Versátil, ótima atriz e simplesmente perfeita.
Esses são apenas alguns dos adjetivos que melhor definem a incrível Amy Adams, que completa 46 anos hoje, 20 de agosto. Fazendo sua estreia ainda em 1999 com a comédia ‘Drop Dead Gorgeous’, seu primeiro grande papel viria apenas em ‘Retratos de Família’, em 2005, ascendendo a uma carreira meteórica que hoje conta com seis indicações ao Oscar, duas estatuetas do Globo de Ouro, um Critics’ Choice e um SAG Award. Como se não bastasse, Adams também é uma irretocável cantora que já participou de diversos musicais.
Para homenagear esse ícone da indústria do entretenimento contemporâneo, cujas performances às vezes passam batido pelos críticos internacionais e pelo próprio circuito de premiações, separamos uma singela lista com 11 de seus melhores papéis.
Confira abaixo nossas escolhas e conte para nós qual o seu favorito:
RETRATOS DE FAMÍLIA (2005)

Steven Spielberg acreditava piamente que ‘Prenda-Me Se For Capaz’ seria a revelação de Adams no cenário artístico – mas estava errado. Seu primeiro projeto de grande calibre viria três anos mais tarde com ‘Retratos de Família’. Dando vida a Ashley, a atriz foi aclamada pelos especialistas e conseguiu sua primeira indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.

‘Encantada’ é um dos melhores live-actions que a Disney já fez – e nada disso seria possível sem um elenco estelar que também incluiu Patrick Dempsey e Idina Menzel. No longa, Adams interpreta a ingênua Giselle, uma princesa que, prestes a se casar com o “amor de sua vida”, é empurrada através de um poço mágico e aparece na cidade de Nova York nos dias de hoje. A obra foi a primeira a mostrar os dotes musicais da performer.
DÚVIDA (2008)

O drama de época ‘Dúvida’ é um dos mais poderosos da primeira década do novo século e trouxe uma colaboração aplaudível entre Adams, Meryl Streep e Viola Davis – na verdade, as três foram indicadas para o Oscar por seus incríveis papéis. Amy deu vida à Irmã James, uma professora da escola católica de Nova York que entra em conflito com seus próprios valores e a ideologia do lugar onde trabalha em uma rendição inigualável.
JULIE & JULIA (2009)

Adams voltaria a colaborar com Streep em 2009 com a dramédia cinebiográfica ‘Julie & Julia’. Assim como sua conterrânea, a atriz foi aclamada pelo público e pela crítica por sua intepretação da autora Julie Powell, que, em agosto de 2002, resolveu cozinhar todas as receitas do icônico livro de Julia Child – ganhando seguidores ao redor do mundo.
O LUTADOR (2010)

‘O Lutador’ rendeu à Amy sua terceira indicação na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar. Participando mais uma vez de uma produção biográfica, a atriz encarnou Charlene Fleming, esposa do protagonista Micky Ward (Mark Wahlberg). O próprio diretor David O. Russell comentou sobre a força e a motivação de Adams em interpretar a personagem, aberta a explorar certas camadas performáticas com as quais ainda não estava acostumada.

Dois anos depois, a atriz voltaria a faturar mais uma indicação aos prêmios da Academia por ‘O Mestre’. Dividindo a cena do thriller psicológico com Joaquin Phoenix, Adams interpretou Peggy Dodd, esposa de Lancaster (Philip Seymour Hoffman), líder de um nascente movimento filosófico conhecido como A Causa – e que acaba cruzando caminho com o problemático veterano de guerra Freddie Queell (Phoenix).
TRAPAÇA (2013)

Voltando a trabalhar com Russell três anos depois de sua primeira incursão, Adams foi a sensual Sydney Prosser/Lady Edith, uma golpista que trabalhava ao lado do enganador Irving Rosenfeld (Christian Bale) e que, eventualmente, começou um relacionamento com ele. Sua atuação caiu nas graças da crítica especializada e dos votantes da Academia, rendendo-lhe sua primeira e única indicação à categoria de Melhor Atriz no Oscar.

‘A Chegada’ é um dos filmes mais subestimados do século e, criando uma narrativa dramático-científica que desconstruiu o gênero cinematográfico de invasão alienígena, foi guiado pela atuação impecável de Adams. Aqui, ela interpreta a Dra. Louise Banks, uma importante linguista que é recrutada pelo governo para tentar se comunicar com extraterrestres. Apesar de ser indicada ao Globo de Ouro, a atriz não foi relembrada no Oscar.

No mesmo ano em que foi esnobada por ‘A Chegada’, Adams também foi esnobada pela performance de sua carreira em ‘Animais Noturnos’. O thriller psicológico é centrado em sua personagem, Susan Morrow, uma curadora artística que recebe o manuscrito do primeiro romance de seu ex-namorado cujos personagens se assemelham estranhamente ao antigo casal – levando-a a acreditar que ele a está ameaçando de alguma forma.

Amy Adams teve seu grande momento na televisão com mais um thriller psicológico, ‘Sharp Objects’. Na adaptação do clássico romance de Gillian Flynn, a atriz vive a protagonista Camille Preaker, uma repórter alcoólatra que recentemente recebeu alta de um hospital psiquiátrico e volta para sua cidade natal para investigar o assassinato de duas garotas.

Adams foi indicada pela sexta vez ao Oscar ao viver Lynne Vincent Cheney na cinebiografia ‘Vice’. Ovacionada mais uma vez por sua performance, ela viveu a esposa do político e empresário Dick Cheney (Christian Bale), que se tornou vice-presidente dos Estados Unidos à época da queda das Torres Gêmeas. Amy também faturou nomeações no BAFTA, no Critics’ Choice e no Globo de Ouro.