A Capitã Marvel Brie Larson completa 31 aninhos nesta quinta-feira, dia 1º, e o CinePOP selecionou 13 Filmes da Atriz Vencedora do Oscar.
Vem com a gente.

Essa é batata! Não poderíamos começar a lista de outra forma que não fosse por este filme. Este drama é um divisor de águas na carreira de Brie Larson – assim como Capitã Marvel será um novo marco, ainda mais forte. De fato, foi devido a este filme que Larson conseguiu o papel da heroína da Marvel – já que saiu vencedora do Oscar de melhor atriz em 2016. Na trama, ela vive uma jovem sequestrada e mantida em cativeiro durante anos – ao ponto de ter um filho e vê-lo crescer no local.
Temporário 12 (2013)

Bem, este é um filme mais desconhecido do que merece na filmografia de Brie Larson. E eu diria essencial para conhecer todo o alcance performático da atriz. Produção independente, o longa apresenta Larson como uma supervisora de uma equipe num abrigo para jovens problemáticos. Aqui, já se falava em indicação ao Oscar para a atriz (que foi uma das injustiçadas deste respectivo ano). Facilmente, uma das melhores produções da carreira de Brie Larson.

Voltando um pouco mais no tempo, esta foi a primeira produção de destaque na filmografia de Brie Larson – como podemos ver, um ator possui diversas etapas em sua carreira. O filme também mostra que Larson não é estranha a superproduções (embora esta não tenha causado tanto alvoroço quanto merecia). Baseado numa história em quadrinhos para lá de cômica, mostra um garoto, o Scott do título, precisando derrotar todos os ex-namorados de sua nova paixão. No filme, a atriz interpreta Envy Adams, a ex do protagonista, transformada em estrela sensação da música pop.

Os primeiros papéis de destaque de Brie Larson no cinema foram justamente no cinema mainstream – demonstrando que a jovem se comunica bem com este canal e tem experiência com o grande público. Nesta comédia hilária baseada numa série cult da década de 1980 – que mostra policiais de aparência jovem infiltrados em um colégio para uma operação -, Larson vive uma das estudantes, a protagonista feminina da obra, que se envolve com o personagem de Jonah Hill.

Apesar de estar familiarizada com o universo do cinema comercial, Brie Larson nunca abriu mão de participar do cinema independente, mesmo que fosse em participações menores. É onde aparentemente a atriz se sente mais em casa. Antes de protagonizar seu primeiro indie “depois da fama”, a atriz coadjuvou neste longa de drama e romance, baseado num livro. Na história, Larson vive a ex-namorada do protagonista Miles Teller (no início de carreira, ser a ex era especialidade da atriz), que o deixa arrasado depois do “pé”, buscando abrigo nos braços da personagem de Shailene Woodley.

Escrito, dirigido e protagonizado pelo sumido Joseph Gordon-Levitt, esta foi mais uma das obras independentes que Brie Larson teve uma pequena participação – como dito, seu destaque num filme assim viria com Temporário 12 (no mesmo ano). Aqui, a atriz vive um de seus personagens mais inusitados, a irmã mais nova do protagonista, que não fala nada durante toda a projeção nas cenas em que aparece ao lado da família, interagindo somente com seu celular nas redes sociais (sem dúvidas, neste quesito, o filme foi visionário). O legal é o sermão que ela dá no protagonista, quando finalmente abre a boca (seu momento de brilho), um jovem superficial e vazio.

Lançado direto em vídeo no Brasil, o longa é a refilmagem de um clássico da década de 1970 com James Caan, intitulado O Jogador. Aqui, é Mark Wahlberg quem pega o papel principal, vivendo um sujeito jogador compulsivo, que vive perdendo dinheiro, se metendo com criminosos e entrando em atrito com a mãe, papel da grande Jessica Lange. Com este filme, Brie Larson dava outro passo em sua carreira, ganhando destaque dentro de um filme mais sério, mirado ao grande público. Ela vive o interesse romântico do errático protagonista – uma mulher de muita fibra.

No mesmo ano em que entrega seu trabalho divisor de águas em O Quarto de Jack, Brie Larson mostrava mais uma vez que sabia se divertir, se afastando de filmes densos e papéis sisudos. Aqui, ela vive a irmã da protagonista Amy Schumer, uma mulher que nunca quis se apegar a relacionamentos, trocando de parceiros como quem troca de roupa. Já sua irmã (Larson), é o completo oposto – casada e mãe de família.
Free Fire – O Tiroteio (2016)

Free Fire tem alguns pontos a seu favor. O primeiro deles é ter produção de ninguém menos do que o lendário Martin Scorsese. O segundo é ser o primeiro filme lançado após a vitória no Oscar na carreira de Brie Larson. O terceiro é seu grande elenco, que traz além de Larson: Armie Hammer, Cillian Murphy, Sharlto Copley, Noah Taylor, Sam Riley, Jack Reynor e Patrick Bergin. O quarto é sua premissa ousada – basicamente a história toda se desenrola numa grande cena de ação, durante um tiroteio entre duas facções criminosas rivais dentro de um galpão abandonado (quando um grupo vai comprar e outro, vender armas). Mesmo com tudo isso, o filme saiu direto em vídeo no Brasil. Larson vive uma das criminosas presa no local.
Kong – A Ilha da Caveira (2017)

Como Free Fire passou em branco (e muita gente sequer sabe da existência do filme), a obra para qual todos olharam após a vitória de Brie Larson no Oscar foi esta pré-sequência do clássico King Kong. O maior blockbuster da carreira da atriz (até então), mostra um grupo de militares e alguns intrépidos aventureiros voando até uma misteriosa e inóspita ilha, numa missão do governo. No local, eles descobrem criaturas incríveis – como um gigantesco gorila (um dos maiores astros da história do cinema). Larson vive a fotógrafa Mason Weaver e já dava sinais do que poderíamos esperar em Capitã Marvel. Fora isso, contracena com dois veteranos do MCU: Samuel L. Jackson (o Nick Fury) e Tom Hiddleston (o Loki). A Warner planeja a continuação Godzilla vs Kong para 2020.

Kong serviu para reapresentar Brie Larson para uma nova plateia – cada vez maior. Mas o que os cinéfilos de plantão queriam ver mesmo era a atriz em outro filme de prestígio, onde pudesse demonstrar seu talento dramático. E este filme veio nas formas de O Castelo de Vidro, melodrama baseado numa história real, que se segura pelo talento do elenco em atuações chamativas. Larson protagoniza como a filha de um casal de sonhadores, vivendo suas vidas numa fantasia hippie (papeis de Woody Harrelson e Naomi Watts). Falou-se numa nova indicação para a atriz, que acabou não acontecendo.

Bem próximo da estreia de Capitã Marvel nos cinemas brasileiros, um novo longa protagonizado por Brie Larson aporta no mercado de vídeo e streaming do país (sem antes ser exibido nas salas de cinema). Trata-se de Basmati Blues (no original), musical passado na Índia, com toques de comédia romântica. O filme também chega como sopro refrescante na carreira da atriz, demonstrando grande versatilidade da jovem, que nesta fase opta pelo mais amplo leque que possa alcançar. Aqui, ela canta, dança e se diverte nos moldes de Bollywood.

Ainda inédito no Brasil, tanto nos cinemas, quanto no mercado de vídeo e streaming, o filme marca a estreia de Brie Larson como diretora de longas. Exibido no Festival de Toronto em seu respectivo ano, o filme fala sobre amadurecimento e a crise existencial que chega cada vez mais cedo, para a geração dos trinta e poucos anos agora. O longa marca mais um trabalho de Larson com Samuel L. Jackson, que atua na obra. Nos EUA, Unicorn Store tem o lançamento marcado para abril deste ano na Netflix – esperamos que no Brasil também.