Site Página 7988

Crítica | Romance Policial

Os verdadeiros escritores encontram as suas personagens apenas depois de as terem criado. Citando o escritor búlgaro Elias Canetti, começamos a escrever sobre esse novo trabalho do experiente diretor chileno Jorge Durán, Romance Policial, uma mistura de drama sobre um homem e sua razão de ser, embolado em uma trama de suspense, triângulo amoroso e assassinato.  O roteiro é circunspeto, beira ao estouvamento e no fim acaba convencendo pela força de seus personagens e seus mistérios.

Na trama, conhecemos o escritor Antônio (Daniel de Oliveira), um homem sequioso para escrever uma nova história que resolve viajar sozinho para o Chile, mais precisamente para o Deserto do Atacama. Durante seus dias de hospedagens, passa horas e horas caminhando para um nada cheio de areia, procurando alguma boa ideia para começar o novo texto. Certo dia, horas após aceitar carona de um homem, durante uma dessas caminhadas que fazia, encontra um corpo no chão e acaba sendo suspeito do assassinato pela polícia local. Assim, surge em sua vida a chilena Florencia (Daniela Ramírez) com quem terá momentos calientes e que o ajuda a resolver o mistério em que se meteu.

Uma coisa é a literatura, uma coisa é a vida, ou são a mesma coisa? Inocente ou culpado, a vida do protagonista não seria mais a mesma. Ele sabia disso. Romance Policial é o público acompanhando os passos de um forte personagem, que tem uma bela interpretação de Daniel de Oliveira. Apaixonado por Florencia e pelo personagem que era ela, Antônio encontra as respostas que tanto queria mas sabe que não pode ter tudo o que queria. É um personagem real, que podemos encontrar em qualquer esquina, isso aproxima o espectador, gera empatia.  Além de Antônio, outro personagem, o detetive chileno, interpretado por Alvaro Rudolphy, que aparece na história para ser um dos vértices do triângulo amoroso instaurado, é ótimo! Se mete em muitos diálogos burlescos com o protagonista.

No arco inicial, contextos e formação de características do personagem principal possuem uma concepção muito rasa, dificulta-se a leitura e própria interpretação pelo público. A lentidão com que a história caminha, talvez para entregar bem mastigadinho cada detalhe que se tornaria útil na montagem do quebra-cabeça, atrapalha um pouco (não há como negar), porém, de certa forma, você não consegue tirar os olhos da tela. Talvez seja a fotografia (maravilhosa, por sinal), ou o deleito de ver Daniela Ramírez na telona, ou mesmo a história quando veste a camisa do suspense.

Regulamento do Concurso Cultural

1) O resultado da promoção pode demorar entre 1 a 5 dias para ser divulgado, e o resultado sairá no próprio Facebook do site. O vencedor que não tiver Curtido a página do CinePOP no Facebook e compartilhado o Post será desclassificado.

2) O simples ato de enviar sua resposta para a promoção significa que você concorda com todas as cláusulas deste regulamento.

3) A premiação é pessoal e intransferível, e não pode ser trocada por valor pecuniário ou qualquer outro tipo de bem. Também não dá direito a ressarcimento, caso não seja utilizada no prazo estabelecido.

4) Os vencedores poderão ganhar somente um prêmio cada.

5) Não é permitida a participação de funcionários e parentes de funcionários da distribuidora em questão e do CinePop.

6) Esse concurso promovido tem caráter estritamente cultural, conforme item II do artigo 3 da Lei 5768, 20/12/71.

7) Os participantes que responderem mais de uma vez e que utilizarem vários endereços de e-mail, ou diferendes números de IP (número de identificação do computador) para participar da mesma promoção, terão os votos desconsiderados. A prática abusiva fará com que o mesmo seja banido por tempo indeterminado.

8) O CinePOP não se responsabiliza por posts que não sejam computados por problemas no servidor, falta de energia elétrica, transmissão de dados na linha telefônica ou em provedores de acessos dos usuários, bem como erros na leitura dos scripts que possam a vir ocorrer.

9) Serão desconsiderados os e-mails que chegaram sem resposta, sem nome e endereço completos, e encaminhados para outro endereço eletrônico de e-mail se não o indicado.

10) O site não se responsabilizará pelo transporte dos vencedores até o local da exibição ou acidentes de percurso.

Crítica em vídeo | ‘Terremoto: A Falha de San Andreas’ e ‘Trocando os Pés’

Acaba de sair do forno a nova edição do Cine Agenda, vídeo apresentado pelo editor Renato Marafon com as críticas aos principais lançamentos desse final de semana: ‘Terremoto: A Falha de San Andreas‘, ‘Trocando os Pés‘ e ‘Promessas de Guerra‘.

Assista:

Terremoto: A Falha de San Andreas‘ se passa depois de um terremoto desastroso que destrói a Califórnia. Depois que a famosa Falha de San Andreas finalmente cede, provocando um terremoto de magnitude 9 na Califórnia, um piloto de helicóptero de busca e resgate (Dwayne Johnson) e sua ex-esposa fazem juntos o caminho de Los Angeles para São Francisco tentando salvar sua única filha. Mas a jornada traiçoeira rumo ao norte é apenas o começo e quando eles acham que o pior pode ter acabado… está apenas começando.

Em Trocando os Pés, um sapateiro solitário vive nos tempos modernos em Nova York. Ele sente que sua vida não está indo para lugar nenhum, mas, ao descobrir uma herança familiar, ele ganha a capacidade de literalmente “andar os passos de outro homem” e ver o mundo de forma diferente.

Promessas de Guerra‘ se passa quatro anos após a devastadora Batalha de Gallipoli, durante a I Guerra Mundial, em 1919. Joshua Connor é um fazendeiro australiano que viaja para a Turquia para descobrir o paradeiro de seus três filhos, reportados oficialmente como desaparecidos em combate. Inicialmente freado pela burocracia militar, mas determinado a seguir em sua missão, Connor é a ajudado pela bela Ayshe, dona de seu hotel em Istanbul, e depois por um oficial turco que lutou contra seus filhos. Connor e o Major Hasan viajarão pela paisagem turca destruída pela Guerra para descobrir a verdade e para Joshua finalmente encontrar paz.

 

Game Of Thrones – Temp. 05 – Ep. 06

SERÁ QUE AGORA VAI?

 

Depois do concentra mais não sai dos primeiros episódios, este 6º ep. parece indicar que agora a temperatura desta 5º temporada de Game Of Thrones – GoT vai subir. Adrenalina, diálogos emocionantes, intrigas palacianas, tragédias, reviravoltas, momentos sensíveis, tensão, dor, enfim, tudo que um ep. padrão de GoT tem. Estruturalmente, o 6º ep. foi montado de maneira bem harmônica, num crescente dramático como ainda  não se tinha visto neste ano – o sétimo ep. conseguiu ser ainda melhor.

A primeira parte teve um ritmo mais lento, acompanhando os núcleos de Arya (Maisie Williams) e da dupla Tyrion (Peter Dinklage) e Jorah (Iain Glen). Arya parece estar aprendendo a dança no Templo do Deus de Muitas Faces.  O jogo para entrar na irmandade dos Homens Sem Rosto parece envolver uma noção bem particular de mentira. Não basta ser mentira, ela precisa ter algum propósito (nobre?…). Jaqen H’ghar (Tom Wlaschiha) só deu um upgrade para Arya quando ela mentiu para ajudar uma garota.

Game Of Thrones_S05_E06_Imagem_3

Jorah descobriu por Tyrion o falecimento de seu pai. Foi um instante sensível de ambos os lados. A dor de Jorah – Iain Glen soube dosar a interpretação – era aquela de quando percebemos que acabaram as chances de reencontrar o que já estava perdido. A reação de Tyrion ao perceber a gafe confirma o quanto ele é o mais digno dos Lannister. Em seguida, eles foram presos por um grupo de traficantes de escravos. O nosso querido anão já ia para a faca, mas sua lábia o salvou! Estes últimos eps. têm algumas das falas mais saborosa de Tyrion.

O ep. prosseguiu para Westeros. Baelish (Aidan Gillen) retornou para Porto Real. A sua conversa com Cersei (Lena Headey) deixou claro que ele só é fiel a si mesmo! Sua estratégia e tornar-se senhor protetor do Vale, após ter matado Lysa. E o lance mais espetacular, tornar-se protetor do Norte. Sua ideia é deixar os Boltons e os Baratheons se matarem, usar o exército do Ninho da Águia e tomar Winterfell. Cersei exigiu a cabeça de Sansa (Sophie Turner) na ponta de uma lança. Aí sim, saberemos até aonde Baelish é capaz de ir por seus interesses.

Game Of Thrones_S05_E06_Imagem_4

Corta pra Dorne. Jaime (Nikolaj Coster-Waldau) e Bronn (Jerome Flynn) bem que tentaram, mas Myrcella (Nell Tiger Free) deu uma de princesa da Disney e quis seu príncipe. Bom mesmo foi o confronto de Bronn e Jaime com as Serpentes de Areia (Sand Snakes). Quem ganhou a briga foi o BOPE de Dorne. Acabou todo mundo preso!

Volta pra Porto Real. Olenna Tyrell (Diana Rigg) chegou na capital para tentar salvar Loras (Finn Jones). Da conversa entre Olenna e Cersei pipocaram insinuações, vale acompanhar o diálogo com atenção. Depois, assistimos ao tenso julgamento de Loras, que terminou com a prisão dele e de Margaery (Natalie Dormer). A sequência do julgamento foi tensa, com uma montagem que deu grande agilidade para cena.

Game Of Thrones_S05_E06_Imagem_1

O encerramento do ep. foi trágico com o casamento de Sansa com Ramsay (Iwan Rheon). Tudo foi triste. Mas, a sequência final foi indigesta. Digo só isso: mais uma vez, os roteiristas mexem com os sentimentos do público e fazem a gente sentir pena daqueles já odiava. Já tem até gente nas redes sociais sentindo saudades de Joffrey (Jack Gleeson), páginas de volta Joffrey foram criadas e já foram curtidas por Sansa e Margaery.

Crítica 2 | Terremoto – A Falha de San Andreas

Vocês sabem o que é algo que se desgastou, perdeu o sentido ou se tornou algo que gera uma reação ruim? Acertou quem pensou Clichês. Dirigido pelo cineasta canadense Brad Peyton, o novo blockbuster estrelado pelo ex-lutador Dwayne Johnson, Terremoto – A Falha de San Andreas, é uma espécie de jogo de RPG, onde o espectador simplesmente pode escolher seu personagem e torcer para ele sobreviver em meio ao caos de um terremoto com números nunca vistos na escala Richter. O único ponto realmente positivo é a estrutura do roteiro, que mesmo assim possui cansativos minutos no seu arco final, assinado pelo craque mexicano Carlton Cuse (um dos roteiristas de Lost).

Na trama, conhecemos Ray (Dwayne Johnson) um especialista na arte do resgate e socorros que está se divorciando de sua ex-mulher Emma (Carla Gugino). Perto de sair de folga para levar a filha até a nova faculdade, um impactante terremoto atinge a cidade onde vive deixando o caos pelo caminho. Esse terremoto foi previsto pela equipe da Caltech chefiada pelo Doutor Lawrence (Paul Giamatti) que faz de tudo para avisar a população sobre os perigos intermináveis dessa ação natural. Com esse cenário de destruição eminente, Ray não mede esforços, seja pilotando um helicóptero, um avião monomotor ou uma lancha contra um tsunami para salvar sua família.

O filme até que começa bem. Vemos uma construção bem feita das características e passado dos personagens, fruto do bom roteiro já mencionado. A estrutura familiar, os encontros inusitados, tudo é passado de forma bem inteligente na primeira parte da história. O problema é quando a destruição acontece. Cenas impossíveis, personagens perdidos, a direção entra em parafuso, coadjuvantes que estavam ajudando muito a interação com o público ganham apenas mini pontas na história, etc… parece que o terremoto atingiu também a mesa de criação da história.

O que mais incomoda, além dos clichês que não vale nem a pena entrarmos no mérito pois é chover no molhado para enlatados hollywoodianos, são as menções a todo instante sobre o nacionalismo norte-americano. Bandeiras se reerguendo (quer clichê maior que esse?), o mundo desabando e a Caltech intacta, etc. Não precisava. Há um exagero desnecessário desse nacionalismo. Aliás, o filme peca pelos exageros. As cenas de mentirinhas: da lancha vencendo uma tsunami ou no pouso fisicamente impossível do helicóptero caindo na porta de um mercado, foram feitas para dar um impacto que o 3D pode oferecer. Quando falamos de cinema como um todo, o artificial raras vezes vence o natural.

Review | Revenge

Após quatro anos, a série norte-americana Revenge chegou ao fim. O último episódio intitulado Two Graves (Duas Covas) foi ar em 10 de maio nos Estados Unidos, pela ABC, e dia 27 de maio no Brasil, no canal pago Sony.

[SPOILERS a seguir]

 

A saga de Emily Thorne/Amanda Clarke (Emily VanCamp) terminou com um final feliz. Os produtores tinham duas opções: apostar no óbvio e agradar o público; ou arriscar, ousar e fazer algo realmente surpreendente.  A primeira prevaleceu.

Baseada em ‘O Conde de Monte Cristo‘, obra de Alexandre Dumas, a série tinha tudo para agradar o público e conseguir fãs por onde passasse. Fazer da protagonista uma personagem que não é tão boazinha assim é uma tentativa de fugir da tradição e, ainda assim, ter a torcida de quem acompanha a série. Por isso, o final clichê decepciona.

Emily usou todos os meios possíveis, legais e ilegais, para conseguir o que queria: vingar a morte de seu pai, David Clarke (James Tupper); usou e enganou pessoas que cativou com seu jeito de boa moça para “fazer justiça com as próprias mãos”. A protagonista parecia ter como lema uma das frases mais famosas de Maquiavel: “os fins justificam os meios”.

Ao final da terceira temporada, Revenge começou a declinar no que se refere à história propriamente dita. Foi revelado que David estava vivo e boa parte dos fãs se perguntou: “tudo isso para nada?”. A trama perdia um elo forte e importante para dar continuidade, chegar ao clímax e ter um final que pudesse fugir do convencional.

Produtor fala sobre o episódio final da série

Para muitos, tudo poderia ter se resolvido na terceira temporada, mas, com índices de audiência razoáveis, a série foi renovada por mais um ano. Contudo, era sabido que não iria muito longe, afinal não tinha mais para onde correr e, cada vez mais, a vingança de Emily não fazia sentido. Os ganchos que aconteciam nas duas primeiras temporadas não prendiam mais tanto a atenção do telespectador e nem despertavam aquela sensação de “preciso ver o que vai acontecer no próximo episódio já!”.

Mesmo com os problemas na história, Revenge tinha algo poderoso: prendia os fãs. Como dito, os ganchos antes eram melhores, mas ainda assim o público fiel continuou acompanhando. Com o passar do tempo, porém, foi perdendo o tesão pela série. Prova disso é a diferença de audiência entre a primeira e a última temporada. Nos EUA, a média por episódio foi de 7,8 milhões na primeira temporada; a segunda e terceira tiveram média de 7 e 6,2 milhões, respectivamente. A quarta, última, teve a pior, com 4,6.

A forma como Emily encurralava as pessoas era uma das coisas mais legais nas primeiras temporadas; mesmo em situações complicadas, a socialite conseguia o que queria, sempre contando com a ajuda de seu fiel amigo Nolan Ross (Gabriel Mann). Todos ficavam boquiabertos quando o flashback aparecia e explicava como tudo de desenrolou.

Emily, que não media esforços para alcançar seu objetivo, se mostrava uma pessoa sem sentimentos. E perdemos a conta de quantas vezes ela magoou pessoas próximas que acreditavam nela, como Jack Porter (Nick Wechsler), para acabar com as pessoas que destruíram sua família. Até Victoria Grayson (Madeleine Stowe), considerada vilã, mostrou mais sensibilidade com entes queridos.

Emily não deveria sair ilesa dessa história. Ela nunca se arrependeu de tudo o que fez, mas sente orgulho de nunca ter matado uma pessoa diretamente, mesmo sendo a responsável por vários crimes indiretamente, como se uma coisa justificasse a outra. O fato de se mostrar forte e, no fundo, ser uma pessoa teoricamente do bem também não justifica.

Talvez, o melhor fim para Amanda fosse morrer sozinha ou apodrecer na cadeia e arcar com as consequências de tudo que fez nesses anos. No fim, tudo foi perdoado, até mesmo por Jack, que sempre discordou das atitudes da amada.

Esta não foi uma história do bem contra o mal. Em Revenge, a protagonista não é a mocinha e, portanto, não merecia ter seu “happy ending”.

Veja o trailer:

Terremoto: A Falha de San Andreas

(San Andreas)

 San Andreas<br /> (2015) on IMDb

Elenco:

Alexandra Daddario – Blake
Dwayne Johnson – Ray
Colton Haynes – Joby
Carla Gugino – Emma
Ioan Gruffudd – Daniel Reddick
Matt Gerald – Harrison
Archie Panjabi – Serena
Paul Giamatti
Kylie Minogue – Beth Riddick

Direção: Brad Peyton

Gênero: Ação, Aventura, Suspense

Duração: 114 min.

Distribuidora: Warner Bros.

Orçamento: R$ 100 milhões

Estreia: 28 de Maio de 2015

Sinopse: 

Terremoto: A Falha de San Andreas‘ se passa depois de um terremoto desastroso que destrói a Califórnia. Depois que a famosa Falha de San Andreas finalmente cede, provocando um terremoto de magnitude 9 na Califórnia, um piloto de helicóptero de busca e resgate (Dwayne Johnson) e sua ex-esposa fazem juntos o caminho de Los Angeles para São Francisco tentando salvar sua única filha.

Mas a jornada traiçoeira rumo ao norte é apenas o começo e quando eles acham que o pior pode ter acabado… está apenas começando.

Curiosidades: 

» Nova parceria de Dwayne Johnson com o diretor Brad Peyton após ‘Viagem 2: A Ilha Misteriosa‘.

» Em algumas sequências, Johnson dispensou o uso de dublês e realizou suas próprias cenas de ação.

» O estúdio New Line Cinema pretende realizar uma produção de escala épica e extrapolar até mesmo Roland Emmerich (‘2012’, ‘O Ataque’), diretor que é conhecido por seus grandiosos filmes de desastre. A primeira versão do roteiro é de Andre Fabrizio e Jeremy Passmore (‘Amanhecer Violento’). Os irmãos Chad e Carey Hayes (‘Invocação do Mal’) reescrevem.

Crítica em Vídeo:

Trailer:

Cartazes: 

terremoto-posterdwaynejohnson

terremoto_1

terremoto-poster0903

terremotoafalhadesanandreas-poster

Fotos: 

 

The Last Naruto – O Filme

(Naruto – The Last Movie)

 The Last: Naruto the Movie<br /><br />
(2014) on IMDb

Elenco: Takeuchi Junko, Jun Fukuyama, Nana Mizuki

Direção: Tsuneo Kobayashi

Gênero: Animação

Duração: 112 min.

Distribuidora: PlayArte

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 28 de Maio de 2015

Sinopse:

Dois anos após os acontecimentos da Quarta Grande Guerra Ninja a lua começa a cair em direção a Terra, ameaçando destruir tudo. Naruto e seus aliados se preparam para salvar todos os envolvidos em uma batalha final emocionante.

 

Curiosidades:

» Décimo filme da franquia baseada no anime Naruto e feito para comemorar o 15º aniversário da série japonesa.

 

Trailers:

 

Cartazes:

lastnaruto_1

Naruto the Last Movie-poster

 

Fotos:

Promessas de Guerra

(The Water Diviner)

 

Elenco: Russell Crowe, Olga Kurylenko, Jai Courtney

Direção: Russell Crowe

Gênero: Drama

Duração: 111 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 28 de Maio de 2015

Sinopse:

A trama se passa quatro anos após a devastadora Batalha de Gallipoli, durante a I Guerra Mundial, em 1919. Joshua Connor é um fazendeiro australiano que viaja para a Turquia para descobrir o paradeiro de seus três filhos, reportados oficialmente como desaparecidos em combate. Inicialmente freado pela burocracia militar, mas determinado a seguir em sua missão, Connor é a ajudado pela bela Ayshe, dona de seu hotel em Istanbul, e depois por um oficial turco que lutou contra seus filhos. Connor e o Major Hasan viajarão pela paisagem turca destruída pela Guerra para descobrir a verdade e para Joshua finalmente encontrar paz.

Curiosidades:

» Marca a estreia na direção do ator Russell Crowe.

» Rodado na Austrália e na Turquia.

» Vencedor do prêmio de Melhor Filme da Academia Australiana de Cinema e Artes Televisivas.

Crítica em Vídeo:

Trailer:

Cartazes:

promessasdeguerra_1

The Water Diviner-poster-1302

waterdivinerposter

Fotos:

 

O Homem Que Elas Amavam Demais

(L’homme Qu’on Aimait Trop)

 

 L'homme qu'on aimait trop<br /> (2014) on IMDb

Elenco:

Guillaume Canet – Maurice Agnelet
Catherine Deneuve – Renée Le Roux
Adèle Haenel – Agnès Le Roux

Direção: André Téchiné

Gênero: Drama

Duração: 116 min.

Distribuidora: Mares Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 28 de Maio de 2015

Sinopse:

Em 1976, Agnes Le Roux é filha da proprietária do Palácio Mediterrâneo e se apaixona por um belo advogado dez anos mais velho. No meio de uma guerra entre cassinos, ela conhece o desonesto concorrente de sua mãe. Depois de acreditar ter traído sua mãe, Agnes tenta suícidio, e desaparece.

 

Curiosidades:

» Rodado na França.

» Na infância, a personagem Agnès tem olhos castanhos escuros, mas na fase adulta a cor dos olhos muda para azul esverdeado.

 

Trailer:

 

Cartazes:

ohomemqueelasamavam_cartaz

 

Fotos:

 

Cauby – Começaria Tudo Outra Vez

(Cauby – Começaria Tudo Outra Vez)

 

Elenco: Cauby Peixoto, Agnaldo Rayol, Maria Bethânia

Direção: Nelson Hoineff

Gênero: Documentário

Duração: 72 min.

Distribuidora: Comalt

Orçamento: R$ —

Estreia: 28 de Maio de 2015

Sinopse:

A trajetória de Cauby começa nos anos 60 e passa por diversas fases que se renovam através da arte, como por exemplo, sua ida para o exterior; a volta ao Brasil; e inúmeras situações que fazem de Cauby um artista cultuado indistintamente por várias gerações. Com um timbre invejável e uma voz impecável, Cauby construiu uma figura estética emblemática e única, interpretando desde samba a MPB, de bossa nova a rock. É considerado o maior cantor do Brasil por artistas como Agnaldo Rayol e Elis Regina.

 

Curiosidades:

» —

 

Trailer:

 

Cartazes:

caubybanner

 

Fotos:

 

Permanência

(Permanência)

 

 Permanência<br /><br />
(2014) on IMDb

Elenco:

Irandhir Santos (Ivo)
Rita Carelli (Rita)

Direção: Leonardo Lacca

Gênero: Drama Nacional

Duração: 95 min.

Distribuidora: Vitrine Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 28 de Maio de 2015

Sinopse:

Fotógrafo pernambucano viaja a São Paulo para sua primeira exposição individual e decide se hospedar na casa da ex-namorada, hoje casada.

 

Curiosidades:

» Grande vencedor do Cine PE 2015.

» Exibido no Festival do Rio 2014.

» Escrito e dirigido pelo cineasta Leonardo Lacca.

 

Trailer:

 

Cartazes:

permanencia_cartaz

 

Fotos:

 

Crítica | Promessas de Guerra

Sem dúvida, ‘Promessas de Guerra‘ é um filme atraente. Durante a projeção não senti muita vontade de virar o rosto, embora alguns pequenos momentos tenham me causado esta sensação, nem tão pouco a obra seja uma grande experiência. Trata-se de um filme que tende ao mediano (no pior sentido da palavra), mas que é um bom começo para o estreante (na direção) Russell Crowe, já que este demonstra certa sensibilidade ao longo do filme e que, me pareceu, tem potencial para realizar algo muito bom.

Empregando personagens já manjados, como o pai amargurado (personagem típico de Crowe), a namorada do herói e a criança por quem o herói se afeiçoa, o filme narra à jornada de um pai que busca os ossos dos filhos para que possa enterrá-los em casa. A obra encontra como seu grande pilar as atuações, que vão dos excelentes Yılmaz Erdoğan e Olga Kurylenko ao ótimo Ryan Corr, e o sempre sólido como pedra Crowe. As grandes falhas do filme se concentram, basicamente, no roteiro. Dessa forma, é impressionante notar como os roteiristas se utilizam de artifícios que qualquer um que está começando a escrever roteiros sabe que não deve usar constantemente em seus trabalhos.

thewaterdiviner

E não só uma vez, mas durante toda a obra o roteiro se baseia em um Deus ex machina atrás do outro, para dar continuidade a narrativa. Vemos Joshua Connor (Crowe) adivinhando, por meio de visões, onde os seus filhos estão enterrados, bem como a constante visão do pai da batalha final dos filhos, na qual ele não estava presente. São empregados, também, personagens que mudam de personalidade em segundos de acordo com a comodidade dos roteiristas. Em um momento, o Major Hasan (Erdogan) resolve ajudar o protagonista, mesmo havendo dito, há alguns instantes, que não iria mais ajudá-lo. Em outra ocasião, o tenente Cyril (Jai Courtney) resolve permitir, de uma hora para outra, que Joshua fique em um acampamento proibido para civis, mesmo tendo manifestado, anteriormente, que não o queria ali.

Se em alguns momentos Crowe toma decisões eficientes e originais, em outros, apela ao drama excessivo e aos clichês. Os momentos de drama forçados são constantes durante o filme e são ressaltados pela trilha sonora igualmente forçada, que em alguns momentos, com música excessiva e montagem rápida, beira o videoclipe.

O diretor insiste, também, em uma palheta dessaturada que se tornou o lugar comum para filmes de guerra, bem como uma palheta amarela para algumas das cenas na Turquia, algo que é minimamente interessante mas genérico por retratar o país como um lugar exótico e repleto de condimentos.

thewaterdiviner3

Em outras instancias, porém, Crowe demonstra sensibilidade, e por isso afirmo que é um diretor com potencial para fazer algo muito melhor, lhe falta apenas um pouco de bagagem. Alguns dos diálogos relacionados à primeira guerra mundial, bem como o mérito de não cair no lugar comum de endeusar os aliados e demonizar a aliança revelam honestidade do diretor bem como coragem em apresentar uma visão realista da guerra, como um conflito no qual não há vencedores.

Crítica | Trocando os Pés

Se Eu Fosse Você

Um dos maiores inimigos do bom gosto e dos críticos de cinema, o comediante Adam Sandler parece finalmente estar dando uma guinada em sua carreira. É impossível para um avaliador, um profissional que assiste a muitos filmes e precisa dar seu parecer, não desmerecer Sandler nos últimos anos, já que seus projetos soavam como afronta proposital a esta categoria cinéfila.

E não é dizer que Sandler nunca fez nada de bom, afinal Embriagado de Amor (2002), Espanglês (2004), Como se Fosse a Primeira Vez (2004) e até mesmo Click (2006) estão aí para provar o contrário. Mas nos últimos tempos, o comediante não teve muita defesa entregando produções como Eu os Declaro Marido e Larry (2007), Este é o Meu Garoto (2012) e Gente Grande 2 (2013).

the-cobbler

Voltando ao início do texto, Sandler parece empenhado em uma reviravolta, e o início veio ano passado com o drama Homens, Mulheres e Filhos.  Por mais que não tenha atingido o alvo como desejado para o talentoso Jason Reitman (o diretor), o comediante estava mais contido do que de costume, sendo uma das melhores coisas da obra. Este ano ele prepara o terreno para Pixels, que promete ser sua melhor comédia e filme mais divertido em anos.

Em Trocando os Pés (The Cobler no original), Sandler segue pela linha minimalista de atuação, na pele de um introspectivo sapateiro. Esta não é uma comédia escrachada, nas quais estamos acostumados a ver o ator. Trata-se de uma “dramédia” conceitual, que mistura ainda fantasia em sua trama. Max Simkin, o personagem de Sandler no filme, faz lembrar o personagem do veterano Al Pacino no recente e ainda inédito no Brasil (o filme foi exibido apenas no Festival do Rio passado e não tem título em português), Manglehorn – um chaveiro em busca de redenção.

cobbler_still2

O protagonista de Sandler herdou o negócio de seu pai, papel de outro veterano, Dustin Hoffman. O patriarca abandonou a família e deixou o filho para cuidar da velha mãe. Nunca assumindo vocação, Simkin apenas flutua pelos dias, sem um propósito ou objeto. Ao lado, o fiel amigo Jimmy (Steve Buscemi), um barbeiro, o vigia. É quando o sujeito descobre um grande dom sobrenatural. Todo sapato consertado por ele numa velha máquina no porão da loja, lhe dá a capacidade de se transformar no dono do item, elevando assim o ditado “andar nos seus sapatos”.

Este é um mote “bonitinho” e que poderia render algo próximo a uma obra prima. No entanto, muito pouco é tentado pelo roteiro, resultando naquele tipo de filme do qual ficamos esperando até o último momento engrenar, somente para percebermos que não irá. Nada verdadeiramente criativo é tentado com essa premissa, dona um grande leque de possibilidades. De começo, Sandler testa as opções, brincando com seus novos “poderes” como qualquer um de nós faria, o que inclui espionar uma bela modelo Kim Cloutier nua no chuveiro, na “pele” de seu namorado (papel de Dan Stevens), subtrama abandonada pelo filme.

player_crop_1000x563_89911_25170_q80

Mas após essa diversão, o filme precisa ter um foco e o que dizer, afinal não pode ser apenas Sandler trocando de corpos a fim de ganho pessoal – ou até poderia, se o roteiro fosse bem trabalhado em cima disso. No entanto, o planejado é uma espécie de trama central envolvendo um esquema imobiliário (é sério) que tem como cabeça a inescrupulosa personagem da veterana Ellen Barkin.

Como bom “herói”, Sandler salva um velhinho, a quem nunca conheceu, do despejo, fazendo valer sua amizade e o respeito da personagem de Melonie Diaz (Fruitvale Station), representante da vizinhança, que deseja impedir a construção de um grande complexo de prédios no lugar da área de pequenos comércios e residências do bairro Lower East Side de Nova York (algo parecido com a trama de O Milagre Veio do Espaço, quem lembra?).

cobbler_still3a

Bom, junte a isso uma subtrama envolvendo um criminoso interpretado por Method Man, e podemos afirmar que Trocando os Pés tinha o coração no lugar, mas sua falta de foco é seu calcanhar de Aquiles. Não sabemos bem sobre o que o filme deseja falar, são muitas subtramas, e tudo é muito confuso. Não existe muita conexão entre seus trechos e a tentativa do roteiro em criá-las torna tudo ainda mais desconexo no final das contas. Além disso, Trocando os Pés não possui muita graça e é excessivamente violento (com mortes, tiros e hostilidade em geral – transformado em Method Man, Sandler rouba os sapatos de um sujeito, ameaçando-o, somente para depois roubar seu carro pelo prazer de dirigi-lo). O desfecho é particularmente incoerente.

O diretor e roteirista Thomas McCarthy (também ator) tem uma filmografia recheada de produções acima da média, fato que o posiciona como um dos jovens cineastas mais talentosos trabalhando nos EUA na atualidade. Sempre assinando seus roteiros, McCarthy tem no currículo obras como O Agente da Estação (2003), O Visitante (2007) e Vencer ou Vencer (2011). Com Trocando os Pés ocorre uma leve escorregada. Esperamos que o eficiente cineasta se recupere com Spotlight, seu primeiro suspense, que será lançado este ano, e traz Mark Ruffalo, Rachel McAdams, Billy Crudup e Michael Keaton no elenco.

Crítica | Permanência

Uma das poucas razões de sermos tão apegados as memórias, é que elas não mudam, mesmo que as pessoas tenham mudado. O novo longa-metragem estrelado pelo excelente ator brasileiro Irandhir Santos, Permanência, é um filme bem sincero com o público, não há clímax, apenas lembranças de um passado amoroso, a descoberta de novas possibilidades e as conseqüências de assuntos mal resolvidos.  O roteiro, muito interessante por sinal, navega na linha dos bons diálogos. Pensando sobre isso e utilizando essa base como argumento, podemos dizer que possui uma certa semelhança com o clássico de Richard Linklater Antes do Amanhecer.

Na trama, conhecemos Ivo (Irandhir Santos) ujm fotógrafo de Recife que chega em são Paulo para sua primeira exposição solo. Resolve se hospedar na casa de um antigo amor, Rita (Rita Carelli) hoje casada e um pouco mudada em relação ao que se lembrara dela. Navegando no marasmo das incertezas, o personagem principal desta história tenta se redescobrir como artista, ter mais segurança em sua vida profissional e principalmente se encontrar no viver.

Permanência não deixa de ser atemporal, e um marcante retrato de uma intimidade que pertence apenas aos envolvidos. Aos poucos vamos desmascarando desejos guardados que como um salto de mágica transbordam na vida do protagonista. Nas linhas detalhadas dos ótimos diálogos, papos sobre Twin Peaks, Recife, fotografia envolvem o espectador. A direção de Leonardo Lacca também merece destaque: Inteligente, consegue captar cada detalhe da intimidade dos personagens sem ser indelicado com a história de cada um deles.

Nesse despertar de lembranças, percebemos como é impressionante o trabalho de Irandhir Santos. Esse é um dos poucos artistas brasileiros que consegue desenvolver qualquer tipo de personagem com maestria. Ivo é um homem simples, de fala mansa, que parece redescobrir a vida a cada novo dia. A simplicidade em suas ações, esconde um pouco a confusão de sentimentos que transparecem em determinados momentos de seu presente indefinido.

Permanência estreia nas salas de todo o Brasil no próximo dia 28 de maio. Esse é uma daquelas raridades intrigantes que volta e meia o cinema nacional surpreende o público positivamente.

Crítica | Cauby – Começaria Tudo Outra Vez

Conceição eu me lembro muito bem. E você também! Quem nunca ouviu essa música, mesmo sem saber quem cantava essa canção? Dirigido pelo cineasta Nelson Hoineff, Cauby – Começaria Tudo Outra Vez, mostra um pouco da intimidade de uma das maiores vozes da história da música brasileira. Influenciado pelos figurinos de Liberace (famoso pianista norte-americano que recentemente ganhou uma espécie de biografia, Minha Vida com Liberace,  pelas mãos de Steven Soderbergh e com interpretações fabulosas de Michael Douglas e Matt Damon), o rei do chique com brega é desmistificado e o público ganha pela emoção da  inigualável Voz.

Na trama, conhecemos mais a fundo a trajetória e um pouco da vida pessoal do cantor, e porque não dizer grande artista, Cauby Peixoto. Pai professor de violão, mãe que tocava violino, nasceu e cresceu em um ambiente musical e aos poucos foi aprendendo as técnicas do canto. Em sua casa em Higienópolis, São Paulo, vamos conhecendo suas intimidades, e, em paralelo ao universo Cauby, uma história de um jovem fã e a aventura de encontrar o ídolo pela primeira vez.

Aquela vitrola antiga, aquele som que nunca deveria deixar de ser obsoleto. Ao longo do ótimo documentário de Hoineff vemos depoimentos de artistas renomados como Aguinaldo Rayol e algumas pessoas próximas ao grande cantor. Histórias e mais histórias que chegam impactantes aos olhos do público pois contam curiosidades de toda a trajetória não só de Cauby mas da música brasileira.

Mas, não há como negar. Por mais que o longa-metragem, que estreia dia 28 de maio nos cinemas brasileiros, tenha tido um competente processo de pesquisa, algumas imagens históricas de arquivos e um momento marcante do filme quando Cauby fala sobre homossexualismo e suas experiências sexuais, a força do documentário está na voz impactante desse ícone brasileiro. Nas cenas intercaladas dele cantando seus grandes sucessos como intérprete corre um ventinho gostoso de arrepio no espectador.

Um calmante, um excitante. Cauby, nunca deixará de ser um ídolo de milhares de brasileiros e felicidade maior é esse presente não só para seus fãs mas para os cinéfilos. Por isso, Cauby: cante, cante e não pare jamais.

Cinquenta Tons de Cinza

(Fifty Shades of Grey)
 Fifty Shades of Grey<br />
(2015) on IMDb
Elenco: Dakota Johnson, Jamie Dornan, Jennifer Ehle, Max Martini, Eloise Mumford, Marcia Gay Harden, Luke Grimes, Rita Ora, Callum Keith Rennie, Victor Rasuk, Dylan Neal.

Direção: Sam Taylor-Johnson

Gênero: Romance Erótico

Duração: 125 min.

Distribuidora: Universal Pictures

Orçamento: US$ 40 milhões

Estreia: 12 de Fevereiro de 2015

Sinopse:

Dirigido por Sam Taylor-Johnson, ‘Cinquenta Tons de Cinza‘ é baseado na trilogia de livros de mesmo nome que hoje é um dos maiores fenômenos de venda com mais de 90 milhões de cópias em todo o mundo. A estudante de literatura Anastasia Steele é convocada para entrevistar o jovem empresário bilionário Christian Grey para a revista de sua faculdade, e logo o acha atraente, enigmático e intimidador. Convencida de que seu encontro correu mal, ela tenta tirar Grey de sua cabeça – até que ele começa a cortejá-la. O romance é inspirado nos personagens Edward e Bella, da ‘Saga Crepúsculo.

 

Crítica:

Cinquenta Tons de Cinza, por Renato Marafon (Nota: 8,0)

 

Curiosidades:

» Adaptação do livro ‘Cinquenta Tons de Cinza‘ (Fifty Shades of Grey), de E.J. James, romance erótico baseado em ‘Crepúsculo‘.

» Angelina Jolie foi cotada para a direção.

» Fenômeno literário, teve 90 milhões de livros vendidos em poucos meses. Só os sete volumes de ‘Harry Potter‘ superam a velocidade em que os livros se esgotaram nas lojas norte-americanas.

» O longa se tornou o filme para maiores de 17 anos que mais vendeu ingressos antecipados na história do Fandango. A empresa norte-americana de venda online de ingressos informa que, desde o último domingo (11), o longa comercializou mais ingressos em sua primeira semana do que os totais de vendas de ‘Sex and the City 2’, ‘Se Beber, Não Case! Partes II e III’ e ‘Garota Exemplar’. ‘Cinquenta Tons de Cinza‘ também quebrou o recorde de venda de ingressos para a primeira semana de um filme original, superando o primeiro ‘Jogos Vorazes’ (2012).

» A MPAA (Motion Pictures Association of America) deu ao filme a alta classificação Rated R, que significa que menores de 17 anos só podem assistir ao filme acompanhados dos pais ou de algum responsável. A censura, equivalente a 16 anos no Brasil, é explicada: “Conteúdo sexual forte, incluindo o diálogo, comportamento sexual incomum e nudez gráfica.”

» A atriz e modelo Dakota Johnson foi a escolhida para viver Anastasia Steele. Filha dos atores Don Johnson e Melanie Griffith, Dakota tem no currículo uma participação em ‘A Rede Social‘ e protagoniza a série ‘Ben and Kate‘.

»  Sam Taylor-Johnson (‘O Garoto de Liverpool’) foi a escolhida para a direção.

» A primeira escolha para o papel de Christian Grey era Charlie Hunnam (‘Círculo de Fogo’), que desistiu do filme.

» Fãs de ‘Cinquenta Tons de Cinza’ organizaram uma petição para tirar o ator Charlie Hunnam e a atriz Dakota Johnson da adaptação cinematográfica do livro. Esse protesto não é tão vago quanto aquele organizado contra a escalação de Ben Affleck como Batman. Os mais de 20 mil assinantes já definiram os dois astros que devem interpretar Christian Grey e Anastasia Steele no cinema: Matt Bomer (‘White Collar’) e Alexis Bledel (‘Gilmore Girls’).

» A descrição da petição defende que “Matt Bomer é a PERFEITA DESCRIÇÃO DE CHRISTIAN GREY E ALEXIS BLEDEL É A ATRIZ PERFEITA PARA REPRESENTAR ANASTASIA STEELE e se ELES NÃO SÃO, NINGUÉM SERÁ. Matt Bomer e Alexis Bledel sempre serão para nós o Christian Grey e a Anastasia Steele.”

» O elenco ainda inclui Jennifer Ehle (‘A Hora Mais Escura’) como a mãe de Anastasia; Marcia Gay Harden (‘The Newsroom’) como a mãe de Christian Grey; Max Martini (‘Círculo de Fogo’) como Jason, segurança do bilionário; Eloise Mumford (das séries ‘The River’ e ‘Lone Star’) como Kate Kavanagh, melhor amiga da protagonista; e Victor Rasuk (da série ‘How to Make It in America’) como José Rodriguez, fotógrafo que compete com Christian pelo coração de Anastasia.

Trailer:

Cartazes:

cinquentatonsdecinza_7

50tonsdecinza_6

50-Tons-de-Cinza-poster-nacional

50tonsdecinza_4

cinquentatonsdecinza_3

 

Fotos:

 

Primeiras Impressões – Supergirl

Seis meses antes de Supergirl estrear nos EUA, o piloto vaza na internet. Sorte dos fãs ou pura jogada de marketing? Nunca saberemos, né? O CinePOP já viu o piloto e conta tudo pra vocês!

Para quem não sabe, a heroína da série é a atriz Melissa Benoist (Whiplash, Glee), que interpreta Kara, a prima do Super Homem que foi enviada à Terra para ajudar seu primo, mas devido a um acidente de percurso, ela acaba demorando 24 anos para chegar no nosso planeta. Como nessa altura do campeonato o seu primo já é famoso no mundo inteiro e não precisa mais de ajuda, ela resolve viver como uma pessoa normal, escondendo seus poderes. Essa é a premissa.

supergirl-trailer

Primeiro quero dizer que, num mundo onde os homens dominam o mundo das HQ’S, é muito interessante ver uma heroína que não é só uma coadjuvante na história. E já no primeiro episódio Kara salvou um avião, ajudou a derrotar um vilão da Zona Fantasma, contou para seu amigo-que-quer-ser-seu-namorado sua identidade secreta e de quebra arruma um aliado e interesse amoroso. UFA! Se vai dar certo? Sinceramente não sei. O que sabemos é que a CBS está investindo todas suas apostas nessa série e inclusive já encomendou a primeira temporada completa. E que efeitos especiais legais, não? Para um padrão série de TV, a CBS está de parabéns.

Supergirl-pilot

Evidentemente a série tentará pegar a mesma pegada geek de The Flash (hoje a melhor série de herói – junto com Demolidor) que deu tão certo. Mas, me baseando apenas nesse primeiro episódio, achei o roteiro bem raso e a Supergirl muito caricata. Mesmo assim, torço para a evolução da série e para finalmente termos uma heroína badass. A série parece que seguirá aquele esquema “um caso novo a cada episódio”. Tomara que não esqueçam de desenvolver as histórias dos personagens para criar a identificação do público, senão vai cometer os mesmos erros de Arrow. E vocês? Assistiram? Gostaram? Comentem aí!

Crítica | Poltergeist – O Fenômeno

Novo Poltergeist é apenas mais um filme de casa assombrada

Tudo precisa existir em um contexto. E um filme sem dúvida se encaixa nessa regra. Poltergeist – O Fenômeno, o filme original de 1982, era um produto de sua época. Foi responsável, ao lado de tantas outras obras da década de 1980, por criar o cinema blockbuster – aquele tipo de filme sensação que todos precisavam assistir ou ficariam por fora do assunto. Era uma produção grande, produzida por Steven Spielberg (vindo dos sucessos de Tubarão, Contatos Imediatos do Terceiro Grau e Os Caçadores da Arca Perdida), que fazia dos recém aprimorados efeitos visuais grande parte do todo que o constituía.

Hoje, nada chama verdadeiramente atenção em matéria de CGI (imagens geradas por computadores). O processo de ficarmos maravilhados com coisas assim estagnou, digamos, em 2009 – com Avatar. Além disso, conta o fato de que o Poltergeist original não era apenas efeitos, e sim construção de clima, atuações e character actors (personagens atores) icônicos e muito difíceis de serem reproduzidos. O original foi dirigido por Tobe Hooper (O Massacre da Serra Elétrica), que nega a direção devido à interferência diária do produtor Spielberg, que regia tudo com mão de ferro. O próprio Hooper afirma que Poltergeist (1982) é um filme de Spielberg.

poltergeist-mv-2 2

Seja como for, isso contribuiu para os momentos mais leves e “família” do filme – como, por exemplo, uma picuinha entre vizinhos por motivo de sintonia trocada entre controles remotos (mais uma marca forte de seu tempo – controles remotos eram novidade e afetavam a casa vizinha). Tais momentos criam uma boa atmosfera, estabelecendo o mundo no qual os personagens vivem, os próprios personagens e suas características. Outro exemplo são os protagonistas vividos por JoBeth Williams e Craig T. Nelson, pais liberais e recém saídos da década de 1970, que após um dia exaustivo acendem um baseado no quarto para relaxar, em um filme mirado ao público jovem.

É quase um estudo antropológico analisar as diferenças de censura de épocas. Algo que diz mais sobre nossa sociedade fora das telas, do que de fato sobre o assunto do filme em si. É interessante perceber esses pequenos detalhes sutis. Fora isso, dá para notar a mão de Hooper (sempre mais pesada para o terror) em alguns momentos, em especial na cena mais visceral do filme, quando numa alucinação um sujeito arranca o próprio rosto com as mãos. O original está bem vivo em minha memória pois tive a oportunidade de assisti-lo no cinema recentemente, numa dessas reprises dos anos 1980.

poltergeist-mv-8

Como dito, o novo Poltergeist serve mais a título de curiosidade, para os fãs analisarem e notarem estas mudanças. Porém, como seu próprio filme não se sustenta e sofre por comparação, já que hoje o nível do subgênero do terror de “casas assombradas” é alto, com obras muito mais interessantes. De começo, uma das alterações vem na família, não mais Freeling, e sim Bowen. O que termina por eliminar Carol Anne, um dos nomes mais icônicos de personagens do cinema. A dinâmica, no entanto, continua: pai (Sam Rockwell), mãe (Rosemarie DeWitt), filha mais velha (Saxon Sharbino), filho do meio (Kyle Catlett) e filha caçula (Kennedi Clements) – tão engraçadinha quanto a citada personagem da falecida Heather O´Rourke.

poltergeist

Ao chegarem em sua nova casa nos subúrbios de uma cidade americana, os Bowen aos pouco começam a notar estranhos acontecimentos. Outro elemento modificado é que o remake possui um foco estranho na crise financeira da família – reflexo da atualizada que o filme recebeu. Entre drones, iPads, celulares, reality shows e outras tendências modernas, o novo Poltergeist parece apenas querer apontar a mudança tecnológica que a sociedade sofreu.

O remake carece em graça e originalidade, repetindo só o que não interessa e deixando de fora a parte mais importante, os elementos humanos que situavam o original. Fora isso, o novo Poltergeist não é intenso o suficiente e não chega realmente a assustar. Estraga pontos chave em reviravolta (como a descoberta do cemitério no qual a casa foi construída em cima) e deixa de fora a memorável Tangina (Zelda Rubinstein) – impossível de ser reprisada. Aqui ganhamos um Jared Harris pouco inspirado, mal amparado por um personagem idem. Que saudade dos anos 1980…

Rio Claro, cidade do CinePOP, é eleita a mais nerd do Brasil!

Por essa ninguém esperava. A cidade aonde o CinePOP se encontra, Rio Claro, foi eleita a cidade mais nerd do Brasil pela Amazon.

O site de vendas criou o ranking baseado na quantidade de livros, quadrinhos e graphic novels geeks enviados para cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes.

E a cidade com maior conteúdo nerd é nossa querida Rio Claro, localizada a 175 km da capital São Paulo, e casa do CinePOP há 15 gloriosos anos.

Será que contribuímos para essa liderança?

Confira as 10 Cidades mais Nerds do Brasil:

Rio Claro, SP
Caruaru, PE
Florianópolis, SC
Santa Maria, RS
Niterói, RJ
Porto Alegre, RS
São Caetano do Sul, SP
Santos, SP
Guarapuava, PR
Teresópolis, RJ

O Dia do Orgulho Nerd é comemorado em homenagem a três obras que fazem qualquer coração nerd bater mais forte. Conheça:

O Guia do Mochileiro das Galáxias

Em seus livros, o escritor britânico Douglas Adams criou o Dia da Toalha. Na famosa “trilogia de cinco livros” ‘O Guia do Mochileiro das Galáxias‘ (que ganhou um filme em 2005), Arthur Dent parte para um mochilão pela galáxia. O Guia define a toalha como um item indispensável para os mochileiros, tanto pelo valor prático quanto pelo seu imenso valor psicológico. Duas semanas após a morte do autor, no dia 25 de maio, foi escolhida para a homenagem por fãs, que saem às ruas com suas toalhas, como qualquer mochileiro das galáxias que se preze.

“A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido ao seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho, mas o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha… se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito”, afirma o autor em sua obra.

 

Discworld

Na série ‘Discworld‘, o autor Terry Pratchett cita o Glorioso 25 de maio, baseado na queda da monarquia e a instauração da república, e os sobreviventes da batalha relembram os mortos com flores de lilás. Os fãs de Terry Pratchett elegeram o dia para usar peças ou acessórios lilás em homenagem ao ídolo e também para contribuir com pesquisas sobre a cura de Alzheimer (causa apoiada por Pratchett, que sofria da doença).

 

Star Wars

A data remete ainda à estreia nos cinemas da saga ‘Star Wars‘, com o filme ‘Episódio IV: Uma Nova Esperança‘, em 25 de maio de 1977. A série de George Lucas foi aclamada pela crítica, ganhou 6 Oscars e criou uma legião de fãs até hoje.

Nesse 25 de maio, comemore o Dia do Orgulho Nerd como manda o figurino: leve sua toalha, vista lilás e que a força esteja com você!