A produtora LuckyChap (de Margot Robbie) também está envolvida no desenvolvimento do longa, com Morgan Begg na supervisão e Kai Dolbashian como produtor executivo. O projeto, que está em desenvolvimento desde 2024, já contou anteriormente com a roteirista Gillian Flynn (‘Garota Exemplar’).
Lançado originalmente em 1958, o filme B conta a história de uma herdeira rica que, após um período em uma instituição psiquiátrica, transforma-se em uma gigante para confrontar seu marido infiel e a amante dele.
“Somos obcecadas pela ideia de uma mulher de quinze metros causando o caos porque um homem fez algo terrível com ela”, declararam as roteiristas. “Temos a sensação de que muita gente vai se identificar”.
O juiz federal Jed Rakoff rejeitou o processo de direitos autorais movido por Shaun Gray contra a Paramount Pictures, encerrando a disputa sobre a autoria de cenas cruciais do blockbuster ‘Top Gun: Maverick’.
Gray, que é primo de Eric Singer, um dos roteiristas oficiais do longa, alegava ter colaborado diretamente no roteiro e reivindicava a autoria de pelo menos doze cenas de ação.
No entanto, conforme a Variety, o tribunal concluiu que o copyright de Gray é inválido, uma vez que seu trabalho foi inteiramente baseado em personagens, cenários e elementos de trama que já pertenciam ao estúdio.
Diferente de Eric Singer, que trabalhou sob o regime de “obra por encomenda”, Gray não possuía contrato formal e tentou usar essa lacuna para reivindicar a posse de suas contribuições. O juiz Rakoff foi enfático ao declarar que um roteirista não pode exigir direitos autorais sobre materiais derivados de uma propriedade intelectual já existente.
Com a decisão, Gray deixa de ser o acusador e passa a enfrentar um processo contrário movido pela Paramount, que o acusa de fraude e violação de direitos autorais por tentar obter vantagem financeira indevida sobre a marca ‘Top Gun’.
A decisão foi celebrada pela Paramount, que agora seguirá com o julgamento contra Gray. Enquanto isso, o crédito oficial do roteiro permanece com Eric Singer, Christopher McQuarrie e Ehren Kruger.
O caso serve como um marco jurídico importante em Hollywood, reforçando o controle dos estúdios sobre suas franquias e limitando as reivindicações de colaboradores informais em obras derivadas.
A guerra pela Warner Bros. Discovery (WBD) ganhou um novo e agressivo capítulo jurídico. Makan Delrahim, diretor jurídico da Paramount e ex-chefe da divisão antitruste do Departamento de Justiça dos EUA, enviou uma carta aos legisladores da Câmara, classificando a proposta de aquisição da Netflix como “presumidamente ilegal”.
Conforme reportado pelo Deadline, Delrahim argumenta que a fusão consolidaria um domínio perigoso e irreversível no mercado de vídeo sob demanda (VOD). O ponto central da disputa reside na definição do que é o “mercado de streaming”.
O documento foi protocolado durante uma audiência da subcomissão judiciária sobre o mercado de streaming, onde a venda da WBD foi o tema central.
O ponto de maior atrito na discussão envolve a definição do mercado relevante. Enquanto a Netflix tenta argumentar que compete em um cenário amplo, que inclui redes sociais como YouTube e TikTok, Delrahim classificou essa visão como “torturada, absurda” e um exemplo de “antitruste psicodélico”.
Segundo ele, conteúdo amador gratuito não pode ser considerado um substituto para produções premium da HBO ou Netflix. Ele reforçou o argumento citando documentos da própria Netflix enviados à SEC, nos quais a plataforma se comparava apenas a concorrentes reais de streaming por assinatura.
Embora a Warner Bros. Discovery já tenha fechado um acordo com a Netflix para a venda de seus estúdios e ativos de streaming, a Paramount segue em uma ofensiva hostil para tentar reverter o negócio.
A carta de Delrahim visa pressionar o Departamento de Justiça e órgãos reguladores internacionais, já que o Congresso, embora não possa vetar a venda diretamente, exerce forte autoridade de supervisão sobre os órgãos que detêm esse poder. Até o momento, a Netflix não se manifestou oficialmente sobre as acusações.
A produtora japonesa Toho divulgou em suas redes sociais um novo cartaz de ‘Godzilla Minus Zero’, sequência do épico de monstros ambientado no Japão pós-Segunda Guerra Mundial.
O cartaz também traz a data de estreia nos cinemas dos EUA: o filme chega às telonas em 6 de novembro de 2026.
‘Godzilla Minus One’ foi um sucesso estrondoso, sendo aclamado pela crítica e pelo público. O filme fez história ao se tornar o primeiro da icônica franquia kaiju a conquistar um Oscar, vencendo na categoria de Melhores Efeitos Visuais.
Detalhes exatos da trama de ‘Godzilla Minus Zero’ ainda não foram revelados, mas o novo filme deve manter o estilo e o tom dramático e sério que marcaram o filme original.
O título ‘Minus One’ se referia ao Japão ter voltado a um estado “menos um” (abaixo do zero) após o fim da guerra. O novo título, ‘Minus Zero’, indica que a sequência apresentara uma possível reflexão sobre a reconstrução e o trauma coletivo.
Lembrando que ‘Godzilla Minus One’ está disponível na Netflix.
O filme se passa em um Japão social e economicamente devastado após o término da Segunda Guerra Mundial, na qual o país saiu perdendo. A situação chega a um nível ainda mais crítico quando uma gigantesca e misteriosa criatura surge do mar para assolar o país, o temível kaiju. Sob esse pano de fundo, sentindo-se como se tivesse enganado a morte muitas vezes, está Kōichi Shikishima (Ryunosuke Kamiki), um piloto Kamikaze. E quando seu grupo é atacado na Ilha Odo, com muitos engenheiros de aviões de guerra mortos pelo monstro gigantesco, uma enorme culpa pesa sobre Shikishima, agora sobrevivente.
Entrando em uma missão pessoal para defender suas pessoas queridas e vingar a morte de seus companheiros, Shikishima se une a um grande grupo de veteranos de Guerra, para finalmente derrotar o monstro conhecido como Godzilla.
Para o novo longa de Josh Safdie, o astro Timothée Chalamet deixou de lado a imagem de “galã limpinho” de Hollywood para mergulhar no realismo cru das ruas de Nova York. O processo de caracterização, detalhado pelo designer de maquiagem prostética Mike Fontaine, revela um esforço minucioso para transformar o ator em um personagem marcado pelo tempo e pelas brigas.
“Não faria sentido colocar o Timothée ali e fazê-lo parecer uma estrela de cinema impecável”, afirma Fontaine a Variety, que trabalhou ao lado da maquiadora Kyra Panchenko para criar o visual de Marty.
O diretor Josh Safdie foi específico em seus pedidos: o rosto de Chalamet deveria exibir cicatrizes de acne e marcas queloides, sugerindo uma vida difícil e um histórico de confrontos físicos.
“A ideia é que, quando Marty pula de uma janela para escapar da polícia, o público sinta que não é a primeira vez que ele faz isso. Ele já levou muitos tombos”, explica o designer.
Para atingir esse nível de detalhamento, Chalamet utilizava cinco próteses simultâneas:
Peças nas bochechas para simular textura de acne;
Uma cicatriz profunda na maçã do rosto;
Duas peças menores sob o lábio;
Uma cicatriz longa sob o queixo.
Apesar da complexidade, a equipe, que incluía o cabeleireiro Jimmy Goode, conseguia finalizar o visual completo em apenas uma hora, trabalhando simultaneamente no trailer do ator. O desafio era garantir que a maquiagem fosse “invisível” aos olhos do público, mesmo nos closes detalhados do diretor de fotografia Darius Khondji.
“‘Marty Supreme’ é o melhor filme de Safdie até agora. Uma odisseia cinética que se desenrola como um cruzamento insano entre ‘Prenda-Me Se For Capaz’ e ‘Joias Brutas’. Timothée Chalamet entrega a performance de uma vida inteira neste inesquecível e inspirador tour de force cinematográfico que dispara a todo vapor.
Além de Chalamet, o longa será estrelado por Gwyneth Paltrow, Odessa A’zion, Penn Jillette, Kevin O’Leary, Tyler the Creator e Abel Ferrara.
‘Marty Supreme’ é baseado na autobiografia Marty Reisman, que foi lançada em 1974. A trama abordará as façanhas do ex-jogador, enquanto se aprofunda no mundo do Ping Pong e na vida de Reisman.
O roteiro do longa é coassinado por Josh Safdie e Ronald Bronstein. Safdie também entra como diretor.
A vencedora do Oscar Jennifer Lawrence voltou a surpreender com sua sinceridade característica ao falar sobre os bastidores de seu novo drama psicológico, ‘Morra, Amor’ (Die, My Love).
Conforme o Deadline, a atriz explicou recentemente por que prefere gravar cenas de intimidade com atores que não conhece bem.
“Porque Rob e eu não nos conhecíamos, o que é meio que melhor, sabe? Tipo em Jogos Vorazes, eu e Josh Hutcherson teríamos que nos beijar e isso é… Imagine. Sabe, é mais estranho, então sim, fazer com um estranho é preferível”, afirmou.
A atriz também relembrou o método inusitado da diretora Lynne Ramsay para quebrar o gelo. Antes de filmarem uma cena descrita como “tigres nus fazendo sexo” logo no primeiro dia de gravação, a dupla precisou passar por aulas de dança interpretativa em Calgary.
“Chegamos a Calgary cerca de três semanas antes de começarmos a filmar. Rob e eu nos envergonhamos com muita facilidade, e aquilo foi humilhante. Quer dizer, eu não sou… dançarina, e Rob é o pior dançarino”, lembrou Lawrence.
“E era tipo, agora sopre como se fosse uma árvore, foi simplesmente tão embaraçoso. Então, acho que quando ela disse: ‘Sim, fiquem nus’, nós estávamos tipo, ‘Ok, pelo menos não é dança interpretativa…'”, concluiu.
Lembrando que a Paris Filmes divulgou o trailer dublado de ‘Morra, Amor‘ (‘Die, My Love’), suspense psicológico estrelado por Jennifer Lawrence (‘Jogos Vorazes’) e Robert Pattinson (‘Batman’).
Grace (Lawrence) e Jackson (Pattinson), um jovem casal prestes a ter um bebê, deixa Nova York e se muda para uma casa herdada no campo. Com a chegada da criança e o ambiente isolado, Grace se vê em uma jornada de autodescoberta. À medida que enfrenta seus próprios limites, ela se encontra não na fraqueza, mas na força de sua imaginação e na intensidade de uma vivacidade indomável.
Quando um novo Ghostface surge na pacata cidade onde Sidney Prescott (Neve Campbell) reconstruiu sua vida, seus medos mais sombrios se tornam reais enquanto sua filha (Isabel May) se torna o próximo alvo do assassino. Determinada a proteger sua família, Sidney terá que enfrentar os horrores do seu passado para acabar com o massacre de uma vez por todas.
Kevin Williamson, criador dos personagens da franquia, é diretor e roteirista da produção. Guy Busick assina o roteiro em conjunto com Williamson e a história ao lado de James Vanderbilt. Vanderbilt ainda atua como produtor ao lado de William Sherak e Paul Neinstein.
A Briarcliff Entertainment divulgou recentemente o trailer inédito de ‘Good Luck, Have Fun, Don’t Die’, nova aventura sci-fi do diretor Gore Verbinski (‘Piratas do Caribe’).
O longa chega aos cinemas norte-americanos em 13 de fevereiro de 2026, ainda sem previsão de lançamento no circuito nacional.
A trama acompanha um homem do futuro que volta para a Los Angeles dos dias atuais. Lá, ele visita um restaurante e recruta um grupo aparentemente sem quaisquer conexões de clientes para unirem-se a ele em uma aventura para salvar o mundo.
Verbinski é conhecido por seu trabalho nos três primeiros capítulos da elogiada saga de fantasia ‘Piratas do Caribe’, que conquistou oito indicações ao Oscar e levou para casa a estatueta de Melhores Efeitos Visuais por ‘O Baú da Morte’. Além disso, ele conquistou o Oscar de Melhor Animação por ‘Rango’. Seu último projeto cinematográfico foi o terror psicológico ‘A Cura’, em 2016.
Manu Herrera é responsável pela direção, a partir de um roteiro que ele escreveu lado de Javier Fernández Moratalla.
Ambientada no equinócio de outono de 1999, em Madri, a trama acompanha Lily, uma jovem pálida e retraída que viaja com suas amigas para uma cabana isolada na floresta para ser iniciada na bruxaria.
Conforme os preparativos se desenrolam e a noite cai, o ritual começa. Mas quando Lily desmaia no meio da cerimônia, ela acorda amarrada, ferida e sozinha — sem saber que o verdadeiro propósito do encontro é muito mais sinistro. A própria Lily foi escolhida como sacrifício.
Nada, porém, sai como planejado. Uma risada demoníaca ecoa pela floresta. Alianças se desfazem. Mentiras são expostas. E o ritual se volta violentamente contra seus criadores, liberando uma força incontrolável.
O elenco conta com Maggie García, Patricia Peñalver,Eve Ryan, Elena Gallardo, Mike Fajardo e Antea Rodríguez.
Infelizmente, o terror ainda não possui previsão de lançamento.
Amy Keum (‘The Kill Room: Arte Fatal’) estrela como Sophie Park, uma estudante universitária coreano-americana. Quando decide resgatar sua herança cultural usando seu nome coreano, Joo Hyun, ela se surpreende com os protestos imediatos de sua avó.
Ignorando o aviso da avó sobre uma maldição, considerando-a mera superstição, Joo Hyun se interessa por Jun, um estranho bonito e misterioso. No entanto, revelar seu nome coreano a Jun desencadeia uma série de eventos mortais enquanto Joo Hyun luta para desfazer uma maldição que dura gerações…
O elenco ainda conta com Kevin Woo, Vana Kim, Eliza Shin, Joseph Lim Kim, Alice Bang, Andy Han, Caleb Y Moon e Desiree Mee Jung.
Réi faz sua estreia na direção, a partir de um roteiro assinado por Regina Kim.
Nos EUA, o longa já está disponível no serviço de streaming. No Brasil, segue sem previsão.
O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 15 de janeiro.
Vale lembrar que alguns críticos já tiveram a oportunidade de conferir a sequência – e as primeiras impressões são extremamente positivas.
Dirigido por Nia DaCosta (‘A Lenda de Candyman’), o novo filme foi aclamado por suas cenas brutais, narrativa profunda e elenco talentoso. O longa ainda chegou a ser citado como “um dos melhores filmes de terror da última década”.
Confira as reações dos críticos:
“Desculpem o palavrão, mas acabei de sair da primeira sessão de ‘Extermínio: O Templo dos Ossos’ e… puta merda! Este filme elevou tudo ao máximo e aviso: vocês vão precisar de um estômago muito forte (ou um saco para vômito). Além disso, Ralph Fiennes está simplesmente fenomenal.”
Excuse my language, but I just got out of the first screening of #28YearsLater: #TheBoneTemple – and holy f*****g s**t. This has cranked everything up to 11 and I warn you, you will need a very strong stomach (or a sick bag). Also, Ralph Fiennes is truly phenomenal. pic.twitter.com/n6TybDXsPf
“‘Extermínio: O Templo dos Ossos’ é de longe meu filme favorito da franquia. Uma exploração ousada, brutal e brilhante do poder controlador do culto e da religião, contada através dos Jimmys e liderada por um enigmático e maligno Jack O’Connell. […] Nia DaCosta não se esquiva da brutalidade, trazendo algumas das cenas de violência mais perturbadoras da saga. [A cineasta] também não tem medo de elevar a insanidade ao máximo, com uma sequência perto do final do filme que é uma das melhores coisas que vi este ano!”
#28YearsLater#TheBoneTemple is far and away my favourite film of the franchise. A bold, brutal, and brilliant examination of the controlling power of cultism and religion, told through the Jimmy’s, and led by an enigmatic and evil Jack O’Connell.
But then juxtaposed by a… pic.twitter.com/JTTbEPXIJv
— Nick L’Barrow – Interviews and Reviews (@nicksflicksfix) December 10, 2025
“Eu amei ‘Extermínio: O Templo dos Ossos’. É uma exploração brutal de fé, controle e medo. É surpreendentemente engraçado, ao mesmo tempo que mantém uma tensão absoluta do começo ao fim. Acho que as pessoas ficarão chocadas com o quão estranho este filme fica. Mas eu adorei. DaCosta arrasou.”
So I loved #28YearsLater#TheBoneTemple a brutal examination of faith, control and fear. It’s surprisingly funny while also maintaining absolute tension throughout. I think people will be shocked by how weird it gets. But I loved it. DaCosta nailed it. pic.twitter.com/9ild3AmDxl
“Vou dizer isso sem rodeios… ‘Extermínio: O Templo dos Ossos’ é um dos melhores filmes de terror da última década. Brutal, intenso e surpreendentemente cativante. Ralph Fiennes, Jack O’Connell e Chi Lewis-Parry, meus parabéns!”
I’ll say it with my chest… 28 Years Later: The Bone Temple is one of the best horror movies of the last decade. Gnarly, intense, and surprisingly tender. Ralph Fiennes, Jack O’Connell, and Chi Lewis-Parry, take a bloody bow. @SonyPicturesUK#28YearsLater#TheBoneTemplepic.twitter.com/rr7CjxIq4n
“Nia DaCosta fez um ótimo trabalho em ‘Extermínio: O Templo dos Ossos’. Um filme fantástico, impressionante e emocionante, que dá continuidade à história e expande seu universo. O elenco é soberbo, a premissa é envolvente e o filme é um verdadeiro deleite. Extremamente divertido e cativante.”
“‘Extermínio: O Templo dos Ossos’ é muito melhor do que o terceiro filme, o que é realmente impressionante. Inesperado, desconfortável e provocativo. Já fazia tempo que eu achava que filmes de zumbis no cinema haviam saturado — mas esta franquia deu um novo pulso ao subgênero. Façam esses filmes para sempre.”
#TheBoneTemple runs laps around #28YearsLater, which is really saying something. Unexpected, uncomfortable, unapologetic. I’ve long thought the big screen zombie story was played out – this franchise has given it a millennium of momentum. Make these movies forever. pic.twitter.com/Hzia2GLtO6
Com 10 reviews publicadas até o momento, o terror psicológico ‘Sleepwalker‘, estrelado pela Hayden Panettiere (‘Pânico 4’), abriu com apenas 20% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.
O consenso geral detona ritmo exageradamente lento da produção, que cambaleia sonolenta ao lado de um enredo que não tem profundidade e/ou conteúdo para sustentar a duração de um longa-metragem.
Separamos os trechos das principais críticas:
“‘Sleepwalker’ não incorpora de forma eficaz esse transtorno complexo de sonambulismo em sua premissa, resultando em uma história confusa sobre uma mulher que entra em uma espiral de loucura sem qualquer perspectiva de cura.” (Collider)
“Talvez o material inicial tenha funcionado melhor como um segmento de antologia, em vez de algo que parece esticado além dos seus limites.” (Bloody Disgusting)
“Se os pesadelos são nossos piores medos manifestados em imagens surrealistas e assombrosas, difíceis de recordar mesmo momentos depois de terem sido vistas, então a imaginação do [diretor e roteirista Brandon] Auman está lamentavelmente presa em um excesso de literalismo dolorosamente óbvio.” (Screen Rant)
“Não é um filme ruim, mas poderia ter sido melhor. Sei que isso não soa como um elogio entusiasmado — e não é —, mas acho que vale a pena assistir. Hayden Panettiere e Beverly D’Angelo formam uma dupla que eu nem sabia que precisava.” (Heaven of Horror)
“Existe uma versão desta história que poderia ter explorado o luto parental com verdadeira profundidade, algo quase europeu em sua disposição de deixar a perda transcender os limites da vida e da morte. Em vez disso, ‘Sleepwalker’ se contenta com sustos superficiais.” (Loud and Clear Reviews)
“Se qualquer cena em um filme de terror pode ser apenas um sonho, existe realmente algum motivo para confiar, se importar ou ter medo do que acontece?” (Mark Reviews Movies)
Panettiere interpreta Sarah, uma mãe em luto que é assombrada pela trágica morte de sua filha em um acidente de carro que deixou seu marido abusivo em coma.
Enquanto ela luta com a escuridão ao seu redor, seus episódios de sonambulismo se intensificam. Atormentada por visões assustadoras de seu marido dentro de casa, ela precisa separar a realidade e o pesadelo se quiser sair desta situação com vida.
Timpano interpretará Jamie, o irmão mais novo de Malcolm, enquanto Murrae dará vida a Kelly, outro irmão. Karsten interpretará Leah, a filha de Malcolm.
A nova versão será supervisionada pelo criador original da série, Linwood Boomer.
De acordo com a sinopse oficial, “Malcolm (Muniz) e sua filha se veem envolvidos no caos da família quando Hal (Cranston) e Lois (Kaczmarek) exigem sua presença para a festa de 40 anos de casamento deles”.
A série original teve sete temporadas e 151 episódios, de 2000 a 2006, e está disponível no Disney+.
Com a estreia da temporada final de ‘Stranger Things’ na Netflix, um detalhe intrigou os fãs: o sumiço de Susan Hargrove, a mãe de Max (Sadie Sink). Recentemente, a atriz Jennifer Marshall usou as redes sociais para comentar sua ausência e revelar que esperava ter retornado para o encerramento da série.
“Eu tive câncer, eu entendo isso. Mas eu estava em remissão durante as gravações da quinta temporada. Trabalhar na série teria me ajudado, inclusive, a manter meu plano de saúde pelo sindicato”, desabafou a atriz no Instagram, segundo informações do Deadline.
Marshall brincou com as teorias dos fãs sobre o paradeiro da personagem enquanto a filha estava em coma: “Talvez houvesse personagens demais, não sei, mas obviamente Susan Hargrove é a pior mãe de todas (risos)”.
No passado, a atriz reforçou que participar da obra dos irmãos Duffer foi a “oportunidade de uma vida” e que o retorno teria sido um alívio mental e emocional após dois anos de tratamento.
“De qualquer forma, ninguém tem direito garantido a um papel, com câncer ou não. Meu coração segue grato”, concluiu.
A personagem foi vista pela última vez na 4ª temporada, enfrentando problemas com o alcoolismo em Hawkins. Na 5ª temporada, o destino de Susan ficou em aberto, sem qualquer menção à mãe da jovem Max.
Os novos episódios se passam no outono de 1987. Hawkins segue abalada pela abertura dos portais, e nossos heróis se unem pelo mesmo objetivo: encontrar e matar Vecna (Jamie Campbell Bower). Mas ele desapareceu e ninguém sabe seu paradeiro. Para complicar tudo, o governo colocou a cidade sob quarentena militar e intensificou a caça à Onze (Millie Bobby Brown), que precisou se esconder novamente. Conforme o aniversário do desaparecimento de Will (Noah Schnapp) se aproxima, uma ameaça familiar volta à tona. A batalha final se aproxima e, com ela, uma escuridão ainda mais poderosa e mortal. Para acabar com esse pesadelo, todo o grupo precisará se unir de novo pela última vez.
Nia DaCosta, diretora responsável por ‘As Marvels’, surpreendeu recentemente ao revelar o desejo de voltar a trabalhar com produções de super-heróis, mas desta vez fora do MCU.
Segundo o GamesRadar+, DaCosta afirmou que “adoraria dirigir”uma adaptação cinematográfica de ‘Invencível’, série do Prime Video, em formato live-action.
“Os quadrinhos e a animação são incríveis”, escreveu a cineasta. “Eu sei exatamente como gostaria de traduzir esse mundo, e essa incrível relação entre pai e filho, para as telas. Também adoro a ideia de fazer algo em um universo de super-heróis que tenha verdadeira aspereza e visceralidade e sexo!”.
Vale lembrar que os rumores sobre um filme live-action de ‘Invencível’ circulam há anos, desde que, em 2017, foi anunciado que Seth Rogen e Evan Goldberg tinham planos de levar a história para o cinema.
A 4ª temporada de ‘Invencível’ estreia em março no Prime Video.
Na trama, acompanhamos a história de Mark Grayson, um adolescente comum que trabalha numa lanchonete após a aula, que curte quadrinhos e que possui alguns amigos. A grande diferença dele para os demais jovens é o fato de ser o filho do maior super-herói do planeta, o Omni-Man. Não demora muito e Mark começa a desenvolver os mesmos poderes de seu pai, tais como voo, super força e super velocidade. Essa novidade vai transformar sua vida de formas inimagináveis.
As séries 2026 estão começando a chegar pelos streamings! Esse é o caso de Dele & Dela, produção de seis episódios da Netflix, baseada na obra homônima da escritora britânica Alice Feeney. O casal de protagonistas, interpretados pelos ótimos Jon Bernthale Tessa Thompson, busca lapidar seus intrigantes personagens de forma intensa, despertando um certo desconforto pelos julgamentos morais, em pontos de vistas que avançam pela narrativa.
Reunindo personagens ambíguos, que agem de forma totalmente imprevisível, e envolvidos em um suspense que só se define nos minutos finais do último episódio, essa minissérie apresenta camadas que avançam desde as formas de lidar com uma tragédia avassaladora até as linhas tênues da ética profissional. Pena que o roteiro, muitas vezes conveniente, com coincidências se amontoando e coadjuvantes escanteados, não consegue explorar ao máximo os assuntos relevantes que se apresentam.
Após um período de luto, o detetive Jack (Jon Bernthal) busca seguir com sua vida, morando na cidadezinha onde nasceu, ao lado da irmã e da sobrinha. A aparente calma de sua rotina é totalmente abalada quando um brutal assassinato, de uma pessoa que ele conhece, acontece em uma região afastada da cidade. Ao mesmo tempo, sua esposa, a jornalista Anna (Tessa Thompson), que sumiu durante um tempo, volta à cidade para a cobertura do caso. Aos poucos, vamos percebendo que esses personagens escondem segredos que vão ditar o ritmo dessa história, nos conduzindo a um final surpreendente e que diz muito sobre a palavra vingança.
Esse é um projeto que é bem fácil o decifrar de suas reflexões, mesmo com o desfecho imprevisível que apresenta. Nosso olhar para a trama se constrói a partir de dois personagens completamente diferentes, que tem um passado íntimo, mas se encontram em outra fase da vida. A questão do luto é a que logo chega, trazendo as formas como lidamos com esse momento apresentadas em duas óticas. Depois, a ética profissional é exposta de forma escancarada, seja pelas ações inconsequentes do policial, seja pela ambição ligada ao sensacionalismo televisivo. Esses dois pontos são, de longe, as camadas longe da superfície que o roteiro consegue acessar.
O ponto que deixa a desejar é um certo comodismo na conveniência. A minissérie acelera a narrativa para um suspense no qual a construção dramática, algumas vezes, dá espaço para coincidências e soluções fáceis – algo que pode tirar a paciência de muita gente. Isso acontece, talvez, por conta de um final que realmente surpreende, como se esse trunfo nas mãos fosse o suficiente para segurar a total atenção durante os seis episódios.
Dele & Delabusca ser um suspense daqueles que a maior parte do público adora, com um plot twist bombástico que vai dar o que falar. No entanto, ao longo dos episódios, altos e baixos são perceptíveis, parece que falta desenvolvimento de algumas peças para esse labirinto de surpresas realmente causar impacto.
A estrela de ‘Stranger Things’, Sadie Sink, falou recentemente sobre o aclamado desfecho da temporada e comentou uma das principais críticas dos fãs: a longa fala motivacional de Max em uma cena envolvendo sua personagem.
Durante uma entrevista ao The Tonight Show, Sink explicou sua percepção sobre o momento:
“Quando eu estava gravando, acho que a urgência não bateu de verdade. Mas assistindo, sim… eu definitivamente estou indo com toda a calma do mundo. Tipo, por que estamos gravando um episódio inteiro de podcast? É só correr!”, afirmou.
“When I was shooting it, I don’t think the urgency really hit me. But watching it, yeah… I’m definitely taking my sweet time. Like, why are we filming a whole podcast episode? Just run!” pic.twitter.com/ytsFojfjGr
A cena acontece no sexto episódio da última temporada, quando Max e Holly finalmente encontram o portal para escapar da mente de Vecna, enquanto o vilão ordena que os demogorgons matem Max no hospital.
Apesar de ser um momento épico, muitos fãs ficaram revoltados com o fato de que, diante do portal, em vez de simplesmente correr, Max decide conversar com Holly, orientando a jovem a encontrar o próprio caminho.
Os novos episódios se passam no outono de 1987. Hawkins segue abalada pela abertura dos portais, e nossos heróis se unem pelo mesmo objetivo: encontrar e matar Vecna (Jamie Campbell Bower). Mas ele desapareceu e ninguém sabe seu paradeiro. Para complicar tudo, o governo colocou a cidade sob quarentena militar e intensificou a caça à Onze (Millie Bobby Brown), que precisou se esconder novamente. Conforme o aniversário do desaparecimento de Will (Noah Schnapp) se aproxima, uma ameaça familiar volta à tona. A batalha final se aproxima e, com ela, uma escuridão ainda mais poderosa e mortal. Para acabar com esse pesadelo, todo o grupo precisará se unir de novo pela última vez.
Martina Radwan, diretora do documentário ‘One Last Adventure: The Making of Stranger Things 5’, comentou recentemente sobre o desfecho do fenômeno da Netflix.
Durante uma entrevista à Variety, Radwan abordou uma das grandes questões do final da série: Eleven está viva?
“Gosto da ideia de que a magia morreu, ou de que a magia precisou morrer. Mas, ao mesmo tempo, a magia continua viva dentro de nós. Então, não sei”, afirmou.
Além disso, a diretora revelou que gostou muito do desfecho e compartilhou sua experiência ao assisti-lo com o público:
“Eu adoro o final. Eu realmente gostei. Eu vi no cinema, claro, aqui em Nova York, na Union Square. Foi muito legal ver todo mundo participando, acompanhando e aplaudindo. Foi incrível vivenciar isso em um ambiente comunitário”, concluiu.
Intitulado ‘One Last Adventure: The Making of Stranger Things 5’, o documentário estreia no dia 12 de janeiro na Netflix.
A produção vai explorar os bastidores das gravações da série de maior sucesso da plataforma, que encerrou sua jornada na 5ª temporada, dez anos após sua estreia.
Os novos episódios se passam no outono de 1987. Hawkins segue abalada pela abertura dos portais, e nossos heróis se unem pelo mesmo objetivo: encontrar e matar Vecna (Jamie Campbell Bower). Mas ele desapareceu e ninguém sabe seu paradeiro. Para complicar tudo, o governo colocou a cidade sob quarentena militar e intensificou a caça à Onze (Millie Bobby Brown), que precisou se esconder novamente. Conforme o aniversário do desaparecimento de Will (Noah Schnapp) se aproxima, uma ameaça familiar volta à tona. A batalha final se aproxima e, com ela, uma escuridão ainda mais poderosa e mortal. Para acabar com esse pesadelo, todo o grupo precisará se unir de novo pela última vez.
Britney Spears, a eterna “Princesa do Pop”, surpreendeu seus fãs ao anunciar em suas redes sociais que não pretende mais realizar performances nos Estados Unidos. Em um post carregado de emoção, a cantora revelou que suas danças no Instagram são uma forma de “curar coisas no corpo” e desabafou sobre as dificuldades que enfrentou.
“Enviando este piano para o meu filho este ano! Curiosamente, eu danço no IG para curar coisas no meu corpo que as pessoas não fazem ideia. Sim, e às vezes é constrangedor… mas eu caminhei através do fogo para salvar a minha vida… Nunca mais vou atuar nos EUA por razões extremamente sensíveis”, escreveu.
Apesar da decisão, a cantora expressou o desejo de se apresentar ao lado do filho em outros países: “Mas espero estar sentada em um banco com uma rosa vermelha no cabelo, num coque, atuando com meu filho… no Reino Unido e na AUSTRÁLIA muito em breve. Ele é uma grande estrela e eu sinto-me tão humilde por estar na sua presença!!! Que Deus te acompanhe, homenzinho!”
Embora os detalhes sobre essas “razões sensíveis” não tenham sido revelados, Britney segue em evidência com a pré-produção da cinebiografia baseada em seu livro de memórias, ‘A Mulher em Mim’, que será adaptado para os cinemas em breve.
A Universal Pictures é a detentora dos direitos do livro de memórias best-seller escrito por Spears.
O produtor vencedor do Oscar Marc Platt, colaborador em ‘Wicked‘ e produtor de ‘La La Land‘, também trabalhará no longa. Uma fonte coloca o acordo de direitos em oito dígitos, com direitos ao vasto catálogo musical de Spears como parte do acordo.
O livro foi alvo de uma intensa competição em Hollywood.
Livre de sua tutela, que durou de fevereiro de 2008 a novembro de 2021, Britney possui total autonomia para decidir como adaptar ou não seu livro.
Uma das grandes surpresas recentes do cinema de comédia europeu, ‘Voz de Aluguel’, dirigido pela cineasta francesa Fabienne Godet, conquistou o público ao apostar em um humor fora do comum, misturando performance física, música, imitação e situações cotidianas levadas ao extremo.
Durante entrevista ao CinePOP no Festival de Cinema Francês, a diretora Fabienne e o protagonista Salif Cissé falaram sobre o processo criativo, as inspirações do roteiro, os desafios da comédia e o futuro do gênero nos cinemas.
Logo de início, Fabienne comentou a reação calorosa do público e destacou o quanto considera essencial estar envolvida desde o nascimento do projeto. Segundo a cineasta, o filme é inspirado em um livro de Luc Blanvillain, que carrega o mesmo título da obra adaptada para o cinema.
“Eu nunca dirigi um filme que eu não tenha ajudado a escrever. Preciso me apropriar das ideias, colocar a mão na massa. Só passando por esse processo é que consigo, depois, dirigir de verdade”, explicou.
O roteiro foi escrito em parceria com Claire Barré, que atualmente está no Brasil ministrando uma masterclass para roteiristas. Para Fabienne , a escrita não é apenas o ponto de partida, mas a base estrutural de todo o ritmo do filme — algo ainda mais decisivo quando se trata de comédia.
O personagem vivido por Salif chamou atenção por exigir múltiplas habilidades: stand-up comedy, imitações, canto, dança e uma forte presença física em cena. Questionado sobre suas inspirações, o ator revelou que praticamente não havia referências diretas.
“Na França, não existe ninguém que faça exatamente tudo isso junto. Tem um artista canadense, o Anthony Kavanagh, que chega perto, mas não era exatamente o que eu buscava. Então, de certa forma, não tive um modelo claro para me inspirar.”
Sobre sua habilidade com imitações, Salif foi honesto ao admitir que não se considera um imitador nato.
“Eu gostaria muito de ter esse dom, mas não tenho. Eu diria que sou ok. Um verdadeiro imitador é aquele que tira o fôlego do público, e esse não sou eu. Mas consigo fazer, e isso serviu para o personagem.”
Durante a conversa, Fabienne destacou que fazer humor funcionar é um dos maiores desafios do cinema. Para ela, o segredo começa no roteiro, mas passa obrigatoriamente pela atuação e pela montagem.
“O ritmo já nasce na escrita, no encadeamento das cenas. Mas os atores trazem muito: mímicas, improvisos, maneiras de andar, pequenos gestos. E, quando isso não é suficiente, a montagem entra como um trabalho imenso para garantir que o filme nunca perca o ritmo.”
Ela citou cenas específicas em que o corte direto para a sequência seguinte já fazia parte da piada, reforçando que a comédia exige uma cadência constante para manter o envolvimento do público.
Salif também falou sobre sua trajetória como ator e revelou que atuar não foi um sonho de infância.
“Isso chegou mais tarde, por volta dos 17 anos. Mas quando chegou, nunca mais foi embora. Desde então, nunca mais quis fazer outra coisa.”
Sobre gêneros, o ator rejeita a ideia de preferências fixas.
“Não acho que exista um gênero mais fácil ou mais difícil. Tudo depende do roteiro e da afinidade com o personagem. O Batista, por exemplo, não é exatamente um personagem cômico — ele vive situações cômicas.”
Segundo ele, a chave está na sinceridade da interpretação, mesmo quando o contexto provoca riso.
A comédia está mesmo em extinção?
Encerrando a entrevista, os dois comentaram a percepção de que a comédia estaria desaparecendo dos cinemas, especialmente quando comparada aos anos 1990 e 2000.
Fabienne ponderou que, ao menos na França, não sente essa diminuição de forma tão clara.
“Talvez as comédias sejam diferentes hoje. Existem aquelas grandes comédias para o grande público e outras mais autorais, como este filme.”
Já a diretora acredita que o problema esteja mais ligado ao mercado do que à criatividade.
“A comédia deixa menos margem para erro. Nos Estados Unidos, por exemplo, ela se tornou menos lucrativa. Não é uma questão de qualidade, mas de retorno financeiro.”
No fim, o filme surge como prova de que a comédia segue viva — ainda que precise se reinventar. Apostando em identidade autoral, personagens singulares e um humor construído com precisão, a produção mostra que rir no cinema continua sendo um desafio, mas também uma necessidade.
Na trama, Baptiste (Salif Cissé) é um exímio imitador, super habilidoso com a voz, que trabalha num call center e faz apresentações artísticas na outra parte do tempo. Certo dia, conhece Pierre (Denis Podalydès), um famoso escritor que vive recluso e que logo lhe faz uma proposta pra lá de inusitada: que Baptiste se passe por ele através das inúmeras ligações que recebe todos os dias. Assim, aos poucos – entre conversas e mais conversas – Baptiste e Pierre vão aprendendo um com o outro.
Selecionado para o Festival de Cinema Francês do Brasil 2025 – o antigo Varilux –, o filme confronta o espectador a indagações existenciais, sendo a principal delas: O que você faria se alguém lhe pedisse para se passar por essa pessoa? Com camadas se abrindo, ainda que não tão longe da superfície, vamos conhecendo os conflitos desses personagens pela perspectiva de um protagonista que inicia uma desconstrução sobre tudo que acredita e se viu amarrado pelas dores até ali.
A estrutura narrativa é bem simples e apresenta somente pitacos de contextos mais amplos, moldados numa construção positiva das consequências emocionais – algo frágil, mas que funciona, entretanto não confronta e se alonga. Há uma certa coragem de apresentar uma conjuntura de encontros artísticos mostrando como a felicidade pode vir desses ofícios, dentro do confronto entre criatividade e realidade. Essa questão lapida uma exaltação à vida, transmitindo mensagens positivas no campo das reconstruções.
Voz de Aluguelé um daqueles filmes que passam a sensação de que conseguiram exibir tudo que queriam dizer – nada além. Coeso e sem excessos, explora a liberdade e a responsabilidade pelos significados que a vida permite, além de jogar uma lupa sobre quando teremos o bastante para recomeçar.