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‘Triplo X 4’ é confirmado

Enquanto o diretor de ‘Triplo X – Reativado‘, D.J. Caruso (‘Eu Sou o Número Quatro’)  já tinha confirmado a sequência em fevereiro, a Paramount decidiu seguir com o projeto, oficialmente, agora.

O Hollywood Repórter é quem confirma que o estúdio deu sinal verde para a produção.

Durante sua passagem pelo Brasil, Vin Diesel já havia adiantado em entrevista ao CinePOP que ele planeja o quarto filme da franquia, e não descarta filmar o longa no Brasil.

“Já estamos com tudo engatilhado. Se esse fizer sucesso, começamos a filmar o próximo em maio de 2017”, ele confirmou.

Questionado se ele toparia rodar o longa no Brasil, ele afirmou que sim:

“Quando filmamos ‘Velozes e Furiosos 5’ no Rio foi incrível. Fomos muito bem recebidos. As favelas, a comunidade… Parecia família”, afirmou.

 

 

Isabelle Huppert em série de antologia do criador de ‘Mad Men’

A musa francesa Isabelle Huppert é um dos nomes mais cultuados da sétima arte, apesar de somente este ano ter recebido sua primeira indicação ao maior prêmio do cinema, o Oscar (por Elle). A musa agora está de mudança para as telinhas, confirmada como parte do elenco da primeira série do criador Matthew Weiner desde que Mad Men fechou as portas em 2015.

Intitulada The Romanoffs, a série será criada nos moldes de Black Mirror, com cada episódio contanto uma história própria sem grande conexão com o próximo capítulo. Assim como na série de ficção científica que critica o mundo moderno tecnológico, The Romanoffs usará um tema como gancho para todos os oito episódios: o dia a dia de pessoas que acreditam ser descendentes dos Romanoff, famosa dinastia russa.

Além de Huppert, o elenco confirmou recentemente dois veteranos da série anterior de Weiner, John Slattery e Christina Hendricks. Outros nomes confirmados no elenco são os de Jack Huston e Amanda Peet. O site Deadline informa também que Jon Hamm (Em Ritmo de Fuga), o protagonista de Mad Men, está sendo visado para um papel.

The Romanoffs é um programa da Amazon, rival da Netflix, e começa as filmagens no início de 2018. Fique ligado no CinePOP para novidades.

Primeira crítica de ‘Inumanos’ destrói nova série da Marvel

A nova série da Marvel, ‘Inumanos’, será oficialmente lançada em 31 de agosto, mas o que parecia ser uma boa ideia, está se assemelhando gradativamente ao possível maior fracasso televisivo da empresa.

O maior site de spoilers do ramo do entretenimento, SpoilerTV, teve a oportunidade de conferir o novo trabalho desenvolvido pela Marvel TV, em parceria com a ABC, e segundo a avaliação, a série que ainda nem sequer começou é absolutamente desapontante.

De acordo com o SpoilerTV:

“Simplesmente horroroso. Eu estou desapontado e olha que eu costumo amar tudo que a Marvel faz. Mas isso é terrível. Os diálogos são pavorosos. As lutas são muito mal coreografadas. Os cenários feitos em chroma key não são nada bem construídos e a única coisa que se salva mesmo é o Dentinho, que é adorável. Como uma das poucas pessoas que gostou de ‘Punho de Ferro’, eu posso facilmente afirmar que este é o pior trabalho de todos os tempos desenvolvido por Scott Buck“.

Sob o comando de Scott Buck, o mesmo responsável pela famigerada ‘Punho de Ferro’, ‘Inumanos’ começou a nutrir dúvidas na audiência conforme a liberação de materiais publicitários. Desde o figurino, passando pela concepção conceitual dos personagens e alcançando o trailer, a produção tem sofrido duras críticas do público, que considerou a tentativa amadora e que não segue os padrões mais elevados das demais séries do gênero.

“Inumanos da Marvel explora a aventura épica nunca antes vista da Família Real, incluindo o Raio Negro – o enigmático – comandando o Rei dos Inumanos, com uma voz tão poderosa que o menor sussurro pode destruir uma cidade. Depois que a Família Real dos Inumanos é estilhaçada por um golpe militar, eles escapam para o Havaí onde suas interações com o mundo e a humanidade podem salvar não só a eles – mas também o Planeta Terra.”

O elenco conta com Anson Mount (Raio Negro), Iwan Rheon (Maximus), Serinda Swan (Medusa), Ken Leung (Karnak), Eme Ikwakor (Gorgon) e Isabelle Cornish (Crystal).

Criados por Stan Lee e Jack Kirby, os Inumanos são descendentes de humanos normais, que há muitos séculos foram mudados em experiências realizadas pelos alienígenas conhecidos por Krees.

Eles apareceram pela primeira vez na revista Fantastic Four #45, de 1965, como coadjuvantes do Quarteto Fantástico. A formação de heróis é composta por Raio Negro, Medusa, Karnak, Gorgon, Triton, Crystl e Máximus, o Louco.

‘Wayward Sisters’: Derivado de ‘Supernatural’ será apresentado na 13ª temporada da série

A CW não desistiu de criar um novo spin-off a partir do sucesso da série ‘Supernatural’. Desta vez, a produção intitulada ‘Wayward Sisters’ tentará se estabelecer, sendo apresentada nos episódios 3, 9 e 10 da 13ª temporada.

Segundo um dos criadores da nova trama, Andrew Dabb, o objetivo é desenvolver uma narrativa que permeie a atmosfera de ‘Supernatural’, com uma abordagem um pouco diferente:

“Essa série será tipo ‘Supernatural’, mas com um conjunto distinto de histórias dentro deste universo. Este grupo de mulheres aparecerá completo no episódio 10 do próximo ciclo e vão mostrar a que veio, apresentando algo que existe no contexto dos irmãos Winchester, mas que se desenvolve de outra maneira”.

Escrito por Dabb e Robert Berens, ‘Wayward Sisters’ traz a xerife Jody Mills ao lado de um grupo de jovens problemáticas, que se tornaram órfãs após acidentes sobrenaturais. Juntas, elas formam uma força suprema que visa combater monstros e entidades malignas.

A primeira personagem a ser apresentada no universo de ‘Supernatural’ é Patience Turner, um garota com poderes psíquicos. Ela chega no terceiro episódio da nova temporada. A partir disso, o capítulo 9 contará com a chegada das outras participantes do elenco, com a formação do grupo se consolidando de vez no episódio 10, que será considerado o episódio piloto de ‘Wayward Sisters’, dentro da série original.

A produção conta com um elenco formado por Kim Rhodes, Kathryn Newton, Katherine Ramdeen, Clark Backo e Briana Buckmaster.

Este será o segundo spin-off que o TV show terá.

Em 2014, ‘Supernatural‘ fez a estreia de Bloodlines‘, um episódio-piloto que foi exibido dentro da temporada, mas que não funcionou e hoje é tido como um dos piores episódios de todos os tempos na série.

 

‘Vingadores 3’ | Elizabeth Olsen diz que elenco não recebeu roteiro completo

A atriz Elizabeth Olsen, irmã mais jovem (e talentosa, muitos diriam) das gêmeas Olsen, revelou durante sua entrevista no talk show The Late Show, com Stephen Colbert, que ela e seus companheiros de cena não receberam todo o roteiro do altamente aguardado Vingadores: Guerra do Infinito. O motivo parece bem óbvio – para que ninguém corra o risco de inadvertidamente soltar um grande spoiler. Leia abaixo os comentários da jovem atriz.

“Desta vez, eles realmente decidiram não nos dar os roteiros. Eles me deram as minhas páginas e depois explicaram algumas outras coisas que estariam acontecendo. Então, ficarei tão chocada e surpresa com o resultado. Será como, ‘Ah, entendi. É isso que está acontecendo com o mundo aqui’”.

O elenco conta com Tom Holland (Homem-Aranha), Josh Brolin (Thanos), Robert Downey Jr.(Homem de Ferro), Mark Ruffalo (Hulk), Chris Hemsworth (Thor), Chris Pratt (Starlord), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Benedict Cumberbatch (Doutor Estranho), Brie Larson (Capitã Marvel), Zoe Saldana (Gamora), Karen Gillan (Nebula), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Chris Evans (Capitão AméricaTom Holland (Homem-Aranha), Elizabeth Olsen (Feiticeira Escarlate), Bradley Cooper (Rocket), Vin Diesel (Groot), Paul Rudd (Homem-Formiga), Paul Bettany (Visão), Benedict Wong (Wong), Dave Bautista (Drax), Chadwick Boseman(Pantera Negra), Samuel L. Jackson (Nick Fury) e Danai Gurira (Okoye).

Em vídeo, Tom Holland deixa escapar que estará em ‘Os Vingadores 4’

‘Vingadores – Guerra Infinita’ vai abordar eventos passados de ‘Guardiões da Galáxia’ 

Jeremy Renner odiou sua participação em ‘Os Vingadores’ 

Guerra Infinita‘ será lançado nos cinemas dia 4 de maio de 2018, com ‘Vingadores 4‘ chegando aos cinemas um ano depois, em 3 de Maio de 2019. A direção será de Joe e Anthony Russo.

‘Aquaman’ | Vídeo de bastidores e nova imagem de Amber Heard

As filmagens do blockbuster Aquaman, da Warner, estão a toda. Este será o próximo lançamento da DC nos cinemas, que aporta em dezembro de 2018. E novidades não param de chegar. Duas em especial chamam atenção.

A primeira é um vídeo de bastidores, que mostra a construção de um set muito importante para a trama: o farol de Amnesty Bay. O local foi onde o pai de Aquaman, Tom Curry (Temuera Morrison) encontrou Atlanna (Nicole Kidman), Rainha de Atlantis, desacordada e se apaixonou. Os dois se tornam pais de Arthur Curry, o Aquaman. Veja abaixo.

Outra novidade interessante é a nova foto postada pela atriz Amber Heard em seu Instagram. Heard interpreta Mera, a esposa de Aquaman. Na imagem podemos ver a atriz portando um traje preto, meio dominatrix, diferente de seu usual traje verde. A pergunta que fica é: seria a roupa algo que Heard veste por baixo do conhecido uniforme verde, ou um possível novo figurino para a rainha dos mares? Veja abaixo.

 

Jason Momoa comemora aniversário com bolo temático de ‘Aquaman’ no set do filme

‘Aquaman’: Diretor fala sobre a dinâmica dos personagens de Jason Momoa e Amber Heard

Patrick Wilson mostra seu treinamento para viver o vilão em ‘Aquaman’

Aclamado terror ‘CORRA!’ é o filme mais lucrativo de 2017 até o momento

O aclamado terrorCorra!’, de Jordan Peele, é o filme mais lucrativo de 2017 até o momento. Arrecadando US$252,4 milhões ao redor do mundo, sendo destes US$175,4 milhões apenas nos Estados Unidos, a produção ocupa a primeira posição graças ao seu baixíssimo custo.

Segundo o site The Wrap, embora muitos outros blockbusters tenham faturado muito mais que ‘Corra!’ nas bilheterias, o terror foi constatado como o filme mais lucrativo, considerando seu baixo orçamento de meros US$4,5 milhões.

Isso significa que o retorno financeiro da produção ao estúdio Blumhouse Production superou a marca de 630%.

O segundo filme mais lucrativo da lista, ‘Fragmento‘ – de M. Night Shyamalan -, que também pertence a Blumhouse, recuperou 610% de seu investimento. O thriller estrelado por James McAvoy abocanhou o montante equivalente a US$276,9 milhões nos cinemas, de uma obra cujo custo total foi referente a US$ 9 milhões.

O terceiro lugar ficou com ‘A Bela e a Fera‘, que teve um retorno de mais de 400% em relação ao seu orçamento de US$ 160 milhões.

Crítica | Get Out – Um dos filmes de terror mais ANGUSTIANTES da década 

 

Novo e – assustador – clipe de ‘Annabelle 2’; Assista!

A seguir, você confere o mais novo clipe de ‘Annabelle – A Criação do Mal‘.

Assista:

No longa, vários anos após a trágica morte de sua filhinha, um fabricante de bonecas e sua esposa abrigam em sua casa uma freira e várias meninas de um orfanato que foi fechado, e logo se tornam alvos da possuída criação do fabricante de bonecas, Annabelle.

Miranda Otto (‘O Senhor dos Anéis’) interpreta a mulher desfigurada do fabricante de bonecas.

O roteirista do primeiro filme, Gary Dauberman, é o responsável pelo script de ‘Annabelle2‘. James Wan volta a produzir.

Veja fotos da verdadeira boneca ‘Annabelle’ – você não vai acreditar! 

O terror estreia dia 17 de Agosto no Brasil.

Os 20 Melhores Filmes da Primeira Metade de 2017

Metade de 2017 já ficou para trás. É hora de celebrarmos o que de melhor passou pelas telonas brasileiras nos primeiros seis meses do ano. Para isso resolvemos formular nossa tradicional lista dos filmes mais marcantes desta primeira parte do ano. Como de costume também, é claro que nem todos irão concordar com os filmes aqui apresentados, ou talvez com as posições escolhidas. Esta é a nossa opinião e queremos que você deixe nos comentários os filmes de sua preferência. Vamos lá.

20 | John Wick: Um Novo Dia para Matar

John Wick: Um Novo Dia para Matar é um filme de ação elegante, glamouroso e muito sofisticado. Mal comparando, o filme poderia ter sido dirigido por Nicolas Winding Refn, caso o dinamarquês estiloso resolvesse deixar o conceitual cinema de arte de lado brevemente e aderisse ao cinemão pipoca. A forma é impecável neste nível. Existem inúmeras referências aqui, e as brincadeiras no roteiro chegam lado a lado com a beleza visual. A cena de abertura é uma prova disso, quando com poucos segundos, um prédio serve de tela para a projeção de um filme antigo estrelado por Buster Keaton, ator clássico da era de ouro, conhecido por suas performances físicas.

19 | Um Limite Entre Nós

Denzel Washington é um exímio ator e um diretor talentoso. Das vezes que juntou os trabalhos, o resultado foi sempre satisfatório. O mesmo ocorre com esse drama intenso, baseado numa peça famosa. Aqui o texto é quem fala mais alto, servido de atuações impactantes. Washington ganha os holofotes, e ao seu lado a vencedora do Oscar Viola Davis dá o recado, provando ser uma das melhores atrizes da geração. Uma aula de como transpor de forma eficiente um rico material do teatro para o cinema.

18 | Colossal

Colossal poderia ser mais um drama independente sobre batalha contra alcoolismo, desses saídos diretamente do Festival de Sundance. Mas a proposta do diretor Nacho Vigalondo é mais ousada, tendo como grande diferencial a desestruturação do subgênero, acrescentando outro na mistura e, por consequência, criando algo único. Vira e mexe nos perguntamos se determinados blockbusters, em especial filmes de monstros, não seriam mais interessantes se dessem enfoque aos personagens humanos e em seus dramas. Afinal, foi isso que especialistas como Steven Spielberg fizeram em filmes que determinaram o gênero, como TubarãoVigalondo, cineasta de ideias ambiciosas que nem sempre são correspondidas por seus filmes (vide Perseguição Virtual, 2014), subverte ainda mais, conectando o drama – muito pesado – de seus protagonistas à narrativa de segundo plano: o filme de mostro.

17 | Fragmentado

Fragmentado é o novo passo do diretor M. Night Shyamalan. Um filme maior e, de certa forma, mais ambicioso, que traz o cineasta num modo mais próximo ao seu início de carreira, época de seus longas mais celebrados. Fragmentado é um belo prato cheio para os adeptos da psicologia, aborda uma temática intrigante de forma séria e embasada, sem esquecer o toque Shyamalan, que envolve num belo embrulho de presente um assunto pronto para ser debatido durante horas.

 

16 | Jackie

O chileno Pablo Larraín (No) conta um pedaço da história norte-americana com tamanha sensibilidade e olhar poético de quem não vem de dentro, que provavelmente faltaria a uma cineasta estadunidense. A trilha sonora hipnótica dá o tom de estranheza e descarrilamento emocional. A compositora Mica Levi possui poucos trabalhos (além deste, o fenomenal Sob a Pele), mas é tão boa que nos faz desejar seguir sua carreira. Apesar de tudo isso, esta é uma obra que se apoia quase totalmente em sua protagonista para funcionar, e Natalie Portman entrega uma de suas melhores atuações da carreira –levando em conta que aqui falamos de uma atriz que se destaca em todos os trabalhos.

 

15 | Z – A Cidade Perdida

Z:A Cidade Perdida é aventura à moda antiga, de antes deste tipo de cinema ser revitalizado com o subgênero das matinês. Remete aos grandes clássicos do gênero, nos quais percebemos o escopo da produção, através de suas locações, direção de arte, figurinos, fotografia, sempre impressionando pelo realismo. Ao contrário do recente O Regresso (2015), de Alejandro InarrituZ não possui a pretensão de capturar os jovens através de um estilo arrojado de filmagem, se tornando um filme de narrativa extremamente tradicionalista. Filmes como Z estão cada vez mais raros e quase extintos, já que existe numa zona neutra, na qual não são produções enérgicas e tampouco pretensiosas para serem consideradas cinema de arte.

14 | LEGO Batman

O segredo está na equipe por trás do filme. A dupla Phil Lord e Christopher Miller, responsáveis pelo sucesso do primeiro Lego, produz o derivado. O roteiro é assinado a cinco mãos pelos responsáveis por filmes como Detona Ralph, Homem-Aranha: De Volta ao Lar e o vindouro Beetlejuice 2. E na direção temos Chris McKay, o responsável pelo comando do surtado programa de animação, Frango Robô. O espírito aqui é o de zoeira pura, os realizadores lançam tudo na parede para ver se cola, e grande parte do que é tentado acerta o alvo – digamos de 80 a 90 por cento. Além disso, o roteiro é esperto o suficiente e nos leva a um tour por toda a mitologia do Homem Morcego, desde sua criação até os dias de hoje. Pode ter certeza que tudo desde a série Batman dos anos 1960, com Adam West, passando pelas animações de Bruce Timm, até os filmes de Nolan e o próprio BVS são citados e feitos de centro das piadas. E pode ter certeza também que os realizadores são mais espertos que nós, o público. Além de não esquecerem de imprimir todas as referências que imaginamos, ainda trazem uma dúzia de outras que até os aficionados coçarão a cabeça tentando associar.

 

13 | Divinas Divas

Não existe ninguém mais apropriado para ter levado aos cinemas a trajetória de oito das maiores e mais veteranas travestis brasileiras do que a atriz Leandra Leal. Unindo o útil ao agradável, Leal, um dos nomes proeminentes da atualidade quando o assunto é cinema nacional, debuta como diretora de longas-metragens, com um documentário no qual não poderia estar mais em casa. O coração de Divinas Divas está tão no lugar, que se torna uma experiência transcendente a apenas assistir a um filme. Leandra Leal as entrevista e consegue fazê-las despejar suas essências na película, deixando pouco espaço, ou nenhum, para vontades não supridas do público. Divinas Divas é realmente mais do que um filme, é parte digna e muito necessária da cultura de nosso país.

 

12 | A Qualquer Custo

Escrito por Taylor Sheridan (Sicario: Terra de Ninguém), o roteiro apresenta a sucessão de assaltos a bancos realizados por uma dupla de irmãos em cidadezinhas no Texas. O motivo não é pura farra, tendo como objetivo uma razão bem mais honrada: captar dinheiro a fim de salvar a fazenda da família, que corre o risco de ser confiscada por falta de pagamento da hipoteca. Este é o estopim para um faroeste moderno, que faz jus aos grandes títulos do gênero, apresentando personagens bem definidos e defendidos por seus intérpretes, além de questões dignas e atemporais. O roteirista Sheridan cria mais um drama criminal que reside na tênue linha acinzentada, transmutando mocinhos e bandidos e nos fazendo compreender ambos os lados. Enquanto em Sicario seus personagens iam até as últimas consequências para combater mega traficantes, em A Qualquer Custo o texto oferece afeto aos personagens fora da lei, justificando de certa forma seus atos, e demonizando o verdadeiro vilão, o sistema bancário dos EUA.

 

11 | Personal Shopper

Personal Shopper é declaradamente um filme de gênero, no caso um thriller / terror, mais refletido no cinema de gente como Brian De Palma e Dario Argento, por exemplo. A sinopse e prévias ludibriam os cinéfilos, fazendo-os esperar por um drama espiritual. E daí a confusão, seguida de falta de interesse. Personal Shopper é em seu núcleo uma história de fantasmas arrepiante, digna dos clássicos do subgênero, levemente vestido de cinema de arte – o que torna o sabor mais especial. O diretor Olivier Assayas também brinca com os clichês de tais filmes, acrescentando muito em troca. De casas vazias e escuras, barulhos durante a noite, aparições fantasmagóricas, mensagens de fontes anônimas e até mesmo um terrível assassinato, o diretor cria no lugar comum de obras do tipo um encantamento único, provido de um cinema só seu. Sem entregar muito, a obra ainda guarda o momento mais gelado que presenciei recentemente, passado numa das últimas cenas. É engraçado dizer, mas Personal Shopper é um dos filmes de terror mais diferentes e inusitados, o que nem de perto traduz-se em acessível ou recomendado para todos os gostos.

 

10 | Una

Baseado na peça Blackbird, de 2005, Una tem roteiro do próprio autor do espetáculo David Harrower. O escritor mantém o nível intenso de sua proposta, sendo fiel ao espírito questionador, inquietante e destruidor de paradigmas de seu texto original. Na trama, conhecemos Una, uma jovem com o psicológico abalado. Na cena de abertura, ela se entrega a um desconhecido em uma boate para o sexo casual no banheiro. Seu retorno para casa soa como hino à derrota. Um dos grandes acertos de Una é não demonizar e sequer julgar seus personagens. Pelo contrário, o caminho aqui é o de exorcizar os pecados de ambas as partes deste espectro. É realmente tentar entender as camadas da face do mal, e a plausibilidade das ações da muito tumultuada e imprevisível psique humana, a cada novo passo traçando limites para o aceitável, ou o oposto. Sem tomar qualquer partido que seja, o cineasta e, em especial o autor, jogam para sua audiência as interpretações e julgamentos; muitos dos quais, ou a maioria, como de costume, renderão conclusões e pensamentos precipitados e convictos. Já Una, passa longe disso, sem ter tais pretensões.

 

09| Armas na Mesa

Reprisando a parceria com o britânico John Madden, que a comandou em A Grande Mentira (2010), filme sobre terrorismo lançado direto em vídeo por aqui, Chastain é a alma e espinha dorsal de Armas na Mesa  no papel de uma lobista que é a melhor no que faz. Pense em Obrigado por Fumar (2005), de Jason Reitman, para entender um pouco a proposta deste longa e a personagem da atriz. A Miss Sloane do título original é uma versão de Nick Naylor (o protagonista de Aaron Eckhartno filme citado) mais perversa e desalmada, se isso é possível. O roteiro assinado por Jonathan Perera é um achado, ao ponto de criar espanto ao descobrirmos que o escritor é um estreante, sendo este seu primeiro trabalho. O detalhamento que sua escrita dá às nuances de personagens, seus psicológicos e também ao insight de um mundo específico e difícil, como o universo político norte-americano, é admirável. Deixando tudo em harmonia está a direção segura de Madden, mais acostumado a obras açucaradas e não tão relevantes, como Shakespeare Apaixonado (1998) e os dois O Exótico Hotel Marigold (2011 e 2015). Sorte de Madden ter dado chance para uma ainda desconhecida Chastain, e agora poder tê-la novamente como protagonista de seu filme mais urgente e impactante.

 

08 | Corra!

Se formos dar o mérito principal para alguém, ele deve ir para o diretor e roteirista Jordan Peele, garantido de se tornar um astro em breve. Mais conhecido como ator e comediante, Peele estreia na direção de longas com o pé direito, usando bastante seu background como humorista para falar de uma coisa que conhece bem: racismo. Curiosamente, Peele não usa seu espaço para ser panfletário ou tendencioso, e sua crítica social funciona muito mais na forma de uma sátira, apresentando inclusive o outro lado da moeda – uma cena específica aponta bem isso (a da delegacia). Vale dizer apenas que o “horror” é provido de uma questão bem sensível, ainda mais vinda nos tempos politicamente corretos no qual vivemos. Como citado, Peele caminha muito bem por essa tênue linha do aceitável e do bom gosto, como um exímio equilibrista, sem nunca bambear. Seu tiro direto é certeiro, desferindo tapas de pelica para todos os lados, sem eximir ninguém.

 

07 | Guardiões da Galáxia – Volume 2

Provando que um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar (e na segunda ser ainda mais gostoso), Guardiões da Galáxia Vol. 2 é tudo o que os fãs esperavam e muito mais. Para começar, James Gunn (que também é dono do roteiro) subverte novamente os filmes do gênero (pelo menos os da Marvel), quebrando seu molde estrutural. Ao contrário de todas as outras produções do estúdio, Volume 2 não possui um vilão declarado, uma ameaça a ser combatida, introduzida logo no primeiro ato. O foco da continuação é outro, e assim como nos últimos Velozes e Furiosos, a palavra de ordem é família. Aqui, o tópico é explorado de variadas formas, seja na rivalidade entre Nebulosa (Karen Gillan), a filha preterida, com a irmã Gamora (Zoe Saldana); na descoberta de Peter (Chris Pratt) em relação ao seu progenitor Ego (Kurt Russell); na deserdação de Yondu (Michael Rooker) de sua família espacial de piratas, personificada por Stakar (Sylvester Stallone); e por aí vai.

 

 

06 | Logan

Anunciado como a última investida de Hugh Jackman no personagem (o que tenho lá minhas dúvidas), Logan é novamente dirigido por James Mangold (Wolverine: Imortal) e pode ser considerado o filme mais intenso dentro deste universo, seja no aspecto dramático, na visceralidade ou na forma em que retrata os personagens que viemos a conhecer e nos envolver ao longo desta jornada de 17 anos. A menina Dafne Keen é a alma e espinha dorsal de Logan. No roteiro, sua personagem é o motivador que faz a trama girar. Era necessário uma atriz que justificasse a importância da personagem e Keen é essa atriz. A jovem é um verdadeiro achado, seu carisma impressiona, mesclando perfeitamente a selvageria e violência implícitas na personagem conhecida como X-23, com a doçura de uma criança na faixa de seus 10 anos de idade.

 

05 | Mulher-Maravilha

“Bem, parece que o jogo mudou, não é mesmo queridinha?”. Essa frase poderia ser proferida por Gal GadotPatty Jenkins ou a própria personagem título. Mulher-Maravilha, o filme, não é só a salvação da lavoura para a DC no cinema, é responsável por inúmeras outras conquistas. A começar pelo tom, teor e estética totalmente afastados do que deveria ser a atmosfera das produções da casa. A velha máxima da fórmula Marvel, que inclui visual pra lá de colorido, tem a sua contraparte na DC, soturna, extremamente sóbria e carregada. Mulher-Maravilha não é nada disso, o que é um baita alívio e serve para mostrar que tais obras podem pertencer ao mesmo universo sem serem cópias carbono em seu design.

 

04 | Manchester à Beira-Mar

A sutileza com que o cineasta Kenneth Lonergan conduz sua história (ele é o autor do roteiro original também) de tragédia quase melodramática (o que poderia ser o calcanhar de Aquiles da obra) é o estandarte do longa. Outra grande qualidade de sua segura direção é nos transportar para o cenário frio, porém, acolhedor da pesqueira Manchester by the Sea, Massachusetts, nos EUA, instantaneamente entrando para o hall de lugarejos bucólicos que adicionam grande parte do sentimento da trama. A melancolia reina também na alma do protagonista Lee Chandler (Casey Affleck), o herói mais trágico de 2016 e provavelmente da década no cinema.  A dor da perda utilizada como tema, e a forma como lidamos com isso, há tempos não era tão minuciosamente trabalhada. Os envolvidos, em especial Lonergan, estão de parabéns pela tamanha sensibilidade, e a criação de um produto artístico que não nos deixará mais, ressoando para sempre em nossas mentes e corações.

 

03 | La La Land – Cantando Estações

Assim como Birdman (2014), vencedor do Oscar de melhor filme em 2015, La La Land adentra de forma muito honesta, nos levando aos bastidores da maior indústria de celebridades do mundo. Enquanto o protagonista vivido por Michael Keaton queria mostrar legitimidade como ator, tendo atingido o sucesso e sido menosprezado artisticamente por suas escolhas, o personagem de Ryan Gosling em La La Land enfrenta um dilema similar, mantendo-se fiel artisticamente ao que o jazz significa para ele. Essa eterna discussão, do que é vendável, do que é legítimo artisticamente, do que é apreciado, se torna um dos temas pulsantes do roteiro. Confeccionado com a maestria esperada de seu diretor, La La Land é uma celebração ao cinema, ao amor e à vida. Um deleite visual e auditivo, que deixa o coração mais alegre e o desejo de cantar e dançar.

 

02 | Moonlight: Sob a Luz do Luar

A polêmica do Oscar segue firme e forte sobre qual de fato era o melhor filme de 2016: Moonlight, La La Land ou nenhum dos dois. Seja como for, a obra de Barry Jenkins é intimista, chega fundo na raiz do problema e tem o estranho poder de ressoar conosco por muito tempo após sua exibição. Assim que largamos o filme não entendemos muito bem o motivo de tanto falatório, mas basta algumas horas passarem, e logo depois os dias, para que nos peguemos voltando cada vez mais a pensar e refletir sobre tudo. A sutileza com que Jenkins cria seu ensaio sobre “estar perdido” tem força suficiente para se tornar a obra quintessencial do subgênero. Muito mais do que representatividade racial ou de gênero, Moonlight é um filme extremamente humano.

 

01 | A Criada

Passando de bons sentimentos em um ambiente hostil, chegamos a uma obra sobre sentimentos hostis em um bom lugar. Mesmo depois do muito celebrado Oldboy (2003), A Criada pode vir a se tornar a obra-prima do diretor sul-coreano Park Chan-Wook. Cheio de camadas e reviravoltas, o roteiro, baseado no livro de uma autora britânica, brinca com o público a cada cena, a cada capítulo aparentemente desvendando “o” mistério, somente para no seguinte nos revelar que não era bem assim. A sordidez dos personagens é um charme a mais neste filme no qual todos os principais personagens se julgam mais espertos que os demais.  Chan-Wook entrega um filme irretocável em todos os sentidos, com uma direção de arte e figurinos exuberantes, e atuações tão ousadas, que farão o público mais sensível corar. Este definitivamente não é um filme para os mais novos.

Confira Os PIORES filmes da primeira metade de 2017  

‘Blade Runner 2049’ ganha versão Funko; Confira!

A Funko liberou as versões finais dos colecionáveis de ‘Blade Runner 2049‘.

Confira:

Blade Runner 2049’ tem estreia confirmada no Brasil para 5 de outubro.

 

Crítica | Um Contratempo – Disponível na Netflix, suspense tem trama repleta de tensão

Se o mundo girasse ao redor de você? Como seria o mundo para as pessoas que o cercam? Explorando as ambições, instintos e os limites do bom senso do ser humano, Contratiempo, no original, foi lançado na plataforma Netflix alguns meses atrás e aos poucos vem ganhando uma notoriedade importante. Dirigido pelo cineasta espanhol Oriol Paulo (do ótimo El Cuerpo) o longa metragem é um daqueles suspenses arrepiantes que a cada ato entrega mais peças para o tabuleiro instalado em nossas mentes nos levando a uma jornada intensa de 106 minutos rumo as verdades dentre muitas mentiras.

Na trama, acompanhamos Adrián Doria (Mario Casas), um jovem homem de negócios que está na crista da onda profissionalmente falando. Já em sua vida pessoal, há várias contradições. Acusado recentemente de matar sua amante Laura (Bárbara Lennie), em um episódio que ele jura que não é como todos estão pensando, ele tem a decisão dos rumos de sua vida quando chega para entrevistá-lo uma das grandes advogadas de defesa da Espanha. Durante as próximas horas, muitas idas e vindas nas versões do crime cometido são detalhados e uma outra importante subtrama é jogada a limpa na mesa. Certo dia, após passar algumas horas com sua amante em uma casa isolada em uma região distante, acaba se envolvendo em um acidente de carro culminando fatalidade para um outro jovem que estava no outro carro. Assim, aos poucos vamos descobrindo e desmascarando a verdade que é chocante.

Nesse espetacular suspense,  tudo funciona cirurgicamente rumo a um final arrebatador. Começa com um primeiro ato intrigante, onde descobrimos as primeiras versões do assassinato cometido, mas obviamente deixando várias lacunas em branco. As subtramas são apresentadas cercadas de muito mistério, principalmente a entrada dos pais do jovem envolvido no acidente de carro. Tudo é cercado de mentiras camufladas de verdades. A relação do protagonista com sua amante e todas as reviravoltas que passam juntos é angustiante, somos testemunhas da ótica dos dois personagens em relação aos acontecimentos, a parte de Laura detalhada pelas suposições da advogada colocada para ajudar Adrián.

É muito difícil saber onde está a mentira entre tantos argumentos fortes. Até as verdadeiras facetas de alguns personagens serem reveladas vamos somando uma série de peças para tentar chegar ao que de fato aconteceu. O engraçado e de criatividade sensacional é que uma grande reviravolta acontece já no desfecho deixando parte da trama ainda em aberto mas que nem importante mais pois um mistério maior ainda é revelado aos nossos olhos e nos deixam simplesmente pasmos por essa revelação.

Contratiempo é um dos melhores suspenses do ano, sem dúvidas. Reúne grandes atuações, um roteiro magnífico e uma direção detalhista. Nem tudo é o que parece nessa arrepiante história. Não percam, disponível na Netflix.

Diretor revela qual pode ser a trama de ‘A Torre Negra 2’

Apesar do primeiro A Torre Negra sequer ter estreado, as ideias para um possível segundo filme continuam já em planejamento.

Em conversa com o Cinema Blend, o diretor da produção – Nikolaj Arcel – comentou sobre como deverá ser o segundo longa em termos de adaptação de um dos livros que compõe a série literária de Stephen King.

“O melhor jeito é continuar a série, se tivermos a sorte de continuar, com a história do segundo livro, porque agora os outros personagens começam a aparecer. Eles começam a se reunir com os heróis do primeiro filme. Seria realmente sobre englobar um livro com elementos de algumas outras obras da série.”

O segundo livro ao qual Arcel se refere é A Escolha dos Três, lançado em 1987.

Vale lembrar que ‘A Torre Negra‘ não agradou os críticos norte-americanos – saiba mais!

O filme chega aos cinemas nacionais dia 24 de Agosto.

 

AMC compra complexo de estúdios onde ‘The Walking Dead’ é filmado

Afinal, o que um canal faz quando sua série de maior sucesso é o único projeto filmado em um mega complexo de estúdios?! Exatamente, você compra tudo!

A AMC confirmou que adquiriu por US$ 8.2 milhões o complexo de estúdios Raleigh Studios, em Atlanta, na Geórgia.

O local já era a base de ‘The Walking Dead‘ desde a segunda temporada e 100% do complexo era utilizado para as filmagens do TV Show.

O interessante é que TWD era literalmente produzida dentro do complexo.

Isso porque além de ser filmada por lá, o local conta com salas de montagem e salas de áudio, ou seja, os episódios já ficam pronto lá mesmo.

Agora, outro ponto-chave é que a compra do local não apenas representa um investimento da AMC, mas também indica o quão longe o canal enxerga que a série possa ir.

A 8º temporada estreia dia 22 de Outubro.

 

Confira a nova e tensa prévia de ‘American Horror Story – Cult’

O canal FX liberou a mais nova promo de ‘American Horror Story – Cult‘.

A série estreia no Brasil no dia 6 de Setembro, 0h00, no canal FX.

Confira, com as imagens dos primeiros personagens anunciados:

Além disso, Emma Roberts teve seu retorno confirmado no elenco da sétima temporada. Ela esteve em Coven e Freak Show, e depois partiu para duas temporadas de ‘Scream Queens‘.

A sétima temporada de American Horror Storyfocará em todo o processo de votação entre Donald Trump e Hillary Clinton.

Vale lembrar também que ‘American Horror Story‘ foi renovada no começo do ano para mais duas temporadas, a sétima e a oitava.

Não esqueça também que Ryan Murphy confirmou uma temporada crossover de Murder House e Coven.

 

‘Room 104’: Confira o que vem por aí no episódio 1×03 da série de terror da HBO

A HBO liberou a prévia do segundo episódio de ‘Room 104‘, o TV Show que é quase exibido na madrugada.

A série de 12 episódios – com uma história diferente por capítulo – mostrará tudo o que acontece no quarto 104 de um hotel de beira de estrada. A ideia é justamente mostrar os “demônios” dos hóspedes.

Confira, com o trailer:

‘Toxic Shark’: Tubarão venenoso ataca jovens e os transforma em “zumbis”

Comemorando a “Semana Sharknado“, o canal Syfy divulgou o trailer de seu novo filme sobre tubarões: ‘Toxic Shark‘.

No filme, um fim de semana de um grupo de jovens se torna um pesadelo quando um tubarão venenoso surge nas límpidas águas de um paraíso tropical. O tubarão tóxico rasgará suas vítimas e irá contaminá-las com um ácido que os transforma em “zumbis”.

Assista:

O “terror” é dirigido por Cole Sharpe.

O filme estreia no canal Syfy norte-americano nesse final de semana, antes da grande estreia de ‘Sharknado 5‘.

Crítica | A Luta de Steve – Vivendo e reaprendendo o tom da vida

O amor nos faz viver, aprender e ter forças para os que nós amamos. Chegou aos cinemas brasileiros na última semana, um daqueles filmes emocionantes que contam a história de um pai, um herói, um atleta e um marido em forma de documentário. A Luta de SteveGleason no original, conta a história do ex-jogador de futebol americano da NFL Steve Gleason, um homem responsável por uma das jogadas mais marcantes da história desse jogo (que vem crescendo em audiência ano após ano no Brasil) e que ao se aposentar enfrenta um gigantesco drama por conta de uma doença ingrata. Ao longo de quase duas horas de filme, é impossível não se emocionar, e impossível não olhar para Steve e ver um exemplo do querer viver.

Nesse belíssimo documentário, somos apresentados ao personagem título, Steve Gleason, que aos 34 anos de idade e já aposentado de sua profissional de atleta de futebol americano do querido time New Orleans Saints, é diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, uma doença neuro degenerativa. Os médicos a princípio lhe deram poucos anos de vida, pois essa doença terrível vai tirando os movimentos do corpo aos poucos além de graves outros problemas pelo organismo. Dias após saber de sua doença, Steve descobre que vai ser pai e tem a ideia de fazer uma série de vídeos para seu filho além de criar uma grande iniciativa para tentar ajudar a outras pessoas com a mesma doença.

Alguns acharão exagerados, forte, mas essa é a realidade que Steve precisa conviver na realidade todos os dias. Com um enorme e inacreditável força para viver, o protagonista dessa linda história vai aos poucos se adaptando as suas novas rotinas conforme vai perdendo os movimentos de seu corpo. Os vídeos que faz para o filho acaba preenchendo lacunas de sua personalidade divertida e transparece um gigantesco amor e expectativa que tem pela chegada de seu filhão tão amado.

Os dramas com o restante de sua família não são deixados de lado. Cenas fortes de desabafos com o pai rígido, sobre fé e a maneira como foi criado recheiam o filme de emoção. Seu relacionamento com a sua esposa guerreira passa por diversos níveis mas o amor nunca falta. O reconhecimento de todos que conhecem sua história fazem com que Gleason crie uma associação chamada Team Gleason que ajuda pacientes com a mesma doença de Steve, além de prestar auxílio as famílias e realizar sonhos que nunca conseguiriam realizar sem ajuda.

A Luta de Steve é uma gigante redescoberta da vida que nos deixam reflexivos e dando um grande valor para todo o amor que ainda existe nesse mundo cheio de reviravoltas.

Crítica | O Estranho que nós Amamos (2) – Uma aula de direção e as revelações do ser humano

As tensões das emoções guardadas e suas erupções abruptas nas tomadas de decisão. Ganhadora do prêmio de melhor diretora no último Festival de Cannes por este trabalho, a cineasta norte americana Sofia Coppola (dos ótimos As Virgens Suicidas e Encontros e Desencontros) volta para atrás das câmeras após o polêmico Bling Ring: A Gangue de Hollywood para mostrar ao público uma história de época, já filmada pelo grande Don Siegel na década de 70 (e estrelada por Clint Eastwood), que fala sobre a tentação em muitas escalas explorada por um profundo isolamento social em época de guerra.

Na trama, ambientada durante a Guerra Civil Americana, durante uma caminhada próxima ao portão de onde mora, uma das moças de uma espécie de um internato feminino encontra um soldado da União chamado McBurney (Colin Farrell) que está ferido e à beira da morte. Querendo ajudar, a moça leva o soldado para o internato comandado por Miss Martha (Nicole Kidman) onde recebe todos os cuidados para sua breve recuperação. Durante sua estadia, nessa casa repleta de mulheres que vivem isoladas em tempo de guerra, uma grande tensão em muitos campos vai acontecendo aos poucos e também o medo de estarem ajudando um soldado da União, ele vai se tornando o grande centro das atenções.

A direção é impecável. Coppola consegue captar as emoções e os conflitos internos, fruto da reclusão das jovens, de maneira inteligente e objetiva. Durante boa parte do filme, suas lentes passeiam pelo internato onde se passam a maioria das cenas, nos sentimos dentro daquela casa a todo instante. O clima de tensão que cresce a cada nova virada na trama ajuda a deixar o espectador com os olhos grudados na telona teorizando sobre como a consequência das ações feitas pelos personagens terão o seu final.

O roteiro baseado no filme de Don Diegel já comentado e na obra homônima de Thomas Cullinan acompanha o brilhantismo da direção em muitos momentos, mesmo não sendo impecável. Ao longo dos 93 minutos, bastante objetivos, explora a temática da tensão sexual que acaba surgindo de maneira detalhista e até certo ponto delicada, contando com atuações seguras, principalmente de Kirsten Dunst com sua enigmática Edwina e Nicole Kidman na pele da exigente, protetora, Martha.

Longe de ser algo Jane Austen de ser, principalmente com suas viradas interessantes que transformam um drama em quase um suspense com um final emblemático, O Estranho que Nós Amamos apresenta uma trama envolvente, com tons feministas e uma grande diretora inspirada.

Crítica | Que Dios nos Perdone – As facetas do ser humano em meio aos mistérios que os cercam

A razão e a inconsequência. A inconsequência e a razão. Indicado em categorias importante no último prêmio Goya, Que Dios nos Perdone (sem previsão de estreia no Brasil) é instigante, investigativo e que detalha as feridas emocionais dos personagens captadas pelas lentes inteligentes de Rodrigo Sorogoyen, diretor do longa. Ao longo de um pouco mais de duas horas de projeção, somos envolvidos em um thriller alucinante com grandes atuações onde cada peça do quebra cabeça vai aparecendo aos poucos em meio aos conflitos morais e psicológicos dos investigadores de casos de assassinatos interligados.

Na trama, conhecemos os investigadores da divisão de homicídio da polícia espanhola Velarde (Antonio de La Torre) e Alfaro (Roberto Álamo), uma dupla totalmente diferente em relação a personalidade que precisam buscar a prisão de um serial killer de idosas em meio a chegada do papa bento XVI na Espanha. Lutando contra seus próprios demônios internos, por conta de suas personalidades distantes, os policiais entrarão em um caminho praticamente sem volta onde a obsessão e a inconsequência farão parte de sua rotina.

A dupla de investigadores é totalmente oposta mas que se completam. Velarde (Antonio de la Torre) é minucioso, sofre com o preconceito de uma gagueira, nunca deixa de ser objetivo e busca realizar seu trabalho com todos os elementos investigativos que um bom policial precisa ter. Alfaro (Roberto Álamo) é inconsequente, bruto, violento que se coloca em situações agressivas a todo instante e sofre as consequências de seu temperamento diariamente. Um sendo a força o outro a razão, precisam trabalhar em conjunto para buscar um serial killer que violenta idosas em um bairro na Espanha.

Os personagens são intrigantes, se veem como vilões em suas vidas pessoais, imperfeitos como muitos, conseguem reunir peças de uma quebra cabeça envolvente focando na busca de um assassino misterioso, implacável e perigoso. Durante essa busca, precisam convencer o chefe do departamento a classificar as mortes que acontecem como assassinatos de uma mesma pessoa mas isso entra em conflito com a chegada do novo papa o que deixaria em pânico os inúmeros visitantes que estão na Espanha. Como não possuem bom relacionamento com todo o corpo de policiais de sua divisão, entram em conflito a todo instante. O estopim da obsessividade chega por uma traição à Alfaro e um conflito amoroso de Velarde, transformando os minutos finais do filme em pura adrenalina.

Que Dios nos Perdone é um grande achado, um longa com direção competente e atuações acima da média juntamente com um roteiro intrigante que esgota até a última linha para detalhar seus personagens e seus conflitos. O cinema espanhol sempre nos proporciona coisas boas quando procuramos minuciosamente nos inúmeros lançamentos dessa escola europeia fantástica ano pós ano.

Crítica | Love Film Festival – Encontros e Desencontros inspirados pelo amor

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O começo de um fim que já começou perto de acabar. Dirigido por quatro cineastas diferentes,  cada um em um país onde foi rodado, com direção geral de Manuela Dias, Love Film Festival é uma singela metáforas sobre o amor, um recorte na vida de duas pessoas, seus encontros e seus distanciamentos pelas escolhas que fazem. O roteiro é inspirador, parece que conversa com o espectador a todo instante, deixando sempre a necessidade em nossos corações de saber o final dessa saga. Uma trilha sonora afiada que comanda o centro das sequências ajuda a dar o ritmo nessa história de amor cheia de idas e vindas, como tantas outras que conhecemos na realidade.

Na trama, conhecemos Luzia (Leandra Leal) e Adrian (Manolo Cardona), dois profissionais da indústria do cinema, uma brasileira e um colombiano que durante anos e mais profundamente em quatro festivais se conhecem profundamente e vivem um conto moderno de amor, decepção e oportunidades. Ao longo dos anos, vamos conhecendo melhor os personagens e os desenrolares de suas escolhas, abdicando do amor por carreiras ou por não ter a certeza do que realmente querem, mesmo sentindo uma grande atração um pelo outro.

Escrevendo histórias de amor sem querer viver em sua totalidade suas mesmas histórias, os protagonistas  vivem as intensidades do conhecer o outro, da paixão, da atração, como peças de legos que se encaixam com perfeição em um primeiro momento e depois em situações que distanciam essas peças sempre com o acaso como vertente em seus futuros. O mundo dos festivais e suas confraternizações também são apresentados mais ou menos como acontecem de fato mesmo, acabam virando palco o cenário, ou o universo, perfeito para se desenvolver essa saga de amor, suas descobertas e desilusões. Entre encontros e desencontros, traições, crises de ciúmes, bebedeiras, os protagonistas seguem suas vidas relembrando em cada evento seu passado nem tão distante e sempre presente em suas memórias.

O filme cresce bastante no terceiro ato em diante quando outras variáveis entram nessa história de amor moderna. A dor das escolhas, os conflitos da amizade, os desentendimentos e compreensões apenas superficiais do que é estar junto, tudo isso reunido e interpretado com bastante maestria pelos envolvidos. Nesse conto moderno, bastante honesto e transparente, talvez a chave para seu sucesso, é o retratar as duras realidades dos desencontros e como isso influencia aos que tem o poder das escolhas.

Love Film Festival se encontra em cartaz em alguns cinemas, é um achado em meio a tantos filmes do circuito. No júri dos espectadores, não há favoritos, quem ganha sempre é o público.