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Crítica | Tem Alguém na sua Casa – Terror Slasher da Netflix mistura ‘Pânico’ com ‘Pretty Little Liars’

Outubro finalmente chegou, o mês favorito dos fãs de filmes de terror! É quando temos a maior oferta de produções de todos os subgêneros desse estilo de filme, inclusive filmes que prestam homenagem a clássicos do terror. E para abrir a temporada de Halloween na Netflix, chegou hoje à plataforma o longa ‘Tem Alguém na sua Casa’, um misto de ‘Pânico’ com ‘Pretty Little Liars’.

Makani (Sydney Park, que, vejam só, está em ‘Pretty Little Liars: The Perfeccionists’) é uma jovem estudante na cidade de Osbourne e tem um obscuro segredo em seu passado. Ela é amiga de Alex (Asjha Cooper), Zach (Dale Whibley), Darby (Jesse LaTourette), Ollie (Théodore Pellerin), Rodrigo (Diego Josef) e Caleb (Burkely Duffield), sem imaginar que cada um deles também esconde um segredo. Quando um serial killer passa a perseguir e matar estudantes da escola e expor os segredos das vítimas em público, Makani entende que precisará confrontar seu passado para salvar a sua própria vida e a de seus amigos.

Logo de cara percebemos que ‘Tem Alguém na sua Casa’ quer carregar nossa memória aos clássicos filmes slasher dos anos 1980, com sua abertura em plano aberto com uma picape em foco se encaminhando para uma casa isolada no meio de um matagal e letras garrafais amarelas mostrando os créditos. Só faltou o aspecto VHS na qualidade da imagem.

Baseado no livro de Stephanie Perkins, ‘Tem Alguém na sua Casa’ tem aquela trama típica das histórias ya, centrada em jovens adolescentes cujos pais e responsáveis não têm o menor controle sobre eles e que inacreditavelmente conseguem se meter em situações de perigo recorrentemente. O roteiro de Henry Gayden demora um pouco para apontar quem é o protagonista da história, e quando finalmente o faz, perde um pouco de tempo se prendendo aos dramas adolescentes comuns que pouco acrescentam, e acabam ocupando 1/3 do longa justamente após uma boa abertura.

Entraria aí mais de dosagem na direção de Patrick Brice, que começa seu filme com um gancho marcante – com a morte de um personagem de maneira bastante chocante, jogando sangue para todos os lados de maneira bem evidente – para depois entrar no mormaço dos dramas juvenis. Quando por fim ‘Tem Alguém na sua Casa’ aponta que vai acelerar seu ritmo e voltar ao que realmente importa – o serial killer – o enredo pula da primeira para a quarta marcha, matando vítimas com explicações pouco convincentes. Igual a motivação do assassino é tão fraca que, quando sua identidade é finalmente revelada, o seu antagonista literalmente vira e fala “jura que esse é seu motivo? que lógica distorcida é essa que você tem?’. Pois é, se nem os personagens compraram a motivação do serial killer, que dirá o espectador.

Ainda que com estas irregularidades, ‘Tem Alguém na sua Casa’ entretém e traz clássicos elementos do terror à sua produção, como um serial killer mascarado que mata com uma faca e um milharal labiríntico onde as vítimas se perdem. ‘Tem Alguém na sua Casa’ é um bom prato de entrada para a temporada de filmes de terror na Netflix, mas ainda não é o prato principal.

‘Negra Como a Noite’: Terror da Blumhouse conquista 75% de aprovação no Rotten Tomatoes

Com 20 críticas publicadas até o momento, ‘Negra Como a Noite‘ (Black as Night), novo terror da Blumhouse em parceria com a Amazon Prime, surpreendeu os críticos e conquistou 75% de aprovação no Rotten Tomatoes.

O consenso geral é que o longa se destaca pelas críticas sociais e a representatividade de seu elenco, apesar de falhar em oferecer cenas tensas e sustos.

Separamos os trechos das principais críticas:

“Funciona bem como um melodrama sobrenatural adolescente, razoavelmente astuto, embora um pouco bobo – mas não funciona bem como um filme de terror, muito menos como uma crítica sobre questões históricas e políticas centradas na raça, que parecem apenas terem sido coladas na narrativa.” (Variety)

“Os efeitos especiais são bons, embora não sejam notáveis, mas os atores estão excelentes e o roteiro consegue ser cuidadoso sem prejudicar a diversão.” (New York Times)

“Esse filme traz um tom divertido e leve para problemáticas reais.” (Guardian)

“O roteiro é inteligente, mas a execução deixa muito a desejar.” (Decider)

“Embora tenha momentos divertidos, o terror ‘Negra Como a Noite’ é desequilibrado, o que torna o filme difícil de se assistir.” (Screen Rant)

“Esse filme pode não se destacar se você já assistiu outras produções com vampiros, mas se você quer ver um filme sobre vampiros e a vida de uma protagonista que espelha o mundo real, ele tem alma suficiente.” (RogerEbert.com)

Vale lembrar que o terror já está disponível na Amazon Prime!

Dirigido por Maritte Lee Go (‘Phobias’), o longa faz parte de uma parceria com a Blumhouse – um projeto que incluirá oito filmes de terror originais, intitulado ‘Welcome to the Blumhouse‘.

Quinze anos depois que o furacão Katrina devastou Nova Orleans, uma nova ameaça deixa sua marca no Big Easy na forma de perfurações na garganta da vulnerável população deslocada da cidade. Quando sua mãe viciada em drogas se torna a última vítima dos mortos-vivos, Shawna (Cooper), de 15 anos, promete igualar a pontuação. Junto com três amigos de confiança, Shawna trama um plano ousado para se infiltrar na mansão do vampiro no histórico Bairro Francês, destruir seu líder e transformar seus discípulos com presas de volta em sua forma humana. Mas matar monstros não é uma tarefa fácil, e logo Shawna e sua equipe se encontram em um conflito de séculos entre facções de vampiros em guerra, cada uma lutando para reivindicar Nova Orleans como seu lar permanente.

O elenco conta com Asjha Cooper, Fabrizio Guido, Mason Beauchamp, Abbie Gayle, Craig Tate e Keith David.

‘O Último Duelo’: Matt Damon e Adam Driver se enfrentam em trecho inédito do épico histórico; Assista!

A 20th Century Studios divulgou uma cena inédita de ‘O Último Duelo‘ (The last Duel), mostrando uma parte do aguardado confronto no épico histórico dirigido por Ridley Scott (‘Blade Runner’).

O trecho mostra prepara o público para o início do duelo entre Jean de Carrouges (Matt Damon) e Jaques Le Gris (Adam Driver).

No longa, a rivalidade entre os personagens começa depois que Le Gris foi acusado de violentar sexualmente Marguerite de Carrouges (Jodie Comer), esposa Jean.

Tentando proteger a honra da esposa, Jean desafia Jacques para um duelo até a morte.

Confira a cena, junto com o trailer:

Baseado no romance homônimo publicado por Eric Jager em 2004, o roteiro foi escrito por Nicole Holofcener, ao lado de Ben Affleck e Matt Damon, que já foram premiados com o Oscar de Melhor Roteiro Original em 1998 por ‘Gênio Indomável‘.

Dirigido por Ridley Scott, o longa é ambientado na França do século XIV e contará a história da vida real dos cavaleiros Jean de Carrouges e Jacques Le Gris, que participaram do último duelo até a morte, sancionado oficialmente depois que Carrouges acusou Le Gris de estuprar sua esposa.

Atriz que vive a protagonista já assistiu ao novo ‘Pânico’: “Vocês não estão preparados…”

A atriz  Melissa Barrera, que interpreta uma das irmãs protagonistas do novo ‘Pânico‘ ao lado de Jenna Ortega, revelou no Twitter já pôde assistir ao corte final…

“Vi o corte final de #Pânico. Vocês não estão preparados…”, afirmou.

O trailer será lançado na internet no dia 12 de Outubro, foi classificado 14 anos e terá 2 minutos e 21 segundos de duração…

O elenco do novo filme contará com o retorno de Neve CampbellDavid ArquetteCourteney Cox e Marley Shelton, além de introduzir os novatos Melissa BarreraDylan MinnetteJenna OrtegaMason GoodingKyle Gallner, Jack Quaid, Jasmin Savoy BrownMikey Madison.

Matt Bettinelli-OlpinTyler Gillett são os diretores.

O primeiro filme da franquia estreou em 1996 e tornou-se um clássico instantâneo e revolucionário que misturou elementos do terror slasher com a metalinguagem cinematográfica. Dirigido por Wes Craven e roteirizado por Kevin Williamson, a trama focava em um serial killer mascarado conhecido pelo nome de Ghostface, que utilizava bordões e um assustador conhecimento sobre produções do gênero para perseguir suas vítimas.

Juntas, as quatro iterações arrecadaram mais de 608 milhões de dólares nas bilheterias mundiais. 

A Paramount Pictures lança ‘Pânico‘ no Brasil no dia 13 de janeiro de 2022, um dia antes da estreia norte-americana.

 

‘Juntos e Enrolados’: Rafael Portugal e Cacau Protásio se casam no teaser da comédia; Assista!

A Imagem Filmes divulgou o primeiro teaser da comédia nacional ‘Juntos e Enrolados‘.

Confira:

A comédia será lançada nos cinemas no dia 6 de janeiro de 2022.

Rodrigo van der Put e Eduardo Vaisman são responsáveis pela direção.

Após dois anos juntos, Júlio (Rafael Portugal) e Daiana (Cacau Protásio) finalmente conseguem economizar o suficiente para realizar a tão sonhada festa de casamento. O grande dia chegou! Mas pouco antes da cerimônia, uma mensagem no celular do noivo acabou enrolando todos os planos. O casamento pode até ser cancelado, mas a festa não pode parar!

O elenco ainda conta com Fábio de Luca, Evelyn Castro, Marcos Pasquim, Leandro Ramos, Matheus Ceará e Berta Loran.

Telecine Play será extinto e grade de filmes migrará para a plataforma Globoplay

A plataforma de streaming Telecine Play será oficialmente encerrada pelo grupo Globo. A informação foi confirmada por meio de um comunicado oficial emitido pela empresa (via Metrópoles).

A grade de conteúdo existente no serviço migrará em sua totalidade para a plataforma do Globoplay. A inesperada mudança foi consolidada “com base em decisões técnicas e estratégicas”, conforme salientou a gigante das comunicações por meio de sua nota à imprensa.

A empresa ainda ponderou sobre o intuito de concentrar todos os seus conteúdos em uma única plataforma, afim de otimizar a experiência de seus assinantes.

“A mudança visa concentrar seu extenso portfólio de conteúdo em um único ambiente e aprimorar a experiência dos usuários, além de trazer ganhos de sinergia para as operações. O movimento reforça a estratégia de relacionamento direto com o consumidor da Globo, que posiciona o Globoplay como o principal marketplace de conteúdo no Brasil”.

Vale lembrar que o acesso aos conteúdos pertencentes ao Telecine não estará incluso no valor do pacote básico mensal da Globoplay. De acordo com o site Notícias da TV, será necessária uma assinatura específica para poder desfrutar dos títulos presentes.

Além disso, caso o usuário não queira assinar o Globoplay, ele poderá adquirir apenas o pacote Telecine. O acesso ao vasto leque de filmes será feito por meio do principal streaming da Globo, em todas as versões (desktop e aplicativo para TV/smartphone).

Com a nova estratégica, o Telecine volta a existir apenas na TV paga, com seus canais de filmes.

Missão de resgate no novo trailer DUBLADO de ‘Heróis de Fogo’; Confira!

A Paris Filmes divulgou o novo trailer dublado de ‘Heróis de Fogo‘ (Fire).

Confira:

Alexey Nuzhny é responsável pela direção.

Uma história heroica e emocionante sobre bombeiros e equipes de resgate. O que chamamos de ato de bravura é apenas a rotina comum deles, caso alguém consiga se acostumar com o perigo mortal e o risco extremo. Quando as pessoas estão em perigo e parecem não ter ninguém para ajudá-las, as equipes de resgate vêm para lutar contra as forças impiedosas da natureza.

Konstantin Khabenskiy, Ivan Yankovskiy e Stasya Miloslavskaya estrelam a produção.

‘Halloween Kills’: Laurie Strode quer vingança em novos clipes da sequência; Assista!

A sequência ‘Halloween Kills – O Terror Continua‘ ganhou três novos clipes.

Nos dois primeiros, Laurie Strode está sedenta por vingança. Já no terceiro, Michael Myers está fazendo o que faz de melhor: espreitando suas vítimas.

Confira:

O terror será lançado nos cinemas nacionais no dia 14 de outubro.

Os novos filmes trarão diversos personagens conhecidos da franquia, tais como Lindsey Wallace (Kyle Richards), Tommy Doyle (Anthony Michael Hall), Marion Chambers (Nancy Stephens), Leigh Brackett (Charles Cyphers) e Lonnie Elam (Robert Longstreet).

Recentemente, foi divulgado que a sequência terá alta classificação etária e poderá ser assistida apenas por maiores de idade ou menores acompanhados por um responsável.

O terror foi classificado por “forte violência sangrenta, imagens macabras, linguagem e uso de drogas”.

Jamie Lee Curtis estrela ambas as sequências, que também trará o retorno de Robert Longstreet, Kyle Richards e Anthony Michael Hall. Judy Greer e Andi Matichak também voltam.

‘The Deep House’: Terror subaquático do diretor de ‘A Invasora’ ganha trailer ASSUSTADOR

O terror subaquático ‘The Deep House‘, dirigido por Julien Maury e Alexandre Bustillo (do ultra violento ‘A Invasora‘), ganhou um novo trailer.

Confira:

Na trama, enquanto mergulham um remoto lago francês, um casal de Youtubers, que se especializou em exploração subaquática, descobre uma misteriosamente casa no fundo do lago. O que começa como uma descoberta única, logo se transforma em um pesadelo quando eles entendem que a casa foi palco de crimes sinistros. Presos, com pouca reserva de oxigênio, Tina e Ben percebem que o pior ainda está por vir: eles não estão sozinhos na casa.

James Jagger e Camille Rowe estrelam a produção.

O terror será lançado oficialmente no EPIX no dia 5 de novembro.

‘V/H/S/94’: Terror antológico ganha novo clipe TENSO; Confira!

Para promover o lançamento de ‘V/H/S/94‘, o Shudder divulgou um novo clipe tenso do terror antológico.

Confira:

Simon Barrett, Chloe Okuno, Ryan Prows, Jennifer Reeder e Timo Tjahjanto são responsáveis pela direção dos novos segmentos.

Após a descoberta de uma misteriosa fita cassete, um time de polícia da SWAT parte em uma missão de alta intensidade em um armazém remoto, apenas para descobrir um culto sinistro cuja coleção de materiais pré-gravados dá início a uma conspiração horrível.

Essa será a primeira iteração da saga a ser apresentada em uma única e fluida narrativa, com as histórias ligadas entre si. Para aqueles que não se recordam, as entradas anteriores funcionavam de modo antológico e eram ligados por uma narrativa externa.

‘Dash & Lily’ é CANCELADA pela Netflix após uma temporada

A Netflix cancelou oficialmente a série de romance natalino ‘Dah & Lily‘ depois de apenas uma temporada.

“Eu amaria poder voltar e adaptar os outros livros,” afirmou o criador Joe Tracz em uma declaração. “Eu escrevi a adaptação do terceiro livro durante as filmagens. Eu amo esses personagens e o universo que eles vivem. Há mais histórias para serem contadas, e eu amaria poder contá-las.”

A série é baseada nos romances da saga Dash & Lily’s Book of Dares’, de Rachel Cohn David Levithan, além de ser produzida por Nick Jonas.

Um romance turbulento de fim de ano ganha vida conforme o cínico Dash e a otimista Lily trocam desafios, sonhos e desejos em um caderno que levam consigo através da mágica cidade de Nova York.

Austin Abrams (‘Euphoria’) e Midori Francis (‘The Birch’) estrelam.

 

‘Halloween Kills’: Cidadãos de Haddonfield caçam Michael Myers em novas imagens; Confira!

A sequência ‘Halloween Kills – O Terror Continua‘ ganhou novas imagens oficiais.

Confira:

O filme chega aos cinemas em 14 de outubro de 2021.

Os novos filmes trarão diversos personagens conhecidos da franquia, tais como Lindsey Wallace (Kyle Richards), Tommy Doyle (Anthony Michael Hall), Marion Chambers (Nancy Stephens), Leigh Brackett (Charles Cyphers) e Lonnie Elam (Robert Longstreet).

Recentemente, foi divulgado que a sequência terá alta classificação etária e poderá ser assistida apenas por maiores de idade ou menores acompanhados por um responsável.

O terror foi classificado por “forte violência sangrenta, imagens macabras, linguagem e uso de drogas”.

Jamie Lee Curtis estrela ambas as sequências, que também trará o retorno de Robert Longstreet, Kyle Richards e Anthony Michael Hall. Judy Greer e Andi Matichak também voltam.

‘Os Simpsons’: Especial de Halloween fará paródia de ‘Parasita’; Confira as imagens!

A FOX divulgou as primeiras imagens oficiais do próximo especial de Halloween da animação ‘Os Simpsons‘, intitulado ‘Treehouse of Horror XXXII‘.

O episódio fará paródia ao aclamado ‘Parasita‘, além de homenagear ícones do gênero como Edgar Allan Poe e Vincent Price.

Confira as imagens:

O episódio especial irá ao ar no dia 10 de outubro.

Criada por James L. Brooks, Matt Groening e Sam Simon, essa é a série de comédia e animada de maior longetividade da história da televisão americana.

A trama segue as aventuras satíricas de uma família da classe trabalhadora na cidade desajustada de Springfield.

A produção conta com as vozes de Dan Castellaneta, Nancy Cartwright, Harry Shearer, Julie Kavner, Yeardley Smith, Hank Azaria e Pamela Hayden.

‘Escape Room 2’: Confira os bastidores da criação da sala com areia movediça!

A Sony Pictures divulgou um novo vídeo dos bastidores de ‘Escape Room 2: Tensão Máxima‘, destacando o processo de criação por trás da sala mortal com areia movediça.

Confira:

Vale lembrar que o terror continua em exibição nos cinemas nacionais!

Assista nossa entrevista com o diretor Adam Robitel:

Sucesso nos cinemas, ‘Escape Room 2: Tensão Máxima‘ já arrecadou US$ 44.8 milhões mundialmente.

Adam Robitel retorna à direção.

No novo filme, seis pessoas se encontram presas em uma nova série de escape rooms, buscando o que elas têm em comum para sobreviver… e descobrindo que todos já jogaram esse jogo antes. Trata-se de um torneio para aqueles que já sobreviveram a outros jogos mortais.

Logan MillerTaylor Russell retornam para o novo filme. O elenco ainda conta com Isabelle Fuhrman (‘A Órfã’), Holland Roden (‘Teen Wolf’), Indya Moore (‘Pose’), Thomas Cocquerel (‘The 100’) e Carlito Olivero (‘A Casa do Medo’).


 

What If…? | Episódios que gostaríamos de ver na segunda temporada da série

Após o fim da primeira temporada de What If…?, a Marvel já garantiu que a série terá uma segunda temporada. Podendo aprender com os erros desse projeto original, tudo indica que a produção da segunda temporada será bem melhor, podendo entregar muitos episódios fantásticos. Pensando nisso, o CinePOP separou sete temas que poderiam render bons episódios, já contando com filmes e séries da Fase Quatro do estúdio. Confira!

E se… Gamora matasse o Thanos?

Prometido para a primeira temporada, o episódio da Gamora derrotando o Thanos acabou sendo apenas um referência dentro da trama dos Guardiões do Multiverso. Ou seja, não vimos como foi que ela matou o pai nem como foi todo o processo de planejamento, busca e luta. Além disso, tudo indica que esse episódio contaria ainda com Tony Stark indo parar em Sakaar, onde teria de lutar na arena de gladiadores para sobreviver. Seria incrível se realmente fizessem esse episódio.

E se… Thor tivesse acertado a cabeça?

Um dos momentos mais tensos de Vingadores: Guerra Infinita (2018) é quando o Thor arremessa seu machado em direção ao peito de Thanos. Ele consegue ferir gravemente o Titã, que escapa utilizando o poder das Joias do Infinito. Porém, e se o deus do trovão tivesse acertado a cabeça de Thanos, vencendo a guerra em Wakanda? As consequências disso abririam um leque incrível de possibilidades, a começar pela questão primordial: quem ficaria com as Joias do Infinito? Elas estariam soltas na Terra à disposição de qualquer um. Quem seria o novo portador? Seria o governo de Wakanda? Stark tentaria estudá-las? Ele faria uma armadura com ela? O Doutor Estranho reivindicaria a posse delas? E a Capitã Marvel? O governo americano tentaria invadir Wakanda? Talvez até mesmo uma nova Guerra Civil acontecesse nessa história. As possibilidades são muitas!


E se… Yondu tivesse entregado o Peter para o Ego?

No universo de Guardiões da Galáxia, Ego, o Planeta Vivo engravidou uma jovem do Missouri e voltou para o espaço. Anos mais tarde, ele contrata Yondu para sequestrar seu filho da Terra e levá-lo para o espaço. Porém, ao saber as intenções do patrão, Yondu não entrega o pequeno Peter Quill para o pai e decide criá-lo como um dos Saqueadores. O tempo passa e o garoto se transforma no Senhor das Estrelas, o fora da lei mais famoso (ou quase) da galáxia. Ele até tenta convencer o filho a ajudá-lo no processe de conquista universal, mas Peter se recusa e acaba envolvido numa batalha mortal com o próprio pai. Mas e se Yondu não tivesse decidido ficar o garoto e só o entregasse direto para o Ego? Ver o Peter crescendo com a mentalidade de um celestial, usufruindo de seus poderes de manipulação de energia para se tornar um déspota espacial seria simplesmente único. Sair de um personagem bobão para um tirano com delírios de grandeza seria uma bola dentro da Marvel.

E se… Capitã Marvel se unisse ao Império Kree?

Nos cinemas, a Capitã Marvel se torna uma super-heroína depois de cair na Terra e descobrir que o Império Kree apagou sua memória para que ela não se lembrasse quem realmente era. Ao saber da verdade, ela se une aos Skrull e se rebela contra os Kree, derrotando vários deles e impedindo que seu projeto de domínio e expansão aumentasse. No entanto, seria interessante ver uma versão na qual ela descobre a verdade e em vez de tentar desmontar o sistema, ela decide assumir um posto de comando, tomando o Império Kree para si. Será que ela conseguiria mudar o modo do império agir? Ou ela se renderia ao dogmas Kree e se tornaria a arma mais poderosa do universo? De qualquer forma, seria interessante ver uma realidade na qual ela se descobriu mais Kree que Humana.

E se… Isaiah Bradley fosse reconhecido como herói?

Dono de um dos arcos mais sensíveis e brilhantes de Falcão e o Soldado Invernal, o veterano Isaiah Bradley fez parte de um grupo de soldados americanos negros que serviram de cobaia para testes de fórmulas experimentais de soros do supersoldado. A grande maioria morreu em decorrência das sequelas e efeitos colaterais das fórmulas corrompidas, mas Isaiah sobreviveu e atuou contra as forças do mal. Porém, o governo americano o encarou como uma prova viva de sua eugenia e racismo, então o manteve preso por anos, apagando o Capitão América Negro da história. Seria absolutamente fantástico imaginar uma linha do tempo em que Isaiah fosse reconhecido como um grande herói ainda em sua juventude, influenciando nas questões raciais que marcaram o desenvolvimento da sociedade americana, e mostrando como ter um símbolo desse tamanho atribuído a um homem negro poderia ter afetado a vida americana nos últimos 70 anos.

E se… Shang-Chi não tivesse fugido?

Parte importante da história do Shang-Chi é que ele fugiu de seu pai, Wenwu, quando tinha 14 anos, para não precisar fazer parte dos Dez Anéis e poder viver sua vida como bem entendesse. Isso causou um certo enfraquecimento do grupo terrorista, que perdeu um de seus melhores guerreiros. Além do mais, Wenwu estava preocupado demais com suas questões espirituais, o que acabou permitindo que os americanos roubassem o nome de seu grupo terrorista para seus propósitos imperialistas. Mas será que essa história seria diferente se pai e filho tivessem unido forças desde cedo para expandir os interesses dos Dez Anéis? Ou será que o próprio Shang-Chi teria derrotado o pai para tentar assumir o controle da organização? E como ficaria a questão do Homem de Ferro e do Mandarim falso? Trevor Slattery e Aldrich Killian teriam contado com a misericórdia de Shang-Chi? Poderia render um episódio bem interessante de intrigas internacionais e kung fu, os pilares da sociedade moderna.

E se… Eternos tivessem interferido?

Apesar de ainda não ter assistido ao filme, os trailers indicam que os Eternos chegaram à Terra na aurora da humanidade e vieram acompanhando o crescimento social aprendendo e ensinando algumas coisas para as pessoas sem efetivamente interferir em conflitos não causados por Deviantes. Só que os Eternos são praticamente deuses entre as pessoas. Se eles tivessem decidido interferir ao longo das décadas, toda a história humana seria diferente. Provavelmente as religiões do mundo seriam voltadas para eles, a sociedade seria tecnologicamente e socialmente mais evoluída, diversos acontecimentos marcantes não teriam ocorrido e provavelmente não seria necessária a existência de outros heróis, já que eles resolveriam tudo. Nesse contexto, imaginar o Universo Marvel sob essa perspectiva é repensar tudo que já foi feito e até mesmo flertar sobre como pode ser o futuro da humanidade com avanços tecnológicos e tudo mais. Seria uma opção arriscada do estúdio, mas com um potencial enorme.

E você? Que episódios gostaria de ver na segunda temporada de What If…? Diga nos comentários!

A primeira temporada de What If…? está disponível no Disney+.

‘Amarração do Amor’: Comédia com Cacau Protásio ganha novo teaser divertido; Confira!

Paris Filmes divulgou um novo teaser oficial da comédia ‘Amarração do Amor‘, estrelada por Cacau Protásio.

Confira:

Apaixonados, Lucas (Bruno Suzano) e Bebel (Samya Pascotto) decidem oficializar a união. Mal sabem eles que a religião vai ser um ponto de discórdia entre suas respectivas famílias. Enquanto o pai da noiva, Samuel (Ary França), luta para fortalecer as tradições judaicas dentro de casa; Regina (Protásio), mãe de Lucas, se esforça para que seu filho leve para sua futura família as tradições da umbanda.

“Este filme fala de um conflito que nasce do amor. O amor de um pai e de uma mãe que querem impor suas tradições religiosas. Nada melhor que uma comédia para rirmos de nossas diferenças. Nosso país é muito sincrético, e a palavra da vez é tolerância. Como nosso elenco e equipe são formados por pessoas de diferentes religiões, de católicas a evangélicas, de espíritas a judeus, tratar do tema com humor tem sido tão divertido quanto respeitoso”, diz a produtora Iafa Britz. 

Amarração do Amor tem estreia marcada para o dia 14 de outubro.

Artigo | Dualidade sobre a vida e a morte transforma ‘Missa da Meia-Noite’ em pura análise metafísica

Cuidado: muitos spoilers à frente.

Mike Flanagan retornou recentemente com mais uma produção original para a Netflix, intitulada Missa da Meia-Noite – e, com rapidez assustadora, se tornou um dos melhores títulos não apenas do ano, mas também de sua carreira.

Ambientada na fictícia Ilha Crockett, a narrativa tem como ponto de início a chegada de um misterioso reverendo chamado Paul Hill (Hamish Linklater), que substitui o já velho monsenhor local e promove uma mudança radical no cotidiano dos moradores da comunidade insular. É a partir daí que cada um dos protagonistas e coadjuvantes mergulha de cabeça em uma autorreflexão sobre a vida e a morte, a fé e a ciência, o medo e a coragem – centrado, da mesma forma, no arco de redenção do jovem Riley Flynn (Zach Gilford), recém-saído da prisão por ter cometido homicídio culposo.

Apesar da intrincada trama, Flanagan é auxiliado tanto por uma equipe criativa de peso quanto por um estelar elenco que encarna cada uma das metáforas que se espalham pelos episódios. Assim como as outras incursões do realizador, como A Maldição da Residência Hill e ‘A Maldição da Mansão Bly’, há um apreço pelo terror gótico e por elementos sobrenaturais – ora, temos até mesmo a presença de uma criatura vampiresca que se alimenta das esperanças (e do sangue) dos personagens. Entretanto, há um outro aspecto analisado com profundidade por Flanagan e por seus colaboradores que se afasta das obviedades do horror e abre espaço para discussões metafísicas que remontam a explorações filosóficas de séculos passados.

Se há um tema que sempre esteve ativo na sociedade, desde as primeiras inflexões humanas, esse é o da morte. Afinal, não há explicações concretas do que podemos esperar após nosso tempo no plano terreno chegar ao fim, ainda que algumas mitologias tentem buscá-las: os egípcios acreditavam que a vida é apenas um dos capítulos de uma longínqua jornada que continua com a morte (e tal crença se estenderia para inúmeras ramificações religiosas e filosóficas, como o espiritismo, que compreende a existência da reencarnação); os católicos encaram a passagem da vida para a morte como consequência direta das ações que tomamos no espectro mundano, motivo pelo qual há a clara distinção entre o paraíso e o inferno; ademais, há uma crença tão igual do vazio houve antes do nascimento e do vazio que haverá depois de morrermos.

De qualquer forma, as questões envolvendo a morte despertam curiosidade e receio naqueles que ousem se aventurar em tais escavações – ainda mais pelo fato das espécies animais, incluindo a nossa, terem uma afeição intrínseca pela conservação, ou seja, pelo medo da destruição do organismo. Há um consenso generalizado de que a morte é o que coloca em xeque a própria essência do ser – algo rebatido, por exemplo, pelo pensador polonês Arthur Schopenhauer, que afirma que o medo da morte é uma tolice. Segundo ele, a incerteza reside sobre a vida (um período tão efêmero que não deveria ter o peso que tem sobre nós), enquanto o temor pela morte se destrincha em um não conhecimento sobre o não-ser, ou seja, sobre o infinito. Se não arreceamos frente à infinitude anterior à nossa existência, por que deveríamos nos preocupar com a infinitude futura?

Flanagan parece adotar com certo cinismo esse pensamento schopenheauriano e resolve fornecer uma resposta, por mais incrível que seja, a essas perguntas existencialistas. Ainda que finque suas inspirações nos escritos bíblicos do catolicismo ortodoxo, ele é feliz o suficiente ao escolher passagens certeiras que fogem das particularidades ideológicas e se expandem para uma universalidade convidativa – representado, até mesmo, pela crescente presença dos habitantes da ilha em sua congregação. Paul, em momento algum, se mostra como um representante da figura divina em meio aos humanos, mas sim um arauto de experiências pessoas que transcendem as fracas convicções e que trazem uma aura de compreensão quase blasfema (uma sutil ironia respingada na produção).

O vampiro, ou “anjo”, como é caracterizado por Paul e por aqueles que decidem segui-lo, exige, em troca da vida eterna – mais uma construção paradoxal, considerando que homem e eternidade são conceitos conflitantes -, um sacrifício que exige a boa morte (cuja derivação do grego originou o termo eutanásia) para que o retorno à vida, agora repleta de conhecimentos que ultrapassam os limites do homem, ocorra sem quaisquer problemas. Há um complexo jogo entre livre arbítrio e influência que se respalda em estudos feitos por Immanuel Kant e por Baruch Spinoza, por exemplo, no tocante à boa morte voluntária (benéfica para a pessoa) e à morte do coletivo – afinal, a comunidade ou aceita de bom grado uma mudança radical naquilo que adotavam como normal, ou é levada a se submeter à nova verdade, seja para o bem ou para o mal.

A luta contra a morte é o que prenuncia a ruína dos personagens: Paul, cego pelo poder que lhe foi dado, não consegue enxergar além da necessidade incontrolável de compartilhar seus dons e a verdade que se mostrou a ele – e dá aval, ainda que inconscientemente, para a ascensão de um perigoso fanatismo encarnado por Bev Keane (Samantha Sloyan), que não aceita qualquer discordância do presente que recaiu sobre a comunidade. E, à medida que Crockett se transforma em uma espécie de conclave que renasceu como seu salvador, não percebem que a batalha já esteve perdida há muito tempo – e que a conquista sobre a inevitabilidade da passagem ao outro plano (seja lá qual ele for) foi asfixiada pela própria ambição desmedida.

‘What If…?’ | Ranking do pior para o melhor episódio da primeira temporada

A primeira temporada de What If…? chegou ao fim nesta quarta-feira. Cheia de reações mistas na internet, a série conquistou alguns fãs, mas deixou outros decepcionados. Com nove episódios, a produção foi a primeira investida da Marvel de expandir seu Universo Cinematográfico para o mundo das animações. Pensando nisso, o CinePOP decidiu ranquear os episódios do pior para o melhor. Confira!

Ep.1 – E se… A Capitã Carter fosse a primeira vingadora?

O primeiro episódio da série é também o mais fraquinho deles. Não que seja exatamente ruim, ele é só pouco criativo mesmo. Apesar de trazer a Capitã Carter (Hayley Atwell) como uma protagonista inédita, o episódio é pouquíssimo inovador. Na verdade, seu roteiro é um copia e cola da trama de Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), inclusive trazendo aspectos da personalidade de Steve Rogers para Peggy Carter, em vez de realmente desenvolver a “nova” personagem e dar a ela uma história diferente, com personalidade e criatividade.

Ep.3 – E se… O mundo perdesse seus heróis mais poderosos?

Talvez um pouco mais interessante para quem não leu os quadrinhos inspirados no MCU, esse episódio acompanha a semana que antecede os eventos de Os Vingadores (2012). Porém, em vez de conseguir recrutar os heróis, Nick Fury (Samuel L. Jackson) percebe que todos os seus candidatos para deter ameaças que nenhum herói sozinho conseguiria estavam sendo alvos de um misterioso serial killer. Ele desenvolve bem um personagem pouco utilizado do Universo Cinematográfico Marvel, mas acaba sendo bem esquecível, já que seu maior mérito é propor que o espectador imagine como seria esse universo após os eventos do episódio. No entanto, como não há outro episódio nessa realidade, fica só na imaginação mesmo.

Ep.9 – E se… O Vigia quebrasse seu juramento?

O season finale da série é um episódio bem protocolar. Mesmo sendo promovido como o episódio em que Gamora derrotou Thanos, o capítulo final perde pouco menos de 1 minuto mostrando esse núcleo para encerrar o arco dos Guardiões do Multiverso. Cheio de referências a filmes do MCU e seguindo a cartilha do “filme de grupo” da Marvel, o episódio se apoia bastante na interação dos personagens do que em uma trama realmente interessante. É muita pancada para pouca história. Essa falta de equilíbrio acaba atrapalhando, mas é bem divertido ver os heróis de várias dimensões precisando confiar uns nos outros.

Ep.5 – E se… Zumbis?

Baseado na famosa e controversa saga dos Zumbis Marvel, o quinto episódio peca pela falta de tempo. É muito curto para o tanto de potencial que é apresentado ao longo do capítulo. Nessa episódio, um vírus zumbi assola o universo Marvel, fazendo com que os maiores heróis da Terra se infectassem e virassem mortos vivos famintos por carne humana. Nesse meio, um grupo de heróis sobreviventes tenta encontrar uma cura para salvar o mundo. Para isso, eles vão precisar se unir e enfrentar seus amigos zumbificados.

Ep.7 – E se… O Thor fosse filho único?

O episódio mais descompromissado da série é também um dos mais divertidos. Nesse capítulo, em vez de Odin tomar o pequeno Loki e criá-lo como seu filho, ele devolve o bebê para os Gigantes de Gelo, fazendo com que Thor crescesse como filho único. Assim, o deus do trovão se torna um playboy sem limites que viaja pela universo promovendo festas intermináveis e inconsequentes, aproveitando o melhor que cada planeta tem a oferecer. Quando ele chega à Terra, conhece Jane Foster, por quem se apaixona. Porém, sua festa de proporções épicas começa a causar problemas no planeta, alertando a S.H.I.E.L.D. para o invasor.

Ep.6 – E se… Killmonger resgatasse Tony Stark?

O sexto episódio é praticamente um filme de espionagem. Protagonizado por Erik Killmonger (Michael B. Jordan), ele mostra Tony Stark sendo salvo pelo vilão do atentado no Afeganistão. Encantado pelos talentos do jovem, Tony o contrata para ser seu guarda-costas. Estando em contato direto com as armas e ideias de Stark, Erik começa a dar sugestões bélicas para o bilionário e até consegue financiar seu projeto de armaduras. O que o ex-futuro Homem de Ferro não esperava é que o garoto, na verdade, o estava manipulando para que ele bancasse um plano de invasão a Wakanda para que ele conquistasse o trono e colocasse sua terra natal de volta no mapa de potências mundiais. É um episódio muito interessante que mostra o que Killmonger tem de melhor: sua genialidade e frieza.

Ep.8 – E se… Ultron tivesse vencido?

Depois de um gancho fenomenal ao fim do episódio 7, o oitavo capítulo mostrou o que muitos fãs queriam ter visto em 2015: um Ultron sem escrúpulos. Na trama, o robozão consegue finalizar seu corpo de vibranium e transfere sua consciência para o sintozoide que conhecemos como Visão. Agora indestrutível, Ultron derrota os Vingadores e segue com sua diretriz de trazer “Paz para o nosso tempo”. Só que a interpretação dele é a de que a paz só será alcançada se não houver mais humanos para causar guerras. Então, ele põe milhares de armaduras pelo mundo. Quando ele toma posse das Joias do Infinito, percebe que sua missão pode ser expandida para todo o universo. Assim, ele começa uma jornada alucinante de genocídio atrás de genocídio enquanto busca cumprir seu propósito. É um episódio fantástico que nos faz lamentar pelas opções tomadas em Vingadores: A Era de Ultron (2015).

Ep.4 – E se… O Doutor Estranho perdesse seu coração em vez das mãos?

Interessantíssimo, esse episódio segue a estrutura do loop temporal ao melhor estilo Feitiço do Tempo. Nele, o Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) está seguindo sua vida de cirurgião badass ao lado de sua querida Christine (Rachel McAdams). Tudo ia muito bem na vida do Dr., até que no fatídico dia de seu acidente, Christine entra no carro com ele e acaba falecendo. Desolado, ele encontra na magia uma forma de tentar trazê-la de volta. Infelizmente, tudo que ele faz não surte efeito e a cada nova tentativa de voltar no tempo, ele precisa presenciar sua amada morrendo toda vez. Surtado, ele decide absorver os poderes de criaturas e entidades de outras dimensões para tentar quebrar esse loop de morte. Será que vai dar certo? Ter o Doutor Estranho como vilão é uma proposta muito interessante, e vê-lo se tornar um monstro sem escrúpulos que precisa enfrentar ele mesmo é uma das coisas mais fantásticas que a Marvel já fez.

Ep.2 – E se… T’Challa se tornasse o Senhor das Estrelas?

Por fim, o melhor episódio da série é justamente aquele estrelado pelo saudoso Chadwick Boseman. A trama é uma das mais inesperadas e também uma das mais originais da série, porque ela mistura dois universos que não tem absolutamente nada a ver um com o outro e o resultado é fantástico. Em vez dos Saqueadores virem para a Terra buscar Peter Quill, eles acabam parando em Wakanda, onde pegam o jovem príncipe T’Challa. Cheio de entusiasmo e dono da forte educação wakandana, o garoto cresce como o Senhor das Estrelas, o ladrão mais famoso e diplomático da galáxia. Em vez de só sair invadindo e quebrando tudo, T’Challa usa do diálogo e da argumentação para convencer seus alvos e persuadi-los a resolver a situação da forma mais prática possível. Com esse comportamento, o herói resolve grande parte dos problemas cósmicos da Marvel, evitando diversos conflitos que deram muita dor de cabeça nos cinemas. É um episódio divertidíssimo, cheio de surpresas e ainda serve como homenagem a Chadwick, que nos deixou em 2020.

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A primeira temporada de What If…? está disponível no Disney+.

Crítica | O Bingo Macabro – Idosos tentam salvar o Bingo do bairro em HILÁRIO TERRIR do Amazon Prime

Desde que a Blumhouse entrou com força no mercado audiovisual os fãs de terror passaram a ter uma oferta maior de filmes desse gênero, misturando todo tipo de alternativas: histórias mais sérias, mais engraçadas, mais aterrorizantes, enfim, para todos os gostos. E, de alguma forma, a Blumhouse parece ser uma verdadeira fonte inesgotável de criatividade, tal como pode ser observado em ‘O Bingo Macabro’, novo lançamento da produtora direto na plataforma da Amazon Prime.

Lupita (Adriana Barraza) é uma senhora desbocada que sempre foi muito ativa em seu bairro, Oaks Springs: conhece cada morador, toma conta da vida de todo mundo e se interessa por tudo que acontece por ali, desde as dificuldades pessoais até grandes intervenções na vizinhança. Sua maior diversão é participar e organizar o bingo local com seus amigos Dolores (L. Scott Caldwell, de ‘Lost‘), Morris (Clayton Landey), Yolanda (Bertila Damas) e Clarence (Grover Coulson), onde disputam pequenos prêmios em prol da comunidade. Quando, da noite para o dia, um novo bingo aparece em Oaks Springs, cheio de luzes neon e prometendo prêmios milionários, Lupita e seus amigos terão que unir forças para preservar a estrutura e a essência do seu bairro.

Definitivamente uma das coisas mais legais de ‘O Bingo Macabro’ (Bingo Hell) é ver um monte de atores acima da faixa dos sessenta anos participando de um filme de terror, realizando cenas com sangue para todos os lados, geleca estilo slime e protagonizando situações que comumente são dadas a atores mais jovens. Em determinado ponto do filme chega a ser divertido imaginar a cara desses atores lendo o roteiro e descobrindo o que seus personagens vão fazer na trama.

Embora seja filme de terror estilo trash, a história elaborada por Shane McKenzie e Gigi Saul Guerrero (que também dirigiu o longa) traz também um pano de fundo com debate social: através da roupagem fantasiosa do embate contra o capetalismo (com o perdão do trocadilho) a produção joga luz sobre o profundo impacto que as modernidades e a política neoliberal causam nas pequenas comunidades familiares, que se firmaram especificamente no território estadunidense através de uma geração de imigrantes que foram para os EUA em busca de uma nova vida e, por conta do amor e gratidão que sentem por aquele país em que venceram na vida, dedicaram boa parte de seus esforços a devolver à comunidade aquilo que receberam. Essa geração, hoje já na terceira idade, vem sendo jogada para escanteio em prol do desenvolvimento econômico, e ‘O Bingo Macabro’ presta uma bonita homenagem a estes indivíduos, pois é inspirado numa história real.

A construção da ambientação do terror é feita de maneira cômica para provocar asco no espectador, de modo que estas cenas, protagonizada pela galera dos cabelos brancos, se tornam ainda mais especiais e engraçadas, ainda mais quando pensamos que o ponto de conflito-chave do longa é a disputa por um bingo.

O Bingo Macabro’ é um filme divertido e trash, bem estilo festival de cinema na sessão da meia-noite. Não chega a assustar, mas emerge o espectador em uma história absurda que nos faz torcer pelos protagonistas hiper carismáticos.

Crítica ‘What If…?’ | Primeira temporada mostra Marvel tentando correr antes de andar no cenário das animações

[ANTES DE COMEÇAR A MATÉRIA, FIQUE CIENTE QUE ELA ESTÁ RECHEADA DE SPOILERS]

Se você ainda não assistiu aos nove episódios de What If…?, evite esta matéria para não receber spoilers.

Lançada sob forte expectativa, a primeira temporada de What If…? chegou ao Disney+ há cerca de dois meses. Marcando de vez a entrada da Marvel no mundo das animações, a produção veio com a proposta de explorar universos alternativos de personagens consagrados do MCU retratados de formas diferentes. Então, ao longo de nove episódios, heróis como o Homem-Aranha, Doutor Estranho, Erik Killmonger e Homem-Formiga ganharam novas interpretações. No entanto, apesar do grande potencial do projeto, a Marvel parece ter dado um passo maior do que a própria perna enquanto tenta se adaptar ao tempo reduzido de cada episódio.

Enquanto alguns capítulos couberam perfeitamente nesse formato de contar um história em aproximadamente meia hora, a maioria deles sofreu com essa duração reduzido, fazendo com que muitas tramas promissoras fossem contadas de forma apressada e decepcionante. Por exemplo, o episódio que adapta a saga dos Zumbis Marvel consegue trazer uma proposta realmente interessante e com um mundo inteirinho de heróis zumbificados para ser explorado. Do outro lado, há também o grupo dos heróis sobreviventes, que lutam para tentar sobreviver e encontrar uma cura. É uma trama que renderia uma série própria inteirinha. Porém, ao tentar se adaptar ao tempo, tudo fica muito corrido. As mortes dos heróis restantes não têm tanto impacto, assim como o próprio ritmo da história não deixa o espectador ter tempo o suficiente para sentir as perdas dos ícones. Em meio as mortes, há os heróis zumbis que fazem uma coisinha ou outra e logo são descartados, sem tirar proveito dos poderes especiais sendo usados por pessoas movidas pelo instinto.

Em contrapartida, há episódios que trabalham bem demais suas próprias histórias nesse espaço de tempo, como aquele que mostra T’Challa (Chadwick Boseman) sendo criado como Senhor das Estrelas. Na verdade, esse pode ser definido como o episódio perfeito da série. Não só pela forma como ele desenvolve a trama, mas também por não se prender a conceitos pré-definidos dos personagens apresentados. É o que faz mais uso da ferramenta que dá nome à série, que é se perguntar: “O que aconteceria se…?”. Ele ousa ao trazer uma versão completamente nova e diferente de dois heróis distintos, criando um novo ícone da Cultura Pop com seu próprio universo a ser explorado. Na verdade, dos filmes da Marvel, o núcleo do Pantera Negra foi o melhor adaptado aqui na série, já que o episódio que mostra como seria se Erik Killmonger salvasse Tony Stark foi uma expansão brilhante ao personagem, mostrando mais da parte estrategista dele que não foi tão explorada nos cinemas.

 

Já no caso de personagens como a Capitã Carter (Hayley Atwell) e Nick Fury (Samuel L. Jackson), eles tiveram um bom desenvolvimento, mas acabaram presos a uma estrutura narrativa muito conservadora, que apostou em praticamente copiar as histórias nas quais foram baseadas. Não chega a ser um erro, mas quando a proposta é ter uma série que explora linhas do tempo diferentes, por que perder tempo copiando e colando coisas que o público já viu em vez de trabalhar algo realmente novo? Se for parar para analisar, o episódio da Capitã é idêntico a Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), sendo que Peggy e Steve tinham personalidades e comportamentos diferentes. Então qual a lógica deles agirem da mesma forma e viverem praticamente as mesmas histórias? Não seria melhor trazer novidade para uma personagem que talvez venha a ser aproveitada futuramente em outras produções? É uma opção criativa do estúdio que deixa muito a desejar.

 

Houve também o resgate de alguns personagens que não foram tão bem trabalhados no MCU, que apareceram na série e deram verdadeiros shows, mostrando o real potencial desses heróis e vilões. Apesar de ser a super-heroína mais forte dos cinemas, a Capitã Marvel teve sua participação em Vingadores: Ultimato (2019) resumida a ser a personagem que destrói coisas. Já em What If…?, ela ganha um desenvolvimento mais carismático, mostrando muito mais dela em alguns episódios. O mesmo acontece com Hank Pym (Michael Douglas), que deixa de ser só o “velhote da cadeira” e parte pra ação como Jaqueta Amarela. Mas quem realmente se destaca nessa proposta de “redenção” é o robô genocida Ultron. Se a versão cinematográfica do robozão deixou a desejar, a abordagem de sua versão animada foi perfeita, mostrando todas as possibilidades que o personagem abria para serem trabalhadas, ousando em representar o quão longe ele poderia ir para concluir sua missão de “trazer paz para o nosso tempo”.

Falando de questões técnicas, o maior incômodo foi o estilo de animação adotado. Quer dizer, nada contra a animação 3D, mas o uso artístico não foi o melhor possível. Isso porque os episódios variavam entre uma representação fiel dos atores que interpretam os personagens, enquanto outros pegavam versões mais cartunescas, mais próprias, por assim dizer. Essa indecisão entre copiar os personagens do cinema ou dar visuais próprios para eles causou um grande estranhamento. Além disso, se adotassem uma estética mais próxima da usada em Homem-Aranha no Aranhaverso (2018), que trazia toda uma arte que remetia aos quadrinhos.

Falando sobre o trabalho vocal, a versão original sofre muito por não poder contar com alguns atores originais, que foram substituídos por dubladores que não dão personalidade aos personagens, mas tentam fazer imitações das vozes de Robert Downey Jr., Chris Evans e Brie Larson, por exemplo, o que é horrível. Em compensação, Chadwick Boseman e Benedict Cumberbatch dão show com seus personagens. Ou seja, num geral, é interessante assistir a What If…? dublado, porque, pelo menos na versão brasileira, os dubladores que já trabalham há anos com esses heróis foram convocados e fazem um ótimo trabalho.

Por fim, vale analisar a série por uma perspectiva mercadológica. Transitando entre ter alguns episódios muito bons e outras bem decepcionantes, a primeira temporada de What If…? foi nitidamente conduzida como um “laboratório de testes” da Marvel para ver como o público reage a certas abordagens de seus heróis para entender o tamanho da aceitação e/ ou rejeição que elas causam, prospectando uma margem do que os espectadores querem ver ou não com Doutor Estranho, Homem-Aranha e companhia. E como também existe a possibilidade de alguns desses personagens darem as caras em produções futuras, já que o Multiverso está aí, a série acaba dando quase um gabarito de quem será bem aceito caso apareça de surpresa num filme ou numa série.

Por conta dessa abordagem de “laboratório de testes”, a Marvel se permitiu fazer episódios mais sérios e outros mais descompromissados. Nesse contexto, houve muitos acertos e muitos erros, que certamente servirão como dados do que fazer ou não daqui para frente. Além do mais, introduziram o Vigia (Jeffrey Wright), que ainda deve aprontar bastante nessa Fase Quatro. Então, fica aquela sensação de que a Marvel, por mais que bem intencionada, acabou dando um passo maior do que a perna enquanto tentava entender melhor o formato das animações. O lado bom é que provavelmente todas as séries animadas que o estúdio decidir lançar daqui pra frente serão bem melhores do que essa primeira temporada de What If…?. Por outro lado, fica aquele sentimento de frustração de que essa temporada poderia ter sido bem melhor.

A primeira temporada de What If…? está disponível no Disney+.