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Crítica – At The Sea: Amy Adams encara o vazio em drama que se perde na própria deriva (Berlinale 2026)

Filme da mostra Competitiva do Festival de Berlim 2026

Um close no rosto de Amy Adams encarando o vazio. A câmera se abre e revela que ela está em um círculo de percussão, batendo um tambor com outras pessoas, mas sua expressão permanece congelada, deslocada daquele ambiente. Assim começa At The Sea, do húngaro Kornél Mundruczó, exibido na competição do Festival Internacional de Cinema de Berlim. A promessa é clara: estamos diante de uma mulher dissociada, à deriva. O mar que dá título ao filme surge como metáfora evidente dessa condição.

O longa acompanha a ex-bailarina Laura (Amy Adams), que retorna para casa após seis meses em reabilitação, depois de um acidente de carro com o filho provocado pelo abuso do álcool. Diretora de uma companhia de dança, mãe de dois filhos, esposa distante, herdeira de uma vida confortável — as camadas dramáticas são abundantes. Nenhuma, porém, se articula de maneira orgânica. Tudo soa como esboço.

Amy Adams Em At The Sea

O roteiro de Kata Wéber insiste em flashbacks de um pai exigente e na sugestão de um trauma infantil que teria levado ao álcool como válvula de escape. Essas memórias, no entanto, carecem de densidade emocional e não reverberam no presente. Funcionam como explicação, mas não como drama.

As cenas de dança no presente são especialmente frágeis. A coreografia e a preparação corporal não convencem como trajetória profissional de alto nível. A encenação é rígida, por vezes constrangedora. A repetição de enquadramentos — Laura caminhando pela costa, quase sempre com saída de praia sobre o maiô ou de camisola — reforça uma monotonia visual que contamina o filme. Figurino e direção parecem ter desistido da personagem, assim como ela parece ter desistido de si mesma.

Amy Adams At The Sea

A letargia que domina Laura poderia ser lida como depressão ou como efeito da abstinência alcoólica. O roteiro, entretanto, não escolhe um eixo dramático claro. Ela busca redenção? Reconstrução familiar? Libertação artística? Nada se consolida como trajetória. O que se vê é uma mulher paralisada diante da própria vida, sem que o filme construa forças dramáticas capazes de tensionar essa inércia.

A relação com o marido Martin (Murray Bartlett), permanece vaga. A tensão com a filha adolescente (Chloe East), que assumiu responsabilidades durante sua ausência, é tratada de forma colateral. O filho mais novo (Redding Munsell) demonstra ressentimento, mas qualquer possibilidade de lidar com as consequências do acidente provocado por ela se dissolve rapidamente após um incidente com uma queimadura de água-viva, mais um episódio que não produz consequências significativas.

Surge então um possível ponto de inflexão: um vendedor de pipas interpretado por Brett Goldstein, conhecido pela série Ted Lasso. Ele representa a promessa de uma conexão e de um recomeço. Contudo, a relação se limita a diálogos expositivos sobre vício e sobrevivência “um dia de cada vez”. Não há tensão, nem química, nem transformação.

Nem mesmo a longa discussão entre mãe e filha na praia, que deveria constituir o clímax emocional, encontra força dramática. O conflito não se sustenta, e a reconciliação soa forçada, culminando em uma dança conjunta sem coordenação ou significado claro. O gesto, que poderia simbolizar reconstrução, apenas reforça a artificialidade da encenação.

Brett Goldstein Em At The Sea 1024x535

Seis vezes indicada ao Oscar, Amy Adams parece novamente presa a projetos que prometem complexidade psicológica, mas resultam em superficialidade. Desde Era uma Vez um Sonho (2020), passando por A Mulher na Janela (2021) e Canina (2024), sua filmografia recente revela escolhas que não encontram a densidade dramática à altura de seu talento, como os trabalho com Denis Villeneuve e David O. Russell.

At The Sea propõe um estudo sobre vazio existencial, mas entrega vazio narrativo. O filme aspira a um retrato de trauma, culpa, abstinência e identidade artística — temas já explorados pela mesma dupla de diretor e roteirista em Pedaços de Uma Mulher (2020). Aqui, porém, eles optam por não se aprofundar plenamente em nenhuma dessas frentes. Ao final, impõe-se a pergunta: por que contar a história de uma mulher à deriva se o próprio filme não sabe para onde navegar? O vazio da personagem poderia ser devastador; o que permanece, entretanto, é apenas um vácuo.

Ghibli Fest retorna aos cinemas de todo o Brasil com 14 NOVOS títulos; Saiba mais!

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O carnaval acaba, mas a festa continua de outra forma!

A Sato Company convida o público a estender as celebrações de fevereiro com a segunda fase do Ghibli Fest, que desembarca nos cinemas de todo o Brasil na próxima quinta-feira (19/02). A Sato Company apresenta aos fãs brasileiros 14 filmes clássicos do icônico e amado estúdio japonês.

Esta segunda parte da mostra contará com sete obras inéditas em relação à edição anterior, além do retorno de sete sucessos que marcaram a primeira metade do festival. É uma oportunidade única para fãs reviverem clássicos no cinema e para novas gerações descobrirem a magia de um dos mais respeitados estúdios de animação do mundo.

As animações do Studio Ghibli destacam-se por sua identidade visual única. Em seus filmes, o cotidiano e o fantástico coexistem, permitindo que deuses e criaturas mágicas habitem ambientes realistas. O ritmo das obras valoriza a contemplação, transformando grandes aventuras e pequenos gestos em jornadas profundas de amadurecimento e autodescoberta.

Confira os 14 títulos selecionados para a 2ª parte do festival:

  • Nausicaä do Vale do Vento
  • O Castelo no Céu
  • Meu Amigo Totoro
  • O Serviço de Entregas de Kiki
  • Porco Rosso: O Último Herói Romântico
  • Princesa Mononoke
  • A Viagem de Chihiro
  • O Reino dos Gatos
  • O Castelo Animado
  • Contos de Terramar
  • Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar
  • O Mundo dos Pequeninos
  • O Conto da Princesa Kaguya
  • As Memórias de Marnie

‘Coven Academy’: Devon Sawa entra para a nova série SOBRENATURAL do Disney+

Segundo o DeadlineDevon Sawa (‘Chucky’, ‘Premonição’) foi escalado para o elenco da dramédia sobrenatural ‘Coven Academy’, do Disney+.

Em caráter convidado, o astro dará vida ao Sr. Cole, o “professor descolado” da escola que está cansado de ver adolescentes confundindo talento com preparo. Ele é o adulto que pode te zoar e te proteger ao mesmo tempo. Um bom homem e um bruxo brilhante. É apenas mais um ano na Academia Coven até que o Sr. Cole e o resto do corpo docente sejam abalados por um novo aluno surpreendente que ameaça mudar tudo.

O projeto foi criado por Tim Federle (‘High School Musical: O Musical: A Série’, ‘Apresentando Nate’) e foi encomendado no ano passado.

Ainda não se sabe quando a serie irá estrear, mas sabe-se que ela será exibida no Disney Channel e no Disney+.

Ambientada em Nova Orleans, ‘Coven Academy’ acompanha três bruxas adolescentes e seus colegas bruxos perigosamente charmosos em uma escola de magia de elite, onde poder é moeda corrente, segredos são letais e atração é um risco. Presas entre antigas guerras sobrenaturais e amores proibidos, o clã precisa decidir até onde estão dispostas a ir para proteger sua cidade — e a si mesmas.

O elenco protagonista inclui Malina Pauli WeissmanMalachi BartonJordan LeftwichOra DuplassLouis ThresherTiffani ThiessenSwayam BhatiaBrendon TremblayKeegan Connor Tracy.

Federle entra como criador e produtor executivo ao lado de Darren SwimmerTodd SlavkinAmanda RowBronwyn North-Reist.

‘Invencível’: Prime Video revela cronograma de EXIBIÇÃO da 4ª temporada; Confira!

A 4ª temporada de ‘Invencível‘ retorna muito em breve ao catálogo do Prime Video e, agora, a plataforma de streaming divulgou o cronograma de exibição dos episódios do novo ciclo.

A próxima iteração tem lançamento marcado para o dia 18 de março, com três episódios sendo disponibilizados para os assinantes. O restante dos capítulos será exibido em caráter semanal até 22 de abril.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

  • 18 de março: episódios 1, 2 & 3
  • 25 de março: episódio 4
  • 1º de abril: episódio 5
  • 8 de abril: episódio 6
  • 15 de abril: episódio 7
  • 22 de abril: episódio 8

Lembrando que a série já foi renovada para a 5ª temporada.

Na trama, acompanhamos a história de Mark Grayson, um adolescente comum que trabalha numa lanchonete após a aula, que curte quadrinhos e que possui alguns amigos. A grande diferença dele para os demais jovens é o fato de ser o filho do maior super-herói do planeta, o Omni-Man. Não demora muito e Mark começa a desenvolver os mesmos poderes de seu pai, tais como voo, super força e super velocidade. Essa novidade vai transformar sua vida de formas inimagináveis.

A produção conta com as vozes de Steven Yeun, J.K. Simmons, Mark Hamill, Chris Diamantopolous, Walton Goggins, Grey Griffin, Gillian Jacobs, Melise, Jason Mantzoukas, Andrew Rannells, Kevin Michael Richardson e Seth Rogen.

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Halle Bailey e Regé-Jean Page nos novos cartazes da comédia romântica ‘Eu & Você na Toscana’; Confira!

A Universal Pictures divulgou dois novos cartazes oficiais de ‘Eu & Você na Toscana‘, comédia romântica estrelada por Halle Bailey (‘A Pequena Sereia’) e Regé-Jean Page (‘Bridgerton’).

Confira, junto ao trailer, e siga o CinePOP no Youtube:

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O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 9 de abril.

Kat Coiro (‘Case Comigo’) é responsável pela direção, a partir de um roteiro assinado por Ryan Engle.

A trama é ambientada na Costa Amalfitana e acompanha Anna (Bailey), uma jovem cozinheira de espírito livre, cuja decisão impulsiva de se tornar ocupante ilegal em uma vila toscana abandonada, propriedade de um homem que ela mal conhece, a leva a um mundo totalmente novo de aventuras, mentiras e amor.

O elenco ainda conta com Lorenzo de Moor, Isabella Ferrari, Aziza Scott, Marco Calvani e Nia Vardalos.

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Ghostface ATACA no novo teaser arrepiante de ‘Pânico 7’; Confira!

Pânico 7‘ está chegando aos cinemas de todo o mundo e, agora, a produção ganhou um teaser promocional inédito que mostra Neve Campbell (Sidney Prescott) e Isabel May (Tatum Evans) sendo atacadas pelo Ghostface.

Confira:

Em recente entrevista ao Empire, o diretor Kevin Williamson afirmou que o sétimo filme da franquia ‘Pânico‘ terá menos metalinguagem – elemento que sempre diferenciou a saga de outros slashers.

O cineasta declarou que o foco do novo capítulo será na sobrevivente Sidney Prescott e em sua família.

“Este filme não tem o objetivo de ser muito metalinguístico. A trama foca em continuar o legado da Sidney Prescott. É sobre sua filha. Sobre sua família.”

Ele completa, “Nós dissemos que o sétimo filme seria menos sangrento, mas perdemos um pouco o controle. Eu disse: ‘Precisamos de mais sangue’. E a Neve [Campbell] concordou: ‘Acho que você está certo’.”

Lembrando que o filme será lançado nos cinemas nacionais no dia 26 de fevereiro. Na trama, quando um novo Ghostface surge na pacata cidade onde Sidney Prescott (Neve Campbell) reconstruiu sua vida, seus medos mais sombrios se tornam reais enquanto sua filha (Isabel May) se torna o próximo alvo do assassino. Determinada a proteger sua família, Sidney terá que enfrentar os horrores do seu passado para acabar com o massacre de uma vez por todas.

Diretor original de ‘Pânico 7’ revela o VERDADEIRO motivo que o fez abandonar o filme

“INCRÍVEL!”: Internautas rasgam elogios ao primeiro trailer de ‘Pânico 7’

Astros ELOGIAM a direção de Kevin Williamson em ‘Pânico 7’: “Ele trouxe vários elementos do original”

Vem assistir ao trailer de ‘Pânico 7’ comentado por Renato Marafon

Além de Neve Campbell como Sidney, Courteney Cox também retorna como a jornalista Gale Weathers. Isabel May, Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Anna Camp, Joel McHale, Mckenna Grace, Michelle Randolph, Jimmy Tatro, Asa Germann, Celeste O’Connor, Sam Rechner, Ethan Embry, Tim Simons e Mark Consuelos completam o elenco.

Kevin Williamson, criador dos personagens da franquia, é diretor e roteirista da produção. Guy Busick assina o roteiro em conjunto com Williamson e a história ao lado de James Vanderbilt. Vanderbilt ainda atua como produtor ao lado de William Sherak e Paul Neinstein.

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‘Good Omens’: 3ª temporada ganha vídeo promocional e data de estreia no Prime Video!

A aclamada sérieGood Omens, adaptação da brilhante obra de Neil Gaiman, acaba de ter novidades sobre sua terceira e última temporada divulgadas.

Através das redes sociais, o Prime Video divulgou um breve vídeo promocional do ciclo de encerramento, nos levando aos bastidores da produção e anunciando a data de estreia: 13 de maio de 2026.

Michael Sheen e David Tennant retornarão como o anjo Aziraphale e o demônio Crowley, respectivamente.

Confira:

Lembrando que as duas primeiras temporadas estão disponíveis na plataforma de streaming.

A produção, baseada no romance de Neil GaimanTerry Pratchett, conta com David Tennant, Michael SheenJon Hamm, Derek Jacobi, Niamh Walsh, Mark Gatiss e Steve Pemberton.

Na trama, o fim do mundo está próximo e as pessoas se preparam para o juízo final. Mas o anjo Aziraphale e o demônio Crowley não estão nada animados com o final dos tempos. Agora, os dois se unem para tentar encontrar o anticristo e evitar que o apocalipse aconteça.

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Lana Del Rey lança clipe de “White Feather Hawk Tail Deer Hunter”, do álbum ‘Stove’; Confira!

A aclamada cantora e compositora Lana Del Rey lançou o videoclipe oficial de “White Feather Hawk Tail Deer Hunter”, faixa que estará presente em seu aguardado décimo álbum de estúdio, Stove.

A canção é coassinada e coproduzida por Del Rey, Jack AntonoffDrew Erickson.

Ouça:

Previamente intitulado ‘The Right Person Will Stay’, o compilado de originais ainda não tem data de estreia definida e conta com os singles “Henry, Come On”“Bluebird”.

O álbum será lançado pela Interscope/Polydor Records e contará com treze faixas inéditas – com produção de AntonoffZachary DawesLuke Laird e Erickson.

Del Rey é conhecida por suas melódicas e melancólicas letras e por seu onirismo instrumental. Tendo trabalhado ao lado de nomes como Jack AntonoffMax Martin, ganhou aclame e popularidade com Born To Die, álbum lançado em 2012. Em 2019, entregou seu melhor trabalho até então, Norman Fucking Rockwell!’, sagrando-a como uma das melhores liricistas do século.

Del Rey já conquistou onze indicações ao Grammy, mas infelizmente nunca levou o gramofone dourado para casa.

Jisoo, do BLACKPINK, quer um ‘Namorado por Assinatura’ no trailer do novo k-drama da Netflix; Confira!

A Netflix divulgou o trailer completo da série coreana ‘Namorado por Assinatura‘ (Boyfriend on Demand).

Na trama, Seo Mi-rae está esgotada de tanto trabalhar. O amor nem passa pela cabeça dela, mas um serviço de namoro virtual desperta seus sentimentos.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

O seriado será lançado no serviço de streaming no dia 6 de março.

Jisoo (‘Newtopia’) e Seo In-guk (‘Desgraça ao Seu Dispor’) estrelam a produção.

Kim Jung-sik, de ‘Os Lucros do Amor’, é responsável pela direção.

 

Crítica | “Whoopsie-daisy!”: Lana Del Rey está de volta com o cinemático e místico single “White Feather Hawk Tail Deer Hunter”

Lana Del Rey eternizou a imagem sad girl no cenário do entretenimento desde sua estreia oficial com Born To Die, um dos álbuns que redefiniram o pop ao colocá-lo dentro de um espectro mais melancólico, saudosista e recheado de uma imagética poderosa e muitas vezes controversa que, pouco a pouco, a transformou em uma das maiores compositoras da atualidade. Navegando entre um escrutínio público constante que “denunciava” uma suposta romantização do amor tóxico e uma exploração categórica do “sonho americano” como ideia falida e ultrapassada, Del Rey alcançou um ápice artístico com o aclamado Norman Fucking Rockwell!’, que abriu portas para um novo capítulo de sua discografia.

Desde então, a cantora e compositora se lançou a outras incursões que acompanharam esse incisivo amadurecimento, incluindo Blue BanistersChemtrails Over the Country Club e o irretocável ‘Did You Know That There’s a Tunnel Under Ocean Blvd.’, esquadrinhando neste o medo de um esquecimento que parece inescapável para aqueles que pertencem ao show business. E, em meio a promessas não concretizadas, um casamento que se tornou alvo de tabloides e adiamentos constantes, Del Rey finalmente confirmou uma nova era que vem sendo promovida desde o lançamento de “Henry, Come On” “Bluebird” no começo do ano passado.

Intitulado Stove, seu aguardado décimo álbum de estúdio tem lançamento agendado ainda para este ano e, com sorte, nenhum obstáculo surgirá para a estreia de um antecipado compilado de originais que vem quase três anos desde sua última incursão. E, para nos deixar ainda mais animados, ela nos presenteou recentemente com a excêntrica e mística faixa “White Feather Hawk Tail Deer Hunter”, uma explosão de gêneros que funciona como mais uma ótima entrada à carreira da artista.

No geral, é possível traçar um paralelo entre a inédita canção com outras obras-primas experimentais assinada por Del Rey, como “A&W”“Arcadia” – mas não no tocante à temática explorada ou à construção instrumental, e sim às ousadias a que a performer se lança ao lado de Jack AntonoffDrew Erickson. De certa maneira, o single explora, de maneira ácida e inebriante, a situação em que ela se encontra, singrando pelos opressivos holofotes que insistem em encontrar controvérsias em seu casamento com Jeremy Dufrene – porém, recusando-se a fazer o óbvio e deixando que as impecáveis metáforas falem por si próprias.

O título da track já nos prepara para essa narcótica aventura musical: ao utilizar a imagem do gavião-branco, cuja cauda remete à de um cervo, e ao confrontar uma estética urbana com a celebração da potência da paisagem natural, ela aposta numa simbologia bruxesca que remodela a clássica “Laura”, imortalizada por Ella Fitzgerald, em um encontro entre goth-countryjazzamericana. Os estilos musicais convergem para uma arquitetura sombria e teatral que não apenas traz elementos das icônicas trilhas sonoras dos primórdios da Walt Disney Studios, como ressignifica bordões atemporais do imaginário estadunidense (“whoopsie-daisy!”) em uma sedutora e instigante ambiguidade.

Como vemos através de quase quatro minutos, a predileção cinemática e sinestésica da artista está de volta com força descomunal – e as pungentes blasfêmias e a mágica narrativa de que se dispõe transformam “White Feather Hawk Tail Deer Hunter” em uma celebração seminal de tudo o que ela já nos entregou e de tudo o que ainda tem para nos entregar.

Al Pacino, Robert De Niro e estrelas de Hollywood prestam homenagem a Robert Duvall

As lendas do cinema Al Pacino e Robert De Niro prestaram homenagem a Robert Duvall, que morreu no domingo, aos 95 anos.

“Foi uma honra ter trabalhado com Robert Duvall, declarou Pacino. “Ele era um ator nato, como dizem. Sua conexão com a arte, sua compreensão e seu dom fenomenal serão sempre lembrados. Sentirei sua falta”.

“Deus abençoe, Bobby. Espero viver até os 95. Que ele descanse em paz”, escreveu De Niro.

Ambos os atores trabalharam com Duvall em O Poderoso Chefão’. 

Celebrando Robert Duvall: os melhores papéis de um dos atores mais PRESTIGIADOS da sétima arte

Além deles, a atriz Viola Davis também prestou homenagem ao ator.

“Eu estava maravilhada”, escreveu Davis. “Sempre estive impressionada com suas interpretações grandiosas de homens que eram ao mesmo tempo silenciosos e dominantes em sua humanidade. Você foi um gigante… um ícone… Apocalypse Now, O Poderoso Chefão, O Sol é para Todos, A Força do Carinho, O Apóstolo, Os Pistoleiros do Oeste… entre tantos outros. A grandeza nunca morre. Ela permanece como um presente. Descanse bem, senhor. Seu nome será sempre lembrado. Que legiões de anjos o conduzam ao descanso”.

Adam Sandler, que atuou com Duvall no drama esportivo Hustle, também lamentou a perda nas redes sociais: “Um homem incrível para conversar e dar risadas. Gostávamos muito dele, todos nós. Tantos filmes lendários para escolher. Assistam quando puderem. Enviamos nossas condolências à sua esposa, Luciana, e a toda sua família e amigos”.

Robert Duvall 1 1024x683

O icônico ator Robert Duvall, morreu neste último dia 15 de fevereiro em sua casa em Middleburg, Virgínia. Duvall faleceu aos 95 anos de idade.

A notícia foi dada por sua esposa, Luciana Duvall (via Deadline).

Embora a causa da morte não tenha sido divulgada imediatamente, o comunicado informou que o ator faleceu em paz, ao lado de Luciana.

Com uma carreira que se estendeu por prestigiadas sete décadas, Duvall é considerado um dos maiores atores de todos os tempos. Começando sua carreira com pequenos papéis televisivos, ele ganhou proeminência a partir dos anos 1960, estabelecendo-se como um renomado artista ao conquistar uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu papel como Tom Hagen em O Poderoso Chefão.

Duvall conquistou outras seis indicações ao Oscar, por seu trabalho nas produções Apocalypse Now (1979), ‘The Great Santini’ (1981), ‘A Força do Carinho’ (1983, este lhe rendendo a vitória na categoria de Melhor Ator), ‘O Apóstolo (1997), ‘A Qualquer Preço’ (1998) e ‘O Juiz’ (2014).

Robert Duvall O Poderoso Chefao

‘Manual Prático da Vingança Lucrativa’: Glen Powell comenta desafio de viver herdeiro sociopata no novo longa

A estrela em ascensão Glen Powell comentou recentemente sobre o desafio de dar vida a Becket Redfellow emManual Prático da Vingança Lucrativa, destacando o que diferencia seu personagem de outros sociopatas do cinema.

“Acho que o John fez um trabalho muito legal neste filme porque ele é divertido”, afirmou, conforme o ComicBook.

“É leve… todos sabemos que assassinato é algo ruim, mas o que é interessante nesse cara é que ele realmente faz você esquecer o que está fazendo… É como um grande thriller em que a temperatura da panela vai aumentando bem devagar, e você nem percebe onde está até chegar ao final, de uma maneira muito divertida. Há algo delicado na forma como John realiza esse truque de mágica. E acho que ele está recebendo o que merece”, acrescentou.

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 26 de fevereiro.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

Originalmente intitulada ‘Huntington‘, a produção gira em torno de Redfellow (Glen Powell), o herdeiro de uma fortuna multibilionária que não irá parar por nada até ter o que ele merece… ou o que ele pensa que merece.

Ed Harris (‘Westworld’) e Margaret Qualley (‘A Substância’) também estrelam a produção. Jessica HenwickBill CampZach WoodsTopher GraceBianca AmatoRaff LawSean Cameron Michael completam o elenco.

John Patton Ford (‘Emily, A Criminosa’) fica responsável pela direção e roteiro.

O roteiro foi inspirado pelo clássico ‘As Oito Vítimas‘, de 1949.

Glen Powell rebate comparações com Tom Cruise: “Só existe um”

Manual Pratico Da Vinganca Lucrativa

‘Os Simpsons’: Estrela da série descarta substituição por IA e defende sucessor humano

Nancy Cartwright, a voz icônica de Bart Simpson e de diversos outros personagens de Os Simpsons, comentou recentemente sobre o futuro da animação e descartou a possibilidade de ser substituída por Inteligência Artificial após sua aposentadoria.

Em entrevista ao ComicBook, a dubladora explicou por que a tecnologia não consegue replicar o trabalho humano:

“Acho que eu escolheria um sucessor em vez de IA. A IA não tem coração, e esse é o ingrediente que faz falta”, afirmou. “Ela pode soar parecida comigo, mas eu tenho paixão. Somos seres espirituais capazes de expressar emoções e elevar as pessoas. Não sei se um computador consegue fazer algo assim”.

Embora Cartwright ainda não tenha planos imediatos para se aposentar, a questão da sucessão torna-se inevitável com a série renovada até a 40ª temporada. Outros nomes do elenco principal também já manifestaram rejeição ao uso de IA, reforçando o compromisso com a dublagem orgânica mesmo após décadas no ar.

Os Simpsons’ está disponível no Disney+.

Criada por James L. Brooks, Matt Groening e Sam Simon, ‘Os Simpsons‘ é a série de comédia e animada de maior longevidade da história da televisão americana.

A trama segue as aventuras satíricas de uma família da classe trabalhadora na cidade desajustada de Springfield.

A produção conta com as vozes de Dan Castellaneta, Nancy Cartwright, Harry Shearer, Julie Kavner, Yeardley Smith, Hank Azaria e Pamela Hayden.

Os Simpsons Homer Bart Estrangulamento

10 filmes emocionantes que transformam a dor em arte

Trazendo traumas e conflitos de forma intensa, e ressignificando os sentimentos mais dilacerantes, alguns filmes emocionantes nos levam a jornadas tão íntimas que é preciso de um lenço ao lado quando termina a sessão. Para você que está com o coração em dia, segue abaixo uma poderosa lista que dialoga diretamente com esse título:

 

Hamnet (Em cartaz nos cinemas)

Nessa trama dilacerante, acompanhamos o jovem William Shakespeare e sua esposa, Agnes, enquanto lidam com uma tragédia que abala sua família, inspirando-o a escrever uma obra que nunca mais sairia das memórias.

 

O Apego (Estreia em breve nos cinemas)

Sandra (Valeria Bruni Tedeschi) é uma mulher solteira que vive seus dias dedicada ao trabalho como administradora de uma livraria. Um dia, sua vizinha da frente precisa que ela cuide de seu filho pequeno, Elliot, pois está em trabalho de parto e precisa ir ao hospital. Quando a vizinho morre durante o parto, o marido dela, Alex (Pio Marmaï), enfrenta a dor dessa perda, e Sandra passa a fazer cada vez mais parte dessa família, acompanhado situações pelos meses que se seguem após o ocorrido.

 

Você não Estava Aqui

Na trama, somos jogados para a realidade de uma família de classe média baixa britânica, onde o pai, Ricky (Kris Hitchen), resolve investir em uma van de entregas para tentar mudar um pouco da realidade financeira de sua família. A partir desse ponto, acaba influenciando a todos em sua volta.

 

Manchester à Beira-Mar (HBO MAX)

Lee Chandler (Casey Affleck) é um homem solitário que sobrevive sendo uma espécie de faz tudo para alguns condomínios. Certo dia, seu passado bate em sua porta com a terrível notícia de que seu único irmão, Joe (Kyle Chandler), acabou de falecer. Imediatamente, Lee precisa voltar até a cidade onde morou durante anos, muito por conta de único sobrinho, Patrick (Lucas Hedges), mas precisará enfrentar terríveis dores de seu passado.

 

Aftesrun (Netflix)

Sophie (Frankie Corio) é uma jovem bastante esperta que vai passar férias com o pai, Calum (Paul Mescal). Desde a chegada ao local, Sophie registra tudo com uma câmera: as alegrias, as discussões, as dúvidas, as descobertas, os marcantes momentos daquele curto período. Percebemos logo que são lembranças, memórias, com uma carga alta de sentimentos vindos de vários lados.

 

Foi Apenas um Acidente

Após um incidente na estrada, um homem e sua família precisam de ajuda com o carro. O que parecia uma situação comum toma outros rumos quando ele é reconhecido por alguém que o identifica como seu antigo torturador.

 

Valor Sentimental (MUBI)

Um diretor de cinema, mantém uma relação distante e estremecida com as duas filhas, está prestes a iniciar seu novo filme e oferece o papel principal a uma delas. Diante da recusa, ele convida uma famosa atriz norte-americana para o projeto. Aos poucos, vamos compreendendo a complexa dinâmica familiar que se forma, marcada por sentimentos conflitantes de todos os lados.

 

De Tirar o Fôlego (Netflix)

De Tirar o Fôlego nos mostra o forte elo de dois destinos que se cruzam através dos riscos de um dos esportes mais perigosos do mundo, o mergulho livre. Escrito e dirigido pela cineasta irlandesa Laura McGann, esse projeto tem a maestria de uma narrativa que consegue manter o interesse do espectador do início ao fim, onde reviravoltas são vistas aos montes, nos levando para enormes caminhos de tensão, angústia e reflexões sobre a vida.

 

As Ondas (Prime Video)

Tyler é um jovem estudante que vive uma bela vida ao lado de sua madrasta Catharine, seu pai Ronald e sua irmã Emily. Extremamente pressionado aos seus treinos e em ser o melhor, Tyler vive um grande conflito interno quando recebe a notícia de que sua namorada está grávida e vai ficar com o bebê. A partir dessa situação, se desenrolam fatos que vão marcar para sempre a vida do jovem e também de sua irmã, que precisará ter forças para lutar contra pensamentos do seu passado para seguir em frente e tentar encontrar a tão sonhada felicidade.

 

No Vale das Sombras (Mercado Play)

Na trama, um jovem soldado volta do Iraque, e no seu primeiro fim de semana longe da guerra, some misteriosamente. Acompanhamos então seu pai em sua busca, contando com a ajuda de uma policial responsável pelo caso.

Crítica | ‘Wuthering Heights’ é uma gloriosa entrada para a imaculada discografia de Charli XCX

Charli XCX vem trilhando um caminho de enorme sucesso desde que surgiu na indústria fonográfica, sendo um dos emblemas do movimento conhecido como PC Music. Aliando-se a nomes como A.G. Cook e SOPHIE, a artista deu início a uma revolução que acompanhou as contínuas investidas do cenário mainstream e que culminou em intersecções experimentais que incluem o hyperpop e o industrial pop. Recentemente, Charli encontrou sucesso ainda mais considerável com o lançamento de ‘BRAT’, que trouxe impacto significativo à cultura pop e rendeu a artista nada menos que três estatuetas do Grammy Awards – as primeiras da performer.

Três anos mais tarde, somos convidados para mais um ambicioso projeto que é inspirado no remake de O Morro dos Ventos Uivantes, de Emerald Fennell, que já está em exibição nas salas de todo o planeta. Intitulado Wuthering Heights, o compilado de originais é composto por doze faixas inéditas e vem sendo promovido desde novembro do ano passado. Os três singles que precederam a estreia do disco – “House”, “Chains of Love” e “Wall of Sound” – esquadrinharam o tempestuoso e comoventes cosmos eternizado por Emily Brontë e deram o tom de uma releitura inesperada da icônica história de amor entre Catherine e Heathcliff em uma união entre passado e presente.

Logo de cara, Charli se reúne com John Cale para a já citada colaboração “House”, dando o tom cinemático e evocativo que acompanha essa etérea narrativa musical – e precedendo a igualmente provocante “Wall of Sound” ao fortificar a grandiosa e maximizada composição instrumental que entorpece cada uma das faixas. À medida que navegamos por essa exploração psicoafetiva do significado do amor e a maneira como escapar desse sentimento acolhedor e destrutivo é uma tarefa impossível. E, como a máxima diz, “se não pode vencê-los, junte-se a eles” – e é então que chegamos a “Dying of You”, uma celebração dos anos 2000 incorporado à conhecida identidade despojada da cantora, seja com cíclicos sintetizadores, seja com a hiperbólica constatação do amor como necessidade e sacrifício, ao mesmo tempo.

Se ‘BRAT’ nos trouxe Charli em meio a impetuosas e empoderadoras declarações sobre sua percepção de si mesma e do mundo ao longo de explosivas e vibrantes construções, Wuthering Heights vem como contraposição contundente ao envolvê-la em um escopo mais restrito, por assim dizer. A performer não abandona em momento algum a essência que a transformou em uma das maiores popstars da atualidade, mas utiliza um mandatório amadurecimento para construir as tracks que compõe essa densa obra, como é o caso da dissonante e fabulesca intangibilidade delineada em “Always Everywhere”, em que traz elementos robóticos e orquestrais dentro de uma atmosfera propositalmente opressiva, dando um duplo sentido ao título.

Um dos aspectos que mais nos chama a atenção é a forma como as canções são uniformizadas nos vários estilos de que se dispõe, mas não no tocante à estruturação dialógica, borrando as conhecidas divisões de uma peça sonora em expressivas distinções que vão desde a lírica até a duração. “Out of Myself”, por exemplo, trata o amor como libertação através de metáforas brutais e inesperadas, antecipando o efêmero e psicodélico interlúdio “Open Up”; já em “Seeing Things”, os violoncelos e violinos respaldam uma ambientação que une a elegância orquestral às distorções vocais que transmuta o sentimento em uma experiência universalizante, pautada numa melancólica esperança que é pincelada pelas várias camadas de vozes.

A genialidade do álbum está na própria contraditoriedade: de um lado, temos uma exímia coesão artística e estilística, cortesia do trabalho de Finn Keane na produção. Unindo forças a nomes como Lewis Pesavoc e Justin Raisen, Keane sabe com quais instrumentos deseja colocar em atividade, forjando peças que, à medida que se complementam em capacidade técnica, se afastam pela temática assinada por Charli e pelo restante dos compositores – e essa ideia é concretizada principalmente com “Altars”, uma das faixas mais bem escritas do álbum, em que o amor ultrarromântico se destitui das próprias máscaras e cede a uma dura realidade (talvez tarde demais).

O compilado não é livre de equívocos, por mínimos que sejam: aqui me refiro à colaboração “Eyes of the World” ao lado de Sky Ferreira, que se mantém tão fiel à robusta estética das outras músicas, que perece em meio a regurgitações cansativas do electro-synth e é ofuscada pela própria falta de originalidade. Todavia, Charli logo se recompõe com o nostálgico electro-rock que se apodera da apoteótica “My Reminder”, sem sombra de dúvidas uma das entradas mais gloriosas do projeto e que coloca a abstração intocável do amor em uma verdade pungente, mas fundamental; e com a espetacular “Funny Mouth”, que fecha com chave de ouro uma aventura sinestésica que quase beira a perfeição.

Wuthering Heights é uma ótima e sólida entrada a uma das discografias mais imaculadas da música contemporânea, unindo literatura, cinema e música em uma experiência sensorial, emulativa e inebriante que apenas uma artista com o calibre de Charli XCX poderia nos entregar.

Fernando Meirelles e estrelas de Hollywood assinam carta contra “silêncio” de Festival de Berlim sobre Gaza

Fernando Meirelles - Österreichpremiere "360" im Wiener Volkstheater

O cineasta brasileiro Fernando Meirelles (‘Cidade de Deus’) e os astros internacionais Mark Ruffalo e Tilda Swinton estão entre os 92 signatários de uma carta aberta que sacudiu o Festival de Berlim (Berlinale) em fevereiro de 2026.

Conforme a Variety, o documento condena o que classificam como “silêncio” da instituição em relação ao conflito em Gaza e denuncia a suposta censura a artistas que se manifestaram sobre o tema.

A crise institucional foi deflagrada após declarações do presidente do júri, Wim Wenders, que afirmou que o cinema deveria “se manter fora da política”. Os signatários rebateram veementemente: “Não se pode separar uma coisa da outra”.

O documenta cita a recusa de mais de 5.000 profissionais do cinema, incluindo nomes importantes de Hollywood, em trabalhar com empresas e instituições cinematográficas israelenses consideradas cúmplices.

A carta destaca o contraste com edições anteriores, nas quais a Berlinale emitiu declarações claras sobre atrocidades no Irã e na Ucrânia.

“Conclamamos a Berlinale a cumprir seu dever moral e declarar claramente sua oposição ao genocídio de Israel, aos crimes contra a humanidade e aos crimes de guerra contra os palestinos, e a encerrar completamente qualquer envolvimento na proteção de Israel contra críticas e pedidos de responsabilização”, conclui a carta.

O grupo exige que o festival declare oposição ao que chamam de crimes de guerra contra os palestinos e interrompa o financiamento e a proteção institucional a entidades israelenses consideradas cúmplices.

A diretora do festival, Tricia Tuttle, tentou conter a repercussão afirmando que artistas não devem ser cobrados por debates políticos complexos sobre os quais não têm controle.

Confira a carta e siga o CinePOP no Youtube:

“Escrevemos como trabalhadores do cinema, todos nós participantes atuais e anteriores da Berlinale, que esperamos que as instituições do nosso setor se recusem a ser cúmplices da terrível violência que continua a ser perpetrada contra os palestinos. Estamos consternados com o envolvimento da Berlinale na censura a artistas que se opõem ao genocídio contínuo de Israel contra os palestinos em Gaza e ao papel fundamental do Estado alemão em possibilitá-lo. Como declarou o Instituto de Cinema da Palestina, o festival tem estado ‘policiando cineastas ao mesmo tempo em que mantém o compromisso contínuo de colaborar com a Polícia Federal em suas investigações’.

No ano passado, cineastas que se manifestaram em defesa da vida e da liberdade do povo palestino a partir do palco da Berlinale relataram ter sido duramente repreendidos por programadores seniores do festival. Foi divulgado que um cineasta teria sido investigado pela polícia, e a liderança da Berlinale insinuou falsamente que o discurso emocionante do artista, fundamentado no direito internacional e na solidariedade, era ‘discriminatório’. Como outro cineasta relatou ao Film Workers for Palestine sobre a edição do ano passado: ‘havia uma sensação de paranoia no ar, de não estar protegido e de estar sendo perseguido, algo que eu nunca havia sentido antes em um festival de cinema’. Estamos ao lado de nossos colegas ao rejeitar essa repressão institucional e o racismo anti-palestino.

Discordamos veementemente da declaração feita pelo presidente do júri da Berlinale 2026, Wim Wenders, de que o cinema é ‘o oposto da política’. Não se pode separar uma coisa da outra. Estamos profundamente preocupados com o fato de a Berlinale, financiada pelo Estado alemão, estar ajudando a colocar em prática o que Irene Khan, Relatora Especial da ONU para a Liberdade de Expressão e Opinião, recentemente condenou como o uso indevido, por parte da Alemanha, de legislação draconiana ‘para restringir a defesa dos direitos palestinos, esfriando a participação pública e encolhendo o debate na academia e nas artes’. Isso também é o que Ai Weiwei descreveu recentemente como a Alemanha ‘fazendo o que fez nos anos 1930’ (concordando com seu entrevistador que sugeriu que ‘é o mesmo impulso fascista, apenas com um alvo diferente’). Tudo isso em um momento em que estamos tomando conhecimento de novos e horríveis detalhes sobre os 2.842 palestinos ‘evaporados’ pelas forças israelenses com o uso de armas térmicas e termobáricas fabricadas nos EUA e proibidas internacionalmente. Apesar das abundantes evidências da intenção genocida de Israel, de crimes sistemáticos de atrocidade e de limpeza étnica, a Alemanha continua a fornecer a Israel armas utilizadas para exterminar palestinos em Gaza.

A maré está mudando no mundo internacional do cinema. Muitos festivais internacionais endossaram o boicote cultural a Israel sob regime de apartheid, incluindo o Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, o maior do mundo, bem como o BlackStar Film Festival, nos EUA, e o Film Fest Gent, o maior da Bélgica. Mais de 5.000 profissionais do cinema, incluindo figuras de destaque de Hollywood e do cenário internacional, também anunciaram sua recusa em trabalhar com empresas e instituições cinematográficas israelenses consideradas cúmplices.

Ainda assim, a Berlinale até o momento sequer atendeu às demandas de sua comunidade para emitir uma declaração que afirme o direito palestino à vida, dignidade e liberdade; condene o genocídio israelense em curso contra os palestinos; e se comprometa a defender o direito dos artistas de se manifestarem sem restrições em apoio aos direitos humanos palestinos. Esse é o mínimo que pode, e deve, fazer.

Como afirmou o Instituto de Cinema da Palestina, ‘estamos estarrecidos com o silêncio institucional da Berlinale diante do genocídio do povo palestino e com sua relutância em defender as liberdades de expressão e de fala dos cineastas’. Assim como o festival fez declarações claras no passado sobre atrocidades cometidas contra pessoas no Irã e na Ucrânia, conclamamos a Berlinale a cumprir seu dever moral e declarar claramente sua oposição ao genocídio de Israel, aos crimes contra a humanidade e aos crimes de guerra contra os palestinos, além de encerrar completamente seu envolvimento em proteger Israel de críticas e de pedidos de responsabilização”.

Sucesso de ‘Hamnet’ no Oscar impulsiona turismo histórico na Inglaterra

O longa Hamnet – A Vida Antes de Hamlet, indicado ao Oscar, está provocando um fenômeno cultural que vai além das telas. De acordo com a Reuters, a produção sobre a juventude de William Shakespeare gerou uma nova onda de turismo no centro da Inglaterra, especialmente na casa de infância do dramaturgo e no chalé de sua esposa, Anne Hathaway.

Embora o filme não tenha sido rodado em Stratford-upon-Avon, a conexão emocional com a história atraiu um público massivo. Richard Paterson, diretor do Shakespeare Birthplace Trust, afirma que o fluxo de visitantes, que costumava ser de 250 mil pessoas ao ano, cresceu entre 15% e 20% desde o lançamento em janeiro.

“Os números de visitantes aumentaram entre 15% e 20% em todos os locais desde que o filme foi lançado, em janeiro. E acredito que isso só vai continuar ao longo do ano. Eles querem especialmente ver a casa de Anne Hathaway e entender como a família vivia nesses espaços e na paisagem ao redor da propriedade… dá para perceber por que ele teria se sentido inspirado”, disse Richard Paterson, diretor de operações do Shakespeare Birthplace Trust.

Steven Spielberg faz história e, com ‘Hamnet’, quebra o próprio recorde no Oscar

Hamnet 2

De ‘O Agente Secreto’ a ‘Pecadores’: Onde assistir aos filmes indicados a Melhor Filme no Oscar 2026

Baseado no aclamado drama literário,Hamnet – A Vida Antes de Hamlet foi um dos maiores destaques da lista de indicados deste ano. O longa é estrelado por Paul Mescal (‘Gladiador II’) e Jessie Buckley (‘Pequenas Cartas Obscenas’), cujas performances foram essenciais para levar a produção ao topo das apostas da Academia.

O projeto conquistou nada menos que oito nomeações ao maior prêmio do cinema, incluindo Melhor FilmeMelhor Direção para Zhao e Melhor Atriz para Buckley. Infelizmente, Mescal foi esnobado na categoria de Melhor Ator Coadjuvante.

Os vencedores serão revelados no dia 15 de março.

Crítica | ‘Hamnet: A Vida Antes de Hamlet’ é uma OBRA-PRIMA de Chloé Zhao [Festival do Rio 2025]

Hamnet – A Vida Antes de Hamlet tem estreia marcada nos cinemas nacionais para 26 de janeiro de 2026, mais de um mês após seu lançamento nos Estados Unidos.

O longa é uma adaptação do romance homônimo de Maggie O’Farrell.

Trata-se de uma ficção histórico que gira em torno de Agnes – a esposa do escritor mais famoso do mundo, William Shakespeare – enquanto ela luta para aceitar a perda de seu único filho, Hamnet. O romance traça as consequências emocionais, familiares e artísticas dessa perda, trazendo à vida uma história humana e emocionante como pano de fundo para a criação da peça mais famosa de Shakespeare, ‘Hamlet’.

Além de dirigir, Zhao assina o roteiro junto a O’Farrell.

Astro de ‘Transformers’ entra para o elenco do thriller ‘The Good Samaritan’!

Josh Duhamel stars in LOST IN THE SUN. ©Cargo Entertainment.

Josh Duhamel, astro da franquia Transformers, acaba de se juntar a Sharlto Copley e Daisy Ridley no elenco deThe Good Samaritan (O Bom Samaritano, em tradução livre). O novo thriller de ação será dirigido por Pierre Morel (‘Busca Implacável’).

Segundo o The Hollywood Reporter, o longa tem roteiro original de Matthew Ian Cirulnick (‘Rambo: Até o Fim’). A produção fica a cargo da Canton Entertainment, em parceria com a Oakhurst Pictures e Sentient Entertainment, com filmagens previstas para começar em julho.

A Trama Daisy Ridley interpreta a Dra. Rosalind Carver, uma empresária de sucesso que, ao lado do marido, resgata um homem à deriva na costa da Indonésia. O gesto de bondade, porém, desencadeia uma conspiração mortal: após o sequestro do marido por uma gangue de piratas liderada por Langbore, Rosalind precisa se aliar a um ex-mercenário experiente. Juntos, eles enfrentam os criminosos e acabam expondo um império global de tráfico.

O projeto está sendo apresentado a compradores no European Film Market, em Berlim, com a promessa de ser um thriller implacável e emocionalmente envolvente.

Josh Duhamel

Novo TERROR com Mckenna Grace promete mistura entre ‘Meninas Malvadas’ e ‘A Substância’; Confira o trailer!

O terror cômico ‘Slanted‘, descrito como uma mistura entre ‘Meninas Malvadas‘ e ‘A Substância‘, ganhou o primeiro trailer.

Shirley Chen (‘A Mestra do Trivia’) e Mckenna Grace (‘Pânico 7’) estrelam a produção.

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Amy Wang (‘Irmãos Sun’) é responsável pela direção e roteiro.

A trama acompanha Joan Huang, uma jovem asiática que idolatra as garotas populares e sonha em ser rainha do baile, mas teme que a única maneira de vencer seja se parecer com todas as rainhas do passado cujos retratos enfeitam os corredores de sua escola.

É aí que entra a Ethnos: uma misteriosa clínica de cirurgia plástica que transforma pessoas de cor em caucasianas. Joan se submete ao procedimento e acorda como uma linda loira destinada à coroa, mas a que custo?

O elenco ainda conta com Vivian WuMaitreyi RamakrishnanAmelie Zilber e Fang Du.

O terror será lançado nos cinemas norte-americanos no dia 13 de março.

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Berlinale 2026 – Dias 5 e 6 – Amy Adams decepciona, Ethan Hawke brilha e Juliette Binoche emociona

Desde 12 até o dia 22 de fevereiro, a 76ª edição da Berlinale apresenta 22 filmes em competição pelo Urso de Ouro e quase 200 títulos em sua programação total. Já na segunda metade do evento, nos dias 5 e 6 da cobertura, a competição se mostra mais fraca em comparação aos últimos cinco anos, com nenhuma obra impressionante e muitas medianas ou ruins.

Em 16 de fevereiro, o tapete vermelho do Berlinale Palast recebeu o drama At the Sea, dirigido pelo húngaro Kornél Mundruczó e estrelado por Amy Adams. Este era um dos mais aguardados da competição. Apesar do nome de peso, o filme acabou se tornando um dos mais rejeitados do festival até agora e Amy Adams coleciona mais um papel ruim e atuação desconfortável em sua carreira. A prometida carga emocional não se sustenta ao longo da narrativa, resultando em uma obra irregular e distante.

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Ethan Hawke na Berlinale 2026Etha,

Em contraste, The Weight, do diretor irlandês Padraic McKinley, trouxe um cinema mais clássico e estruturado. Protagonizado por Ethan Hawke, o longa aposta na jornada do herói tradicional, com uma construção dramática sólida e uma atuação segura de Hawke. O filme, entretanto, está apenas em Especial Gala. Esta é a primeira vez de Ethan em Berlim sem o seu amigo e parceiro de longos anos, Richard Linklater. Ambos estiveram na mostra competitiva no ano passado com Blue Moon, indicado a dois Oscars neste ano.

Entre os títulos europeus, My Wife Cries, da alemã Angela Schanelec, mantém o minimalismo radical e uma abordagem austera. A linguagem é difícil de digerir por adotar uma abordagem experimental que a torna excessivamente maçante. Já Nina Roza, da canadense Geneviève Dulude-De Celles, oferece um olhar delicado sobre identidade e pertencimento, enquanto o australiano Wolfram, de Warwick Thornton, leva o público ao deserto para refletir sobre colonização e preconceito contra comunidades aborígenes.

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Ali Ahn e Anna Sargent em Take Me Home

O filme, no entanto, é maniqueísta e apresenta montagem e roteiro confusos, além de atores medianos. Ainda assim, o título chega ao festival por transmitir uma reflexão política sobre colonização e genocídio de povos nativos.

No campo mais íntimo, Queen at Sea, estrelado por Juliette Binoche, emociona ao abordar o envelhecimento e a demência, além dos conflitos familiares e a reflexão sobre cuidadores. 

Tema que também aparece em Take Me Home, da diretora coreano-americana Liz Sargent, exibido na mostra Perspectives. Protagonizado por Anna Sargent, irmã da diretora e que está dentro do espectro autista, este é um dos filmes mais delicados do festival até agora, ao tratar o autismo com humanidade e respeito.

Com poucos dias restantes até o encerramento em 22 de fevereiro, a Berlinale 2026 aponta alguns favoritos a prêmios, como Rose — apresenta no primeiro resumo — e Queen at Sea. A cobertura completa da reta final continua aqui no CinePOP

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