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Jason Statham está de volta à AÇÃO no novo teaser explosivo de ‘Missão Refúgio’

A Diamond Films divulgou um novo teaser trailer oficial de Missão Refúgio(‘Shelter’), ação eletrizante protagonizada por Jason Statham, com estreia marcada para 12 de março nos cinemas de todo o Brasil.

Dirigido por Ric Roman Waugh (‘Destruição Final 2’), o filme retrata a jornada de um homem solitário que, inesperadamente, passa a proteger uma jovem em meio a uma tempestade devastadora, enquanto enfrenta inimigos cruéis e os fantasmas de seu próprio passado.

Confira:

Em MISSÃO REFÚGIO, Jason Statham interpreta Mason, um homem assombrado pelo próprio passado que se refugia em uma ilha isolada para viver sem contato com a sociedade. No entanto, sua vida muda drasticamente ao resgatar a jovem Jesse, interpretada por Bodhi Rae Breathnach, durante uma forte tempestade no mar. Acontece que, o resgate acaba implicando em uma perseguição intensa, colocando ambos na mira de adversários impiedosos. Diante do perigo constante, o protagonista será obrigado a recorrer a todas as suas habilidades para manter Jesse em segurança, custe o que custar.

MISSÃO REFÚGIO conta com direção de Ric Roman Waugh e roteiro de Ward Parry. Além de Statham e Breathnach, o elenco de conta com nomes estabelecidos na indústria, como Bill Nighy (‘Piratas do Caribe’, ‘A Oitava Página’ e ‘Questão de Tempo’), Naomi Ackie (‘Mickey 17’ e ‘Pisque Duas Vezes’) e Harriet Walter (“Succession”).

Com distribuição da Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina, MISSÃO REFÚGIO estreia nacionalmente em 12 de março.

‘Solo Mio’: Filme estrelado por Kevin James conquista 81% de aprovação no Rotten Tomatoes; Confira as avaliações!

A nova comédia romântica estrelada por Kevin James, ‘Solo Mio’, alcançou 81% de aprovação da crítica especializada, com base em 31 avaliações, além de impressionantes 95% de aprovação do público.

No geral, os críticos elogiaram o carisma do elenco, os belíssimos cenários italianos e a leveza da trama, destacando o equilíbrio entre romance e humor. Ainda assim, algumas análises apontam certos momentos previsíveis no roteiro.

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“A exuberante paisagem romana, a riquíssima música italiana e o elenco carismático fazem deste um lançamento cinematográfico cada vez mais raro, voltado para o público mais velho, frequentemente ignorado fora do streaming”, disse Pete Hammond do Deadline.

“Alguns preferem suas comédias românticas carregadas de angústia ou desejo intenso. Outros se contentam em celebrar a faísca do afeto. Este “cartão de Dia dos Namorados” com classificação PG, da Angel Studios, está muito mais alinhado a essa segunda opção. E não há nada de errado com isso”, disse Lisa Kennedy da Variety.

“Fora algumas cenas banais de James participando de todo tipo de atividade turística estereotipada em Roma, Solo Mio não nos oferece nenhum insight genuíno sobre quem esse homem realmente é, nem sobre o que ele deseja da vida além de uma esposa”, disse Gregory Nussen do Screen Rant.

“Uma rara comédia romântica perfeita, transbordando coração e grandes risadas, Solo Mio traz Kevin James em sua melhor forma neste filme imperdível para um encontro a dois”, disse Josh Wilding do ComicBookMovie.

Kevin James e um elenco de apoio fantástico vão deixar o público sorrindo na charmosa Solo Mio. Superar um coração partido não é fácil. Solo Mio envolve essa dor em um laço de comédia e nos lembra que toda nuvem escura tem um lado iluminado”, disse Julian Roman do MovieWeb.

“Um elenco de apoio muito carismático e consistente eleva o filme, e Kevin James está cativante”, disse Rachel Wagner do Hallmarkies Podcast.

Dirigido pelos irmãos Kinnane, que também assinam o roteiro ao lado de Kevin James, o filme acompanha um homem que vê seus sonhos de um casamento pitoresco na Itália desmoronarem quando é abandonado no altar. Decidido a não desistir completamente da experiência, ele embarca sozinho na lua de mel planejada, mergulhando na vibrante cultura, na gastronomia e nas paisagens deslumbrantes do país — enquanto tenta superar o coração partido.

Além de Kevin James, o elenco conta com Alyson Hannigan, Nicole Grimaudo, Kim Coates, Jonathan Roumie, Julee Cerda, Julie Ann Emery e Alessandro Carbonara.

‘O Agente Secreto’ vence no Prêmio Lumière na França e reforça protagonismo brasileiro no exterior

'O Agente Secreto' ganhao prêmio de melhor coprodução internacional. (Foto: @Seamas MC SWINEY)

O filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, venceu o prêmio de Melhor Coprodução Internacional no Prêmio Lumière, entregue na noite do último domingo, dia 18 de janeiro, em Paris. A cerimônia foi realizada no Instituto do Mundo Árabe e reuniu profissionais do cinema francês e jornalistas internacionais, reafirmando o papel da premiação como um dos principais termômetros da temporada de prêmios na França.

Representando a produção, estiveram presentes o coprodutor da MK2, a diretora de fotografia Evgenia Alexandrova e a atriz Maria Fernanda Cândido, que integrou a equipe no palco durante a entrega do prêmio.

Em discurso, a atriz destacou o significado do reconhecimento internacional da coprodução. “Como brasileira morada há oito anos em Paris, fico mais do que feliz em receber este prêmio de coprodução entre o Brasil e a França”, afirmou. Maria Fernanda Cândido também agradeceu ao diretor Kleber Mendonça Filho: “Obrigada por escolher confiar na inteligência do público. Bravo, Kleber!”.

Desde o lançamento e os dois prêmios de Cannes — Melhor Ator e Melhor Direção — até essa vitória no Prêmio Lumière, O Agente Secreto conquistou mais de 50 prêmios, entre eles dois no Globo de Ouro: Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator, concedido a Wagner Moura

Wagner Moura recebe sua Palma de Ouro em junho na França (Foto: Assessoria)

Com esse reconhecimento crescente, o longa também tem grandes chances de levar Melhor Filme Estrangeiro no Oscar.

Os principais vencedores da noite

A edição deste ano do Prêmio Lumière foi marcada pela consagração de dois filmes em preto e branco. François Ozon foi o grande vencedor da noite com O Estrangeiro (L’Étranger), adaptação do romance de Albert Camus, que recebeu o prêmio de Melhor Filme. Benjamin Voisin venceu o prêmio de Melhor Ator por sua interpretação de Meursault, e o longa também foi reconhecido com o prêmio de Melhor Fotografia, assinado por Manuel Dacosse.

Benjamin Voisin conquista prêmio de Melhor Ator por O Estrangeiro, grande ganhador da noite com 3 prêmios.

Outro destaque foi Richard Linklater, premiado com Melhor Direção por Nouvelle Vague. O filme também rendeu o prêmio de Ator Revelação a Guillaume Marbeck, por sua interpretação de Jean-Luc Godard.

Entre os demais vencedores, Léa Drucker recebeu o prêmio de Melhor Atriz por Caso 137, Nadia Melliti foi consagrada Atriz Revelação por A Irmã Mais Nova, Stéphane Demoustier venceu o prêmio de Melhor Roteiro por L’inconnue de la Grande Arche, e Ugo Bienvenu foi premiado na categoria Melhor Animação por Arco.

Discursos e contexto político internacional

Além das celebrações cinematográficas, a cerimônia também foi marcada por discursos que chamaram atenção para o contexto político e humanitário internacional. Diversos vencedores e convidados relembraram a repressão às manifestações no Irã, que resultaram em milhares de mortes, e também deram visibilidade à situação na Palestina.

Com a Alma na Mão, Caminha, ganhador do prêmio de Melhor Documentário

Esse posicionamento esteve diretamente ligado ao prêmio de Melhor Documentário, concedido a Com a Alma na Mão, Caminha, da diretora iraniana Sepideh Farsi. O filme retrata a vida de Fatma, que morreu tragicamente após o término das filmagens, realizadas na Palestina, reforçando o caráter político e testemunhal da obra.

O que é o Prêmio Lumière? 

Criado em 1995, o Prêmio Lumière é concedido pela Académie des Lumières, associação formada por jornalistas e críticos internacionais que atuam na França, mas não possuem nacionalidade francesa. Frequentemente comparado ao Globo de Ouro, nos Estados Unidos, o prêmio reflete o olhar da imprensa estrangeira sobre o cinema francês e internacional.

Atualmente, a Academia Lumière reúne representantes de 36 países e conta com mais de 101 votantes, incluindo uma jornalista brasileira, única representante do país, que escreve para o site CinePOP. A cerimônia é transmitida online e permanece disponível no site oficial do prêmio, onde também é possível consultar a lista completa dos vencedores.

‘Morra, Amor’: Três Encontros com Jennifer Lawrence falando sobre entre Maternidade, Política e Futuro na Direção [ENTREVISTA EXCLUSIVA]

Quando leio um roteiro como esse, penso: é isso que significa ser artista — expressar algo que antes parecia impossível de dizer”, declara Jennifer Lawrence pela tela do Zoom, enquanto observo seu rosto expressivo sob sua franja e um fundo esfumaçado de um ambiente oculto aos meus olhos curiosos.

Este é o nosso terceiro “encontro” no ano por conta da promoção de Morra, Amor (Die, My Love), romance da escritora argentina Ariana Harwicz — um texto brutal, de escrita crua e desprovida de verniz, que aborda a maternidade sem suavização e sem didatismo. Tudo é narrado por Grace, protagonista do livro e, agora, do filme, interpretada por Jennifer Lawrence, em cartaz nos cinemas brasileiros desde 27 de novembro e com estreia no streaming MUBI marcada para 23 de janeiro.

Jennifer Lawrence em entrevista com Letícia Alassë em novembro de 2025 (Foto: reprodução video)

Cannes, expectativa e o peso do retorno

Nosso primeiro encontro ocorreu durante a conferência de imprensa do Festival de Cannes, onde o filme fez sua estreia mundial na Mostra Competitiva pela Palma de Ouro. Embora sem prêmios, o longa pairava entre as expectativas mais intensas do festival, em grande parte por conta da volta de Lynne Ramsay, após oito anos de hiato, ao comando de um longa-metragem, e também pela força do encontro entre Jennifer Lawrence e Robert Pattinson: era a primeira vez que os protagonistas das franquias adolescentes mais rentáveis da última década — Crepúsculo e Jogos Vorazes — contracenavam juntos.

De modo jocoso, Lawrence recordou o primeiro dia de filmagem com Robert Pattinson — uma cena de sexo — e brincou: “Nem tive tempo de depilar as pernas.” Entre risadas, descreveu as aulas de dança interpretativa impostas pela diretora como a verdadeira prova de fogo: “Depois disso, ficar nu parecia quase menos embaraçoso.”

Mas foi a experiência compartilhada da parentalidade que criou o vínculo mais profundo entre eles: “É bom estar com alguém que quer falar sobre o filho tanto quanto você — e que assiste sem reclamar a um vídeo de três minutos do seu bebê”, comentou durante nosso segundo encontro, no dia 29 de setembro, em um Q&A, em Paris. 

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Entre visibilidade e fratura política

Entre maio, em Cannes, até o anúncio dos indicados ao 83° Globo de Ouro  — sua sétima indicação ao prêmio —  no último dia 8 de dezembro, Jennifer Lawrence declarou abertamente sua posição contra o massacre de crianças durante os ataques em Gaza, tal como mãe, tal como artista, em 26 de setembro, no Festival de San Sebastián. Por conta da enorme repercussão, dias depois afirmou que não faria mais declarações políticas. 

Enquanto algumas pessoas a parabenizaram pela fala, em Paris, outras demonstraram afeto pela sua performance como protagonista dos Jogos Vorazes e questionaram uma possível volta ao papel de Katniss Everdeen, o qual ela respondeu sempre ser possível. Na última semana, a revista Variety reforçou os boatos de sua participação em Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita, apesar de não ter uma declaração oficial do estúdio Lionsgate. 

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Produzir é convencer

Ao contrário dos seus interlocutores no evento, conversei com Jennifer sobre seu papel como produtora. Falamos também de seus últimos trabalhos, incluindo os documentários Pão, Rosas e Liberdade (2023) e Zurawski v Texas (2024), sobre a perda dos direitos da mulheres com a volta do regime Talibã ao poder e sobre um grupo de mulheres em luta pelo direito ao aborto. “O trabalho como produtora é, na verdade, tornar o projeto viável, nem tanto na parte criativa. Em Morra, Amor, por exemplo, foi convencer Lynne Ramsay a dirigir o filme,” me explica e adiciona que continuará a produzir enquanto houver histórias interessantes a serem contadas com a necessidade de um empurrão. 

Essa dimensão política também atravessa sua atuação como produtora. Que tipo de projeto, então, lhe interessa colocar em tela? “Quero produzir algo que conte a história norte-americana”, resume sem entrar em detalhes. Nossa conversa é interrompida por convidados animados por sua presença no salão e ela fala sobre as filmagens para o próximo ano com Martin ScorseseWhat Happens at Night (O que Acontece à noite, em tradução livre), adaptação do romance de Peter Cameron —, sua primeira parceria com o renomado diretor conhecido por seus filmes sobre o submundo violento dos Estados Unidos.

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Considerado padrinho do projeto, Martin Scorsese é o responsável por apresentar a obra argentina a Jennifer.  “É difícil imaginar um presente melhor do que receber um livro diretamente dele”, brincou, quase descrevendo uma cena de ficção. Para ela, o texto de Harwicz era “um mergulho incontornável no psiquismo feminino, ao mesmo tempo brutal e profundamente comovente”. Era impossível largá-lo e impossível não querer transpor aquela violência emocional para o cinema, mesmo que, a princípio, não entendesse como.

Daí veio a decisão de não apenas protagonizar o longa, mas também produzi-lo. E a escolha quase inevitável da diretora Lynne Ramsay: “Sempre me impressionei com a força e a singularidade da visão dela. Quando li o romance em primeira pessoa, pensei: a única pessoa capaz de transformar isso em poesia cinematográfica é a Lynne.” Quase como um pequeno milagre, nas palavras da atriz, Ramsay aceitou, após oito meses e meio de sedução por e-mail. 

Maternidade sem mito: instinto e colapso

Quando, neste terceiro encontro pela tela do computador, comecei a explorar com Lawrence suas impressões sobre o livro e sobre a construção de Grace no set, retomamos a experiência que marcou sua carreira: Mãe!, de Darren Aronofsky. “Foi a primeira vez que interpretei uma mãe em cena”, relembrou. “E Morra, Amor foi a primeira vez que interpretei uma mãe sendo, de fato, mãe”, pondera.

“Vejo semelhanças nisso com a experiência das mães no mundo real: o quanto somos pressionadas a ter filhos, criá-los para também produzir, trabalhar… as expectativas que recaem sobre nós são extremamente desgastantes”, relata Jennifer. Se em Mãe! sua personagem encarnava a metáfora da Terra devastada, aqui, em Morra, Amor, a devastação é íntima e cotidiana.

Jennifer Lawrence ao lado da diretora Lynne Ramsay no Festival de Cannes 2025 (Foto: Leticia Alassë)

A atriz descreveu a fricção intensa entre sua própria sensibilidade, transformada pela maternidade, e a desordem emocional de Grace. “Muitas vezes, eu sentia pena do personagem de Robert Pattinson. Eu pensava: ‘Ela precisa pedir desculpas, ela precisa lhe dar um alívio’. Mas eu sabia que, da perspectiva da Grace, isso era impensável.” Uma das cenas mais duras no set — a de quebrar a pia do banheiro e descascar as paredes com as próprias unhas — foi o ápice dessa tensão.

Essa entrega radical, segundo Lawrence, só fez sentido porque encontrou eco no olhar da diretora. Em Paris, Jennifer mencionou a sua satisfação com o corte final: “Em um cinema americano que exige comentários definitivos sobre tudo, Lynne teve a ousadia de fazer o oposto: criar uma obra poética, aberta, que não oferece respostas”. Sua admiração pela cineasta escocesa nasceu quando ela assistiu pela primeira vez O Lixo e o Sonho (1999) e ficou encantada pelo seu estilo visual único. 

Quando a atriz passa a dirigir o olhar

Estaria Jennifer Lawrence pronta a dar um próximo passo? Nossas últimas palavras foram sobre o futuro dela atrás das câmeras. Em um ano em que três atrizes premiadas ampliaram a atuação feminina na autoria cinematográfica — Kate Winslet, Scarlett Johansson e Kristen Stewart —, a resposta de Jennifer veio acompanhada de um leve coçar de sobrancelhas antes do sorriso: 

Jennifer Lawrence reflete sobre assumir a direção de um filme no futuro (Foto: reprodução)

“Eu adoraria. Atuar é o melhor estágio possível para direção. É uma expansão natural do que fazemos como contadores de histórias. Eu seria muito sortuda em me juntar a elas.” A fala não escondia a ambição, mas o gesto revelava a cautela diante de uma expectativa que ela não parece disposta a assumir agora. Era menos um “talvez” e mais um “quando”.

Ao final desse percurso, em três encontros, o que emerge de Jennifer Lawrence é uma artista em transformação, principalmente por conta dos dois filhos: “a maternidade muda tudo”, declarou durante o 78° Festival de Cannes em maio. Com grandes chances da sua quinta indicação ao Oscar, a atriz de 35 anos escolhe papéis mais maduros sem rejeitar o caminho que a trouxe até o estrelato. Mais do que uma estrela em reinvenção, Jennifer Lawrence se mostra uma artista consciente do próprio tempo — e cada vez mais próxima de assumir o controle total da própria narrativa.

“É uma grande responsabilidade dirigir um filme de super-herói”, revela Sam Raimi [EXCLUSIVO]

Em entrevista exclusiva ao CinePOP, o diretor Sam Raimi (‘Arraste-me para o Inferno’) foi questionado se prefere dirigir filmes de super-herói ou terror, e respondeu:

“Bem, é uma grande responsabilidade dirigir um filme de super-herói, porque a verdade é que qualquer um desses personagens que você coloca vestindo uma roupa colante vermelha e azul, eles se tornam heróis para as crianças, mesmo sem merecer. Então, você se encontra em uma posição em que precisa realmente conquistar isso e garantir que os personagens sejam reais e consistentes, enfrentando conflitos com os quais as crianças possam se identificar.”, ele afirmou.

Segundo Raimi, o personagem precisa gerar identificação com o público.

“Você quer que esses conflitos sejam sérios para que as crianças pensem: “Sim, eu já estive nessa situação, só que no meu caso era com a lição de casa”. Eu não sei o que as crianças estão pensando, mas elas veem que o super-herói não consegue superar essa situação. E então, em um filme com um super-herói, o ser humano dentro dele cresce, aprende algo e encontra uma maneira de superar esse obstáculo. As crianças assistem a isso, e você orquestra tudo, e o herói voa pelos céus. Não há nada igual para um diretor do que criar essa sensação de admiração e, de uma forma muito simples, inspirar as crianças, servindo como um bom exemplo. Claro, eu ainda adoro sentar no fundo do cinema, fazendo barulhos e assustando as crianças. Mas ambos os gêneros são gratificantes.”, afirmou.

Assista a entrevista e siga CinePOP no Youtube:

O terror conquistou impressionantes 91% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.

O consenso geral aclama a direção de Raimi, que, mais uma vez, se mostra um mestre do gênero ao equilibrar perfeitamente risos com tensão, além de destacar as excelentes performances de Rachel McAdams e Dylan O’Brien.

Crítica | Rachel McAdams e Dylan O’Brien lutam pela sobrevivência no insano e divertido thriller ‘Socorro!’

Socorro!‘ já está em exibição nos cinemas.

Em SOCORRO!, dois colegas ficam presos em uma ilha deserta após serem os únicos sobreviventes de um acidente de avião. Na ilha, eles precisam superar antigos ressentimentos e trabalhar juntos para sobreviver, mas, no fim, trata-se de uma inquietante batalha de vontades e perspicácia, marcada por humor ácido, para sair com vida.

SOCORRO! tem direção do visionário cineasta Sam Raimi, que desafia os limites do gênero, e é estrelado pela atriz indicada ao Oscar® Rachel McAdams e Dylan O’Brien. O filme é produzido por Raimi e Zainab Azizi, com produção executiva de JJ Hook, roteiro de Damian Shannon & Mark Swift, e música original de Danny Elfman.

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‘Socorro!’: Novo terror de Sam Raimi abre com 91% de aprovação dos críticos no RT; Confira as reações!

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‘A Empregada’, ‘Hamnet’, ‘Socorro!’, ‘Extermínio’ e os Filmes mais ESPERADOS de Janeiro 2026 nos cinemas!

» Damian Shannon & Mark Swift, de ‘Freddy Vs. Jason‘ e o remake de ‘Sexta-Feira 13‘, assinam o roteiro;

 

‘Superman: Homem do Amanhã’: Sequência confirma participação de mais dois personagens do DCU

O novo DCU de James Gunn continua a se expandir com ‘Homem do Amanhã’ (Man of Tomorrow), a sequência direta do aclamado filme do Homem de Aço de 2025. O filme trará de volta o icônico herói, que desta vez precisará se aliar ao seu maior inimigo, Lex Luthor, diante de uma ameaça ainda maior.

De acordo com o portal ComicBookMovie, Isabela Merced está oficialmente confirmada para retornar como a Mulher-Gavião. A notícia reforça a estratégia de James Gunn em manter os membros da “Gangue da Justiça” como peças centrais na narrativa de longo prazo.

Outro nome de peso garantido é Frank Grillo, que reprisará seu papel como Rick Flag Sr. O personagem, que já terá sido visto na 2ª temporada de ‘Pacificador’, atuará como uma ponte fundamental entre as séries e o cinema, trazendo uma camada de complexidade moral ao enredo.

‘Superman’: James Gunn diz que filme do Homem de Aço foi o mais difícil de sua carreira

Lembrando que ‘Superman’ está disponível na HBO Max.

Crítica | James Gunn dá o pontapé inicial do DCU com o ESPETACULAR ‘Superman’

James Gunn encabeça o filme de super-herói original no recém-imaginado universo da DC com uma mistura singular de ação épica, humor e coração, apresentando um SUPERMAN movido pela compaixão e uma crença inerente na bondade da humanidade.

David Corenswet estrela como Clark Kent/Superman.

O elenco também conta com Rachel Brosnahan (Lois Lane), Nicholas Hoult (Lex Luthor), Edi Gathegi (Michael Holt/Senhor Incrível), Anthony Carrigan (Rex Mason/Metamorfo), Nathan Fillion (Guy Gardner/Lanterna Verde), Isabela Merced (Kendra Saunders/Mulher-Gavião), Skyler Gisondo (Jimmy Olsen), Sara Sampaio (Eve Teschmacher), Wendell Pierce (Perry White), Milly Alcock (Kara Zor-El / Supergirl) e outros.

Por que a série ‘Chucky’ foi CANCELADA? Verdadeiro motivo é REVELADO!

O verdadeiro motivo por trás do cancelamento da série ‘Chucky‘, baseada na franquia ‘Brinquedo Assassino‘, foi revelado.

Enquanto muitos fãs especulavam se tratar da baixa audiência, o site afirma que o cancelamento foi causado por questões financeiras e falta de verba do canal para a produção.

Alegadamente, a série era muito cara para a Syfy – até mesmo após seu acordo com a USA Network para a divisão de custos.

Além de causar uma grande comoção nos fãs pelo cancelamento, a série não finalizou a narrativa, tendo finalizado a terceira temporada com um grande gancho.

Para aqueles que não se recordam, a 3ª temporada apresentou Jake (Zachary Arthur) injetando uma espécie de droga para temporariamente “morrer” e adentrar o Reino Espiritual. Pelo fato de Chucky ter passado anos dividindo a própria alma para continuar imortal, inúmeras versões dele aguardam lá – mas Jake está em busca apenas de uma: a do Chucky Bom. Jake espera encontrá-lo para que ele possa ajudá-lo a descobrir o paradeiro de Caroline, irmã de Lexy (Alyvia Alyn Lind), que estava desaparecida desde o ciclo anterior.

Quando Jake encontra Chucky Bom, ele rapidamente consegue descobrir a localização de Caroline, com Chucky revelando que “ela está com o avô Wendell” – ou seja, Wendell Wilkins, o criador do boneco Good Guy. Jake, então, faz um apontamento importante: se ele se matar dentro do Reino Espiritual, isso forçará os outros Chuckys a fazer a transição e encerrar seu reinado de terror para sempre. E é aqui que a série dá sua primeira grande reviravolta: o Chucky Bom não era bom – e sim apenas mais um boneco que estava protelando Jake deliberadamente, permitindo que Chucky habitasse seu corpo quando ele fosse acordado fora do Reino Espiritual.

Em outro lugar, longe da Casa Branca, Tiffany (Jennifer Tilly) consegue escapar de sua execução graças a uma lavagem cerebral feita nos guardas do Corredor da Morte.

Depois que Jake, Devon (Bjorgvin Arnarson) e Lexy deixam a Casa Branca, eles se dirigem para a casa de Wendell Wilkins, onde a armadilha é oficialmente acionada e é-nos revelado que Chucky não apenas assumiu o corpo de Jake, mas que Wendell está envolvido no esquema. O criador dos Good Guys também forneceu a Chucky algo ainda mais especial: o protótipo original do boneco, para o qual Chucky transfere sua alma.

Pouco depois, outra convidada aparece na casa de Wendell: a fugitiva Tiffany Valentine no corpo de Jennifer Tilly. Chucky finalmente faz dela uma “mulher honesta” ao propor casamento, com Wendell revelando que ele ainda tem o protótipo de sua boneca também. A dupla volta às suas formas originais e foge no carro de Tiffany, dirigido por Caroline, enquanto se beijam no banco de trás.

Mas isso não é tudo, visto que o criador Don Mancini nos dá mais uma reviravolta antes do encerramento da temporada: Chucky e Tiffany não foram os únicos que foram colocados em corpos de bonecas. Jake, Devon e Lexi foram aprisionados em receptáculos e trancados em um armário na casa de Wendell. Eles só são descobertos por Nica (Fiona Dourif), que rastreou Tiffany até a casa e que também é capturada por Wilkins quando o episódio chega ao fim.

Em declaração oficial, o criador Don Mancini lamentou o cancelamento, mas prometeu que este não será o fim do personagem:

“Estou de coração partido com a notícia de que ‘Chucky’ não retornará para uma quarta temporada, mas sou muito grato pelos três anos maravilhosos que tivemos. A incrível campanha para a renovação da série realmente aqueceu nossos corações. Chucky irá retornar! Ele SEMPRE retorna.”

Lembrando que as três primeiras temporadas estão disponíveis no Star+.

O elenco conta com Brad Dourif como a voz do Chucky, Jennifer Tilly como a icônica e psicótica Tiffany, Zackary Arthur como Jake Wheeler, Björgvin Arnarson como Devon Evans, Alyvia Alyn Lind como Lexy Cross, Alex Vincent como Andy Barclay, Christine Elise como Kyle, Fiona Dourif como Nica, Barbara Alyn Woods como a Prefeita Michelle Cross e Devon Sawa como um novo personagem.

Lachlan Watson (‘O Mundo Sombrio de Sabrina’) interpreta Glen/Glenda.

Bad Bunny se apresentará HOJE no Super Bowl; Saiba quando e onde assistir!

Pouco depois de ter feito história no Grammy Awards 2026, o cantor e compositor porto-riquenho Bad Bunny irá se apresentar no Show do Intervalo do Super Bowl LX, integrando a seleta lista de ícones do cenário fonográfico que já tiveram a honra de serem escalados como performers.

O artista se apresenta hoje, 8 de fevereiro, como headliner. O jogo e o espetáculo serão transmitidos a partir de 20h30min (horário de Brasília) na ESPN, no Disney+, no SporTV 2, na GeTV e na NFL Game Pass, com reprise na Globo após o Fantástico.

Bad Bunny cantará seus maiores hits no breve show, que já escalou PrinceMichael JacksonLady GagaMadonnaBeyoncé como performers nas edições anteriores.

O artista assume o posto em um momento sociopolítico tenso dos EUA, principalmente com as investidas do presidente Donald Trump contra imigrantes, e pouco depois de ter levado para casa o prêmio máximo do Grammy, Álbum do Ano, pelo aclamado Debí Tirar Más Fotos.

O compilado de originais foi lançado em janeiro deste ano e sucede o igualmente aplaudido ‘Nadie Sabe Lo Que Va a Pasar Mañana’, de 2023.

Misturando estilos como reggaetonhouse, Bad Bunny constrói um testamento às suas raízes latinas e aposta fichas em gêneros como plenajíbarosalsabomba, construindo narrativas sobre o status político de sua terra natal, como gentrificação e perda de identidade cultural.

O álbum ainda conta com os singles “El Clúb”“Pitorro de Coco”“Eoo”.

Semana do Cinema: 15 DICAS de Filmes para Assistir com Ingressos à partir de R$ 10

A primeira Semana do Cinema de 2026 começou e vai proporcionar sete dias de preços reduzidos em todo o país.

A promoção vale de 05 a 11 de fevereiro, com ingressos de R$10 (sessões iniciadas antes das 17h) a R$ 12 (demais horários) para todas as sessões tradicionais, incluindo finais de semana – exceto pré-estreias, shows e salas especiais.

Pensando nisso,

 

Socorro!

Socorro!‘ é um filmão dirigido por ninguém menos que o mestre Sam Raimi, retornando ao gênero que tanto ama, e ao cinema um pouco mais autoral, depois de anos em grandes franquias. Quem estrela é Rachel McAdams, no papel de uma funcionária de uma empresa completamente humilhada por seu patrão tóxico. Em uma viagem, o avião cai, e ambos conseguem sobreviver, chegando a uma ilha deserta. Assim como no incrível ‘Triângulo da Tristeza’, a hierarquia de poder muda completamente no novo cenário, e é a mulher menosprezada quem dá as regras agora.

Song Sung Blue: Um Sonho a Dois

Dito um dos filmes mais emocionantes desta temporada, ‘Song Sung Blue’ pode vir a render indicações para ambos Hugh Jackman e Kate Hudson. Eles interpretam o casal da vida real Mike e Claire Sardina, conhecidos por seu nome artístico de ‘Lightining e Thunder’, ou seja, quase como um “Ana raio e Zé trovão”. Eles também são cantores country, que seria o sertanejo dos americanos, especialistas em cover de Neil Diamond. O longa narra a trajetória de suas vidas e carreiras, passando inclusive por algumas tragédias, mas sem nunca perder a motivação.

O Primata

O Primata’ já é uma das grandes surpresas do ano. Ninguém dava muito por um filme sobre um chimpanzé assassino. Daí, as primeiras críticas já começaram a surgir no Rotten Tomatoes, todas extremamente positivas, elogiando o uso de efeitos práticos, o gore do filme e a sua diversão extrema para os aficionados pelo gênero. O filme se encontra atualmente com 92% de aprovação.

A Empregada

Com vibe de ‘A Mão que Balança o Berço’, o filme é protagonizado por Sydeney Sweeney (a it-girl da atualidade), no papel de uma jovem precisando de um emprego. Ela começa a trabalhar na casa de uma família rica. Mas as coisas logo sairão dos trilhos. Amana Seyfried rouba a cena como a matriarca. O filme vem fazendo sucesso no Brasil em sessões de pré-estreia.

(Des)controle

Começamos fevereiro com uma produção nacional, e isso é muito bom. O maior chamariz do primeiro fim de semana do mês é este longa estrelado por Carolina Dieckmann, que aborda um tema muito importante de ser discutido: o alcoolismo. Assim como no recente remake de ‘Vale Tudo’, com a personagem de Heleninha, a protagonista aqui é uma mulher que volta a beber depois de 15 anos sóbria. Mas para pessoas assim, tudo o que basta é o primeiro gole para a vida sair novamente dos trilhos.

O Som da Morte

Fechando as principais estreias do primeiro fim de semana de Fevereiro, os cinemas trazem um agrado para os fãs de terror. O mês de janeiro foi um verdadeiro presente para os fãs do gênero, já que tivemos os elogiadíssimos ‘Extermínio: O Templo dos Ossos’, ‘Socorro!’ e ‘Primata’. Como dito, este mês chega um dos mais aguardados. Antes disso, ficamos com este ‘O Som da Morte’, que a Paris Filmes traz para os cinemas nacionais. A menina Dafne Keen roubou a cena em ‘Logan’, mas agora é uma jovem mulher, como visto em ‘Deadpool e Wolverine’. Ela protagoniza este longa, sobre um antigo apito Asteca, que emite um som aterrorizante, seguido de uma maldição.

Se eu Tivesse Pernas, eu te Chutaria

Elogiado drama independente, o filme estreou no prestigiado festival de Sundance em 2025 e seguiu para o Festival de Berlim. A história é protagonizada pela talentosa Rose Byrne, como uma mulher com a vida desmoronando ao seu redor. Até mesmo seu terapeuta não parece a ajudar – papel do apresentador Conan O’Brien. O selo da A24, a produtora alternativa queridinha, só ajuda no prestígio.

Agentes Muito Especiais

Férias também é a época de ganharmos produções nacionais com grande apelo de público. Ou seja, isso se traduz nas comédias brasileiras – o gênero que o grande público simplesmente adora. Aqui temos um buddy cop diferente de todos os demais. Esses são policiais parceiros gays, vividos por Marcus Majella e Pedroca Monteiro – que investigam e precisam desmantelar uma quadrilha conhecida como bando da onça. Garantia de diversão. O argumento da história foi escrito pelo saudoso Paulo Gustavo.

Família de Aluguel

Agora vamos de um filme que pode chegar até o Oscar 2026. ‘Família de Aluguel’ é a nova produção estrelada pelo vencedor do Oscar Brendan Fraser. Ele interpreta um ator contratado para se tornar garoto propaganda em um negócio familiar, em Tóquio, no Japão. Enquanto interpreta, ele também termina se afeiçoando e mudando a vida desta família – neste típico feel good que aquece o coração.

Extermínio: O Templo dos Ossos

O Templo dos Ossos’ é a continuação direta de ‘Extermínio: A Evolução’, e estreia com menos de um ano do anterior. Desta vez o filme é encabeçado por Ralph Fiennes, e a direção fica com Nia DaCosta, mas a produção segue com Danny Boyle. O plano é por uma trilogia, assim ainda não foi divulgado se teremos o retorno de Cillian Muprhy como Jim neste longa ou no próximo, que promete encerrar a nova trinca de filmes.

Hamnet: A Vida Depois de Hamlet

Por falar em filmes do Oscar, nenhum é tão garantido de figurar entre os indicados quanto ‘Hamnet’. Considerado o drama lacrimoso do ano, este é o novo trabalho da cineasta Chloe Zhao, vencedora do Oscar por ‘Nomadland’. Aqui, descobrimos a verdade por trás da criação de Hamlet, uma das peças mais famosas da carreira do dramaturgo William Shakespeare (Paul Mescal), e como foi pessoal para ele escrever tal história. Mas quem rouba o show é mesmo Jessie Buckley no papel de sua esposa Agnes.

O Beijo da Mulher-Aranha

Todo ano temos também aqueles filmes que miram no Oscar, até despertam certo falatório de indicações, mas terminam de mãos abanando. Este ano, um que deve ocupar essa vaga, infelizmente, é esta nova versão de ‘O Beijo da Mulher-Aranha’, baseado tanto no livro original, quanto na produção musical dos palcos. É claro que também temos o filme original de 1985, dirigido pelo saudoso Hector Babenco, e estrelado por William Hurt, Raul Julia e Sonia Braga. Na nova versão, quem brilha é Jennifer Lopez, e aposta tudo em seu desempenho, visando o Oscar. É claro que apesar de neste momento estar fora do radar, tudo pode acontecer.

Justiça Artificial

Esta ficção científica estrelada pelo astro Chris Pratt me surpreendeu. Em um futuro no qual a tecnologia da inteligência artificial é a juíza que pode condenar à sentença de morte os criminosos, ele vive um policial que precisa provar a inocência no assassinato de sua própria esposa.

Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno

A franquia ‘Silent Hill’ também deu as caras em nova versão no início de 2026. Baseada em um videogame cult sobre uma cidade amaldiçoada e repleta de criaturas monstruosas, o game já recebeu duas outras adaptações anteriores para as telonas. Essa é a terceira, estrelada por Jeremy Irvine, e dirigida por Christophe Gans, diretor francês do filme original.

A Única Saída

Esse é o novo trabalho do cultuado cineasta sul-coreano Park Chan-wook, o mesmo do icônico ‘Oldboy’ e de ‘A Criada’. Ainda no rastro de seu elogiado último trabalho, ‘Decisão de Partir’, o diretor lança agora ‘A Única Saída’, filme que, embora não venha sendo muito mencionado para a época de indicações para o Oscar, pode sair com uma nomeação na categoria de melhor produção estrangeira. Ele foi o escolhido da Coreia do Sul para a vaga. A história mostra um homem indo até as últimas consequências para conseguir um emprego, depois de anos sem trabalho.

Pixar 40 anos | Conheça o passado e vislumbre o futuro do estúdio de animação mais revolucionário de Hollywood

Nesta semana, a Pixar Animation Studios completou 40 anos de fundação, mas sua história começa muito antes daquele dia 3 de fevereiro de 1986. Ela nasceu de uma iniciativa do empresário Alexander Schure, em 1974, que uniu um quarteto de cientistas da computação para criar o Laboratório de Computação Gráfica de sua universidade, o Instituto de Tecnologia de Nova York. Ele juntou Ed Catmull, Malcolm Blanchard, Alvy Ray Smith e David DiFrancesco para tentarem desenvolver uma tecnologia capaz de realizar seu sonho de produzir o primeiro longa-metragem completamente animado por computador, algo considerado impossível até então.

O quarteto recebeu muitos investimentos e começou a trabalhar nesses computadores, que chamaram a atenção de duas lendas do cinema: Francis Ford Coppola e George Lucas. Reconhecendo o potencial do trabalho daqueles nerds, os diretores compartilharam suas ambições cinematográficas com eles, que ficaram encantados. Poucos dias depois, George Lucas convidou os rapazes para trabalharem no setor de computação gráfica da Lucasfilm, o Graphics Group. Por lá, eles trabalharam no desenvolvimento de um sistema digital não linear de edição de filme, um sistema digital não linear de edição de som, uma impressora a laser de filme e uma exploração adicional de computação gráfica.

O trabalho do departamento de Ed Catmull chamou atenção de George Lucas. Foto: Divulgação/ Pixar.

Nos primeiros anos da década de 1980, o time trouxe a vida a famosa sequência do “Efeito Gênesis” em Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan (1982), que mostrava um planeta vazio ganhando vida vegetal em uma rotação. Ao final de 1983, um jovem John Lasseter foi contratado como freelancer, mas agarrou a oportunidade e acabou revolucionando de vez a história do setor. Ele trouxe à vida As Aventuras de André & Wally B. (1984), o primeiro curta-metragem completamente animado em computador.

Esse curta não apenas mostrou ao mundo que a animação 3D era possível, como também foi responsável por mostrar à diretoria que era necessário ter alguém voltado para trabalhar não só na parte técnica da animação, mas também no roteiro, tendo um cuidado especial para trabalhar a história dos personagens retratados em tela.

“Todas as imagens na animação eram criadas pelas mesmas pessoas que faziam o software. Era como ir a um museu onde os quadros eram feitos pelas pessoas que fabricavam as telas e os pincéis”, disse Lasseter nos bastidores do DVD Pixar Short Films.

Diante dessa proposta, John começou a trabalhar no projeto e teve de seguir as ordens de simplicidade solicitadas pela diretoria. Mas, para isso, ele decidiu se espelhar na criação de outro ícone: o Mickey Mouse.

“As Aventuras de André & Wally B.” mostrou ao mundo que era possível contar histórias com a tecnologia da animação em 3D. Foto: Divulgação/ Pixar.

Ed Catmull e Alvy Ray Smith [fundadores da Pixar] me pediram para pensar em como seria o visual de um personagem feito com formas geométricas simples. Esferas, cones, cilindros, caixas… Esse tipo de coisa. Mas comecei a ver a simplicidade com que Ub Iwerks fazia os primeiros desenhos do Mickey Mouse. E comecei a desenhar o que acabou sendo o André, um personagem feito com formas simples”, contou John.

A trama do curta é muito simples. André está andando pelo bosque, quando se surpreende com uma abelha enorme e sai correndo. Apenas isso, mas foi o bastante para surpreender o mundo da tecnologia, da publicidade e do cinema.

“‘André & Wally B.’ provou que se podia contar histórias por meio desta mídia. Mesmo que não fosse bem uma história, ela estava lá no curta. E funcionou”, assumiu Craig Good, um dos animadores originais da casa.

John Lasseter e Steve Jobs nos bastidores de Vida de Inseto. Foto: Reprodução.

‘André & Wally B.’ foi lançado oficialmente na SIGGRAPH (Grupo de Interesse Especial em Gráficos e Técnicas Interativas), a “CCXP da tecnologia” da época, onde o público enlouqueceu. Há relatos de gênios da computação terem chorado ao verem a exibição. Então era nítido o caminho que os rapazes deveriam seguir: o cinema. O problema é que aquele curta havia sido produzido pelo computador Pixar (inspirado na palavra Pixel, mas olhando para a versão em espanhol, em que termo significava “criar imagens”), que foi desenvolvido pelo setor. Então, logo de cara, agências do governo americano e equipes médicas se interessaram nesse gerador de imagens e passaram a comprar com eles.

Nesse momento, o que dava retorno financeiro era também o que os impedia de chegar ao sonho do longa animado. Até que, em 1986, um jovem Steve Jobs abriu o bolso e comprou o Graphics Group da Lucasfilm por cerca de 5 milhões de dólares. Sob sua gestão, a empresa adotou de vez o nome Pixar e seguiu trabalhando com o desenvolvimento da animação 3D, porque eles vinham tendo um retorno interessante do mercado publicitário, que apostava em comerciais animados para vender seus produtos. E foi dessas experiências que, também em 1986, surgiu outro marco das animações 3D: Luxo Jr., um curta tão marcante que virou o rosto da Pixar.

Luxo Jr. fez tanto sucesso que acabou virando o mascote do estúdio. Foto: Divulgação/ Pixar.

Com a comprovação de que era possível contar história por imagens computadorizadas, Lasseter queria entregar um curta que fizesse as pessoas sentirem emoções. Era uma estratégia de Jobs, que ainda enxergava a empresa como uma fabricante de computadores e queria mostrar ao mundo o poder das máquinas da Pixar. Sua ideia era incentivar o uso de computadores pelas pessoas comuns, não apenas organizações do governo ou escritórios. Ele queria provar que era possível popularizar as máquinas para o entretenimento e o lazer, uma ideia que surgiu antes dele ser afastado da Apple, após o fracasso do primeiro Mac.

Então, Lasseter veio com a ideia do curta da lâmpada, o que exigiu um trabalho intenso para os animadores, que precisariam desenvolver uma tecnologia que permitisse modelar virtualmente um objeto que projetasse luz e sombra próprios. Com essa nova tecnologia, eles prepararam o projeto e guardaram o melhor para o fim. Além de ter uma “luminária bebê” aparecendo na história, ela ainda pularia e murcharia uma bola de brinquedo.

Luxo Jr. foi lançado oficialmente na SIGGRAPH daquele ano. A reação dos animadores, nerds, publicitários e cientistas que estavam presentes no auditório foi descrita como “animalesca”. Nos primeiros segundos, quando viram a lâmpada projetando luz e o efeito das sombras, o público foi à loucura. Quando a lâmpada bebê apareceu, houve mais gritos e aplausos. Quando o pequeno Luxo Jr. saltou sobre a bolinha, se equilibrou e murchou o brinquedo, o auditório se tornou um zoológico.

Segundo o próprio John Lasseter, o que mais chamou atenção foi que as pessoas vinham até ele para falar não sobre a tecnologia, mas sobre a história. As pessoas queriam saber se a lâmpada adulta era a mãe ou o pai da miudinha. Eles perguntavam de quem era a bola. Era tudo que Lasseter queria. As pessoas sentiram alguma coisa ao ver a história, elas se identificaram, criaram um laço afetivo. Bingo!

A tecnologia criada para dar vida a “Luxo Jr.” transformou o auditório em um “zoológico”. Foto: Divulgação/ Pixar.

O curta foi um sucesso, mas ainda não tinha sido o bastante para realizar o sonho de Steve Jobs. Por outro lado, o sucesso comercial foi intenso. Ainda em 1986, um cliente especialíssimo surgiu: Walt Disney Studios. A Disney comprou computadores da Pixar para ajudar no processo de automatização de técnicas da animação 2D. A primeira obra produzida com essa tecnologia, que digitalizava as tintas pretas dos desenhos, foi Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus.

Em 1987, a Pixar lançou o curta Sonho de Red, que contava uma história praticamente noir sobre um monociclo encalhado em uma loja de bicicletas. Em uma noite chuvosa, ele sonhava em ser comprado por um palhaço e brilhar no picadeiro de um circo com seu talento secreto para o malabarismo. O curta melancólico já não chamou tanta atenção porque se aproximava dos comerciais que eram exibidos na época – feitos pela própria Pixar, diga-se de passagem -, mas foi importante por permitir que os animadores trabalhassem sua visão artística

“A arte desafia a tecnologia, e a tecnologia inspira a arte. E, resumidamente, esse passou a ser o nosso método de trabalho na Pixar”, disse Lasseter. No entanto, Sonho do Red acabou não se destacando tanto quanto o curta anterior. Curiosamente, brinca John Lasseter, o “curta fez muito sucesso na Europa”.

A produção de comerciais passou a ser uma importante fonte de renda justamente porque o sonho de Steve Jobs ainda não havia virado realidade. Com o número de vendas dos computadores não correspondendo às expectativas, o CEO já olhava para o desenvolvimento de softwares como o futuro da companhia, em vez de seus tão sonhados hardwares, mas faltava uma confirmação.

Tin Toy trouxe o primeiro ser humano animado pela Pixar. Além disso, ele inspirou Toy Story. Foto: Divulgação/ Pixar.

Em 1988, o novo curta do estúdio foi lançado: Tin Toy. Utilizando um software de modelagem virtual disponibilizado pela Pixar, o curta contava a história de um homenzinho de lata que enfrentava a maior ameaça possível para um brinquedo: um bebê humano. A ideia surgiu da mente criativa de John Lasseter, que viu o sobrinho bebê escangalhando e sacudindo seus brinquedinhos. Tin Toy foi lançado na SIGGRAPH sem estar finalizado e já deixou o público ansioso, mas o melhor ainda estava por vir: a conquista do Oscar e o nascimento de uma das maiores franquias do cinema.

“[Tin Toy] Foi a primeira animação computadorizada em 3D a ganhar um Oscar. Mas a coisa mais importante que Tin Toy fez foi plantar em nossas cabeças a ideia de que brinquedos poderiam tomar vida e agir pelas costas dos adultos. Daí surgiu a ideia de Toy Story”, afirmou John Lasseter.

A vitória na premiação mais popular do cinema americano transformou Lasseter no Midas das animações. Os principais estúdios queriam o rapaz, que preferiu manter-se fiel a sua equipe e trabalhar para realizar o sonho que fez a Pixar nascer: fazer um longa-metragem animado completamente por computador. Após diversas recusas às propostas da Disney, Lasseter virou o “menino dos olhos” da casa do Mickey, que passou a se aproximar da Pixar, propondo parcerias para produções conjuntas.

Percebendo que o negócio em sua companhia era mesmo as animações e os softwares, Steve Jobs começou a década de 1990 com o fechamento oficial do departamento de hardwares. A Pixar não era mais uma empresa de computadores. Com foco total nos comerciais para TV e na ousada ideia de produzir um especial para TV, o CEO contratou mais animadores, dentre eles um tal de Pete Docter, que viria a dirigir clássicos como Monstros S.A., UP – Altas Aventuras, Divertida Mente e Soul, e que assumiria o cargo de Chefe Criativo da Pixar a partir de 2018.

“Meu primeiro trabalho na Pixar foi em um comercial da Listerine. A garrafa do enxaguante bucal estava lutando boxe. Na época, a Pixar já havia feito uns quatro curtas-metragens, e na minha cabeça, eu entraria na casa para fazer mais curtas. Só que, em vez disso, eu acabei fazendo comerciais de TV, que eventualmente me levaram a trabalhar em um projeto que seria um especial de Natal inicialmente, mas que acabou se transformando no primeiro Toy Story”, contou Docter em entrevista ao BAFTA nesta semana.

“Toy Story” foi a consagração do sonho de Alexander Schure e dos funcionários da Pixar. Foto: Divulgação/ Pixar.

Com a aproximação da Disney, a Pixar conseguiu um contrato para a produção de um especial de natal e a distribuição de “pelo menos um filme completamente animado por computador”. Só que a ideia era testar o formato nesses especiais e só depois, se fosse financeiramente viável, fazer o tal filme. O problema é que esse projeto envolvia um acordo milionário, então a Disney argumentou que “Uma equipe que consegue fazer uma animação computadorizada de 30 minutos é plenamente capaz de fazer uma de 90 minutos”. Os animadores da Pixar passaram a trabalhar em um longa-metragem: Toy Story.

Nesse intervalo, Steve Jobs começou a se apertar. O retorno financeiro da Pixar não era o bastante para fechar a contas, e ele esteve muito próximo a vender a companhia para a Hallmark Cards, que pertencia aos cofundadores da Microsoft, Paul Allen, e da Oracle, Larry Ellison. No entanto, foram as projeções da crítica especializada de cinema, que indicavam o sucesso considerável de Toy Story, que o impediram de vender a Pixar em 1994. Ele decidiu apostar e deu certo.

Toy Story entrou para a história como o primeiro longa-metragem de animação feito completamente por computação gráfica, mas também se consagrou como a segunda maior bilheteria dos cinemas em 1995, perdendo apenas para Duro de Matar – A Vingança. O filme lotou salas de cinema e arrecadou mais de 363 milhões de dólares. O sucesso fez as ações da Pixar dispararem e salvou a empresa da falência. Não tinha mais volta: eles eram um estúdio de cinema. Em 1996, eles fecharam oficialmente o setor de desenvolvimento de comerciais para TV e passaram a trabalhar apenas com produções cinematográficas.

Eles ainda tinham o acordo com a Disney para o lançamento de mais dois filmes, só que o formato do trato irritava Steve Jobs. Não só pela Disney levar a maior parte da bilheteria, mas porque eles ficavam também com os direitos sobre os personagens criados. Começou aí um embate entre as duas diretorias, que resultou em um capítulo muito complexo envolvendo Toy Story 2. Enquanto a Disney queria lançar o filme direto para Home Video, a Pixar queria lançá-lo nos cinemas, o que reduziria as chances de ser tratada como um estúdio voltado para sequências de baixo orçamento, algo que a casa do Mickey fazia com uma incômoda frequência na época.

Leia também: Pixar 40 anos | A história da animadora que “salvou” Toy Story 2 do completo apagamento

Ed Catmull, Steve Jobs e John Lasseter ditaram os rumos da Pixar nos cinemas do mundo. Foto: Reprodução.

Além do desenvolvimento financeiro, esses três primeiros filmes (Toy Story, Vida de Inseto e Toy Story 2) representaram algo ainda mais importante para a Pixar: o desenvolvimento de sua “fórmula” por meio do Grupo de Inteligência da Pixar (Pixar Braintrust). Nesse métodos, os cineastas se reúnem em uma sala, onde deixam de lado seus egos, hierarquias e intrigas pessoais e focam apenas na arte de contar histórias. Eles compartilham seus projetos em andamento e todos podem opinar, dando feedbacks positivos ou negativos, fazendo sugestões do que “tocou seu corações” ou do que eles acreditam que falta para chegar a isso.

Esse processo nasceu em 1994, em uma reunião com as mentes criativas da Pixar em uma cafeteria na Califórnia. Na época, Toy Story estava praticamente pronto e a crítica especializada já projetava o filme como um potencial grande sucesso. Diante desse cenário, John Lasseter, Andrew Stanton, Pete Docter e Joe Ranft saíram para almoçar no Hidden City Café e começaram um processo de brainstorm para decidirem quais seriam os próximos passos do estúdio caso Toy Story desse certo mesmo.

Naquela mesa, os rapazes começaram “vomitar sua ideias” uns sobre os outros. Não havia limitações, não havia julgamentos. Eles apenas conversaram e usaram guardanapos para desenhar as ideias que tinham em mente e que achavam interessantes de serem transformadas em filmes. Dessa conversa, surgiram os rascunhos iniciais de filmes como Wall-EProcurando Nemo, Monstros S.A., Carros e, claro, Vida de Inseto, que foi escolhido para ser o segundo filme do estúdio. A reunião se provou um sucesso ao praticamente definir a primeira década de fenômenos de críticas e bilheterias da Pixar. Por isso o formato foi escolhido e implementado no cerne do estúdio. Antes de um filme ser feito, ele passa por essa roda de debates e sugestões interna, prezando pela primazia das produções.

Lançado em 2004, “Os Incríveis” é considerado um dos maiores sucessos do estúdio. Foto: Divulgação/ Pixar.

Apesar do incômodo com o contrato inicial da parceria, Steve Jobs conseguiu renegociar o contrato com a Disney para fazer mais produções. Porém, em 2004, a Pixar exigiu manter o controle criativo sobre seus personagens, incluindo nos filmes que estavam em produção (Os Incríveis e Carros). A demanda foi considerada inaceitável por Michael Eisner, CEO da Disney, que optou por dar um fim à parceria de tanto sucesso.

Nesse momento, a Pixar virou o principal “pedaço de carne” visado pelos abutres de Hollywood. Os principais estúdios correram atrás do estúdio. No entanto, Jobs não quis abrir conversa com nenhum deles. Seu foco era a Disney. Esse período de negociações resultou no atraso da chegada de Carros aos cinemas. Seu lançamento estava previsto para 2005, mas acabou sendo adiado para 2006. E deu tudo certo, porque o CEO conseguiu retomar negociações com a Disney, que não viu outra alternativa que não comprar a Pixar. Assim, em 2006, após a saída de Eisner, Bob Iger, o novo CEO, assinou a compra do estúdio por impressionantes 7.4 bilhões de dólares. Quem riu de orelha a orelha com essa venda foi o próprio Steve Jobs, que era dono de 49.65% das ações da casa. Além dos bilhões, o empresário ganhou cadeira cativa no conselho de diretores da Disney e passou a ser o homem com mais ações da casa do Mickey, sendo dono de 7% da empresa. A nível de comparação, Roy Edward Disney, diretor emérito da companhia e sobrinho do próprio Walt Disney, detinha “apenas” 1% das ações.

Com a aquisição da Pixar, a Disney promoveu John Lasseter ao cargo de Chefe Criativo do estúdio, ficando abaixo apenas do diretor e do CEO. Dessa forma, Carros chegou aos cinemas com o logo oficial de produção Disney/Pixar. O anúncio da compra causou um verdadeiro choque no mercado, mas foi justificado pela Disney de forma irrefutável. Após uma visita à Disneylândia de Hong Kong, Bob Iger se disse impressionado negativamente pelo desfile dos personagens. Não por uma questão de qualidade ou coisa do tipo. O que aconteceu foi a percepção do CEO de que todos os personagens populares com o público eram muito antigos. A Disney não havia conseguido emplacar novos ícones junto ao público. Ela havia sido superada pela Pixar. Assim, o empresário trouxe os personagens icônicos da Pixar para a casa, enquanto a Walt Disney Animation Studios patinava em busca de novos sucessos. Foi genial!

toy story 3
“Toy Story 3” é considerado por muitos como o melhor longa animado de todos os tempos. Foto: Divulgação/ Pixar.

A Pixar se transformou no principal fenômeno das animações no século XXI, tendo mudado de vez o padrão e a forma de produção desses filmes, fazendo com que outros estúdios corressem atrás de suas próprias animações geradas por computador. Ao longo desses anos, o estúdio lançou 29 filmes, arrecadou mais de 15 bilhões de dólares em bilheteria e conquistou 23 estatuetas do Oscar.

Porém, a partir de 2010, John Lasseter passou a chefiar o departamento de animação da Walt Disney Animation Studios em geral, período considerado um novo renascimento do estúdio, que lançou sucessos como Enrolados, Frozen, Zootopia e Moana. Ele seguiu com seus cargos na Disney até 2018, quando foi exonerado da companhia por denúncias de má-conduta sexual contra funcionários. O escândalo estourou com acusações contra o comportamento de Lasseter, que se desculpou publicamente por ter dado “abraços não permitidos” antes de deixar o cargo. Em reportagem da Variety, foi afirmado que Lasseter já era conhecido internamente por exagerar na bebida nas festas da empresa e que já havia sido repreendido por ser visto aos beijos com uma funcionária durante a festa do Oscar de 2010.

Dessa forma, em 2018, Pete Docter assumiu como novo Chefe Criativo da Pixar. Já na Disney, Jennifer Lee, diretora de Frozen, assumiu o cargo.

No comando criativo da Pixar, Docter acumulou alguns projetos polêmicos, que foram lançados durante a pandemia de Covid-19. Com a dificuldade dos cinemas de recuperarem o público pós-pandemia, a Pixar também foi afetada, apesar de ter lançado alguns clássicos no streaming. E Docter parece ter um fascínio pela tecnologia, tema que marca os lançamentos do estúdio neste ano: Cara de Um, Focinho de Outro e Toy Story 5. Segundo ele, isso é apenas uma coincidência e um reflexo do método de produção de filmes da atualidade.

“Eu não tinha pensado nisso [influência da tecnologia nas tramas], então acho que foi uma grande coincidência. Todo artista tenta refletir o que está vivendo no mundo em seus trabalhos. E acho que isso é algo que está acontecendo na nossa sociedade, esse embate entre brinquedos e a tecnologia, sabe? Meus filhos estão na casa dos 20 anos, então eles vivenciaram o boom da tecnologia, mas ver as crianças de hoje em dia lidando com a tecnologia e como isso virou um desafio para os pais, é interessante. ‘Será que isso é saudável?’, ‘Estou fazendo mal ao meu filho?’. É muito estressante! Então, estamos abordando essa temática no filme de uma forma que, na minha opinião, é muito divertida”, explicou Peter Docter na entrevista ao BAFTA.

Em “Cara de Um, Focinho de Outro”, Mabel transfere sua mente para o corpo de um castor-robô. O filme chega aos cinemas em março de 2026. Foto: Divulgação/ Pixar.

Para Pete Docter, o futuro da Pixar pode ser tão brilhante quanto seu passado, basta que eles consigam superar o desafio da atualidade que é surpreender o público e manter a essência que fez do estúdio um sucesso. Como exemplo, ele citou Gatto, que chegará aos cinemas em março de 2027 e usará um estilo de animação que remonta à aquarela. A ideia é fazer do longa uma pintura viva.

“Estou animado para ‘Gatto’ por muitos motivos. Primeiro porque é uma história excelente. Em segundo lugar, o filme é ambientado em Veneza, que é meio que uma pintura em forma de cidade. Estamos tentando capturar essa estética para criar um filme que se difere do nosso padrão. Ele não é fotorrealista, como costumamos fazer. E acho que estamos chegando em um ponto interessante da história da animação, em que as pessoas cresceram com tantas novidades ao seu redor que agora elas estão procurando por coisas novas. E esse é o nosso grande desafio. Nossos diretores precisam encontrar elementos que façam o público se surpreender com algo nunca visto antes, mas que também consiga compreender e reconhecer sua própria humanidade refletida na tela”, continuou.

“Temos oito filmes em diferentes estágios de produção neste momento, e não estou envolvido na direção de nenhum deles, mas estou muito ansioso para ‘Cara de Um, Focinho de Outro’, nosso próximo filme. Daniel Chong, que trabalhou comigo em ‘Divertida Mente’, que eu dirigi, está trazendo essa história brilhante. É muito engraçado, então espero que todos possam ver nos cinemas, porque é sensacional! E é importante assistir no cinema, poque há momentos que ficam estonteantes na tela grande, com as reações do público”, revelou o cineasta ao BAFTA.

Ao longo desses 40 anos, a Pixar revolucionou e fidelizou milhões de fãs pelo mundo. Com o desafio de manter o alto padrão assumido, o estúdio segue em busca de recuperar o topo das animações nos cinemas. Com projetos mais ousados, fugindo da própria estética que consagrou a casa mundo afora, o futuro da Pixar parece promissor.

Qual sua animação da Pixar favorita? Diga nos comentários!

Conheça o novo suspense CÔMICO da criadora de ‘Derry Girls’ que chega esta semana à Netflix!

De Belfast ao Paraíso é a nova série de suspense cômico da criadora da popular atração Derry GirlsLisa McGee – e a atração chega esta semana ao catálogo da Netflix.

A produção tem estreia agendada para o dia 12 de fevereiro na plataforma de streaming.

Na trama…

A inteligente e caótica roteirista de TV Saoirse; a glamorosa e estressada mãe de três filhos, Robyn; e a cuidadora confiável e reservada, Dara, formam um grupo inseparável desde a escola. Agora, perto dos quarenta, mas ainda tão próximas como sempre, essas três amigas estão prestes a embarcar na aventura mais emocionante de suas vidas. Quando um e-mail chega, informando-as sobre a morte da quarta integrante do grupo de infância, com quem tinham uma relação conturbada, uma série de eventos misteriosos em seu velório as leva a uma odisseia sombria, perigosa e hilária pela Irlanda e além, enquanto cada uma tenta desvendar a verdade sobre o passado.

Roísín GallagherSinéad Keenan e Caoilfhionn Dunne estrelam.

Tom BasdenArt CampionMichelle FairleyJosh FinanBronagh GallagherDarragh HandArdal O’HanlonNatasha O’KeeffeEmmett J. Scanlan completam o elenco.

A primeira temporada de De Belfast ao Paraíso conta com oito episódios.

Relembre o trailer:

‘Clarissa’: NEON adquire os direitos da nova versão do clássico romance ‘Mrs. Dalloway’

NEON adquiriu os direitos de distribuição mundial de ‘Clarissa’, adaptação contemporânea do clássico romance ‘Mrs. Dalloway’, de Virginia Woolf (via Deadline).

O longa foi rodado em 35mm na Nigéria e dirigido pelos gêmeos Arie e Chuko Esiri.

Sophie Okonedo (‘Hotel Rwanda’), David Oyelowo (‘Selma’), India Amarteifio (‘Rainha Charlotte’), Ayo Edebiri (‘O Urso’), Toheeb Jimoh (‘Ted Lasso’) e Nikki Amuka-Bird (‘Batem à Porta’) estrelam.

A produção acompanha a socialite Clarissa (Okonedo) enquanto ela se prepara para dar uma festa em sua casa em Lagos, na Nigéria, onde reencontra inesperadamente amigas de infância. Ao longo de uma noite, enquanto o grupo relembra o passado em comum, memórias de relacionamentos complexos, amores apaixonados, desejos ocultos e aspirações perdidas dão origem a um acerto de contas agridoce.

Chuko Esiri assina o roteiro. Ele também assume a produção do projeto ao lado de Arie Esiri.

Theresa ParkNicholas WeinstockNina GoldThomas Bassett completam o time de produtores. Okonedo, Dolly Omodolapo Kola-BalogunOsahon OkunboJason Reif entram como produtores executivos.

Mais detalhes não foram divulgados.

Elizabeth Banks e Matthew Macfadyen no trailer da nova dramédia ‘The Miniature Wife’; Confira!

Peacock divulgou o teaser trailer oficial de The Miniature Wife, nova série de comédia dramática estrelada por Elizabeth Banks (‘As Panteras’) e Matthew Macfadyen (‘Succession’).

A produção tem estreia marcada para o dia 9 de abril na plataforma de streaming, ainda sem previsão de lançamento no Brasil.

Confira e siga o CinePOP no YouTube:

A série foi criada por Jennifer AmesSteve Turner.

Baseada no conto homônimo de Manuel González, a trama acompanha Lindy e Les, um casal que, após passar por um acidente tecnológico, começa a reavaliar a dinâmica de poder de seu relacionamento, levando a um confronto dramático na disputa pelo controle do casamento.

O elenco ainda conta com Zoe Lister-JonesSofia RosinskyO-T FagbenleSian CliffordRonny ChiengAasif MandviRong FuTricia Black.

Dez episódios foram encomendados para a 1ª temporada.

‘Yellowjackets’: Nia Sondaya é promovida ao elenco regular da ÚLTIMA temporada

Segundo o DeadlineNia Sondaya, que interpreta a versão mais jovem de Akilah na aclamada e popular série de suspense Yellowjackets, foi promovida ao elenco regular da 4ª e última temporada.

Sondaya tem interpretado a personagem desde o segundo ciclo e, no último season finale, ela desapareceu após confrontar Lottie (Courtney Eaton), dizendo a ela que não iria mais obedecer as visões deturpadas da Selva.

Mais detalhes não foram divulgados.

Aclamada pela crítica e pelo público desde sua estreia, ‘Yellowjackets‘ mistura elementos de suspense, mistério e drama psicológico, acompanhando sobreviventes de um acidente aéreo e os traumas que os perseguem décadas depois.

Lembrando que a série está disponível na Paramount+ e na Netflix.

Criada por Ashley LyleBart Nickerson (‘Narcos’), a série é descrita como uma mistura de “sobrevivência épica, terror psicológico e drama”.

Uma equipe de talentosas estudantes se tornam improváveis sobreviventes de um acidente de avião, que cai em uma área remota e isolada. Enquanto acompanhamos a jornada delas de sobrevivência, vemos a vida que elas tentam reconstruir 25 anos após o acontecimento, provando que o passado nunca fica para trás.

O elenco conta com Melanie Lynskey, Tawny Cypress, Ella Purnell, Christina Ricci, Juliette Lewis, Sophie Nélisse, Jasmin Savoy Brown, Sophie Thatcher, Sammi Hanratty, Steven Krueger e Warren Kole.

Ghostface incendeia o novo teaser ARREPIANTE de ‘Pânico 7’; Confira!

Pânico 7‘ teve um novo teaser oficial divulgado nas redes sociais, dando destaque ao temível serial killer conhecido como Ghostface.

O filme chega aos cinemas nacionais no dia 26 de fevereiro, sendo o primeiro da franquia masterizado em IMAX.

Confira:

De acordo com o Deadline, a aguardada sequência deve ultrapassar a marca dos US$ 30 milhões em seu primeiro final de semana nos EUA.

Para termos de comparação, o valor deve ficar abaixo da abertura de ‘Pânico VI‘ (US$44.4M), mas deve superar o lançamento do quinto capítulo da saga (US$30M).

Projeções recentes indicam a possibilidade do sétimo filme se tornar a segunda maior abertura da história da franquia.

Na trama, quando um novo Ghostface surge na pacata cidade onde Sidney Prescott (Neve Campbell) reconstruiu sua vida, seus medos mais sombrios se tornam reais enquanto sua filha (Isabel May) se torna o próximo alvo do assassino. Determinada a proteger sua família, Sidney terá que enfrentar os horrores do seu passado para acabar com o massacre de uma vez por todas.

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Diretor original de ‘Pânico 7’ revela o VERDADEIRO motivo que o fez abandonar o filme

“INCRÍVEL!”: Internautas rasgam elogios ao primeiro trailer de ‘Pânico 7’

Astros ELOGIAM a direção de Kevin Williamson em ‘Pânico 7’: “Ele trouxe vários elementos do original”

Vem assistir ao trailer de ‘Pânico 7’ comentado por Renato Marafon

Além de Neve Campbell como Sidney, Courteney Cox também retorna como a jornalista Gale Weathers. Isabel May, Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Anna Camp, Joel McHale, Mckenna Grace, Michelle Randolph, Jimmy Tatro, Asa Germann, Celeste O’Connor, Sam Rechner, Ethan Embry, Tim Simons e Mark Consuelos completam o elenco.

Kevin Williamson, criador dos personagens da franquia, é diretor e roteirista da produção. Guy Busick assina o roteiro em conjunto com Williamson e a história ao lado de James Vanderbilt. Vanderbilt ainda atua como produtor ao lado de William Sherak e Paul Neinstein.

CEO da Sony Pictures traz atualização PROMISSORA sobre ‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’

Homem-Aranha: Um Novo Dia’ é o mais novo capítulo da adorada saga estrelada por Tom Holland, chegando em breve aos cinemas de todo o mundo.

Recentemente, Tom Rothman, presidente e CEO da Sony Pictures, foi questionado sobre o que podemos esperar do projeto e se já havia visto alguma cena do aguardado longa-metragem (via CBM).

“Ainda não vimos nenhuma versão, mas vi todas as cenas gravadas diariamente”, revelou o executivo. “Acho que será um dos filmes mais surpreendentes e incríveis […], um filme incrível do Homem-Aranha, e [o diretor] Destin Daniel Cretton fez um trabalho fenomenal, fenomenal!”.

Quando perguntado se esse será o último filme do Homem-Aranha com Holland, Rothman respondeu: “da próxima vez que Tom estiver na linha, pergunte a ele!”.

A estreia do filme segue programada para o dia 31 de julho de 2026.

Além do retorno de Holland como o Cabeça de Teia, o longa contará com participações especiais de peso do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), com destaque para o implacável Justiceiro, interpretado por Jon Bernthal, e para o icônico Hulk, vivido por Mark Ruffalo.

Em entrevista ao ComicBook.com, Cretton, conhecido por seu trabalho em ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’, trouxe alguns detalhes sobre o mais novo capítulo da franquia, afirmando que “dirigir Homem-Aranha foi um dos [maiores] trabalhos da minha vida”, explicando que, embora normalmente não goste de rotular projetos como o “ápice” de sua carreira, Um Novo Dia’ com certeza faz parte desse grupo.

“Analiso cada projeto em que trabalho e penso: ‘nunca fiz isso antes, será que vai me empolgar pelos próximos dois anos?'”, acrescentou o cineasta. “E Homem-Aranha definitivamente é isso.”

“Todos os nomes envolvidos quando entrei para o projeto queriam fazer algo diferente”, observou Cretton. “Claro, ainda é o Homem-Aranha que todos amam, mas este é um novo capítulo em sua vida, e essa mudança de tom foi algo realmente empolgante para mim. Foi uma experiência extremamente gratificante e diferente”.

Novo RUMOR revela detalhes sobre a batalha final de ‘Vingadores: Doutor Destino’; Saiba mais!

Desde que foi anunciado, diversos rumores e detalhes sobre a trama de Vingadores: Doutor Destino vazaram nas redes sociais – mas ainda não sabemos de que forma o filme terminará. Ao menos até agora.

Segundo o conhecido perfil insider @MTTSH, a batalha final do longa-metragem reunirá os Vingadores, o Quarteto Fantástico e os X-Men em um confronto contra a Armada de Latvéria, terra natal do tirânico Doutor Destino/Victor von Doom (Robert Downey Jr.).

Isso contradiz um rumor anterior que afirmava que os X-Men não teriam participação no ato final, mas é muito possível que os mutantes unam forças com os Heróis Mais Poderosos da Terra para enfrentar o Doutor Destino – que pode muito bem ter um exército completo e tecnologicamente avançado à sua disposição.

Vingadores: Doutor Destino marca a primeira parte da conclusão da Saga do Multiverso e prepara o cenário para o evento final, ‘Vingadores: Guerras Secretas’ (2027).

Vaza suposta descrição do trailer de ‘Vingadores: Doomsday’ que traz o RETORNO de Steve e Peggy; Confira!

O filme tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o dia 17 de dezembro de 2026, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Já a sequência, ‘Vingadores: Guerras Secretas’, está programada para chegar às telonas exatamente um ano depois, em 17 de dezembro de 2027.

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Além de Robert Downey Jr. como Victor Von Doom/Doutor Destino, o elenco de ‘Vingadores: Doutor Destino‘ contará com Tom Hiddleston (Loki), Anthony Mackie (Capitão América), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Letitia Wright (Pantera Negra), Wyatt Russell (Agente Americano) Simu Liu (Shang-Chi), Florence Pugh (Yelena Belova), Danny Ramirez (Falcão), Winston Duke (M’Baku), Vanessa Kirby ( Mulher Invisível), Ebon Moss-Bachrach (Coisa), Joseph Quinn (Tocha Humana), Lewis Pullman (Bob), David Harbour (Guardião Vermelho), Hannah John-Kamen (Fantasma), Patrick Stewart (Professor Xavier), Alan Cumming (Noturno), Ian McKellen (Magneto), Rebecca Romijn (Mística), James Marsden (Ciclope), Kelsey Grammer (Fera), Channing Tatum (Gambit), Paul Rudd (Homem-Formiga), Chris Hemsworth (Thor) e Pedro Pascal (Sr. Fantástico).

‘Harry Potter’: Novas fotos de bastidores dão destaque à Estufa de Herbologia e ao Salgueiro Lutador

A série inspirada na saga fantástica Harry Potter ganha novidades dia após dia e, agora, novas imagens de bastidores foram divulgadas nas redes sociais (via CBM).

A primeira leva de imagens dá destaque à Estufa, onde a Professora Pomona Sprout ensina Herbologia aos alunos de Hogwarts. Já a segunda leva mostra um cenário ainda em construção, possivelmente mostrando o impulsivo Salgueiro Lutador – a gigantesca árvore que foi plantada nas terras da Escola e que, como sabemos, representa um perigo considerável aos estudantes.

Confira:

Vale lembrar que a série já tem previsão de lançamento na HBO e na HBO Max.

Como revelado pelo presidente e CEO Casey Bloys, o projeto chegará tanto à emissora quanto à plataforma de streaming no começo do ano que vem.

“Estamos dizendo 2027. Eu diria, para ser mais específico, início de 2027. E agora vocês devem estar se perguntando se isso significa janeiro, fevereiro, março ou abril, e ainda não estamos prontos para afirmar. Eu diria início de 2027”.

A primeira e a segunda temporadas devem contar com seis episódios cada, segundo informações recentes.

J.K. Rowling, autora da saga de romances original, assume a cadeira de produtora executiva ao lado de Neil Blair e Ruth Kenley-Letts.

O elenco inclui:

Francesca Gardiner entra como roteirista e showrunner.

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‘Mestres do Universo’: Gato Guerreiro e He-Man unem forças nos novos COLECIONÁVEIS da Mattel; Confira!

Mattel divulgou as primeiras artes promocionais dos novos colecionáveis de Mestres do Universo, a fim de promover a adaptação em live-action estrelada por Nicholas Galitzine.

Como mostrado nas postagens abaixo, a figura de ação em questão não apenas traz o poderoso He-Man, mas Gato Guerreiro, um tigre medroso verde que acompanha o personagem e que se transforma em um poderoso animal que o ajuda em suas empreitadas para salvar e proteger Etéria.

Nos colecionáveis, podemos ver He-Man com seu clássico traje de batalha e Gato com uma poderosa armadura avermelhada.

Confira:

Vale lembrar que o filme tem lançamento programado para 5 de junho.

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‘HE-MAN: Mestres do Universo’: Primeiro trailer apresenta visual fiel à obra original; Confira a descrição!

Em He-Man: Mestres do Universo, o diretor Travis Knight traz a lendária franquia de volta às telonas nesta épica aventura live-action.

Após ficarem separados por 15 anos, a Espada do Poder conduz o Príncipe Adam (Nicholas Galitzine) de volta a Eternia, onde ele descobre seu lar devastado sob o domínio perverso de Esqueleto (Jared Leto). Para salvar sua família e seu mundo, Adam precisa unir forças com seus aliados mais próximos, Teela (Camila Mendes) e Duncan / Mentor (Man-At-Arms, Idris Elba), e aceitar seu verdadeiro destino como He-Man — o homem mais poderoso do universo.

O roteiro é assinado por Chris Butler, baseado em rascunhos iniciais de David Callaham e Aaron Nee.

Elenco Principal:

‘Mestres do Universo’: Diretor diz que Esqueleto é a “personificação da masculinidade tóxica”

A atriz Kristen Wiig interpretará um papel inusitado no filme, dando voz ao personagem Roboto, um robô aliado de He-Man. O elenco conta ainda com Sam C. Wilson (Mandíbula), Hafthor Bjornsson (Homem-Cabra), Kojo Attah (Tri-Klops) e Jóhannes Haukur Jóhannesson (Fisto).

Chloé Zhao e Jessie Buckley discutem a dor em Hamnet e o papel central da montagem do brasileiro Affonso Gonçalves (Entrevista EXCLUSIVA)

É fácil adaptar um livro ruim. É difícil adaptar um bom livro. Mas adaptar um grande livro é extremamente difícil — e Hamnet é um grande livro.” Foi com essa afirmação direta que a cineasta Chloé Zhao explica o delicado processo de transposição do romance de Maggie O’Farrell para o cinema, em uma entrevista exclusiva para o CinePOP, antes da cerimônia do Globo de Ouro, que consagraria Hamnet como Melhor Filme de Drama e Jessie Buckley como Melhor Atriz Dramática.

Com lançamento antecipado no Brasil, em 15 de janeiro, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet desponta como um dos títulos mais fortes da temporada, cotado para múltiplas indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Direção, Roteiro Adaptado, Fotografia, Atriz, Ator coadjuvante para Paul Mescal e, possivelmente, Montagem — para o editor brasileiro Affonso Gonçalves, responsável por Ainda Estou Aqui e pelo vencedor do Leão de Ouro em Veneza no ano passado, Pai Mãe Irmã Irmão, de Jim Jarmusch.

Leticia Alassë conversa com Chloé Zhao e Jessie Buckley (Foto: reprodução)

Baseado no romance que reimagina a vida de Agnes, esposa de William Shakespeare, após a morte do filho Hamnet, o filme opta por um caminho próprio, afastando-se deliberadamente da estrutura do livro. A escolha não é estética apenas: é emocional. “Desde o início, eu sabia que precisávamos destilar a obra”, explicou Zhao. Trabalhei muito de perto com Maggie, entendendo que o livro era como uma ampulheta. Nós comprimimos tudo até um ponto mínimo e, então, deixamos que a vida, o processo do filme, a montagem e as inspirações diárias fizessem essa ampulheta se expandir novamente.”

Essa metáfora da ampulheta se reflete diretamente na forma do filme, que abandona explicações literais para encontrar um fluxo sensorial, guiado pelo ritmo, pelo silêncio e pela respiração das imagens. Nesse processo, a montagem se torna o coração do filme e é aí que entra o trabalho fundamental do editor brasileiro Affonso Gonçalves, aliás, “Fonzi” para a diretora sino-americana.

Affonso Gonçalves, montador brasileiro de Hamnet (Foto: divulgação)

Trata-se de um nome que pode, inclusive, representar o Brasil nesta temporada de premiações. “Eu sempre faço o primeiro corte dos meus filmes, quase como uma reescrita”, contou Zhao.  Quando termino, já sou outra pessoa. Então pedi ao Fonzi que não assistisse às diárias, para que visse o filme fresco. Ele foi a primeira pessoa no mundo a assistir ao primeiro corte. Depois disso, começamos um diálogo constante, quebrando e reconstruindo cenas.”

A diretora resume a parceria com precisão quase física: “Edição é ritmo. Oitenta por cento é ritmo. Eu conheço o trabalho do Fonzi profundamente e sinto que temos o mesmo batimento cardíaco. Quando isso já está em sintonia, tudo o resto é mergulhar cada vez mais fundo.”

Essa pulsação interna — acompanhada, claro, da trilha sonora impactante de Max Richter — é o que conduz a performance devastadora de Jessie Buckley, que entrega uma Agnes atravessada por dor, força e uma presença quase mística. Ao falar sobre a composição de vulnerabilidade e resistência em algumas cenas emblemáticas — especialmente a última —, a atriz foi econômica, quase evasiva, mas também reveladora: “A Chloé só me disse: ‘eu te protejo’. Eu confiei nela. Entrei na cena, senti o que veio e entreguei aquilo para ela. Depois pensei: agora é com você.

O resultado é um filme que não apenas emociona, mas exige entrega do espectador. Nas exibições para a imprensa, lenços foram distribuídos — e usados. Hamnet não busca lágrimas fáceis, mas constrói uma dor árdua, paciente, que se infiltra aos poucos e permanece com a noção de entrega e perpetuidade de nossos laços afetivos por meio das formas de arte. 

Mais do que uma releitura da história de Shakespeare, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet escolhe olhar para quem ficou à margem da História. Agnes poderia ser apenas a mulher abandonada enquanto o marido se tornava o escritor mais famoso de todos os tempos. Chloé Zhao, entretanto, transforma essa narrativa em algo radicalmente humano: um retrato sobre renúncia, amor e a capacidade de abrir mão de si para elevar os outros.

Esse olhar está profundamente conectado à própria filmografia da diretora, como Songs My Brothers Taught Me (2015), Domando o Destino (2017) e Nomadland (2020)  —  pelo qual tornou-se a terceira mulher na história da Academia a ganhar um Oscar de Melhor Direção  —, que constantemente desloca o centro da narrativa para aqueles considerados mais frágeis, não como vítimas, mas como forças silenciosas que moldam o mundo.

Veja a entrevista completa: