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Kristen Stewart recusou proposta para voltar em novo ‘Crepúsculo’, afirma revista

Já se passaram quatro anos desde que ‘A Saga Crepúsculo: Amanhecer – O Final‘ estreou e arrecadou US$ 829,7 milhões no mundo inteiro, um ponto alto para a franquia.

Desde então, a Summit e a Lionsgate têm lutado para lançar uma franquia sustentável além de ‘Crepúsculo‘ e ‘Jogos Vorazes‘, mas fracassou com todas as tentativas.

E se depender de Kristen Stewart, a franquia não deve continuar. Pelo menos é o que afirma a – pouco confiável – revista Star.

“Kristen não quer voltar às suas origens, ela almeja projetos maiores e melhores para fazer e sonha com uma indicação ao Oscar”, afirma uma fonte próxima à atriz em entrevista à revista.

A revista diz que uma proposta milionária foi feita para a atriz, e ela recusou.

“Kristen quer ser levada à sério em Hollywood, e não pretende voltar para a franquia Crepúsculo”, concluiu.

Recentemente, o co-presidente da Lionsgate, Patrick Wachsberger, revelou ao ScreenDaily que o estúdio está planejando novos filmes.

“É uma possibilidade. Não é uma certeza, mas é uma possibilidade. Tudo vai depender da autora Stephenie Meyer. Se ela quiser contar uma história relacionada a esses personagens, estamos apoiando ela”, afirmou.

Crepúsculo‘, o livro, foi publicado inicialmente nos Estados Unidos em 2005 e originou a série best-seller mundial e uma franquia de filmes que bateu recordes de bilheteria, tornando-se um fenômeno cultural de abrangência então inédita.

Kristen Stewart quer reboot da franquia ‘Crepúsculo’

Vale lembrar que a autora ainda deve lançar ‘Midnight Sun‘, que narra a história de ‘Crepúsculo‘ do ponto de vista de Edward. O livro segue engavetado…

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‘Colossal’: Comédia que traz Anne Hathaway controlando monstro ganha data de estreia

A comédia sci-fi ‘Colossal‘, estrelada pela vencedora do Oscar Anne Hathaway., ganhou data de estreia nos cinemas nacionais.

A Paris Filmes lança o filme por aqui dia 11 de Maio, mesmo dia que estreia ‘Alien: Covenant‘.

Assista ao – BIZARRO – trailer!

O longa acompanhará Gloria (Hathaway), uma mulher comum que, após perder o emprego e o noivo, decide deixar Nova York e voltar para sua cidade natal.

Porém, quando surgem reportagens sobre um lagarto gigante destruindo a cidade de Tóquio, Gloria gradualmente percebe que está estranhamente conectada a esses eventos distantes através do poder de sua mente. A fim de evitar mais destruição, Gloria precisa determinar por que sua existência aparentemente insignificante tem um efeito tão colossal sobre o destino do mundo.

O espanhol Nacho Vigalondo (‘Perseguição Virtual’, ‘Crimes Temporais’) é quem escreveu e dirigiu a produção. O cineasta descreve ‘Colossal’ como seu “roteiro mais ambicioso até hoje”.

Com identidade do Savitar revelada, é hora de parar o vilão, indica prévias do episódio 3×21 de ‘The Flash’

A identidade de Savitar nada mais é do que Barry Allen em sua versão do futuro. Agora, o objetivo é parar o vilão fazendo com que ele se recorde das memórias do passado de Barry, que corresponde ao nosso atual presente.

Confira as prévias do próximo episódio de ‘The Flash‘:

 

 

‘Annabelle – A Criação do Mal’ ganha clipe assustador

Annabelle – A Criação do Mal‘ teve um novo – e assustador – clipe divulgado.

Assista, com os vídeos anteriores:

 

O terror só chega aos cinemas em agosto, mas a crítica especializada já teve a oportunidade de conferir a produção.

E segundo as primeiras avaliações já liberadas, a sequência – que na verdade é uma prequel – é de fato o melhor filme derivado da franquia iniciada com ‘Invocação do Mal’.

Um dos aspectos mais elogiados no terror é a habilidade de manter a tensão em momentos até considerados pequenos, através do bom uso das técnicas de filmagem, para criar contextos que chegam a dar calafrios.

E ainda que falte pouco mais de dois meses para a tão aguardada chegada da produção, nós já separamos as críticas para prepará-lo para o que vem por aí.

Confira:

“Sandberg arrebata o suspense e mantêm um ar de tensão elevada por todo o filme, tornando ainda mais fácil pular do assento em pequenos momentos amedrontadores, que em outras circunstâncias passariam despercebidos”. – Kalyn Corrigan, Bloody Disgusting

 

“Embora estivesse preso a um roteiro ruim, o diretor de ‘Lights Out’, David F. Sandberg, consegue invocar alguns pavores efetivos na prequel da boneca-demônio do estúdio New Line. […] Aqui, Sandberg novamente brinca com a iluminação, composição e suspense, enquadrando tomadas de uma forma que nos deixa constantemente procurando sombras por vestígios de movimentos, à medida que ele desenha cenas para uma tensão máxima”. – Peter Debruge, Variety

 

“’Annabelle 2: A Criação do Mal’ é a rara sequência de terror que melhor mediante o original, estrelando protagonistas mais envolventes e um final consideravelmente menos problemático”. – Jean Vejvoda, IGN

 

“A forma como Sandberg utiliza a boneca é extremamente eficiente, especialmente durante algumas cenas cuidadosas com dublês que parece ser remanescentes de ‘Invocação do Mal’, mas que são renovadas o suficiente para entregarem uma sensação única e divertida que você não esperava. […] Entre este e ‘Lights Out’, o diretor David F. Sandberg é claramente alguém para assistir. Com ‘Annabelle 2: A Criação do Mal’, ele consegue – com sucesso – fazer algo totalmente seu, à medida que também respeito as produções anteriores”. – Perri Nemiroff, Collider

 

“Os sustos de Sandberg são bem sucedidos. Ele escancara uma boa linha cinematográfica entre os clássicos de terror dos anos 70 e os frenéticos e acelerados filmes produzidos para a geração com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade. E só achei a história um pouco confusa, Mas Sandberg disse que quando o roteiro de ‘Annabelle 2: A Criação do Mal’ chegou em suas mãos, a trama era muito mais longa e contava com as histórias de background de todos os personagens – graças a Deus ele fez mais esguio e mal”. – Staci Layne Wilson, Dread Central

 

“Como ele fez com sua estreia em ‘Lights Out’, Sandberg demonstra uma hábil afinidade para a elaboração das convenções de horror, bem como para a expansão do universo de ‘Invocação do Mal’. Depois de conquistar os pulos de sustos requisitados que fazem com que os eventos sejam engrenados, Sandberg se instala em um compasso que deliberadamente maneja os personagens em direção a um crescente perigo, conforme gradativamente revela a magnitude da ameaça que está diante deles”. – Justin Lowe, THR

 

 

Michelle Pfeiffer quer voltar a viver a Mulher-Gato

Michelle Pfeiffer eternizou a Mulher-Gato nos cinemas em ‘Batman – O Retorno‘, e 20 anos depois nenhuma outra atriz conseguiu superá-la… e isso inclui Halle Berry e Anne Hathaway.

Em entrevista à Variety para divulgar ‘Homem-Formiga e a Vesga‘, Pfeiffer revelou que ainda sonha em voltar a viver Selina Kyle nas telonas.

“Eu amaria interpretar a Mulher-Gato mais uma vez…”, disse.

A atriz também revelou que o sucesso de sua atuação se deu por causa do diretor.

“Foi tudo Tim Burton. Ele foi capaz de trazer coração, trevas e humor para a personagem”.

Ela também relembrou uma cena que ela jamais refaria hoje: quando a Mulher-Gato come e engole um pássaro vivo.

“Não posso acreditar que fiz isso. Eu poderia ter contraído uma doença”, afirma.

A Mulher-Gato voltará a aparecer nas telonas em ‘Sereias de Gotham‘ (Gotham City Sirens), ao lado da Arlequina e Hera Venenosa..

Nas HQs, a Arlequina, Mulher-Gato e Hera Venenosa decidem dividir um esconderijo.

Elas têm uma série de bons momentos juntas, até que Harley decide ir sozinha ao Asilo Arkham para matar o Coringa – porém, ele rapidamente a convence a voltar para o lado dele, iniciando uma rebelião e traindo suas companheiras.

Christina Hodson, do inédito ‘Refém do Medo‘, ficará responsável pelo script. Ela também foi recentemente contratada para desenvolver o roteiro do filme solo do ‘Bumblebee‘.

A atriz australiana Margot Robbie será produtora executiva do filme, além de estrelar.

‘Esquadrão Suicida’: Fã processa estúdio por “propaganda enganosa” envolvendo o Coringa

Crítica | Esquadrão Suicida 

Crítica 2 | Esquadrão Suicida

‘Maggie – A Transformação’: Filme de zumbi com Schwarzenegger será lançado na Netflix

Maggie – A Transformação‘, drama zumbi estrelado por Arnold Schwarzenegger e Abigail Breslin (‘Chamada de Emergência’, ‘Pequena Miss Sunshine’), ganhou data de estreia na Netflix.

O filme será adicionado ao catálogo do serviço de streaming dia 7 de Agosto.

Breslin interpreta Maggie, uma garota de 16 anos que é mordida por um zumbi. O tempo de transformação é de 6 meses. Nesse meio tempo, ela vive ao lado do seu pai (Schwarzenegger), em meio a um apocalipse zumbi.

Chloe Moretz chegou a negociar para viver a protagonista, mas não assinou contrato.

A direção é de Henry Hobson. O roteiro, escrito por John Scott 3, figurou na Black List – lista dos melhores roteiros não produzidos.

Assista ao trailer:

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BOMBA! ‘Vingadores: Ultimato’ será o ÚLTIMO filme de Gwyneth Paltrow na Marvel

Pepper Potts (Gwenyth Paltrow) voltará em Vingadores: Ultimato’, conclusão das histórias do MCU até agora, e será seu último retorno ao personagem.

Em entrevista à Variety, a estrela de ‘Homem de Ferro‘ (2008), explicou que ela acha que é a hora certa para colocar Pepper na aposentadoria.

“Eu estou um pouco velha para usar esses trajes. Eu me sinto muito sortuda por ter feito isso, porque na verdade me envolvi demais nesses filmes. Eu era amiga do [diretor de Homem de Ferro] Jon Favreau. Foi uma experiência maravilhosa fazer o primeiro ‘Homem de Ferro’ e depois ver como isso se tornou importante para os fãs. Sinto-me honrada por fazer parte de algo que as pessoas são tão apaixonadas. Mas está na hora de dizer adeus. Este é meu último filme”, explicou Paltrow.

Segundo ela, Vingadores: Ultimato’ encerra o arco de sua personagem.

“Claro, se eles dissessem: ‘Você pode voltar por um dia?’, Eu sempre estarei lá se eles precisarem de mim.”, concluiu.

Será que isso também significa que daremos adeus a Robert Downey Jr. como o Homem de Ferro?

Vingadores: Ultimato’ chega aos cinemas brasileiros em 25 de Abril de 2019.

UAU! Arte revela a nova armadura de ‘Mulher-Maravilha 1984’

Mais uma arte de ‘Mulher-Maravilha 1984’ caiu na internet e revela a nova armadura de Diana Prince (Gal Gadot), que contará com um capacete moderno.

Confira:

Gal Gadot e a diretora Patty Jenkins estarão na CCXP 2019 para divulgar ‘Mulher-Maravilha 1984’.

Em parceria com o Twitter, o painel da super-heroína da DC será transmitido ao vivo para que fãs de todos os lugares possam fazer parte da apresentação em São Paulo, levando a CCXP ao mundo – e o mundo à CCXP.

Em homenagem ao Dia da Mulher-Maravilha, comemorado hoje em todo o mundo, a Warner Bros. Pictures anunciou que  ‘Mulher-Maravilha 1984′ encerrará a CCXP deste ano de modo inesquecível no domingo, 8 de dezembro.

A apresentação no Auditório Thunder Cinemark XD contará com várias estreias, incluindo a primeira participação da estrela Gal Gadot e da diretora Patty Jenkins no evento, que apresentarão o primeiro trailer do filme, previsto para chegar aos cinemas em junho do próximo ano.

E, pela primeira vez na história da CCXP, o painel será transmitido ao vivo no Twitter, conectando em tempo real as estrelas e os 3.500 fãs presentes no local aos fãs da ‘Mulher-Maravilha em todo o mundo. Além disso, os participantes do painel poderão ver tweets de fãs ao redor do mundo em uma tela gigante no palco. O painel também contará com um bate-papo com as estrelas e outras grandes surpresas.

Para seguir o evento ao vivo: o perfil @WonderWomanFilm vai transmitir o evento ao vivo, com outros perfis do Twitter ao redor do mundo compartilhando a transmissão. Os fãs também terão a oportunidade de se inscrever para receber novidades sobre Mulher-Maravilha através do perfil @TwitterMovies.

Avançando para a década de 1980, a próxima aventura nos cinemas da Mulher-Maravilha a coloca frente a novos inimigos. Mulher-Maravilha 1984, da diretora Patty Jenkins, é estrelado por Gal Gadot no papel-título ao lado de Chris Pine como Steve Trevor, Kristen Wiig como A Mulher-Leopardo, Pedro Pascal como Max Lord, Robin Wright como Antíope e Connie Nielsen como Hipólita.

‘Pânico’: Assista ao teste de Neve Campbell para o papel de Sidney Prescott

Pânico‘ (1996) é um dos filmes de terror preferidos de muita gente, incluindo deste que vos escreve.

Com a confirmação do quinto filme da franquia, que será lançado em 2021 pela Paramount Pictures, viralizou na internet o teste de Neve Campbell para o papel de Sidney Prescott, logo após ela estrelar ‘Jovens Bruxas‘ (The Craft).

Assista:

‘Pânico’ completa 20 anos; Saiba 20 curiosidades sobre o filme de 1996! 

Lembrando que a atriz Neve Campbell revelou ao Collider que está em negociações para participar do novo filme.

Na trama, veremos Sidney Prescott no século 21.

“Acho que você sempre pode contar mais com essas histórias, e são filmes divertidos. Obviamente, há um grande público para eles, e o público quer ver mais deles. Você sempre pode ir além com a jornada. Certamente, com Sidney, ela chega a uma nova mudança em sua vida, em uma nova era” 

‘Pânico 5’: Teoria aposta que Sidney será assassinada logo no início do filme

Os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillertt (‘Casamento Sangrento’) convenceram a atriz que a sequência será uma homenagem ao finado diretor Wes Craven.

“Bem, eu não estou 100% em Pânico 5, mas para ser honesta, os dois diretores (Bettinelli-Olpin e Gillett) fizeram um ótimo trabalho. Eu assisti os filmes deles, e eles são realmente talentosos. Eles escreveram uma carta para mim, expressando que grandes fãs do trabalho de Wes são e como estão honrados por terem a chance de fazer Pânico 5, porque a franquia Pânico é a razão de serem diretores agora. Então, isso foi muito fofo. Eles realmente querem honrar o estilo de trabalho de Wes e honrar os filmes. Foi uma coisa adorável de se ouvir. Então, vamos ver. Felizmente, todos nós podemos olhar nos olhos em tudo e queremos fazer algo ótimo, mas é um processo.”, afirmou.

Kevin Williamson, que roteirizou quase todos os filmes da franquia, será o produtor executivo do novo longa.

O primeiro filme da franquia estreou em 1996 e tornou-se um clássico instantâneo e revolucionário que misturou elementos do terror slasher com a metalinguagem cinematográfica. Dirigido por Wes Craven e roteirizado por Kevin Williamson, a trama focava em um serial killer mascarado conhecido pelo nome de Ghostface, que utilizava bordões e um assustador conhecimento sobre produções do gênero para perseguir suas vítimas.

 Juntas, as quatro iterações arrecadaram mais de 608 milhões de dólares nas bilheterias mundiais.

Depois do lançamento de Pânico 4’ em 2011 e com a morte de Craven, a MTV resolveu produzir um reboot seriado da saga, reinventando o icônico personagem de Ghostface para as telinhas em 2015. Neste ano, o show ganhou uma terceira e última temporada. 

Fique ligado para mais informações!

Smallville completa 20 ANOS | Relembre a série sobre a juventude do Superman

Série que durou dez anos iniciou toda uma dinastia de adaptações de quadrinhos na CW

Até chegar em 2001 as adaptações relacionadas à propriedade do Superman estavam, na melhor das hipóteses, mornas. Em 1993 houve o inesperado fenômeno da comédia romântica Lois & Clark cujo o foco era justamente na relação do icônico casal. Já em 1996 estreou Superman: A Série Animada criada pela trinca Bruce TimmPaul DiniAlan Burnett, que a essa altura já eram nomes reconhecidos pelo público por seu trabalho memorável com Batman: A Série Animada

Com foco total no protagonista a animação realizou notável trabalho de apresentar sua origem e motivações para ser um herói, porém continuando a tradição das adaptações do mesmo em não se debruçar tanto sobre o período da adolescência na cidade de Smallville, fase essa extremamente importante para o Superman pois é ali que ele começa a entender que suas ações tem um vasto impacto no ambiente a sua volta e seu caráter é moldado em torno dessa consciência.

Portanto, voltando ao início dos anos 2000, não havia o interesse de se produzir algo focado na construção de Clark Kent enquanto herói e muito menos em sua adolescência. O personagem estava rendendo muito mais como parte de um elenco maior de personagens (vide que sua série animada tinha ligações com o universo DC) do que como um protagonista solo para uma produção live action; mas havia algo do tipo planejado para o Batman

Lois & Clark” era, até então, o maior sucesso live action do personagem na televisão

A ideia da produtora TollinRobbins era de criar um programa focado na adolescência de Bruce Wayne até ele se tornar o vigilante de Gotham, porém a ideia foi descartada pela Warner Brothers, que não só tinha uma postura muito inflexível para com qualquer adaptação do personagem fora do cinema como também já tinha planos até então de fazer algo similar (primeiro com o Ano Um de Darren Aronofsky, que foi cancelado, e depois com Batman Begins).

Com o projeto morto antes mesmo de ser executado, a TollinRobbins teve que readaptar o plano, eles não iriam abrir mão da abordagem juvenil mas agora precisavam de um novo personagem que se encaixasse na proposta. Não tardou até que o presidente da Warner Bros. TV entrasse em contato com a dupla de produtores Alfred Gough e Miles Millar com a proposta de uma série focada em Clark Kent.

Em uma entrevista de 2001 intitulada KryptonSite’s First Interview With Smallville Executive Producer Alfred Gough, o autor Craig Byrne conduz uma das primeiras vezes em que um dos showrunners da série veio a público falar da ideia. Gough então diz sobre como o projeto veio parar na sua mão. “Nós recebemos uma ligação do Peter Roth, que é o presidente da Warner Bros. TV e ele disse que queria produzir um show sobre um jovem Clark Kent. Ficamos intrigados mas também com reservas. Não tínhamos interesse em fazer Superboy, mas sim algo mais legal e focado no personagem… Queríamos que nosso Clark Kent tivesse angústia e nervosismo sem perder a essência de quem ele se tornaria.”

Objetivo dos produtores era criar uma versão do jovem Clark Kent que tivesse camadas

Na mesma entrevista, o criador é questionado sobre qual foi o apelo de produzir algo sobre a juventude do Superman. “Ele é um desses personagens que deixaram uma marca indelével na cultura popular. O fato de grandes super-heróis, como Batman e Superman, terem durado tanto tempo é porque eles podem ser reinterpretados para cada geração… Nós gostamos da ideia de introduzir o Superman para uma nova geração. O fato dele não vestir o traje em Smallville nos dá a chance de explorar o lado humano do Superman. Isso é o que nos atraiu de fato”.

Da mesma forma que acontece com basicamente toda produção cujo material fonte vem de algum quadrinho, Gough e Millar tiveram a sua disposição não só uma minissérie para servir de base, como também uma das melhores histórias do personagem. A premissa de Superman: Quatro Estações, escrita por Jeph Loeb e ilustrada pelo Tim Sale, é exatamente a mesma da série; cada estação do ano representa um momento de amadurecimento de Clark Kent, com os dois primeiros volumes se passando inteiramente em Smallville.

Pela íntima ligação que se estabelece entre Quatro Estações, inevitavelmente a série forma uma trinca de personagens principais cujos os focos são maiores: Clark Kent, Lana Lang e Lex Luthor (esse que não está presente no arco de Smallville da HQ mencionada mas já tinha uma amizade de infância com Clark estabelecida em outras histórias). Portanto, a busca por esses atores teria que ser muito específica e casar com a personalidade de cada um.

É notável a semelhança de abordagem ao personagem que “Quatro Estações” e “Smallville” compartilham

Como dito por Gough na mencionada entrevista, o primeiro nome do trio a ser confirmado foi o da atriz Kristin Kreuk como Lana Lang, no que ele categorizou como uma escolha automática no momento em que ela realizou o teste. Para Michael Rosenbaum ser escolhido como Lex Luthor foi levado muito em consideração seu carisma e charme. Já no que toca a Tom Welling foi algo mais demorado. Para escolher seu ator principal, a produção precisou ver mais de cem atores presencialmente ou por vídeo, mas foi o misto de cavalheirismo com força, segundo o showrunner, de Welling que foi decisivo.

O programa estreou em 16 de outubro de 2001 na antiga The WB (hoje CW) com um índice de audiência de 8.40 milhões de telespectadores. De todas as dez temporadas a segunda foi a que mais emplacou um número considerável; o primeiro episódio alcançou 8.70 milhões e o episódio final atingiu a marca expressiva de 9.12 milhões de telespectadores, tornando essa a temporada com maior número de audiência.

Smallville também é famosa pelo legado deixado após o fim da série, sendo o mais notável a reestruturação não oficial da CW para produzir o maior número de adaptações de quadrinhos da DC Comics. Obviamente o exemplo mais imediato é a série Arrow mas todo o universo de outras séries em que ela está inserida, chamado de arrowverse, provavelmente não existiria, ou não de forma tão abrangente, se a CW tivesse fracassado na execução de Smallville.

Criação do Arrowverse é uma prova de que “Smallville” deixou um legado no canal CW

Outro elemento que também se tornou quase que absoluto para os fãs é a versão do Lex Luthor da série ser tratada como a definitiva do personagem. Isso porque até 2001 era a versão do Gene Hackman para os filmes do Superman de Christopher Reeve que mais frequentemente surgia na memória. Apesar dessa versão estar inserida em um clássico do cinema ela carece de maior profundidade sobre quem é aquele Lex além de um maníaco (não à toa essa versão é bastante comparada ao Lex cientista louco da era de ouro).

Já a versão de Rosenbaum para a série teve um longo trabalho de construção de personalidade, que ganhou muito com a participação fixa de John Glover como Lionel Luthor, tendo não só tempo como roteiros que evitaram de cair na armadilha de transformar Lex em um cientista ou empresário malvado. Ao final da série fica o entendimento do porque aquele indivíduo se tornou o inimigo de um herói como o Superman (que é de início um grande amigo dele).

Unanimidade entre os fãs, a versão de Michael Rosenbaum é considerada a definitiva de Lex Luthor

E, por fim, Smallville teve um pequeno legado nos quadrinhos também com uma minissérie que serviu como uma décima primeira temporada. Começando de onde a obra original acabou, os quadrinhos mostram o início da carreira de Clark como Superman, bem como ele conhece inimigos clássicos que não haviam aparecido até então na série. Nos últimos tempos também houveram especulações sobre uma animação vir a ser produzida adaptando essas histórias pós-fim da série, mas não há nada oficial.

Smallville foi uma série que soube, como poucas até, dialogar com o tempo em que foi feita. Desde a vasta trilha sonora com músicas que fizeram sucesso no início dos anos 2000 até a escolha de figurino do elenco jovem, esse é o tipo de programa em que se identifica logo o período em que foi produzido sem jamais se tornar datado (um caso parecido com o suspense Pânico de 1996). Esse é, sem dúvidas, um motivos que tornam essa série tão amada por quem cresceu com ela e, motivados por ela, passou a conhecer mais das histórias do ultimo filho de Krypton.

Filme mais CARO já feito pela Netflix, com Ryan Reynolds, Gal Gadot e Dwayne Johnson, ganha data de estreia

A Netflix divulgou a data de estreia do filme mais caro de sua história.

Alerta Vermelho‘ (Red Notice), ação estrelada por Ryan Reynolds, Gal Gadot e Dwayne Johnson, chega ao catálogo dia 12 de novembro deste ano.

A ação custou US$ 200 milhões para ser feito – sem contar os gastos com marketing.

O valor ultrapassa o que o streaming gastou com ‘O Irlandês’ (US$160 milhões), ‘Esquadrão 6’ (US$ 150 milhões) ‘Bright’ (US$90 milhões). 

Na trama, escrita e dirigida por Rawson Marshall Thurber (‘Arranha-Céu’), Johnson interpreta um agente da Interpol que busca uma dupla de ladrões internacionais de obras de arte (Reynolds e Gadot), conhecidos por serem o mais procurado no mundo.   

Confira as primeiras cenas oficiais abaixo, a partir do minuto 1:54:

‘Doutor Estranho 2’ supera ‘Batman’ e tem MAIOR bilheteria do ano no Brasil

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura‘ continua quebrando recordes no Brasil.

O filme arrecadou R$ 31,6 milhões em sua segunda semana no país e já é a maior bilheteria do ano por aqui.

Confira os dados, segundo o FilmeB:

Fim de semana

filme renda (R$)
1 Doutor Estranho no multiverso da loucura 31.604.640
2 O homem do Norte 2.537.026
3 Sonic 2 – O filme 1.614.830
4 Animais fantásticos – Os segredos de Dumbledore 694.487
5 Detetives do Prédio Azul 3 – Uma… 391.634
6 O peso do talento 369.058
7 Medida Provisória 316.456
8 Cidade perdida 282.718
9 Jujutsu Kaisen 0 251.849
10 Meu amigãozão – O filme 163.417

 

Maiores arrecadações de 2022 no Brasil:

1 Doutor Estranho no multiverso da loucura 129.398
2 Batman 114.957
3 Homem-Aranha – Sem volta para casa 98.716
4 Sonic 2 – O filme 53.157
5 Animais fantásticos – Os segredos de Dumbledore 51.212
6 Uncharted – Fora do mapa 27.052
7 Sing 2 26.455
8 Morbius 23.455
9 Pânico 15.846
10 Turma da Mônica – Lições 12.385

 

O longa já arrecadou quase US$ 700 milhões nas bilheterias mundiais e ultrapassou o filme de ação chinês ‘Water Gate Bridge‘, tornando-se a segunda maior bilheteria do ano.

Nos EUA, a produção arrecadou US$ 291.8 milhões. No mercado internacional, foram US$ 396.2 milhões.

Ao total, o longa já arrecadou US$ 688 milhões mundialmente.

Apesar do sucesso, o site Deadline afirma que a grande queda de 67% no segundo final de semana – uma das maiores para uma produção da Marvel ao lado de ‘Viúva Negra‘ (-67.8%) e ‘Homem-Aranha: Sem Volta para Casa‘ (-67.5%) – indica que a reação negativa dos fãs e dos críticos pode ter afetado a estabilidade da produção nas bilheterias.

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Aclamado no SXSW, ‘Loucas em Apuros’ ganha trailer e data de estreia no Brasil

A Paris Filmes anuncia hoje que vai lançar ‘Loucas em Apuros‘ (Joy Ride) – longa de comédia que iniciou carreira sendo aclamado no South By Southwest – e agora segue para exibição na CinemaCon. Dos produtores de ‘Vizinhos‘ e com direção de Adele Lim, roteirista de ‘Podres de Ricos‘, o filme chega aos cinemas brasileiros em 6 de julho.

Assista ao trailer:

Loucas em Apuros‘ acompanha um grupo de quatro mulheres e seus processos de descoberta interior e da vida enquanto embarcam em uma aventura única. As amigas viajam para a China à procura da mãe biológica de uma delas, enfrentam situações inusitadas e fortalecem ainda mais o laço que já existia entre elas.

Ashley Park (‘Emily em Paris’), Sherry Cola (‘Good Trouble’), Stephanie Hsu (‘Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo’) e Sabrina Wu (‘Doogie Kamealoha: Doutora Precoce’) estrelam.

O elenco também conta com Ronny ChiengLori Tan ChinnDavid DenmanAnnie MumoloDesmond ChiamAlexander HodgeChris Pang.

Marvel CONFIRMA que ‘Vingadores 5’ não se chamará ‘Vingadores: A Dinastia Kang’

Marvel Studios vem passando por uma grande remodelação de sua marca e de seus próximos filmes – principalmente considerando recentes lançamentos que se tornaram um fracasso de crítica e de público e que apresentaram sinais de fadiga dentro do gênero de super-heróis.

Após vários meios de comunicação relataram que ‘Vingadores: A Dinastia Kang‘ perdeu seu título internamente na Marvel Studios, o estúdio finalmente oficializou a informação.

A Disney realizou recentemente uma apresentação para investidores que incluiu um cronograma para os próximos filmes e programas de TV do MCU.

Não há grandes revelações aqui, mas ‘Vingadores: A Dinastia Kang‘ agora está listado simplesmente como ‘Vingadores 5‘.

Rumores indicam que o 5º e 6º filme serão intitulados ‘Guerras Secretas – Parte 1‘ e ‘Guerras Secretas – Parte 2‘.

Mesmo antes dos problemas legais de Jonathan Majors, pensa-se que a Marvel Studios planejava desviar os holofotes de Kang depois do fracasso de ‘Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania‘.

De acordo com recentes rumores compartilhados pelo Hollywood Handle, o ator John David Washington estaria sendo cogitado para interpretar o antagonista após a demissão de Majors.

O astro, filho do renomado astro Denzel Washington, é conhecido por seus papéis em ‘Infiltrado na Klan’, ‘Tenet’ e ‘Malcolm & Marie’.

Outro ator que tem sido cotado é Colman Domingo, conhecido por seu trabalho em ‘Fear the Walking Dead’ e ‘A Cor Púrpura’.

Durante uma entrevista ao Entertainment Tonight, Domingo abordou os rumores: “Eu não sei, estou sempre focado no que tenho que fazer agora… Eu sei que há rumores e conversas por aí, e não sei o quanto é verdade. Nem mesmo recebo isso da minha equipe, não consigo afirmar se é verdade ou não. Os fãs são apaixonados. De alguma forma, meu nome está circulando no mundo [e] gosto da ideia de ouvir meu nome sendo mencionado com amor e gentileza por algo, é algo bonito.”

Coman Domingo tem se destacado por seus recentes trabalhos, como no remake de ‘A Cor Púrpura’, assim como em sua atuação no filme ‘Rustin’ e na série ‘Fear the Walking Dead’.

Em aparição rara, Bruce Willis surge em fotos EMOCIONANTES ao lado das filhas

Tallulah e Scout Willis, as filhas de Bruce Willis e Demi Moore, postaram fotos ao lado do pai durante o Dia de Ação de Graças.

Willis foi diagnosticado com demência frontotemporal e aparece interagindo com as filhas.

 

Anteriormente, em uma entrevista ao Today Show, Emma Heming Willis, esposa do ator, abordou abertamente o diagnóstico de demência de seu marido, que levou ao encerramento de sua carreira.

Emma compartilhou a importância de entender a doença e de falar abertamente sobre ela com suas filhas, a fim de eliminar qualquer estigma associado ao diagnóstico.

Ela afirmou: “O mais importante foi podermos, para nós, dizer o que era a doença, explicar o que é, porque quando você sabe o que é a doença do ponto de vista médico, tudo faz sentido”. Emma enfatizou que deseja evitar qualquer vergonha ou estigma relacionado à doença do pai em suas filhas.

Emma também expressou sua gratidão pelo apoio e amor contínuo de Bruce, mesmo enquanto lida com a demência. Ela destacou a importância de focar na alegria da vida e seguir em frente, como uma forma de honrar o desejo de Bruce.

“É muito importante para mim tirar os olhos da dor e da tristeza para poder ver o que está acontecendo ao nosso redor. Bruce realmente gostaria que estivéssemos na alegria do que é. Ele realmente iria querer isso para mim e nossa família.”

A demência é uma condição ou grupo de distúrbios causados ​​pela perda progressiva de células nervosas nos lobos frontal ou temporal do cérebro. Como Willis já vinha tratando a afasia e não obteve melhoras, isso indica uma progressão constante da deterioração futura.

Teaser dos X-Men de ‘Vingadores: Doutor Destino’ já está sendo exibido nos cinemas; Vaza o áudio do quarto teaser!

Temos certeza de que muitos fãs da Marvel já tiveram contato com a versão vazada do terceiro teaser trailer de ‘Vingadores: Doutor Destino‘ — uma cópia pirata de qualidade surpreendentemente razoável começou a circular pela internet nos últimos dias. Ainda assim, para quem deseja viver a experiência completa, com som potente e imagem em tela gigante, este é o momento ideal para correr ao cinema mais próximo.

Depois de ser exibido de forma limitada em alguns países da Europa no início da semana, o aguardado teaser focado nos X-Men passou a ser apresentado oficialmente nas salas da América do Norte, sendo exibido antes das sessões de ‘Avatar: Fogo e Cinzas‘. A estratégia reforça a decisão da Marvel Studios e da Disney de apostar fortemente na experiência cinematográfica, reservando conteúdos inéditos e altamente aguardados exclusivamente para as telonas — pelo menos neste primeiro momento.

O teaser em si é curto, mas carregado de impacto emocional e simbólico. A vinheta se inicia com uma narração poderosa de Magneto, novamente interpretado por Sir Ian McKellen, cuja voz grave dá o tom solene da prévia:

“A morte chega para todos nós, isso é tudo que sei com certeza. A questão não é se você está preparado para morrer, a questão é: quem você seria quando fechasse os olhos?”

Enquanto o discurso ecoa, as imagens começam a sugerir reconciliação, legado e escolhas finais. Um dos momentos mais comentados do teaser mostra Professor X (Sir Patrick Stewart) abraçando seu antigo inimigo, Magneto, em uma cena carregada de significado para os fãs dos X-Men. O encerramento é igualmente marcante: Ciclope (James Marsden) surge lançando uma poderosa rajada óptica em direção ao céu, em um plano que rapidamente se tornou um dos mais comentados nas redes sociais.

O resultado é simples de definir: épico. A prévia não apenas confirma o peso emocional do retorno dos mutantes ao MCU, como também estabelece um clima de despedida, sacrifício e confrontos definitivos. Diante disso, a pergunta inevitável surge: o quarto teaser conseguirá superar esse momento?

Embora ainda não exista confirmação oficial por parte da Marvel Studios, rumores indicam que o próximo trailer de ‘Vingadores: Doutor Destino‘ — também chamado informalmente de Doomsday por alguns insiders — deve mudar o foco narrativo. A expectativa é que a nova prévia concentre suas atenções no Quarteto Fantástico e em Wakanda, ampliando ainda mais o escopo do conflito.

Alguns supostos diálogos já começaram a circular online, embora seja importante tratar essas informações com cautela, já que parece cedo demais para vazamentos tão específicos. Segundo os rumores, a cena mostraria Reed Richards (interpretado por Pedro Pascal) buscando a ajuda de Shuri (Letitia Wright) para localizar seu filho, Franklin Richards, que teria sido levado pelo Doutor Destino ao final de ‘Quarteto Fantástico – Primeiros Passos‘.

O trecho de diálogo que circula entre fãs seria o seguinte:

“Dizem que nenhum problema neste mundo é incompreensível. No meu mundo, esse fardo era meu para carregar. Mas esgotei todas as soluções, e meu filho continua desaparecido. Precisamos da sua ajuda.”

Se confirmada, a cena indicaria um aprofundamento emocional significativo, colocando a família Richards no centro do conflito e reforçando Doutor Destino como uma ameaça não apenas cósmica, mas também profundamente pessoal.

Por enquanto, tudo permanece no campo dos rumores. O que já é certo, no entanto, é que ‘Vingadores: Doutor Destino‘ está sendo cuidadosamente construído como um verdadeiro evento cinematográfico, com teasers calculados, exibições exclusivas nos cinemas e uma escalada constante de expectativas. Para os fãs, resta aproveitar cada nova pista — de preferência, em uma sala escura, diante da tela gigante.

VAZA a suposta descrição dos QUATRO teasers de ‘Vingadores: Destino’ revelando que [SPOILERS] teve uma filha

Robert Downey Jr. interpretará o icônico vilão Doutor Destino (Victor von Doom), em um papel inédito no MCU.

O filme é a primeira parte da conclusão da Saga do Multiverso e deve preparar o cenário para o evento final, ‘Vingadores: Guerras Secretas’ (2027).

Vaza suposta descrição do trailer de ‘Vingadores: Doomsday’ que traz o RETORNO de Steve e Peggy; Confira!

O filme tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o dia 17 de dezembro de 2026, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

Já a sequência, ‘Vingadores: Guerras Secretas’, está programada para chegar às telonas exatamente um ano depois, em 17 de dezembro de 2027.

Evan Peters fala sobre possível RETORNO como Mercúrio em ‘Vingadores: Doomsday’

Além de Robert Downey Jr. como Victor Von Doom/Doutor Destino, o elenco contará com Tom Hiddleston (Loki), Anthony Mackie (Capitão América), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Letitia Wright (Pantera Negra), Wyatt Russell (Agente Americano) Simu Liu (Shang-Chi), Florence Pugh (Yelena Belova), Danny Ramirez (Falcão), Winston Duke (M’Baku), Vanessa Kirby ( Mulher Invisível), Ebon Moss-Bachrach (Coisa), Joseph Quinn (Tocha Humana), Lewis Pullman (Bob), David Harbour (Guardião Vermelho), Hannah John-Kamen (Fantasma), Patrick Stewart (Professor Xavier), Alan Cumming (Noturno), Ian McKellen (Magneto), Rebecca Romijn (Mística), James Marsden (Ciclope), Kelsey Grammer (Fera), Channing Tatum (Gambit), Paul Rudd (Homem-Formiga), Chris Hemsworth (Thor) e Pedro Pascal (Sr. Fantástico).

Quase duas décadas de LISBELA E O PRISIONEIRO, um dos filmes mais lindos do cinema brasileiro!

Quem nunca sonhou em um amor de cinema? Lançado em meados de agosto do ano de 2003, Lisbela e o Prisioneiro é um projeto que fala sobre amores, cultura popular, o romantismo, também do amor pelo cinema, dentro de recortes cômicos. Dirigido por Guel Arraes, o longa-metragem que teve muitas de suas gravações feitas no bairro de Boa Vista em Recife (Pernambuco), foi um tremendo sucesso de bilheteria levando mais de 3 milhões de pessoas aos cinemas do norte ao sul do nosso país. Entretenimento popular de qualidade, que emociona e faz rir, assim podemos definir um dos mais emblemáticos filmes do cinema brasileiro nas últimas duas décadas.

Nessa deliciosa comédia, com um enredo que envolve o espectador, conhecemos uma das protagonistas da história, Lisbela (Débora Falabella), uma jovem sonhadora que ama ir ao cinema para se emocionar (e sonhar) com as lindas histórias que passam na telona. Ela mora com o pai, o chefe de polícia da cidade (André Mattos), é noiva de Douglas (Bruno Garcia), um jovem que adora mexer no cabelo e adota gírias e trejeitos da juventude do Rio de Janeiro, de onde voltou faz pouco tempo. Paralela a essa história, conhecemos o malandro Leléu (Selton Mello), um nômade mulherengo que chega na cidade de Lisbela fugindo das garras do matador de aluguel Frederico Evandro (Marco Nanini) por conta de seu envolvimento amoroso com Inaura (Virginia Cavendish), essa última, mulher de Frederico. Um dia, Lisbela e Leléu se encontram, algo que fará seus destinos andarem pela mesma estrada mesmo que enfrentem muitos desafios por esse caminho.

Quem nunca sonhou em um amor de cinema? O projeto, é uma adaptação da peça de teatro homônima do autor pernambucano Osman Lins, escrita na década de 60. Entre vários assuntos interessantes, mostra as fases da inocência que os corações apaixonados precisam passar, com a força do cinema no imaginário da mocinha sonhadora. Ao mesmo tempo nos leva para um tour pelo confronto ao autoritarismo dentro de um recorte profundo sobre a cultura popular nordestina. O brega e o romântico aqui ganham ares de comédia, e isso é uma das chaves de sucesso desse projeto que conquistou gerações de cinéfilos. O elenco é a cereja do bolo, Débora Falabella, Selton Mello, Bruno Garcia, Marco Nanini, Virginia Cavendish, Tadeu Mello, André Mattos transpiram carisma.

Agora, que faço eu da vida sem você? A trilha sonora é um show, escutamos canções interpretadas por Elza Soares, Caetano Veloso, até Zé Ramalho com Sepultura. Essa trilha fantástica é assinada pelo músico e produtor musical André Morais. Até hoje é a trilha sonora de um filme brasileiro mais vendida de todos os tempos! A canção Você Não Me Ensinou a Te Esquecer inclusive foi indicada ao Grammy Latino no ano de 2004.

Lisbela e o Prisioneiro vai continuar sendo um filme surpreendente para as novas gerações, fala de forma simples e objetiva sobre as variáveis do amor na vida de todo mundo que se diz sonhador. Inesquecível!

Crítica | As Aventuras de Pi

Anunciado como um dos melhores filmes do ano, e forte concorrente a diversas indicações no Oscar, “As Aventuras de Pi” é um feito impressionante da sétima arte, e demonstra que ainda existe criatividade na hora de se contar histórias.

Baseado numa obra literária escrita pelo espanhol Yann Martel, tida como inadaptável ao cinema, “As Aventuras de Pi” ganhou forma quando o extraordinário Ang Lee aceitou o desafio de peito aberto. Na trama, toda contada em forma de flashback pelo protagonista para um escritor, somos apresentados a Pi (cujo apelido vem do nome Piscine, Piscina em português, grande paixão de seu tio), um jovem indiano criado ao lado do irmão num zoológico, ambição de seu pai negociante. Quando sua família decide se mudar para outro continente a fim de uma vida mais próspera, a trama verdadeiramente tem início após uma cena-espetáculo do naufrágio de um grande encouraçado. O rapaz é deixado à deriva num bote com alguns animais sobreviventes, e logo após somente com um tigre, o qual recebeu o singelo nome Richard Parker. Durante a maior parte, “As Aventuras de Pi” é um rapaz, um barco e um tigre. Elementos simples para uma grande história, emocionante para cativar qualquer espírito.

O cineasta Ang Lee é sem dúvidas um dos nomes mais expressivos do cinema atual. Natural de Taiwan, Lee conquistou o mundo e quebrou as barreiras da língua demonstrando ser um dos diretores mais globais de todos os tempos. Após alguns filmes feitos na sua terra, em seu idioma, Lee surpreendeu ao adaptar o conto clássico, e super inglês, de Jane Austen, “Razão e Sensibilidade”. Afinal o que um cineasta asiático saberia sobre uma obra de época de um outro continente. O diretor entregou um dos melhores filmes dos anos 90, impecável em sua estética e narrativa, ainda conquistando indicações no Oscar. De lá para cá, Ang Lee ficou entre erros e acertos, mas nunca se domesticou pela comodidade, sempre encarando desafios. O cineasta pode ser considerado o mais corajoso e ousado contador de histórias da atualidade, mesmo que não acerte sempre, o que conta na carreira de Lee é o gosto pela mudança. Lee já se aventurou em desmascarar a classe média americana dos anos 70 em “Tempestade de Gelo” (antes de Sam Mendes fazer o mesmo em “Beleza Americana”), desmistificar o gênero do faroeste e a imagem do cowboy americano por duas vezes, em “Cavalgada com o Diabo” e “O Segredo de Brokeback Mountain“, além de investir em filmes de artes marciais, e até mesmo no subgênero dos super-heróis.

Agora, Lee apresenta mais um filme único e inusitado em sua carreira. Um espanhol e um taiwanês contando a história de personagens indianos. Como se não bastasse a mistura globalizada, “As Aventuras de Pi” é um filme onde muito poderia dar errado. Foi necessário um diretor com a sensibilidade de Ang Lee para capturar cada nuance dessa obra, que não possui muitos diálogos, mas tem muito a dizer sobre a natureza humana, e seu espírito resistente. Os efeitos visuais aqui são simplesmente fantásticos, em muitos momentos, ou em sua grande maioria, são usados animais virtuais, ou seja, criados por efeitos especiais, e o grande êxito do filme é nos fazer não conseguir diferenciar tais momentos. O tigre Richard Parker é sem dúvidas um dos personagens mais icônicos do cinema no ano. As cenas em que o tigre olha para o nada, para a imensidão que os cerca, onde não conseguimos diferenciar o céu do mar, é de uma beleza poética emocionante. Os efeitos em 3D são magníficos, esse é o filme que merecia ter sido rodado em 48 quadros por segundo e não “O Hobbit”, para termos toda a vantagem dos efeitos em 3D, e não ficarem escurecidos pelo óculos, esse filme precisava ser mais claro. De qualquer forma, a única maneira de ver “As Aventuras de Pi” é em 3D, você perderá grande parte do impacto se optar pela versão normal (que nem sei se existe).


O filme é pura poesia e um deleite visual. Infelizmente, “As Aventuras de Pi” tem sim seus problemas. O primeiro deles sendo tudo o que envolve a trama central, ou seja, o começo e o fim. “As Aventuras de Pi” é sobre um náufrago e um tigre, e caso fosse apenas isso seria uma obra-prima, coisa que por pouco escapa de ser. Para termos conhecimento das origens e crenças do protagonista Pi, os realizados optam por todo um início onde isso é mostrado (sem necessidade de fato). A obra demora a engatar e a dizer sobre o que verdadeiramente irá falar. Isso causa confusão para as pessoas que não sabem do que o filme se trata, e podem achar que mudou totalmente a sua trama, quando a história central é justamente o que é mostrado por grande parte.


Digamos que o filme começa como uma história sobre um jovem indiano em busca de sua verdadeira fé, ao lado da família num zoológico, e inclusive temos acrescentado um interesse amoroso que não nos leva a nada, e cenas que mostram a infância de Pi sendo hostilizado pelos coleguinhas no colégio devido a seu exótico nome. Tudo isso se formos parar para pensar é completamente descartável e não soma nada na trama central, assim como o tio apaixonado por piscinas que simplesmente é eliminado sem cerimônia se tornando apenas uma pequena nota no filme. Seja como for, “As Aventuras de Pi” é uma obra quase perfeita, digna dos maiores épicos de Hollywood, que conta uma história diferente e inusitada, e ganha muitos pontos por ser um filme família com conteúdo. O filme fará você verdadeiramente pensar, sentir e refletir, e deverá merecidamente ser lembrado no próximo Oscar.

 

 

 

Dossiê 007 | O Homem com a Pistola de Ouro (1974) – Roger Moore vs Christopher Lee em 9º Filme

007 – Sem Tempo para Morrer, o vigésimo quinto filme oficial da franquia mais duradora do cinema, tem estreia programada para o dia 7 de outubro de 2021 – após ser adiado do ano passado devido à pandemia. Como forma de irmos aquecendo os motores para esta nova superprodução que, como dito, faz parte de uma das maiores, mais tradicionais e queridas franquias cinematográficas da história da sétima arte, resolvemos criar uma nova série de matérias dissecando um pouco todos os filmes anteriores, trazendo a você inúmeras curiosidades e muita informação.

Em seu nono filme, 007 enfrenta um dos maiores adversários de sua carreira: Francisco Scaramanga, considerado o melhor assassino do mundo. O que marcou nesta nova investida do agente secreto, no entanto, foi o retorno de Roger Moore ao papel principal, se tornando assim o primeiro ator depois de Sean Connery a viver o personagem mais de uma vez nas telonas. Isso porque George Lazenby havia sido um James Bond de um filme só. Apesar da empolgação de ter Moore de volta ao papel, essa seria uma produção bem problemática. Confira abaixo os detalhes sobre ela.

Produção

Fora das telas, a situação escalava e piorava para os então parceiros profissionais Harry Saltzman e Albert R. Broccoli, produtores e donos da EON Pictures, responsável pela franquia oficial de 007 no cinema. Como dito no texto anterior de Viva e Deixe Morrer (1973), suas diferenças chegaram a um nível em que os executivos sequer se falavam. Assim, concordaram em cada um cuidar de um filme da franquia por vez, apesar de ambos serem creditados na função. Como o último havia sido Saltzman em Viva e Deixe Morrer, agora era a vez novamente de Broccoli. A escolha para a produção no nono filme da franquia foi O Homem com a Pistola de Ouro, o último livro da série 007 escrito por Ian Fleming.

Antes sequer de escolherem o material a ser usado, os produtores colocavam ordem na casa e analisavam os números. Viva e Deixe Morrer havia sido um sucesso. O público da época aceitava Roger Moore como o novo intérprete do protagonista – e o próprio Sean Connery dava o seu aval para o colega. De fato, Viva e Deixe Morrer foi ainda mais bem sucedido do que os últimos dois filmes anteriores de James Bond: Os Diamantes São Eternos (1971), com Sean Connery, e A Serviço Secreto de Sua Majestade (1969), com George Lazenby.

Ou seja, a EON desta vez havia tirado a sorte grande. E aí mesmo foi que residiu o problema. Com o sucesso e Moore aprovado, todos começaram a se mexer para tirar logo do papel o próximo exemplar, num período de meros 18 meses entre os filmes. Com a produção apressada, a qualidade terminou sendo atropelada. Para poupar tempo, apenas o produtor conduzindo o show era trocado. De resto, O Homem com a Pistola de Ouro reprisaria quase toda a equipe por trás das câmeras, incluindo o diretor do anterior, Guy Hamilton – que adentrava seu quarto filme de 007 no comando, e terceiro consecutivo.

James Bond

Roger Moore voltava ao papel, sendo o segundo depois de Connery a participar de mais de um filme de 007.

Roger Moore a esta altura se consolidava como a escolha certa para substituir Sean Connery, mesmo com a idade avançada (Connery se despediu da franquia com 40 anos em 1971, enquanto Moore entrava no papel aos 45 anos em 1973). Vivendo o espião pela segunda vez seguida, em dois anos consecutivos, Moore se tornava o primeiro ator a reprisar o papel após Sean Connery tê-lo eternizado. O que sem dúvida era significativo. Apesar disso, o roteiro desta vez desagradaria muito o protagonista.

Em entrevistas, o ator diz que O Homem com a Pistola de Ouro é o filme que menos gosta em sua fase na franquia – tendo diversas cenas duvidosas, que chegaram a causar-lhe arrepios (como um momento em que esbofeteia uma das Bondgirls ou quando empurra uma criança dentro de um rio). Tais momentos fizeram James Bond soar como um patife como nunca anteriormente e desde então. Segundo Roger Moore, ele só viria a entrar completamente no papel e criar o seu estilo próprio para o personagem no próximo filme, O Espião que me Amava (1977) – o filme favorito de sua fase para os fãs.

Missão Secreta

Curiosamente, assim como Roger Moore, a adaptação de O Homem com a Pistola de Ouro já havia estado na mira da EON para ser um dos filmes no cinema ainda na década de 1960. Como as locações exigiam filmagens no Camboja e aquela era uma época complicada de se estar no país devido a uma revolução, a história foi sendo empurrada, até finalmente ser filmada em Hong Kong e na Tailândia. Na trama, James Bond está com a cabeça à prêmio. O espião se vê alvo de ninguém menos do que Francisco Scaramanga, o maior assassino de aluguel do mundo. E desta vez, Bond terá um rival à altura, que possui todas as técnicas do agente secreto e pretende usá-las contra ele.

A adaptação, no entanto, sequer pode ser chamada de tal, já que os produtores desta vez se utilizaram somente do título e trocaram grande parte da narrativa. A ameaça principal, por exemplo, se torna uma história sobre um artefato capaz de redirecionar a energia do sol. E se durante a primeira fase de 007 nos anos 60 vimos a SPECTRE como principal antagonista do agente, agora durante a década de 70, Blofeld e seus capangas finalmente ganhavam descanso a cada nova empreitada de James Bond na fase Roger Moore. Realmente, durante este período os filmes de 007 soavam bastante como a fórmula conhecida do “vilão da semana”, no qual a cada novo exemplar o atrativo se torna o vilão excêntrico a ser enfrentado – que pode inclusive roubar os holofotes do herói.

Bondgirls e Aliados

Bondgirls suecas. Mary Goodnight (Britt Ekland, a loira) é a principal, já Maud Adams voltaria mais tarde num papel maior.

Embora os desafios do maior espião da sétima arte mudem a cada novo longa, e até mesmo a aparência do protagonista (a esta altura sendo interpretado por um terceiro ator), uma coisa se manteve constante na franquia desde a era Sean Connery, passando por Lazenby e agora chegava a meados da década de 70 com Moore. A equipe por trás do MI6, a agência do serviço secreto britânico que James Bond faz parte, permanecia a mesma com um trio de coadjuvantes de luxo. Em seu nono filme, o chefe M (Bernard Lee), a secretária flerte Moneypenny (Lois Maxwell) e o inventor e armeiro Q (Desmond Llewelyn) são o verdadeiro marco da franquia e aqui faziam novas aparições.

Em matéria de Bondgirls, O Homem com a Pistola de Ouro reservava alguma das menos memoráveis. Novamente, seria até O Espião que me Amava que a fase Roger Moore seria marcada de forma muito positiva. Tudo bem, já que até mesmo Sean Connery foi melhorando com seus filmes. Desta vez, a principal Bondgirl é Mary Goodnight (Maria Boa Noite para os íntimos), uma agente desastrada. A loirinha é vivida pela beldade sueca Britt Ekland. Curiosamente, a atriz foi esposa na vida real de Peter Sellers, que havia participado da paródia de James Bond, Cassino Royale (1967). Neste filme, as duas Bondgirls são interpretadas por atrizes suecas, com a segunda sendo Maud Adams e sua Andrea Anders.

Maud Adams voltaria à franquia ainda na fase de Roger Moore para viver a principal antagonista e personagem título de Octopussy (1983). Contratar a mesma atriz para viver personagens diferentes dentro da mesma franquia e contracenar com o mesmo protagonista, sem qualquer uso de maquiagem para diferenciar seus personagens, é uma decisão muito estranha ao meu ver. Mas não era a primeira vez que isso ocorreu na franquia, com Charles Gray aparecendo pela primeira vez em Só Se Vive Duas Vezes e retornando ainda na fase Connery para viver ninguém menos que o principal antagonista Blofeld. Vai entender.

Vilões

Botando as presas de fora. O eterno Drácula, Christopher Lee, acrescenta mais um vilão memorável ao seu repertório.

Considerado um dos esforços menos apreciados dentro da franquia, O Homem com a Pistola de Ouro possui um consenso entre os fãs sobre seu verdadeiro ponto forte: o vilão. Isso apoia o argumento de que até os filmes menos brilhantes possui um elemento contando a seu favor. E o chamariz do nono filme do herói 007James Bond no cinema sem dúvida é Francisco Scaramanga, o assassino profissional mais certeiro do mundo. Depois de ter abandonado a narrativa da organização terrorista SPECTRE ao fim da era Connery (pelo menos até aqui), a era Moore surgia com a proposta de apresentar novos desafios ao protagonista, assim criando uma fórmula de “vilão da semana”, ou de cada novo filme.

E se no anterior, Viva e Deixe Morrer, tínhamos Yaphet Kotto brilhando e se divertindo muito num papel duplo (como o traficante americano Mr. Big e o regente africano de um país fictício, Dr. Kananga); desta vez a proposta era por um vilão solo, um sujeito implacável. Também vivendo numa ilha, com muitos recursos, Francisco Scaramanga é tão elegante e refinado quanto James Bond – sempre bronzeado o sujeito possui duas características marcantes: uma pistola toda feita de ouro como arma de escolha e três mamilos que o identificam. Para o papel, prontamente foi contatado Jack Palance, a fim de fazer homenagem ao seu personagem no clássico western Os Brutos Também Amam (1953). Mas Palance recusou.

Assim, a produção teve a ótima ideia de partir para um plano B de respeito, e garantiram Christopher Lee como Scaramanga. Lee, não por acaso, era primo de Ian Fleming. Fora isso, na época o ator estava no auge de sua popularidade graças a uma série de filmes de terror da produtora inglesa Hammer nos quais interpretava um dos maiores vilões do cinema: o vampiro Drácula – datando de 1958, com O Vampiro da Noite. Embora Scaramanga não seja um vampiro, muitas brincadeiras no set envolvendo Lee, Moore e seu antigo personagem surgiram.

O Homem com a Pistola de Ouro contou também com a presença do anão Hervé Villechaize no papel de Nick Nack, o capanga que todo vilão de Bond precisava ter. Villechaize ficaria conhecido mundialmente três anos depois pelo papel de Tattoo no programa clássico da TV, Ilha da Fantasia (1977-1983), no qual coincidentemente trabalhava para um homem grisalho, classudo e misterioso – aqui o Sr. Roarke de Ricardo Montalban. Villechaize, seguindo o ritmo de Connery em Os Diamantes São Eternos, se manteve ocupado visitando bastante os bordeis da Tailândia durante as folgas das filmagens. Quem voltava aqui também, e de forma desnecessária, para uma rápida participação era J.W. Pepper, o xerife racista (novamente vivido por Clifton James) de Viva e Deixe Morrer. O personagem foi colocado no filme anterior na forma de uma alfinetada ao racismo de policiais reais do sul dos EUA que hostilizaram a produção.

Relatório

É interessante perceber como certos filmes são vistos, assimilados e interpretados com o passar dos anos. Na franquia 007, por exemplo, alguns exemplares sempre marcaram como os favoritos e outros como os menos favoritos. Uma vez me prontificando a revisitar todos eles, um por um, me deparo agora com outras visões em minhas pesquisas sobre determinados longas da franquia. Como por exemplo chegar à conclusão que O Homem com a Pistola de Ouro é provavelmente um dos menos apreciados de toda a série cinematográfica. Alguns culpam a produção apressada, considerando o roteiro infantil e de mau gosto. Outros vão ainda mais longe, afirmando ser um filme irredimível.

O próprio Roger Moore afirmava não gostar nada do longa, sendo este, em sua opinião, seu ponto baixo como Bond. Como citado, aqui 007 bate em mulher, joga criança do barco, e usa galanteios baratos. O Homem com a Pistola de Ouro apenas adicionou aos elementos que fizeram a era de Roger Moore a mais fanfarrona e galhofeira do personagem. Temos, por exemplo, aproveitando a febre dos filmes de artes marciais, uma cena em que James Bond treina numa espécie de templo. O trecho, no entanto, é criado num tom jocoso para arrancar piada. De forma geral, o filme caminha neste tom, mesclando um assunto pretensamente sério com tiradas cômicas, como a presença do xerife racista, que trata de cair da água, uma bondgirl atrapalhada e inclusive uma cena impressionante de dublê em que um carro pula uma ponte fazendo um giro – cena estragada pelo uso de um efeito sonoro cartunesco de apito.

O ponto alto sem dúvida é a performance de Christopher Lee como Scaramanga, um quesito que todos parecem concordar. Apesar disso, o nono filme de 007 se manteve como um dos mais rentáveis de seu respectivo ano e a franquia, é claro, iria continuar. Apenas precisaria passar por uma reformulação em seus bastidores. Mas isso você verá na próxima matéria da coluna…

Reboot de ‘O Grito’ ganha data de estreia

Com as filmagens programadas para começarem em maio, o reboot de ‘O Grito‘ chegará aos cinemas no dia 16 de Agosto de 2019.

Andrea Riseborough será a protagonista, uma detetive e jovem mãe solteira. Demián Bichir (‘A Freira‘) e John Cho (‘The Exorcist‘) e Lin Shaye (‘Sobrenatural‘) completam o elenco.

Nicolas Pesce (‘The Eyes of My Mother’) foi contratado para dirigir, e o roteiro está sendo escrito pelo escocês Jeff Buhler (‘O Último Trem’).

Sam Raimi (‘A Morte do Demônio’) vai produzir através da Ghost House.