‘The Walking Dead’ encerrou sua 8ª temporada domingo passado (15) e parece que o seriado da AMC já tem uma possível data para se encerrar.
Ao menos é o que indica uma reportagem recente, que alega que a Stalwart Films, produtora da série, solicitou uma licença para construir um enorme moinho de 55 metros de altura em Senoia, Geórgia (local onde fica os sets de Alexandria) por mais três anos.
Além disso, a equipe tem licenças que permitem que eles fechem as ruas em torno do set construído, que expira em 2019. Essas licenças foram submetidas à renovação, solicitando uma extensão para coincidir com o prazo de três anos do moinho.
Ou seja, a série pode se encerrar em sua 11ª temporada, por volta de 2021. Também vale lembrar que essas licenças podem ser renovadas após essa data.
Enquanto isso, a série continua em queda livre em sua audiência, e o Season Finale da 8ª temporada foi o menos visto desde 2010, quando a primeira temporada se encerrou.
O episódio Wrath (8×16) foi assistido por 7.9 milhões de espectadores nos EUA, enquanto o último episódio da primeira temporada – quando a série ainda não era tão conhecida – marcou 5.97 milhões de espectadores.
Pensando em reformular a série, o diretor de conteúdo, Scott Gimple, afirmou ao THR que a 9ª temporada da série trará situações inéditas para os personagens:
“A série evoluirá muito em breve. Eles lidarão com coisas com as quais nunca lidaram e o modo como se relacionarão também será totalmente novo. O que os roteiristas planejaram… simplesmente parece novo. Parece que é uma série evoluída. As outras temporadas foram ambientadas muito naquele mundo onde Rick começou. Dará um salto quântico para avançar a história que estamos contando agora”
Gimple, que deixou o cargo de showrunner no final da 8ª temporada, também falou ao EW que a próxima temporada servirá como um “reboot”.
“O episódio final não serviu apenas como uma conclusão para os últimos 15 episódios. Eu, a Angela e os roteiristas, sempre falamos sobre ser, de diversas formas, uma conclusão para as oito primeiras temporadas. O programa se tornará uma nova série ano que vem, com uma narrativa nova e maior. Era algo que nós estávamos muito animados para fazer. E tinha um certo peso no ar do tipo de conclusão que nós estávamos nos aproximando”
De acordo com o Fandom Wire, a ‘Batgirl’ é a próxima heroína da DC a ganhar sua própria série no DC Universe, serviço de streaming que será lançado ainda esse ano.
Ainda segundo o site, fontes ligadas à DC Entertainment afirmam que a Warner encomendou uma série live-action da heroína Barbara Gordon, que contará com 13 episódios.
Como nada foi oficialmente confirmado, vamos tratar ainda como um rumor.
Vale destacar que também está em desenvolvimento uma série da ‘Batwoman’, que a CW produz com Ruby Rose no papel principal e que será parte do ‘Arrowverse’.
Fora a série, um filme da ‘Batgirl’ também está em desenvolvimento dentro da DC Comics.
Na última semana, o Festival do Rio, em parceria com a Warner, realizou uma sessão de “aquecimento” para dar ao público um gostinho do que esperar da edição deste ano. E não poderiam ter escolhido melhor, já que o Cine Odeon recebeu a primeira sessão de Uma Batalha Após a Outra no Brasil, uma obra-prima do diretor Paul Thomas Anderson, que já desponta como um dos francos favoritos às principais categorias na temporada de premiações.
Quando se fala de cinema, a qualidade importa tanto quanto o timing de lançamento. Existem casos de filmes espetaculares que acabaram não dialogando plenamente com o público por ter sido lançado “na época” errada. Por outro lado, já houve verdadeiras bombas que tiveram vida longa nas salas do mundo por terem chegado no “momento certo”. No caso de Uma Batalha Após a Outra, acontece o melhor dos dois mundos. É o melhor filme do ano e também chega num momento em que sua temática está em plena ebulição no mundo inteiro. E por falar de um tema de abrangência mundial, é muito improvável que não chame atenção nos quatro cantos do globo.
Na trama, Bob (Leonardo DiCaprio) e Perfidia (Teyana Taylor) são uma dupla de revolucionários se envolve em uma série de atentados pelos Estados Unidos, libertando imigrantes detidos e infernizando a vida de um governo militarizado que está voltado para promover o bem das elites e perpetuar sua gente no poder. No percurso, a dupla desenvolve uma relação e tem uma filha. O problema é que ocorre uma delação e a revolução é interceptada, com a prisão e morte dos membros do grupo. Pensando na segurança da bebê, Bob desaparece no mundo com a criança, sendo resguardado por uma rede de apoio dos membros restantes, levando apenas uma lista de códigos e um aparelho “de confiança” para identificar futuramente os membros da revolução.
Os anos se passam, a menina (Chase Infiniti) cresce sob tutela de Bob como uma adolescente brilhante, mas o rapaz vive à sombra de sua juventude revolucionária, preenchendo seus dias com paranoias e o consumo de drogas. Para complicar, um antigo membro da caça militar (Sean Penn) retorna para pôr um fim à linhagem da revolução, restando a Bob apelar aos antigos amigos para tentar salvar a menina. Só que ele não consegue mais lembrar dos códigos para contatá-los, o que dá início a 2h50 de pura ação e comédia, no filme mais frenético de 2025.
Sim, por mais surreal que pareça, dada a densidade da trama,Uma Batalha Após a Outra é uma comédia. Ao mesmo tempo em que aborda e promove discussões sobre imigração, o papel da mulher além da maternidade, como se formam revoluções, os pesos das escolhas da juventude, o papel absurdo ao qual as sociedades estão expostas ante governantes imbecis e infantis, e como os grupos das elites são extremamente danosos aos interesses populares, PTA lida com isso de forma absurdamente bem-humorada. Ele é capaz de construir cenas pesadíssimas e ainda assim arrancar uma gargalhada, seja ela pelo desconforto ou pela conclusão inesperada. E o mais fascinante é que a comédia constante casa perfeitamente com a ação eletrizante. É um equilíbrio perfeito que é amplificado por uma direção inspiradíssima de Thomas Anderson, que cria uma caçada digna dos antigos faroestes, mas numa roupagem mais moderna.
Existe uma sequência de tirar o fôlego, na qual quatro personagens estão em uma perseguição intensa, mas um deles está completamente perdido na situação. Para aumentar a tensão, PTA brinca com as curvas e relevos da própria estrada para esconder os personagens e dar aquela incerteza sobre quem chegará primeiro ao alvo. Mais do que isso, ele aposta numa montagem com closes nos rostos dos personagens correndo pelo mesmo percurso, e a iluminação valoriza perfeitamente as atuações desse elenco afiadíssimo. Você vê o desespero, a indiferença e a confusão estampadas nas caras dos personagens, enquanto eles pisam fundo no acelerador e tentam prever os próximos movimentos. É uma sequência fascinante! E ainda assim sobra um espaço para uns risinhos.
Nos últimos anos, Leonardo DiCaprio tem sido bastante criterioso na escolha de seus projetos. Se ele está num filme, pode confiar que será interessante, no mínimo. E aqui é puro brilhantismo do ator. Seu “Bob” lembra muito o Holland de Ryan Gosling em Dois Caras Legais (2016), mas trazendo mais nuances. Ele não é convencido, ele é atormentado pela sombra do que um dia já foi. Então, fugindo da dor de uma vida cotidiana, ele se afunda nas drogas para suportar a própria existência, enquanto aguarda pelo pior. No entanto, ele ama muito verdadeiramente a própria filha, sendo capaz de fazer tudo para protegê-la. Nesse processo de reencontrá-la, ele acaba revivendo um pouco dessa vida de revolução, mas percebe que está velho demais. Ou seja, nem mesmo os “Dias de Glória” são mais os mesmos.
Ainda que DiCaprio esteja perfeito no filme, quem rouba a cena mesmo é Sean Penn. Vou evitar falar muito de seu personagem para evitar revelações sobre a trama, mas ele é um militar condecorado, cuja vida perfeita é posta em risco quando um clubinho de elite ameaça expulsá-lo por conta de uma “pendência” do passado. Ele é como uma criança de 70 anos e 40 cm de bíceps. Mimado, sem noção e sem qualquer respeito pela vida alheia, ele mobiliza mundos e fundos para não perder seu espaço no time. O trabalho de Sean Penn é P-E-R-F-E-I-T-O ao compor um dos melhores personagens de sua carreira, senão o melhor.
Fechando o trio, Benicio Del Toro interpreta o Sensei Sergio, o mestre de artes marciais da filha de Bob, que secretamente é um agente infiltrado da revolução para manter a família protegida. A forma como ele transita pelos agentes da fronteira é simplesmente hilária. Ele mantém uma serenidade absurda em meio ao caos, revelando muito empenho do ator para passar o máximo de credibilidade a um personagem simplesmente excêntrico. Em toda cena que um dos três aparece, o público se vê incapaz de piscar. São atuações magnéticas, daquelas para serem lembradas por muitos anos.
Por fim, a forma comoPTA usa as trilhas sonora e musical é espetacular. A playlist do filme dialoga perfeitamente com os personagens abordados, enquanto os temas intensificam a urgência da trama, junto a uma fotografia que aposta nas cores quentes e na mescla de planos-sequência com closes para criar algumas das melhores cenas de ação dos últimos anos, mostrando a versatilidade dePaul Thomas Anderson na hora de contar histórias.
Ao sair da sessão, a sensação foi de ter assistido um sucesso geracional, um clássico instantâneo que ainda vai dar muito o que falar não só por tratar de temas políticos, mas principalmente por ser uma obra espetacular. É o melhor filme do ano até aqui.
Um dos fenômenos que mais tem crescido mundialmente é o espalhamento das chamadas fake news, as notícias falsas. Esse comportamento social, estimulado e propagado principalmente pelas redes sociais, ganhou força durante a pandemia, quando, com muito tempo livre e confinadas dentro de suas casas, as pessoas voltaram seus olhos para a internet. Com o aumento das notícias falsas, vieram, conjuntamente, o aumento da paranoia, da síndrome de conspiração e de perseguição, o crescimento do negacionismo e a intolerância para se conversar socialmente. Tal fenômeno vem sendo observado com maior intensidade dentre a população mais velha, já aposentada. E é esse o mote do longa ‘Conspiradores’, sucesso recente que figura no Top 10 da Netflix.
Ruth (Stéphanie Magnin) é uma mulher que vive sua vida em Berlim, entre baladas e um trabalho que mal paga ela. Certa vez, é surpreendida por sua mãe, insistindo em falar com ela, ao que ela ignora durante toda a noite até que, na manhã seguinte, é avisada do súbito falecimento da mãe. Movida pela tristeza e pala culpa, Ruth volta à sua cidade natal, no interior da Espanha, para consolar o pai, Martín (José Coronado) e participar do funeral, porém, em poucos momentos em casa ela já percebe algo errado. Primeiro, os áudios enviados por sua mãe, dizendo desconfiar do marido, que havia algo estranho. Segundo, Ruth começa a ver com os próprios olhos o comportamento do pai, paranoico, atribuindo a empresas de cosmético o desaparecimento de crianças na região. Porém, o que poderia ser apenas uma cisma acaba se tornando uma verdadeira rede conspiratória, e, para salvar seu relacionamento com o pai, Ruth precisará investigar a fundo e descobrir até onde vai essa linha de pensamento.
‘Conspiradores’ não é um filme fácil – especialmente se você está lidando com alguém na família com o mesmo comportamento. São pessoas que conseguem traçar uma relação, ainda que improvável, sobre assuntos distantes e que, num vórtex de perseguição, atribui a todos aqueles que não seguem sua linha de raciocínio a taxação de serem alienados e inocentes. Ou seja, quem não compreende e repassa a paranoia, é burro. E, de alguma forma, o cérebro dessas pessoas atribui a si mesmas um comportamento heroico, de mártir; ou seja, uma vez que a maioria da população é alienada ou está de conluio com as empresas/governos, cabe a eles salvar a humanidade.
De uma maneira irritantemente verídica, ofilme espanhol trabalha muito bem a construção dessa linha de pensamento, tão sutil quanto assustadora, e evidencia o entendimento, a realização e o espanto dessa filha que vê o pai se transformar em uma outra pessoa que não aquela de suas memórias. Está tudo ali: o falar agressivo, o isolamento, o perfil narcísico heroico, a conspiração somada da paranoia, a mania de perseguição, enfim, o combo completo.
Para se tornar um sucesso, ‘Conspiradores’ contou com três elementos: as ótimas atuações dos protagonistas José Coronado e Stéphanie Magnin, que conduzem as emoções dos expectadores nessesuspense psicológico de roer as unhas; o igualmente ótimo roteiro de Darío Madrona e de Carlos Montero, que trabalharam muito bem um dos sintomas sociais mais graves da contemporaneidade; e a direção deRoger Gual, que soube conduzir, através de seu elenco, o escalonamento das emoções e das situações ao ponto do absurdo e do irreversível, até culminarmos num final ainda mais absurdo – mas talvez não irreversível.
‘Conspiradores’ consegue ilustrar de maneira bem esclarecedora um dos fenômenos psicossociais mais graves com os quais estamos lidando nos dias de hoje, mas do qual quase nada tem se falado a respeito. Um filme que, através da ficção, acende o alerta sobre o comportamento social que estamos tendo que lidar – e que pode piorar ainda muito mais.
Pablo Schreiber foi elencado como protagonista na nova série da Showtime, ‘Halo’, baseada na famosa franquia de videogrames. Schreiber será o Master Chefe, o guerreiro mais avançado na Terra do século XXVI e a única esperança de salvar o planeta da destruição iminente pelo Covenant – uma aliança irrefreável de raças alienígenas que desejam destruir a humanidade.
Além disso, a novata Yerin Ha dará vida a Quan Ah, descrita como uma audaciosa jovem de dezesseis anos das Colônias Externas que cruza caminhos com o Master Chef.
Schreiber é conhecido por seu papel de George “Pornstache” Mendez na série ‘Orange Is the New Black’, pelo qual foi indicado ao Emmy Awards. Ele também participa da série ‘American Gods’ como Mad Sweeney, além de ter atuado em shows como ‘The Wire’ e ‘Weeds’.
As gravações começam no dia 17 de junho em Budapeste, Hungria. O diretor Otto Bathurst, responsável por diversos episódios da série antológica ‘Black Mirror’, será responsável pelo vindouro projeto, entrando como produtor executivo ao lado do roteirista e showrunnerKyle Killen.
A primeira temporada será composta por dez episódios e produzida pela Amblin Television. As gravações deveriam ter começado no começo deste ano, mas divergências no cronograma e a saída do antigo diretor, Rupert Wyatt, adiaram o início das filmagens.
Com início de produção agendado para fevereiro do ano que vem, o novo ciclo deveria ser lançado no dia 27 de setembro de 2020. Porém, segundo uma nova matéria do site New York Times, isso pode não ser verdade.
“Fiquei um pouco chocado com a ideia de uma minissérie poder mudar o futuro do nosso país”, o criador Ryan Murphy declarou em seu Twitter oficial. “Mas devo dizer que realmente compreendo a sensibilidade das pessoas e acho que isso era apenas um espaço reservado para nós e não nos comprometemos em relação a quando iremos lançá-la”.
Apesar dos detalhes sobre a narrativa não terem sido revelados, sabe-se que o filme “é ambientado em meio a um evento catastrófico e gira em torno de uma mulher que faz o possível para salvar sua família”.
Shawn Levy, conhecido por seu trabalho na aclamada série ‘Stranger Things’, será o produtor ao lado de Dan Cohen e Kate Vorhoff.
Lively tem ficado longe dos holofotes há alguns meses, principalmente pela decepção de última investida, ‘The Rhythm Section’, que teve baixa bilheteria e uma recepção fraca em relação à crítica.
A atriz ganhou popularidade após protagonizar a série ‘Gossip Girl’, tendo participado de vários sucessos como ‘Quatro Amigas e um Jeans Viajante’ e ‘Nova York, Eu Te Amo’. Recentemente, estrelou os longas ‘Águas Rasas’ e ‘Um Pequeno Favor’.
Em seu Instagram oficial, o prolífico e lendário Ryan Murphy anunciou que ‘The Prom’, seu novo filme para a Netflix, ganhou data de estreia: a produção será lançada na plataforma em 11 de novembro.
Recentemente, a plataforma de streaming divulgou as primeiras imagens oficiais do filme. Nelas, Meryl Streep e James Corden trajam figurinos um pouco mais extravagantes e bem coloridos. O ator ainda aparece com uma maquiagem mais elaborada, que ressalta o envelhecimento do seu personagem.
Confira:
A história, que será lançada diretamente na Netflix, gira em torno de quatro atores de teatro que viajam para Indiana, onde ajudam uma adolescente cujo baile de formatura foi cancelado após tentar levar sua namorada como acompanhante.
Streep dará vida a Dee Dee Allen, atriz vencedora de dois prêmios Tony que agora se vê no fundo do poço após receber críticas negativas por sua aparição no fracassado musical sobre Eleanor Roosevelt. NicoleKidman, por sua vez, fará parte do quarteto protagonista como Angie Dickinson.
James Corden e Andrew Rannels também fazem parte do grupo principal, dando vida a Barry Glickman e Trent Oliver, respectivamente. Ariana Grande, Keegan-MichaelKey, Kerry Washington, Andrew Rannells, Ariana DeBose e outros completam o elenco.
‘The Prom‘ é dirigido por Ryan Murphy e faz parte de um acordo milionário e exclusivo firmado entre o produtor e a Netflix.
Em seu Instagram oficial, a showrunnerEliza Clark revelou que as gravações de ‘Y: The Last Man’, adaptação do Hulu dos quadrinhos assinados por Brian K. Vaughn, finalmente voltaram à ativa depois de um hiato de quase um ano em virtude da pandemia de COVID-19.
A série mostra um mundo pós-apocalíptico depois que um evento cataclísmico dizimou todos os mamíferos do sexo masculino, exceto por um único humano. A nova ordem mundial das mulheres explorará gênero, raça, classe e sobrevivência.
A The CW divulgou as imagens oficiais de “Power”, 18º e último episódio da segunda temporada de ‘Batwoman’.
Na trama, “Ryan Wilder questiona seu lugar como a heroína da cidade à medida que ela, Luke Fox, Mary Hamilton e Sophie Moore unem forças quando Máscara Negra instaura o caos nas ruas de Gotham. Enquanto isso, as tentativas de Alice em resgatar a irmã a levam para um encontro com Circe. Em um épico confronto, alianças inesperadas e transformações irão mudar Gotham como a conhecemos”.
O capítulo vai ao ar no dia 27 de junho.
Confira, junto à promo:
No novo ano, Javicia Leslie dá vida a Ryan Wilder, uma mulher de 20 e poucos anos que está prestes a se tornar a Batwoman.
A personagem é descrita como “simpática, brincalhona e indomável. Ela não é nada como a Kate Kane, a mulher que usava o traje anteriormente. Sem alguém especial em sua vida, Ryan passou anos usando drogas, mascarando sua dor com hábitos ruins. Uma garota que roubaria leite de um gato de rua também é capaz de matar com suas próprias mãos, Ryan é o tipo mais perigoso de lutadora: altamente treinada e indisciplinada. Lésbica assumida. Atlética. E definitivamente não é o seu estereótipo de heroína”.
No Brasil, a série é exibida pela Warner Channel.
O elenco também conta com Meagan Tandy, Dougray Scott, Elizabeth Anweis, Camrus Johnson, Rachel Skarsten, Nicole Kang eGabriel Mann.
Max Mercer é um garoto levado e inventivo que foi esquecido em casa enquanto sua família viajava para o Japão para as festas de fim de ano. Então, quando um casal, tentando recuperar uma relíquia de família com valor inestimável, volta sua atenção para a casa da família Mercer, cabe a Max protegê-la dos invasores… e ele fará o que for preciso para mantê-los fora. Com travessuras hilárias de proporções épicas garantidas, Max percebe que realmente não há lugar melhor que nosso lar.
A banda Foo Fighters fez bonito no Grammy Awards 2022 e fez a limpa nas categorias em que estavam indicados – levando três estatuetas de três nomeações.
O grupo, que perdeu o icônico baterista Taylor Hawkins, falecido no último dia 26 de março, conquistou os prêmios Melhor Álbum de Rock, Melhor Performance de Rock e Melhor Música de Rock.
Lembrando que a banda recentemente estrelou e produziu o filme ‘Terror no Estúdio 666‘, que foi exibido em sessões especiais no Brasil.
Em entrevista ao CinePOP, os músicos revelaram como foi gravar a produção, se eles puderam improvisar e ainda contaram como tiveram a ideia para o filme.
“A família Foo Fighters está devastada pela trágica e prematura perda de nosso amado Taylor Hawkins. Seu espírito musical e riso contagiante vão viver conosco para sempre. Nossos corações vão a sua mulher, filhos e família, e pedimos que sua privacidade seja tratada com o máximo de respeito nesse tempo de dificuldade inimaginável.”
BJ McDonnell (‘Terror no Pântano 3’) é responsável pela direção.
Em ‘Terror no Estúdio 666‘, os Foo Fighters – membros do Rock & Roll Hall of Fame – se mudam para uma mansão em Encino, Califórnia, para gravar seu tão esperado 10º álbum. Mas a casa é marcada por uma história cruel do rock. Uma vez lá, Dave Grohl é confrontado por forças sobrenaturais que ameaçam tanto atrapalhar a conclusão do álbum quanto acabar com a vida da banda.
A produção é baseada na saga fantástica infantil homônima assinada por Colin Meloy e ilustrada por Carson Ellis.
A história acompanha duas crianças que descobrem uma floresta mágica enquanto estão em uma missão para salvar um bebê que viram ser raptados por uma revoada de corvos.
O indicado ao Oscar Chris Butler, que escreveu os filmes ‘ParaNorman’, ‘Kubo e as Cordas Mágicas’ e ‘Link Perdido’ para a companhia, fica responsável pelo roteiro. Travis Knight entra como diretor.
A 2ª temporada de ‘Harlem’, comédia produzida por Pharrell Williams e Amy Poehler, finalmente chegou ao Prime Video.
O novo ciclo foi lançado hoje, 03 de fevereiro, na plataforma de streaming.
Na trama, quatro amigas navegam pela fase dos 30 anos com muito bom humor e disposição, à medida em que tentam realizar os seus sonhos profissionais e pessoais. Aqui, amor e carreira se transformam em duas missões mais complicadas de que poderia se esperar.
Os três primeiros episódios do próximo ciclo irão estrear oficialmente no dia 14 de julho, enquanto os capítulos seguintes serão lançados em formato semanal.
Na segunda temporada, “Belly costumava contar os dias para o seu retorno à Cousins Beach, mas com a disputa entre Conrad e Jeremiah e o retorno do câncer de Susannah, ela não acha o verão será a mesma coisa. Quando um visitante inesperado ameaça o futuro da casa de Susannah, Belly precisa unir novamente o grupo – e finalmente decidir o que o seu coração quer”.
Baseada no romance homônimo de Jenny Han (‘Para Todos os Garotos que já Amei’), a história é um drama multigeracional que gira em torno de um triângulo amoroso entre uma garota e dois irmãos, o relacionamento evolutivo entre mães e filhos, bem como o poder duradouro das amizades femininas.
Han escreveu o piloto da série e também entra como produtora executiva e co-showrunner.
‘O Verão que Mudou a Minha Vida’ foi lançado originalmente em 2009. Seu sucesso rendeu nada menos que duas sequências: ‘Sem Você Não é Verão’, publicada em 2010; e ‘Sempre Teremos o Verão’, de 2011.
A série coreana de drama ‘O Jogo da Morte‘ (Death’s Game) já está disponível no catálogo do Prime Video.
A produção foi lançada no último dia 15 de dezembro na plataforma de streaming.
Choi Yi Jae (Seo In-guk) encontra-se desempregado e com a vida financeira destruída. Em um momento de desespero, decide tirar a própria vida, desencadeando a intervenção da própria Morte (Park So-dam) que lhe impõe um desafio: ele deverá enfrentar a morte repetidas vezes, e se encontrar uma maneira de sobreviver, Choi Yi Jae poderá viver a vida de uma delas.
Relembre o trailer:
A série é baseada na webtoon homônima criada por Lee Won-sik e Ggulchan.
Além disso, foi revelado que a produção chega à plataforma de streaming no dia 05 de julho.
Originalmente concebida como a primeira telenovela nacional da plataforma, a atração passou por uma reformulação e agora chegará aos espectadores em formato de série.
O projeto foi criado e escrito por Ângela Chaves, com direção artística de Maurício Farias.
Liana (Paes), uma mulher que sonha em ser mãe, acaba tendo sua trajetória atravessada por eventos de alta força dramática, que afetam seu casamento com Tomás (Brichta).
Lady Gagae Bruno Mars são dois dos maiores nomes da indústria da música – e, depois de terem lançado a aclamada colaboração “Die With a Smile”, foram relembrados na próxima cerimônia do Grammy Awards.
A canção concorre a duas categorias da premiação: Música do Ano e Melhor Colaboração Pop em Duo/Grupo.
Os vencedores serão revelados no dia 02 de janeiro de 2025.
Juntos, Gaga e Mars já venderam mais de 300 milhões de discos ao redor do mundo, e colecionam 13 #1s nas paradas oficiais da Billboard.
Vale lembrar que o último álbum de originais de Gaga foi o elogiado ‘Chromatica’, lançado em 2020 e que lhe rendeu uma estatueta do Grammy. Mars, por sua vez, uniu-se a Anderson .Paak para o aclamado álbum colaborativo ‘An Evening with Silk Sonic’, que rendeu ao artista nada menos que quatro estatuetas do Grammy.
Se He-Man aparecesse no final deste 3º ep. de Game Of Thrones – GoT, provavelmente diria: “no episódio de hoje, aprendemos que você sairá perdendo se for inocente, mas se não tiver nenhuma virtude, também vai pra terra dos pés-juntos”. Ou algo assim… Fato, este ep. pode ser lido como uma resposta à pergunta (ligeiramente adaptada) feita por Tywin Lannister (Charles Dance) para seu neto Tommen Baratheon (Callum Wharry): “em um mundo injusto e violento, qual virtude deve ser cultivada?”
Primeiro, descobrimos que Dontos Hollard (Tony Way), ex-cavaleiro e bobo da corte, enganou Sansa (Sophie Turner). No primeiro ep., ele lhe entregou um colar, supostamente de sua mãe, como agradecimento por tê-lo salvo a vida, em temporadas passadas. Foi diálogo emocionante. Tudo mentira. Dontos estava à mando de Petyr Baelish (Aidan Gillen), que o mata neste 3º ep. E, bancando o He-Man, Baelish ensina para Sansa que não se pode confiar em ninguém, exceto nele! Sansa ainda é muito inocente, e Compadre Washington nos ensinou que inocentes não sabem de nada.
Pouco depois, estamos diante do corpo de Joffrey sendo velado por Cersei (Lena Headey) e seu filho Tommen. Tywin entra anunciando que Tommen será o próximo rei, e questiona-o sobre qual a virtude que um rei deve ter. Não é a santidade, não é a justiça, nem a força, mas a sabedoria. Não se pode ser inocente, deve-se buscar a sabedoria. Mais isso ainda diz pouco…
Mais adiante, vemos Arya (Maissie Williams) e o Sandor (Rory McCann) em uma parada técnica. Enquanto recolhiam água, um senhor questiona o que ambos fazem em suas terras. Sandor é ríspido, mas logo é interrompido por Arya, que inventa que ele é seu pai e que se feriu durante a guerra. Ao fingir que lutaram pela Casa dos Tully, o senhor da terra oferece abrigo e comida. Durante o jantar, ele propõe trabalho a Sandor. Na cena seguinte, Arya acorda com gritos e vê Sandor agredindo o senhor da terra e roubando sua prata. Arya diz que aquele era um bom homem e não merecia isso. Sandor diz que se trata de um velho que morrerá no inverno e mortos não precisam de prata. Arya o acusa de ser mal. Sandor diz que há outros muito piores. A lição: o mundo é violento, e ser bom demais dá merda!
Ned Stark (Sean Bean) foi um dos mais justos de Westeros. Conciliador, ponderado, sábio, honesto, honrado. Votaríamos nele para presidente. Morreu decapitado. Confrontado com as palavras do Cão, a conclusão é de que os bons sentimentos não tem lugar em mundo. A sequência na qual os selvagens dizimam um pequeno lugarejo, próximo do final do 3º ep., é a figuração desse mundo injusto e violento. Contudo, R. R. Martin não parece ser um cético.
Tyrion (Peter Dinklage) está preso e recebe a visita de Podrick (Daniel Portman). Este lhe fala sobre proposta que recebeu para testemunhar contra ele no caso da morte de Joffrey. Mas, Podrick recusou. Sabendo dos riscos que isto representa, Tyrion ordena que Podrick aceite a proposta. Ele se recusa. Tyrion fala para que ele fuja.
Ao mandar que Podrick minta, Tyrion revela a quão obscura e profunda a justiça pode ser. Nossos pais nos ensinaram que mentir é feio, e a vida que mentira é necessária. Caso Podrick falasse a verdade, manteria sua lealdade e acabaria morto. Se mentisse, salvaria sua pele e trairia Tyrion. Este, quando ordena que ele aceite mentir, está sendo realista, percebendo que é a única forma de Podrick sobreviver. Assim, Tyrion honra toda a lealdade que o jovem teve consigo.
É um senso de justiça sofisticado, que foge do abstrato. A justiça apenas pode ser entendida quando em confronto com a brutalidade do mundo. E, mesmo sendo um ato justo, quase sempre comportará uma grande dose de perversidade.
E nesse cruzamento de Um Teoria da Justiça, He-Man e Compadre Washington, podemos costurar uma chave para entender GoT. Em um mundo injusto e violento, bons sentimentos e inocência não tem espaço, mas a maldade em estado puro não é garantia (vejam o Joffrey). Apenas com um sábio equilíbrio entre vícios e justiça a sobrevivência é viável.
E quando se fala em justiça, sempre me pergunta: Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) é sincera, ou ela teria espaço em Brasília? Embora sua estratégia para convencer os escravos de Meereen tenha sido ótima, sinceramente, ela vem me soando cada vez mais demagoga…
Mas falemos que coisas sérias. Vamos falar das orgias Oberyn Martell (Pedro Pascal). Podem não ser as maiores, mas são as mais instrutivas. No ep. de hoje, ele nos ensinou as vantagens da bissexualidade. O que He-Man diria?
Com chances de beliscar alguma indicação ao próximo Oscar, Blitzparte de um laço que se rompe abruptamente e nos leva até o olhar de uma criança ao terror de um cotidiano de conflitos em plena segunda guerra mundial. Através de uma sensibilidade louvável, o projeto atravessa críticas sociais importantes. A compaixão e respeito tendo que ser defendidos, as barreiras do forte preconceito, não são esquecidos. Flashbacks apoiam a narrativa dando complemento para lacunas de um sonhar, de um pensar, de um adaptar-se a um viver.
Ambientado durante o primeiro ano da segunda guerra mundial, acompanhamos Rita (Saoirse Ronanem mais uma bela atuação), uma operária de munições, e sua escolha difícil de enviar seu filho George (Elliott Heffernan) para ficar em segurança num lugar longe dos conflitos mais intensos. Só que o garoto durante o caminho resolve voltar pra casa e embarca em uma jornada dolorosa onde acaba entendendo melhor todo o contexto que vive.
Blitz, o título, é uma referência à ‘Blitzkrieg’, que consistiu nos intensos bombardeios feitos pela força aérea alemã em ataques surpresas de armas combinadas, durante a segunda guerra mundial, em uma Londres onde mais de um milhão de pessoas precisaram serem evacuadas do lugar. Dentro desse contexto doloroso – bem explicado logo nos créditos iniciais – a construção dos personagens é feita de forma dinâmica, em um gancho após o outro, culminando em uma emocionante jornada de coragem e sorte.
Como seguir em frente em meio ao desespero de um presente sem soluções? O olhar da criança a uma zona de conflitos, a visão da mãe e a dor do desencontro são os elementos que sustentam as duas horas de projeção. Guiados também por uma maravilhosa trilha sonora assinada por Hans Zimmer, o discurso encontra a narrativa rapidamente tendo os rastros de tragédias que não se desgrudam, e os de esperança ficando por vezes perdido.
O ser humano e todas suas facetas também dão as caras por aqui, ampliado por um olhar profundo para os que viveram atingidos pela Guerra. As mulheres e suas contribuições ao momento do país, as indecisões do governo sobre os abrigos possíveis, os que preferem viver à margem roubado de quem perdeu tudo, há camadas que exploram várias dessas situações.
Em sua jornada de descobertas, o protagonista encontra a referência no respeito de um gentil soldado, mas também o desamor de bandidos agindo em meio ao caos. Além disso, o preconceito antes e durante o conflito armado são marcas na vida de um jovem que entra em uma maturidade precoce, dentro de uma necessidade apenas de sobreviver. Esse projeto é uma análise ampla de uma virada de chave na vida de um jovem, do lúdico ao real.
Dirigido pelo excelente cineasta britânico Steve McQueen, Blitz, disponível no catálogo da Apple Tv Plus, tem a cara do Oscar! É provável alguma indicação.
Não é só nossa querida Globo Filmes que realiza metamorfoses audiovisuais quando chega a hora (cada vez mais instantânea) de exibir suas produções cinematográficas nas telinhas – geralmente resultando nas famosas ou infames minisséries ao longo de uma semana. O que muitos sabem se tratar do filme “alongado”. Pois bem, esta obra russa, que adapta um dos maiores clássicos da literatura do país, segue pelo mesmo caminho.
Anna Karenina: A História de Vronsky mescla-se entre esta produção para o cinema, dirigida por Karen Shakhnazarov (calma antes de comemorarmos uma mulher na direção, pois trata-se de um homem) – com roteiro do próprio – e uma minissérie em oito episódios, exibida pelo canal de TV Russia-1. Aqui ao menos imaginamos a significativa encorpada que a obra deve ter recebido para durar 8 episódios, tirados de um filme com 1h40 de duração.
A criatividade aqui vem no roteiro, que narra a história em duas linhas temporais diferentes. O filme começa e é contado na forma de flashback, nos levando para a história mais conhecida da famosa socialite russa, que se atreveu a trair o marido numa época em que o fato era verdadeiramente visto com maus olhos, na década de 1900. Imaginem o escândalo social. Esta trama, é claro, faz parte da essência do que é Anna Karenina, personagem-título da obra do autor Leo Tolstoy, de 1877, cujo discurso de liberdade feminina, solta das amarras do casamento e das convenções sociais da época, estava muito à frente de seu tempo. Como podemos perceber.
Este tema já foi alvo de diversas adaptações cinematográficas ao longo das décadas, assim como produções televisivas igualmente. Uma das mais recentes e famosas é a dirigida pelo prestigiadoJoe Wright (O Destino de uma Nação) e protagonizada por Keira Knightley, Jude Law e Aaron Taylor-Johnson, lançada em 2012 pela Paramount. Aqui, temos exatamente a mesma releitura do clássico, reproduzida sem a ousadia narrativa do cineasta britânico – que para o bem ou para o mal entregou inovação ao criar uma peça de teatro filmada, na qual os personagens entram e saem de cenários através de portas, somente para adentrarem um ambiente totalmente oposto e impossível – mesclando as formas de arte cênicas.
Shakhnazarov escolhe uma narrativa mais tradicional, apostando numa dramaticidade quase televisiva realmente, ou novelesca. Na qual o destaque fica para Vitaliy Kischchenko e seu retrato do humilhado, porém, justo, Karenin, o influente e rico marido da protagonista. Por falar nela, Elizaveta Boyarskaya dá forma para a sofredora personagem principal, e consegue transcender sua beleza numa performance correta.
Como dito acima, o grande acerto do longa é a fragmentação temporal, abordando um trecho da história do qual muitos podem não estar familiarizados. Aqui, o cineasta continua a saga desta família, jogando os personagens na guerra russa-japonesa, na qual durante o conflito, o Conde Vronsky (Max Matveev) – o amante – é ferido e precisa ser tratado por Sergey Karenin (Kirill Grebenshchikov), filho de Anna com o marido. O jovem médico guarda apenas ressentimento pelo homem responsável por destruir a reputação de sua mãe (já morta, tendo tirado a própria vida) e de sua família – ao menos esta é sua leitura. Aos poucos, os dois homens trocam confidências e passam a conhecer melhor esta mulher forte e exemplar; tudo em meio ao conflito.
Recentemente, escrevi sobre Colheita Amarga, obra com jeitão de clássico, passado na Ucrânia e que abordava um dos maiores horrores já presenciados pela humanidade. O resultado do filme, no entanto, ficava aquém de sua poderosa trama. O mesmo acontece com este Anna Karenina: A História de Vronsky, que mesmo se envolvendo no manto de um dos maiores ícones da literatura mundial (ou, para usar um termo milênio, um “hino”), e se tratar de uma produção russa (o que garante muitos puristas de não a acusarem de ser um “retalho norte-americano”), o resultado termina com gosto de obra televisiva. Justamente por isso, a vontade maior é por procurar a minissérie para um panorama geral do que verdadeiramente foi planejado.
Pânico 2 completa 26 anos hoje, 12 de Dezembro, e foi um dos primeiros grandes filmes (ou quem sabe o primeiro) a sofrer com o advento da internet. Explico. O longa de terror teve seu roteiro vazado online por um figurante, e isso numa época em que ainda vivíamos os primórdios do mundo virtual. Pioneirismo até mesmo nas derrotas.
Confira curiosidades do filme:
Os Assassinos Originais
Apenas a Sra. Loomis, vulgo Debbi Salt (Laurie Metcalf) foi mantida como uma das identidades do Ghostface.
Como sabemos, Pânico 2 contém dois Ghostface assim como o original. E suas identidades são: Mickey, o estudante de cinema que está sempre com uma câmera na mão filmando tudo (vivido por Timothy Olyphant) e a jornalista Debbie Salt (Laurie Metcalf) que vive atormentando a outra repórter do filme Gale Weathers (Courteney Cox). Debbie, é claro, revela-se a Sra. Loomis, a mãe de Billy Loomis, o assassino do original, que é citada no primeiro Pânicocomo tendo abandonado o marido após descobrir uma traição. Pelo visto a família não era muito boa da cabeça, já que a mãe resolveu orquestrar sua própria matança, seguindo os passos do filho. A Sra. Loomis encontra Mickey num site e o contrata para seu plano sanguinolento.
Mas nem sempre foi assim. No primeiro roteiro vazado, Kevin Williamson havia programado os assassinos para serem Derek e Hallie; além da Sra. Loomis, a única mantida do roteiro original. Ou seja, no segundo filme teríamos três Ghostface: duas mulheres e um homem. Embora não saibamos a dinâmica dos três no filme, podemos imaginar que a mãe de Billy estaria no comando novamente, orquestrando os planos e usando os jovens como seus peões na matança. Essa revelação viria como dupla faca nas costas da protagonista Sidney (Neve Campbell). Isso porque Hallie, papel de Elise Neal, é sua melhor amiga no segundo filme. E Derek (Jerry O’Connell), seu novo namorado. Isso explica porque existe numa versão – que fez parte do trailer – Ghostface chama Sidney de “girlfriend” ao telefone. À princípio podemos pensar que está emulando Billy, mas com a conclusão originalmente pensada faz todo sentido. Essa versão foi mudada no filme. Ou seja, Sidney teria novamente um namorado se revelando um psicopata. Isso que é dedo podre.
Sidney e Gale morreriam
Cotton Weary (Liev Schreiber) seria o assassino de Gale e Sidney na versão original.
Na versão original deste roteiro, o desfecho terminaria com um verdadeiro bad ending, onde numa matança todos os personagens principais seriam mortos. Além de Randy, Gale e Sidney também morreriam, e possivelmente Dewey também. Isso nos faz pensar que Kevin Williamson planejava encerrar a franquia com este segundo filme. O terceiro não havia sido planejado, e demoraria três anos até finalmente chegar aos cinemas – e sem um roteiro de Williamson.
Na primeira história do roteirista para Pânico 2, assim como no original a Sra. Loomis termina matando seus comparsas – aqui Derek e Hallie. No filme, a Sra. Loomis tenta convencer Cotton Weary (Liev Schreiber), que chega ao local armado, de deixa-la matar Sidney, já que a protagonista o acusou de assassinato e o manteve na cadeia por um ano. Por alguns momentos acreditamos que o sujeito irá aceitar a proposta, mas finalmente ele atira na assassina a matando. Na versão original do roteiro, Cotton iria esfaquear a Sra. Loomis, mas não iria parar por aí. Considerando que ambas Sidney e Gale foram responsáveis por arruinar sua vida, Cotton surtaria, e esfaquearia Gale a matando também. No fim, Cotton perseguiria Sidney, e o filme terminaria com os dois se esfaqueando até a morte, e caindo lado a lado. Um baita final mórbido.
Na versão original do roteiro de Pânico 2, a protagonista Sidney (Neve Campbell) morria!
Desta forma, com a história nas mãos de qualquer um que quisesse ler, o mistério estava revelado. E como sabemos, os filmes desta franquia dependem muito das reviravoltas, de quem morre e quem fica vivo e, principalmente, quem são os assassinos da vez. Como consequência deste ato sem noção, o roteirista Kevin Williamson precisou basicamente reescrever a história, modificando diversos fatos, inclusive a identidade dos assassinos. Confira abaixo como seriaPânico 2 antes do vazamento. Ah sim, o texto abaixo contém inúmeros spoilers da trama, ou seja, continue se você já está cansado de saber tudo. Ou por sua conta e risco.
Debbie Salt mais agressiva
Laurie Metcalf viveu a psicopata Sra. Loomis, vulgo Debbie Salt. Vinte anos depois seria indicada ao Oscar por Lady Bird.
A Sra. Loomis, vulgo Debbie Salt, é uma personagem que aparece pouco no filme, mas suas incisões são certeiras. Seu “disfarce” no filme é o de uma jornalista “abelhuda” que está sempre no lugar certo, na hora certa. É claro, assim estudando bastante não apenas os avanços da polícia em relação às mortes, como também o cenário de sua matança. Existe um meme na internet que diz que se Sidney a visse em algum momento, iria reconhece-la e o filme acabaria bem rápido. É verdade, mas justamente por isso a mulher se certificou de nunca cruzar o caminho com a ex-nora.
Na versão original do roteiro, Debbie Salt era mais agressiva e ácida, dando alfinetadas em suas perguntas jornalísticas. Talvez essa característica tenha sido mudada para que as pessoas não desconfiassem dela como sendo uma das assassinas. Em uma cena do roteiro original, ela perguntaria para Sidney se ela havia “finalmente surtado e se era ela cometendo todos os assassinatos”. No fim da cena, ela seria socada no rosto por Gale, emulando a cena do original em que Sidney soca Gale após a repórter fazer um comentário irônico sobre a acusação da protagonista. Só não sabemos como Sidney não reconheceria a Sra. Loomis. Talvez por isso a cena tenha sido mudada. Ou quem sabe a explicação viria com muitas cirurgias plásticas.
Dewey, o segurança do campus
O policial “trapalhão” Dewey (David Arquette) deveria ter morrido no desfecho do original. Mas o diretorWes Craven gostou tanto do desempenho de Arquette no papel, que gravou dois finais, um que ele morria e outro que ficava vivo. No final, terminou optando pelo segundo. Assim, na continuação Dewey dá as caras novamente e aparece no campus da universidade da amiga Sidney quando novos assassinatos começam a ocorrer. Neste segundo filme, Dewey não é mais um policial e tem a marca de seu ferimento, com uma perna manca e um braço quase inutilizado. Mas se pararmos para pensar, o personagem não tem uma profissão e nem muito o que fazer ali, a não ser ficar de olho na colega.
No texto original, Dewey seria um dos seguranças do campus da universidade. O personagem propositalmente iria pedir transferência da polícia de Woodsboro para o campus da faculdade, a fim de ficar perto de Sidney. Esse trabalho faz mais sentido e daria uma função maior ao personagem.
Derek, o documentarista
“Copia, mas faz diferente”. Jerry O’Connell como Derek seria o segundo namorado de Sidney a ser revelado o assassino.
Faz sentido que o assassino do segundo filme agora ande com uma câmera filmando os crimes e suas vítimas. Bem, isso foi antes da época dos Smartphones e das câmeras de celulares, o que facilitaria bem mais a vida do Ghostface. Seja como for, em determinado momento do filme, esse fato entra em jogo quando os protagonistas descobrem estar sendo filmados pelo assassino. E bem, só um personagem anda com uma câmera para cima e para baixo no filme: Mickey. E adivinhe só: ele é o assassino. Porém, na versão original do roteiro, Derek seria o assassino. E não apenas isso, mas também seria ele o estudante de cinema que viveria com uma câmera documentando tudo à sua volta.
Randy, o cameraman
Randy (Jamie Kennedy), o nerd preferido de todos, seria o cameraman de Gale na versão original.
Randy (Jamie Kennedy) foi um dos personagens favoritos dos fãs no primeiro filme. O nerd especialista em filmes de terror infelizmente é morto neste segundo longa, decisão que Wes Craven diz ter tomado para demonstrar que ninguém estava seguro desta vez. O diretor, no entanto, muitos anos depois disse ter se arrependido de matar o querido personagem. Seja como for, Randy é outro estudante de cinema na mesma universidade de Sidney. No roteiro original não seria assim, e Randy seria na verdade o cameraman de Gale Weathers. Essa dinâmica seria muito divertida.
Por outro lado, Joel (Duane Martin), o sujeito que de fato é o cameraman de Gale, e que espertamente “se manda” quando os corpos começam a se empilhar, conseguindo sobreviver no fim das contas, seria um estudante de medicina da mesma universidade. Joel seria um dos melhores amigos de Sidney nesta versão. Resta saber se ele também sobreviveria assim, ou com a mudança de profissão encontraria um destino pior.
Mickey, o cantor
Em seu início de carreira, Timothy Olyphant era sempre o vilão.
Basicamente, teríamos os papeis de Derek e Mickey invertidos. A não ser pelo fato de que Derek ainda seria o namorado de Sidney. Nesta versão original do roteiro também seria adereçado de forma mais efusiva a paixão de Mickey por Hallie, a melhor amiga de Sidney – com os dois talvez engatando em um romance. O fato é levemente pincelado na versão que ganhamos nas telonas. No original, Mickey é quem cantaria no refeitório, assim como Derek fez para Sidney. O rapaz, porém, cantaria para Hallie e a canção também seria outra, ao invés de ‘I Think I Love You’, a escolhida seria ‘I Will Always Love You’, de Whitney Houston.
Cliffhanger para o PÂNICO 3
Ambos Pânico (1996) e Pânico 2 (1997) terminam de uma forma que não necessariamente pedem continuações. Kevin Williamson disse que pensou na ideia para o dois enquanto ainda escrevia o primeiro. Mesmo assim, nada no desfecho do original indicava que o longa poderia ter uma sequência. Afinal, ele é uma história fechadinha em si. O que empurrou a continuação, podemos pensar que foi unicamente o sucesso e, claro, o dinheiro. O mesmo ocorre comPânico 2. Mas nem sempre foi assim. No roteiro original de Williamson, o segundo filme terminaria revelando outro Ghostface, que olharia tudo de longe, do alto da torre do sino do campus. Esse final indicaria a existência de um quarto assassino na trama, ou simplesmente um novo psicopata se preparando para entrar em ação no três.
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