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10 Verdadeiros Clássicos do Cinema Brasileiro que Completam 30 anos em 2021

A história é um dos aspectos mais importantes de nossa existência como seres humanos. É preciso sempre estudá-la e aprender com ela. A história nos faz olhar para o passado e refletir, como parte de nosso processo evolutivo. O aprendizado é o que nos faz seguir desejando sempre melhorar, mas também absorver muito. No cinema, isso não é diferente. Essa consciência é o que faz grande parte dos cinéfilos valorizarem muito mais as obras clássicas, buscando sempre elas como referência do que é feito hoje. E quando falamos no nosso cinema, notamos um grande salto em qualidade. Hoje, nossos filmes são internacionalmente badalados. Mas no passado já realizávamos obras de enorme sucesso de público e crítica.

Pensando nisso, como forma de homenagear o nosso cinema brasileiro, relembramos nessa nova matéria os filmes nacionais mais famosos que completam 30 anos de lançamento em 2021. Confira.

Matou a Família e Foi ao Cinema

Refilmagem do clássico homônimo de 1969 escrito e dirigido por Júlio Bressane (A Erva do Rato), a nova versão é adaptada por Neville d’Almeida (A Dama da Lotação), que assume roteiro e direção. O filme marcou o reencontro nas telas do ex-casal Claudia Raia e Alexandre Frota – que ficaram casados de 1986 a 1989. Na trama, Frota vive um jovem desequilibrado que mata os pais e vai ao cinema, onde assiste a quatro curtas com histórias pra lá de bizarras. Uma delas é protagonizada por sua ex-mulher. As duas versões são polêmicas e você com certeza já ouviu este título.

Gaúcho Negro

Tentativa de emplacar um filme de super-herói brasileiro nos moldes das produções Hollywoodianas. O Gaúcho Negro é uma figura misteriosa, parte do folclore do Sul do país. Ele é uma espécie de Zorro, usa vestimentas pretas, um chapéu, máscara e tem como armas chicote e boleadeira. O filme é impulsionado pela estrela Xuxa, na época no auge de sua carreira, que narra o filme e faz uma participação especial. Quem protagoniza na verdade é um de seus Paquitos e duas de suas Paquitas. Na trama, ao mesmo tempo em que o herói surge durante um festival de música no Rio Grande do Sul para impedir crimes de queimadas, um jovem do Rio de Janeiro (Cláudio Heinrich) chega no local e se apaixona por uma professora escolar (papel de Letícia Spiller). Juliana Baroni completa o elenco principal.

Brincando nos Campos do Senhor

Apesar do elenco internacional renomado, de nomes como Kathy Bates (vencedora do Oscar), John Lithgow (duas vezes indicado ao Oscar), Tom Berenger (indicado ao Oscar), Tom Waits (indicado ao Oscar), Daryl Hannah e Aidan Quinn, este filme é uma coprodução entre Brasil e EUA (falado nas duas línguas) e tem na direção o argentino mais brasileiro de todos os tempos, o saudoso Hector Babenco. A trama mostra missionários fundamentalistas tentando converter os nativos das florestas brasileiras à sua religião. Baseado num famoso livro, o filme teve certo prestígio, apesar de hoje deixar evidente alguns equívocos, como ter Tom Berenger interpretando um indígena.

A Maldição de Sanpaku

O chamariz deste thriller criminal é a presença da estrela Patrícia Pillar impulsionando a obra e estampando o cartaz. Escrito e dirigido por José Joffily (Quem Matou Pixote?, 1996), o filme apresenta o golpista Gafanhoto (Roberto Bomtempo), que rouba uma pedra valiosa e termina na mira do mafioso Velho (Sérgio Britto). Enquanto foge, atrai para o perigo o colega Poeta (Felipe Camargo) e sua namorada Cris (Pillar), cujos olhos trazem a marca da tragédia. Completando o elenco, a saudosa Rogéria.

O Corpo

Baseado na história de Clarice Lispector, e com roteiro e direção de José Antonio Garcia (A Estrela Nua), esta comédia traz Antônio Fagundes na pele do farmacêutico Xavier, que vive uma relação bígama com suas duas mulheres: Carmem (Marieta Severo) e Bia (Cláudia Jimenez). Tudo começa a mudar de figura quando as duas descobrem que o marido arrumou mais uma amante, a dançarina de cabaré Monique (papel da também diretora Carla Camurati).

Vai Trabalhar Vagabundo II – A Volta

Um dos mais icônicos filmes de nossa cinematografia, o clássico Vai Trabalhar Vagabundo (1973), escrito, dirigido e protagonizado pelo saudoso Hugo Carvana, traz o ator como um malandro recém saído da prisão, tratando de dar um golpe pra cima de um falso rico, um sujeito que apenas finge ter dinheiro. Para a sequência, passada quase vinte anos após o original, Carvana retorna nas funções de diretor e protagonista, com o trambiqueiro Dino exilado em Acapulco, arquitetando sua volta ao Brasil financiado por uma rica viúva. Para chegar ao país ele arma seu próprio funeral. No elenco, os reforços de Marieta Severo e Marcos Palmeira.

A Grande Arte

Outro filme brasileiro com gosto internacional na lista, este longa é baseado num romance de nosso grande autor Rubem Fonseca. Produção nacional também falada em inglês e espanhol, quem dirige é o prestigiado Walter Salles (Central do Brasil). Na trama, Peter Coyote é um fotógrafo norte-americano no Rio de Janeiro, saindo em missão de encontrar o assassino de uma de suas modelos. O turco Tchéky Karyo e a bela Amanda Pays (conhecida pela série Flash dos anos 90) completam o elenco internacional. Já do nosso lado, Giulia Gam, Cássia Kis, Paulo José e o saudoso Raul Cortez dão o tempero brazuca para o suspense.

Forever – Juntos para Sempre

Mais uma produção com ares internacionais, quem comanda na direção é o lendário Walter Hugo Khouri (Amor Estranho Amor). Coprodução entre Brasil e Itália, o suspense dramático mostra a conturbada relação entre pai e filha, vividos por Ben Gazzara e Eva Grimaldi. A filha tenta se aproximar do pai, um rico e poderoso empresário, mas no percurso termina descobrindo seus segredos e relacionamentos. Vera Fischer, uma Ana Paula Arósio bem novinha e os saudosos Cecil Thiré e John Herbert são os reforços compatriotas.

O Inspetor Faustão e o Mallandro

Cult por excelência devido à sua qualidade, digamos, duvidosa, diversos críticos da nova geração tem redescoberto a obra e a reapresentado ao público. A ideia “brilhante” por trás do roteiro era juntar dois apresentadores famosos da época, mas que de atores tinham muito pouco: o ecstasy humano Sérgio Mallandro e a fábrica de bordões ambulante Faustão. Mas não apenas isso, no filme Faustão é um inspetor especializado em crimes contra animais e o meio ambiente que precisa se unir ao amalucado Mallandro, interpretando basicamente ele mesmo no filme, para impedir o tráfico de espécies em extinção.

Os Trapalhões e a Árvore da Juventude

Por falar em produções Hollywoodianas, nas décadas de 1980 e início de 1990, a trupe conhecida como Os Trapalhões reinou absoluto nas bilheterias brasileiras. Não tinha para ninguém, nem mesmo para as grandes produções vindas da terra do Tio Sam. Este filme de 30 anos atrás, no entanto, marca o último filme com, ao menos, três dos quatro integrantes originais do grupo de humoristas. Zacarias havia falecido em 1990, sendo sua última participação nas telonas o filme Uma Escola Atrapalhada (1990) e com o nome dos Trapalhões no ano anterior, Na Terra dos Monstros (1989). Esse filme já não contava com sua presença e marcou a última participação de Mussum, falecido em 1994. Na trama, Didi, Dedé e Mussum são guardas florestais protegendo a Amazônia (um tema ecológico recorrente na época e ainda muito atual), descobrindo a fonte da juventude e voltando a ser criança e depois jovens. Cristiana Oliveira é o reforço no elenco.

‘Sense8’: Episódio final da série deve estrear em maio deste ano

Depois de um cancelamento que devastou os fãs de ‘Sense8‘, a Netflix voltou atrás de encomendou um episódio final, de duas horas de duração, para dar um fim digno à história.

Agora, segundo o portal Sensate Brasil, é provável que a estreia aconteça em maio deste ano.

A Netflix, no entanto, ainda não confirmou a informação oficialmente.

Para comemorar o episódio especial de 2 horas que encerrará a jornada de ‘Sense8, Lana Wachowski, o elenco da série e a Netflix liberaram um vídeo de 15 minutos para agradecer aos fãs por todo o carinho ao redor do projeto.

Confira:

Crítica | O Peso do Talento – Nicolas Cage interpreta Nicolas Cage em BRILHANTE comédia de ação

A crise de um egocêntrico. Enfim, está chegando aos cinemas de todo o mundo, um dos filmes mais curiosos de 2022, O Peso do Talento. O criativo longa-metragem, dirigido por Tom Gormican, explora os caminhos da comédia debruçada em uma espécie de metalinguagem nos trazendo Nicolas Cage interpretando Nicolas Cage. Vamos acompanhando as loucuras do processo criativo, as excentricidades, diálogos impagáveis do Cage do presente com o Cage do passado, hilárias visões do mesmo sobre alguns de seus memes famosos, e, nesse museu de memórias, o público se delicia com referências à grandes clássicos da carreira do ator, como: A Outra Face, Despedida em las Vegas, A Rocha, Croods, O Capitão Corelli, Mandy, O Guarda-Costas e a Primeira Dama, Con Air, entre outros. Nicolas Cage nunca fez o público rir tanto numa cadeira de cinema.

Na trama, conhecemos o ator Nicolas Cage (Nicolas Cage) em fase conturbada na carreira e cheio de conflitos com sua ex-esposa Olivia (), (uma maquiadora que conheceu no set de filmagens de O Capitão Corelli), e sua filha já adolescente. Sem conseguir um trabalho decente junto ao seu agente Fink (Neil Patrick Harris), acaba aceitando a inusitada proposta de passar uns dias na casa de um fã milionário, Javi (Pedro Pascal). Assim, acaba se metendo em uma enorme confusão quando uma investigação precisará da ajuda do protagonista. Hilário do início ao fim, esse projeto é uma divertida aventura, cheia de caras e bocas, de um personagem único do cinema.

Podemos enxergar esse filme como se fosse um eterno diálogo entre o vencedor do Oscar por Despedida em Las Vegas e seus ‘vários eus’, uma maneira criativa de passar por toda sua carreira e analisar como ele pensava quando era mais jovem e como pensa na fase atual da vida. Cage está de peito aberto para nos divertir durante os quase 110 minutos de projeção. Os conflitos são constantes, vemos nos debates com a psicóloga, a falta de tempo na dedicação à família, as frustrações de uma carreira competitiva. Na parte aventureira da história mais risos com a ótima participação de Pedro Pascal que forma uma dupla dinâmica com Cage.

Mais de 40 anos de carreira e 100 trabalhos creditados no universo do cinema. Nicolas Cage  ao longo do tempo soube como contar histórias e até mesmo criar mitos. O Peso do Talento, pode-se dizer que acaba traçando um certeiro paralelo com a realidade de um artista que muitas vezes parece estar em decadência, em crise contra si mesmo e suas escolhas profissionais mas que por ser brilhante também apresenta atuações históricas. O gancho do roteiro de optar por navegar dentre as excentricidades do seu protagonista para refletir sobre a vida acaba gerando uma visão macro de uma carreira de altos e baixos de um dos mais carismáticos artistas da história do cinema.

 

 

Crítica | ‘Um Dia de Sorte em Nova York’ – Um retrato humano onde o silêncio também grita

Man in a black puffer jacket kneels on a rainy city street, holding hands with a standing child wearing a knit hat.

A imigração é um tema recorrente no universo da sétima arte. Esses olhares frequentes sobre uma situação vivida por muitas pessoas mundo afora sempre trazem reflexões, aproximando a ficção de um cenário constante e atual da realidade.

O primeiro longa-metragem da carreira do cineasta Lloyd Lee Choi, Um Dia de Sorte em Nova York, atravessa esse universo sob um olhar intimista, focando nos detalhes cotidianos e se blindando com uma melancolia aguda que dilacera os confrontos morais ligados às inconsequências disponíveis. Simultaneamente, sugere a crueldade do destino que encontra a trajetória de um homem buscando a vida na mais badalada cidade do mundo.

Man in a dark jacket sits in a dim, blue-lit alley, looking down with a weary expression.

Lu JiaCheng (Chang Chen) é um imigrante chinês que vive nos Estados Unidos há alguns anos e trabalha como entregador por aplicativos. Juntando dinheiro para trazer sua família para perto, vive os dias focado no trabalho. Próximo de conseguir o seu maior sonho – ter sua esposa e a filha (que mal conhece) morando com ele -, vê sua ferramenta de trabalho, uma bicicleta elétrica, ser roubada. Desesperado, e rodando pelas ruas nas horas que se seguem após o roubo em busca de soluções, percebe que sua situação se transforma em um labirinto de poucas oportunidades.

Two people in heavy winter coats sit outside, with bare trees in the background, looking concerned.

Exibido no Festival de Cannes do ano passado, o título original do filme, Lucky Lu, sugere uma ironia afiada e vamos percebendo isso com os acontecimentos que seguem. O discurso do roteiro – assinado pelo próprio diretor – parte de mostrar algumas horas na vida de um sofrido e azarado protagonista que, sem muitas opções, se vê perdido em dilemas em uma cidade que, muitas vezes, mais afasta do que aproxima.

A concepção visual, com cores frias remetendo à tristeza e um vazio existencial, potencializam a razão emocional desse protagonista, que vai cedendo as tentações morais, se entregando às próprias percepções limitadas da realidade em que está.

Imersa nessa narrativa introspectiva e com ritmo lento, buscando um profundo recorte humano onde o silêncio também grita, a obra desfila suas críticas sociais de forma contundente e encontra amplitude em uma linha filosófica existencialista. Nesse contexto, a solidão e os lampejos de liberdade saltam na tela, com o acréscimo da cidade de Nova York como um personagem.

Tocante, e também angustiante, Um Dia de Sorte em Nova York apresenta muitas realidades a partir de um olhar profundo sobre uma situação importante e que sempre podemos tirar boas reflexões.

NETFLIX | Dicas de Clássicos dos anos 80 recém-lançados na plataforma

Para a nossa surpresa e a de todos os saudosistas de plantão, a Netflix, líder do mercado quando o assunto é streaming, tem investido um bom bocado na compra de filmes mais antigos para disponibilizar em sua plataforma. Ou devo dizer aluguel, já que de tempos em tempos os filmes são trocados para a entrada de novos. Seja como for, nos últimos meses a empresa tem apresentado um número considerável de produções dos anos 80 e 90 em seu acervo, fazendo a alegria daqueles que acham que não temos mais filmes como antigamente. Ou simplesmente os que curtem visitar ou revisitar o passado como forma de aprendizado.

Assim, trazemos uma nova leva de dicas de filmes contidos na Netflix para que você não precise peneirar demais na hora de escolher o que assistir – acredite, sabemos como isto pode ser desgastante e enervante. Mas não apenas isso, como diz o título essa matéria é voltada para os nostálgicos que querem revisitar produções queridas, ou assistir pela primeira vez aquele filme que sempre quis ver e nunca teve a chance por não encontrar com facilidade. E ainda um terceiro tipo de espectador, o jovem que não conhecia os filmes apresentados aqui, mas sendo fã de cinema raiz resolve embarcar na empreitada. Então vem com a gente e confira abaixo.

Highlander: O Guerreiro Imortal

Com o anúncio de um novo Highlander vindo aí, um remake protagonizado por Henry Cavill (o Superman da DC) e comandado pelo mesmo diretor dos três John Wick (com Keanu Reeves), a Netflix prontamente disponibilizou o clássico original no novo lote de filmes em seu acervo. A história todos já conhecem, imortais escoceses se digladiam através dos séculos, desde a idade média até o presente. Christopher Lambert vive o protagonista Connor MacLeod e o saudoso Sean Connery é seu mentor Ramirez. Highlander completa 35 anos de seu lançamento em 2021, oportunidade perfeita para celebrar e revisitar o longa.

Dragnet: Desafiando o Perigo

Outro exemplar tipicamente oitentista, muito reprisado na Sessão da Tarde da época, este filme policial cômico é um dos precursores do buddy cop e estreou em 1987, mesmo ano de Máquina Mortífera e Um Tira da Pesada 2. Baseado numa famosa série de TV dos anos 50, que depois rendeu um revival no fim da década seguinte, a proposta do filme é utilização de bastante humor, ausente nos programas televisivos – algo depois reprisado em Anjos da Lei (2012) e Baywatch (2017). Quem comanda o show é o eterno “Caça-Fantasma” Dan Aykroyd na pele do certinho e quadradão detetive Friday. Seu parceiro é o desleixado Streebek, papel do Oscarizado Tom Hanks em sua fase na comédia. Aykroyd também assina o roteiro e o elenco conta ainda com o saudoso veterano Christopher Plummer.

Eles Vivem

John Carpenter é um diretor genial. Ponto. Sua obra é tão rica, que o cineasta se encontra aposentado e segue constantemente referenciado como um dos grandes. Tudo porque ele saiu de uma época extremamente criativa para o cinema, os anos 70 e 80. Assim como os colegas mestres aposentados Francis Ford Coppola e Brian De Palma, no período Carpenter entregou verdadeiras preciosidades e sua filmografia é ainda mais pop. Halloween, Fuga de Nova York, O Enigma de Outro Mundo e Os Aventureiros do Bairro Proibido são alguns de seus filmes mais queridos. Aqui temos um relativamente mais obscuro e por isso devemos agradecer muito à Netflix. Baseado num conto intitulado ‘Eight O’Clock in the Morning’ o filme é uma crítica política ao consumismo e a contínua lavagem cerebral que nossa sociedade recebe dos poderosos. Aqui, tais poderosos são uma raça alienígena infiltrada em setores do alto escalão. O herói dessa história? Um andarilho proletário, e o que mais?

Fuga à Meia Noite

É difícil ver o turrão e intenso Robert De Niro se divertindo tanto assim num filme, mesmo quando participa de comédias. Aqui, neste filme de 1988, podemos notar durante toda a projeção um sorriso no canto da boca do astro, mesmo quando precisa entregar momentos sérios de seu personagem, o caçador de recompensas linha-dura Jack Walsh. Tudo graças à química perfeita com o colega de cena, o humorista Charles Grodin (falecido recentemente, no dia 18 de maio deste ano). Influente e referenciado até hoje, o longa traz De Niro precisando levar um contador foragido para as autoridades. Quem dirige é Martin Brest, de Um Tira da Pesada (1984) e Perfume de Mulher (1992).

Inferno Vermelho

Outro filme de 1988 e outro buddy cop. Deu para perceber que filmes policiais de duplas disfuncionais eram uma forte tendência nos anos 80, e só nesta lista até o momento este é o terceiro. Aqui, o rei da ação da época Arnold Schwarzenegger se une ao engraçadinho James Belushi para caçar a bandidagem. Arnie é o russo Ivan Danko (quase Ivan Drago), policial rígido que é um verdadeiro “robô exterminador” e vai até a América atrás de um criminoso de seu país. A graça do filme é o choque cultural em ter um russo nos EUA em plena Guerra Fria. O diretor é igualmente um grande nome da época, Walter Hill (The Warriors e 48 Horas).

Brincou com Fogo, Acabou Fisgado!

Por falar em James Belushi, aqui temos um dos raros filmes protagonizados por seu irmão mais velho, o fenômeno repentino John Belushi. Ícone celebrado até hoje, o ator teve uma passagem muito rápida por este mundo, vindo a falecer jovem aos 33 anos, um ano depois do lançamento deste filme de 1981, que completa 40 anos de lançamento em 2021. Belushi estrelou menos de 10 filmes em sua carreira e seu trabalho mais conhecido é o cult Os Irmãos Cara de Pau (1980). Aqui, temos uma espécie de Crocodilo Dundee (1986) reverso, com Belushi no papel de um famoso jornalista de Nova York iniciando um romance com uma jovem moradora das montanhas geladas, que prefere o estilo de vida mais natural e ao ar livre, interpretada por Blair Brown.

Entre Dois Amores

Superprodução de 1985, vencedora de 7 Oscar, incluindo melhor filme e diretor (Sydney Pollack), que desbancou obras como A Cor Púrpura, A Testemunha e O Beijo da Mulher-Aranha naquele ano. Protagonizado pelos grandes Meryl Streep e Robert Redford, o filme é baseado na própria biografia de Karen Blixen, uma baronesa dinamarquesa, dona de plantações no Quênia colonial do século XX. Ela se apaixona por um caçador de espírito livre, vivido por Redford. Entre Dois Amores é um épico belíssimo de 3 horas de duração, que permanece como uma das obras românticas mais adoradas da sétima arte.

Loucademia de Polícia

Foi aqui que tudo começou, neste filme de 1984. Loucademia de Polícia se tornou uma das franquias mais bem sucedidas da década de 1980, gerou uma continuação por ano desde sua estreia, e inclusive um desenho animado, bonecos, brinquedos e uma série em live action. Porém, ao olharmos de perto este filme original, podemos notar um clima bem mais sacana e adulto, algo para maiores, mais próximo a filmes como Porky’s, por exemplo, do que o produto infantil voltado para as crianças que veio a se tornar nas sequências. Aqui temos muitas piadas sexuais, como sexo oral, repetidas vezes durante a projeção. Um novo exemplar está atualmente em desenvolvimento, provavelmente um remake ou reboot.

Loucademia de Polícia 2: A Primeira Missão

Esperamos ansiosamente o dia em que a Netflix irá disponibilizar todos os filmes desta franquia – o que provavelmente irá acontecer na HBO Max, já que esta é uma série da Warner. Seja como for, podemos nos contentar com esta continuação, lançada já no ano seguinte do original. A orientação aqui dá uma decaída na censura, exibindo um estilo muito mais “seguro e inocente” nesta primeira sequência. Na trama, os formandos do primeiro recebem sua missão de estreia e vão dar uma força numa delegacia falida num distrito perigoso da cidade. As adições aqui são do amalucado Zed (Bobcat Goldthwait), o frágil Sweetchuck (Tim Kazurinsky) e os vilanescos policiais Tenente Mouser (Art Metrano) e Proctor (Lance Kinsey), substituindo o Tenente Harris (G.W. Bailey).

Top Gun: Ases Indomáveis

Tudo bem, este não é exatamente um lançamento na plataforma. De qualquer forma, em vias da estreia da continuação tardia Top Gun: Maverick este ano, nada melhor do que aquecer os motores (literalmente) com este clássico que serviu para catapultar a carreira do astro Tom Cruise e completa 35 anos em 2021. Na trama, o ousado e arrogante piloto da marinha norte-americana Maverick (Cruise), precisa superar a morte do pai, ao mesmo tempo em que enfrenta a rivalidade dos colegas, em especial de Iceman (Val Kilmer). Ah sim, temos também o romance inesquecível com Charlie, uma instrutora, papel da belíssima Kelly McGillis, ao som de Take My Breath Away, da banda Berlin.

‘Rampage: Destruição Total’ ganha cartaz japonês INCRÍVEL; Confira!

Rampage – Destruição Total’ ganhou um cartaz japonês, e a arte é a mais INCRÍVEL já lançada até o momento. Confira:

O filme adapta o jogo homônimo, que mostra um gorila, um crocodilo e um lobo atacando várias cidades nos EUA, e cabe ao protagonista (Johnson) deter os ataques. A intenção da adaptação é de se manter fiel a premissa e aos elementos visuais do jogo.

O elenco ainda terá Marley Shelton (‘Pânico 4‘) em um dos papéis principais.

A direção é de Brad Peyton (‘Terremoto: A Falha de San Andreas‘), que também produz junto com Beau Flynn e John Rickard.

Rampage: Destruição Total está previsto para 19 de abril de 2018 no Brasil.

10 Filmes que Falam sobre as Fases Conturbadas da ADOLESCÊNCIA

Muitos filmes ao longo dos tempos nos fazem refletir sobre recortes de nossa trajetória onde enxergamos na trajetória de outros pontos reflexivos para nossa própria vida. A Adolescência é uma das fases de nossas vidas onde passamos por mais situações desafiadoras por conta de uma certa imaturidade que ainda temos nessa fase da vida.

Buscando criar uma lista de filmes que falam sobre essa sempre complicada fase de nossas vida, segue abaixo: 10 filmes que falam sobre as fases conturbadas da adolescência!

 

 

A Mão de Deus

A linha tênue entre o sentimentalismo e a maturidade. Escrito e dirigido pelo ótimo cineasta italiano Paolo Sorrentino, A Mão de Deus, produção da Netflix, aborda o luto, a perda, as escolhas, aqueles momentos onde nossas vidas dão uma virada e algumas coisas esquecidas em nosso imaginário acabam se tornando peças chaves em um mundo voltado à realidade, onde a felicidade não existe, o que existe de fato são momentos felizes. O projeto nos leva a uma jornada existencialista, da liberdade incondicional, da escolha e principalmente da responsabilidade pessoal.

 

Raia 4

As mensagens que o silêncio traz. Exibido em diversos festivais de cinema pelo mundo, como 35º Festival Internacional de Cinema de Santa Barbara (EUA), o 41º Festival de Havana (Cuba), a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o Festival Internacional do Rio e vencedor do prêmio da crítica no Festival de Gramado, Raia 4 possui uma narrativa lenta, perto da amargura, de paralelos com o psicológico, que busca em suas imagens e movimentos revelar o caos emocional de uma jovem, de família de classe média alta do sul do país,  perto de completar 13 anos entre as competições semi-profissionais de natação que participa e as descobertas das primeiras fases da adolescência. Escrito e dirigido por Emiliano Cunha.

 

Stupid Young Heart

As escolhas que temos em nossas vidas. Exibido no TIFF (Festival de Cinema de Toronto), dois anos atrás, e indicado, no mesmo ano, ao Oscar de Melhor filme estrangeiro pela Finlândia, Stupid Young Heart é um profundo retrato sobre a adolescência quando um casal de jovens precisa definir seus futuros com uma gravidez não programada. Intenso e mostrando muitas verdades contidas por aí, o filme ainda aborda a questão da imaturidade, da política e do preconceito em uma parte da Europa gelada e muitas vezes inconsequente. A boa direção fica a cargo da competente cineasta finlandesa Selma Vilhunen, indicada ao Oscar no ano de 2014 na categoria de Melhor Curta-metragem pelo filme Pitääkö mun kaikki hoitaa? .

 

A Música da Minha Vida

As interseções de um gatilho musical, inspirador, que muda para sempre quem deixar que a mensagem chegue até o epicentro do seu coração. Pouco badalado, no final do segundo semestre de 2018, passou como uma flecha nos cinemas o drama/musical A Música da Minha Vida. Despretensioso, com um protagonista muito carismático e um roteiro redondo, vai conquistando o público aos poucos. A trilha é uma menção a partir já que o filme, baseado em fatos reais, também pode ser classificado como uma gigante homenagem aos 70 anos de vida, completados ano passado, e aos mais de 50 anos de carreira de um dos maiores da música, o chefe, Bruce Springsteen.

 

Em 97 era Assim

Nostalgia com sotaque ‘gauchês’.  Uma coisa muito importante quando pensamos em cinema é a coragem/verdade que alguns cineastas impõem em suas obras, nunca tentando fugir do que suas tramas realmente propõem. Em 97 era Assim, é um pequeno filme vindo da região sul do nosso país que propõe o exercício de voltarmos no tempo, na época de nossa adolescência, e, assim, passar 90 minutos navegando em memórias afetivas. O bom desse tipo de filme é que se não estiver interessante o que acontece na telona, ativa-se automaticamente as nossas próprias memórias de outros tempos. O público sai ganhando sempre.

 

Behind Blue Skies

Escrito e dirigido pelo cineasta sueco Hannes Holm (Um Homem Chamado Ove), Behind Blue Skies é uma história que foca no desenvolvimento da adolescência e as inúmeras portas que se abrem quando estamos vulneráveis sobre o que faremos de nossas vidas. Baseado em fatos reais, o longa-metragem, exibido no prestigiado Festival de Toronto anos atrás mostra todo o talento de Holm e seu raio-x completo sobre seus fortes personagens.

 

O Novato

Escrito e dirigido pelo estreante em longas metragens Rudi Rosenberg, o sensível O Novato é um dos projetos mais legais que foram exibidos no Festival Varilux de Cinema Francês anos atrás. Falando sobre a descoberta da juventude com um ar de delicadeza bem impactante esse filme consegue transportar o telespectador para seu passado onde histórias vistas são lembradas. É um belo primeiro filme de Rudi, um longa feito para todas as idades.

 

The Fits

A descoberta da entrada na adolescência. Exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, The Fits é um longa-metragem curtinho, de 72 minutos, que possui o tema da entrada na adolescência tendo em seu contorno uma poderosa protagonista brilhantemente interpretada pela excelente atriz Royalty Hightower. Dirigido por Anna Rose Holmer, em seu segundo trabalho em longa-metragem, o filme conquistou públicos de plateias famosas como a do prestigiado Festival de Sundance no ano passado.

 

King Jack

Na adolescência tudo parece o fim do mundo, mas é apenas o começo. Debutando em longas metragens o cineasta Felix Thompson (que dirige e escreve o projeto) consegue realizar um trabalho muito consistente que fala sobre tempos difíceis de um jovem que vive lutando intensamente e diariamente contra seus instintos adolescentes praticamente sem referências. Com competente atuação de seu protagonista Charlie Plummer, King Jack é o que podemos falar de pequena obra com muito valor, aquela raridade que nós cinéfilos adoramos encontrar.

 

Boyhood – Da Infância à Juventude

Quando chegadas e partidas estão lado a lado, avalie profundamente mas continue corajoso. O novo e brilhante trabalho do experiente cineasta Richard Linklater, é um dos filmes que mais demoraram pra ficar prontos da história do cinema, exatos 12 anos! Mais toda a espera valeu a pena! Contando a trajetória de um menino, da infância à adolescência, Linklater brinda os cinéfilos com uma história rica em verdades e questionamentos profundos sobre toda uma sociedade que variou seu modo de pensar ao longo de toda uma década. Um trabalho inesquecível, absolutamente genial!

 

 

 

 

 

10 Dicas de Filmes IRRESISTÍVEIS para assistir agarradinho…

Você está com seu amor em busca de fechar a noite maratonando filmes irresistíveis, mas não sabe o que assistir? Chegou ao lugar certo! Abaixo, selecionamos algumas obras clássicas e outras contemporâneas que mergulham no universo do amor de diversas formas e que, com certeza, vai conquistar você.

 

Querida Léa (Prime Video)

Esse filme nos leva para um dia na vida de um homem de 40 e poucos anos, que está em conflito com suas emoções depois de um desfecho de um novo relacionamento com uma mulher mais nova.

 

Rye Lane: Um Amor Inesperado (Disney Plus)

Dom (David Jonsson) e Yas (Vivian Oparah) são dois jovens que se encontram de forma inusitada, numa galeria de arte, e resolvem sair daquele lugar e irem andando pela cidade onde moram. Dom é um jovem desiludido, abalado profundamente pelo término de um relacionamento. Já Yas, é super alegre, com uma energia contagiante. Ela tem o sonho de ser figurinista e também está passando por um recente término de relacionamento, com feridas ainda em aberto. Os dois vão buscando entender um ao outro, enquanto se conhecem melhor.

 

As Pontes de Madison (HBO MAX)

Na trama, dois irmãos vão saber sobre os documentos e testamento deixados por sua mãe, recém-falecida. Assim, a história volta para meados da década de 1960, onde conhecemos a história de Francesca (Meryl Streep), uma descendente de italianos, moradora do interior de Iowa, casada, mãe de dois filhos, que um dia tem seu destino cruzado com o de Robert (Clint Eastwood), um fotógrafo que trabalha para a Revista National. Passando alguns poucos dias juntos, após a família de Francesca sair para um evento em outra cidade, Francesca e Robert viverão momentos que nunca mais irão esquecer.

 

Uma Segunda Chance (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Kenna (Maika Monroe) era uma jovem quando conheceu Scotty (Rudy Pankow). Eles começam a namorar e, tempos depois, ela fica grávida. Um dia, sofrem um acidente de carro, no qual Scotty não sobrevive. Sentenciada a alguns anos de prisão por não prestação de socorro, anos mais tarde sai do encarceramento disposta a reconquistar a guarda da filha, que está sob cuidado dos avós paternos, Grace (Lauren Graham) e Patrick (Bradley Whitford). Só que no seu caminho aparece também Ledger (Tyriq Withers), o melhor amigo de Scotty, de quem ela vai se aproximando cada vez mais.

Crítica | ‘Uma Segunda Chance’ – A ressocialização pelos caminhos da MELANCOLIA

 

À Procura do Amor (Disney Plus)

Nesse drama bastante profundo, acompanhamos a massagista e mãe solteira Eva (Julia Louis-Dreyfus). Solitária e com uma rotina intensa de trabalho, ela nunca consegue um tempo para se dedicar a uma chance de um novo amor. Certo dia, conhece a poetisa Marianne (Catherine Keener) e logo se torna sua amiga. O problema é que ela conhece Albert (James Gandolfini), ex-marido de Marianne, e acaba se apaixonando por ele.

 

Deixe a Luz Acesa

Na trama, acompanhamos o cineasta Erik (Thure Lindhardt), um documentarista morador de Manhattan, que gosta de conhecer pessoas pelo telefone. Em uma dessas ligações, conhece o advogado Paul (Zachary Booth). O relacionamento dos dois, ao longo do tempo, passa por altos e baixos.

 

Isso Ainda Está de Pé? (Disney Plus)

Alex (Will Arnett) vive em um momento difícil após a recente separação de sua esposa, Tess (Laura Dern). Buscando se reerguer emocionalmente, ele descobre o stand-up comedy como uma espécie de terapia, onde, a cada noite, faz novos amigos e amigas, além de desabafar sobre suas tristezas causadas pelo fim de seu relacionamento. Aos poucos, sua vida começa novamente a fazer sentido, e o destino lhe reservará algumas novas oportunidades de estar com quem ama.

 

Por Inteiro (Apple Tv)

Em um mundo onde a tecnologia avançou mais ainda ao ponto de encontrar, por meio de algoritmos, a sua alma gêmea, dois amigos de longa data – e inseparáveis -, Laura (Imogen Poots) e Simon (Brett Goldstein) passam por diversos conflitos em muitos recortes de um extenso período, até a descoberta do amor.

Crítica | ‘Por Inteiro’ – Emocionante projeto da APPLE TV explora o duelo entre paixão idealizada e amor platônico

 

Song Sung Blue: Um Sonho a Dois (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Mike e Claire formam um casal de artistas que sonha em alcançar o estrelato no mundo da música. Ao decidirem investir em uma banda tributo a Neil Diamond, suas vidas passam por uma grande transformação. No entanto, ao longo dessa jornada, diversas situações inesperadas surgem colocando à prova os sonhos do casal.

 

De Férias com Você (Netflix)

Dois amigos de longa data, que se encontram anualmente para férias em lugares que nunca visitaram, começam a se questionar sobre a relação que vivem.

DOM | “Nunca vi uma série como essa no Brasil”, diz o criador Breno Silveira

A jornalista Letícia Alassë entrevista o cineasta Breno Silveira (Dois Filhos de Francisco) sobre a concepção da série DOM, parceria entre Conspiração Filmes e Amazon Studios, lançada dia 4 de junho na Amazon Prime Video.

Não perca um minuto deste bate-papo exclusivo e detalhado sobre um dos bandidos mais procurados do Rio de Janeiro no início do século XXI e a luta do seu pai para livrá-lo das drogas e do crime. Confira abaixo.

Leia também a crítica: DOM é uma série eletrizante e essencial das facetas do RJ

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‘X-Men: Fênix Negra’: Rumores apontam o motivo do adiamento do filme

Seguindo o mesmo caminho que ‘Os Novos Mutantes‘, ‘X-Men: Fênix Negra’ também foi adiado para 2019. Segundo boatos, depois de alguns testes de exibição, a Fox ordenou semanas de refilmagens. Isso provavelmente não inspira muito confiança sobre o resultado do público.

Fênix Negra‘ agora se encontra na mesma situação que ‘Os Novos Mutantes‘, que também está enfrentando pesadas refilmagens sob as ordens da Fox, que aparentemente não gostaram do primeiro corte do filme.

Apesar da situação não parecer boa, essas refilmagens podem funcionar a favor de ambos os filmes, ajudando a entregar um produto superior do que primeiramente editado. Se a espera irá valer a pena, só o tempo poderá dizer…

O filme é situado em 1992, dez anos após os eventos de X-Men: Apocalipse. Agora, Mística (Jennifer Lawrence), Fera (Nicholas Hoult), Tempestade (Alexandra Shipp), Noturno (Kodi Smit-McPhee) e Mercúrio (Evans Peters) são considerados heróis nacionais. Charles Xavier (James McAvoy) consegue a capa da revista Time. Mas esse ego coloca a equipe em risco. Depois de serem despachados para uma missão no espaço, um raio solar atinge o X-Jato e esse aumento de energia desperta uma força maligna em Jean: a Fênix.

10 Filmes para se Reunir e Assistir com os AMIGOS….

Alguns dias dá aquela vontade de reunir os amigos na nossa casa, comprar sacos de pipoca e dar o play em algum bom filme. Não necessariamente precisa ser um filme sobre amizade mas algum projeto que de alguma forma gere reflexão para bons debates após a sessão.

Pensando nisso, em cima dessa questão, reunimos abaixo algumas dicas com: 10 filmes para se reunir e assistir com os amigos.

 

Freaks: Um de Nós

A sociologia em evidência num mundo de batalha entre o egocentrismo e o bem coletivo. Repaginadas entre conceitos sociais e universo geek parece estar chegando como uma forte tendência em projetos espalhados pelo mundo principalmente em opções de segunda janela de exibição. Freaks: Um de Nós, disponível no catálogo da Netflix, fita alemã com direção de Felix Binder e roteiro assinado por Marc O. Seng tenta adicionar seus diferenciais explorando uma forte questão familiar dentro de um novo conceito ligado ao ‘superheroísmo’ na vida de uma mulher forte e batalhadora. Há muitas variáveis legais e bem exploradas nesse interessante recorte.

A Maratona de Brittany

Na trama, conhecemos a baladeira e descompromissada com a vida Brittany (Jillian Bell), uma mulher de 28 anos, gordinha que não consegue se encontrar em nenhuma parte de sua vida. Após uma consulta de rotina ao médico, descobre que seu corpo vai muito mal das pernas e resolve mudar da água pro vinho sua rotina, começando pelo grande desafio de conseguir correr todo dia na rua para se exercitar. Essas corridas logo se transformam em bem estar, amizade, mudança radical na sua rotina e assim, batalhando contra sua mente do passado, ela foca para encarar todos os desafios que a vida lhe coloca.

Tolkien

Na trama, conhecemos em três etapas o inteligente e obstinado J.R.R. Tolkien (Nicholas Hoult), um jovem que perdeu a mãe muito cedo e teve que morar de favor na casa de uma velha senhora para assim poder terminar os estudos. Na escola que é matriculado faz forte amizade com outros três jovens, um grupo unido, ligados a arte, chás e rúgbi. Seus calorosos debates acontecem em um movimentado estabelecimento onde se sentem mais velhos e guiados pela liberdade de se expressar. Por meio de flashbacks vamos acompanhando esses encontros, principalmente quando o protagonista é recrutado para a Primeira Guerra Mundial. Tudo o que viveu nas linhas de batalhas, o desespero e sofrimento, a força da amizade que constrói, além do amor que sente pela sua vizinha de quarto e amante do piano Edith (Lily Collins) acabam servindo de inspiração para Tolkien escrever um dos maiores sucessos literários de todos os tempos O Senhor dos Anéis.

 

Com Amor, Simon

Na trama, conhecemos o tímido Simon (Nick Robinson), um jovem que passa desapercebido em seu colégio, a não ser quando está com seu grupo de amigos. Ele é homossexual mas nunca contou a ninguém. Até que um dia, toma coragem de se expor, após descobrir em um blog um outro menino na mesma situação. Mesmo querendo esconder o bate papo com esse misterioso jovem, acaba sendo chantageado quando seu e-mail é lido por um outro jovem. A partir daí, Simon terá que tomar atitudes corajosas para ir em busca de sua felicidade.

 

Lady Bird

Em Lady Bird, conhecemos Christine McPherson (Saoirse Ronan), uma jovem que gosta de ser chamada de ‘Lady Bird’ e reside em sacramento com a família, que passa por dificuldades financeiras. Sua mãe, Marion (Laurie Metcalf), é uma esforçada enfermeira em uma clínica psiquiátrica, seu pai Larry (Tracy Letts) está desempregado e não consegue voltar ao mercado de trabalho. Lady Bird tem mais dois irmãos que trabalham para ajudar a família. Perto de concluir o ensino médio, a protagonista passa por experiências emblemáticas como a perda da virgindade, a escolha para qual faculdade vai, e novas amizades que chegam para preencher lacunas desconhecidas mas não necessariamente positivas em sua vida.

 

Uma Nova Amiga

O desejo é uma árvore com folhas. Já a esperança, uma árvore com flores. Já o prazer, árvore com frutos. Depois de inúmeros trabalhos marcantes, o excelente cineasta francês François Ozon voltou ao cinema anos atrás depois de um hiato para contar uma insólita história que mais uma vez, como em outros trabalhos dele, escancara para o público a intimidade dos personagens. Nesse belo drama de pouco mais de 100 minutos, um dos grandes pontos altos, o ator francês Romain Duris, dá um verdadeiro show em cena.

 

Simplesmente Acontece

Depois de lançar alguns títulos que nunca chegaram no Brasil, o bom diretor Christian Ditter volta as telonas anos atrás com um filme que tinha tudo para ser chatinho e bobinho mas, com muita maturidade e desenvolvimento dos personagens, se torna um dos bons filmes que vão falar sobre a arte do amar.  Simplesmente Acontece, baseado no best-seller da irlandesa Cecelia Ahern, que também escreveu P.S Eu Te Amo, certamente conquista o público.

 

Os Amigos

Ao longo dos 90 minutos de fita, acompanhamos um momento de incertezas e depressões sociais na vida do arquiteto Téo (Marco Ricca), um homem solitário que sofre um grande abalo quando sabe do falecimento de seu melhor amigo de infância. Téo é um ser sozinho, divide suas angústias apenas com sua melhor amiga Majú (Dira Paes) que vive tentando arranjar uma companheira para ele. Enfrentando seu passado e tentando achar alguma luz em seu futuro, o protagonista leva o público em uma jornada sobre os momentos de reflexões sobre a vida, situação em que todos nós já estivemos, estamos ou vamos estar.

 

Uma Passagem para Mário

A amizade e a lealdade residem numa identidade de almas raramente encontrada. Com um relato extremamente emocionante sobre o poder e carinho de uma amizade entre dois grandes amigos, o longa-metragem Uma Passagem para Mario, ao longo de seus curtos 77 minutos, promete deixar dezenas de olhos cheios de lágrimas. O diretor Eric Laurence consegue criar um documentário inovador, com peças que se encaixam perfeitamente e deixando o projeto praticamente impecável tecnicamente, levando a fita a ser um dos grandes documentários lançados no Brasil nos últimos anos.

 

Jersey Boys: Em Busca da Música

Na trama, voltamos aos anos 50/60, na cidade de New Jersey, onde conhecemos o encrenqueiro Tommy DeVito que vive de roubos na vizinhança, contrabandos e de música. Seu conjunto musical, vai de mal a pior, tocando em pequenos clubes. Certo dia, convida seu grande amigo Frankie Valli (John Lloyd Young) para ser o novo vocalista da banda e assim o grupo ganha projeção. Para dar o último passo rumo ao estrelato, chega o compositor e tecladista Bob Gaudio (Erich Bergen). Apadrinhados pelo mafioso Gyp De Carlo (interpretado pelo sempre excelente Christopher Walken), o grupo tem uma rápida ascensão e uma queda com grandes consequências.

18 filmes para ficarmos de olho na CineOP 2026

Vivo 79, de Lírio Ferreira, um dos filmes mais aguardados desta 21a Edição da CineOP
Vivo 79, de Lírio Ferreira, um dos filmes mais aguardados desta 21a Edição da CineOP

Com a temática ‘Um país existe nas imagens que preserva, a Mostra de Cinema de Ouro Preto, também conhecida como CineOP, chega no final de junho (de 25 a 30) prometendo mais uma edição fantástica embalada pelo friozinho gostoso dessa cidade histórica. Ao todo, serão mais de 130 filmes vindos de vários lugares de nosso país. Com tantos projetos interessantes para assistir, reunimos uma lista com algumas obras para você ficar de olho:

 

As Dores do Mundo: Hyldon

Esse filme chega para colocar no centro da tela um nome que você talvez não conheça, mas já escutou alguma canção dele. As Dores do Mundo: Hyldon conta a trajetória de Hyldon de Souza Silva, conhecido apenas pelo primeiro nome: guitarrista e produtor, fã de Marvin Gaye, que logo virou artista. Além de tudo, um observador atento de muito momentos da música popular brasileira.

Crítica | ‘As Dores do Mundo: Hyldon’ – De uma resposta a Schopenhauer ao surgimento de um clássico: A jornada de um Soul Man [Festival do Rio 2025]

 

Vivo 76

Um artista beira ao genial quando é único – e, quando passa o tempo, sempre está em movimento. Do interior de Pernambuco até alcançar muitos corações que pulsam quando o assunto é cultura popular, Alceu Valença, hoje com 79 anos, tem mais uma obra cinematográfica que revisita parte de sua história.

 Crítica | ‘Vivo 76’ – Uma imersão fascinante ao universo valenciano

 

Apopcalipse Segundo Baby

Com roteiro e direção de Rafael Saar, a obra toma um rumo corajoso desde seu início, fugindo de referências documentais conhecidas para se chegar em uma narrativa intensa, cheia de imagens e movimentos. Essa busca pela originalidade, na tentativa de traduzir o abstrato de uma personalidade plural, marcada por autorreflexões de Baby, segue apenas por essa perspectiva, com a ajuda de registros de apresentações marcantes.

 

Universo Circular – Jocy de Oliveira

Pioneira da música eletrônica no Brasil, Jocy de Oliveira construiu uma trajetória única. Em 1961, realizou a primeira performance de música eletrônica no país. Em diálogo com John Cage, Karlheinz Stockhausen, Luciano Berio e Igor Stravinsky, expandiu os limites de sua prática. Ao deixar o piano, migrou para a ópera experimental, explorando a voz feminina como território poético e político. Aos 90 anos, Jocy segue inquieta, refletindo sobre o tempo e a memória. (Sinopse Oficial)

 

Irritante Prodígio

Obsessiva, vulnerável e enxerida, mas sobretudo, irritante, Luiza tensiona os limites entre autobiografia, performance e testemunho destrinchando sua infância hospitalar e psiquiátrica. Câmera e voz são instrumento para a jovem tentar contar quem é, e pelo exatamente passou: quando deu aulas de culinária dos 14 aos 17 anos durante um período de desnutrição. (Sinopse Oficial)

 

Notas sobre um Desterro

As filmagens do encontro com uma família brasileira-palestina na Cisjordânia em 2018 são revisitadas após 7 de outubro de 2023. O que era para ser um filme sobre as possibilidades de coexistência em uma terra ocupada, se transforma em uma brutal reflexão sobre colonização, apartheid, genocídio e a recente proliferação de imagens de guerra, produzidas pelas próprias vítimas de um massacre que se repete no curso do tempo. (Sinopse Oficial)

 

Pagode do Didi, nosso Ponto de Encontro

Desde 1981, Didi faz a terra do frevo sambar com a roda de pagode mais antiga do Recife. Em 2024, a festa foi interrompida com a interdição do Pagode do Didi. O documentário então mergulha na luta da família que mantém vivo o samba pernambucano. (Sinopse Oficial)

 

Luis do Charme

O filme promove um encontro entre pai e filha para abordar a paternidade através das memórias de um homem que dedica sua vida à dança. (Sinopse Oficial)

 

Caracóis

Clara é uma menina parda, de 14 anos, cujo meio social é completamente branco. Tendo todas as referências à sua volta com cabelos lisos, inclusive os da mãe, também branca, ela aprendeu a repudiar seus cachos, só os aceitando molhados e baixos ou alisados. Quando Gabriel, um menino preto que ostenta as madeixas com orgulho, volume e estilo, chega ao condomínio, Clara descobre que pode e deve amar seus caracóis. (Sinopse Oficial)

 

À Primeira Vista

Gabriel é um adolescente que estuda em escola pública e está disposto a superar qualquer desafio para conseguir o primeiro encontro com Thereza, sua amiga de classe. (Sinopse Oficial)

 

Bira Rasta, Eu Sou A Onda

Ubirajara Nascimento da Silva, o Bira Rasta, foi um dos principais nomes do reggae no Rio de Janeiro. Do violão escondido na infância ao reggae militante e combativo da Baixada Fluminense, o filme traça sua vida, música e legado, revelando o homem por trás do carisma e da mensagem: “Eu não tiro onda, eu sou a onda”. (Sinopse Oficial)

 

Cinzenta: Inventários da Chaminé

 

Cinzenta é um curta-metragem sobre a presença persistente da chaminé da antiga Companhia Brasileira de Carbureto de Cálcio em Santos Dumont. Antes central na vida cotidiana, ela hoje se ergue como lembrança de um passado industrial. Por meio de fragmentos de arquivo e memórias pessoais, o filme entrelaça histórias públicas e privadas, interrogando o que permanece após o declínio da companhia. (Sinopse Oficial)

 

DUWID TUMINKIZ – MAKUNAIMA É DUWID?

Makunaima é Duwid? Uma pergunta, um processo, um filme e memória viva do povo Wapixana. O filme propõe um mergulho nas narrativas tradicionais Wapixana a partir do território da Serra da lua, em Roraima. O roteiro instiga o público a uma reflexão sobre o famoso personagem Macunaíma de Mário de Andrade, que completará 100 anos em 2028 e suas relações com as suas raízes indígenas, em especial do Povo Wapixana. (Sinopse Oficial)

 

Anistia 79

Roma, junho de 1979. Exilados brasileiros filmam a Conferência Internacional pela Anistia e pelas Liberdades Democráticas no Brasil, o maior encontro da esquerda brasileira fora do país. Quase meio século depois, essas imagens reacendem o debate sobre a manutenção do aparato repressivo da ditadura e a impunidade dos torturadores. Confrontadas a alguns participantes do encontro de Roma, elas mostram que o passado, no Brasil, ainda não passou. (Sinopse Oficial)

 

Soldado sem Sono

Durante a Terceira Guerra Mundial, repentinamente pessoas de diferentes partes do mundo começam a dormir por tempo indeterminado e sem razão aparente. (Sinopse Oficial)

 

Voltamos a Apresentar: O Popular Gil Gomes

João Bertolucci, conhecido em Boituva como Gil Gomes, é motorista, locutor e imitador de um célebre jornalista policial cujo nome adotou. Há 40 anos, percorre as ruas da cidade com seu carro de som, anunciando propagandas, obituários e imprimindo sua voz no imaginário coletivo da cidade. Agora, prestes a se aposentar da imitação, sua rotina revela os limites do corpo e a passagem do tempo. (Sinopse Oficial)

 

Fernanda Abreu – Da Lata 30 Anos, o Documentário

O documentário parte do vasto material inédito captado em vídeo no ano de 1995 durante as gravações do álbum Da Lata, da cantora Fernanda Abreu. Registros feitos nos estúdios no Rio de Janeiro, e mixagem no Soul II Soul Studio / Londres, nas filmagens de videoclipes, na sessão de fotos com Walter Carvalho para a capa e em trechos do show Da Lata. Conta também com depoimentos atuais dos colaboradores envolvidos no universo “da lata” na época. Uma celebração musical e visual contextualizada na expressão social e cultural da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil de 1995. (Sinopse Oficial)

 

Fernando Coni Campos: Cada Um Vive Como Sonha

A trajetória não linear e além do tempo de Fernando Coni Campos, um dos grandes artistas e contadores de histórias do cinema brasileiro. Autor de filmes premiados como “Viagem ao Fim do Mundo” (1968), “Ladrões de Cinema” (1977) e “O Mágico e o Delegado” (1983), Fernando era um homem que detinha o dom dos sonhos lúcidos. O documentário através das imagens de seus filmes e entrevistas com atores, críticos, cinéfilos e familiares, faz uma imersão no universo desse personagem singular. Rebelde e solitário, Fernando pretendia terminar e inaugurar o mundo com o seu cinema poesia. (Sinopse Oficial)

 

Clássicos do Terror no Amazon Prime Video

A plataforma Amazon Prime Video chegou à impressionante marca de 200 milhões de assinantes. O recorde da empresa a aproxima cada vez mais da toda poderosa Netflix, que atualmente possui cerca de 204 milhões de assinantes. De acordo com o The Hollywood Reporter, a quantidade colossal da Amazon foi atingida este mês, com a adição de 50 milhões de assinaturas nos últimos três meses. Como forma de comemorar essa impulsionada da plataforma de streaming azul, que muito em breve pode vir a se tornar a favorita do grande público pelo mundo, ultrapassando a até agora campeã Netflix, resolvemos selecionar em nossa nova matéria uma série de dicas de um gênero que adoramos e é um dos favoritos de vocês, nossos leitores: o terror.

A Amazon Prime Video tem em seu acervo atual grandes clássicos do terror para você assistir neste instante. Portanto não perca mais tempo. Aqui iremos ajudar você nesta peneiração, a fim de encontrar essas verdadeiras preciosidades escondidas na plataforma. Confira abaixo.

Franquia Halloween

Você que é fã do maníaco Michael Myers, adorou o reboot Halloween (2018), e mal pode esperar para a sequência Halloween Kills – que estreia este ano -, mas ainda não teve a oportunidade de conhecer os capítulos anteriores da saga, esta é para você. A Amazon possui quase todos os filmes da franquia. O primeiro, Halloween – A Noite do Terror (1978), de John Carpenter, nem precisa ser dito, é imprescindível, e uma verdadeira obra-prima do terror. A continuação Halloween II – O Pesadelo Continua (1981) está fazendo 40 anos em 2021, conta com roteiro e produção de Carpenter e embora não se compare ao original, ainda é uma boa pedida.

Halloween III (1982) tem uma ideia ousada que não deu muito certo na época, mas ressurgiu como obra cult atualmente. Aqui, ainda com produção de Carpenter, Michael Myers não dá as caras, e temos uma história envolvendo magia sombria e ciência. E bem, você pode ver esses três e parar por aí. A plataforma ainda possui as partes 4 e 5 da franquia, com a volta de Michael Myers, mas esses assista por sua conta e risco, se for muito fã ou curioso.

The Monster Squad

Intitulado no Brasil Deu a Louca nos Monstros, essa produção de 1987 consta com seu título original na Amazon, The Monster Squad (Esquadrão dos Monstros). Assim, para facilitar sua busca, utilizamos aqui o nome original também, embora muitos o conheçam pelo título brasileiro das reprises da TV aberta. O conceito do filme é muito legal, e mistura os Goonies, com uma turminha de pré-adolescentes a la Stranger Things, se deparando com os monstros clássicos da Universal, ou seja: Drácula, Frankenstein, o Lobisomem, A Múmia e o Monstro do Lago Negro. Por não ter feito muito sucesso em sua época de lançamento, o filme ficou logo restrito ao status de cult já naquela época. Ao longo dos nos, no entanto, um grupo cada vez menor (só formado por quem o conheceu na época) guardava com carinho a lembrança do longa. Esta é a chance de fazer esta produção, que mistura terror e aventura, ressurgir para uma nova geração.

Um Lobisomem Americano em Londres

Por falar em lobisomens, este talvez seja o filme mais famoso do cinema a abordar tais criaturas peludas. Além disso, serviu para revigorar a mitologia das bestas assassinas para uma nova geração, adicionando muito humor ácido, criatividade, mas sem esquecer os inúmeros sustos. Ainda reverenciado como um dos melhores filmes de terror de todos os tempos, Um Lobisomem Americano em Londres completa 40 anos em 2021, fazendo desta a ocasião perfeita para ser visto ou revisitado. O filme levou o Oscar de melhor maquiagem, premiando o especialista Rick Baker com a primeira de suas 7 estatuetas da Academia.

Dia dos Namorados Macabro

Por falar em filmes de terror que completam 40 anos em 2021, aqui voltamos ao terreno das obras slasher. No mesmo ano de Halloween II, era lançado no chamado ano do boom do subgênero este Dia dos Namorados Macabro. Uma produção canadense, o longa ficou conhecido como o “slasher proletário”, com trabalhadores de uma mina de carvão em uma pequena cidade tendo seus pares atormentados por uma figura misteriosa. O filme gerou uma boa refilmagem em 2009.

O Duende

Aqui temos um clássico não dos anos 80, mas sim dos anos 90. Lançado em 1993, o terror traz o famoso Warwick Davis (Willow e Harry Potter) como um infame duende assassino. A ideia era impulsionar um novo ícone do terror, como Michael Myers, Jason e Freddy. Mas o que chama atenção mesmo é a presença da estrela Jennifer Aniston, antes de Friends, em seu primeiro papel no cinema. Assim como a franquia Halloween, a Amazon disponibiliza quatro dos filmes do Duende na plataforma, mas sendo muito amigo de vocês, recomendamos apenas o primeiro por uma curiosidade mórbida de ver Aniston protagonizando um filme de terror ainda bem novinha.

Hellraiser – Renascido do Inferno

Outro marco do terror, Hellraiser é baseado no livro do mestre Clive Barker e o primeiro filme é inclusive dirigido pelo próprio. O autor tem um desempenho primoroso no comando da obra, sendo responsável pelos pesadelos de uma geração inteira com suas imagens para lá de gráficas contidas no filme. Inferno e prazer são alguns dos temas deste longa. Assim como ocorre muitas vezes no terror, Hellraiser gerou continuações intermináveis, mas a Amazon disponibiliza apenas quatro dos filmes. Recomendamos os três primeiros, que são os únicos que de fato valem a pena, sendo que mesmo assim vão se diluindo em qualidade gradativamente. O primeiro, no entanto, ainda se mantém como uma das obras-primas do terror gore saídas da década de 80.

Suspiria

Por falar em obras-primas do terror, aqui voltamos mais 10 anos no passado em relação a Hellraiser, para o ano de 1977. Quem comanda é um nome muito celebrado no gênero: Dario Argento, diretor italiano que é sumidade no terror. Os filmes de terror italianos ficaram conhecidos pela alcunha Giallo (amarelo), que fala sobre o uso excessivo de violência, sangue (gore) e a sensação de pesadelo versus realidade. Tirando o último item, podemos dizer que tais filmes tiveram influência no subgênero americano do slasher. Esse é um dos poucos filmes em que Argento utiliza elementos sobrenaturais como fonte de seu horror. Muito famoso por sua estética, aqui temos uma companhia de dança que serve como fachada para um covil de bruxas. O filme é a primeira parte de uma trilogia e foi refilmado em 2018 por Luca Guadagnino.

O Mestre dos Desejos

Muitos entusiastas e especialistas do terror afirmam que o último grande vilão do gênero criado foi Candyman. No entanto, nos anos 90 outros vilões que visavam o coração e a popularidade com os fãs tentaram emplacar no gosto do público. Foi o caso com o citado Duende em 1993. Alguns anos depois, em 1997, o mesmo acontecia neste terror protagonizando pelo vilão Djin, um “gênio da lâmpada” maldito que proporcionava desejos a todos que encontrassem uma pedra preciosa de onde ele saía. A pegadinha era que os tais desejos nunca aconteciam da forma que a pessoa imaginava e o infeliz terminava na maioria das vezes morto ou ferrado. Produzido pelo veterano Wes Craven a grande sacada nos bastidores do filme foi reunir os lendários Jason, Freddy Krueger e o citado Candyman em seu filme. Bom ou quase. Já que quem dá as caras mesmo são os intérpretes de tais personagens sem a maquiagem.

Cujo

Voltando para a década de 80, agora vamos soltar a cachorrada. O primeiro é este cão da raça São Bernardo, cuja origem data de um livro do mestre do gênero Stephen King. Na trama, um cachorro bonachão é mordido por um morcego e adquire raiva, se tornando assim uma fera incontrolável. Ele termina encurralando uma mãe de família (papel da atriz Dee Wallace – que no ano anterior havia brilhado em E.T. – O Extraterrestre) e seu pequeno filho num carro, onde passam um dia inteiro desesperados por ajuda. É tensão na forma mais pura.

Cão Branco

Um ano antes de Cujo chegar aos cinemas, o lendário diretor Samuel Fuller entregava uma obra perturbadora e muito questionadora, para além de simplesmente um filme de terror. Antes de Jordan Peele, outros cineastas já haviam pego temas mais sérios e dignos de discussão e os moldado para formas mais pop a fim de indagar e questionar sobre seus significados. Assim, Fuller criava um longa para discutir o racismo na forma de terror. Na trama, uma atriz de Hollywood encontra um cão da raça Pastor alemão branco ferido e decide ficar com ele para cura-lo. O que ela não sabe é que seu antigo dono era um racista e o treinou para atacar pessoas negras, criando assim uma verdadeira máquina de matar. Agora, a mulher precisa desprogramar essa raiva no animal.

‘The Hunt’: Blumhouse irá desenvolver suspense político

Segundo o THR, a Blumhouse está desenvolvendo um novo suspense político, chamado ‘The Hunt‘. O roteiro foi escrito por Damon Lindelof e Nick Cuse, e será dirigido por Craig Zobel.

Apesar dos detalhes não terem sido divulgados, fontes afirmam que o filme irá se influenciar no atual clima político dos EUA, e a agressiva natureza da direita versus a esquerda – levando a disputa para um nível mais extremo, violento e mortal.

Jasom Blum irá produzir junto com Lindelof. Cuse e Zobel serão produtores executivos.

 

10 Filmes de AMOR e romance que nos fazem perder o fôlego…

Quem não gosta de uma linda e reflexiva história de amor? Explorar esse sentimento tão profundo numa tela de cinema é uma missão sempre muito difícil, geralmente, jogando a força da história nos fortes conflitos de seus personagens. Como que vos escreve é um eterno romântico que sempre busca nos filmes aprender um pouco mais sobre esse grandioso sentimento, separamos abaixo 10 histórias de amor que nos fazem perder o fôlego:

Sentidos do Amor

Na trama, uma cientista especialista em epidemias e um chef de cozinha (ambos vivendo na Inglaterra) começam a escrever uma história de amor após os traumas no passado de cada um deles. Porém, como prova dessa união, enfrentarão uma epidemia de escala global: as pessoas estão perdendo, um por um, os sentidos levando todos ao colapso de suas emoções. Será que esse amor é mais forte que tudo?

 

Toda Forma de Amor

Na história, escrita e dirigida pelo sempre ótimo Mike Mills, um casal de jovens se conhece e logo surge uma paixão desse encontro. Aos poucos vamos vendo como um dos personagens chegou até ali, com os ensinamentos e o convívio com o excêntrico pai gay (que saiu do armário aos 75 anos), e o namorado do mesmo. Toda essas interações, deixam lindas lições que o jovem aplica em sua vida.

 

Deixe a Luz Acesa

Na trama, acompanhamos o cineasta Erik, um documentarista morador de Manhattan, homossexual, que gosta de conhecer pessoas pelo telefone. Em uma dessas ligações, conhece o enrustido advogado Paul. O relacionamento dos dois se torna cada vez mais excessivo, alimentado por altos e baixos e comportamentos fora do normal. A luta de ambos é na verdade uma grande negociação dos limites que ambos ultrapassam a cada nova ação inconsequente.

 

Allegro

O passado nunca reconhece o seu lugar, está sempre presente. Dirigido pelo competente cineasta dinamarquês Christoffer Boe, o complexo filme Allegro é uma mistura de realidades utópicas, definidas pela paixão de um homem, que se perde em seus mais secretos desejos de amar. Protagonizado pelo espetacular ator Ulrich Thomsen, o longa-metragem de modestos 88 minutos é uma versão metafórica do amor.

 

Dois Lados do Amor

Aqueles que se amam e são separados podem viver sua dor, mas isso não é desespero, eles sabem que o amor existe. Após alguns curtas de muito sucesso no cenário independente, o cineasta nova iorquino Ned Benson, em seu primeiro longa-metragem, resolve falar profundamente sobre um sentimento que consome muitos de nós, em determinadas partes de nossas vidas, o amor. Para tal, escreveu um roteiro muito interessante, que soa várias verdades universais, e chamou uma talentosa dupla de artistas para compor o casal protagonista. A fórmula dá mais que certo, leva o público à emoção em cada sequência.

 

Loucamente Apaixonados

Na trama uma jovem inglesa vai para os EUA estudar, lá se apaixona por um rapaz. Juntos, vivem uma intensa paixão. Quando tudo está indo muito bem, uma problemática com o visto da jovem coloca em xeque esse forte sentimento. Eles acabam tendo que enfrentar um arriscado relacionamento à distância. Será que esse amor é maior que qualquer obstáculo que a vida impõe?

 

Todas as Canções falam de Mim

Ramiro (Oriol Vila) e Andrea (Bárbara Lennie), como todo casal comum viveram seus momentos intensamente, durante seis anos. Quando resolveram se separar, houve um trauma e uma dor muito grande por parte do primeiro. O filme mostra delicados pontos de vistas desses dois românticos personagens e um sonho distante de um dia se reencontrarem e quem sabe viverem uma nova história de amor.

 

Licorace Pizza

Na trama, conhecemos o jovem Gary (Cooper Hoffman) um aspirante ator que com pouco tempo de carreira já conseguiu trabalhos em algumas apresentações. Muito maduro para sua idade, um dia se encanta por Alana (Alana Haim, em atuação fantástica) uma jovem (porém mais velha que Gary) que está desiludida na vida que não se entende com sua família, completamente sem rumo vendo os outros indo atrás dos sonhos e ela parada em um estado de solidão constante. Essas duas almas vão se unir de diversas formas, nos pensares do amor, no carinho da amizade, nas batalhas dos empreendimentos, tudo isso de mãos dadas mesmo que com desencontros.

 

Eduardo e Mônica

Na trama, conhecemos Eduardo (Gabriel Leone) e Mônica (Alice Braga). Eles não sabem mas vão se apaixonar perdidamente. Ele, um jovem que está perto de prestar o vestibular, joga futebol de botão com seu avô (com quem mora após o falecimento de sua mãe), tem o sonho de ser engenheiro, nunca se apaixonou. Ela, uma jovem já na fase final da residência em medicina, que faz experimentos visuais em festas e espaços, mora sozinha e anda de moto, gosta do movimento Nouvelle Vague, está antenada em manifestações e na luta por dias melhores para sua comunidade. Essas duas almas vão se encontrar em uma festa e o destino deles estará entrelaçado para sempre.

 

Moulin Rouge

Na trama, conhecemos o sonhador Christian (Ewan McGregor), um homem que passou a vida toda tendo discussões com o pai sobre as questões das emoções e principalmente sobre o amor. Um dia resolve abandonar a família e partir rumo à Paris, empolgado com a descoberta da boemia do lugar, propícia para um futuro escritor, seu grande sonho. Nesse lugar existe Moulin Rouge, uma casa noturna, uma danceteria, uma casa de shows, um bordel. Fascinado, acaba deixando se levar pelo maior dos sentimentos, o amor, quando conhece o diamante cintilante, a grande estrela do lugar, Satine (Nicole Kidman). Mas nada será fácil para esses doid pombinhos, precisarão enfrentar a desconfiança do dono do lugar Harold Zidler (Jim Broadbent) e de outro pretendente a conquistar o coração da dama, o duque (Richard Roxburgh).

Crítica | ‘Tetra: Acreditar de Novo’ – Os bastidores de uma seleção desacreditada que chegou ao triunfo

"A player on Brazil's 1994 World Cup team holding up the World Cup Trophy with his teammates standing next to him."
TETRA: ACREDITAR DE NOVO Cr. Courtesy of Netflix/Netflix © 2026

Aproveitando o gancho do início do maior torneio de futebol do planeta, a Copa do Mundo 2026, chegou pelos streamings uma porção de obras audiovisuais que conversam com o tema. Esse é o caso de Tetra: Acreditar de Novo, documentário produzido e dirigido pelo cineasta Luis Ara, que traz um recorte da trajetória da seleção brasileira que chegou ao título em 1994. Uma equipe que ficou marcada por uma enorme desconfiança dos torcedores e imprensa, mas chegou ao tetracampeonato nos Estados Unidos – na época, um país muito mais ligado a outros esportes, principalmente um onde a bola é oval.

Naquele período, o Brasil vinha de enormes decepções em copas passadas, décadas sem vencer o principal torneio desse esporte amado por todos nós brasileiros – fato que se assemelha com o atual momento da nossa seleção. Com uma caminhada nas eliminatórias abaixo do potencial da equipe e com o sufoco de ser obrigado a vencer o Uruguai no último jogo para ir para a Copa, chegamos na copa do mundo de 1994 com muitas perguntas e cercado de dúvidas se realmente teríamos alguma chance de vitória no torneio.

"Two teammates on Brazil's 1994 World Cup team capturing footage on a camcorder."
TETRA: ACREDITAR DE NOVO
Cr. Courtesy of Netflix/Netflix © 2026

Com uma base formada pela seleção que fracassou na copa de 1990, foi construído um time que, aos poucos, foi ganhando uma forte força coletiva. Guiado também pela resiliência e compreensão do papel importante que tinham para um povo que ama esse esporte e que na época conviveu com tragédias no esporte que marcariam para sempre a história, como a partida do jogador de futebol Denner e o terrível acidente em Ímola de Ayrton Senna, foram encontrando na união a base para superar qualquer obstáculo.

"Brazil's 1994 World Cup-winning squad."
TETRA: ACREDITAR DE NOVO
Cr. Courtesy of Netflix/Netflix © 2026

Com uma competente montagem que organiza a narrativa através da emoção, trazendo fatos históricos e vídeos caseiros raros feitos por alguns jogadores nos bastidores do ciclo daquela Copa, o projeto conta também com depoimentos marcantes dos jogadores do Brasil e até de adversários que nos enfrentaram naquele torneio. A pressão por parte da imprensa especializada não é esquecida, assim como a desconfiança dos torcedores. Por meio desse olhar de dentro do vestiário, vamos entendendo ações e emoções que ajudaram a compor um mosaico desse time vencedor.

"A player on Brazil's 1994 World Cup team holding up the World Cup Trophy with his teammates standing next to him."
TETRA: ACREDITAR DE NOVO
Cr. Courtesy of Netflix/Netflix © 2026

Grande parte daquele elenco coloca seus importantes depoimentos no documentário. Romário, Ricardo Rocha, Branco, Viola, Jorginho, Zinho, Bebeto, Paulo Sérgio, Raí, Mauro Silva, Márcio Santos, Dunga, Gilmar são alguns dos nomes que, agora mais maduros, revisitam toda aquela caminhada rumo à glória. Através dessa considerações, movida pelo antes e depois, fica nítida a importância e legado que aquela equipe inesquecível deixou para o nosso esporte no triunfo da primeira copa do mundo decidida nos pênaltis.

A paixão de nós brasileiros pelo futebol é algo nítido em qualquer lugar de nosso país, e esse documentário valida isso, culminando em um brinde à essa trajetória de sucesso que, quem sabe, pode inspirar os jogadores em 2026 rumo a uma conquista novamente bastante aguardada.

Richard Donner | Relembre os filmes INESQUECÍVEIS na Carreira do Diretor

Um dos diretores mais memoráveis de Hollywood nos deixou hoje, dia 5 de julho de 2021. Richard Donner faleceu aos 91 anos de idade. O cineasta importantíssimo para a construção do cinema entretenimento como o conhecemos hoje, foi responsável por algumas das obras mais queridas da sétima arte de todos os tempos. Não sendo tão popular quanto nomes como Steven Spielberg e Tim Burton, por exemplo, Donner não deve em nada quando o assunto são produções marcantes nas décadas de 70, 80 e 90. São de sua autoria, por exemplo, alguns dos maiores sucessos das décadas citadas.

Dentre o acervo da filmografia do diretor temos o primeiro grande filme de super-heróis do cinema, a aventura juvenil mais querida do cinema, uma quadrilogia policial que redefiniu o gênero e um dos mais icônicos e perturbadores filmes de terror da história; só para citar alguns. Tá bom para você? É claro que a partida de um diretor deste porte não poderia ficar sem uma homenagem nossa. Portanto, confira abaixo uma lista com nossa seleção dos filmes inesquecíveis da carreira de Richard Donner, um artista que ficará para sempre em nossas lembranças.

A Profecia

Richard Donner começou a carreira ainda em 1960 como diretor de programas de TV. Foram mais de 30 séries com episódios assinados pelo cineasta, entre elas verdadeiros clássicos da televisão americana como James West (1965-1969), FBI (1965-1974), O Fugitivo (1963-1967) e Agente 86 (1965-1970), por exemplo, todas ganhando novas versões modernas. No cinema, seu primeiro sucesso foi com este filme de terror em 1976. A Profecia se tornou um dos longas mais memoráveis do gênero e abordava um tema muito em voga na época: o anticristo na Terra. Na história, o menino Damien é trocado na maternidade e criado por uma rica família de um político. O menino, porém, pode ser na verdade filho do coisa ruim. A Profecia gerou duas continuações e um remake em 2006.

Superman – O Filme

Dois Anos depois do sucesso A Profecia, Richard Donner, então um jovem diretor em ascensão, foi escalado para levar às telonas uma adaptação “séria” de uma famosa história em quadrinhos. O ano era 1978 e o que se tinha de exemplo de produtos do tipo era a série do Batman dos anos 60, totalmente camp com Adam West. Aqui a proposta era outra e a frase de efeito da produção era: “você vai acreditar que um homem pode voar”. Com efeitos visuais de primeira, um apelo mais dramático e atores renomados do porte de Marlon Brando e Gene Hackman, Superman – O Filme se tornou um dos maiores sucessos da época, fez o nome do protagonista Christopher Reeve e segue para muitos como o melhor filme do gênero. O êxito de Donner, porém, não evitou problemas na hora de seguir com a continuação. O estúdio e o diretor divergiram em sua visão e o cineasta foi afastado do cargo, com outro diretor chegando para finalizar a obra. Anos depois, a versão de Donner era lançada. Me diga se você já ouviu essa história antes?

O Feitiço de Áquila

Durante a década de 1980 houve um verdadeiro boom no cinema de “fantasia aventura capa e espada”. As fantasias épicas estavam a toda com obras como Excalibur, Fúria de Titãs, Willow, A Lenda, entre outros. Em meio a isso, Richard Donner surgia para dar sua visão em um longa do gênero em 1985. O escolhido foi O Feitiço de Áquila, que terminou se tornando o mais crível e realista da enxurrada, deixando os efeitos visuais de lado para concentrar-se numa trama mais adulta de romance e drama. Num dilema digno de poemas, um casal sofre com uma maldição que os separa para sempre. Quem relata tudo é o jovem ladrão Gaston, papel de um Matthew Broderick pré-Curtindo a Vida Adoidado (1986). Ele termina sendo salvo por Navarre, papel do igualmente saudoso Rutger Hauer, um cavaleiro medieval acompanhado por uma bela águia. O animal é ninguém menos que sua amada Isabeau, papel de Michelle Pfeiffer no auge de sua beleza. De dia, a mulher se transforma numa águia e de noite, é Navarre quem se transforma num lobo, impedindo que se encontrem em forma humana. A maldição é cortesia do Bispo de Áquila, a quem o cavaleiro pretende matar.

Os Goonies

Richard Donner se manteve ocupado em 1985, e no mesmo ano de lançamento da fantasia dramática O Feitiço de Áquila entregava aquele que viria a se tornar seu filme mais famoso e adorado. Os Goonies, com produção de Steven Spielberg superou inclusive a popularidade de Superman – O Filme, e viria a redefinir o cinema de aventura juvenil. Muito influente, foi este o filme que faria surgir a moda das produções protagonizadas por uma turminha de crianças carismáticas, topando com desafios dignos de super-heróis. Assim, na década de 80 todo mundo queria sua fatia deste estilo de filme, que continua sendo referenciado até hoje, vide o fenômeno Stranger Things. Podemos dizer que tudo começou aqui. Por anos, fala-se numa continuação para Os Goonies, que agora, infelizmente, não contará mais com o comando do criador de tudo Richard Donner.

Máquina Mortífera

Como podemos perceber, Richard Donner coleciona sucesso atrás de sucesso em sua filmografia. É um hit atrás do outro. O que chama atenção não é o fato do diretor ter entregue sucessos de determinados gêneros do cinema. Mas sim ter entregue obras definidoras de tais gêneros. Foram os filmes de Donner que os fizeram surgir ou de alguma forma os remodelaram para o que seguem até hoje. Aqui mais uma revolução. Os buddy cop movies já existiam à altura do lançamento de Máquina Mortífera em 1987, mas nenhum foi tão bem sucedido e ditou tanto as regras do que seria o jogo do que o encontro entre o paizão de família Murtaugh (Danny Glover) e amalucado suicida Riggs (Mel Gibson). Tanto que gerou três continuações – e foi adicionando personagens marcantes à sua mitologia, vide Leo (Joe Pesci), Lorna (Rene Russo) e Butters (Chris Rock) e uma série de TV. Essa é outra franquia da qual se fala em um novo exemplar. Uma pena que precisará existir sem Donner.

Os Fantasmas Contra-Atacam

No ano seguinte de Máquina Mortífera, Richard Donner se uniu ao comediante Bill Murray (no auge de sua popularidade) para um projeto de fantasia com clima família. E quem não ama Bill Murray? Por mais completa que fosse a filmografia de Donner, ele precisava trabalhar com o humorista para dizer que fez de tudo. Essa é uma releitura moderna para o clássico de Charles Dickens, Um Conto de Natal. A sacada é colocar o ranzinza Scrooge como um executivo do alto escalão de uma rede de TV que comete as maiores barbaridades bem na época do natal – é claro, sendo visitado pelos famosos fantasmas do passado, presente e futuro. O filme não fez o sucesso planejado, mas ressurgiu como cult na época do lançamento em vídeo.

Maverick

Richard Donner dirigiu muitas séries, algumas inclusive pertencendo ao gênero do faroeste. Mas deixou passar uma das mais famosas dentro do estilo: Maverick (1957-1962), protagonizado por James Garner na pele de um cowboy apostador que adorava jogar poker. Mas o diretor não deixou por menos e levou às telonas a versão para o cinema de tal seriado. Desta vez com o protagonista vivido por Mel Gibson, mas com o ator original James Garner retornando em um papel muito importante na história. Adicionando muito humor à narrativa, Maverick foi lançado em 1994 se tornando um dos faroestes cômicos mais divertidos do cinema. De quebra, usa um dos papeis mais leves da carreira da musa Jodie Foster, cuja amizade com o astro Gibson dura para fora das telas até hoje.

Assassinos

Sempre se reinventando e se cercando de grandes astros da época, Assassinos trouxe a união de dois grandes nomes da ação dos anos 90: Richard Donner e Sylvester Stallone. O astro da ação fez seu nome e se posicionava no topo de Hollywood com altíssimos salários durante as décadas de 80 e 90. Assim, em 1995, com um apelo mais dramático e um clima puxado para o suspense e mistério, Assassinos contava com um roteiro das irmãs Wachowski numa época pré-Matrix. Além disso, foi um dos primeiros papeis de destaque da talentosíssima Julianne Moore num filme mirado ao grande público. Ela vive a golpista Electra, que se vê no meio de uma guerra entre matadores profissionais: o veterano Robert Rath (Stallone), que está querendo deixar esta linha de trabalho, e o novato arrogante Miguel Bain (Antonio Banderas em seu início de carreira em Hollywood).

Teoria da Conspiração

Nova colaboração entre o astro Mel Gibson e o diretor Richard Donner fora da franquia Máquina Mortífera, o filme conta com o chamariz da estrela Julia Roberts, no ano de 1997 – que via então uma nova guinada em sua carreira rumo a outra onda de popularidade. Justamente por isso Roberts estava reticente ao aceitar o papel de uma advogada se tornando alvo de um taxista pra lá de paranoico repleto de teorias da conspiração, como diz o título, papel de Gibson. A atmosfera do longa é mais sombria e pesada, com cenas intensas de tortura, embora ainda se qualifique no gênero ação. Mas Mel Gibson e Richard Donner terminaram convencendo Roberts a aceitar o projeto, garantindo assim uma grande parceria com o astro e o diretor.

Depois de Máquina Mortífera 4 (1998), Richard Donner faria apenas mais dois filmes como diretor. Linha do Tempo (2003) é uma aventura de fantasia e ficção científica sobre um grupo de arqueólogos viajando no tempo para o passado, precisando encontrar uma forma de sobreviver na França do século XIV até conseguirem retornar de volta ao presente. O filme traz o saudoso Paul Walker e Gerard Butler no elenco. Três anos depois, Richard Donner entregava sua canção do Cisne. 16 Quadras (2006) marcou a primeira parceria entre o diretor e outro grande astro da ação, já em nova fase de sua carreira. Bruce Willis foi ainda mais envelhecido para o papel de um policial em fim de carreira que precisa levar um prisioneiro por 16 quadras até a delegacia antes que outros criminosos e policiais corruptos consigam mata-lo. A graça aqui é que o filme acontece em tempo real, e a trama se desenrola nos 118 minutos de projeção do longa.

Richard Donner será sempre uma presença na alma dos cinéfilos, tendo ajudado a construir o amor por filmes em diversas gerações. Teremos saudade de sua contribuição para a sétima arte, porém, o diretor deixa um verdadeiro legado inesquecível.

 

‘Uma Noite de Crime 4’: Pré-sequência será “mais pessoal” e terá protagonista “f*dão”

O próximo filme da franquia ‘Uma Noite de Crime‘ será uma história de origem sobre o Expurgo, e contará a primeira vez que o “evento” aconteceu. Em entrevista com o Cinema Blend, o produtor Andrew Form falou um pouco sobre o projeto.

“Este filme é sobre uma vizinhança. Tem várias coisas similares, mas é específico a esta vizinhança, e, para mim, será mais pessoal do que os outros filmes da franquia. Eu vi o filme uma vez, e foi um corte longo, então eu não dar detalhes de algo que pode acabar sendo cortado, mas parece uma história mais pessoal. E o protagonista é f*dão. Ele é um cara legal, e este filme também. É um filme muito legal.”

Sobre o contexto social do roteiro, Form acrescenta: “[James] DeMonaco sempre parece saber o que vai acontecer politica e culturamente, e eu acho que ele conseguiu fazer isso novamente com este filme. Nossa história é sobre um grupo de pessoas que não concordam com o que o governo está fazendo, e está tentando lutar contra isso.”

O diretor é Gerard McMurray, que dirigiu o aclamado – e inédito no Brasil – ‘Código de Silêncio‘ (Burning Sands).

James DeMonaco, que roteirizou e dirigiu os filmes anteriores, volta apenas como roteirista.

“Os ricos que moram em Staten Island vão passear no Brooklyn durante uma noite, e eles começam a oferecer muito dinheiro para as pessoas muito pobres matar seus vizinhos. Torna-se uma monetização do assassinato e da violência. Você verá o início de quão grotesca é a ideia da Noite de Crime e a manipulação sobre a sociedade “.

Os três filmes da franquia arrecadaram US$ 315.4 milhões mundialmente. ‘Uma Noite de Crime’ também vai virar série de TV – saiba mais!

Crítica | Um Pequeno Grande Plano: O destino do planeta está nas mãos das novas gerações! [Festival Varilux]

O destino do planeta está nas mãos das novas gerações. Em seus curtos 66 minutos de projeção, Um Pequeno Grande Plano, longa-metragem francês na seleção do Festival Varilux de Cinema Francês 2022, é um pérola que abre leques de reflexões que vão desde as questões humanitárias, como podemos contribuir para o nosso planeta, chegando na geopolítica e colocando um casamento em conflito. Dirigido por Louis Garrel (que também faz parte do elenco), o filme nos leva a pensar sobre questões que estão diariamente aos nossos olhos.

Na trama, conhecemos Abel (Louis Garrel) e Marianne (Laetitia Casta), um jovem casal que após notarem o sumiço de algumas roupas e objetos pela casa confrontam o filho Joseph de apenas 13 anos. Após esse papo, descobrem que o filho e mais centenas de jovens de todo o mundo estão bolando um projeto secreto para ajudar a África. Tendo isso revelado, o casal embarca em uma jornada de conflitos sobre como pensam em relação ao mundo e o destino do próprio casamento.

A missão de salvar o planeta é o background desse interessantíssimo filme. As visões da nova geração em relação a necessidade de fazerem alguma coisa pelo lugar onde vivem é de uma poesia que traz esperança. Abordando em muitos diálogos sobre a visão que eles, os jovens, tem do mundo até aquele momento e não deixar de se corromper pelos vícios do caos capitalista dos adultos é de se pensar bastante.

Impressionante como em um curto espaço de projeção, que caracteriza esse projeto como uma média-metragem, abre-se uma série de assuntos importantes para todos nós refletirmos. O foco é a questão cotidiana, até certo ponto o egoísmo, como uma visão simples e criativa pode mudar toda uma maneira pensar. O casal entra em conflito rapidamente, muito pelas duas formas de entender os simbolismos contidos na ação do filho. Abel é um agitado trabalhador urbano, cheio de compromissos que parece deixar a monotonia do capitalismo embarcar em seu pensar. Marianne logo se sensibiliza com o projeto secreto feito pelas crianças e isso a faz rapidamente analisar sua posição do mundo, como mulher e isso reflete quando para pra pensar sobre sua vida e seu casamento.

Esse é um filme que deveria ser debatido em salas de aula, universidades. A proposta do refletir encaixa no objetivo de nos fazer pensar cada vez mais nos rumos do nosso planeta e também de que forma podemos dar nossa contribuição.

10 FILMES IMPERDÍVEIS para quem jurou que já tinha visto de tudo

Quando vai chegando o fim de semana, nada melhor do que já separar os filmes que você vai querer assistir na sua próxima maratona! Para você que está nessa busca, separamos abaixo uma lista com 10 filmes imperdíveis para quem jurou que já tinha visto de tudo:

 

Eles Vão te Matar (HBO MAX)

Nesse filme, que mescla ação e terror, acompanhamos uma jovem que após defender a irmã, acaba passando anos presa. Ao sair, em busca da irmã, acaba conseguindo um emprego em um lugar bem misterioso e, nesse lugar, precisará enfrentar um caótico grupo de pessoas.

 

Instinto Materno (Netflix)

Uma mentirosa compulsiva. Uma falsa gravidez. Um assassinato que levou a justiça a condenar uma das pessoas mais jovens ao corredor da morte. Este documentário chocante nos leva até uma história aterrorizante que aconteceu anos atrás nos EUA.

 

Cinema é uma Droga Pesada (Looke)

Na trama, somos apresentados a uma nova produção do cinema francês que explora a relação conflituosa entre a classe operária e seus patrões. Por trás das câmeras, acompanhamos os bastidores desse projeto sob o olhar de Simon (Denis Podalydès), um cineasta que parece ter chegado ao limite em diversos aspectos de sua vida. Consumido pela dedicação intensa ao próprio ofício, ele enfrenta problemas no relacionamento familiar e começa a perceber, aos poucos, que está perdendo o controle sobre seu novo trabalho.

 

Você é o Universo (Reserva Imovision)

Um astronauta se vê perdido pelo universo após a Terra explodir. Pensando estar sozinho, um dia, recebe uma mensagem de uma outra sobrevivente em um ponto distante. Aos poucos, vai tomando coragem para ir ao seu encontro.

 

O Grande Golpe do Leste (Filmelier Plus)

Maren (Sandra Hüller) e Robert (Max Riemelt) são um casal que vivem os tempos de incertezas após o início da reunificação da Alemanha, meses depois da queda do Muro de Berlim. Moradores de um condomínio onde outros moradores passam pelas mesmas dificuldades e sem saber o que será do futuro, um dia encontram um bunker cheio de dinheiro prestes a perder o valor. Buscando trocar esse dinheiro o mais rápido possível, a família e seus amigos embarcam numa série de aventuras para conseguir estabilidade num mundo novo que está por vir.

 

Karaoke (Reserva Imovision)

Meir (Sasson Gabay), um professor aposentado, vive um casamento morno com Tova (Rita Shukrun), em Tel Aviv. Sua vida ganha um novo impulso com a chegada de Itzik (Lior Ashkenazi), um carismático agente de artistas que agita o prédio com festas animadas. Fascinado pelo novo vizinho, Meir embarca em uma jornada de autodescoberta em busca de sentido e renovação.

 

Os Malditos (HBO MAX)

Explorando de forma contundente um mito ligado a espíritos morto-vivos da mitologia nórdica antiga, o longa-metragem europeu Os Malditos eleva a atmosfera de tensão através de uma série de elementos que atravessam o silêncio na iminência da loucura. Dirigido por Thordur Palsson e protagonizado pela atriz australiana Odessa Young, o projeto se apoia em crendices antigas sem evitar incômodos, imerso em uma narrativa que faz um voo rasante entre o terror e o suspense psicológico.

Crítica | ‘Os Malditos’ – Quando o silêncio atravessa a iminência da loucura

 

Número Desconhecido: Catfishing na Escola (Netflix)

Numa pequena cidade dos Estados Unidos, um fato chocou a população: um jovem casal de namorados começou a receber mensagens violentas durante meses. Sem soluções por parte da direção da escola, a polícia foi acionada e, após uma busca incansável, descobriu a chocante identidade da pessoa por trás das mensagens.

 

Veja como eles Correm (Disney Plus)

Na trama, ambientada em uma Londres dos anos 1950, conhecemos os bastidores da peça A Ratoeira, da famosa escritora britânica Agatha Christie. Após uma comemoração de artistas e produtores pela centésima apresentação, Leo (Adrien Brody), o futuro diretor da adaptação cinematográfica da obra, é encontrado morto. A partir desse crime, entram em cena o Inspetor Stoppard (Sam Rockwell) e a jovem policial Stalker (Saoirse Ronan), que se jogam em uma série de entrevistas para a resolução do assassinato.

 

Dinheiro Fácil (Universal Plus)

Baseada em fatos reais, a trama acompanha um jovem investidor que mobiliza uma multidão a apostar em uma empresa pouco conhecida, desencadeando um verdadeiro caos em Wall Street.