembrar que a Amazon Prime Video desembolsou cerca de US$ 90 milhões para garantir os direitos do projeto, superando a Netflix na disputa pelo lançamento da produção.
O astro Liam Neeson, protagonista do remake de ‘Corra que a Polícia Vem Aí 2!’, comentou recentemente sobre a possibilidade de reprisar seu papel na icônica franquia de comédia.
Durante entrevista ao Collider, o ator foi questionado sobre um possível retorno em uma sequência e respondeu com sinceridade:
“Eu não faço ideia. Certamente não fui procurado. Acho que o filme se saiu razoavelmente bem financeiramente, mas honestamente não sei”, afirmou.
Lembrando que em entrevista ao CBR, o diretor Akiva Schaffer comentou sobre a possibilidade de continuação do filme e revelou que, no momento, não há planos concretos para um novo capítulo.
“Não estamos planejando outro”, afirmou. “Não sei se você ouviu, mas a Paramount meio que mudou de donos. Isso aconteceu, talvez, cerca de sete dias depois do lançamento do filme. Então, estamos aguardando para ver se eles vão querer continuar”.
Apesar das incertezas causadas pela mudança de controle da Paramount, Schaffer contou que ele e os demais criativos envolvidos no projeto chegaram a discutir ideias caso a sequência avance no futuro.
“Dan Gregor e Doug Mand, que escreveram o roteiro comigo, têm uma lista de piadas”, brincou o diretor.
A produtora Erica Huggins também comentou sobre o assunto, revelando que existe ao menos uma grande ideia em discussão.
“Temos uma grande ideia sobre a qual conversamos”, disse. Schaffer confirmou: “Sim, temos algumas.”
Atualmente, ‘Corra Que a Polícia Vem Aí!’ está disponível no Paramount+.
Com 90% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o reboot conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 100 milhões nas bilheterias mundiais – o que representa mais do que o dobro de seu orçamento, que girou em torno de US$ 42 milhões.
Na trama, seguindo os passos de seu pai atrapalhado, o detetive Frank Drebin Jr. deve resolver um caso de assassinato para evitar que o departamento de polícia seja fechado.
O astro Liam Neeson, protagonista do clássico ‘Darkman: Vingança sem Rosto’, comentou recentemente sobre a possibilidade de retornar à franquia de Sam Raimi.
Em entrevista ao ScreenRant, o ator reagiu com bom humor aos rumores sobre a sequência: simulou uma ligação telefônica instável antes de afirmar que “adoraria trabalhar com Sam novamente” e que tem grande interesse em ver uma abordagem moderna para o personagem.
Lembrando que em entrevista ao MovieWeb, o diretor Sam Raimi (‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura’) confirmou que uma sequência para o clássico ‘Darkman: Vingança sem Rosto‘ está oficialmente em desenvolvimento.
Apesar do longa original ter ganhado duas sequências direto em vídeo, o novo filme deve marcar o retorno do cineasta à franquia.
“A Ghost House Pictures, empresa em que eu trabalho, está tentando fazer uma sequência [de ‘Darkman’] atualmente. Nós temos um roteiro e dois ótimos diretores, mas ainda estamos com dificuldades em relação ao financiamento.”
Anteriormente, o ator Liam Neeson (‘A Perseguição’) havia revelado que adoraria retornar para uma sequência: “Eu estaria muito interessante em ler o roteiro [de uma sequência]. Muito interessado.”
Apesar de ter estrelado o filme original de 1990, dirigido por Sam Raimi, o ator não retornou para as sequências ‘Darkman 2: O Retorno de Durant‘ (1995) e ‘Darkman 3: Enfrentando a Morte‘ (1996).
Arnold Vosloo assumiu o papel nas continuações.
No longa original, Peyton Westlake é um cientista que descobriu recentemente uma pele sintética. Peyton é atacado por uma quadrilha e dado como morto, mas ele sobrevive e, graças ao seu invento, pode se vingar, pois pode ter qualquer rosto. Mas há um problema: a pele sintética só dura 99 minutos quando é exposta à luz.
O live-action de ‘Branca de Neve’ confirmou as expectativas negativas ao tornar-se um dos maiores fracassos comerciais de 2025. Segundo dados da Forbes, o longa estourou drasticamente o orçamento de produção, atingindo custos de US$ 336,5 milhões.
O desempenho nas bilheterias não foi suficiente para cobrir os gastos: o filme arrecadou apenas US$ 87,3 milhões em seu fim de semana de estreia mundial, valor 13% abaixo das projeções iniciais.
Ao encerrar sua trajetória nos cinemas com um total de US$ 205,7 milhões, a obra registrou a quinta pior bilheteria entre as 21 adaptações live-action já lançadas pela Disney.
No ranking histórico de baixo desempenho da companhia, o filme fica à frente apenas de ‘Mulan’ (lançado no auge da pandemia), ‘102 Dálmatas’, ‘Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível’ e ‘Mogli: O Menino Lobo’ (1994).
Apesar do fracasso nas telonas, o filme teve bom desempenho no streaming, alcançando destaque entre os conteúdos mais assistidos da plataforma.
‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’ teve imagens vazadas recentemente, revelando detalhes do novo longa da Marvel Studios que dará continuidade à jornada de Tom Holland como Peter Parker.
Nas imagens, o amado herói aparece enfrentando o vilão Lápide, interpretado por Marvin Jones III. Apesar de, até o momento, poucos detalhes sobre a trama terem sido divulgados, rumores apontam que o personagem será a grande ameaça do filme.
A estreia do filme segue programada para o dia 31 de julho de 2026.
Além do retorno de Holland como o Cabeça de Teia, o longa contará com participações especiais de peso do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), com destaque para o implacável Justiceiro, interpretado porJon Bernthal, e para o icônico Hulk, vivido por Mark Ruffalo.
Em entrevista ao ComicBook.com, Cretton, conhecido por seu trabalho em ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’, trouxe alguns detalhes sobre o mais novo capítulo da franquia, afirmando que “dirigir Homem-Aranha foi um dos [maiores] trabalhos da minha vida”, explicando que, embora normalmente não goste de rotular projetos como o “ápice” de sua carreira, ‘Um Novo Dia’ com certeza faz parte desse grupo.
“Analiso cada projeto em que trabalho e penso: ‘nunca fiz isso antes, será que vai me empolgar pelos próximos dois anos?'”, acrescentou o cineasta. “E Homem-Aranha definitivamente é isso.”
“Todos os nomes envolvidos quando entrei para o projeto queriam fazer algo diferente”, observou Cretton. “Claro, ainda é o Homem-Aranha que todos amam, mas este é um novo capítulo em sua vida, e essa mudança de tom foi algo realmente empolgante para mim. Foi uma experiência extremamente gratificante e diferente”.
Os cineastas Joe Russo e Anthony Russo falaram recentemente sobre o novo capítulo do Universo Cinematográfico da Marvel, ‘Vingadores: Dr. Destino’.
Segundo o ComicBook, os diretores explicaram como o novo longa se diferencia dos filmes anteriores dos Vingadores.
“Por mais que abracemos a diversão em termos do que esses filmes podem ser, também abraçamos a complexidade e a dificuldade do que eles podem fazer em nível narrativo”, afirmou Anthony. “Acho que encontramos um novo nível disso em Vingadores: Dr. Destino”.
Joe acrescentou: “Victor von Doom exige um certo tom”.
O filme tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o dia 17 de dezembro de 2026, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Já a sequência, ‘Vingadores: Guerras Secretas’, está programada para chegar às telonas exatamente um ano depois, em 17 de dezembro de 2027.
O aguardado documentário ‘Paul McCartney: Man on the Run’ já tem data para chegar ao público. Conforme a Rolling Stone Brasil, a produção estreará no Prime Video no dia 27 de fevereiro.
Vale destacar que, antes disso, o filme terá uma exibição global exclusiva nos cinemas no dia 19 de fevereiro. Até o momento, porém, não há confirmação de sessões em salas brasileiras.
Dirigido por Morgan Neville (vencedor do Oscar por ‘A Um Passo do Estrelato’), o longa foca em um dos períodos mais desafiadores da trajetória do músico: a complexa transição após o fim dos Beatles e o nascimento dos Wings.
O documentário retrata como Paul, após o anúncio oficial do término do “Fab Four”, buscou redescobrir sua voz artística. Longe do glamour dos estádios, essa fase foi marcada pela simplicidade e pelo “pé na estrada”.
No final de 1971, ele fundou os Wings ao lado de sua esposa, Linda McCartney, e do guitarrista Denny Laine (ex-The Moody Blues).
Nos primeiros anos, o grupo chegou a cruzar a Inglaterra em uma van, realizando apresentações surpresas em universidades, uma realidade bem distante das megaturnês mundiais dos anos 60.
O filme explora a evolução sonora da banda, desde a estreia com Wild Life (1971) até a consagração definitiva com Band on the Run (1973), álbum que inspira o título do documentário e é considerado por muitos o ápice da carreira pós-Beatles de McCartney.
‘Guerreiras do K-Pop’ consolidou-se como um verdadeiro fenômeno ao se tornar o filme mais assistido via streaming nos EUA em 2025. Diante de tamanha repercussão, surgiu o questionamento: o longa não deveria ter passado pelas telonas?
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Kristine Belson e Damien de Froberville, presidentes da Sony Pictures Animation (SPA) e produtores da animação, defenderam a escolha estratégica pela Netflix.
“Tinha que ser na Netflix, um milhão por cento. Foi a ‘tempestade perfeita’: a qualidade do filme unida ao alcance da plataforma. No streaming, temos marcos de audiência: três, 10 e 28 dias”, afirmou Belson.
De Froberville complementou: “No terceiro dia, os números estavam ok. No décimo, a situação ficou interessante, especialmente pelas reprises. Normalmente, o silêncio impera até o 28º dia, mas recebemos um retorno antecipado da Hannah Minghella [da Netflix] dizendo que algo extraordinário estava acontecendo. O filme precisava de tempo para crescer, algo que o cinema tradicional nem sempre oferece”.
Quanto a uma sequência, os produtores foram realistas. Questionada se uma continuação poderia estar pronta até 2029, Belson sinalizou positivamente com um gesto, confirmando que o prazo faz sentido devido à complexidade da produção.
“Agora que o burburinho das premiações e festas passou, voltaremos ao trabalho básico: apenas nós dois em uma sala desenvolvendo o projeto”, explicou a executiva.
O longa chega com força total à temporada de premiações, com indicações ao Oscar de Melhor Animação e Melhor Canção Original (por “Golden”), despontando como o grande favorito em ambas as categorias.
No longa, quando não estão lotando estádios, as estrelas do K-pop Rumi, Mira e Zoey usam seus poderes secretos para proteger os fãs contra ameaças sobrenaturais.
Além de se tornar um fenômeno no serviço de streaming, o longa alcançou 95% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, além de ter arrecadado quase US$ 25 milhões nas bilheterias norte-americanas.
O primeiro dia do Festival de Berlim 2026 já começou cercado de controvérsia. A premiada escritora indiana Arundhati Roy anunciou que está se retirando do festival após declarações do presidente do júri,Wim Wenders, sobre a guerra em Gaza.
Roy, vencedora do Booker Prize em 1997 pelo romance O Deus das Pequenas Coisas (no original The God of Small Things), participaria do evento para apresentar uma cópia restaurada do filme In Which Annie Gives It Those Ones (1989), obra da qual foi roteirista e atriz. Após a coletiva de imprensa realizada na quinta-feira, dia 13, no entanto, a autora afirmou estar “chocada e enojada” com as respostas dadas por membros do júri quando questionados sobre o conflito em Gaza e o apoio da Alemanha a Israel.
Ao ser perguntado sobre o tema, Wim Wenders declarou que o cinema não deveria “entrar no campo da política”, descrevendo os cineastas como “o contraponto à política”. A também jurada Ewa Puszczynska afirmou que seria “um pouco injusto” esperar que o júri adotasse uma posição direta sobre a questão.
Em nota enviada à AFP, Arundhati Roy classificou como “inconcebível” ouvir que a arte não deve ser política. A escritora descreveu as ações de Israel em Gaza como “um genocídio do povo palestino pelo Estado de Israel” e declarou que artistas que se recusam a se posicionar “serão julgados pela história”.
A organização da Berlinale afirmou que “respeita as decisões” e lamentou a ausência da autora, dizendo que sua presença teria enriquecido o debate do festival.
Um festival historicamente político
A polêmica chama atenção porque o Festival de Berlim sempre foi considerado um dos festivais mais politizados entre os grandes eventos do circuito internacional, ao lado de Cannes e Veneza. Nos últimos anos, o festival consolidou uma programação de forte tom ativista.
Em 2024, sob a presidência do júri de Lupita Nyong’o, o Urso de Ouro foi para o documentário Dahomey, obra de caráter político sobre restituição histórica e memória colonial. Já em 2025, com Kristen Stewart à frente do júri, o principal prêmio ficou com Sobre L’Adamant, outro documentário de viés social e crítico.
Kristen Stwart presidente do Festival de Berlim em 2023.
No ano anterior, o documentário Sem Chão (No Other Land), sobre o deslocamento de comunidades palestinas na Cisjordânia ocupada, venceu um dos principais prêmios da mostra, provocando críticas de autoridades alemãs por declarações consideradas “unilaterais” durante a cerimônia.
Ao conquistar o Urso de Ouro de Melhor Direção em 2024, na mostra Encounters com Cidade; campo, a cineasta brasileira Júlia Rojas também marcou posição política em seu discurso, pedindo publicamente um cessar-fogo em Gaza. Ela não foi a única: outros premiados daquela edição aproveitaram o palco da Berlinale para se manifestar sobre o conflito, reforçando o histórico engajado e combativo dos participantes do festival.
Estrelas evitam posicionamento
A edição de 2026 também tem sido marcada por respostas cautelosas de artistas convidados. O ator Neil Patrick Harris afirmou estar interessado em realizar obras “apolíticas” que promovam conexão em um mundo “algorítmico e dividido”. Já a homenageada com o Urso de Ouro honorário, Michelle Yeoh, evitou comentar a política dos Estados Unidos, dizendo não se sentir em posição de analisar o cenário.
Michelle Yeoh e Neil Patrick Harris evitam comentários polîticos no Festival de Berlim
O conflito em Gaza teve início após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de 1.221 pessoas, segundo dados oficiais israelenses compilados pela AFP. Desde então, a ofensiva israelense deixou ao menos 71 mil mortos em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde do território, números considerados confiáveis pela ONU.
Com a saída de Arundhati Roy já no primeiro dia, a Berlinale 2026 começa sob o peso de uma discussão que acompanha o festival há décadas: afinal, existe arte sem política ou toda escolha artística já é, por si só, um posicionamento? De um lado, estrelas como Sydney Sweeney evitam se posicionar publicamente sobre temas sensíveis; do outro, artistas como Wagner Moura frequentemente aproveitam entrevistas e tapetes vermelhos para comentar a situação política do Brasil e do mundo. Entre o silêncio estratégico e o engajamento explícito, a Berlinale volta a ser palco de um debate que parece inseparável de sua própria identidade.
Trazendo carismáticas anti-heroínas para o centro de uma trama que se destaca pelo ritmo frenético, repleto de sarcasmo e ironias, o novo seriado francês da Netflix, Rainhas da Grana, é uma daquelas séries que deixam sua marca logo que começamos a assistir. Criado por Carine Prévot e Olivier Rosemberg – este último que também atua na série – a obra, entre tantos pontos positivos, desenvolve as contradições morais de seus personagens por meio de um humor ácido e inteligente.
Sufocadas pela opressão de um mundo machista e pela falta de oportunidades que as atinge diariamente, um grupo de amigas, moradoras de uma área de classe média baixa francesa, resolve assaltar um banco para conseguir algum respiro nas contas diárias que se acumulam. A questão é que, elas acabam se jogando nesse mundo do crime repleto de pessoas gananciosas, dispostas a tudo para ter sua parte em cada novo evento criminoso realizado.
Mesmo com muitas protagonistas, o foco se volta para Rosalie, interpretada pela excelente Rebecca Marder. Pela perspectiva dela, vamos rompendo as barreiras da intimidade das vidas das outras integrantes, um grupo que se vê numa posição sem nada a perder. Completamente movida pelas emoções, com o marido preso e dois filhos para criar, ela quase sempre deixa de lado as consequências de seus atos. Essa forte personagem, de comportamento imprevisível, é o pilar dessa história.
Um dos pontos que logo chamam a atenção é que o projeto, dividido em oito episódios – um melhor que o outro -, não passa pano para as atitudes erradas das protagonistas, trazendo um recheio generoso de consequências – exatamente onde acontece o epicentro da trama. A narrativa, com seu mix de ação, comédia e drama, alcança o brilhantismo ao prender a atenção enquanto desfila críticas sociais contundentes, como o já citado machismo e a corrupção policial e política, sem perder o bom-humor.
A cada capítulo, novas subtramas se somam a esse turbilhão de loucuras, enquanto novos personagens entram em cena e adicionam sua contribuição. Políticos arrogantes, traficantes de drogas, ex-maridos babacas, integrantes de associações criminosas e até mesmo um milionário romântico, vão e vêm, abrindo camadas ligadas às dinâmicas familiares e até à sexualidade.
Rainhas da Grana, apostando em tudo que foi para o ar, deixa pontas soltas em um final aberto e cheio de possibilidades futuras. Essa deliciosa série, pela qual torcemos que retorne para uma segunda temporada, nos faz querer maratonar tudo de uma vez só. Liga na Netflix e confira!
Estreia diretorial de Scarlett Johansson (‘História de um Casamento’), o longa chegará aos cinemas nacionais no dia 26 de fevereiro.
Na trama, June Squibb vive uma mulher de 90 anos que está tentando reconstruir sua vida após a morte de sua melhor amiga. Como parte desse processo, ela decide se mudar para Nova York, depois de morar na Flórida por anos.
Em entrevista ao TheWrap, o showrunner Matt Selman explicou por que não planeja fazer um desfecho tradicional para a série animada ‘Os Simpsons‘.
Em exibição desde 1989, a produção está prestes a ultrapassar a marca dos 800 episódios.
“Nós fizemos um episódio há um ano e meio que era como uma paródia de um capítulo final. Nós reunimos todos os conceitos possíveis de final de série em um único episódio, então essa foi a minha maneira de dizer que nunca faríamos um final de série tradicional. Fizemos um episódio final no meio da série que satirizava todas as ideias de concluir ou encerrar tudo.”
Ele completa, “A série não deveria mudar. Os personagens são reinicializados toda semana. É como ‘Feitiço do Tempo’, só que eles não sabem disso — e não morrem com tanta frequência. Se a série algum dia terminasse, não haveria um episódio final, seria apenas um episódio normal com a família. Talvez alguma referência aqui e ali, mas nada de ‘Vou sentir falta deste lugar’.”
Criada por James L. Brooks, Matt Groening e Sam Simon, ‘Os Simpsons‘ é a série de comédia e animada de maior longevidade da história da televisão americana.
A trama segue as aventuras satíricas de uma família da classe trabalhadora na cidade desajustada de Springfield.
A produção conta com as vozes de Dan Castellaneta, Nancy Cartwright, Harry Shearer, Julie Kavner, Yeardley Smith, Hank Azaria e Pamela Hayden.
Indicado ao Oscar de Melhor Curta-Metragem em 2026, o projeto Os Cantores, que acabou de chegar à Netflix, é um hipnotizante retrato da solidão, no qual a arte apresenta uma contribuição na esperança de almas perdidas. Em apenas 18 minutos, o projeto dirigido por Sam A. Davis, nos mostra personagens escanteados emocionalmente, enquanto canções atravessam a história e invadem a narrativa de maneira fulminante.
Inspirado em um conto do século XIX do romancista e poeta russo Ivan Turgenen, nesse curta-metragem acompanhamos parte de uma noite em um bar isolado, próximo a uma linha de trem, durante uma forte nevasca. Ali dentro, homens despejam suas mágoas com o presente e o sofrimento de memórias doloridas. Entre uma cerveja e outra, um deles lança um desafio inusitado: descobrir qual deles canta melhor. Revelações não faltam nos acontecimentos que se seguem.
Com muitos enquadramentos fechados intensificando as emoções, essa sensível obra constrói uma atmosfera de surpresas e revelações imprevisíveis, deixando lições importantes pelo caminho. Entre elas, destacam-se a compaixão sugerindo a coragem de se expor, o reconhecimento da dor do próximo e o senso de comunidade, chegando até mesmo no fortalecimento de um todo beneficiando a cada um individualmente – algo que sempre apareceu em várias correntes filosóficas.
Seguindo o lema: ‘quem canta seus males espanta’, seja por meio de um blues que atinge a alma ou de uma impactante interpretação de uma canção romântica famosa, vamos acompanhando uma espécie de show de calouros formado por homens amargurados pelo tempo, que perderam o rumo e trocam o entornar da próxima bebida por uma tentativa de esquecer, por um instante, seus tormentos mais íntimos.
De acordo com o Deadline, Stephen Amell (‘Arrow’) será o protagonista do reboot de ‘Baywatch: S.O.S. Malibu‘, que está sendo desenvolvido pela FOX.
Em caráter regular, o ator interpretará Hobie Buchannon – personagem da série clássica. Originalmente, ele foi interpretado por Brandon Call por uma temporada, sendo substituído por Jeremy Jackson nos ciclos seguintes.
Na trama…
O rebelde Hobie Buchannon agora é capitão da Baywatch, seguindo os passos de seu lendário pai, Mitch (interpretado na série original por David Hasselhoff). O mundo de Hobie vira de cabeça para baixo quando Charlie, a filha que ele nunca conheceu, aparece à sua porta, ansiosa para dar continuidade ao legado da família Buchannon e se tornar salva-vidas da Baywatch ao lado do pai.
Matt Nix será responsável pela nova versão. Ele também atuará como produtor executivo e showrunner.
“Desde nosso primeiro encontro, Stephen Amell apresentou exatamente o que este novo capítulo de ‘Baywatch’ exige: coração, intensidade e a inegável energia de herói. Ele é o tipo de protagonista que consegue correr para o perigo, carregar o peso emocional e ainda criar um clima divertido. Estamos ansiosos para começarmos,” declarou Nix.
O reboot promete resgates cheios de adrenalina, relacionamentos complicados, química complexa e heroísmo à beira-mar, características marcantes da série original — agora com um elenco totalmente novo vestindo os icônicos maiôs vermelhos, elementos contemporâneos, tensões e desafios, e uma missão renovada para proteger o litoral do sul da Califórnia.
Doze episódios foram encomendados para a primeira temporada.
As filmagens estão programadas para meados deste ano, em Venice Beach e nos estúdios da Fox em Century City.
De acordo com o Deadline, Isabelle Fuhrman (‘A Órfã’) será a protagonista de ‘Izzi‘, novo terror de possessão demoníaca.
Michael Rooker (‘Seres Rastejantes’) também estrelará a produção.
Na trama…
“Após anos afastadas, Jenny retorna para casa e descobre que sua irmã gêmea, Izzi, foi possuída por uma força maligna e desapareceu na floresta ao redor. Com o ressurgimento de uma antiga maldição geracional, Jenny une forças com seu pai e o xerife local para se aventurar na floresta amaldiçoada em uma tentativa desesperada de salvar sua irmã.
Fuhrman interpretará as duas irmãs, Jenny e Izzi. Rooker dará vida ao Xerife Blackstone.
O longa marcará a estreia diretorial de Jamie & Jason Neese, a partir de um roteiro assinado pela dupla.
“‘Izzi’ é um terror de possessão focado em seus personagens. Fomos atraídos pelo peso emocional das irmãs afastadas e pela ideia de uma maldição transmitida não apenas pelo folclore, mas também por traumas familiares. Nosso objetivo era criar algo tenso, atmosférico e íntimo — onde os elementos sobrenaturais parecem inseparáveis das escolhas dos personagens,” declararam os cineastas.
As filmagens estão programadas para o segundo semestre de 2026.
O longa marca a estreia diretorial de BT Meza, que também assina o roteiro.
Na trama, Rothe interpreta Ellie Carter, que nunca conheceu o homem que se diz seu marido, não reconhece a garota que a chama de mãe e não consegue se lembrar da vida que lhe dizem ser a sua. Acometida por convulsões violentas que reiniciam sua memória sem aviso prévio, ela está presa em um pesadelo cíclico, lutando para desvendar a verdade horrível sobre sua existência — antes que se esqueça de tudo novamente.
Seu primeiro single, intitulado Long Face, já está disponível em todas as plataformas digitais. A faixa foi composta por Daniel Har e conta com a voz do ator Sam Reid.
Intitulado ‘O Vampiro Lestat‘, o próximo ciclo está programado para o verão norte-americano (período entre os meses de junho e agosto).
Sheila Atim (‘A Mulher Rei’) interpretará Akasha, a Rainha dos Condenados. A personagem apareceu pela primeira vez nas telas na adaptação de ‘A Rainha dos Condenados‘, de 2002, sendo interpretada pela cantora Aaliyah.
A adaptação contemporânea do romance gótico acompanha a história de amor e imortalidade de Louis de Pointe du Lac (Jacob Anderson), Lestat de Lioncourt (Sam Reid) e Claudia (Delainey Hayles), contada ao jornalista Daniel Molloy (Eric Bogosian).
Na terceira temporada, o Vampiro Lestat conta sua história de uma forma que só ele sabe fazer — formando uma banda e saindo em turnê. Gabrielle, Nicholas, Magnus, Marius, Aqueles Que Devem Ser Preservados. Eles se juntam a Louis, Armand, Molloy, Sam, Raglan e Fareed em uma peregrinação sensual através do espaço, do tempo e do trauma.
Dirigido por Meredith Alloway, o longa é baseado na peça Of the Women Came the Beginning of Sin and Through Her We All Die, criada por Lily Houghton.
Apple, funcionária da Free Eden, secretamente comanda um culto de bruxas feministas no porão da loja do shopping após o expediente — junto com suas companheiras Cherry e Fig. Mas quando a recém-contratada Pumpkin desafia o estilo ‘girl boss’ do grupo, as duas são forçadas a confrontar seus próprios venenos ou sucumbir a um destino sangrento.
O elenco conta com Lili Reinhart (‘Riverdale’) como Apple, Lola Tung(‘O Verão que Mudou Minha Vida’) como Pumpkin, Victoria Pedretti (‘A Maldição da Residência Hill’) como Cherry e Alexandra Shipp(‘As Garotas da Tragédia’) como Fig.
Diablo Cody, roteirista do clássico ‘Garota Infernal‘, serve como produtora.
O longa será lançado nos cinemas norte-americanos no dia 27 de março.