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Crítica | Viagem das Garotas – Comédia com a vencedora do prêmio da crítica de Nova York

Mulheres Malvadas

Desde que saiu do gueto e de produções de baixo orçamento, o cinema negro norte-americano, então popularmente chamado blaxploitation, cresceu e se ramificou. De fato, os EUA possuem um dos públicos mais fortes e fiéis para este tipo de cinema. Seja em qual for o gênero, este cinema é sinônimo de representatividade, dando voz e chance para atores e realizadores negros. Em tais filmes, ao contrário de qualquer outro tipo produzido em Hollywood, por exemplo, temos um elenco predominantemente de atores afro-americanos.

Neste segmento, temos como representante o cineasta Tyler Perry e a produtora Screen Gems – que todo ano, por volta de setembro, lança um suspense protagonizado por atores negros, vide O Intruso (2014), com Taraji P. Henson e Idris Elba, e Além da Realidade (2016), com Morris Chestnut e Regina Hall. Outro nome que é sinônimo do segmento é o do diretor Malcolm D. Lee, comandante deste Viagem das Garotas (Girls Trip).

À primeira vista esta pode parecer apenas mais uma comédia escrachada e vulgar, sobre um grupo de amigas se comportando de forma selvagem, subgênero igualmente em voga após a popularidade e prestígio de Missão Madrinha de Casamento (2011), e mais recentemente os dois filmes da dobradinha Perfeita é a Mãe! (2016 e 2017). Bem, e Viagem das Garotas é isso mesmo. Mas também foi sucesso de crítica e bilheteria, rendendo apenas em sua estreia mais de US$ 31 milhões, contra os seus US$ 19 milhões de orçamento. Ou seja, se pagou no primeiro fim de semana. Fora isso, viveu para somar mais de US$ 115 milhões, somente nos EUA, se tornando um dos sucessos surpresa deste verão norte-americano – alguém duvida que estas amigas voltem a se encontrar em breve?

Com os críticos o caminho não foi diferente, o filme tem 89% de aprovação no Rotten Tomatoes, número ainda maior do que com o público (80%), mesmo sendo um produto tecnicamente mirado ao segundo. Para uma comédia de baixo calão, com muitas piadas abaixo da linha da cintura, e certo sentimentalismo barato, Viagem das Garotas caiu mesmo nas graças do mundo (ou dos profissionais da área nos EUA). Quer outro exemplo? A atriz Tiffany Haddish, o rosto menos conhecido dentre as quatro amigas principais, vem emplacando nesta temporada de prêmios, e já foi eleita a melhor coadjuvante feminina pelos críticos de Nova York, e no Critics Choice Awards está indicada novamente como coadjuvante e melhor atriz em comédia. Será que chega até o Oscar? Ou ao menos ao Globo de Ouro.

Viagem das Garotas chegou recentemente no mercado de home vídeo brasileiro e se encontra no Now da Net para quem quiser conferir. Tendo assistido ao longa, posso afirmar que a bajulação para a atriz não é um disparate, durante toda a projeção eu não consegui tirar meus olhos dela. A trama é básica, e apresenta quatro amigas inseparáveis desde os tempos de colégio, conhecidas como As Poderosas (Flossy Posse), famosas por sua curtição. Ao longo do tempo, elas sempre estiveram em contato, ajudando umas as outras em qualquer situação. Depois de alguns anos afastadas, elas decidem se encontrar para uma nova viagem alucinada para Nova Orleans, no evento anual Essence Festival, que celebra a cultura negra norte-americana.

Ryan (Regina Hall) é uma bem sucedida guru de autoajuda, cujo marido (papel de Mike Colter, o Luke Cage em pessoa) a está traindo. Saha (Queen Latifah) é uma jornalista caída em desgraça, que agora se mantém devido ao blog de fofocas e paparazzis. Lisa (Jada Pinkett Smith, mulher de Will Smith, e a que menos naturalmente envelhece, devido aos tratamentos estéticos e preenchimentos em seu rosto) é uma enfermeira e mãe paranoica de crianças pequenas, que esqueceu como se divertir. E Dina (Tiffany Haddish), bem, é a alma do filme, e o que sustenta ele. Sem exageros.

Passamos aqui por várias situações inacreditáveis, porém, típicas deste tipo de comédia de humor super ácido. A boa notícia é que o filme verdadeiramente entretém. É divertido e por muitas vezes engraçado, e grande parte, mais uma vez, vem provido pela sensação Haddish. A coragem e entrega da atriz, se jogando na pele de sua personagem pra lá de atrevida, é louvável. Desde urinar enquanto pendurada na tirolesa, até utilizar uma toranja (grapefruit) para um fim sexual (esta cena é de deixar boquiaberto) – depois da torta em American Pie (1999) e do pêssego em Me Chame Pelo Seu Nome, outra fruta se junta ao hall das impróprias para menores – Haddish faz tudo pelo humor, dona de grande presença em cena e um carisma indomável.

Apesar de muitos clichês, o roteiro possui seus momentos de brilho. O humor não é refinado, e você precisa ter certo gosto para a coisa, não imagino que todos irão gostar. Mas dentre os destaques no texto estão uma brincadeira feita pela própria Jada Pinkett Smith sobre o fato de comer placenta – sabemos que os adeptos da Cientologia, como Tom Cruise, passaram por isso, e o maridão Will Smith é o novo recruta da religião/culto. Ou quando caracterizadas com óculos escuros e perucas, emitem a frase “set it off”, ou “resolver a situação”, também o título de um filme de assalto de 1996, intitulado por aqui Até as Últimas Consequências, e protagonizado por Latifah e Pinkett Smith. Neste momento, só as duas ficam em quadro e se entreolham. Boa referência.

Fora o humor nada sutil, em algum lugar, e talvez você não precise ir mundo fundo para achar, Viagem das Garotas guarda um jeito honesto de lidar e falar sobre amizade. Mesmo com estes atrativos, que muito bem poderiam emplacar com o público de nosso país, apesar da falta de rostos muito conhecidos no elenco, a Universal reservou o lançamento para o mercado de vídeo, onde ele tem tudo para ser descoberto e agradar.

Conheça ‘Suspiria’ (1977), de Dario Argento, e a trilogia das Mães

Você já ouviu falar em Dario Argento? O cineasta italiano é motivo de culto para os fãs de terror mais antigos e por seus próprios colegas de ramo. O diretor foi um dos responsáveis por implementar na década de 1970 (onde verdadeiramente ganhou força) o movimento giallo, uma vertente do cinema de horror italiano que privilegia o grafismo, o exagero e o nonsense. Outros artistas que trabalham em tal gênero e cinéfilos apaixonados por todo o universo em torno de tais produções cinematográficas conhecem o valor que Argento possui na indústria e sua contribuição, até hoje muito influente.

Dario Argento começou a carreira bem afastado do gênero que o imortalizaria, no entanto. Seu primeiro trabalho de grande relevância foi como parte do trio criativo que assinou o roteiro do faroeste dos faroestes: Era uma Vez no Oeste (1968), de Sergio Leone. Ao lado de Argento e do próprio Leone, a história contou ainda com outro lendário cineasta na confecção, Bernardo Bertolucci (O Último Tango em Paris).

Com uma carreira de 25 créditos como diretor, entre filmes, séries, documentários e filmes para a TV, Argento estreou no comando de uma obra em 1970, já no gênero que nunca viria a abandonar durante toda a sua filmografia: o horror giallo. Logo em seu primeiro longa, O Pássaro das Plumas de Cristal, seu estilo ficaria cimentado e ditaria regra para seu modus operandi nas telas – um assassino à solta, um herói ou heroína em perigo (o único capaz de resolver o mistério), polícia inoperante ou completamente ineficiente, teor alucinógeno de eterno pesadelo e violência extrema ao ponto do grotesco caricatural e histérico.

O diretor já tinha quatro filmes do gênero no currículo quando lançou Suspiria (1977), seu primeiro horror sobrenatural. Suspiria foi um divisor de águas na carreira do cineasta, vindo a se tornar sua obra mais celebrada. Esta era a primeira vez em que Argento deixava de lado o tema até então recorrente dos serial killers para investir em algo realmente sem explicação (e assim acompanhar o teor de seus primeiros filmes). O sentimento alucinógeno e onírico era justificado quando o diretor resolveu investir em sua primeira história de assombrações, entidades, espíritos malignos e bruxaria.

Suspiria – que ganhou remake este ano pelas mãos de Luca Guadagnino (Me Chame pelo seu Nome) – funciona de duas maneiras. Por um lado, é o avô de Cisne Negro (2010), de Darren Aronofsky, e fala sobre uma jovem bailarina chamada Suzy Bannion (Jessica Harper) ingressando numa prestigiada escola de dança e balé na Alemanha. Suzy chega como a promissora nova estrela da instituição, mas logo descobre estranhos acontecimentos e mortes de outras alunas – todas receosas com os eventos no local. Por outro lado, Argento investe num verdadeiro covil de bruxas enterrado abaixo da escola. Nesta camada paralela, Suspiria ganha contornos de O Bebê de Rosemary (1968), de Roman Polanski, no qual um cenário aparentemente acolhedor esconde terríveis segredos do passado, mantidos vivos até hoje.

Com Suspiria, inadvertidamente, Dario Argento dava início a sua chamada trilogia das Mães. E a primeira apresentada é justamente esta que ficou conhecida como a Mãe dos Suspiros (daí “suspiria”, ou “suspiro”, “Falta de Ar”). A ideia ficou na cabeça do diretor e ele seguiu adiante com ela em seu filme seguinte. A Mansão do Inferno (Inferno), de 1980, move a trama da Alemanha para Nova York e Roma. Rose Elliot (Irene Miracle) encontra o livro ancestral explicando sobre as três entidades conhecidas como As Três Mães. Logo, cabe a seu irmão Mark Elliot (Leigh McCloskey) evitar o apocalipse e impedir que a força conhecida como Mãe das Trevas cause um cataclismo.

Depois de um grande hiato, causado pela falta do mesmo impacto que Inferno causou em relação à Suspiria, Dario Argento finalmente revisitou a lenda das três mães de novo, para – ao que tudo indica – encerrar de maneira propícia sua trilogia. O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas (The Mother of Tears), de 2007, incluiu sua filha, Asia Argento, com quem o diretor já vinha trabalhando desde Trauma (1993), pela primeira vez num filme das três mães. Asia protagoniza como Sarah Mandy, funcionária de um museu em Roma que sem querer desperta a terceira mãe: a Mãe das Lágrimas. Como diz o título.

O curioso do encerramento é que o roteiro cria um forte vínculo com os outros filmes, em especial Suspiria, citando os feitos da bailarina Suzy – num momento expositivo no qual um padre conta para a personagem de Asia sobre as bruxas e seus perigos para o mundo caso não sejam impedidas. Este é também o filme mais apocalíptico da trilogia, cujas ameaças foram se intensificando em escala – em Suspiria tudo era centrado num único prédio, em Inferno existia a possibilidade de se espalhar, e em A Mãe das Lágrimas vemos em primeira mão a coisa se alastrar e tomar as ruas, com chacinas públicas. Esta é a entidade mais sedutora de todas. Enquanto nos filmes anteriores as mães assumiam formas decrépitas em recuperação, aqui a Mãe das Lágrimas já chega ao mundo nas belíssimas e jovens formas da israelense Moran Atis, dona de trajes reveladores e hiper sexualizados ao longo de suas aparições.

Durante o Festival de Toronto 2007, onde o longa fez sua estreia, Dario Argento chegou a dizer que não descarta um quarto filme abordando “as três mães”. Asia brincou sobre a possibilidade de se tratar de uma “pré-sequência”. No ano em que o novo Suspiria chega para celebrar o cineasta, não seria nada mal que o lendário diretor começasse a pensar seriamente nesta ideia.

Agora, resta esperar para saber se o novo Suspiria aborda tais questões, se de cara abre espaço para as continuações – ou se funciona como obra única, com começo, meio e fim, esquecendo qualquer possibilidade de ampliar este universo como Argento fez.

A Morte Pede Carona, Noite dos Arrepios e os Clássicos Cult de Terror dos anos 80 em Suas Primeiras Exibições na TV Aberta no Brasil

Quem cresceu nos anos 80 e 90 irá para sempre lembrar das exibições dos filmes que marcaram sua juventude na TV aberta. Acontece que essa geração não tinha a internet como hoje, e a facilidade de encontrar um filme no toque de um dedo. Naquela época raiz tudo era mais difícil, e o contato que tínhamos com os filmes era quando eles passavam nas famosas redes de TV nacionais – em especial a Globo e o SBT. E dentro destes canais, a Tela Quente e a Sessão das Dez foram dois dos programas mais emblemáticos de filmes de seus respectivos canais.

A Sessão das Dez, do SBT, é ainda mais antiga, tendo sido inaugurada em 1985, sempre aos domingos após o programa Silvio Santos. A Tela Quente, às segundas na Globo, marcou a partir de 1988, sempre com sessões de filmes inéditos na TV aberta. Na infância dos anos 80, os olhos dos pequenos cinéfilos brilhavam com o anúncio de um filme que parecia ser muito bom nesses canais.

Quando falamos nos queridos filmes de terror que marcaram a década o procedimento era o mesmo. Os pequenos aficionados pelo gênero ficavam esperando a exibição daquele filme que sabiam que iria fazer seu sangue gelar à noite e depois era correr para o quarto antes que a assombração nos pegasse. Abaixo lembraremos as primeiras exibições de clássicos atemporais do terror por aqui nas TVs abertas. Confira abaixo.

01) A Noite das Brincadeiras Mortais

Exibido de forma inédita pela rede Globo na Tela Quente de 1989 (um ano após a estreia do programa), ‘A Noite das Brincadeiras Mortais’ é de 1986, e funciona quase como uma sátira de ‘Sexta-Feira 13’, contando com o mesmo produtor, o mesmo estúdio e a mesma atriz. Apesar de ser um slasher também, é um filme de terror passado no fim de semana do dia 1º de abril. O longa foi exibido no dia 21 de agosto pela primeira vez.

02) Noite dos Arrepios

A Globo era especialista em exibir filmes de terror nas noites de segunda-feira na Tela Quente. Foi ali que muitos cinéfilos mirins adquiriram o gosto não apenas por cinema, mas por cinema de gênero, entrando em contato pela primeira vez com filmes fantásticos. ‘Noite dos Arrepios’ é um dos mais cult do período, misturando assassinos, alienígenas, vermes malditos, zumbis e tudo que um bom filme de terror pede. Só quem viveu a época sabe a mágica que foi descobri-lo. O longa fez sua estreia na TV no dia 27 de novembro de 1989.

03) A Morte Pede Carona

A primeira exibição na TV aberta deste thriller eletrizante de arrepiar até o último pelo do pescoço foi no dia 15 de outubro de 1990, bem propício para o dia das bruxas. Esse é outro filme que “traumatizou” toda uma geração, e mostrava o psicopata interpretado pelo saudoso Rutger Hauer tocando o terror nas estradas americanas e no jovem inocente Jim (papel de C. Thomas Howell – artista que igualmente marcou época). Simplesmente inesquecível.

04) A Volta dos Mortos-Vivos

No mesmo ano de ‘A Morte Pede Carona’, 1990, foi ao ar de forma inédita na Tela Quente o divertido ‘A Volta dos Mortos-Vivos’. Foi no dia 24 de setembro de 1990 que os zumbis mais famosos dos anos 80 deram as caras na TV aberta brasileira, ao mesmo tempo brincando com a mitologia criada por George Romero ainda na década de 1960 e criando seu próprio universo de sua franquia com muito humor, gore e sustos. Quem era criança ou adolescente na época sem dúvida lembra dessa primeira exibição.

05) A Casa do Espanto

Curiosamente, fontes afirmam que a primeira exibição de ‘A Casa do Espanto’ na rede Globo precede até mesmo a estreia de Tela Quente. Acontece que o programa de filmes mais famoso da rede Globo surgiu em 1988 e a primeira exibição de ‘A Casa do Espanto’ foi no dia 23 de novembro de 1987 – dois anos depois da estreia do filme em 1985. A exibição foi no programa “Cinema Especial”. Na trama, William Katt interpreta um escritor herdando a casa de uma tia idosa que faleceu. A pegadinha é que a casa, é claro, é amaldiçoada.

06) A Fortaleza

Muitos fãs saudosistas do período lembram é das reprises deste thriller para lá de nervoso no SBT. De fato, o canal do “homem do baú” chegou ao cúmulo de exibir este filme violentíssimo e assustador na sessão Cinema em Casa, quando o programa passava de tarde, ao alcance de qualquer criança. Tudo bem que mesmo passando à noite muitas crianças deram um jeito de assistir, como este que vos fala, somente para tremer de medo. A primeira exibição inédita na TV aberta do filme, no entanto, foi na rede Globo, quando passou na Tela Quente em 6 de junho de 1988, na estreia do programa. Na trama, quatro bandidos, vestidos com máscaras de Papai Noel, Gato, Pato e Rato, sequestram uma professora e seus alunos.

07) Sexta-Feira 13 – Parte 2

Este foi o primeiro filme da franquia de terror ‘Sexta-Feira 13’ exibido na TV aberta. Sua estreia nas telinhas foi na rede Globo no dia 21 de março de 1987, no Domingo Maior. Essa data precede inclusive a estreia da Tela Quente, inaugurada pela Globo em 1988. Curiosamente, o primeiro filme da franquia demorou mais a estrear na TV aberta que suas duas continuações, pois um embargo não liberava o filme para a exibição por aqui – nó que só se desatou em 12 de junho de 1989, quando o primeiro ‘Sexta-Feira 13’ pôde estrear de forma inédita na Globo. Na Tela Quente, o primeiro a ser exibido foi a parte 3, em 5 de dezembro de 1988.

08) A Mosca

Um dos maiores clássicos do terror dos anos 80, ‘A Mosca’ é uma história trágica, sobre um cientista obcecado com seu novo experimento, uma criação tecnológica que irá mudar o mundo: uma cabine de teletransporte. Ao testar em si mesmo, ele termina se mesclando a outro organismo vivo, uma mosca que inadvertidamente entrou na cabine. Agora, aos poucos ele se transforma numa criatura que é a mistura do DNA de um humano e um inseto. ‘A Mosca’, com Jeff Goldblum e Geena Davis estreou no segundo ano da Tela Quente, em 26 de janeiro de 1989.

09) Cemitério Maldito

Outro clássico dos clássicos, que assustou toda uma geração, foi este longa baseado no livro do mestre do terror Stephen King. Em especial quem viu o filme na época de sua estreia na rede Globo jamais esqueceu a personagem Zelda, a irmã da protagonista que sofria de uma terrível doença que a deixava com uma forma bastante esquelética e deformada. A trama conta sobre uma família feliz, encontrando apenas desespero e tragédia ao se mudar para um cenário rural, ao lado de um cemitério de animais que tem a fama de trazer os mortos de volta à vida. O filme estreou na Tela Quente no dia 2 de setembro de 1991.

10) Baile de Formatura 3

Terminando a lista temos um dos filmes mais obscuros a ter estreado no horário nobre da Globo na Tela Quente. A franquia ‘Baile de Formatura’ é uma das mais curiosas do gênero terror, pois começou como uma cópia de ‘Halloween’, um slasher “whodunit” que contava até mesmo com a presença de Jamie Lee Curtis no primeiro filme de 1980. Depois, a continuação em 1987 já transformava a coisa em um horror sobrenatural, sobre uma jovem de 1957 que sofria bullying, morreu e retorna como espírito maligno na década de 80. É por esse caminho que o terceiro filme decidiu seguir, tentando transformar Mary Lou em uma figura icônica do gênero, sem sucesso. O filme estreou na Tela Quente no dia 21 de setembro de 1992.