Site Página 7961

‘Pixels’ estreia com 0% de aprovação dos críticos norte-americanos

Adam Sandler é a maior prova que a opinião dos críticos quase nunca bate com a do público. A maioria dos seus filmes são massacrados pela crítica especializada, mas vão muito bem nas bilheterias. Porém, o astro se superou com ‘Pixels – O Filme‘.

O filme, que estreia nesse final de semana no Brasil e EUA, está com 0% de aprovação no RottenTomatoes, que reúne as críticas dos principais veículos de comunicação.

É a pior avaliação de um filme estrelado pelo astro, que já tinha conquistado apenas 3% de aprovação com ‘Cada um tem a Gêmea que Merece‘ (Jack & Jill), “comédia” que bateu recorde de indicações ao Framboesa de Ouro em 2011 concorrendo nas 10 categorias principais.

Confira:

pixelsrotten

Leia a crítica!

Em ‘Pixels‘, quando seres intergalácticos interpretam um arquivo em vídeo com imagens de jogos de arcade clássicos como uma declaração de guerra contra eles, eles atacam a Terra usando esses jogos como modelos para suas várias ofensivas. O presidente Will Cooper (Kevin James) busca ajuda de seu melhor amigo de infância Sam Brenner (Adam Sandler), um campeão de competições de vídeo-games nos anos 80 – e agora um instalador de home theater – para liderar uma equipe de jogadores veteranos (Peter Dinklage e Josh Gad), derrotar os alienígenas e salvar o planeta. Eles ainda vão contar com a ajuda da tenente-coronel Violet Van Patten (Michelle Monaghan), uma especialista em tecnologia que irá fornecer aos arcaders as armas exclusivas para lutar contra os aliens.

Adam Sandler participa de filme com a Turma da Mônica; Assista! 

Peter Dinklage (‘Game of Thrones’), Josh Gad (‘Frozen’), Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan , Brian Cox e Ashley Benson (‘Pretty Little Liars’) estrelam. Chris Columbus dirige.

 

Crítica | Pixels

Adam Sandler não é diretor, mas ‘Pixels‘ se parece com a maioria dos filmes protagonizados pelo ator/produtor. Há uma influência clara no roteiro e na direção, talvez não diretamente, mas certamente pode-se sentir um toque da sua personalidade. Algo que não é ruim por si só, mas deixa este filme com a mesma sensação de outros, como ‘Click‘ (2006, Frank Coraci) e ‘Cada um tem a Gêmea que Merece‘ (2011, Dennis Dugan), e são uma aposta segura de alguém que quer ganhar dinheiro à partir da mediocridade e esquematização de um filme feito de qualquer jeito.

pixels_9

Quanto ao humor, é exatamente o que se espera da linha de produção Sandler. Engraçado? Às vezes. Mas nunca pelas piadas, sempre pelo carisma dos atores, algo que também é recorrente nesses filmes. Existem alguns bons momentos, e outros em que tive de fechar os olhos por não aguentar a vergonha alheia. Um, em particular, me chamou atenção pela seriedade com que é proferido o diálogo: “Você joga Space Invaders? Por que está invadindo meu espaço” (Não, você não é o único. Eu me contorci na poltrona).

A história envolve Sam Brenner (Adam Sandler), um ex-campeão de vídeo game que, adivinhe, precisa salvar o mundo de alienígenas que se transmutam em personagens de vídeo games. O filme inteiro é rodeado por esses absurdos, como a ascensão do melhor amigo de Sam ao posto de presidente dos estados unidos e a própria invasão dos alienígenas a terra que se dá por uma capsula enviada pela NASA contendo, entre outras coisas, imagens do torneio que Sam participou em 1982.

pixels_8

Embora isso denuncie mais ainda a maneira industrial e formulaica que são produzidos alguns, senão todos os filmes “de” Sandler, isso por si só não é o problema. No epicentro desse terremoto de mediocridade estão a construção de humor ruim e a natureza extremamente esquemática do roteiro. Quando ouço falar de Adam Sandler, a primeira coisa que me vem à cabeça é uma mãe solteira com um filho pequeno, ou algo que envolva Sandler tentando conquistar uma mulher e ganhando a amizade de um garotinho, e que consta no filme. Também a amizade com um “bobalhão” e o antagonista que vira companheiro, se redimindo nos momentos finais do filme (argh!).

A comédia é toda constituída de piadas como a do Space Invaders e algumas reações e situações desconfortáveis que funcionam apenas por que, bem, os atores têm carisma. Até Sandler que é Sandler, não se pode negar, tem uma boa dose de carisma, mas que é, geralmente, mal aproveitado em caça-níquéis como esses. Todo o humor no filme tinha tudo para ser um desastre, ficando perto do limite para isso acontecer, mas quase sempre se safando devido a este carisma, em especial do excelente Peter Dinklage, que interpreta o ex-rival de Sam nas competições de vídeo game. A performance é forte, compondo um personagem caricatural, mas que não deixa de ser engraçado.

pixels_11

Quando o filme progride e se aproxima do final, vê-se uma busca desesperada por um desfecho feliz artificial. As referências se aglomeram em um bolo de ação, filmado de maneira extremamente convencional e, pouco interessante muitas vezes, em conjunto com um dos piores usos de música que eu já vi, num conjunto que resulta fraquíssimo. Não que as cenas sejam um desastre total, mas We Will Rock You merecia coisa muito melhor do que isso.

Crítica 2 | Pixels

Será que a vida é um grande jogo de videogame? Voltando a décadas passadas, pura nostalgia para grande parte do público, chega aos cinemas brasileiros a nova aposta do humorista Adam Sandler, Pixels. Estimado em mais de 110 milhões de dólares e dirigido pelo experiente cineasta norte-americano Chris Columbus (‘Esqueceram de Mim’), o longa-metragem é uma grande decepção do início ao fim. Personagens sem carisma, embalados ou não pelas piadas americanizadas de Sandler, um roteiro repleto de falhas, uma direção que beira somente ao razoável transforma Pixels em uma grande e intensa experiência sonolenta.

Na trama, conhecemos logo no início e ainda crianças, os nerds Brenner (Adam Sandler) e Cooper (Kevin James), o primeiro é um grande campeão dos jogos estilo arcade e o segundo seu fiel escudeiro. Os anos passam e Brenner se tornou um homem desiludido que trabalha em uma empresa de montagem de equipamento, já Cooper se tornou o todo poderoso presidente dos Estados Unidos. Durante uma invasão inusitada à Terra, Cooper precisará de todo o conhecimento de Brenner para combater um mal nunca antes visto.

pixels_7

Uma característica inusitada deste blockbuster é que principalmente em seu início, o filme já veste a camisa do impossível. Partindo desta ideia o roteiro deveria pelo menos mostrar uma certa direção para a história, coisa que não acontece. O filme tenta se sustentar em diálogos repleto de improvisos, atuações bem abaixo da média, até mesmo do ótimo Peter Dinklage (Game of Thrones). Brian Cox, outro baita ator parece uma marionetes dentro de um projeto que deixa muito a desejar. Fora as atuações, a direção parece em alguns momentos meio equivocada exagerando no uso da tecnologia e esquecendo da origem da história. Tudo é muito confuso neste projeto.

Não adianta colocar o Pac-Man, disparado o melhor ‘ator’ do filme, e tentar fazer menções a clássicos do videogame das antigas se não há o mínimo de evolução na trama. É um tipo de entretenimento que até mesmo os amantes nerds podem não gostar do resultado final.

Crítica | Um Reencontro

Encontrar você ou nunca mais ver você. Falando sobre o amor quântico e todas as possibilidades que podem haver em uma atração amorosa, a diretora francesa Lisa Azuelos utiliza de uma trilha sonora contemporânea para contar um quase poema sobre o amor. Uma das qualidades do filme é que a apresentação dos personagens é direita, simples e objetiva. Um Reencontro fala sobre a essência do amor, com uma visão e interpretação sobre o sentimento puro que vem espontaneamente quando um outro alguém desperta o diferente em você. O projeto deve incomodar a alguns, muito pelo fato dos eternos clichês do gênero que realmente são incorporados na trama mas de nada atrapalham a emoção que nasce das escolhas dos personagens.

Na trama, somos rapidamente apresentados ao advogado criminalista Pierre (François Cluzet) e a sensual escritora Elsa (Sophie Marceau). Os dois pombinhos se conhecem em uma festa e logo de início cativam a atenção mútua. O problema é que Pierre é casado e Elsa não gosta de senvolver com que já tem uma dona. Assim, entre idas e vindas que o destino sempre reserva, tanto nos filmes como na nossa própria realidade, os dois precisarão ter forças para combater esse forte e crescente sentimento.

Cluze e Marceau formam um dupla harmônica que navegam no rio da atração, deixando o espectador se identificar com a história que é contada com uma verdade escancarada (as vezes cutuca os clichês dos filmes românticos) sobre as nuncias e consequências da relação criada. Marceau usa e abusa de sua sensualidade. A simpatia e o astral de sua personagem, deixam o público grudados na telona.

Somos desafiados a encontrar as peças de um quebra-cabeça de acordo com o que pensamos ou sentimos sobre o amor. A diretora Lisa Azuelos, que também faz uma ponta no filme, coloca em prática um exercício arriscado mas sempre deixando claro o seu ponto de vista sobre as possibilidades dessa história de amor. Sem dúvidas, Um Reencontro é um filme para almas sensíveis que adoram o livre arbítrio do sonhar.

‘Colegas’ pode ganhar sequência

O diretor Marcelo Galvão divulgou em sua página pessoal do Facebook que o longa nacional ‘Colegas‘ pode ganhar sequência, a ser realizada pela Globo Filmes. Lançado em março de 2013, o filme foi visto por quase 200 mil espectadores nos cinemas.

Confira:

Amigos,Amanhã irei na Globo apresentar uma ideia para o Colegas 2. Eles estão bem interessados, vamos torcer!!!!

Posted by Marcelo Galvão on Segunda, 20 de julho de 2015

 

Crítica | Colegas

A divertida comédia que aborda de forma inocente e poética coisas simples da vida através do olhar de três jovens com síndrome de Down apaixonados por cinema. Um dia, inspirados pelo filme Thelma & Louise, eles resolvem fugir no Karmann-Ghia do jardineiro (Lima Duarte) em busca de seus sonhos: Stalone quer ver o mar, Marcio quer voar e Aninha busca um marido pra se casar. Eles partem do interior de São Paulo rumo à Buenos Aires. Nessa viagem, enquanto experimentam o sabor da liberdade, envolvem-se em inúmeras aventuras e confusões como se a vida não passasse de uma eterna brincadeira. Rita Pokk, Breno Viola, Lima Duarte, Leonardo Miggiorin, Juliana Didone, Marco Luque e Germano Pereira também estrelam.

Assista nossa entrevista com o diretor:

Crítica | Colegas

Uma fábula atemporal e emocionante, que apresenta um Brasil inocente e personagens determinados a cumprir seus sonhos, mesmo que estes pareçam impossíveis. Colegas chega aos cinemas nacionais quebrando dois tabus.

O primeiro deles, é fugir da fórmula arcaica que toma conta do cinema nacional: somos bombardeados anualmente com filmes-favela de extrema violência, que mostra o pior do nosso país, ou das comédias escrachadas de roteiro chulo, presente da Globo Filmes.

O segundo tabu quebrado, e o mais importante, é trazer como protagonistas três jovens com síndrome de Down, e não fazer o enredo girar em cima de suas dificuldades ou limitações – mas tratá-los como pessoas como nós, com medos e anseios, correndo atrás de seus sonhos.

A comédia trata de forma poética coisas simples da vida, através dos olhos dos três personagens com síndrome de Down. Eles são apaixonados por cinema e trabalham na videoteca do instituto onde vivem. Um dia, inspirados pelo filme ‘Thelma & Louise’, resolvem fugir no Karmann-Ghia do jardineiro (Lima Duarte) em busca de três sonhos: Stalone (Ariel Goldenberg) quer ver o mar, Aninha (Rita Pokk) quer casar e Márcio (Breno Viola) precisa voar. Nesta busca, se envolvem em inúmeras aventuras como se tudo não passasse de um maravilhoso sonho.

Quase todos os diálogos dos personagens são homenagens a filmes de sucesso, como ‘A Primeira Noite de um Homem’, ‘007’, ‘Homens de Preto’, ‘Cidade de Deus’, ‘E O Vento Levou…’.

Com uma direção talentosa e segura de Marcelo Galvão, a história se apresenta como atemporal: ao mesmo tempo em que temos celulares, temos carros antigos, fitas cassetes e até uma participação especial de Raul Seixas, responsável pela trilha sonora da produção. É um mundo paralelo, inocente e seguro – como a imaginação fértil e doce desses jovens.

O elenco é um show à parte: Breno Viola é quem se sair melhor como Márcio, responsável pelas melhores piadas. Casados na vida real, Ariel Goldenberg e Rita Pokk transportam para a tela essa química, e conseguem emocionar e convencer como um casal apaixonado. O elenco de apoio tem nomes de peso, como Lima Duarte, Leonardo Miggiorin, Juliana Didone, além de contar com mais 60 jovens com síndrome de Down.

Colegas pode ser definido como uma comédia road movie fantástica, que coincidentemente, é estrelada por jovens com síndrome de Down. Galvão dedica a produção a um tio portador de Down, cuja história o incentivou a roteirizar e dirigir este filme.

Sem se aprofundar no lado negativo da síndrome, ele evita o preconceito ao mostrar que esses jovens são inteligentes e possuem os mesmos sonhos que nós, além de ter um humor irreverente com direito a auto parodia e piadas de humor negro – humanizando os personagens e nos permitindo rir.

A vida é curta demais para ser pequena, então façam de suas vidas algo extraordinário!”.

 

As Leis do Crime

Foi divulgado o primeiro trailer e pôster de ‘As Leis do Crime‘ (Revenge of the Green Dragons), novo filme do diretor Andrew Lau (‘Conflitos Internos’) produzido por Martin Scorsese.

Confira, junto com a arte:

leisdocrime_1

Escrito por Michael Di Jiacomo, o longa acompanha o envolvimento de dois imigrantes chineses – Sonny (Justin Chon) e Steven (Kevin Wu) – com a gangue Dragões Verdes, de Nova York, nos anos 80 e como o fato influenciará o relacionamento deles.

O roteiro é baseado em um artigo da revista New Yorker sobre o submundo chinês-americano.

Harry Shum, Jr., Shuya Chang, Geoff Pierson, Billy Magnussen e Ray Liotta completam o elenco.

Esta é a segunda produção hollywoodiana de Andrew Lau, que estreou no mercado norte-americano com ‘Justiça a Qualquer Preço‘ (2007), estrelado por Richard Gere.

O filme também repete a dobradinha de Scorsese com Lau; o cineasta americano dirigiu e ganhou o Oscar com ‘Os Infiltrados‘, filme inspirado em ‘Conflitos Internos’, do diretor de Hong Kong.

As Leis do Crime‘ chega direto em Home Vídeo no Brasil dia 6 de Agosto.

Os Melhores Filmes de Zumbi

Impregnados na cultura pop, os zumbis não poderiam estar em maior evidência na atualidade. De antagonistas monstruosos e inexplicáveis, as criaturas passaram a anti-heróis e protagonistas dos próprios filmes. No entanto sempre utilizados como metáforas implícitas, os zumbis já tiveram diversos significados ao longo dos anos. Vamos dar uma olhada nos principais deles:

 

 

2

Crítica Social – A Noite dos Mortos Vivos (1968)                                      

A obra do cineasta George Romero data de 1968, e é a precursora da onda que vemos hoje. Filmado todo em preto e branco, o filme mostrava os mortos voltando à vida de forma inexplicável. O fato deixava um grupo aleatório de pessoas aprisionadas numa casa como último refúgio. Lá dentro, os sobreviventes encontravam na figura de Ben (Duane Jones), um negro, seu líder. O fato parece não ter relevância atualmente, mas tenha em mente que esse era o auge da época da segregação racial americana, e a trama se passa inclusive numa cidade sulista, berço do fervor racista. Poucos filmes (ou quase nenhum) apresentavam um protagonista de tal raça naqueles tempos. O desfecho da obra, também escrita por Romero, é um tapa na cara da sociedade da época.

 

3

Fanatismo Religioso e Protesto antiarmamentista – A Última Esperança da Terra (1971)

Embora o conto original tenha sido escrito por Richard Matheson (um dos ícones da literatura fantástica americana, falecido no último domingo) em 1954, e um filme dele tenha sido feito em 1964, estrelado por Vincent Price (Mortos que Matam /  The Last Man on Earth), foi essa a versão que se tornou extremamente popular e conhecida. Protagonizado pelo astro Charlton Heston (saído do sucesso Planeta dos Macacos), o filme traz a humanidade devastada por um vírus e aparentemente um único sobrevivente. Os zumbis aqui, no entanto, são completamente diferentes. Seres albinos, eles são capazes de se comunicar, e são bastante inteligentes. Seus únicos temores são o sol e o fogo. Seu ideal é construir uma nova sociedade, longe dos maquinários e armamentos que destruíram a raça humana, segundo seu pensamento. A gangue do Mathias, como é conhecida essa espécie de seita, deseja a paz entre todos os seres, e se pensarmos bem, o verdadeiro antagonista dessa nova realidade é o homem das cavernas brutal e sanguinário, interpretado por Heston. Curiosamente, anos depois Heston se tornaria o porta voz da América armada.

 

4

Consumismo – O Despertar dos Mortos (1978)                                         

Nova década, nova crítica. Usando mais uma vez os mortos-vivos como pano de fundo para a sua grande alfinetada na sociedade americana contemporânea, George Romero procurou ao redor um assunto para explorar. E o que chamou sua atenção foi o consumismo exacerbado promovido pelos shopping centers e os cartões de crédito – no auge de sua popularidade inicial. Dessa vez pessoas ficavam presas num grande shopping, e ao final, quando as criaturas finalmente conseguem adentrar o local, Romero traça um paralelo entre as criaturas vagarosas e anestesiadas num estado de transe, e os consumidores que recaem no mesmo estado, sempre em busca de mais do que necessitam.

 

5

Orgulho trash e Capitalização – Série A Volta dos Mortos Vivos, Re-Animator e outros (década de 1980)

Entrando em uma nova década, os anos 1980 ficaram conhecidos por ser o berço do cinema entretenimento. O tipo de filme que visava e tinha cacife para lucros astronômicos. O que é condenável, no entanto, é que muitas dessas produções hollywoodianas da época visavam apenas o lucro e o entretenimento, sem um valor qualitativo específico. Aqui, por exemplo, diversas produções de terror foram criadas capitalizando em cima do que Romero e outros criaram no passado, sem acrescentar grandes pensamentos sobre um determinado assunto, ou qualquer um por assim dizer. O único objetivo de tais produções parecia ser assustar e arrastar fiéis seguidores aos montes. Então, se reclamamos hoje de séries intermináveis e sem conteúdo como Jogos Mortais e Atividade Paranormal, temos que agradecer a essa época.

 

6

Refilmagem – A Noite dos Mortos Vivos (1990), Madrugada dos Mortos (2004) e Eu Sou a Lenda (2007)

A aparente falta de ideias que domina a Hollywood atual recheada de refilmagens, já existe há certo tempo (embora realmente tenha atingido seu ápice agora). Os zumbis pareciam mortos e enterrados, já que seus criadores não tinham muito mais a dizer, apenas reciclar ideias. A refilmagem do clássico absoluto de Romero passou em branco e a única coisa que parece ter adicionado foi cores. Já com o outro filme de RomeroO Despertar dos Mortos, que se tornou Madrugada dos Mortos, a abordagem foi justamente mudar a abordagem. E assim de crítica ao consumismo, a obra se tornou um produto dele, mirado apenas ao entretenimento, num filme questionador da sobrevivência mas sem o mesmo tema central. Eu Sou a Lenda, nova abordagem ao texto de Matheson, trazia Will Smith num tour de force, num blockbuster que faz mais pelo espetáculo visual do que por um conteúdo indagador.

 

7

Reinvenção – Extermínio (2002)                                                                    

Isso tudo pôde ser deixado de lado. O diretor inglês Danny Boyle, diretor de clássicos subversivos como Trainspotting – Sem Limites, ousa e cria um filme de zumbi totalmente diferente de tudo o que já havia sido mostrado até então. Uma produção minimalista que apresenta uma atmosfera documental, e recaptura o espírito da obra original de Romero. Isolados não mais numa casa, mas numa cidade inteira, os personagens lutam para sobreviver a essa nova realidade. Nada de mordidas para ser contaminado, tudo o que basta agora é o espirrar de uma gota de sangue na boca ou no olho para a vítima se transformar numa criatura raivosa e acelerada. Essa é uma das grandes novidades que Boyle trouxe ao subgênero, seus zumbis não são mais criaturas lentas, são torcedores organizados de um time, com grande fúria e velocidade. Ativistas tentando libertar cobaias de laboratórios entram bem, e iniciam o apocalipse.

 

8

Humor Britânico – Todo Mundo Quase Morto (2004)                          

Em meados da década passada ainda era possível adicionar originalidade ao subgênero dos filmes de mortos-vivos? Outro inglês prova que sim (eles merecem todo o crédito pela reinvenção das criaturas). Edgar Wright estreia na direção com um longa que é pura sátira de tudo o que já havia sido criado até então para o cinema de zumbis. Sem saber, os envolvidos criavam um clássico moderno, personagens icônicos, e uma das duplas mais cultuadas da atualidade, Simon Pegg e Nick Frost. Dois amigos perdedores precisam amadurecer, e quer época melhor para isso do que durante um apocalipse zumbi. Sem que percebam, para variar, o mundo muda a seu redor. Shaun, personagem de Pegg, parte da brincadeira com o título original,  precisa ascender à ocasião se tornando o líder de seu grupo de amigos sobreviventes. Essa é uma comédia inglesa, que como de costume usa muito humor seco e negro.

 

9

Entretenimento Garantido – Zumbilândia (2009)                                  

Pegando carona no que Todo Mundo Quase Morto tornou possível, a obra do diretor Ruben Fleischer vai além em matéria de entretenimento pop e aura “cool”. Um Cult instantâneo, Zumbilândia mostrava que também sabia fazer bem uma sátira aos filmes de zumbi, clamando de volta a criação de seu conterrâneo. No meio de uma realidade devastada, o protagonista interpretado por Jesse Eisenberg criou um conjunto de regras para a sobrevivência. Elas são eliminadas quando ele conhece o durão personagem de Woody Harrelson, e as irmãs interpretadas por Emma Stone e Abigail Breslin.  Além de diversas referências e piadas implícitas, o filme é legal o suficiente para chamar seus personagens não pelos nomes, mas pelas cidades de onde são originários. No caso da vizinha interpretada pela gata Amber Heard, ela é simplesmente chamada pelo número de seu apartamento. A obra ainda guarda um dos momentos mais hilários do cinema recente, com a participação de um certo Caça-Fantasma. Infelizmente, ou quem sabe felizmente, a obra ganhou uma série de TV ao invés de uma continuação.

 

10

Série de TV – The Walking Dead (2010)                                                      

Depois de tamanho impulso recente no cinema, o único lugar para onde os zumbis faltavam migrar era para a telinha. Em 2010 isso mudou, com o primeiro seriado focado exclusivamente nos mortos vivos, The Walking Dead. Baseado numa história em quadrinhos, a versão para a TV se tornou um sucesso imediato, e uma verdadeira febre, criando uma legião de seguidores.

 

11

Protagonista Romântico – Meu Namorado é um Zumbi (2011)          

O conceito de originalidade pode ter feito mal a essa produção. E o fato é confundido com besteira, quando se tem em mente recriar o sucesso de uma das menos interessantes séries cinematográficas a utilizarem uma figura mitológica assustadora, bom pelo menos para pessoas acima dos 18 anos, a saga Crepúsculo. A ideia aqui é capitalizar em cima do romance, e “crepuscular” essa produção, que na realidade é baseada num livro. Um morto-vivo (que agora passam a pensar) aos poucos volta a ser humano quando se apaixona pela protagonista, vivida pela bela australiana clone de Kristen StewartTeresa Palmer. O jovem talentoso Nicholas Hoult se sai bem como R, o zumbi apaixonado; mas algo aqui parece estar errado, fora do lugar. De atestados sociais, os zumbis passaram a objeto de afeto em romances adolescentes.

 

12

Blockbuster – Guerra Mundial Z (2013)                                                      

Mesmo já tentado outras vezes, como em Eu Sou a Lenda, essa nova produção leva os filmes de zumbis a outro nível. Guerra Mundial Z é o 007 dos filmes de zumbis. Uma superprodução recheada de ação, adrenalina e efeitos visuais, que leva um protagonista por diversas localidades pelo muito, em busca de um objetivo, se envolvendo em diversas aventuras, e escapando das situações mais impossíveis. Baseado num livro cultuado, que reunia relatos fictícios espalhados pelo mundo, a versão cinematográfica leva apenas o título consigo, e aqui é Brad Pitt para todo o lado. Estruturado em três etapas, aqui temos tensão junto a família, onde Pitt tenta proteger os seus (parte que se assemelha a Guerra dos Mundos, de Spielberg); temos Pitt pelo mundo, com direito a uma das melhores cenas, no avião; e o desfecho, mais semelhante aos filmes de mortos vivos intimistas que se passem dentro de locais fechados. Guerra Mundial Z faz o favor de adicionar elementos novos à mitologia das criaturas, e aqui uma espécie de cura aparente é encontrada.

Crítica em Vídeo | Homem-Formiga

Acaba de sair do forno a nova edição do Cine Agenda, vídeo apresentado pelo editor Renato Marafon com crítica ao principal lançamento desse final de semana: ‘Homem-Formiga‘.

Assista:

Crítica em Vídeo | Homem-Formiga

Posted by CinePOP on Sexta, 17 de julho de 2015

Na história, Michael Douglas vive Hank Pym, um cientista brilhante que desenvolveu a tecnologia mencionada no parágrafo acima. Percebendo como seria perigosa em mãos erradas, o sujeito fica anos inerte. Seu primeiro discípulo, Darren Cross (papel de Corey Stoll), tenta a todo custo replicar seu experimento, mas suas ações podem ter propósitos não tão nobres assim. Pym sai da autoimposta aposentadoria quando conhece Scott Lang, papel do agradável Paul Rudd, um exímio ladrão com habilidades promissoras. Juntos, Pym e Lang formam uma improvável dupla para desbaratinar os planos do inescrupuloso Cross, com a ajuda da filha de Pym, Hope van Dyne, papel da estonteante Evangeline Lilly.

Criador de ‘Pânico’ levará ‘As Criaturas Atrás das Paredes’ para a TV

Wes Craven, criador das franquias ‘Pânico’ e ‘A Hora do Pesadelo’, fechou um acordo com a Universal Cable Productions para levar adaptações de produções de terror ao canal Syfy. As informações são da Variety.

Uma delas é a sériePeople Under the Stairs’, baseada em ‘As Criaturas Atrás das Paredes’ (1991), filme escrito e dirigido por Craven.

Descrita como uma versão contemporânea de ‘Downton Abbey’ encontrando ‘Horror Em Amityville’, a atração é centrada nos horrores centenários do interior de uma propriedade, descobertos após o sumiço de uma garota.

O piloto será roteirizado por Michael Reisz (‘Unforgettable’), que também assumirá a produção executiva ao lado de Craven. Reisz cuida no momento da adaptação televisiva de ‘Os Instrumentos Mortais’.

Outro projeto de Craven inclui a sérieWe Are All Completely Fine’, baseada no livro homônimo de Daryl Gregory, focada em um enigmático psicólogo que reúne sobreviventes de cenários de cinco filmes de terror em um grupo de apoio – apenas para desbloquear os passados maléficos de seus pacientes.

O roteiro e direção do piloto ficarão a cargo do cineasta, que ainda servirá como produtor executivo.

Craven e a Universal também desenvolvem ‘Disciples’, seriado futurista ambientado em um mundo onde pessoas super ricas tornaram-se os verdadeiros Mestres do Universo e colonizaram luas por todo o sistema solar.

Não há previsão de estreia para os projetos.

Sentimentos que Curam

(Infinitely Polar Bear)

 

 Infinitely Polar Bear (2014) on IMDb

 

Elenco: Zoe Saldana, Mark Ruffalo, Keir Dullea, Wallace Wolodarsky, Mary O’Rourke, Ashley Aufderheide, Brianne Brozey, William Xifaras.

Direção: Maya Forbes

Gênero: Comédia Dramática

Duração: 90 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: R$ 7 milhões

Estreia: 16 de Julho de 2015

Sinopse: 

Situada no final dos anos 70, a trama de ‘Sentimentos que Curam‘ acompanha um pai com transtorno bipolar que decide reconquistar a família ao assumir a responsabilidade de cuidar das duas filhas jovens, ambas espirituosas e cheias de energia.

Curiosidades: 

» O roteiro e a direção são de Maya Forbes – o filme marca sua estreia como diretora. J.J. Abrams e Bryan Burk estão entre os produtores.

 

Trailer:

Cartazes: 

 

sentimentosquecuram_1

Fotos:

Infinitely Polar Bear

O Conto da Princesa Kaguya

(Kaguyahime no monogatari)
 O Conto da Princesa Kaguya<br /> (2013) on IMDb

Elenco: Vozes no Original de:
Chloë Grace Moretz – Princesa Kaguya
James Caan – The Bamboo Cutter (voice)
Mary Steenburgen – The Bamboo Cutter’s Wife
Darren Criss – Sutemaru
Lucy Liu – Lady Sagami (voice)
James Marsden – Principe Ishitsukuri

Direção: Isao Takahata

Gênero: Animação

Duração: 137 min.

Distribuidora: California Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 16 de Julho de 2015

Sinopse:

Kaguya era um minúsculo bebê quando foi encontrada dentro de um tronco de bambu brilhante. Passado o tempo, ela se transforma em uma bela jovem que passa a ser cobiçada por 5 nobres, dentre eles, o próprio Imperador. Mas nenhum deles é o que ela realmente quer. A moça envia seus pretendentes em tarefas aparentemente impossíveis para tentar evitar o casamento com um estranho que não ama. Mas Kaguya terá que enfrentar seu destino e punição por suas escolhas.

 

Curiosidades:

» Esta animação é baseada no conto popular japonês “O corte do bambu”.

 

Trailer:

Cartazes:

contodaprincesa_1

 

Fotos:

 

 

 

 

Uma Nova Amiga

(Une nouvelle amie)

 

 Une nouvelle amie<br /> (2014) on IMDb

Elenco: Romain Duris, Anaïs Demoustier, Raphaël Personnaz, Isild le Besco.

Direção: François Ozon

Gênero: Drama

Duração: 107 min.

Distribuidora: Imovision

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 16 de Julho de 2015

Sinopse:

Após a morte de sua melhor amiga, Claire (Anaïs Demoustier) entra em uma profunda depressão. Mas uma descoberta surpreendente sobre David (Romain Duris), o marido da falecida amiga, irá resgatar o seu prazer de viver.

 

Curiosidades:

» Indicado em 2 categorias no César Awards 2015 (Melhor Figurino e Melhor Ator para Romain Duris)

» Vencedor do Prêmio Sebastiane no Festival de San Sebastian 2014
Trailer:

 

Cartazes:

umanovaamiga_1

Fotos:

umanovaamiga_2

 

Ouça I Started A Joke, a música do trailer de ‘Esquadrão Suicida’

Além de Margot Robbie (Arlequina), outra coisa que roubou a cena do trailer de ‘Esquadrão Suicida‘ foi a versão feminina de ‘I Started A Joke‘ (original do Bee Gees).

Pesquisamos e encontramos a música na íntegra

‘Batman vs Superman’: Trailer LEGENDADO exibido na Comic-Con

Ouça:

Sue Kroll, presidente de marketing e distribuição internacional da Warner Bros., revelou que o vazamento do trailer de ‘Esquadrão Suicida‘ pode gerar consequências para a Comic-Con – leia mais!

“Amanda Waller dirige uma agência secreta do governo que se chamado ARGUS e cria uma força tarefa ‘suicida’ de super-vilões. Eles são obrigados a embarcar em uma missão perigosa e mortal em troca de penas mais curtas”.

Jared Leto enviou presentes desagradáveis para atores de ‘Esquadrão Suicida’ 

Coringa de Jared Leto supera o de Heath Ledger, diz repórter

O elenco tem ainda tem Cara Delevingne como Magia; Viola Davis como Amanda Waller; Gary Sinise (‘CSI: NY’) como o General Eiling, Raymond Olubowale como o Tubarão-Rei; Scott Eastwood como Steve Trevor; e Alex Meraz (‘A Saga Crepúsculo’) em papel desconhecido. Jesse Eisenberg deve retornar como Lex Luthor, reprisando o seu papel em ‘Batman V Superman’.

Do lado dos antagonistas, integram o time: Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Pensador (Jackie Earle Haley), Exterminador (Jim Parrack) e Antiphon, líder da organização terrorista Onslaught (que pode ser vivido por Ed Harris).

Dirigido por David Ayer, o filme tem lançamento marcado para 5 de agosto de 2016.

Recentemente, surgiram rumores sobre a participação do Batman (Ben Affleck). O Homem-Morcego apareceria no final do filme, provavelmente para deter Coringa, que escapa do Asilo Arkham e assassina várias pessoas.

Nos quadrinhos, o Esquadrão Suicida é um grupo de criminosos recrutados pelo governo para missões especiais. David Ayer (‘Corações de Ferro’, ‘Marcados Para Morrer’) assumirá a direção do longa para a Warner Bros..

Justin Marks (‘Street Fighter: A Lenda de Chun-Li’) escreveu a última versão do roteiro.

EXCLUSIVO: Trailer de ‘Gemma Bovery: A Vida Imita a Arte’ e recado da diretora

O CinePOP divulga, com EXCLUSIVIDADE, um trailer legendado de ‘Gemma Bovery: A Vida Imita a Arte‘ e recado EM PORTUGUÊS da diretora francesa Anne Fontaine, especialmente para os leitores do CinePOP.

A Mares Filmes estreia o filme nos cinemas nacionais dia 13 de Agosto.

Assista:

Martin, cansado da vida agitada em Paris volta à terra natal (uma cidadezinha da Normandia) para retomar a padaria familiar. De suas ambições na juventude, sobraram muita imaginação e a paixão pela literatura clássica, em particular Gustave Flaubert. Sua vida pacata se transforma bruscamente com a chegada de novos vizinhos, um casal de ingleses. Não apenas os recém-chegados tem nomes sugestivos, Gemma e Charles Bovery, como o comportamento deles parece inspirado pelos heróis de Flaubert, no famoso livro Madame Bovary. Para o espírito inquieto de Martin nasce a oportunidade de manipular, além da massa de pão do dia a dia, o destino desses personagens em carne e osso. Porém, a bela e sensual Gemma Bovery não conhece os clássicos da literatura e insiste em viver sua própria vida.

O elenco conta com Fabrice Luchini, Gemma Arterton e Jason Flemyng.

gemmabovery_1

Crítica 2 | Homem-Formiga

A fantasia de ser minúsculo, do tamanho de uma formiga, é algo que alguma vez já passou na cabeça de quem foi criança. Poder experimentar uma diferença de proporção que não experimentamos na vida real; ser um pontinho minúsculo em uma terra de gigantes e o que poderíamos fazer sendo deste tamanho é algo intrigante de se pensar.

Homem-Formiga‘ nos permite essa experiência, e embora seja um blockbuster com caracterizações e estratégias narrativas repetitivas, é ambicioso por construir este universo e nos permitir sentir esse: “como seria se…?”

homemformiga_23

Por toda a duração deste longa achei que estava assistindo a uma comédia. E esse aspecto do filme é bom, poderia muito bem se sustentar assim, apesar de que, nesse caso, a exploração do universo fantástico seria descartada. Pense em um filme entupido de humor. Quando digo entupido, realmente quero dizer isso. Acho que se há dez cenas que não contém passagens cômicas é muito. Aponto isso como um ponto positivo; um fator de sucesso para o filme, já que o humor funciona muito bem, embora não tenha nada de inovador. O filme aproveita o carisma e boa química dos atores. Embaixo desses aspectos, uma camada repetitiva; o filme de super-herói clássico; um típico filme da Marvel.

Cedo na projeção, descobrimos que Scott Lang (Paul Rudd), o futuro Homem-Formiga, é um ladrão muito habilidoso, mas que não comete um crime sério, de fato. Invade empresas ou casas de pessoas muito ricas para conseguir dinheiro. O acontecimento que começa a trajetória de Scott como super-herói é quando ele resolve assaltar a mansão de um homem bastante rico e importante, Hank Pym (Michael Douglas). Ao término da sua pena, o herói precisa de um apartamento e de pagar uma pensão para poder ver a filhinha pequena. Não consegue um emprego fixo e acaba optando por mais um furto. Um motivo pessoal, mas bastante nobre e humano diferente do tradicional e questionável: “Lutar pelo bem da humanidade” (embora isso seja o objetivo de alguns dos seus companheiros).

Homem-Formiga fotos 010610

A relação entre Scott e seus recém-conhecidos amigos e companheiros de roubo é brilhante. Luis (Michael Peña), Dave (T.I Harris) e Kurt (David Dastmalchian), que é a cara do Gregório Duvivier, diga-se de passagem, são as típicas caracterizações do cinema norte-americano. O trio que inclui um durão, um desligado e um engraçadinho, mas que acaba funcionando no final. O que dá a graça, porém, são os seus humores específicos, principalmente Paul Rudd, Michael Peña e David Dastmalchian. Scott Lang é um sujeito quase que isento de personalidade, mas que se põe sempre a atrapalhar os momentos emocionais com sua usual maneira incompreensivo-cômica, já Luis é um homem descontraído e que tem um jeito muito particular e engraçado de contar suas histórias. Ambos personagens típicos dos atores que os interpretam, mas que não deixam de dar certo.

A relação entre os amigos dá lugar ao treinamento que Scott tem que passar, auxiliado por Hank e Hope (Evangeline Lilly), para que possa executar um roubo para impedir a comercialização inescrupulosa do traje do Homem-formiga. Algo revelador do imaginário, que condiz com a realidade na maioria dos casos, das empresas de tecnologia movidas por dinheiro. E é engraçado como a espionagem, que é praticada pelos próprios personagens e é algo presente no filme, aparece como algo distante; fantasioso e que não condiz com o mundo real, quando se sabe que, pelo menos no caso dos EUA, a espionagem como é retratada é bem próxima da realidade (sem incluir as mirabolâncias do filme, é claro).

Homem-Formiga fotos 01065

Acompanhamos todo o treinamento de Scott que envolve aprender a usar o traje, aprender a lutar e até controlar as formigas pelo pensamento. É muito divertido ver esse processo, principalmente pelos diversos momentos que acompanhamos o herói minúsculo e vemos o mundo no seu ponto de vista. O momento em que, na forma minúscula, Scott se perde em um esgoto, uma casa e um banheiro é muito divertido. Por meio de uma grande angular (que aumenta a distância entre os objetos), ou pelo menos um efeito que simula esse tipo de lente, vemos um mundo que na realidade não é tão grande, mas para o herói minúsculo parece gigantesco.

Por fim, chegamos ao clímax do filme. Por meio de uma montagem paralela (quando se alterna de um acontecimento a outro) chocha e manipulativa, típica de um blockbuster, a fórmula continua a mesma. O bom humor dos personagens-atores e as sequências de ação, o que funciona até o final, porém, não desenvolvemos uma relação forte com nenhum personagem, nem mesmo a formiga, carinhosamente apelidada de Anthony.

Homem-Formiga fotos 01064

O filme termina de maneira preocupante, anunciando uma tendência que não é nova, mas se tornou recorrente, principalmente, nos filmes da Marvel. Uma cena extra, no final da projeção, anunciando uma possível sequência do filme. O que é preocupante de verdade não é a falta de novos personagens, universos e maneiras de se contar uma história, mas sim a criação de expectativa para uma nova sequência do filme. Dessa maneira, o público é incentivado a ansiar e especular sobre um novo filme da franquia, antes mesmo deste filme ser anunciado ou, em alguns casos, tenha se pensado em fazê-lo. O que se tem como resultado é um filme com os mesmos personagens, universo e estratégias, muito pouco ambicioso, algo que prejudica em demasia o cinema, em geral.

Crítica | Homem-Formiga

Tamanho não é Documento

É inegável que mesmo nas superproduções da Marvel, sempre sucessos financeiros, existem altos e baixos de qualidade. Não que o estúdio tenha entregado uma bomba homérica desde sua inauguração em 2008, ao mesmo tempo, dificilmente alguém defende com unhas e dentes filmes como Thor: O Mundo Sombrio, Homem de Ferro 3 e Capitão América: O Primeiro Vingador. Por outro lado, Capitão América: O Soldado Invernal, Os Vingadores (2012) e Guardiões da Galáxia foram rasgados de elogios.

O que parece por estas últimas produções é que a Marvel tem acertado mais quando aposta em um projeto inusitado, estranho ou desconhecido. Homem de Ferro 3, Vingadores 2 e Thor 2 eram sucesso garantido, justamente por isso soam como pouco esforço em suas confecções. Já Guardiões da Galáxia precisou trabalhar para mostrar que merecia lugar, na primeira fila, ao sol. É justamente onde se encaixa este Homem-Formiga, um projeto arriscado que a Marvel precisava tirar do papel se quisesse construir de forma correta seu universo cinematográfico costurado.

CinePop 2

O Homem-Formiga é um personagem importante na mitologia da casa e para a estruturação dos Vingadores. Ao mesmo tempo, é um personagem difícil de ser adereçado em outra mídia além dos quadrinhos. Simplesmente as características do personagem poderiam facilmente recair no ridículo ou longe do padrão cool com que o público foi acostumado nos filmes da empresa. Um sujeito cujo poder é diminuir até o tamanho de um alfinete e se comunicar com formigas não é exatamente interessante como um Batman, Homem de Ferro ou Superman. Bem, não era.

O devido reconhecimento precisa ser dado a um roteiro que consiga fazer de uma história mais difícil, e que facilmente poderia ser alvo de zombaria, algo identificável, curioso e divertido. Com empenho, é justamente assim que a trama criada por Edgar Wright e Joe Cornish, e desenvolvida por eles em parceria com Paul Rudd e Adam McKay, é exibida nas telas. Com um tom bem propício de histórias em quadrinhos, Homem-Formiga é uma investida honesta e com bastante coração. Utilizando de bastante humor, esta é uma aventura digna, mesmo que tudo ocorra em menor escala. Justamente por isso, é mais humana e de fácil acesso.

CinePop 4

Em determinado ponto, Hank Pym (Michael Douglas), o primeiro Homem-Formiga, dispara ao se referir aos Vingadores: “Eles devem estar ocupados erguendo cidades”. Isso demonstra a magnitude megalômana a que chegou o segundo filme dos maiores heróis da Marvel. Afinal, o que sobra para se fazer após levantar uma cidade? Homem-Formiga chega justamente neste contraponto. É uma trama minimalista, sobre um ladrão, sua filha, seu mentor e a filha dele. O mote, como já deu para perceber, é o relacionamento familiar. Ah, sim, temos um vilão e a subtrama envolvendo o desenvolvimento e venda de uma nova tecnologia, capaz de encolher ou fazer crescer.

CinePop 3

Na história, Michael Douglas vive Hank Pym, um cientista brilhante que desenvolveu a tecnologia mencionada no parágrafo acima. Percebendo como seria perigosa em mãos erradas, o sujeito fica anos inerte. Seu primeiro discípulo, Darren Cross (papel de Corey Stoll), tenta a todo custo replicar seu experimento, mas suas ações podem ter propósitos não tão nobres assim. Pym sai da autoimposta aposentadoria quando conhece Scott Lang, papel do agradável Paul Rudd, um exímio ladrão com habilidades promissoras. Juntos, Pym e Lang formam uma improvável dupla para desbaratinar os planos do inescrupuloso Cross, com a ajuda da filha de Pym, Hope van Dyne, papel da estonteante Evangeline Lilly.

Homem-Formiga é sem dúvida o sonho molhado dos nerds de plantão. Existem referências o suficiente para que eles gritem, aplaudam e quase cheguem ao êxtase. Neste quesito os filmes da empresa sempre entregam. Uma dica, fique até o final, existem uma cena mid credits e outra bem ao final de todos os créditos. Para os demais, a experiência será igualmente satisfatória, com a garantia de um bom momento nos cinemas. No chamado ano dos blockbusters, no qual muitos reclamaram de superproduções que ofereceram mais do mesmo, Homem-Formiga chega para soprar certo ar de originalidade, ao mesmo tempo utilizando uma narrativa mais calma e tranquila, longe da pirotecnia adormecedora vigente.

Crítica | Uma Nova Amiga

O desejo é uma árvore com folhas. Já a esperança, uma árvore com flores. Já o prazer, árvore com frutos. Depois de inúmeros trabalhos marcantes, o excelente cineasta francês François Ozon volta ao cinema depois de um hiato de um ano para contar uma insólita história que mais uma vez, como em outros trabalhos dele, escancara para o público a intimidade dos personagens. Nesse belo drama de pouco mais de 100 minutos, um dos grandes pontos altos, o ator francês Romain Duris, dá um verdadeiro show em cena. Vale o ingresso.

Na trama, acompanhamos a trajetória sofrida de Claire (Anaïs Demoustier), uma mulher de meia idade que não se desgrudava da amiga Laura (Isild Le Besco). Ambas cresceram juntas e ao longo do tempo desenvolveram uma amizade muito forte. Tudo ia bem até Laura falecer precocemente. Claire, fica muito abalada e sem saber direito como seguir em frente sem a amiga. Até que um certo dia, em uma visita a casa da amiga, ela é surpreendida com a descoberta de um segredo de David (Romain Duris), marido de Claire.

Uma Nova Amiga é um filme muito difícil de escrever sem soltar algum spoiler importante. Pensando sempre no inusitado e colocando os olhos do público no buraco da fechadura, François Ozon é um mestre em decifrar as intimidades alheias. Nesse filme, como em outros, os personagens parecem que são lapidados para mostrar as verdades que acontecem entre quatro paredes. David, é fascinante do primeiro ao último minuto em cena, talvez pela forma impactante como esse nos é apresentado, talvez pela força cênica que possui Romain Duris, seu intérprete.

O desejo também é pauta importante para analisarmos esse trabalho. Longe de ser ofensivo para tratar do tema, o diretor busca de maneira inteligente alinhar o psicológico pós-trauma com sentimentos presos que despertam após determinadas situações. Claire é o exemplo disso, em todos os arcos ela que acaba ditando o ritmo da história e uma série de conflitos emocionais vão brotando em suas ações deixando-a sem saber entender direito os impulsos que seu corpo provoca.

Uma Nova Amiga é, antes de tudo, um filme muito honesto com o público. O fator originalidade também ganha força deixando essa história com um certo ar de suspense, principalmente em seu arco final. Com ótimas atuações e uma direção genial, não tem como vocês perderem né?

SAIU! Assista ao trailer de ‘Batman vs Superman’ exibido na Comic-Con

O segundo trailer de ‘Batman vs Superman: A Origem da Justiça’ exibido na Comic-Con San Diego acaba de ser lançado na internet.

Assista:

 

O CinePOP traz a Cobertura COMPLETA da Comic-Con San Diego, que acontece até o dia 12 de Julho. #CinePOPnaComicCon

‘Esquadrão Suicida’ se passa antes de ‘Batman vs Superman’ 

Ben Affleck deve dirigir ‘The Batman’

Confira as fotos divulgadas:

 

‘Batman vs Superman’ não será uma sequência de ‘O Homem de Aço’ 

Mulher-Maravilha terá papel importante em ‘Batman vs Superman: A Origem da Justiça’ 

Leia a descrição de três cenas de ‘Batman vs Superman: A Origem da Justiça’ 

Além das fotos, a revista também tem algumas novas citações de Ben Affleck sobre o Batman, como sendo a versão americana de Hamlet, afirmando: “Nós já aceitamos que ele é interpretado por atores com diferentes interpretações.”

Batman, de Ben Affleck, será uma versão mais antiga e mais cansada do personagem. “Ele está no final de sua corrida e talvez no fim de sua vida”, disse Affleck.

Como as fotos revelaram, Affleck interpretará um Bruce Wayne mais velho e com mechas grisalhas no cabelo.

As primeiras cenas devem ser exibidas na Comic-Con em San Diego, que acontece em Julho. O CinePOP trará a cobertura COMPLETA da maior convenção de cinema e quadrinhos do mundo.

Lex Luthor usará armadura de batalha em ‘Batman vs Superman’, diz site

Jared Leto pode recriar icônica cena do Coringa no filme

No filme, Ben Affleck será Bruce Wayne/Batman. Jeremy Irons (‘Dezesseis Luas’) viverá o mordomo Alfred. A atriz israelense Gal Gadot, conhecida por interpretar Gisele em ‘Velozes e Furiosos 4, 5 e 6‘, será a Mulher-Maravilha. Ela concorria ao papel com Olga Kurylenko (‘Oblivion’) e Elodie Yung (‘G.I. Joe: Retaliação’). Jesse Eisenberg (‘A Rede Social’) será Lex Luthor. O elenco contará com a volta dos principais astros de ‘O Homem de Aço’: Henry Cavill (Clark Kent), Amy Adams (Lois Lane), Laurence Fishburne (Perry White) e Diane Lane (Martha Kent).

Ben Affleck deve aparecer mais que Henry Cavill em ‘Batman vs Superman’

O roteiro foi escrito por Chris Terrio (‘Argo’) com supervisão de  David S. Goyer, que assinou a trilogia ‘Batman’ e ‘O Homem de Aço’. O diretor Zack Snyder retorna.

 

Crítica em vídeo | Cidades de Papel e O Exterminador do Futuro: Gênesis

Acaba de sair do forno a nova edição do Cine Agenda, vídeo apresentado pelo editor Renato Marafon com as críticas aos principais lançamentos desse final de semana: ‘Cidades de Papel‘ e ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis’.

Assista:

Cidades de Papel‘ é uma história sobre amadurecimento, centrada em Quentin e em sua enigmática vizinha, Margo, que gostava tanto de mistérios, que acabou se tornando um. Depois de levá-lo a uma noite de aventuras pela cidade, Margo desaparece, deixando para trás pistas para Quentin decifrar. A busca coloca Quentin e seus amigos em uma jornada eletrizante. Para encontrá-la, Quentin deve entender o verdadeiro significado de amizade – e de amor. Cara Delevingne (‘Anna Karenina’) e Nat Wolff (‘A Culpa é das Estrelas’) estrelam.

O Exterminador do Futuro: Gênesis’: Quando John Connor (Jason Clarke), líder da resistência humana, envia o Sargento Kyle Reese (Jai Courtney) de volta para 1984 para proteger Sarah Connor (Emilia Clarke) e salvaguardar o futuro, uma mudança inesperada nos acontecimentos cria uma linha do tempo fragmentada. Agora, o Sargento Reese se encontra em uma nova e desconhecida versão do passado, onde ele encontra aliados improváveis, incluindo o Guardião (Arnold Schwarzenegger), novos e perigosos inimigos e uma missão nova e inesperada: redefinir o futuro…