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Gabrielle Union já tem uma ideia para a possível sequência de ‘Teenagers – As Apimentadas’

O fenômeno adolescente ‘Teenagers – As Apimentadas’ recentemente completou 22 anos desde seu lançamento – e Gabrielle Union, que interpretou Isis no longa-metragem, já tem uma ideia para a história da sequência.

Através do Twitter, Uninon celebrou o aniversário da produção e aproveitou para revelar aos fãs o que pensa para uma possível continuação.

Na postagem, ela escreveu: “hmmmm, então, talvez Isis possa ter uma [filha] adolescente”.

Confira:

Em 2020, Union e Kirsten Dunst, que viveu Torrance Shipman, falaram sobre a possibilidade de um segundo filme.

Durante uma reunião com o diretor Peyton Reed e a roteirista Jessica Bendinger sobre ideias que um novo capítulo da franquia poderia ter.

“Talvez nós sejamos líderes das reunião de pais e mestres, não sei”, Union disse.

Lançado originalmente no ano 2000, o clássico filme adolescente carrega um legado concreto que se estende até os dias de hoje – e que rendeu nada menos que cinco sequências em VOD (a mais recente tendo sido divulgada em 2017).

Na trama, “o time campeão de animadoras de torcida, de bairro rico, descobre que sua capitã anterior roubou a coreografia de um time concorrente, do centro da cidade. O campeonato está chegando, e elas precisam correr para criar outra coreografia”.

O filme ajudou a alavancar a carreira de diversas atrizes conhecidas hoje, incluindo Dunst, Union, Eliza DushkuLindsay SloaneClare Kramer.

Sucesso de bilheterias, ‘Teenagers – As Apimentadas’ arrecadou quase US$100 milhões mundialmente e teve uma recepção sólida pela crítica.

Relembre o trailer:

‘Brooklyn Nine-Nine’: 8ª e última temporada ganha data de estreia na Netflix!

A 8ª e última temporada da aclamada série de comédia Brooklyn Nine-Nine chegou ao fim no ano passado e, agora, já tem data para chegar à Netflix Brasil.

A iteração final será lançada na plataforma de streaming no dia 20 de setembro.

Relembre o trailer:

O ciclo final é composto por 10 episódios, sendo o mais curto de toda a produção.

“Sou muito grato pela NBC e a Universal Television por nos permitirem dar o final que os espectadores e esses personagens merecem,” afirmou o produtor executivo Dan Goor. “Eu me sinto muito grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com esse elenco e equipe incríveis por oito temporadas. Eles não apenas são as pessoas mais talentosas na indústria, como também são ótimas pessoas que se tornaram uma família.”

Criada por Daniel J. Goor e Michael Schur, a série havia sido cancelada pela FOX, mas foi resgatada pela NBC.

Jake Peralta é o talentoso e despreocupado detetive do 99º distrito do Brooklyn que, junto ao seu grupo eclético de colegas, lidava com um capitão relaxado no escritório. Tudo muda quando o novo e cronicamente tenso capitão Ray Holt chega à delegacia disposto a fazer com que esse grupo disfuncional de detetives se torne o que há de melhor no Brooklyn.

O elenco inclui Andy Samberg, Andre Braugher, Stephanie Beatriz, Terry Crews, Melissa Fumero, Joe Lo Truglio, Chelsea Peretti, Dirk Blocker e Joel McKinnon Miller.

Crítica | De Férias da Família – Kevin Hart e Mark Wahlberg em Comédia Genérica estilo ‘Se Beber Não Case’

Os Estados Unidos tem uma característica estranha em sua cultura: achar que no momento em que o homem ou a mulher se casam e constituem família, a vida acabou. Vira e mexe esse tema volta a ser assunto de filmes e séries blockbusters produzidos em Hollywood, que falam o quanto a rotina da família é um saco e os gloriosos momentos da solteirice é que devem ser resgatados para que a pessoa possa ser ou voltar a ser feliz. É estranho, mas é uma mensagem frequentemente passada em muitos filmes, principalmente os de comédia, como o novo lançamento da NetflixDe Férias da Família’, que chegou esse final de semana para os assinantes.

Sonny Fisher (Kevin Hart) é um exemplar pai de família e dono de casa. Ele se envolve em tudo na vida dos filhos e da casa: leva-os para a escola, faz suas lancheiras, participa do show de calouros dos estudantes, organiza as atividades extracurriculares, enquanto sua esposa, Maya (Regina Hall) é uma bem-sucedida arquiteta que trabalha para o renomado investidor Armando (Luis Guerardo Méndez). Quando seu melhor amigo, Huck (Mark Wahlberg) telefona, chamando-o para sua festa de aniversário de 44 anos, após 3 anos sem se verem por causa da pandemia, Sonny diz que não o encontrará, pois precisa viajar com a família no feriadão. Porém, Maya decide que deve fazer essa viagem sozinha com os filhos, para se reconectar com eles, uma vez que só vive em função do trabalho, e encoraja Sonny a ir à festa de Huck. O que ninguém esperava era que os eventos do feriadão ficassem totalmente fora do controle.

Misturando um monte de comédia, referências pop e conceitos tortuosos propagados na indústria estadunidense, ‘De Férias da Família’ pega tudo isso, joga num liquidificador e sai do outro lado como uma papa colorida e insalubre. O filme é bem produzido – reúne um elenco de peso e conta ainda com a inacreditável participação do cantor Seal –, com orçamento milionário – tem cena com barcos, destruição de carro, ônibus decorado, mansão e um bocado de figurante – e bastante solar, com muitas tomadas abertas que aproveitam a iluminação do dia para dar um colorido a mais na aventura do par de amigos.

O lance é que tudo disso é enfeite num filme que reaproveita sacadas de sucessos anteriores. Todo o núcleo festivo de Sonny e Huck é um reuso do que deu certo em ‘Se Beber Não Case’ e ‘Vizinhos’, com cenas literalmente copiadas, só que com os personagens usando moletons a la ‘Round 6’. Escrito e dirigido por John Hamburg (produtor de ‘Entrando Numa Fria Maior Ainda’), o longa falha na parte do ensinamento, na volta por cima dos personagens que, supostamente, deveriam encontrar um equilíbrio em suas vidas. O roteiro acaba dando importância a elementos (como o ciúme de Sonny pelo chefe da esposa), para, no final, não resolver com profundidade a birra, o que passa a sensação de que toda a bagunça que o protagonista arruma é literalmente autorizada no fim, porque não há um conflito à altura das coisas que ele apronta. Suas inconsequências têm pouca ou nenhuma consequência, e não é bem assim na vida né.

Com excesso de cenas de cocô, pum e brincadeiras erradas com animais, fica até difícil aceitar personagens quase cinquentões se comportando como se tivessem quinze anos. ‘De Férias da Família’ tem seus momentos cômicos, mas sua história é tão rasa quanto extrato bancário no fim do mês.

Relembre o clássico ‘A Hora do Pesadelo’ (1984), de Wes Craven

Freddy Krueger é um antagonista slasher que dispensa grandes apresentações. Você, leitor, pode até não ter assistido aos filmes, mas provavelmente sabe quem é o maníaco que assassina jovens incautos no mundo dos sonhos. Dirigido e roteirizado por Wes Craven em 1984, o personagem surgiu quando Michael Myers havia dado um intervalo em sua matança e Jason Voorhees começava a apresentar alguns sinais de cansaço. Com longa estrada na cultura pop desde que surgiu pela primeira vez, o humorado e irônico vilão das garras afiadas, trajado com sua blusa de listras vermelhas e verdes, juntamente com seu inconfundível chapéu, assustou plateias no mundo inteiro e serviu de referência para diálogos metalinguísticos em diversos filmes desde os anos 1980, desde breves menções, como Transformers e Deadpool, às ilações no primeiro episódios da franquia Pânico, além da presença em episódios de Looney Tunes, Todo Mundo Odeia o Chris, Doug, Turma da Mônica, The Simpsons, dentre muitas outras narrativas.

O que faz deste vilão um personagem com legado tão extenso? Para quem conhece A Hora do Pesadelo, a resposta não é complexa. Freddy Krueger é um ícone sobrevivente na cultura pop, âmbito de produção que descarta tão rápido quanto constrói coisas. Isso porque é forte, apresenta diálogos humorados, mas repleto de elementos filosóficos, permite reflexões em torno de suas origens, dentre outras questões em torno da estrutura narrativa que o inseriu na história relativamente recente do cinema. Além de ser forte enquanto personagem, Freddy Krueger foi concebido pelo excelente trabalho de maquiagem da equipe de Kathryn Fenton, setor que ganhou visual mais impactante com os figurinos de Dana Lyman e elementos do design de produção de Gregg Fonseca, todos captados pela direção de fotografia de Jacques Haitkin, eficiente nas cenas de perseguição, adequada nos ângulos que apresentam o antagonista em posição de poder, além da iluminação ideal para passagens soturnas e ambivalentes.

Robert Englund, no papel que definiu a sua carreira, é também um dos responsáveis por tornar o personagem memorável. Eis o enredo: um grupo de amigos assombrados pelo mesmo monstro. Nancy (Heather Langenkamp), Tina (Amanda Wyss), Rod (Nick Corri) e Glen (Johnny Depp) descobrem que dividem o mesmo pesadelo todas as noites, perseguidos por uma figura sombria trajada da maneira descrita anteriormente. É uma imagem desagradável, assustadora com a pele queimada e garras com lâminas afiadas e ameaçadoras. Depois de investigar e buscar diálogo, descobrem que o seu nome é Freddy Krueger. As coincidências começam a se conectar, numa assustadora trajetória de sangue quando percebem que a presença monstruosa é parte de uma vingança sobrenatural que promete um rastro de horror sem precedentes em Springwood. Nancy, mais astuta que os demais pertencentes do ciclo, percebe que os adultos escondem um segredo obscuro sobre o assunto quando o nome do “monstro” é mencionado.

Em camadas que se revelam aos poucos, somos informados que Freddy Krueger foi liberado pela justiça corrupta da cidade, incapaz de dar ao ceifador de crianças o final que os pais de muitas vítimas desejavam. Assim, os justiceiros decidem, eles mesmos, coibirem as futuras ações de um homem transtornado mentalmente. É quando Freddy, impedido de seguir adiante, é queimado vivo, deixando esta vida para se tornar a demoníaca entidade habitante dos pesadelos dos jovens incitados em descobrir os segredos por debaixo do tapete daquela cidade. Ao passo que Freddy é revelado, começa a ganhar mais força e liberdade para habitar as zonas da realidade. Destruir esse monstro acompanhado de diálogos sádicos e repleto de trocadilhos será o trabalho de Nancy, uma das melhores final girl dos anos 1980.

Em seu rastro de sangue e pavor, Freddy Krueger protagoniza cenas marcantes, tais como o assassinato de Tina, arrastada pelas paredes repletas de sangue, a descida de Glenn pela cama que o suga e depois, expele jarros frenéticos de sangue para todo lado, além da famosa perseguição da abertura, com o antagonista e seus braços enormes. Memorável também são as garras de Krueger na parede do quarto de Nancy, cena retomada na primeira temporada de Stranger Things num acertado tom metalinguístico. São passagens que tangem aos elementos estéticos de A Hora do Pesadelo, filme que só envelheceu diante dos efeitos visuais, mas é algo que não impacta em seus aspectos dramáticos bem concebidos por Wes Craven no auge do seu talento enquanto cineasta e dramaturgo, realizador “autor”, consciente dos desdobramentos de todos os setores de produção de seu filme.

Charles Bernstein, responsável pela trilha sonora, edifica de maneira eficiente a música que acompanha os personagens, composição que muita gente, ainda hoje, acha arrepiante, em especial, a canção de ninar, tão inesquecível quanto os arranjos de John Carpenter para Halloween – A Noite do Terror, conduções musicais memoráveis na seara dos filmes slasher. São poucas notas, mas a quantidade eficiente para se tornar o tema principal de toda a franquia, melodia arrepiante que dialoga com a imagem de Krueger, fortalecida mais adiante, durante e depois do término do filme, cristalizado para sempre em nosso imaginário. Ainda sobre tópicos sonoros, importante também o trabalho envolvente da equipe de Jess Soraci no design de som, parte da equipe técnica importante no desenvolvimento de um filme de terror.

Para a concepção de A Hora do Pesadelo, Wes Craven contou que emulou muitos elementos da sua vida, em especial, os seus medos de infância. Em texto de apresentação para o livro Never Sleep Again, de Thommy Huston, crítica genética bastante elucidativa do clássico slasher, o cineasta conta que tinha muitos pesadelos quando era criança. Ele sempre questionava a sua mãe sobre a possibilidade de acompanha-lo nos sonhos e assim, ajuda-lo a resolver os conflitos desta seara assustadora de suas noites de sono. Objetiva e gentil, a sua mãe disse que “o sonho era o único lugar onde nós só podemos ir sozinhos”. Foi um momento amedrontador, mas fundamental para que nós, cinéfilos, ganhássemos anos depois, o filme com Freddy Krueger. Da janela do seu quarto que tinha vista para a rua onde um homem misterioso o assustou certa noite, ao se aproximar do vidro e olhar fixamente para Craven, enquanto tentava dormir, e os estudos sobre psicologia e sonhos, realizados durante a época de faculdade, a semente de Krueger atravessou um longo processo de germinação, por isso fixou-se tão bem quando teve a oportunidade de ganhar “vida” dentro da lógica mágica cinematográfica.

Ademais, ao longo de seus 91 minutos, A Hora do Pesadelo flerta com a ambivalência de seu desfecho que permite interpretações múltiplas. Teria sido um pesadelo coletivo de todas as pessoas da cidade, em especial, de Elm Street, reduto da classe média local e seus receios e inseguranças? Diferente de Jason, Michael ou qualquer outro assassino slasher, Freddy ataca as pessoas em seus pesadelos, algo mais difícil de escapar, pois tal como sabemos, não podemos comandar todos os aspectos desse ambiente onírico. Você, caro leitor, já deve ter tido um desses sonhos ruins, despencando de uma altura aterrorizante ou tendo que lidar com uma situação abominável, fora de seu controle, digamos, racional, não é mesmo? É com isso que A Hora do Pesadelo trabalha, um conjunto de conflitos estabelecidos diante de situações que muitas vezes fogem do nosso controle, matéria-prima básica para o desenvolvimento dramático que nos envolve e faz refletir e temer.

Vamos agora analisar o filme em pormenores. Preparados?

Na abertura deste slasher inovador, a equipe de Wes Craven destaca o modo de operação de Freddy Krueger na concepção de sua imagem aterrorizante. Um suéter de duas cores contrastantes, isto é, verde e vermelho, escolhidas cuidadosamente para os efeitos semióticos pretendidos pela narrativa e a confecção da icônica luva com garras afiadas, idealizada para destroçar, nos pesadelos, e, concomitantemente, na realidade, os jovens incautos de A Hora do Pesadelo. Design de som, trilha sonora e design de produção trabalham assertivamente para compor os elementos visuais atmosféricos que predominam ao longo de todo o filme.

Em seu primeiro encontro com Freddy Krueger, Tina atravessa uma aterrorizante jornada com muito uso de efeitos especiais, direção de fotografia com iluminação soturna e design de som que evidencia o perigo representado pelo antagonista dos pesadelos. Na esteira do legado de A Hora do Pesadelo, esta é uma das passagens mais emblemáticas e recorrentes quando o filme é referenciado na cultura pop.

Logo após o seu “amargo pesadelo” de Tina, acompanhamos uma passagem com atmosfera ainda onírica, nebulosa, na rua onde Freddy Krueger vai tornar a existência dos jovens da narrativa num pesadelo constante. As crianças que brincam de pular corda entoam a emblemática música tema, numa contagem numérica aterrorizante, responsável por reforçar os horrores do antagonista no passado e o seu retorno para o tempo presente. No carro vermelho, referência direta ao monstro das garras afiadas e ao seu caminho de sangue, os personagens incautos se apresentam para o espectador, vítimas de um pesadelo que parecerá não ter fim.

Num encontro entre os jovens para assistir filmes e comer pipoca, eles compartilham as coincidências em torno do mesmo pesadelo nas últimas noites. Cada um descreve Fredy Krueger e a similaridade das situações oníricas despertará a curiosidade de Heather, uma final girl com faro investigativo. Na sequência seguinte, um dos momentos de contato entre o antagonista e Heather, passagem também bastante referenciada na cultura pop.

Apesar de alguns efeitos especiais não surtirem o mesmo efeito da época, 1984, A Hora do Pesadelo traz sequências icônicas que tal como já mencionado, ganharam versões metalinguísticas em outros filmes, séries, videoclipes, etc. A cena em questão é parte do pesadelo de Tina, momento em que sua vida é aniquilada pelo antagonista com garras afiadas e mortais. Mais adiante, o design de som delineia o quão sádico é Freddy Krueger, figura que traça faíscas com suas garras e não poupa ninguém quando o assunto é o estabelecimento de sua vingança contra os jovens de Elm Street, algo devidamente explicado no desfecho.

Outra passagem memorável: Freddy Krueger ataca Tina e o seu namorado é quem leva a culpa pelo crime sangrento. Arrastada pelas paredes do quarto, a cena foi uma das mais trabalhosas para Wes Craven e teve releitura no assassinato da babá de Dylan, o filho de Heather, no também ótimo O Novo Pesadelo: O Retorno de Freddy Krueger. Inspirada nos efeitos de filmes como O Picolino, com seus cenários móveis e diferenciados, os realizadores de A Hora do Pesadelo capricharam na concepção e entregaram uma boa cena, ainda muito eficiente para os padrões do público contemporâneo.

Nesta sequência, proposital ou não, a caminhada de Nancy se assemelha ao trilhar de Jamie Lee Curtis como Laurie Strode em Halloween: A Noite do Terror, de 1978, clássico de John Carpenter que ganhou ressonâncias na onda slasher dos anos 1980. A moça atravessa a rua tranquila, sem grandes dispersões e barulhos, até encontrar com o namorado de Tina, na posição de fugitivo. Mais adiante, outra sequência de pesadelo, desta vez, na escola. Cena também memorável e bastante reiterada em outros filmes, tais como a refilmagem de 2010 e o turbinado crossover de Freddy Krueger com Jason Vorhees, de Sexta-Feira 13.

A famosa sequência do pesadelo na escola continua, com o cadáver de Tina ensanguentado, para o horror de Nancy. Na sala de aula, a perspectiva dos realizadores nos remete, mais uma vez, ao clássico momento de Jamie Lee Curtis também estudando, enquanto Michael Myers espreita do lado de fora. São construções estruturais diferentes, mas com mesma perspectiva.

Duas passagens também emblemáticas: o banho de Nancy, ameaçada pela presença de Freddy Krueger em sua banheira, e a angustiante subida pelas escadas, momento em que o antagonista estabelece uma série de peripécias para a garota enfrentar, trechos que se aproxima do final apoteótico e dinâmico. Nas passagens exclusivamente oníricas, a direção de fotografia capricha no uso da luz azul, tendo em vista buscar o efeito imersivo desejado.

A hora da verdade: Nancy sonha durante um exame e nesta dinâmica, traz o chapéu de Freddy Krueger para a realidade. Mais adiante, a sua mãe alcoólatra expõe a verdade para a filha: Freddy foi morto no passado, acusado de ter abusado dos jovens desta rua. Agora, sublimados pelos acontecimentos recalcados na mente, o grupo precisará se articular para sobreviver, algo que, no entanto, já não é mais viável para dois deles, aniquilados impiedosamente por Freddy.

Interessante observar como A Hora do Pesadelo possui um manancial de cenas icônicas. Nestas passagens, temos um ataque de Freddy Krueger pelo telefone, tentativa de manter Nancy constantemente aterrorizada e, mais adiante, o momento em que o namorado da garota, interpretado por Johnny Depp, é sugado pela cama, numa das melhores passagens da produção.

Como uma boa protagonista, Nancy percebe que precisará enfrentar de uma vez por todas o seu maior pesadelo. Para isso, prepara o campo de batalha e produz as suas próprias armadilhas, mantendo-se distante do comum na narrativa slasher, filmes que em geral, a mocinha depende do homem para salvar a si e aos demais. Com atmosfera que mescla sonho e realidade, a direção de fotografia trabalha assertivamente na composição da luz, um dos trunfos do filme.

Deitada na cama, Nancy espera o antagonista aparecer em seus pesadelos, para assim trazê-lo para a realidade e eliminar de uma vez por todas o seu reinado de horror. Adiante, após uma angustiante sequência de batalha e perseguição, Nancy organiza o fim de seu algoz com o elemento que mais o aterroriza: o fogo. Freddy Krueger aparentemente é aniquilado, mas uma passagem final, aparentemente pesadelo, indica que as coisas não se encerraram tão fácil. O psicopata onírico retornaria, tantas vezes, em filmes sofríveis, até reencontrar o seu criador em 1994, no metalinguístico O Novo Pesadelo: O Retorno de Freddy Krueger, a ser analisado em pormenores na próxima edição.

 

‘WEIRD’: Daniel Radcliffe é destaque no pôster OFICIAL da cinebiografia de “Weird Al” Yankovic; Confira!

O icônico cantor e compositor “Weird Al” Yankovic vai ganhar uma merecida cinebiografia e, agora, foi revelado cartaz oficial da produção, intitulada ‘WEIRD’.

O pôster traz Daniel Radcliffe como o artista titular e confirma a estreia para o dia 04 de novembro.

Confira:

O longa é fruto de uma parceria entre o canal Roku e as produtoras Funny Or Die e Tango.

Escrita por Yankovic e Eric Appel (‘Brooklyn Nine-Nine’), a trama promete não esconder nada quando se trata de explorar todas as facetas da vida de Yankovic, desde sua ascensão meteórica à fama com sucessos iniciais como “Eat It” e Like a Surgeon” até seus ardentes casos amorosos com celebridades e seu estilo de vida notoriamente depravado.

Os responsáveis também garantem que o longa levará o público em uma jornada descrita como ‘inacreditável’, enquanto revisita os momentos de destaque na vida e carreira do artista, desde que era uma criança prodígio talentosa à maior lenda musical de todos os tempos.

Além de escrever, Appel também assume a direção e a produção executiva do longa, que ainda não tem previsão de estreia.

Evan Rachel Wood, de ‘Westworld’, interpreta a rainha do pop Madonna na cinebiografia. Quinta Brunston, por sua vez, dá vida a Oprah Winfrey.

CHAVES – Se a clássica série fosse adaptada em Hollywood, quais astros deveriam estrelar?

Mês passado houve um boato, ou pelo menos algo parecido. E se o famoso seriado Chaves realmente ganhasse um remake norte-americano e fosse comprado por algum famoso canal de streaming que existe por aí? Quem seriam os intérpretes dos personagens? Será que mudaria muito uma visão norte-americana de um clássico mexicano? Vamos brincar de faz de conta? Segue com a gente!

Produzido pela Televisa e criado pelo genial artista e roteirista Roberto Gómez BolañosChaves foi criado a partir de uma pequena esquete escrita por Bolaños, onde uma criança discutia com um vendedor de balões em um parque. No início da década de 70, um roteiro completo (a criação da famosa vila) e mais personagens foram criados, sendo logo em seus primeiros meses um enorme sucesso de audiência, ganhando distribuição para muitos países da América Latina. Sua primeira exibição no Brasil aconteceu somente na década de 80, mais precisamente em 1984 e de lá pra cá nunca mais saiu dos corações de muitas gerações que aprenderam a amar esses carismáticos personagens e seus inúmeros episódios de cerca de 20 minutos.

Mas como seria um remake de Chaves nas mãos de um grande Showrunner, de um diretor competente do mercado norte-americano? Vamos ler abaixo o que esse criativo criador de pensamentos cinéfilos imaginara:

 

Showrunner

Para começo de conversa, o nosso imaginativo remake precisa de um Showrunner. Para quem não sabe, esse cargo é ocupado pela pessoa responsável pelo andamento da série, que mantém o comando do que está acontecendo, muitas vezes o próprio criador da série.

A escolha certa seria: Chuck Lorre.

O nova-iorquino de 68 anos é produtor, escritor, diretor e até compositor. No seu currículo sucessos enormes como: Two and a Half Men e The Big Bang Theory, duas das mais emblemáticas séries de comédia da história contemporânea da televisão norte-americana. Conseguiria montar uma estrutura fantástica e muita criatividade nos roteiros para fazer a vila de Chaves bastante badalada em Hollywood.

 

Chaves

 

O protagonista. Um menino orfão que morava em uma casa da vila mas cismava em ficar quase todo o dia dentro do barril. Em nosso remake, como na versão original, um adulto é o intérprete dessa criança.

O escolhido foi: Diego Luna. O talentoso ator mexicano que esteve em diversas produções como: Rogue One: A Star Wars Story e Elysium, inclusive participou de outro clássico dos anos 80: Carrossel (a versão original!), seria a escolha certa para o papel e se perceberem tem uma certa semelhança com o personagem original.

 

Seu Madruga

 

Um dos personagens mais badalados de todo o seriado. O vizinho que não paga aluguel, pai da Chiquinha e que foge quando o assunto é emprego. Talvez o personagem mais desafiante de interpretar tamanha identificação do público com seu intérprete original. Para tal missão, precisamos de um artista muito talentoso e que tivesse um enorme carisma em cena. Em nosso remake, o escolhido foi o ator mexicano que já até concorreu ao Oscar de Melhor ator, o mexicano Demián Bichir.

 

Chiquinha

Filha de Seu Madrugada, arruma mil e uma confusões ao lado de seus amigos Chaves e Quico. Sofre bastante com o estilo de vida de seu pai (um preguiçoso que não quer trabalhar). Para interpretá-la precisa ser uma artista que venha a surpreender. Em nosso remake, como na versão original, um adulto é o intérprete dessa criança.

A escolhida foi: Selena Gomez. A atriz e cantora texana teria em Chiquinha o grande desafio de sua carreira.

 

Quico

Um personagem mimado pela mãe, Dona Florinda, que sempre arranja altas confusões com seu melhor amigo Chaves e sua vizinha Chiquinha. Em nosso remake, como na versão original, um adulto é o intérprete dessa criança.

O escolhido foi: Rob Schneider. O ator californiano tem inúmeras comédias no currículo e pode encontrar o tom de comédia certo para esse personagem.

 

 

Dona Florinda

Uma personagem complicada, que varia de humor constantemente. Viúva, não possui tolerância quase que nenhuma com seu vizinho Seu Madrugada, se irrita com as trapalhadas de Quico (seu filho), e Chaves. Seu momento de paz emocional parece ser quando entra pela porta da vila o professor Girafales, seu grande amor.

Em nosso remake, a escolhida foi a versátil atriz Laura Linney.

Essa artista nova iorquina de carreira brilhante tanto no cinema quanto no universo das séries, é o nome certo para essa complexa personagem.

 

Professor Girafales

O grande amor de Dona Florinda e o professor de toda a turma. Um romântico e adorador de sua profissão. Esse personagem, é mais complexo que imaginamos, é um homem culto que busca no amor de sua grande paixão sua razão de viver. Para tal, é preciso de um ator experiente e bastante eclético.

Em nosso remake, o escolhido foi: Richard Jenkins. Esse ator de teatro, cinema e televisão daria um show nesse papel.

 

Seu Barriga

O dono da vila. O homem que passa de vez em quando para recolher os aluguéis e tem uma enorme dificuldade em encontrar o Seu Madruga! É o pai do Nhonho. Para esse papel, que precisa ter uma mistura de rigidez e ternura, o escolhido para nosso remake foi o ator: Michael Peña

Rosto conhecido pelos adoradores da Marvel por interpretar um personagem no longa-metragem Homem-Formiga. Um dos seus grandes papéis fora ao lado de Jake Gyllenhaal no filme Marcados para Morrer. Ele também vai viver o vilão principal da adaptação em live-action do clássico desenho Tom e Jerry. Um ator versátil que mescla humor e parte dramática com maestria.

 

Dona Clotilde

Também conhecida como a Bruxa do 71. É uma viúva que vive sozinha na casa ao lado da Dona Florinda. Possui uma enorme paixão pelo Seu Madruga (que não quer nada com ela). A garotada da vila inventa inúmeras histórias sobre ela. Para interpretá-la em nosso remake, uma artista fantástica, britânica, foi a escolhida: Maggie Smith.

 

Pópis

É a prima do Quico, não fazia parte do elenco inicial mas ganhou algumas participações ao longo dos episódios, principalmente nos focados nas aulas do professor Girafales. Em nosso remake, como na versão original, um adulto é o intérprete dessa criança. A escolhida foi:  Laura Linney (novamente). A explicação é lógica, no original a intérprete de Dona Florinda é a mesma que a de Pópis (que possui apenas algumas poucas aparições, como já mencionado).

 

Nhonho

No início com aparições curtas depois entrando no elenco principal, Nhonho é o filho de seu barriga, um mimado e aplicado aluno que tem amizade com todas as crianças da vila.  Em nosso remake, como na versão original, um adulto é o intérprete dessa criança. O escolhido foi: Jack Black. O famoso ator californiano já participou de diversos projetos infanto-juvenis como o novo Jumanji, Escola do Rock, entre outros. Seria uma acertada escolha para esse papel.

E aí cinéfilos? O que acharam? Concordam? Mudariam algum nome? Comentem!

Ah, Nostalgia! Relembre os 10 Filmes mais QUERIDOS dos anos 80

Vanguardista, o cinema oitentista era um reflexo futurista da moda, da revolução tecnológica que definiria o mundo digital contemporâneo e trazia uma visão ousada na arte de contar narrativas, fossem elas estreladas por crianças, adolescentes ou adultos. Da comédia teen coming of age à aventura de Indiana Jones, os anos 80 são responsáveis por alguns dos melhores filmes já feitos.

E exalando uma irreverência tão inigualável, a época foi capaz de transformar o cinema de maneira permanente, com longas que uniam a revolução tecnológica que emergia durante o período a um universo de narrativas peculiares e sinestésicas, onde a moda ditava os figurinos dentro e fora das telas e a música refletia o zeitgeist.

Originalidade, autenticidade e tendência faziam dos filmes um banquete imensurável de experiências divertidas. Foi nos anos 80 que os melhores filmes teens foram produzidos. Foi aqui também que muitos se imortalizaram, após fracassarem na mão de alguns críticos algozes que não compreendiam o quão à frente do seu tempo esses longas já eram (vide Roger Ebert).

E nesse ritmo de Stranger Things, separamos para você os 10 melhores filmes dos anos 80. Aqui constam aquelas produções essenciais que fizeram da década a memória histórica cultural mais deliciosa que o mundo possui.

10 – Os Caça-Fantasmas (1984)

Unindo quatro gêneros distintos (comédia, fantasia, aventura e ficção científica), Os Caça-Fantasmas traz efeitos visuais inovadores para a época, com uma narrativa original que brincava com o antigo imaginário infantil de que fantasmas estariam rondando ao nosso redor. Expandindo essa premissa para toda a cidade de Nova York, o longa traz um elenco divertido e com bom engajamento, à medida que promove um encontro hilário entre o mestre do humor Rick Moranis com Bill Murray, ambos cujas trajetórias iniciaram no programa de sketches Second City.

Com uma trilha sonora que traz a essência da batida do synthpop, Os Caça-Fantasmas conta com um elenco representativo e é dono de um humor absolutamente original, que faz do sobrenatural sua arma para construir uma narrativa cheia de ironias. E embora muitas de suas piadas não tenham sido percebidas pelo público infantil em primeira instância, elas hoje são consideradas algumas das grandes pérolas da comédia.

9 – E.T. – O Extraterrestre (1982)

Steven Spielberg possui um fascínio pelo imaginário infantil e sabe explorar narrativas fantásticas por uma ótica fascinante, capaz de agradar o público mais jovem, bem como o mais velho. Popular ao redor do mundo, seus longas possuem características que fortalecem a amizade entre as crianças, colocando-as sempre em uma posição de vantagem em relação aos adultos. Em seus filmes, são justamente a simplicidade e poder imaginativo que permitem os pequenos viverem aventuras que os adultos jamais conseguiriam.

E E.T. – O Extraterrestre traz exatamente essa essência. Destacando apenas a mãe de Elliot entre os personagens mais velhos, a trama é contada a partir da forte conexão entre o garotinho e esse peculiar ser de outro mundo. Enquanto os argumentos dos adultos costumam ser pouco explorados, os ângulos de filmagens os posicionam sempre na extremidade, muitas vezes até deixando de mostrar seus rostos (vide o professor da escola), para salientar a falta de importância para a construção narrativa. E para garantir o apelo emocional necessário, o cineasta ainda filmou o longa em ordem cronológica, a fim de extrair as sensações mais autênticas dos atores mirins.

8 – De Volta Para o Futuro (1985)

A trama de Robert Zemeckis e Bob Gale tinha tudo para ser um filme de sucesso da Disney, não fosse a bizarra história da mãe se apaixonando por seu filho (o estúdio rejeitou o projeto por conta disso). À primeira instância de gosto duvidoso, esse plot na verdade ajuda a construir o humor ideal do longa, envolvendo a audiência em uma narrativa onde a viagem no tempo vira uma divertida brincadeira sobre predestinação e os impactos que as nossas atitudes exercem no nosso futuro.

Com um elenco inusitado de gerações tão díspares, De Volta Para o Futuro reúne o popular ator teen Michael J. Fox ao peculiar veterano Christopher Lloyd, dando início a uma das aventuras mais apaixonantes e estilísticas da cultura POP. Muito mais que fazer rir, o filme se tornou um marco sócio cultural, lançou tendências futuristas em sua sequência e até hoje é ovacionado e replicado em produções contemporâneas. Irreverente e bem dirigido, o filme é um dos maiores presentes que a década de 80 poderia ter nos dado.

7 – Clube dos Cinco (1985)

A adolescência era um dos grandes focos dos filmes oitentistas. Como uma geração extravagante e unapologetic, ela por si só rendia boas produções. De Gatinhas e Gatões, passando por Mulher Nota Mil, Digam o Que Quiserem e A Garota de Rosa Shocking, os longas teen da época são tudo menos óbvios e entregam histórias que expressam com realismo a essência da juventude. E o pai/mentor dessa turma era justamente John Hughes. Mestre em filtrar toda a teen angst do período, ele é o dono dos melhores filmes coming of age, além de ser o mesmo responsável por nos fazer conhecer Kevin McCallister, de Esqueceram de Mim (o melhor filme natalino que você respeita!).

E em Clube dos Cinco ele vai muito mais fundo na sua narrativa estudantil/juvenil. Deixando o humor de Mulher Nota Mil e Curtindo a Vida Adoidado de lado, ele entrega uma dramédia que explora a fragilidade de cada uma das famílias das quais esses adolescentes pertencem, explicando – por meio de um tumultuado e desconfortável sábado de detenção – o quanto cada um deles é fruto de seu próprio meio. Usando os famosos estereótipos escolares como uma desconstrução social, o filme vai além do retrato da galera do fundão, dos nerds, das patricinhas e dos playboys, e faz uma reflexão sobre o peso que a juventude carrega em virtude das cobranças familiares, expondo uma ferida real existente entre os jovens. Sensível e tocante, a comédia dramática ainda permanece insuperável na estética e estilo que ela mesma criou.

6 – Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (1981)

Spielberg nos presenteou com uma das melhores obras da história do cinema. Indiana Jones não é apenas um marco da infância das crianças nascidas e crescidas nos anos 80 e 90. A narrativa do personagem compreende um imaginário infantil poderoso, onde arqueologia, história e o universo da fantasia se encontram em uma única vez.

Se tornando a maior bilheteria do ano, ultrapassando a marca dos US$ 389 milhões, o longa foi indicado a nove Oscar – levando quatro estatuetas, possui uma produção riquíssima em termos visuais e em 1999 foi selecionado para preservação pelo National Film Registry, da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, sendo considerado “cultural, histórica e esteticamente significante”.

5 – Star Wars – Episódio V: O Império Contra-Ataca (1983)

A década de 70 não estava preparada para o que iria lhe atingir. O ano de 1977 foi transformado por aquela que se tornaria a maior franquia da cultura POP do mundo. E embora ‘Uma Nova Esperança‘ tenha sido fundamental para fazer de ‘Star Wars‘ o sucesso imortal que ele é, é inegável que o melhor longa da trilogia original é de fato ‘O Império Contra-Ataca‘.

Com uma trama bem desenvolvida, a sequência traz novos personagens, explora a narrativa de maneira bem mais profunda e capricha nos efeitos visuais práticos, uma das melhores e mais elogiadas características do longa. Construindo todo aquele universo com o uso de miniaturas e muito stop motion, o filme é realista, palpável e ajuda a consolidar ainda mais a marca como o maior presente que George Lucas poderia ter dado para o mundo. #gratidão

4 – Robocop – O Policial do Futuro (1987)

Robocop é uma daquelas raras experiências cinematográficas onde cada quadro promove sensações sinestésicas muito imersivas. Com um roteiro que explora a decadência moral e social de Detroit, em meio a uma mudança comportamental, cultural e tecnológica brutal, o longa explora a vida de um policial sendo reduzida a uma simples máquina. E com uma mente parcialmente lúcida presa em um corpo mecânico, suas reações – até então supostamente programadas – o levarão a extremos que salientam, com muita autenticidade, a violência de uma cidade industrial acabada e todas as consequências que a negligência do poder público, em meio à ascensão de uma inovadora empresa, podem gerar.

Dirigido por Paul Verhoeven, Robocop é um relato cru e crítico da revolução tecnológica que emergia no auge dos anos 80 e mescla os gêneros de ação e ficção científica com maestria, entregando uma narrativa violenta, visceral e bem gráfica. Vencedor do Oscar de Melhor Mixagem de Som, o longa segue atemporal e continua fascinando o público, mesmo depois de tantas décadas.

3 – O Exterminador do Futuro (1984)

James Cameron tem poucos filmes em seu currículo, mas a maior parte deles vale por uma filmografia inteira. O Exterminador do Futuro é um desses casos, sendo uma obra-prima inovadora do começo ao fim. Riquíssimo em efeitos visuais práticos, o longa faz da atuação blasé de Arnold Schwarzenegger um instrumento importantíssimo para a própria construção de seu personagem. Com uma trama vanguardista, que pensa na tecnologia décadas à frente de seu tempo, o sci-fi segue como a maior referência quando o assunto é inteligência artificial nos cinemas e os perigos que a tecnologia robótica pode apresentar para o mundo.

Trazendo a temática da Skynet, que se assemelha muito à conectividade global que a internet trouxe a todos nós, a produção tem um roteiro impecável do começo ao fim, apresenta Sarah Connor ao mundo, consolidando-na como uma das personagens mais badass da história do cinema, referência para a construção conceitual de inúmeras personagens femininas futuras. Considerado um dos grandes precursores do gênero de ficção científica, o filme é mais um dessa lista que foi selecionado, em 2008, pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, para ser preservado na National Film Registry, sendo considerado “cultural, histórica e esteticamente significativo”.

2 – O Iluminado (1980)

Stanley Kubrick tinha um jeito todo peculiar de produzir seus filmes. Metódico e perfeccionista, ele tinha o dom de explorar a expressividade dos atores em ângulos categóricos e marcantes, que contribuíram para tornar suas obras em peças admiráveis e inesquecíveis para a história do cinema.

E embora essa adaptação do livro de Stephen King não seja uma das favoritas do autor, o longa é uma das melhores produções cinematográficas já feitas. Trazendo um Jack Nicholson exagerada e propositalmente overacting, o filme sabe construir a tensão do começo ao fim, entregando um terror que honra o gênero, à medida que se consolida como um cult impagável. Poderoso, O Iluminado não conseguiu ter uma jornada lucrativa nos cinemas, mas o tempo lhe consolidou como umas das joias raras eternas da indústria.

1 – Touro Indomável (1980)

Ainda é incompreensível o quão Martin Scorsese fora injustiçado no Oscar de 1981, quando Touro Indomável perdeu a estatueta de Melhor Filme para o coming of age Gente Como a Gente. Ainda assim, o tempo fez justiça e atestou a maestria que é essa cinebiografia do lutador Jake LaMotta. Com uma fotografia toda feita em preto e branco (salvo o pouco mais de um minuto de vídeo familiar, gravado com o que parece ser uma Super 8), o longa faz um relato fascinante da tumultuada vida do boxeador, que encerrou sua carreira como um fracassado comediante stand up. Com Joe Pesci e Robert DeNiro entregando suas melhores atuações e caracterizações, o longa é dirigido com um vigor surpreendente, promove uma experiência sinestésica e conta com uma trilha sonora simbólica e emocional, que ajuda a ditar o ritmo do drama.

Impecável, ele é um lembrete escancarado do inerente talento cinematográfico de Scorsese e recebeu oito indicações ao Oscar, levando a estatueta nas categorias de Melhor Edição e Melhor Ator. Recebendo críticas mistas na época de seu lançamento, a produção já se apresentava estilística e esteticamente à frente do seu tempo e hoje é considerada o Magnum opus do cineasta. Em 1990, tornou-se o primeiro filme a ser selecionado para preservação no National Film Registry, em seu primeiro ano de elegibilidade.

Como o Terror Conquistou o público Jovem no Cinema e TV

Gênero na televisão consegue se adaptar a uma gama variada de abordagens

A capacidade que o gênero terror tem de dialogar com diversas ideias, provavelmente bem além do que qualquer outro gênero consegue, não só é fascinante como garante a sobrevivência do mesmo ao longo do tempo graças ao interesse do público jamais se arrefecer realmente. É dessa característica que nascem revoluções como O Exorcista à simples caça níqueis de marcas famosas como Drácula 2000.

Determinar que faixa etária vai consumir o produto também é um momento importante na pré-produção, principalmente para os produtores terem uma ideia de quanto tempo vai levar para terem um retorno do investimento. Por um bom tempo os filmes de terror não visavam uma faixa etária em específico, seus realizadores estavam preocupados em não terem muito do material modificado por serem violentos demais.

No entanto, esse “desinteresse etário” sofreu um recuo inesperado (e muito provavelmente acidental) nos anos 70; um período marcado por um maior engajamento político de cidadãos mais jovens e pelos embates ideológicos com os próprios pais ou quaisquer pessoas de idade mais elevada. A confusão da nova configuração da sociedade é perceptível nos acontecimentos que se seguiram, como a liberação sexual liderada pela revista Playboy, o pacifismo do movimento Hippie e o aumento da violência nos centros urbanos causados por criminosos cada vez mais jovens.

Os cineastas entenderam a mudança social de seu tempo

O ano de 1974 é interessante para posicionar como o marco zero desse diálogo do terror com a juventude graças aos lançamentos de Noite do Terror e Massacre da Serra Elétrica. Ambos são os primeiros exemplares conhecidos do slasher seguindo fielmente a fórmula de um assassino perseguindo jovens e matando um por um. O primeiro é um ótimo exemplo para notar como as regras do famoso subgênero surgiram mas seu charme, para a época, foi visualmente seu elenco que conseguiu produzir em partes da audiência um senso de representatividade que não era comum em filmes do gênero.

O segundo segue muito do caminho mencionado anteriormente: aplicação das regras do slasher e elenco jovem. Porém, Massacre da Serra Elétrica é um potencial caso de filme pensado propositalmente para dialogar com o cenário caótico do período. Em determinado momento do livro O Massacre da Serra Elétrica, assinado por Stefan Jaworzyn, é abordado brevemente a carreira prévia do diretor do filme, Tobe Hooper, além de um pouco sobre sua obra anterior; Eggshells de 1969.

O próprio cineasta afirma que essa obra foi concebida inteiramente durante a explosão do movimento Hippie e que diretamente dialoga com eles. Logo, sua produção seguinte não acidentalmente repete muitos elementos vistos em Eggshells tais como um elenco visualmente jovem e uma inesperada representação da cultura alternativa da época – que é perceptível quando visto as vestimentas do elenco principal, o consumo de drogas por diversão e a liberdade sexual que eles demonstram.

“Massacre da Serra Elétrica” dialoga de maneira subliminar com a juventude dos anos 70

Conforme os anos e décadas foram passando, o slasher foi se fortalecendo e mostrando que poderia gerar um retorno financeiro positivo. Isso levou ao domínio do mesmo durante os anos 80 e seu eventual desgaste, quando o mercado já estava saturado de sequências de franquias famosas e as novas marcas que surgiam eram, basicamente, refilmagens de outras já estabelecidas.

Mas isso é no cinema, que por si só já possui orçamentos bem mais espaçados e total atenção das grandes referências da indústria. Na televisão o terror tido como juvenil tem um percurso, desde os primeiros anos, de sempre ser menos assustador do que deveria e mais adolescente que o necessário. Melhor explicando, muitos dos primeiros exemplares de terror juvenil na televisão vieram nos anos 90, que da sua metade para o final foi dominado pela metalinguagem proposta pelos filmes da franquia Pânico.

Agora o terror era muito menos sobre uma ambientação ou atmosfera intimidadora (como era no passado com Psicose e Halloween) e mais sobre como ele dialogava com elementos do cotidiano de uma parcela muito específica do grande público. Buffy, A Caça-Vampiros é um produto típico pertencente a esse período; lançado em 1996 ele faz um trabalho de mesclagem entre a figura tradicionalmente assustadora do vampiro com a cultura adolescente da época, pavimentando o caminho para produções de romances sobrenaturais que anos depois formariam a grade de canais como a CW.

A revolução de “Pânico” veio de sua capacidade de compreender o seu público-alvo.

A partir dos anos 2010 houve um repentino interesse por programas envolvendo a mencionada temática slasher, sendo o mais famoso a visita do produtor Ryan Murphy ao gênero com seu Scream Queens. Murphy já havia dado provas anteriormente de que estava pronto para lidar com esse tipo de enredo seja com o terror de qualidade nas primeiras temporadas de American Horror Story ou por saber trabalhar razoavelmente bem um tom adolescente moderno para a televisão com Glee.

É claro que não se pode esquecer de Scream, mesmo que esse tivesse limitações bem maiores que o seriado competidor lançado também em 2015. Por mais que ele não tivesse ligações com a franquia de filmes homônimos é perceptível a diferença na qualidade de elenco das duas séries, o que fez Scream apelar para cenas de gore com muito mais frequência que Scream Queens. Outra fraqueza apresentada pelo show foi que, enquanto a produção de Ryan Murphy apostava muito no humor incorreto para assim não ficar preso unicamente a cenas dos assassinatos, Scream não ofereceu a mesma versatilidade ao público. 

10 Dramas Tristes para quem quer CHORAR Muito…

Existem filmes que mexem com nossos corações, nossas emoções, não tem jeito! Dá aquele nó na garganta, aquelas lágrimas que estavam perdidas em nosso corpo aparecem e quando nos damos conta estamos aos prantos. O cinema tem esse poder e isso é um fato! Seja no cinema, ou em casa vendo em algum serviço de streaming, existem obras que ficam guardadas durante muito tempo em nosso imaginário por conta do impacto que nos causou.

Partindo do princípio que refletir sobre histórias tristes acabam de alguma forma nos fazendo crescer como seres humanos, resolvemos criar uma lista de 10 filmes muito tristes… para corações fortes.

 

Vulcão

Como reconstruir quando você só destrói? Falando sobre a busca da felicidade de um homem, o cineasta islandês Rúnar Rúnarsson – em seu primeiro longa-metragem na época –  transforma um conflito pessoal em uma obra de arte. Vulcão é o tipo de filme que você nunca ouviu falar mas que certamente vai querer debater sobre ele.

Na trama, conhecemos Hannes (Theodór Júlíusson) um rabugento fumante de idade avançada que leva a vida de maneira triste e sem novos grandes objetivos. Faz questão de ser a pessoa mais inconveniente dos lugares onde passa, sendo assim, visto por todos como um infeliz que não gosta de ninguém. Certo dia, após retornar de uma falha tentativa de suicídio, uma certa conversa que escuta desperta nele um sentimento de mudança.

O que mais chama a atenção no longa é a desconstrução do personagem – absurdamente bem feita. A lentidão na narrativa apresentada neste trabalho – característica de alguns filmes europeus – é extremamente necessária para captar todos os elementos que caracterizam o universo familiar que o protagonista vive. Méritos total do diretor, que também escreveu o roteiro.

Theodór Júlíusson – o ator que interpreta o protagonista da história – tem uma atuação fabulosa. Não perde um segundo o foco de seu difícil personagem, o que facilita a exposição dos conflitos para o espectador. Toda a dor, angústia, aflição, insegurança e desespero são mostrados com uma verdade que impressiona. A todo instante, o público interage com a trama e sai do cinema sem saber se Hannes é o vilão ou o mocinho dos fatos.

A cena mais importante da película, a do travesseiro, expõe o tão longe do seu limite emocional o protagonista já se encontrava. A dor dá lugar à compaixão, podemos interpretar não como uma despedida mais um ato de socorro de quem quer recomeçar mais escolheu muito tarde essa opção. É uma parte tocante, uma espécie de clímax desta dramática história.

 

Pieces of a Woman

Quando os sentimentos viram uma série de portas fechadas. Com um abre alas angustiante, antes do título aparecer na tela, onde não conseguimos tirar os olhos das ações que acontecem Pieces of a Woman é um poderoso drama que mostra desenrolares da vida de um jovem casal e os passos seguintes que precisam caminhar durante o luto. Dirigido pelo cineasta húngaro Kornél Mundruczó e com roteiro assinado por Kata Wéber, o filme, está disponível no catálogo da Netflix. É tenso, polêmico, excelente para reflexão. Poderosas interpretações compõem o projeto. A personagem principal interpretada magistralmente pela atriz britânica Vanessa Kirby, é um grande destaque. O roteiro possui bastante profundidade.

Na trama, conhecemos um jovem casal, Sean (Shia Lebouf) e Martha (Vanessa Kirby) apaixonado e com alta expectativa com a chegada da primeira filha. Eles optaram por um parto domiciliar, feito por uma parteira. No dia onde a chegada do bebê se torna iminente, a parteira que faria o parto não consegue chegar a tempo e uma outra vai no lugar dela. Durante o processo do parto, uma alta tensão acontece, um nervosismo de todos, pai, mãe e parteira. Infelizmente uma tragédia acontece. Nos meses após o corrido, a maneira como o casal lida com a terrível tragédia é o que vai moldando a trajetória desse impactante filme.

Como lidar com a perda? Os personagens são os grandes motores do filme. Levados ao limite após a tragédia que acontece em suas vidas, nada vai ser como antes e eles já sabem disso. Conflitos antes suportáveis, se tornam estopins para discussões ou intromissões injustas nas escolhas que os dois devem tomar juntos. Sean é um homem que trabalha com construções e em especial nas pontes, está a seis anos sóbrio, possui um relacionamento conflitante com a sogra, assim precisa lutar contra seus demônios após a tragédia. Já Martha é introspectiva, de fala mansa, de família com mais dinheiro que a do companheiro, mostra um controle na aparência para os outros mas um descontrolado ninho de sentimentos conflitantes por dentro após o ocorrido, principalmente lutando contra as interferências de sua mãe Elizabeth (Ellen Burstyn, em atuação também digna de aplausos). A habilidade de Mundruczó em mostrar as entrelinhas através da expressão dos personagens é digna de aplausos, emocionante em muitos momentos, nos sentimos próximos das dores dos personagens.

O filme toca em alguns pontos polêmicos. A questão da comunidade médica vs parteiras e os dilemas sobre doação de corpos para estudos médicos. As partes jurídicas de uma dessas questões são colocadas como ferramenta de ‘justiça’ por Elizabeth, insensível e intrometida, em muitos momentos. O projeto chega fácil aos corações dos espectadores, dentre os dilemas e os sofrimentos, vamos tentar entender como é possível (ou não) reunir peças de uma vida despedaçada.

 

O Caderno de Tomy

Ame, leia, veja, escute…e pense em mim de vez em quando. Baseado em uma história real, o longa-metragem argentino O Caderno de Tomy é uma história, antes de mais nada, sobre um último desejo de mãe para filho. Abordando temas delicados como a linha tênue entre procedimentos legais e a eutanásia, a difícil tarefa de dizer adeus, o projeto gera muitas emoções pois em nossas vidas já conhecemos ou sabemos de alguém que já conheceu quem teve câncer. Disponível na Netflix, o filme pode também ser definido como uma grande mistura de sentimentos. Escrito e dirigido pelo cineasta Carlos Sorin.

Na trama, conhecemos uma mulher de 40 e poucos anos (interpretada pela ótima atriz argentina Valeria Bertuccelli) que é diagnosticada com um câncer terminal. Seu marido (Esteban Lamothe), sempre ao seu lado, faz de tudo para que ela fique bem nos seus últimos dias em um quarto de hospital. Certo dia, fugindo de um quadro depressivo por conta de sua situação, resolve escrever um diário endereçado a seu filho pequeno, a cada página que escreve ela conta sobre sua experiência de estar ali mas também todos seus desejos par ao futuro dele. Além do diário, resolve ir twitando sobre sua rotina e acaba ficando famosa involuntariamente saindo em jornais e aparecendo na televisão.

Quando ser corajoso e forte é nossa única opção. Não é um filme fácil, há muita dor pelo caminho dos 84 minutos de projeção. Os diálogos da protagonista com o médico chefe são sinceros, fortes e com uma maturidade gigante. Sedação paliativa ou eutanásia, os contornos dessa linha tênue chegam já no arco final dando bastante profundidade para o polêmico tema.

Por mais que não seja o foco principal, está dentro de outros subtópicos o sentido do relacionamento de pais e filhos. Além disso é algo profundo, dolorido e notório que não é fácil para ela nem para todos ao seu redor. As cenas dos arcos finais deixam nossos corações apertados. O Caderno de Tomy gera muita reflexão sobre o sentido de nossas vidas e o que fazemos com ela.

 

 

Nosso Amor

Não haverá um minuto em que não estrei com você. Exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de Toronto, o drama Ordinary Love é encontro de dois grandes atores mostrando a vida como ela é. Um primoroso roteiro, inclemente, profundo mais próximo da realidade do que nossos corações permitem para não se emocionar. Das atuações em perfeita harmonia, Lesley Manville e Liam Neeson, parece que enxergamos esse casal numa volta na praia, ou correndo por aí em alguma pista para pedestres esportistas amadores. Dirigido pela dupla de cineasta Glenn Leyburn e Lisa Barros D’as, Ordinary Love é uma devastadora história sobre amores, união e perdas.

Na trama, conhecemos o harmônico casal Joan (Lesley Manville) e Tom (Liam Neeson) que vivem seus dias animados e com uma união de anos em perfeita sintonia mesmo com os fortes abalos de uma tragédia anos atrás. Mas, a rotina do casal que adora realizar caminhadas matinais, é mudada abruptamente quando a primeira é diagnosticada com câncer de mama e precisa iniciar o tratamento por quimioterapia. A partir dessa situação o relacionamento dos dois muda mas o amor que vive no lar deles é preparado também para enfrentar qualquer tristeza.

Os conflitos durante o tratamento pela quimioterapia expõe os limites emocionais que cada parte do casal chega. Por meio de metáforas delicadas inseridas nas emoções, medos e resistências da protagonista, fruto do magistral roteiro assinado por Owen McCafferty, como a cena do sonhar de um trem partindo e o marido do lado de fora. Essa analogia mostra muito sobre as emoções desse momento delicada que ela enfrenta. A cena do diálogo de Nesson conversando e dizendo tudo que sente sobre a situação com ele enfrentada em frente ao túmulo da filha é algo que emociona numa escala inimaginável, só vendo e sentindo a força dessa cena.

Mas o que seria um bom filme sem dois grandes atores em cena? A sintonia é enorme, parece que estamos abrindo a porta de casa e encontrando à luz da vida de um casal de vizinhos ou mesmo de lembranças de histórias que nos contam na realidade. A atuação dos dois já vale o ingresso.

 

Brothers

No filme, um militar exemplar, pai de dois filhos, é mandando pela ONU para uma missão no Afeganistão. Seu irmão mais novo acaba de sair da cadeia e vai morar um tempo na casa dele um pouco antes desse viajar. Chegando ao local da missão, o helicóptero em que o militar está, é abatido, e o mesmo é dado como morto. Em paralelo, seu irmão começa a ter uma relação mais próxima com a sua mulher. Será que o militar morreu? E se ele voltar para casa e perceber que as coisas estão muito diferentes?

Há um destaque para a narrativa, o modo de filmar bastante interessante marca pelo enredo envolvente e à espera pelo desfecho. Nesse belíssimo longa-metragem dinamarquês, mostra-se a dor impensável de um homem, onde tem que lutar contra muitas coisas que podem até serem banais comparados à guerra, mas não são.

O trio Ulrich Thomsen, Nikolaj Lie Kaas e Connie Nielsen atua de maneira impecável, dando um verdadeiro show.

 

 

Manchester à Beira-Mar

Só nos curamos de um sofrimento depois de o haver suportado até ao fim. Após alguns anos de hiato desde seu último filme, o cineasta nova iorquino Kenneth Lonergan (Conta Comigo) volta às telonas roteirizando e dirigindo um filme pra lá de triste que passa um angustia arrepiante sempre na ótica melancólica de seu protagonista. Manchester à Beira-Mar indicado a seis prêmios do Oscar, é uma história profunda repleta de buscas e dor, com flashbacks impactantes que muito nos mostram nas mudanças da vida de um homem que luta contra uma terrível tragédia em seu passado. Atuações marcantes são vistas, Casey Affleck e Michelle Williams elevam a qualidade da fita e Lucas Hedges cumpre com louvor seu importante papel na história.

Na trama, conhecemos Lee Chandler (Casey Affleck) um homem solitário que vive em um minúsculo quarto na cidade de Boston e sobrevive sendo uma espécie de faz tudo para alguns condomínios próximos a onde mora. Certo dia, seu passado bate em sua porta com a terrível notícia de que seu único irmão Joe (Kyle Chandler) acabara de falecera. Imediatamente, Lee precisa voltar a cidade onde morou durante anos, muito por conta de único sobrinho Patrick (Lucas Hedges), mas precisará enfrentar terríveis dores de seu passado.

Manchester à Beira-Mar é um longa-metragem cirúrgico na modelagem de seus dramas. Há subtramas importantes que são exploradas aos poucos como a distante relação da ex-cunhada do protagonista com o filho. Quando descobrimos o que aconteceu com o protagonista, começamos a entender seu jeito caladão e distante que o acompanha em toda a trama. Os flashbacks, nos arcos iniciais um pouco jogados no roteiro, são parte importante do quebra cabeça que se monta, começamos a entender melhor o porquê daquela personalidade, perguntas do tipo: ‘Será que ele foi sempre assim?’ e ‘O que houve com esse personagem?’ são rapidamente respondidas, fator que nos faz sofrer junto com o personagem.

O filme fala também sobre as inúmeras tentativas que temos de recomeçar, mesmo quando quase tudo parece conspirar contra. A chance que Lee tem em tentar criar o filho de seu irmão, sendo seu tutor, é algo importante para ambos. Nesse desenrolar o roteiro segue frio e seco, e entre seus traumas (visão do protagonista), principalmente o confronto que acontece com sua ex-mulher Randi (Michelle Williams), após ser atualizado de como ela conseguiu de alguma forma seguir em frente é uma das cenas mais bonitas dos últimos anos, arrepia e emoção à flor da pele em cada segundo do emocionante diálogo.

 

 

Ferrugem e Osso

Quantas formas de amor existem? Escrito e dirigido pelo cineasta francês Jacques Audiard (O Profeta), Ferrugem e Osso é um drama que consegue tocar a alma de todos os espectadores de maneira bruta, intensa, deixando um rastro de emoção em cada sequência. Estrelado pela ganhadora do Oscar Marion Cotillard o filme é adaptado de uma história do autor Craig Davidson que mais parece o encontro da era moderna entre a bela e a fera.

Na trama, acompanhamos dois destinos que se cruzam de maneira inusitada transformando a vida dos envolvidos. Ali é um rapaz inconsequente que cresceu com sérias dificuldades sociais. É pai de um menino, pelo qual tem um grande carinho que não sabe demonstrar, deixa a cidade onde mora para morar com a irmã e o cunhado. Ao mesmo tempo, somos apresentados a Stephanie uma comprometida treinadora de baleias que sofre um acidente gravíssimo. Esses dois personagens enfrentarão medo, preconceito, dificuldades sociais tendo como grande companheiro a união que nasce desse amor peculiar.

A trajetória fria, triste e vazia da personagem principal, a bela moderna Stephanie, se agrava com um acontecimento que muda para sempre sua vida. A partir desse momento, a personagem amadurece e conseguimos acompanhar essa linda mulher com outros olhos. Marion Cotillard está mais uma vez excelente em um papel sofrido, onde precisou de muita doação, dessa que é uma das melhores atrizes francesas de sua geração. Uma atuação digna de Oscar, fala com o olhar, impressionante e constante.  O que impressiona é que Cotillard estava filmando Ferrugem e Osso e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge ao mesmo tempo, conseguindo desenvolver muito bem seus personagens nos dois longas.

O outro lado da moeda, é quando paramos para analisar a fera, o personagem principal Alain, interpretado pelo artista belga Matthias Schoenaerts (do marcante Bullhead). Enquanto a personagem de Marion precisa de carinho, Alain só tem a oferecer a frieza e a falta de sentimento. Esse conflito é entendido pelos personagens ao longo do filme, o que enriquece mais ainda a trama, pois, o amadurecimento dessa relação é exatamente aonde o filme se sustenta, levando muitos espectadores às lágrimas pela forma como essa história é contada.

 

Fruitvale Station: A Última Parada

Em seu primeiro longa-metragem, o cineasta californiano Ryan Coogler surpreende o mundo do cinema com um poderoso drama baseado em fatos reais que gera indignação e calafrios do início ao fim. Fruitvale Station: A Última Parada é aquele tipo de filme que faz o espectador não conseguir desgrudar os olhos da telona. A impactante trama não deixa de ser uma bandeira contra a violência policial e o despreparo da segurança, que ainda ocorre em muitas grandes cidades ao redor do planeta.

O vencedor do importante prêmio Um Certo Olhar, no Festival de Cannes, conta a história de Oscar (Michael B. Jordan), um rapaz de 22 anos que busca redenção em sua vida. Demitido do seu honesto emprego, busca forças na sua carinhosa família para não voltar ao mundo das drogas. Mesmo com o passado triste batendo em sua porta muitas vezes, Oscar possui um desejo gigante de ser um melhor pai e um parceiro melhor para sua namorada. No dia 31 de dezembro de 2008, ele e sua família foram protagonistas de uma das cenas mais chocantes, dramáticas e absurdas da história da polícia norte-americana.

Fruitvale Station: A Última Parada é um filme independente. Partindo desse ponto, já sabemos que a força cênica precisa funcionar, exatamente para conseguir criar toda a atmosfera de sofrimento que a trama pede. A vencedora do Oscar Octavia Spencer domina o filme com sua sofrida, controlada e bastante racional personagem. Aos olhos dessa mãe em desespero por dentro mas controlada por fora, o público se sente, cada minuto que passa, mais próximo desta trágica história.

O projeto como um todo, pode ser visto como uma grande crítica às injustiças do destino, ao despreparo de policiais e ao preconceito que ainda cisma em sobreviver nesse mundo. Ao causar indignação do público, ou para todos que não conheciam essa história, o diretor consegue que a mensagem seja passada de forma muito objetiva nas telonas. Fruitvale Station: A Última Parada é um filme que pode e deve ser usado em salas de aula, principalmente em disciplinas ligadas à sociologia e direito. Essa é, sem dúvidas, uma fita que todo cinéfilo precisa conferir.

 

Para Sempre Alice

E se todas as lembranças de nossas vidas simplesmente sumissem ou nunca mais conseguíssemos lembrá-las mais? Para falar sobre o terrível Mal de Alzheimer nas telonas, os diretores Richard Glatzer e Wash Westmoreland criam uma história forte, convincente e comovente que envolve problemas existenciais de uma impactante mulher. Para Sempre Alice é muito mais que um drama tocante, é uma lição de vida onde o público presencia uma das grandes atrizes em atividade no auge do seu talento.

Na trama, conhecemos Alice (Julianne Moore), uma conceituada professora e autora de livros que se encontra em uma fase conturbada de sua vida ao ser diagnosticada com Mal de Alzheimer aos 50 anos. Tentando não enlouquecer e espantando a tristeza, encontra um desafogo para suas dores na tentativa de reaproximação com sua filha mais nova, com quem sempre teve muitos problemas e discussões.

O roteiro, que é baseado na obra de Lisa Genova, aborda a vida da protagonista no trabalho e na família, antes e depois de ser diagnosticada com a doença. No campo familiar, as relações passam a ser mais melancólicas, frias e distantes. Vemos uma protagonista que se desmonta no campo emocional com tanta verdade que somente uma atriz do nível de Julianne Moore para conseguir tal feito.

A protagonista é levada a um recomeço distante, se encontra aprendendo a arte do reaprender todos os dias. Toda a vida acumulando memórias, como conheceu seu marido, quando segurou pela primeira vez seus filhos, tudo isso sendo retirado de maneira cruel. Esse trabalho não deixa de levantar uma bandeira importante sobre a doença que sofre a personagem principal.

 

Tiranossauro

Com uma história intensa que fala sobre raiva e redenção de maneira muito comovente, o ator e agora diretor Paddy Considine (que assina a direção e o roteiro) apresenta aos cinéfilos seu trabalho, Tiranossauro. O nome assusta um pouco, tem gente que acha até que o filme é de ficção científica, porém, qualquer suposição é apenas ilusão. O filme é recheado de pontos positivos e com duas atuações pra lá de convincentes.

Na trama, conhecemos Joseph (Peter Mullan) um homem rodeado por desilusões e que está à beira da loucura dominado completamente pelo ódio que sente. Um certo dia, após beber todas em uma tarde, acaba indo parar na loja de Hannah (Olivia Colman), uma simpática vendedora que também possui seus problemas no cotidiano. Aos poucos, entre um drama e outro, vai surgindo entre eles uma amizade muito forte que acaba virando um conforto para essas duas almas perturbadas por fantasmas que os assombram faz muito tempo.

O longa possui cenas fortes e marcantes provocadas pela fúria sem limite dos personagens principais. O desfecho caracteriza um novo caminho e a liberdade de alguns desses carmas passados, porém, toda ação tem suas consequências. Bruto, intenso, brilhante!  Você não pode perder essa fita irlandesa!

 

Scott Derrickson gostaria de voltar para DIRIGIR ‘Doutor Estranho 3’

Antes de Sam Raimi (trilogia ‘Homem-Aranha‘) assumir a direção de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura’, Scott Derrickson, diretor do original, é quem iria comandar a sequência.

No entanto, ele acabou desistindo do cargo por divergências criativas com a Marvel Studios, permanecendo apenas como produtor executivo.

Derrickson é bastante conhecido por seu amor ao gênero do terror, como ‘A Entidade‘ e o recente ‘O Telefone Preto‘, e ele queria dar um toque exagerado na temática sombria do ‘Multiverso da Loucura’.

Como a Marvel rejeitou a proposta, Derrickson se desligou do cargo.

Mesmo assim, ele revelou em seu perfil do Twitter que adoraria retornar para o 3º filme do Mago Supremo.

Quando um fã perguntou:

Scott Derrickson, você consideraria voltar para o 3º filme [do ‘Doutor Estranho‘]? ou pelo menos em um episódio de ‘What If…?‘ Realmente gostaria de saber sua opinião sobre diferentes cenários e histórias. Eu acho que um episódio de ‘What if…?‘ Focado no Supremo Strange eleva o filme ainda mais.”

O cineasta foi direto ao responder:

“Eu adorei trabalhar com a Marvel e com certeza faria de novo.” 

Apesar de ter perdido o posto de maior bilheteria do ano para ‘Top Gun: Maverick‘ (US$1.1B), a sequência ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 950 milhões nas bilheterias mundiais.

Nos EUA, o longa arrecadou US$ 410.5 milhões. No mercado internacional, foram US$ 540.8 milhões.

Ao total, a produção já soma US$ 951.3 milhões mundialmente.

Vale lembrar que ‘Doutor Estranho 2‘ já estreou no serviço de streaming do Disney+.

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5 filmes musicais IMPERDÍVEIS para conferir na HBO Max

A música sempre esteve presente nas nossas vidas – e, quando ela se junta com o cinema, cria-se mágica.

Desde a transição do cinema mudo para o cinema falado, realizadores ao redor do mundo demonstraram um apreço inestimável pelas narrativas musicais, encontrando uma forma bastante interessante de unir teatro e sonoridade em uma experiência única e que encanta o público até os dias de hoje.

Seja com o clássico O Mágico de Oz, que eternizou Judy Garland no papel de Dorothy, até Em um Bairro de Nova York, que auxiliou a calcar a carreira de extremo sucesso de Lin-Manuel Miranda no cenário mainstream, os títulos musicais que nos acompanham pela vida são inúmeros.

Pensando nisso, o CinePOP preparou uma brevíssima lista com cinco produções do gênero que você precisa conferir na HBO Max.

Veja abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:

O MÁGICO DE OZ (1939)

Mesmo depois de quase noventa anos desde seu lançamento oficial, as pessoas ainda continuam a redescobrir a magia inconstestável de O Mágico de Oz. O longa-metragem, dirigido por Victor Fleming, ajudou a alavancar a importância do cinema como mídia e revolucionou o processo estético-narrativo da sétima arte.

A trama, ambientada no Kansas, acompanha Dorothy (Judy Garland), uma jovem garota que vive em uma fazenda com seus tios. Quando um tornado ataca a região, ela se abriga dentro de casa. A menina e seu cachorro são carregados pelo ciclone e aterrisam na terra de Oz, caindo em cima da Bruxa Má do Leste e a matando. Dorothy é vista como uma heroína, mas o que ela quer é voltar para Kansas. Para isso, precisará da ajuda do Poderoso Mágico de Oz que mora na Cidade das Esmeraldas. No caminho, ela será ameaçada pela Bruxa Má do Oeste (Margaret Hamilton), que culpa Dorothy pela morte de sua irmã, e encontrará três companheiros: um Espantalho (Ray Bolger) que quer ter um cérebro, um Homem de Lata (Jack Haley) que anseia por um coração e um Leão covarde (Bert Lahr) que precisa de coragem. Será que o Mágico de Oz conseguirá ajudar todos eles?

A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE (1971)

Antes de Johnny Depp encarnar o icônico chocolateiro Willy Wonka, Gene Wilder fez história com a primeira adaptação do clássico romance infantil A Fantástica Fábrica de Chocolate, de Roald Dahl. Por incrível que pareça, o longa-metragem não fez um sucesso grandioso à época do lançamento, tornando-se um clássico cult décadas depois e sendo selecionado para preservação na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

A história é centrada em Charlie Bucket, (Peter Ostrum) um menino pobre que encontra um dos cobiçados “bilhetes dourados” que dão direito a um carregamento vitalício de chocolates Wonka, além de poder conhecer a misteriosa fábrica de chocolates homônima. Ele e mais quatro crianças passeiam pelo lugar, mas Willy Wonka (Wilder), o dono da fábrica, não é uma pessoa bacana e sim uma figura manipuladora. As crianças, ao mesmo tempo em que mergulham de cabeça nos seus desejos, pagam um preço por isso.

CHICAGO (2002)

São poucos os filmes musicais que conseguiram superar o impacto causado por Chicago. Baseado na peça homônima de 1975, a história explora temas como celebridade, escândalos, corrupção e disparidade de gênero e traz no elenco nomes como Renée ZellwegerCatherine Zeta-JonesRichard GereQueen Latifah – além de ter ganhado nada menos que seis estatuetas do Oscar, incluindo Melhor Filme.

Na trama, Velma (Zeta-Jones), a sensação de um clube noturno, assassina seu marido mulherengo. Então Billy Flyn (Gere), o advogado mais esperto de Chicago, é o escolhido para defendê-la. A novata cantora Roxie (Zellweger) também acaba na prisão por matar seu namorado, e Billy também pega seu caso, transformando tudo em um circo da mídia. Agora, elas disputam entre si pelo topo do estrelato.

NASCE UMA ESTRELA (2018)

Contrariando todas as expectativas, o terceiro remake e quarta versão de Nasce Uma Estrela, lançado em 2018, tornou-se um dos filmes mais aclamados da década passada e permitiu que a lendária Lady Gaga se consagrasse como uma atriz a ser temida – dividindo os holofotes com o icônico Bradley Cooper. Conquistando oito indicações ao Oscar, o filme levou para casa o prêmio de Melhor Canção Original pela ovacionada faixa “Shallow”.

O enredo gira em torno de Jackson Maine (Cooper), um cantor no auge da fama. Um dia, após deixar uma apresentação, ele para em um bar para beber. Lá, Jackson conhece Ally (Gaga), uma insegura cantora que ganha a vida trabalhando em um restaurante. Ele se encanta por ela e seu talento. Mais tarde, os dois acabam se casando. Ao mesmo tempo em que Ally desponta para o estrelato, Jackson vive uma crise pessoal e profissional devido aos problemas com o álcool. Os momentos opostos acabam por minar o relacionamento amoroso do casal.

EM UM BAIRRO DE NOVA YORK (2021)

Depois de ter dominado o mundo com a versão fílmica de HamiltonLin-Manuel Miranda estava pronto para levar mais uma de suas elogiadas peças musicais para as telonas – e, dessa forma, se aliou a Jon M. Chu (‘Podres de Ricos’) para adaptar Em um Bairro de Nova York.

Estrelado por nomes como Anthony RamosMelissa Barrera, o longa-metragem conta a história de um bairro de comunidades latinas na cidade de Nova York, conhecida como Washington Heights. Nessas ruas vibrantes, tudo acontece sempre com muita música e toda a ansiedade inerente à juventude. A partir do protagonista Usnavi (Ramos), dono de uma mercearia local, a história retrata um grupo de jovens em busca de seus sonhos e de uma vida melhor, além de todas as experiências e expectativas desse período intenso da vida, na cidade efervecente de Nova York.

Conheça o TERROR sobrenatural estilo ‘A Bruxa’ que está disponível na Netflix

A Netflix anda investindo algo no gênero terror e um filme adicionado recentemente em seu catálogo está se destacando por trazer um cenário amedrontador no estilo de ‘A Bruxa‘.

O terror sobrenatural ‘O Páramo‘ (The Wasteland) se passa no século 19, e acompanha uma família isolada do mundo que recebe a visita de um ser maligno que se nutre de medo. Será que o pequeno Diego pode salvar sua mãe dessa nova ameaça?

Com 58% de aprovação no Rotten Tomatoes, o consenso dos críticos é de que “é um filme impressionante, às vezes terrivelmente bonito. Mas há uma sensação de oportunidade perdida, pois os temas iniciais são abandonados em favor de retratar a sobrevivência em meio a uma invasão domiciliar.”

Confira o trailer:

David Casademunt é responsável pela direção.

Stephanie Bursill e Charleen Williams estrelam a produção.

Sinopse:

Lucía e seu filho vivem longe da sociedade, em uma área plana onde quase não há vida. A pequena unidade familiar composta por mãe e filho quase não recebe visitantes e o seu objetivo é desenvolver uma existência pacífica. No começo eles conseguem, mas o aparecimento de uma criatura misteriosa e violenta que começa a assombrar sua pequena casa colocará à prova o relacionamento que os une.

Daniel Craig retorna como Benoit Blanc em foto de ‘Entre Facas e Segredos 2’

Netflix acaba de divulgar uma nova imagem de ‘Glass Onion’, sequência do aclamado mistério ‘Entre Facas e Segredos’.

As sequências serão focadas no detetive Benoit Blanc, vivido por Daniel Craig, que estampa a imagem.

O longa-metragem, que traz Rian Johnson de volta à cadeira de direção, será lançado na plataforma de streaming no dia 23 de dezembro de 2022.

Confira:

Dave Bautista (‘Guardiões da Galáxia’) estrela ao lado de Daniel Craig, Edward Norton (‘O Incrível Hulk’), Kathryn Hahn (‘WandaVision’) e Janelle Monáe (‘A Escolhida’).

Vale lembrar que a Netflix desembolsou mais de US$ 400 milhões para adquirir os direitos para produzir as sequências de ‘Entre Facas e Segredos‘, que foi uma das grandes surpresas de 2019, faturando diversas indicações e prêmios no circuito de festivais e preparando o terreno para um novo universo de mistério.

As sequências trarão de volta também o roteirista e diretor Rian Johnson.

O filme recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e se tornou uma das obras mais aclamadas do ano passado.

Com orçamento de apenas US$40 milhões, o filme arrecadou mais de US$300 milhões mundialmente.

Mahersala Ali, Jacob Tremblay e mais entram para o elenco de ‘Wildwood’, nova animação do estúdio de ‘Coraline’

Segundo o Collider, a animação ‘Wildwood’, próximo projeto do aclamado estúdio LAIKA, já escalou o elenco principal de dublagem.

As informações indicam que Mahershala AliCarey MulliganJacob TremblayPeyton Elizabeth LeeAwkwafinaAngela BassettJake JohnsonCharlie DayAmandla StenbergJemaine ClementMaya ErskineTantoo Cardinal, Tom Waits e Richard E. Grant farão parte do projeto.

Detalhes sobre seus papéis não foram revelados.

A produção é baseada na saga fantástica infantil homônima assinada por Colin Meloy e ilustrada por Carson Ellis.

A história acompanha duas crianças que descobrem uma floresta mágica enquanto estão em uma missão para salvar um bebê que viram ser raptados por uma revoada de corvos.

O indicado ao Oscar Chris Butler, que escreveu os filmes ‘ParaNorman’‘Kubo e as Cordas Mágicas’‘Link Perdido’ para a companhia, fica responsável pelo roteiro. Travis Knight entra como diretor.

Nenhuma outra informação foi divulgada.

Olivia Wilde IMPLOROU para que Shia LaBeouf não abandonasse o elenco de ‘Não Se Preocupe, Querida’; Veja o vídeo!

Olivia Wilde revelou recentemente à Variety, via Rolling Stone, que teria demitido Shia LaBeouf de seu mais novo filme, ‘Não Se Preocupe, Querida‘.

Agora, em um novo vídeo, é possível ver Wilde tentando resolver as coisas com LaBeouf antes do ator se desvincular do projeto. A mensagem em questão, que viralizou nas redes sociais, traz a cineasta dizendo que está “de coração partido” com a decisão do ator.

LaBeouf afirma que o vídeo foi enviado a ele dois dias depois de ele ter falado que saiu do longa-metragem.

Confira:

Na reportagem supracitada, Olivia comentou as razões pelas quais decidiu afastar LaBeouf da produção. O ator, inclusive, seria o protagonista do longa e, quando ele foi supostamente demitido, Harry Styles, o namorado de Wilde, assumiu o papel.

Afirmando que seu trabalho sempre foi “criar um ambiente seguro e confiável”, Olivia revelou que teve de “demitir” Shia da produção porque o processo do ator “não foi condizente com a ética que exijo em minhas produções”.

Discordando do que a cineasta disse, LaBeouf entrou em contato com a Variety e comentou sobre o ocorrido — mesmo depois de sua equipe dizer que ele não iria se posicionar quando o veículo lhe deu a oportunidade. Em e-mails enviados à revista, o astro afirmou que saiu do filme por conta própria.

O ator afirmou que abandonou o projeto no dia 17 de agosto de 2020, “devido à falta de tempo de ensaio”. No email, LaBeouf ainda anexou mensagens que teria enviado para a própria Olivia depois que a reportagem foi publicada nesta semana.

“Você e eu sabemos os motivos da minha saída. Eu parei seu filme porque seus atores e eu não conseguimos encontrar tempo para ensaiar”, disse LaBeouf.

Na trama, Alice é a dona de casa perfeita, vivendo numa comunidade utópica no deserto da Califórnia, junto com o seu marido Jack. Escondendo suas frustrações, ela acaba fazendo uma descoberta perturbadora que a faz questionar sua realidade “impecável“.

O elenco ainda conta com Chris Pine, Gemma Chan, KiKi Layne, Nick Kroll, Sydney Chandler e Kate Berlant.

Clássicos do Terror Slasher dos anos 1990 e 2000 para conferir na HBO Max antes que a plataforma acabe

Recentemente foi anunciado que o serviço de streaming HBO Max chegará ao fim. A decisão faz parte dos novos planos da Warner Bros. de criar uma nova plataforma para agregar também o conteúdo dos canais Discovery, após a fusão das duas mega corporações. Isso significa que uma nova plataforma de streaming irá surgir e não se chamará mais HBO Max (R.I.P.). A Max funcionou por um pouco mais de dois anos, e encerrará suas atividades em meados de 2023. Ou seja, até lá os assinantes e fãs do streaming ainda terão bastante tempo para degustar seu conteúdo – como por exemplo o recém-lançado seriado de sucesso House of the Dragon, que tirou a plataforma do ar tamanho foram os números de acesso.

Ainda não sabemos mais informações exatas sobre a migração de todo o conteúdo da Max para a nova plataforma de streaming da casa – ainda não nomeada. E nem se os assinantes serão transportados imediatamente para o novo serviço, ou se precisarão de nova assinatura, já que o serviço será maior. Espera-se que tudo o que temos hoje na Max seja redirecionado para o novo streaming, mas nos resta esperar. Pensando nisso, seguimos com nossa série de matérias com dicas das mais diferentes e diversas sobre o conteúdo da HBO Max. No link abaixo você encontra outra matéria, mas essa aqui é direcionada aos fãs de terror slasher adolescente e nostálgicos de plantões. As dicas aqui são os filmes do subgênero dos anos 1990 e 2000 contidos na HBO Max para você degustar. Confira.

Leia também: 10 Clássicos Imperdíveis dos Anos 90 para Assistir na HBO Max antes que a plataforma chegue ao fim!

Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997)

Após o sucesso de Pânico (1996), todos os maiores estúdios de Hollywood queriam uma fatia deste bolo e desejavam reproduzir por conta própria essa fórmula da Dimension Films/ Miramax / Disney. Ou seja, a fórmula Pânico, que revitalizou os filmes de terror adolescente para os anos 90, continha em especial muito humor, referências e autoconsciência dos personagens – que por pouco não quebravam a quarta parede. Assim, sem perder tempo algum, a Columbia (Sony) dava sinal verde para esse thriller, escrito pelo mesmo roteirista de Pânico. A trama aqui conta sobre quatro amigos que atropelam e matam um pedestre num acidente causado pela bebida e a direção. Com medo de serem presos, eles se livram do corpo e prometem nunca mais falar do ocorrido, mas um ano depois o passado consegue alcança-los.

Lenda Urbana (1998)

O mesmo estúdio ainda investiria mais no gênero logo no ano seguinte. Afinal, tais filmes eram baratos e rápidos de fazer, e geravam bastante lucro. Pegando a esteira de Pânico, Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado também se tornava um sucesso e abria as portas para novas produções do gênero na Columbia. Assim era criado Lenda Urbana – que também trazia nomes jovens daquele momento, um assassino misterioso que muito provavelmente está incluído no grupo de personagens principais, e o mais importante: o uso de muito humor e referências de outros filmes – embora aqui sem o mesmo roteirista do item acima a coisa começava a ficar diluída. O mote aqui são as lendas urbanas, usadas como o diferencial do assassino na hora de cometer seus assassinatos no campus de uma universidade.

Eu Ainda Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (1998)

Assim como Pânico, o primeiro Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado foi um sucesso, gerando quase que imediatamente uma continuação. Ela foi lançada logo no ano seguinte e movia a trama para uma ilha nas Bahamas, local onde o vilão Pescador agora iria espreitar Julie (Jennifer Love Hewitt) e uma nova lista de vítimas. Aliás o Pescador era preparado para se tornar o próximo ícone do gênero – assim como Jason e Freddy haviam sido antes dele. E uma terceira parte para a franquia já era planejada, como podemos notar na cena final antes dos créditos. Porém, o filme não atingiu o esperado pelo estúdio, ficando abaixo do original e colocando assim um ponto final para a continuidade desta linha temporal na franquia. Um terceiro filme – que nada tem a ver com os dois anteriores – ainda seria lançado direto em vídeo.

Premonição (2000)

Com o fim dos anos 1990, os filmes de terror slasher adolescentes precisaram ser reinventados outra vez para que continuassem gerando lucro. Uma das mais criativas e bem-sucedidas ideias surgiu com Premonição (2000), um slasher sobrenatural onde a própria morte é a assassina – Uma entidade invisível. A trama por trás de Premonição é bem original e vai ao fundo da essência do terror. Um grupo de adolescentes está saindo para uma viagem escolar para a Europa. Um dos estudantes tem uma visão de que o avião onde se encontram vai explodir, causa uma confusão e consegue desembarcar junto a grande parte de sua excursão. Enquanto todos acham que ele é louco, o avião de fato explode. Os sobreviventes, no entanto, eram para estar lá dentro e morrer como todos – porque simplesmente era a hora deles. Agora, a morte irá atrás dos que saíram, um a um os matando das formas mais inusitadas possível. O filme gerou nada menos que quatro continuações.

O Dia do Terror (2001)

Chegando atrasado à festa, algo me diz que este Valentine (no título original) teria feito muito mais sucesso se tivesse sido lançado no auge da retomada do subgênero, ou seja, meados para o fim dos anos 90. Não parece um espaço de tempo muito longe para 2001, mas a verdade é que o hype por ser perdido em questão de um ou dois anos. Foi exatamente o caso com esse terror adolescente slasher que pega para si a data do dia dos namorados – seguindo os passos de O Dia dos Namorados Macabro (uma produção canadense dos anos 80). Os produtores conseguem inclusive a participação de alguns dos atores jovens mais quentes da época – como Denise Richards (saída dos sucessos de Tropas Estelares, Garotas Selvagens e 007 – O Mundo Não é o Bastante), David Boreanaz (do seriado Angel) e Katherine Heigl (Grey’s Anatomy). A trama mostra um grupo de amigas sendo atormentadas e mortas por um misterioso antagonista no dia dos namorados. Embora o filme tenha seus fãs, a sensação realmente é de ter pego o bonde andando no “pós-Pânico”.

Freddy vs. Jason (2003)

O que dizer deste filme, então? Todos sabemos muito bem que tirar um filme do papel não é uma tarefa nada fácil, ainda mais se levarmos em conta a expectativa em relação a certos projetos, onde tudo precisa estar no lugar para que a coisa funcione de forma harmoniosa e planejada. Na década de 80, duas franquias de terror em especial foram responsáveis pela a febre que se tornaram os filmes slasher: Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo. Donas de inúmeros filmes cada uma, os fãs começaram a alimentar um desejo para que as famosas franquias se encontrassem num crossover entre os maníacos Jason e Freddy. Essa água na boca dos fãs ganhou novos contornos quando a franquia de Jason foi parar nas mãos do mesmo estúdio de Freddy, a New Line, e a provocação atingiu outro patamar numa brincadeira ao final de Jason Vai para o Inferno (1993), primeiro filme do mascarado no novo estúdio. Porém, num dos maiores tiros no pé de um grande estúdio de Hollywood, os fãs teriam que esperar nada menos que dez anos para que os titãs do horror pudessem se encontrar.

A Casa de Cera (2005)

Do lote dos slasher adolescentes tardios, atrasados dos anos 90, esse é o melhor deles. Talvez pela presença do diretor espanhol Jaume Collet-Serra, que possui um ótimo apelo visual e um timing acertado para contar histórias – e que depois lançaria filmes no gênero como A Órfã e Águas Rasas, e cujo próximo projeto é o blockbuster Adão Negro. O filme se trata de uma refilmagem de um terror gótico da década de 50, com Vincent Price, intitulado Museu de Cera por aqui. Mas o que o cineasta faz é pegar apenas a ideia central e subverter a história, transformando-o num slasher jovial cheio de energia e dinamismo – mas sem esquecer momentos nervosos de gelar a espinha e cenas icônicas de violência que marcaram o filme na memória dos fãs. A Casa de Cera é visualmente criativo, com cenários impressionantes e realmente consegue criar um clima sufocante de puro medo. Um ótimo exemplar do gênero já nos anos 2000.

‘Samaritano’: Astros falaram sobre como foi trabalhar com Stallone em seu 1º filme de super-herói

O editor-chefe Renato Marafon entrevistou os astros Javon ‘Wanna’ Walton e Dascha Polanco, que estrelam o longa de ação ‘Samaritano‘, que traz Sylvester Stallone em seu primeiro filme de super-herói.

No vídeo, eles revelam como foi trabalhar com Stallone, e se o ‘Samaritano‘ é um filme de super-herói.

Assista a nossa entrevista, junto ao trailer e às imagens:

Julius Avery (‘Operação Overlord‘) é o responsável pela direção.

A trama se passa 20 anos após uma destrutiva batalha que acarretou na morte de um super vilão. Com o fim da ameaça, o herói acaba abrindo mão de seu ofício, levando uma vida distante do combate ao crime. Até que um garotinho começa a desenvolver uma amizade com o velho, suspeitando que o senhor é o herói desaparecido. Gradativamente, ele vai descobrir que a verdade é mais sombria do que pensava.

O roteiro foi escrito por Bragi F. SchutMark L. SmithZak PennChuck MacLean.

Dascha Polanco (Orange Is the New Black), Martin Starr (Silicon Valley), Pilou Asbaek (Operação Overlord) e Moises Arias (Hannah Montana) completam o elenco.

‘Samaritano’ e os Filmes de Super-Heróis da carreira do astro Sylvester Stallone

Com uma carreira que já dura mais de cinco décadas e 96 créditos como ator, além de igualmente ser conhecido como roteirista, produtor e diretor, Sylvester Stallone é definitivamente uma das maiores e mais importantes personalidades do mundo do cinema de nossos tempos. Seus blockbusters fizeram dele o herói de ação definitivo dos anos 80 e 90; e com personagens do nível de Rocky Balboa e John Rambo, Stallone bem que poderia ser considerado um dos primeiros super-heróis do cinema.

Apesar das tretas recentes com a família do produtor Irwin Winkler pelo controle criativo da franquia Rocky (que, acreditem, não pertence a Stallone), não iremos abordar este fato aqui, e sim concentrar no mais recente lançamento da carreira do ator: o blockbuster da Amazon Prime Video, Samaritano. Na trama, Sylvester Stallone interpreta o super-herói Samaritano, que fez muito sucesso lutando contra criminosos, mas desapareceu há vinte anos sem mais nem menos. Todos acreditam que ele está morto, mas um menino de 13 anos está prestes a descobrir a verdade. O garoto Sam desconfia que seu vizinho, o idoso Sr. Smith (Stallone) seja na verdade a identidade secreta do vigilante Samaritano – uma mistura de Batman e Superman. Agora, o menino irá até o fundo desta história, investigando para descobrir a verdade, e saber por que o super-herói decidiu aposentar sua capa.

E com o filme Samaritano, o que muitos jornalistas têm frisado é a primeira investida do astro Sylvester Stallone no gênero dos filmes de super-heróis. Segundo as manchetes, o ator estaria pegando carona na onda do momento e no caminho pavimentado pela Marvel e DC para criar seu próprio personagem original. Sim, Stallone está surfando nesta onda, mas isso não é novidade para o ator em sua carreira. Basta olhar um pouco mais detalhadamente para a filmografia do velho garanhão italiano de guerra para perceber que Stallone já havia feito alguns trabalhos no gênero. E são justamente estes filmes que iremos adereçar aqui nesta nova matéria. Confira os outros papeis dentro do gênero super-heróis de quadrinhos (ou não) que Sylvester Stallone já havia feito. Confira.

O Juiz (1995)

É difícil de acreditar, mas teve uma época em que era mais fácil os estúdios apostarem em adaptações de quadrinhos não muito conhecidas e independentes, do que em grandes personagens do acervo da Marvel e da DC. E essa época era os anos 90. Nesse período, o único grande trunfo e personagem confiável da DC era o Batman. E na Marvel as coisas iam piores ainda, com sequer unzinho deles capaz de emplacar nas telas, deixando seu desenvolvimento infernal para trás. Foi nesse cenário que um dos maiores astros de Hollywood da época, Sylvester Stallone, aceitaria viver o protagonista de uma HQ britânica criada por Carlos Ezquerra e John Wagner. Criado em 1977 para os quadrinhos 2000 AD, o personagem ficaria tão popular que ganharia em pouco tempo sua própria revista. Passada num futuro distópico onde a criminalidade tomou conta, e o governo tenta adotar medidas desesperadas de combate. Em Mega City One, os governantes deram total poder aos chamados juízes, oficiais da lei que agem como policiais, juízes e executores – possuindo carta branca para eliminar qualquer contraventor que acharem adequado.

Com produção da Disney, através da Hollywood Pictures, o estúdio topou a empreitada de adaptar o controverso quadrinho, mas terminou esbarrando em algumas armadilhas que fizeram o resultado ficar abaixo do esperado. Embora a direção de arte, efeitos, criações animatrônicas, figurinos, maquiagem e o elenco sejam alguns dos melhores elementos do longa, e que chamam mais atenção, um dos grandes problemas de O Juiz na opinião dos fãs foi ser um filme de censura baixa, quase uma aventura de matinê, que apostava muito no humor (com direito a presença de Rob Schneider como alívio cômico incessante). Fora isso, ao contratarem Stallone, esbarraram em outro percalço. O astro não queria ficar escondido atrás do capacete do herói – já que o público e o estúdio haviam pago pela sua presença. Assim, diferente dos quadrinhos onde o protagonista nunca tira seu capacete, o Dredd do filme passava a maior parte da exibição seu sem famoso visual – fazendo deste qualquer filme de ação de Stallone menos o Juiz Dredd.

Guardiões da Galáxia – Vol. 2 (2017)

Esse aqui os fãs da Marvel devem lembrar bem. Embora Judge Dredd seja um quadrinho britânico cult e não muito conhecido da maioria, os personagens Guardiões da Galáxia da Marvel não ficam muito longe disto. Isto é, antes de se tornarem astros de seu próprio filme milionário. Sejamos sinceros, antes de ter se tornado febre em 2014 graças ao primeiro longa-metragem, quem de fato conhecia ou sequer havia ouvido falar em Guardiões da Galáxia. Até o estúdio reconheceu que eram personagens do time B (ou C), e que justamente por isso precisavam de um voto de confiança do público. Os fãs compararam a ideia e fizeram destes personagens secundários um dos maiores sucessos da casa de ideias.

É claro que tamanho fenômeno geraria uma continuação, e três anos depois estreava o segundo filme. Assim como a grande maioria das superequipes dos quadrinhos Marvel, os Guardiões também tiveram diversas formações, e a que vemos em cena é uma das mais recentes. Porém, a Marvel e o diretor James Gunn arranjaram um jeito de homenagear as formações antigas. E para isso, o cineasta escalou o astro Sylvester Stallone para o papel de Stakar Ogord, encabeçando os clássicos personagens. Na trama, o personagem de Stallone é o líder de sua própria equipe de renegados, que não quer mais saber de seu ex-membro Yondu (Michael Rooker). A participação de Sly foi tão boa que gerou boatos de um derivado. Enquanto ele não sai do papel, o ator retornará ao personagem no terceiro Guardiões da Galáxia a ser lançado no início de maio de 2023, quem sabe para uma participação maior.

O Esquadrão Suicida (2021)

Pelo visto Sylvester Stallone e James Gunn se deram bem nos bastidores de Guardiões Vol. 2. O cineasta é um grande fã do cinema de gênero, incluindo a ação. Sendo assim deve ser também um grande admirador de Sylvester Stallone. O diretor não perdeu tempo quando precisou escalar um ator para dar vida do grandalhão King Shark (Tubarão Rei), no segundo Esquadrão Suicida da DC. Quando foi demitido da Marvel, Gunn tratou de se bandear para o lado da DC – sendo depois recontratado pela rival. Nesse meio tempo pôde desenvolver o projeto da equipe de vilões do jeito que queria, fazendo do novo filme um sucesso de crítica, diferente do original. Uma nova pá de personagens do time C da casa foi colhido por Gunn na hora de construir seu time. E assim como havia feito com a árvore humanoide Groot (que possui a voz de outro grandalhão – Vin Diesel), James Gunn estava disposto a fazer do Tubarão Rei um personagem caricato, divertido, engraçado e muito fofo/querido. Deu certo. E grande parte de seu êxito veio da dublagem de Stallone. Os fãs mal podem esperar para ver o personagem dando as caras, ou as presas, de novo.

Pequenos Espiões 3D (2003)

Seguindo uma linha meio O Esquadrão Suicida, onde temos muitos personagens coloridos, e alguns bem graciosos, este filme (embora nem de perto tão violento e sangrento) tem todo o jeitão de uma adaptação de quadrinhos. Criado por Robert Rodriguez, Pequenos Espiões é uma franquia muito bem-sucedida, que já gerou nada menos que 4 filmes desde 2001. A ideia surgiu de Rodriguez querer fazer um filme que seus filhos pudessem assistir, assim ele se enveredou pelo seu primeiro longa infantil, mirado à toda família. Uma das propostas aqui era para desenvolver o próprio estúdio de efeitos especiais do diretor, que criou sua empresa de CGI e a aprimorou para implementar os efeitos neste filme. Assim, fazendo do primeiro Pequenos Espiões quase um filme experimental. E deu muito certo, gerando duas continuações diretas, de 2002 e 2003. Assim como o recente Samaritano, a ideia não partiu de uma HQ, mas possui todo o clima e poderia muito bem se passar por uma. Na história, dois superespiões aposentados constroem uma família. Mas quando desaparecem misteriosamente, seu casal de filhos descobre que os progenitores eram na verdade os próprios James Bond elevados à décima potência. Com acesso aos seus gadgets da mais alta tecnologia, as crianças partem para salvar os pais. No terceiro filme, criado com o 3D que era moda na época, Stallone vive o vilão Toymaker – e o clima que impera é o cartunesco.

O Demolidor (1993)

Finalizando a matéria temos mais um filme protagonizado por Sylvester Stallone que, embora não seja realmente baseado numa HQ, poderia muito bem ser, e possui todo o clima. O Demolidor infelizmente foi outro dos projetos do astro que não atingiu todo o seu potencial na época de lançamento, mas definitivamente fez a alegria e virou a cabeça de todos que eram crianças e adolescentes fãs do ator na época. Seu valor cult só foi crescendo com o passar dos anos e o próprio Stallone já mencionou algumas vezes o desejo por uma possível continuação. É o que muitos fãs pedem e sonham desde sempre. Essa é outra ficção científica misturada com ação e que se passa no futuro. Ao contrário de O Juiz, o humor aqui funciona, é consciente e intencional. Além disso, as críticas sociais são certeiras, e o filme adivinhou muito de para onde iríamos como sociedade já nos anos 90. Essa é uma obra abraçada por grande parte do público na época de seu lançamento e sua legião de seguidores só aumentou, com O Demolidor sendo considerado um filme visionário e à frente de seu tempo.

Na trama, Stallone vive o super policial John Spartan. Seu principal inimigo é o psicopata sádico Simon Phoenix, papel de Wesley Snipes – igualmente no auge de sua carreira. Eles são versões do Batman e do Coringa, podemos comparar. Após uma missão sair terrivelmente errado, o próprio herói é condenado por um crime ao lado do vilão, e como punição são congelados num procedimento experimental. No futuro onde não existe mais a violência, Phoenix é misteriosamente descongelado e escapa. A única solução é combater fogo contra fogo, e para isso é descongelado igualmente Spartan. O futuro será pequeno para esses dois titãs.

‘Marte Um’ ganha trailer INCRÍVEL e já é favorito para representar o Brasil no Oscar

O filme ‘Marte Um‘, de Gabriel Martins, terá sua primeira sessão no Brasil no dia 17/08, na sessão da Mostra Competitiva do Festival de Gramado, que começa às 18h. O filme teve sua estreia mundial no Festival de Sundance, em janeiro passado, onde foi bem recebido pelo público.

Foi exibido em 35 festivais internacionais, ganhando prêmios de melhor longa no OutFest, no Black Star e no San Francisco Film Festival. Marte Um chega aos cinemas na semana seguinte à Gramado, no dia 25 de agosto, com distribuição da Embaúba Filmes. A produção é assinada pela Filmes de Plástico, e é coproduzido pelo Canal Brasil.

A obra, que acaba de lançar seu trailer oficial, irá disputar a vaga para representar o Brasil no Oscar, na categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira. A escolha é feita por uma comissão organizada pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais, e a previsão do anúncio do longa escolhido é para 9 de setembro.

Confira:

Marte Um‘ é o segundo longa do cineasta, e tem, como um de seus temas centrais, a realização de um sonho infantil.

No filme, vemos o cotidiano de uma família periférica, nos últimos meses de 2018, pouco depois das eleições presidenciais. O garoto Deivid (Cícero Lucas), o caçula da família Martins, sonha em ser astrofísico, e participar de uma missão que em 2030 irá colonizar o planeta vermelho. Morando na periferia de um grande centro urbano, não há muitas chances para isso, mas mesmo assim, ele não desiste. Passa horas assistindo vídeos e palestras sobre astronomia na internet.

Já fizemos nossa crítica, leia aqui.

JÁ ASSISTIMOS! Saiba o que esperar do 2º episódio de A Casa do Dragão [SEM SPOILERS]

Como membro do Critics Choice Association, nossa jornalista Rafa Gomes já pôde conferir o 2º episódio da aclamada série da HBO, A Casa do Dragão.

E para aguçar ainda mais o seu entusiasmo e te preparar para mais um capítulo da saga de Fogo e Sangue, separamos cinco coisas importantes que você pode esperar de “The Rogue Prince“. Mas claro, tudo isso sem qualquer spoiler.

Vem cá se preparar conosco!

SEM abertura épica

Ao contrário do que fora divulgado no início da semana pelos showrunners Miguel Sapochnik e Ryan J. Condal, o 2º episódio ainda não traz a tão aguardada abertura da série. Pelo menos não na versão enviada para os membros da imprensa.

O que vemos nos segundos iniciais é o surgimento do brasão da família Targaryen sobre uma tela escura, ao som de parte da música tema de Game of Thrones. Resta saber se na exibição oficial do capítulo dois já teremos uma abertura ou se ainda teremos que esperar mais uma semana.

O fim é só o começo

O falecimento da rainha Aemma e de seu recém-nascido Baelon pegou todo Porto Real de surpresa. Com a série retornando neste domingo, veremos como todos os eventos do 1º episódio podem acabar impactando a trama a longo prazo.

Crises familiares

Logo no final do 1º episódio de A Casa do Dragão, já vemos Daemon Targaryen ser “exilado” pelo seu irmão e rei Viserys por seu infame comentário sobre o natimorto Baelon ter sido apenas o “herdeiro por um dia”. Pois é…isso é só o começo!

Alianças inusitadas – mas também previsíveis

Em meio à incertezas, exigências e conflitos éticos e morais, o rei Viserys e todos os peões que o cercam começam a se movimentar de forma rápida – cada um tentando defender seu próprio nome e, claro, seu ego.

Menos ação, mais estratégia

Este 2º episódio já é bem mais estratégico e denso – mas nem por isso menos dinâmico. Dando destaque para as ambições e visões dos protagonistas principais, “The Rogue Prince” é como um tabuleiro de xadrez, que logo de início determina como as decisões e comportamento dos personagens afetarão essa nova era do universo de Game of Thrones.

O capítulo pode até não ter muito sangue, mas nem por isso é menos poderoso!