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‘Wandinha’: Novo teaser da 2ª temporada nos convida de volta à Escola Nunca Mais; Confira!

A Netflix revelou recentemente um teaser inédito da 2ª temporada de Wandinha, série estrelada por Jenna Ortega.

O material nos convida de volta à Escola Nunca Mais, local onde a narrativa da atração se passa.

A Parte 1 estreia em 6 de agosto. A  segunda chegará apenas em 5 de setembro.

Confira:

A série é um mistério investigativo e sobrenatural que traça os anos de Wandinha como estudante na Escola Nunca Mais, enquanto ela tenta dominar sua habilidade psíquica emergente, frustrar uma monstruosa matança que aterrorizou a cidade local e resolver o mistério sobrenatural que envolveu seus pais há 25 anos – tudo isso ao mesmo tempo em que mergulha em complicados relacionamentos sociais. 

O elenco também conta com Catherine Zeta-JonesLuís GuzmánIsaac OrdonezEmma MyersHunter DoohanPercy Hynes White e outros.

Chris Brown se declara inocente de acusação de agressão em tribunal de Londres

O cantor Chris Brown se declarou inocente nesta sexta-feira (20) perante um tribunal britânico, em resposta à acusação de agressão grave envolvendo um suposto ataque com garrafa ocorrido em fevereiro de 2023, em uma boate no bairro de Mayfair, em Londres.

Segundo a BBC, Brown negou a acusação de tentativa de causar dano corporal grave contra o produtor musical Abraham Diaw. Durante a audiência na Crown Court de Southwark, duas novas acusações foram adicionadas ao caso: agressão com lesão corporal real e posse de arma ofensiva. No entanto, o juiz adiou o recebimento formal dessas novas acusações para 11 de julho.

Brown está programado para ir a julgamento no dia 26 de outubro de 2026. Ele divide a acusação principal com Omolulu Akinlolu, conhecido artisticamente como HoodyBaby, que também se declarou inocente.

O artista, atualmente em turnê pelo Reino Unido, compareceu à corte poucas horas após se apresentar em Cardiff, no País de Gales. Brown foi preso em Manchester no mês passado, assim que chegou ao país para a turnê, e passou quase uma semana detido antes de ser libertado mediante o pagamento de uma fiança no valor de £5 milhões (aproximadamente US$ 6,4 milhões), como garantia de que compareceria aos procedimentos legais.

Como parte das condições impostas pela justiça britânica, o cantor deve residir em um endereço fixo no Reino Unido, além de ter entregue seu passaporte às autoridades. Ele foi autorizado a viajar apenas para compromissos previamente agendados da turnê.

Durante o show em Manchester no último domingo, Brown fez menção ao episódio de sua prisão:

“Obrigado à prisão… foi realmente agradável”, disse ironicamente ao público.

Chris Brown segue com a agenda de apresentações, com show marcado neste fim de semana no estádio do Tottenham Hotspur, em Londres.

Processo contra a Warner Bros.

Em janeiro de 2025, Brown decidiu processar a Warner Bros. e os produtores de sua série documental, Chris Brown: A History of Violence, da Investigation Discovery, por US$ 500 milhões, em razão de alegações de agressão sexual.

De acordo com a Variety, o artista acusa os produtores, incluindo o estúdio e a Ample, de difamação e de causar intencionalmente sofrimento emocional por meio de alegações falsas e prejudiciais contra ele.

O cantor também afirma que as evidências apresentadas para sustentar essas alegações são completamente fabricadas.

“Para ser claro, este caso trata da mídia priorizando seus lucros em detrimento da verdade”, diz o processo. “Desde outubro de 2024, a Ample LLC e a Warner Bros. foram notificadas de que estavam promovendo e divulgando informações falsas em busca de curtidas, cliques, downloads e dinheiro, prejudicando Chris Brown. No dia 27 de outubro de 2024, exibiram o documentário Chris Brown: A History of Violence (O ‘Documentário’), cientes de que estava repleto de mentiras e enganação, violando princípios básicos do jornalismo”. 

O processo também alega que as acusações de “Jane Doe”, usadas como evidência contra Brown no documentário, foram “desacreditadas repetidamente”, e que ela era “uma perpetradora de violência doméstica e agressora por si mesma”.

Por fim, embora o processo reconheça que o vencedor do Grammy cometeu erros no passado, ele ressalta que esses erros foram “publicamente reconhecidos e abordados por ele em seu documentário de 2017, Chris Brown: Welcome To My Life”. Desde então, ele tem “crescido com essas experiências, e sua evolução fala por si mesma”.

Confirao trailer do documentário e siga o CinePOP no YouTube:

A sinopse destaca que a obra “traça o passado de Chris Brown desde sua infância problemática, explora o impacto duradouro do ciclo de abuso e levanta a questão: como um homem com um histórico público tão violento mantém seu status de superstar? Com comentários de especialistas e culturais entremeados ao longo da narrativa, a produção oferece reflexões profundas sobre a experiência de cada sobrevivente e a destruição psicológica que se segue ao abuso que sofreram”.

O documentário revisita incidentes de abuso envolvendo Brown, incluindo os casos com suas ex-namoradas Rihanna e Karrueche Tran.

É importante lembrar que Brown foi preso em 2009 por agredir severamente Rihanna, resultando em ferimentos faciais significativos. Ele se declarou culpado de agressão e recebeu cinco anos de liberdade condicional, além de serviços comunitários e tratamento para violência doméstica.

Já em 2017, Karrueche Tran obteve uma ordem de restrição contra ele, alegando ameaças e abuso físico.

Outras denúncias também serão abordadas, incluindo acusações de assalto sexual em 2017 e uma detenção em Paris em 2019 por possíveis acusações de estupro agravado, que foram posteriormente arquivadas.

Crítica | ‘Improvisação Perigosa’ – Inteligente comédia camuflada de ‘nonsense’ acaba de chegar no Prime Video!

Trilhando com passos largos o caminho de uma comédia camuflada de ‘nonsense’, acaba de chegar no Prime Video um longa-metragem que coloca três aspirantes a comediantes, todos flertando com o fracasso, na linha de frente do perigo. Com uma estrutura narrativa simples e um roteiro repleto de diálogos feitos sob medida para o riso fácil e também inteligente, Improvisação Perigosa, dirigido por Tom Kingsley, aposta na ridicularização para construir uma sátira afiada sobre o insucesso.

Na vida profissional, as coisas vão de mal a pior para Kat (Bryce Dallas Howard), Marlon (Orlando Bloom) e Hugh (Nick Mohammed). Kat é uma professora de improvisação que ainda não conseguiu emplacar sua carreira como comediante. Marlon, um ator em busca do papel que mude sua trajetória, vive de pequenas oportunidades que nunca o levam ao estrelato. Já Hugh, um funcionário tímido e deslocado em uma grande empresa, vê nas aulas de improviso uma tentativa de dar algum rumo à sua vida. Certo dia, o destino cruza o caminho dos três e, sob a orientação de um agente da polícia, eles embarcam em uma missão inusitada: se infiltrar em uma perigosa gangue, criando personagens como disfarces. A partir daí, uma série de confusões e situações inusitadas está garantida.

Como inserir a comédia num clássico caminho que percorrem muitos filmes de ação? Com esse foco como objetivo e deixando as entrelinhas brilharem com o insucesso profissional em pauta, Improvisação Perigosa pode ser analisado de forma bastante profunda com camadas ocultas que enxergamos através das incertezas, de uma crise existencial. Num primeiro momento parece estarmos diante de um filme bobo, sem perspectiva, mas aos poucos vamos entendendo a leveza de um desfile de críticas sobre a sociedade, o bom e o mau, o sucesso e o desastre.

Este é aquele tipo de filme que arranca risos justamente quando menos esperamos, comprovando a eficácia de um roteiro provocativo que desafia os estereótipos e subverte a tradicional lógica entre heróis e vilões nos filmes de ação. Aqui, os dilemas reais da relação entre indivíduo e trabalho são transportados para o terreno do absurdo, sempre carregados de desespero, o que cria uma identificação imediata com o público. Mérito de uma história original criada por Derek Connolly e Colin Trevorrow, posteriormente adaptada pela dupla de comediantes britânicos Ben Ashenden e Alexander Owen.

Miley Cyrus surpreende fãs ao fazer participação especial em show de Beyoncé

Miley Cyrus foi a primeira convidada especial a subir ao palco durante a aguardada turnê mundial Cowboy Carter, de Beyoncé. O momento histórico aconteceu na última quinta-feira (19), no Stade de France, em Paris, e marcou a estreia ao vivo da faixa “II Most Wanted”, dueto premiado com o Grammy que integra o álbum lançado por Beyoncé em março de 2024.

Os rumores de que Miley participaria do show começaram a circular horas antes da apresentação, após ser vista nos ensaios com Beyoncé — enquanto estava na cidade para sua própria performance no Spotify’s Billions Club Live. Quando finalmente subiu ao palco, já na parte final do show, Cyrus foi recebida com entusiasmo pelo público, tornando-se a primeira convidada da turnê até agora.

Confira um trecho da performance:


II Most Wanted”, terceiro single oficial do Cowboy Carter, venceu o Grammy de Melhor Performance Country em Dupla ou Grupo, consolidando-se como um dos maiores sucessos do projeto. A canção foi originalmente escrita por Miley cerca de dois anos e meio antes de sua inclusão no álbum.

“Quando a Beyoncé me procurou para falarmos sobre música, pensei nessa faixa imediatamente, porque ela realmente representa a nossa relação”, disse Cyrus em entrevista à W Magazine. “Falei pra ela: ‘Não precisamos ficar country; a gente é country. Sempre fomos.’”

Com Beyoncé vinda do Texas e Miley do Tennessee, as raízes do country norte-americano se entrelaçam na parceria — algo que, segundo as artistas, está refletido na essência da faixa.

Atualmente, Beyoncé está na metade de sua turnê Cowboy Carter, que já passou por cidades como Los Angeles, Chicago, Nova Jersey e Londres. Após encerrar a etapa parisiense em 22 de junho, ela retorna aos Estados Unidos para shows em Houston, Washington, D.C., Atlanta e Las Vegas, onde concluirá a turnê em 26 de julho.

Com surpresas como essa, Cowboy Carter continua a consolidar-se como mais do que uma turnê — um verdadeiro marco na união entre o country, o pop e a força de duas das vozes mais icônicas da música americana.

Denis Villeneuve e Edward Berger estão entre os finalistas para dirigir novo ‘007’; Confira a lista!

A Amazon MGM Studios está intensificando seus esforços para encontrar um diretor para o próximo filme de James Bond, com o objetivo ambicioso de levar o agente 007 de volta às telonas em 2027.

O processo está sendo acelerado, e já existe uma lista de cineastas finalistas que estão em conversas diretas com os renomados produtores David Heyman e Amy Pascal.

De acordo com informações de Matthew Belloni do Puck News, a lista de diretores considerados para assumir a direção de uma das franquias mais icônicas do cinema inclui nomes de peso e com estilos variados.

Entre os principais candidatos estão Edward Berger, aclamado por seu trabalho em Conclave; Denis Villeneuve, conhecido por suas produções grandiosas como Duna; Edgar Wright, diretor de filmes com ritmo e estilo únicos como Em Ritmo de Fuga; Jonathan Nolan, que tem se destacado com séries de sucesso como Fallout; e Paul King, responsável pelo sucesso de Wonka.

Ontem, rumores indicavam que o ator Aaron Pierre, conhecido por seu trabalho em Rebel Ridge’, está sendo “considerado” para o papel. Se confirmado, ele se tornará o primeiro ator negro a assumir o manto do espião, um assunto que tem sido debatido há anos, desde antes mesmo da estreia de 007 – Sem Tempo para Morrer’, o último filme com Daniel Craig.

Por muito tempo, Idris Elba foi o favorito dos fãs, mas nunca demonstrou grande interesse em aceitar o papel.

Além de Aaron Pierre, outros nomes como Aaron Taylor-Johnson e Paul Mescal também têm sido cotados para interpretar o agente secreto. As filmagens da nova produção estão provisoriamente previstas para começar no próximo ano, embora nenhum diretor esteja oficialmente vinculado ao projeto até o momento.

Vale ressaltar que um memorando interno, divulgado pelo Deadline, circulou entre a Amazon e a MGM estipulando que “o espião não mudará de gênero ou nacionalidade”.

Courtenay Valenti, chefe da divisão de filmes da Amazon MGM Studios, afirmou: “Estamos abordando cada decisão criativa com relação a James Bond, franquia que Barbara Broccoli e Michael G. Wilson conduziram com maestria, com o máximo de responsabilidade”.

Ela também elogiou Amy Pascal e David Heyman, que fazem parte do grupo de produtores da nova fase: “Amy Pascal e David Heyman fazem parte de um grupo seleto de produtores que desenvolveram e gerenciaram grandes franquias de sucesso comercial e crítica. São dois dos profissionais mais respeitados da indústria”.

Em comunicado conjunto, Pascal e Heyman expressaram seu entusiasmo:James Bond é um dos personagens mais icônicos da história do cinema. É uma honra seguir os passos de Barbara Broccoli e Michael Wilson, que criaram filmes extraordinários. Estamos empolgados para manter o espírito de Bond vivo em sua próxima aventura”.

Viúvo navega pelas atribulações da vida como pai solteiro no trailer da série ‘Catalog’; Confira!

Netflix divulgou recentemente o teaser trailer de Catalog, sua mais nova série de comédia dramática árabe.

A produção chega à plataforma de streaming no dia 17 de julho.

Confira:

A atração foi criada e dirigida por Waleed El Halfawy.

Na trama, após a perda da esposa, Youssef, um pai dedicado, enfrenta os altos e baixos da paternidade enquanto carrega o peso da dor. A série explora a jornada de Youssef através do luto, da paternidade e da cura, ao mesmo tempo que mostra os momentos íntimos entre pai e filho.

A produção é estrelada por Mohamed Farrag, Riham Abdel Ghafour, Tara Emad, Samah Anwar, Bayoumi Fouad, Khaled Kamal, Donia Sami, Ali El Beialy e Retal Abdelazi 

De ‘Dois Irmãos’ a ‘Elio | Ranqueamos TODOS os filmes lançados pela Pixar nesta década

Pixar é um dos estúdios mais conhecidos do cenário do entretenimento e conquistou a crítica e o público através de animações profundas e incrivelmente bem produzidas – motivo pelo qual se sagra como um dos expoentes do gênero.

Revolucionando os filmes animados através de inovações tecnológicas e enredos pungentes, a companhia já entregou alguns clássicos do cinema ao longo de sua história e, nesta década, continua a nos presentear com histórias memoráveis, ainda que tenha escorregado aqui e ali.

Com a chegada de Elio, a Pixar parece finalmente estar voltando aos eixos de suas produções originais, resgatando uma gloriosa arte que merece contínuo reconhecimento.

Pensando nisso, preparamos uma breve lista ranqueando todas as produções lançadas pela companhia nesta década – desde Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica até a recente aventura sci-fi que chega no último dia 19 de junho aos cinemas.

Confira:

8. LIGHTYEAR (2022)

lightyear
lightyear

Buzz Lightyear tornou-se um dos personagens mais icônicos da cultura pop e, após protagonizar a icônica franquia ‘Toy Story’, ganhou destaque no spin-off Lightyear, que chegou aos cinemas em 2022. O longa-metragem, cumpre com as expectativas e posta-se como um espetáculo visual e uma pulsão de diversos elementos que ressoam com as mais diversas idades – seja pelo teor aventuresco sci-fi próprio da backstory do personagem titular, seja pelas nuances que se desenrolam em breves 105 minutos de tela. Porém, é inegável o caráter dispensável do filme derivado e os múltiplos deslizes que ele traz – ainda que seja bem intencionado.

7. DOIS IRMÃOS: UMA JORNADA FANTÁSTICA (2020)

Trazendo Tom HollandChris Pratt como os elfos titulares, Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica resgata a nostalgia dos jogos de RPG dos anos 1990 e arquiteta uma trama modernizada e, ao mesmo tempo, clássica recheada de criaturas fantásticas e perigos inimagináveis. Entretanto, o cíclico enredo esbarra em certos convencionalismos e se isola em uma zona de conforto funcional, ainda que frustrante.

6. LUCA (2021)

Com Luca o diretor Enrico Casarosa faz uma sólida estreia diretorial, apostando fichas em uma belíssima narrativa sobre aceitação e amizade que veio em bom tempo para resgatar o teor mágico e esperançoso da Pixar. Abrindo espaço para uma identidade imagética única e que se afasta de percepções presunçosas e vazias, Casarosa constrói uma obra que não diz mais do que pretende – e tal simplicidade é o que a torna tão incrível.

5. RED: CRESCER É UMA FERA (2022)

‘Red:Crescer é uma Fera’ não é apenas um grande acerto da Pixar, como uma das animações mais honestas e verdadeiras de seu universo. Tendo pavimentado caminho para o início de uma nova era do estúdio, a produção celebra a vida, a família e os amigos com o coração no lugar certo – e nos apresenta a Meilin, uma menina de treze anos que começa a se transformar em um panda vermelho gigante sempre que passa por momentos de muita emoção.

4. ELEMENTOS (2023)

Elementos é, de longe, uma das animações mais subestimadas da Pixar e, além de não ter feito o barulho prometido de bilheteria, teve críticas modestas em comparação a outras incursões do estúdio. Porém, em meio a um visual exuberante, jaz uma narrativa de amor, compaixão e aceitação que, sem sombra de dúvida, merecia mais reconhecimento. Atrama é ambientada em uma sociedade onde os quatro elementos da natureza – ar, terra, fogo e ar – vivem em harmonia. Todavia, quando dois elementos diferentes acabam se apaixonando, as coisas tomam um rumo inesperado.

3. ELIO (2025)

Após alguns altos e baixos, a Pixar pareceu se reencontrar – e Elio é a mais nova evidência de que a companhia ainda tem muitas histórias originais para nos contar. Apostando fichas em uma mistura de aventura, ação, comédia e ficção científica, o longa,  é uma carta de amor aos fãs de longa data desses gêneros e do próprio estúdio, resgatando suas glórias sem se valer apenas de incursões saudosistas e explorando o que, de fato, nos faz humanos.

2. DIVERTIDA MENTE 2 (2024)

divertida mente

Se Pete Docter havia conseguido nos encantar no filme anterior, Kelsey Mann vai ainda mais fundo em uma estreia diretorial incrível com Divertida Mente 2. Aliando-se a Meg LeFauve, que retorna como roteirista, o cineasta constrói imagens palpáveis dos abstracionismos conceituais da propriocepcão, da moralidade e do “senso de si”, apostando fichas na forma em que as convicções são formadas na transição da infância para a adolescência – e como esse segmento psíquico está em constante mutabilidade, impossível de ser engessado em um só espectro.

1. SOUL (2020)

Uma das entradas mais recentes da Pixar é também uma das mais adoradas pelos fãs. Soul’ é uma potente e metafísica narrativa centrada no que existe depois que morremos e que alastra suas incursões para a mitologia espírita de modo didático e envolvente. Criando um cenário totalmente novo e explorando temas nunca antes tratados, a animação é uma interessante jornada que merece nossa atenção e que discorre sobre o poder incomparável da música.

Kesha lança “ATTENTION!”, faixa promocional de seu próximo álbum de estúdio

A icônica popstar Kesha lançou a faixa promocional “ATTENTION!”, que integra seu vindouro sexto álbum de estúdio, “.”.

O compilado conta com onze faixas, incluindo as canções“JOYRIDE”“DELUSIONAL”“YIPPEE KI YAY”, e será lançado no dia 04 de julho.

Ouça:

Confira a tracklist:

1. FREEDOM.
2. JOYRIDE.
3. YIPPEE-KI-YAY.
4. DELUSIONAL.
5. RED FLAG.
6. LOVE FOREVER.
7. THE ONE.
8. BOY CRAZY.
9. GLOW.
10. TOO HARD.
11. CATHEDRAL.

Kesha ganhou fama em 2009 com o single “Right Round”, que alcançou o primeiro lugar da Hot 100 da Billboard. Seus álbuns Animal (2010) e Rainbow (2017) também fizeram enorme sucesso ao atingir o #1 da Billboard 200, enquanto Warrior (2012) e High Road (2020) entraram para o Top 10.

Em 2018, Kesha conquistou duas indicações ao Grammy, nas categorias de Melhor Álbum Pop Vocal por RainbowMelhor Performance Pop Solo pela canção “Praying”.

As Melhores Produções LGBTQIA+ do Ano (Até Agora)

Ano após ano, a comunidade LGBTQIA+ ganha mais representatividade no cenário mainstream, conquistando um espaço que, poucas décadas atrás, era confinado a um papel coadjuvante e estereotipado.

Ainda que existam vários pontos que precisam ser melhorados, principalmente em relação às pessoas não-binárias e às pessoas transexuais, é notável como os personagens, título a título, se tornam mais complexos, críveis e com problemas pessoais que vão para além do preconceito enraizado, espalhando-se para obstáculos cotidianos através dos quais os memebros dessa comunidade se sentem representados.

Pensando nisso, preparamos uma breve lista elencando as melhores produções LGBTQIA+ de 2025 até agora, celebrando o fim de um primeiro semestre que vêm nos entregando algumas joias audiovisuais da contemporaneidade.

Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:

5. UM TERROR DE PARENTES

um terror de parentes

Apesar de nem sempre funcionar, a comédia sobrenatural Um Terror de Parentes é sólida o suficiente para nos satisfazer, ainda mais contando com atores que desfrutam de uma química irretocável nas telas. Apresentando uma narrativa centrada em um casal gay cujos pais ainda não se conheceram – e cujos problemas vão ganhando espaço dia após dia – o filme traz fórmulas do gênero remodeladas em uma modernização interessante e que se afasta de quaisquer possíveis estereótipos.

A trama acompanha os namorados Josh e Rohan, que planejam um fim de semana para apresentar seus pais, apenas para descobrir que o imóvel alugado é o lar de um poltergeist de 400 anos. Lidando com a presença mortal dessa aparição vingativa, os dois também enfrentam obstáculos internos entre as duas famílias e entre si próprios.

4. MID-CENTURY MODERN

mid-century modern

Trazendo referências claras a ‘Supergatas’‘No Calor de Cleveland’Mid-Century Modern chegou ao catálogo do Disney+ sem muito barulho – e sagrando-se como uma das joias da comédia de 2025. Apostando fichas nos tropos das sitcoms, mas contando com uma originalidade inesperada e o coração no lugar certo, a atração é guiada pela química exemplar e muito envolvente de Nathan LaneMatt BomerNathan Lee Graham, que lidam com as constantes e irrefreáveis mudanças da vida para se reencontrarem como membros da comunidade queer através de pautas importantes e necessárias.

Criada por Max Mutchnick e David Kohan, além de contar com Linda Lavin em seu último papel antes de falecer, a trama acompanha três melhores amigos gays que, após uma morte inesperada, decidem aproveitar seus anos dourados juntos na ensolarada Palm Springs, onde o mais rico mora com sua mãe.

3. OS BUCANEIROS – 2ª TEMPORADA

Recém-chegada ao catálogo da Apple TV+Os Bucaneiros mantém o alto nível de qualidade da temporada anterior com uma leva de episódios inéditos que continua explorando temas sáficos, trazendo mais camadas ao relacionamento entre Mabel Elmsworth e Honoria Marable – e fazendo isso ao nos levar a uma propositalmente anacrônica remodelação da história, ambientada na Idade Dourada no século XIX.

Para aqueles que não conhecem, a trama acompanha um grupo de jovens americanas que adora diversão invade a tradicional Londres de 1870 e dá início a um choque cultural anglo-americano. Agora, elas já não são mais invasoras – a Inglaterra é seu novo lar. Na verdade, elas praticamente comandam o lugar. Forçadas a amadurecer, as jovens agora lutam para serem ouvidas, enfrentando romances, desejos, ciúmes, nascimentos e perdas, temas que atravessam a vida de cada uma das mulheres – não importa a época.

2. MUITO ESFORÇADO

Benito Skinner deu vida a uma série incrível com Muito Esforçado, inspirando-se na própria vida para discorrer sobre uma questão que é comum a quase toda a comunidade LGBTQIA+: o momento da autodescoberta. Enclausurado em um vórtice de não querer decepcionar todos que sempre estiveram a seu lado, Skinner navega pelas atribulações da faculdade de maneira hilária e despojada, contando com um time impecável de atores que inclui Wally BaramMary Beth BaroneAdam DiMarcoConnie BrittonKyle Maclachlan e outros.

Uma grata surpresa disponível no Prime Video, a narrativa funciona como uma jocosa declaração pessoalista e íntima que é analisada sob uma ótica original e, ao mesmo tempo, recheada de incursões clássicas do gênero. Os oito capítulo que integram a primeira temporada passam em um piscar de olhos e nos deixam ansiosos para um provável segundo ciclo que, com certeza, tem muito a nos contar.

1. HOMEM COM H

“Quando eu for ‘viado’, o mundo todo vai ficar sabendo”.

A cinebiografia de Ney MatogrossoHomem com H, serviu como lembrete não apenas do impacto de um dos artistas mais únicos e irreverentes da história do Brasil, mas do poder das histórias que eternizamos no nosso cenário audiovisual. Aqui, Jesuíta Barbosa faz um trabalho irretocável ao encarnar os trejeitos, as expressões e o modo de enxergar  vida de um artista que quebrou tabus de gênero e nunca teve medo de enfrentar obstáculos – e que imortalizou uma estética andrógina que seria abraçada por incontáveis performers contemporâneos.

Comandado por Esmir Filho, o longa é uma grata surpresa que faz jus ao legado e à arte de Matogrosso – contando com atuações irretocáveis e um comprometimento estético e criativo que deixa nossos olhos mareados mesmo depois dos créditos de encerramento subirem à tela.

Ator de ‘Pânico 7’ afirma ter feito teste para o filme ORIGINAL e revela reação do Wes Craven

Em entrevista ao Bloody Disgusting, Ethan Embry (‘Doce Lar’) revelou ter feito teste de elenco para participar do primeiro filme da franquia ‘Pânico‘.

Apesar de não ter conseguido o papel, ele foi escalado para participar do 7º filme da saga – quase trinta anos depois de sua audição para o lendário cineasta Wes Craven.

“Eu lembro ter feito um teste de elenco para o primeiro filme, mas não lembro se eu fiz audição para interpretar o Randy [Jamie Kennedy] ou o Stu [Matthew Lillard]. Eu só lembro de ter recebido uma reação positiva do Sr. Craven.”

Sobre o que podemos esperar do próximo filme, o ator fez mistério: “A única coisa que eu posso dizer sobre ‘Pânico 7’ é que foi absolutamente incrível ser convidado. Essa franquia engloba uma adorável comunidade de pessoas, desde o começo até os dias atuais. E eu queria fazer parte desta saga desde o começo.”

Pânico’ está programado para estrear no dia 27 de fevereiro de 2026.

O novo filme contará com o retorno dos veteranos Neve Campbell, Courteney Cox, Mason Gooding e Jasmin Savoy Brown, além de David Arquette, Matthew Lillard e Scott Foley.

Os novatos Isabel May, Celeste O’Connor, Asa Germann, Mckenna Grace, Sam Rechner, Mark Consuelos, Anna Camp e Joel McHale completam o elenco.

Confira a logotipo e siga o CinePOP no Youtube:

Chelsea Simmons (Sidney Prescott) deixou seu passado para trás e está se concentrando em ser uma mãe feliz e casada e administrar uma pequena cafeteria na cidade. No entanto, ela nunca parou de olhar para trás e, com certeza, mais uma vez, seu passado volta para assombrá-la.

James Gunn afirma que seu “projeto favorito do DCU” ainda não foi anunciado

Em entrevista ao Entertainment Weekly, James Gunn (‘Guardiões da Galáxia’) se mostrou muito empolgado com o futuro do DCU, que será introduzido nas telonas com o aguardado live-action do ‘Superman‘.

O cineasta comentou sobre os próximos lançamentos deste universo, e afirmou que seu “projeto favorito” ainda não foi anunciado.

“Há uma série que é meu projeto favorito de todo o DCU, e eu espero que ela saia do papel em breve. É o meu projeto favorito. E, então, há os filmes. Não sei o que posso ou não dizer, mas há alguns filmes que estão sendo escritos – um deles já está tomando forma e outro está perto, mas estamos nos sentindo muito bem [com o futuro].”

Ele completa, “Ainda não temos 100% de certeza do que virá depois do filme do Cara-de-Barro, mas estamos bastante confiantes. Eu também estou escrevendo algo, mas as pessoas ainda não sabem [sobre esse projeto].”

Vale lembrar que ‘Superman’ chegará aos cinemas nacionais no dia 10 de julho.

Superman, o primeiro longa-metragem da DC Studios a chegar às telonas, deve estrear nos cinemas de todo o mundo neste verão, distribuído pela Warner Bros. Pictures. Em seu estilo característico, James Gunn assume a nova história do super-herói original, no recém-imaginado universo DC, com uma combinação singular de ação épica, humor e coração, um Superman movido pela compaixão e por uma crença inerente na bondade da humanidade.

David Corenswet estrela como Clark Kent/Superman.

O elenco também conta com Rachel Brosnahan (Lois Lane), Nicholas Hoult (Lex Luthor), Edi Gathegi (Michael Holt/Senhor Incrível), Anthony Carrigan (Rex Mason/Metamorfo), Nathan Fillion (Guy Gardner/Lanterna Verde), Isabela Merced (Kendra Saunders/Mulher-Gavião), Skyler Gisondo (Jimmy Olsen), Sara Sampaio (Eve Teschmacher), Wendell Pierce (Perry White), Milly Alcock (Kara Zor-El / Supergirl) e outros.

Dia do Cinema Brasileiro | Os Melhores Filmes Nacionais da Década (Até Agora)

Mesmo em meados dos anos 2020, há inúmeras pessoas que enxergam o cinema nacional como uma anomalia da sétima arte que produz apenas filmes de comédia pastelão ou produções esquecíveis e cópias de Hollywood.

Todavia, para aqueles que resolvem esquadrinhar um pouco mais as várias décadas do entretenimento nacional, vemos que a nossa cultura não deve nada à internacional – e, muitas vezes, ultrapassa a qualidade dos bombardeios que vêm lá de fora.

No dia de hoje, 19 de junho, comemora-se o Dia do Cinema Brasileiro e, pensando nisso, preparamos uma breve lista elencando os melhores filmes nacionais da década (até agora).

Veja abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual o seu favorito:

7. MANAS (2024)

Marianna Brennand fez uma gloriosa estreia como diretora com o drama Manas, que chocou o público ao denunciar o abuso sexual sofrido por jovens da Ilha de Marajó, no estado do Pará. Contando com Dira PaesJamilli Correa e Rômulo Braga em interpretações fantástica, Brennand nos conduz com visceralidade e uma melancólica beleza estética através da história de Marcielle, uma jovem que começa a entender que o futuro não lhe reserva muitas opções. Encurralada pela resignação da mãe e movida pela idealização da figura da irmã que partiu, ela decide confrontar a engrenagem violenta que rege a sua família e as mulheres da sua comunidade.

6. A PAIXÃO SEGUNDO G.H. (2024)

Adaptar os romances e os contos de Clarice Lispector para o audiovisual não é um trabalho fácil – mas, quando feito de maneira comprometida, pode se tornar uma joia. E foi isso que Luiz Fernando Carvalho fez com ‘A Paixão Segundo G.H.’: mergulhando de cabeça nas explorações epifânicas da icônica autora brasileira e pautando uma narrativa marcada pelo fluxo de consciência, o diretor fez o impossível e trouxe ninguém menos que Maria Fernanda Cândido para encabeçar essa empreitada simplesmente apaixonante e que merecia maior reconhecimento do público.

5. MEDIDA PROVISÓRIA (2020)

Poucos filmes causaram tanta polêmica quanto Medida Provisória, que marcou a estreia de Lázaro Ramos na direção. Alvo de boicote por grupos de extrema-direita, o longa alicercou uma poderosa crítica ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro através de metáforas originais e uma urgência analítica e sociológica que o transforma em uma obra-prima dramática e distópica. Na trama, em uma iniciativa de reparação pelo passado escravocrata, o governo brasileiro decreta uma medida provisória e provoca uma reação imediata no Congresso Nacional. Os parlamentares aprovam uma medida que obriga os cidadãos negros a se mudar para a África na intenção de retomar as suas origens – afetando a vida de inúmeras pessoas.

4. BABY (2024)

Foto do Filme Brasileiro Baby

Baby, dirigido por Marcelo Caetano, fez sua estreia oficial no Festival de Cannes e, em pouco tempo, conquistou o público e a crítica – e não é por menos: através de uma dramática narrativa recheada de inesperados eventos e de uma preocupação estética que reflete as pulsões íntimas do ser humano em contraste com o urbanismo predatório de uma das maiores cidades do mundo, o longa conta com interpretações fabulosas de João Pedro MarianoRicardo Teodoro em um coming-of-age mandatório de tirar o fôlego.

3. MARTE UM (2022)

marte um

Marte Um provavelmente passou longe de seu radar, mas merece ser apreciado em sua completude, seja pela belíssima obra de arte que cria para os espectadores, seja pelas importantes mensagens que passa – principalmente em uma época em que as divisões políticas acendem um perigoso barril de pólvora. Analisando os perigos da extrema-direita na sociedade, a trama acompanha uma família negra da periferia de Contagem, Minas Gerais, que busca seguir seus sonhos em um país que acaba de eleger como presidente um homem autoritário e tirânico que representa o contrário de tudo que eles são.

2. OESTE OUTRA VEZ (2025)

Cena de 'Oeste Outra vez', exibido no CineBh 2024

Dirigido por Érico RassiOeste Outra Vez fez sua estreia oficial no CINEBH antes de chegar ao circuito nacional – e, em pouco tempo, tornou-se uma das produções mais aclamadas do ano. Analisando temas como a masculinidade mandatória e tóxica (delineada através de sátiras pungentes e cruas), bem como incursões sobre a violência no sertão de Goiás e sobre crises existenciais, a produção vale-se do trabalho irretocável da equipe artística e das poderosas atuações de nomes como Babu Santana, Ângelo AntônioAntônio Pitanga.

1. AINDA ESTOU AQUI (2024)

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Em pleno século XXI, há pessoas que rendem-se ao vira-latismo cultural ao acreditar que o Brasil não produz filmes bons, como já mencionado no início desta matéria. Walter Salles veio para provar novamente que isso não é verdade ao encabeçar o visceral e impactante drama Ainda Estou Aqui.

Ambientado no obscuro período da Ditadura Militar, o longa funciona como um retrato cru de um dos momentos mais duros da história nacional – e, além de contar com uma soberba produção técnica e artística, é encabeçado por uma performance arrebatadora de Fernanda Torres, que se reitera como uma das melhores atrizes de todos os tempos. O sucesso do longa, inclusive, rendeu ao Brasil seu primeiro Oscar, na categoria de Melhor Filme Internacional, e garantiu a Torres um Globo de Ouro e uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz.

Os Filmes de Terror Mais DECEPCIONANTES do Ano (Até Agora)

Enquanto 2025 vem se provando um ano muito bom para o terror – com ótimos remakes como ‘Nosferatu’‘Lobisomem’, além de incursões despojadas como ‘Premonição 6: Laços de Sangue’ e potentes dramas sobrenaturais como ‘Pecadores’ -, nem todas as investidas do gênero deram certo.

Nos últimos seis meses, algumas investidas prometiam entregar aos espectadores exatamente o que eles queriam, mas falharam em conquistar o público e a crítica – como foi o caso do quarto capítulo da franquia ‘Rua do Medo’ e o inexplicável e esquecível DIAbólica.

Continuando nossas matérias de meio de ano – após as Melhores Animações do Ano e os Melhores Filmes de Terror do Ano -, preparamos uma breve lista escalando os cinco Filmes de Terror Mais Decepcionantes do Ano (que foram oficialmente lançados em circuito nacional em 2025).

Veja abaixo as nossas escolhas:

5. A MULHER NO JARDIM 

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Direção: Jaume Collet-Serra

A Mulher no Jardim não chega a ser uma produção ruim, mas comete o crime de não explorar todo seu potencial e nos frustrar por não ousar mais do que deveria. Contando com fabulosas atuações, em especial a da indicada ao SAG Award Danielle Deadwyler, o longa morre na praia ao não saber como alcançar a linha de chegada, deixando-nos com um gostinho agridoce conforme saímos da sala de cinema.

Na trama, Deadwyler encarna Ramona, uma mulher traumatizada que fica paralisada pela dor após a morte de seu marido, deixando-a sozinha para cuidar de seus dois filhos. Sua tristeza logo se transforma em medo quando uma mulher espectral vestida de preto aparece em seu jardim da frente.

4. O MACACO

No ambicioso O Macaco, inspirado nos escritos de Stephen King, o público acompanha irmãos gêmeos que encontram um misterioso macaco de corda. Após a descoberta, uma série de mortes absurdas destroça a família. Muitos anos depois, o macaco inicia uma nova onda de assassinatos, forçando os irmãos a enfrentar o brinquedo amaldiçoado – e os levando em vórtice de insanidade que os enclausura.

O projeto é comandado por Osgood Perkins, que mostrou suas incríveis habilidades fílmicas com o recente e aplaudido ‘Longlegs – Vínculo Mortal’ – um poderoso thriller que encantou o público ao redor do mundo. Aqui, porém, Perkins parece perdido em relação ao que fazer com o material original, mesmo ficando a encargo do roteiro: de um lado, cremos ter sido convidados para uma aventura de terror clássica que logo se mostra permeada com incursões cômicas que apenas provam que o longa foi vendido da maneira errada através dos materiais promocionais (um dos aspectos mais frustrantes, diga-se de passagem); de outro, há diálogos cansativos e clichês que não ajudam a desenvolver em nada a narrativa além de criar metáforas que se engasgam na própria egolatria.

3. UNTIL DAWN: NOITE DO TERROR

Direção: David F. Sandberg

Adaptações de games de terror não têm um bom histórico no cenário da sétima arte, ainda que um ou outro projeto destoem ao se aproximar bastante do jogo original ou até mesmo ao explorar incursões novas que expandam determinada mitologia. E, ‘Until Dawn: Noite do Terror’, por mais que não se leve a sério e tentando se desvencilhar de potenciais clichês, falha em entregar o que pretende ao fazer escolhas duvidosas que mancham o ritmo e transformam o enredo em um monótono compilado de tropos repetitivos.

Dirigido por David F. Sandberg, o longa-metragem traz um bom elenco que se mostra comprometido com essa “farofada” – mas que não consegue ofuscar os inúmeros deslizes que se estendem pela produção. A trama nos leva a um centro de visitantes abandonado onde Clover e seus amigos encontram um assassino mascarado que os mata um por um. No entanto, quando eles misteriosamente acordam no início da mesma noite, são forçados a reviver o terror repetidamente.

2. RUA DO MEDO: RAINHA DO BAILE

Direção: Matt Palmer

A franquia ‘Rua do Medo’ fez um grande barulho ao chegar à Netflix em 2021, reavivando nosso interesse em produções slasher e na mitologia eternizada por R.L. Stine. Logo, o anúncio de um quarto capítulo da saga nos deixou bastante animados – convidando-nos para um baile de formatura em que as candidatas ao título de Rainha do Baile estão sendo sumariamente caçadas por um assassino mascarado.

Dirigido por Matt Palmer, o longa mantém-se fiel à identidade explorada na trilogia original, garantindo que os clichês existam em reformulações propositais e que celebrem uma das décadas mais famosas do terror slasher na sétima arte. Há menções gritantes a incursões como ‘Carrie, a Estranha’ e ‘Baile de Formatura’, uma trilha sonora nostálgica e envolvente que inclui sucessos atemporais como “Never Gonne Give You Up” e “Gloria”, e uma paleta de cores que mistura o tradicionalismo dos bailes de formatura ao neon vibrante. E, enquanto a estética funciona, é notável como o fraco enredo não consegue nos convencer de que esta é uma história digna de pertencer ao universo de Shadyside, saindo de lugar nenhum e chegando a nenhum lugar com uma completa falta de originalidade.

1. DIABÓLICA

diabólica

Direção: Chris Weitz

Terror e ficção científica parecem andar lado a lado quando pensamos no escopo da sétima arte – e já sofreram inúmeros tipos de “mutação” em relação a suas próprias narrativas. Temos, por exemplo, a icônica franquia ‘Alien’, que nos levou a um futuro distante e construiu um enredo de pura claustrofobia em pleno espaço sideral; ou então o recente ‘M3GAN’, que distorceu os avanços robóticos para arquitetar uma divertida jornada serial killer. Agora, com a popularização das inteligências artificiais, chegou a hora de enfrentar um novo medo com o longa-metragem DIAbólica – que prometia funcionar como uma prática narrativa do gênero e entreter o público ao redor do mundo.

O projeto, comandado por Chris Weitz, tinha todos os elementos para funcionar dentro de seus limites autoimpostos. E, considerando que o trabalho do cineasta incluiu produções como ‘A Saga Crepúsculo: Lua Nova’, ‘American Pie’ e ‘A Bússola de Ouro’, tudo o que queríamos era algo com valor de entretenimento para nos fazer escapar da realidade por alguns minutos. Infelizmente, não é isso o que acontece: DIAbólica é um equívoco de proporções catastróficas que se afoga nas próprias metáforas vencidas ao tentar dar um passo maior que a perna e, ao mesmo tempo, morre na praia por ser covarde demais para se manter fiel ao que propõe.

‘Remain’: Começam as filmagens do thriller de M. Night Shyamalan com Jake Gyllenhaal; Veja foto!

O mais novo projeto cinematográfico do aclamado diretor M. Night Shyamalan, intitulado ‘Remain‘, teve oficialmente o início de sua produção na última terça-feira, dia 18 de junho de 2025. O longa, que tem estreia prevista para 2026, marca mais uma empreitada do cineasta no universo do suspense e do mistério, gêneros que consagraram sua carreira ao longo dos anos.

Para comemorar o primeiro dia de filmagens, Shyamalan compartilhou uma mensagem emocionante em sua conta oficial no X (antigo Twitter).

Acompanhado de uma imagem dos bastidores, ele expressou sua empolgação com o início da jornada:

“Dia 1. O filme começou a rodar! Estou me sentindo muito, muito grato.”, escreveu o diretor.

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O filme chegará aos cinemas em 23 de outubro de 2026.

O longa, que será estrelado por Jake Gyllenhaal, traz uma proposta inusitada: ele é fruto de uma parceria criativa entre Shyamalan e o best-seller Nicholas Sparks (‘Querido John, ‘Um Amor para Recordar).

Enquanto o diretor desenvolve o roteiro do filme, Sparks escreve simultaneamente um romance com a mesma história, que será lançado em 7 de outubro de 2025, sob o mesmo título.

Phoebe Dynevor (‘Bridgerton) e Ashley Walters (‘Top Boy) reforçam o elenco, cuja trama segue mantida em sigilo, mas que promete unir o suspense característico de Shyamalan com a sensibilidade romântica que consagrou Sparks.

A estreia de ‘Remain deve gerar um confronto de peso nas bilheteiras. Na mesma data, a Universal Pictures planeja lançar o próximo filme de Jordan Peele, outro diretor renomado no universo do suspense e terror.

A possível colisão entre os dois projetos tem gerado expectativa no mercado — especialmente considerando que Shyamalan já teve uma bem-sucedida parceria anterior com a Universal, onde lançou títulos como ‘Fragmentado, ‘Vidro e ‘Tempo’.

Após migrar para a Warner Bros., Shyamalan dirigiuArmardilha, lançado em 2024 e que arrecadou cerca de US$ 84 milhões em bilheteria mundial. O estúdio também foi responsável pela distribuição de ‘Os Observadores‘, estreia de sua filha Ishana Shyamalan como diretora, que teve desempenho modesto com US$ 33 milhões arrecadados globalmente.

M3GAN vs. AMELIA em novo clipe da sequência ‘M3GAN 2.0’; Confira!

A Universal Pictures divulgou um clipe inédito da aguardada sequência ‘M3GAN 2.0‘.

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O longa chega nos cinemas nacionais no dia 27 de junho.

Dois anos após M3GAN, uma maravilha da inteligência artificial, sair do controle, iniciar uma matança (impecavelmente coreografada) e ser destruída, sua criadora Gemma (Allison Williams) tornou-se uma renomada autora e defensora da supervisão governamental da IA. Enquanto isso, sua sobrinha Cady (Violet McGraw), agora com 14 anos, transformou-se em uma adolescente que desafia as regras superprotetoras de Gemma. Sem que elas saibam, a tecnologia subjacente de M3GAN foi roubada e usada indevidamente por um poderoso contratante de defesa para criar uma arma de nível militar conhecida como Amelia (Ivanna Sakhno), a espiã infiltrada mais letal já concebida. Mas, à medida que a autoconsciência de Amelia cresce, seu interesse em seguir ordens humanas diminui — assim como sua vontade de tê-los por perto.

Com o futuro da humanidade em risco, Gemma percebe que a única solução é trazer M3GAN (Amie Donald, com voz de Jenna Davis na versão original) de volta e aprimorá-la para torná-la mais rápida, mais forte e ainda mais letal. E, quando seus caminhos se cruzam, a IA mais implacável do cinema encontrará sua maior rival.

Além de Allison Williams e Violet McGraw reprisando seus papéis do filme anterior, a continuação contará também com Timm Sharp (‘Percy Jackson e os Olimpianos’), Aristotle Athari (‘SNL’), Ivanna Sakhno (‘Ahsoka’) e Jemaine Clement (‘O Que Fazemos nas Sombras’).

Williams também entra como uma das produtoras da sequência, junto com Jason Blum (Blumhouse) e James Wan (Atomic Monster).

O diretor Gerard Johnstone também retorna.

Francisco Cuoco morre aos 91 anos

Francisco Cuoco, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, faleceu nesta quinta-feira (19), aos 91 anos, em São Paulo. O ator estava internado no Hospital Albert Einstein, onde enfrentava complicações de saúde relacionadas à idade. Segundo informações divulgadas por familiares ao jornal Folha de S. Paulo, Cuoco tratava um ferimento que acabou infeccionando, embora a causa oficial da morte não tenha sido divulgada.

Nascido no Rio de Janeiro em 29 de novembro de 1933, Cuoco construiu uma das carreiras mais sólidas da televisão nacional. Tornou-se conhecido por interpretar galãs e protagonistas em algumas das novelas mais marcantes da história da teledramaturgia brasileira, como Pecado Capital (1975), de Janete Clair, onde viveu o icônico Carlão; O Astro (1977), também de Janete Clair, onde interpretou o misterioso Herculano Quintanilha; Selva de Pedra (1986); e O Sétimo Sentido(1982), entre muitas outras produções.

Com mais de seis décadas de carreira, Cuoco transitou com facilidade entre teatro, cinema e televisão. Ele participou de mais de 40 novelas e minisséries, consolidando-se como um ator versátil, carismático e muito querido pelo público. Nas últimas décadas, passou a fazer participações especiais e papéis coadjuvantes, mantendo-se ativo até recentemente, com aparições em novelas como Império (2014) e A Dona do Pedaço (2019), ambas da TV Globo.

‘Quando o Céu se Engana’: Comédia sobrenatural com Keanu Reeves é ADIADA para dezembro no Brasil

Inicialmente programada para outubro, a comédia sobrenatural ‘Quando o Céu se Engana‘ (Good Fortune) foi adiada em quase dois meses no Brasil.

Agora, o longa estrelado por Keanu Reeves (‘John Wick’) será lançado nos cinemas nacionais no dia 11 de dezembro, pela Paris Filmes.

A trama segue um homem azarado que trabalha em uma infinidade de empregos. Ele é chamado por seu amigo, que mora em Hollywood Hills, para fazer vários trabalhos para ele – instalar um piso de discoteca, consertar o aquecedor da piscina. Seu anjo da guarda, no entanto, faz com que os dois homens troquem de corpos.

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Além de estrelar, Aziz Ansari (‘Master of None’) também é responsável pela direção e roteiro.

Novo ‘Superman’ deve arrecadar entre US$ 90-125 milhões em estreia nos EUA

De acordo com o Deadline, o aguardado live-action de ‘Superman‘, que marcará o início do novo DCU nas telonas, deve arrecadar em torno de US$ 90-125 milhões em seu primeiro final de semana nos EUA.

Outras projeções, no entanto, indicam uma abertura de até US$ 145 milhões.

Em análise inicial, há algumas categorias para serem analisadas.

Em termos da atenção popular sobre o projeto sem a influência do marketing, o longa está registrando um desempenho maior do que ‘Top Gun: Maverick‘ ($126.7M). Isso se deve ao fato do live-action ser focado em um dos heróis mais famosos da cultura popular, além de marcar o início de um novo universo cinematográfico.

Em contrapartida, a média do público que considera o filme “imperdível”, que precisa ser visto nos cinemas, está abaixo de ‘Thor: Amor e Trovão‘ ($144.1M), ‘Batman‘ ($134M) e ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3‘ ($118.4M).

Além disso, o site afirma que ‘Superman‘ se encontra 71% abaixo de ‘Capitão América: Admirável Mundo Novo‘ neste mesmo período.

Vale destacar, no entanto, que faltando pouco menos de um mês para a estreia e com a campanha de marketing aumentando – sem contar a reação dos críticos e espectadores –, muita coisa pode mudar em relação ao lançamento do filme. Fiquem ligados!

Superman’ será lançado nos cinemas nacionais no dia 10 de julho.

Superman, o primeiro longa-metragem da DC Studios a chegar às telonas, deve estrear nos cinemas de todo o mundo neste verão, distribuído pela Warner Bros. Pictures. Em seu estilo característico, James Gunn assume a nova história do super-herói original, no recém-imaginado universo DC, com uma combinação singular de ação épica, humor e coração, um Superman movido pela compaixão e por uma crença inerente na bondade da humanidade.

David Corenswet estrela como Clark Kent/Superman.

O elenco também conta com Rachel Brosnahan (Lois Lane), Nicholas Hoult (Lex Luthor), Edi Gathegi (Michael Holt/Senhor Incrível), Anthony Carrigan (Rex Mason/Metamorfo), Nathan Fillion (Guy Gardner/Lanterna Verde), Isabela Merced (Kendra Saunders/Mulher-Gavião), Skyler Gisondo (Jimmy Olsen), Sara Sampaio (Eve Teschmacher), Wendell Pierce (Perry White), Milly Alcock (Kara Zor-El / Supergirl) e outros.

Mistério Intrigante no teaser de ‘Meus 84 m²’, novo SUSPENSE coreano da Netflix

A Netflix divulgou o primeiro teaser do suspense coreano ‘Meus 84 m²‘.

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O longa será lançado na plataforma no dia 18 de julho.

Após gastar as economias de uma vida inteira em um apartamento, um homem descobre que suas paredes guardam ruídos perturbadores, vizinhos hostis e segredos inquietantes.

Kim Tae-joon (‘Na Palma da Mão’) é responsável pela direção.

Kang Ha-neul, Yeom Hye-ran e Seo Hyun-woo estrelam a produção.

Divertida Mente | Há dez anos, a Pixar analisava a complexidade da mente humana com uma de suas animações mais IMPECÁVEIS

Quando paramos para pensar no legado deixado pela Pixar Studios, percebemos que esse é um trabalho muito difícil – não pelo fato do impacto de suas animações ser finito, e sim pela impossibilidade de mensurar as inúmeras inovações tecnológicas e narrativas que trouxe ao cenário da sétima arte (e agora, ao televisivo). Afinal, ao longo de sua breve história, os realizadores do estúdio trouxeram aventuras incríveis que personificaram objetos inanimados e criaturas animalescas com uma humanização derradeira, como os brinquedos de ‘Toy Story’, os robôs de ‘WALL-E’ e os adoráveis ratinhos de ‘Ratatouille’.

Em determinado momento, acreditávamos que a Pixar havia se rendido à fadiga criativa – ainda mais considerando que, no início dos anos 2010, rendeu-se aos tropos dos filmes de princesa com ‘Valente’ e resolveu obliterar a história como a conhecíamos com ‘O Bom Dinossauro’. Entretanto, em 2015, Pete Docter aliou-se a Meg LeFauve e Josh Cooley para um ambicioso projeto que apresentou emoções às próprias emoções – e essa atração ficou conhecida como Divertida Mente.

Enquanto a Era de Ouro da companhia se estendeu até o final dos anos 2000, Divertida Mente representa mais um divisor de águas ao funcionar como um emblema testamentário de tudo o que o estúdio já nos havia entregado – e talvez o primeiro desde o impacto trazido com ‘Toy Story 3’. Apoiando-se nos estudos da psicanálise e da psicologia infantil, a trama acompanha Riley, uma jovem que passa por grandes mudanças ao sair da casa onde morou a vida toda e se mudar para uma chuvosa e cinzenta São Francisco com os pais, onde terá que recomeçar suas amizades e sua maneira de encarar o mundo.

Para ajudá-la nessa jornada, somos apresentados às cinco emoções-base que regem o funcionamento da mente de Riley: Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Medo (Bill Hader), Raiva (Lewis Black) e Nojinho (Mindy Kaling), cada qual responsável por garantir o crescimento saudável de “sua menina”, como a apelidam desde os primeiros segundos de filme. Alegria, servindo como guia e “chefe” das outras emoções, passa dia após dia garantindo que seja a emoção predominante, tentando encontrar beleza mesmo em momentos de pura melancolia ou tédio. Porém, as coisas viram de cabeça para baixo quando, em uma pequena discussão acalorada entre Alegria e Tristeza, ambas são sugadas do Centro de Controle e são arremessadas para um inescapável labirinto de memórias do qual têm que sair para tudo voltar ao normal.

É a partir daí que vemos uma profunda mudança na personalidade de Riley: guiada apenas pela Raiva, pelo Nojinho e pelo Medo, a pré-adolescente começa a passar pelos primeiros indícios de um amadurecimento mandatório, enquanto Alegria e Tristeza tentam regressar o mais rápido possível – dando início a uma jornada de autodescoberta que ressoa com qualquer espectador que se disponha a assistir ao longa. E, em meio a um roteiro arquitetado com minúcia e cautela extremas a três pares de mãos, o resultado desse projeto é arrebatador, irretocável e configura-se, até hoje, como uma das melhores animações do século.

Há vários temas delineados pelo longa-metragem que são tratados de maneira compreensível e reflexiva, recusando-se a morrer no didatismo barato e convidando o público a fazer parte ativa dessa trajetória de autoconhecimento e de amadurecimento. Docter arquiteta um belíssimo coming-of-age à medida que explora a complexidade da mente humana, utilizando os conceitos das emoções primordiais e das memórias-base para tentar responder a uma das perguntas mais feitas pelo próprio indivíduo: por que somos do jeito que somos?

Inúmeras associações médicas e psicanalíticas rasgaram elogios para o propósito educativo e questionador da animação, e pelo fato de a história ser destinada a qualquer grupo demográfico: a utilização exagerada de cores complementares e opostas para a delineação dos personagens chama a atenção dos pequenos, enquanto a transição da fase pueril para a adolescência ressoa com jovens ao redor do mundo. Enfim, o público mais adulto se vê representado em um vórtice de nostalgia e uma retro-compreensão de como se deu uma das fases mais turbulentas da evolução humana – singrando pelos conceitos de depressão, solidão e impulsão em meio a escolhas criativas sagazes e inteligentes.

Seja no conflito entre Riley e os pais, seja no embate entre a Alegria e a Tristeza, os comentários promovidos pelo projeto reafirmam que nada é “preto no branco” e que o exagero emocional nunca é algo a ser defendido. Alegria, implacável com sua necessidade psicótica de deixar Riley feliz, promove, sem perceber, uma supressão de sentimentos e sensações que impede que a garota enxergue a realidade bem à frente dos olhos, criando uma ilusão que, por vezes boa, pode se tornar perigosa; desprovida da Alegria e da Tristeza, Riley é engolfada em uma apatia letárgica que a transforma em alguém movida pela frustração e pela decepção – e que a propulsiona, inclusive, a querer voltar para a casa de infância; e, munida pelo retorno de Tristeza, a memorabília eternizada por um saudosismo intrincado permite que Riley entenda o que está acontecendo e esteja disposta a compreender as mudanças – sejam ruins ou boas.

Arrecadando quase US$860 milhões ao redor do mundo, Divertida Mente tornou-se um dos filmes mais elogiados e importantes do crescente panteão Pixar, conquistando o Oscar de Melhor Animação e faturando uma indicação à categoria de Melhor Roteiro Original – e merecidamente tendo encantado fãs ao redor do mundo com uma emocionante e visceral narrativa que ressoa com os apreciadores da sétima arte mesmo uma década depois de seu lançamento nos cinemas.

Lembrando que o filme está disponível no catálogo do Disney+.