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Veja logo do novo filme do He-Man

O vice-presidente da Columbia Pictures, DeVon Franklin, divulgou no Twitter a primeira arte promocional de ‘Masters of the Universe’, adaptação cinematográfica da série animada He-Man e os Defensores do Universo’.

Veja o logotipo do filme, que terá novidades divulgadas na próxima semana:

O roteiro foi finalizado em 24 de dezembro de 2014, mas ainda não existe uma data para o início da produção do filme.

Confira a capa do roteiro:

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Recentemente, o projeto perdeu o diretor Jon M. Chu (‘G.I. Joe: Retaliação’). Agora, o estúdio tem Jeff Wadlow (‘Kick-Ass 2’) e Mike Cahill (‘A Outra Terra’) como preferidos para substitui-lo.

Chegaram a ser cotados, mas não fecharam contrato: Joe Cornish (’Ataque ao Prédio’), que estava entre os possíveis diretores de ‘Star Trek 3’Rian Johnson (‘Looper: Assassinos do Futuro’); Andrés Muschietti (‘Mama’); Kirk DeMicco & Chris Sanders (‘Os Croods’); e Phil Lord & Chris Miller (‘Anjos da Lei’, ‘Tá Chovendo Hambúrguer 1 e 2’).

Exibida de 1983 a 1985, He-Man e os Defensores do Universo’ teve 65 episódios. A inspiração para a série animada foi a linha de brinquedos da Mattel.

He-Man é a identidade super-poderosa de Adam, filho do rei do planeta Eternia, Randor. Ele ganha seus poderes da Espada do Poder, que ele ativa com a frase “Pelos poderes de Grayskull… Eu tenho o poder!” Seu principal oponente é o Esqueleto, que vive determinado a tomar o castelo de Grayskull e dominar Eternia.

Crítica | Annie

`It´s a Hard Knock Life´

Um dos mais icônicos musicais da Broadway chega em sua nova versão cinematográfica para os brasileiros neste fim de semana. Voltando ainda mais no tempo, a trajetória de Annie, a orfã começou nas tirinhas do veículo Daily News, de Nova York, em 1924. Depois disso, as aventuras da personagem foram adaptadas para o teatro em 1977, sua roupagem mais notável. Seguiu uma versão cinematográfica de 1982, inusitadamente dirigida por John Huston (O Tesouro de Sierra Madre, 1948), estrelada por Albert Finney e Carol Burnett, e apresentando a encantadora Aileen Quinn no papel principal. Uma versão para a TV foi produzida em 1999.

Agora, uma nova adaptação reimaginando a trama para os dias atuais aporta nos cinemas do nosso país, após uma temporada de recepção morna nos EUA por parte dos críticos – para dizer no mínimo (apesar das indicações no Globo de Ouro deste ano, o filme marca 28% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes e está indicado em algumas categorias no Framboesa de Ouro). Sob o selo da Overbrook Entertainment, produtora de Will Smith e sua esposa Jada Pinkett, os personagens principais de Annie passam a ser afrodescendentes e a pegada hip hop é a opção de atualização.

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Logo na primeira cena, ganhamos um gracejo em relação ao passado. Uma ruivinha nos moldes de Quinn (a Annie original do cinema) é rapidamente colocada para escanteio em prol da Annie atual, um pequeno furacão interpretado por QuvenzhanéIndomável SonhadoraWallis. Apesar de terem a mesma idade em suas épocas respectivas de filmagens (ambas com 11 anos), a baixinha Quinn parecia mais jovem na produção original. A comprida Wallis aparenta uma pré-adolescente. Este medo se esvai e rapidamente compramos a magia da trama devido ao carisma da protagonista. São muitos momentos engraçadinhos sequenciais para resistirmos.

Na história, Annie vive num lar para adoção ao lado de outras meninas como ela (não tantas quanto no filme original). O local é administrado pela frustrada Srta. Hannigan, interpretada no passado de forma canastrona por Carol Burnett e no presente de forma canastrona por Cameron Diaz. A canastrice de Diaz, no entanto, até contagia em determinados momentos. Aqui, um backstory sobre seu passado junto a uma banda é criado. Veja bem, entendo perfeitamente o motivo de quem execra o filme. É piegas, recheado de clichês, exagerado, e os atores (em especial Diaz) por vezes passam do ponto. Os números musicais podem ser considerados de pouca inspiração igualmente.

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O que conta é o seguinte: este é um musical pré-estabelecido e muito entranhado na cultura pop. E esta nova versão não faz nada realmente para desmoralizá-lo. Sim, possui todos esses defeitos, que são os mesmos defeitos apresentados pelos detratores da versão de 1982. Annie é como um conto de fadas. É o conto da Cinderela moderna. Uma menina que vivia como gata borralheira até ser descoberta por um príncipe. Aqui, na figura paterna de Daddy Warbucks (Finney) ou Will Stacks (Jamie Foxx) – um magnata da indústria de telefonia celular em campanha para se tornar prefeito da cidade.

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É inegável o carisma contagiante de Wallis, assim como o de Quinn no passado. As adaptações das músicas (principalmente as mais famosas “Tomorrow” e “It´s a Hard Knock Life”) são eficientes – as canções e não os números encenados – e a adaptação da trama atualizada pelo próprio diretor Will Gluck funcionam bem e são competentes. Gluck é o sujeito por trás de produções espertinhas de gênero, como o adolescente colegial (A Mentira, 2010) e a comédia-romântica (Amizade Colorida, 2011). O cineasta trata de sempre trazer novos elementos e boas tiradas em seus filmes.

Tais elementos podem passar em branco para grande parte do público, mas não deixam de ser admiráveis. Sobram referências para Michael J. Fox, Fresh Prince ou Um Maluco no Pedaço (já que o próprio é o produtor) e um filme nos cinemas criado especialmente para Annie – envolvendo Ashton Kutcher, Mila Kunis e Rihanna, e tirando sarros das produções baseadas nos chamados Young Adult Novels – que deixaria “Seinfeld” orgulhoso. Uma nova versão de Annie pode estar perdida no tempo, o que é uma pena. Com coadjuvantes do nível de Rose Byrne e Bobby Cannavale, a obra merece um pouco mais de atenção.

O Imperador

(Outcast)

 Outcast
(2014) on IMDb
 

Elenco:

Nicolas Cage, Yifei Liu, Hayden Christensen, Andy On, Anoja Dias, Ron Smoorenburg, Fernando Chien, Preston Baker.

Direção: Nick Powell

Gênero: Ação

Duração: 99 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 12 de Fevereiro de 2015

Sinopse:

Quando o herdeiro do trono imperial torna-se alvo de assassinato por seu irmão mais velho, a única esperança do jovem príncipe é buscar proteção junto a sua irmã e do cavaleiro desacreditado Jacob (Hayden Christensen), que deverá superar seus próprios demônios e conseguir o apoio do lendário guerreiro Gallain (Nicolas Cage) conhecido como Fantasma Branco.

Curiosidades:

» Épico de ação chinês estrelado por Nicolas Cage e Hayden Christensen (o Anakin Skywalker da franquia ‘Star Wars’).

» James Dormer (‘Passado Obscuro’) escreveu o roteiro, dirigido por Nick Powell, dublê de filmes como ‘Resident Evil: Retribuição’. Está será a estreia de Powell na função.

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

 

Crítica | Amor à Primeira Briga

Após dirigir um curta-metragem chamado Paris Shanghai, 4 anos atrás, o diretor Thomas Cailley embarca numa história sobre a juventude na França, em seu primeiro longa-metragem que chega ao Brasil no próximo mês Amor à Primeira Briga. Os protagonistas da história, possuem um entrosamento perfeito para nos guiar em uma jornada peculiar em busca de um sentido para a vida. Você, de alguma forma, se sente conectado a história e torce pelos personagens a todo instante.

Na trama, conhecemos Arnaud Labrède (Kévin Azaïs), um jovem carpinteiro que após o falecimento do pai precisa ajudar nos negócios da família ao lado de sua mãe e seu irmão mais velho. Certo dia, em um Stand militar na região praieira onde vive, conhece a bela Madeleine Beaulieu (Adèle Haenel), uma jovem pouco sociável que possui atitudes  grosseiras com todos a sua volta. Por força do destino, Arnaud é contratado para um trabalho na casa de Madeleine e assim nasci uma amizade onde ambos irão aprender o real sentido de suas vidas.

O filme é modelado a partir da visão do mundo de dois jovens que estão em dúvidas e em caminhos diferentes sobre o que fazer com a vida deles na fase adulta, o ponto de interseção entre eles é uma curiosa amizade colorida que surge a partir de algumas coincidências do destino. Arnaud é calmo, inteligente e de alguma forma se sente atraído pela beleza rústica de Madeleine. Já ela, é o inverso do que faz. Tem uma dificuldade em entender as pessoas ao seu redor, odeia trabalhos em grupo e sempre consegue arrumar algum tipo de confusão para sair de delicadas situações que não possuem respostas lógicas.

O roteiro de Amor à Primeira Briga, assinado pelo próprio diretor e por Claude Le Pape, é construído de maneira delicada, tentando fugir a todo tempo de qualquer clichê que poderia incomodar o cinéfilo mais rigoroso. Falar sobre a juventude e conseguir fazer uma certa crítica social é uma missão muito difícil de ser realizada, por isso, Thomas Cailley e companhia merecem todo o mérito pois conseguem criar uma história envolvente e que diz muito sobre o planeta em que vivemos.

Crítica | Insubordinados

A criatividade é a maior rebelião na existência. Dirigido por Edu Felistoque e com um roteiro da atriz, e protagonista desta história, Silvia Lourenço, um dos próximos filmes nacionais ao chegar ao circuito é o reflexivo Insubordinados. O que chama  a atenção logo de cara é a estética tão bonita que assistimos, cada cena tem identidade e cada elemento, do mais simples ao mais complexo, possuem um sentido na mensagem que a história passa. Os personagens vão se tornando envolventes aos poucos e vai crescendo, ao longo dos 82 minutos de fita, um desejo do público em saber qual será o desfecho de cada um deles.

Na trama, conhecemos Janete (Silvia Lourenço) uma mulher solitária que está passando por mais um momento difícil em sua vida, já que seu pai, um coronel aposentado da polícia militar, está em coma. Todo dia ela vai ao hospital visitá-lo, parece nunca sair de lá. Em meio a espera de alguma mudança no quadro em que seu pai se encontra, Janete deixa a imaginação tomar conta de suas ações e começa a criar uma história que acaba sendo um paralelo de tudo que enfrentou em sua vida.

O princípio da autonomia versus o direito de viver. O filme se aproxima de assuntos polêmicos, argumentos são lançados e chegam ao espectador com a força de um soco no estômago. Saudades do pai, da época em que acordava ao som do rádio transmitindo as primeiras notícias do dia e aquele cheirinho de café que dominava o ambiente. A solidão da protagonista é um dos principais temas da trama, entendemos melhor os personagens quando juntamos essa variável a tudo que a trama apresenta como consequência das ações executadas pelos poucos mas ricos personagens que a trama possui.

Com uma trilha sonora hipnotizante, o filme parece não ter sentido muitas vezes, precisamos acoplar os paralelos que são apresentados em formas de metáforas oriundas de tudo que a protagonista já viu ou ouviu. É praticamente uma fuga da realidade, executada de maneira competente por Silvia Lourenço. No fim, percebemos que tudo, que é contraditório na atual realidade, cria vida e sentido virando um belo trabalho de nosso cinema.

Especial | Cinquenta Tons de Cinza

Ocasionalmente, uma criação única surge subitamente, com força sísmica, para tocar uma veia inesperada de curiosidade e intriga compartilhadas, transpondo culturas em sua popularidade e se tornando universalmente conhecida apenas pelo nome. Este é o fenômeno de ‘Cinquenta Tons de Cinza‘.

Desde que a autora E. L. James humildemente autopublicou os primeiros episódios na Internet há cinco anos, a trilogia “Cinquenta Tons” se converteu numa das maiores séries de livros campeãs de vendas de todos os tempos, com mais de 100 milhões de exemplares em 51 idiomas consumidos em todo o mundo. As quatro palavras do título passaram a representar, tanto para leitores quanto não leitores, um emblema novo e ousado de sensualidade predominante.

Agora, a adaptação para o cinema que tem sido assunto de ampla especulação e de curiosidade inesgotável, cujo primeiro trailer se tornou o trailer de filme mais assistido no YouTube no ano passado, chega à tela grande em 12 de fevereiro como um grande evento cinematográfico.

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Assumindo os papéis icônicos do empreendedor bilionário Christian Grey e da estudante universitária curiosa Anastasia Steele estão Jamie Dornan (The Fall, Once Upon a Time da televisão) e Dakota Johnson (A Rede Social, Anjos da Lei). Numa história que trata não só da redenção do inatingível Christian mas também da liberação da inexperiente Ana, os personagens assumiram vida própria de leitores que ficaram absorvidos pelas vulnerabilidades dos personagens e permissividades dos romances. Através deles, os públicos se permitiram explorar as próprias fantasias e aspirações íntimas.

Dirigido por Sam Taylor-Johnson (O Garoto de Liverpool), essa história de amor erótica e autêntica da criadora da série E L James (pseudônimo literário de Erika Mitchell) faz com que penetremos profundamente em mundo rico e misterioso que explora abertamente as complexidades da dinâmica homem-mulher e os limites até onde você se permitirá ir e ser levado.

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SOBRE A PRODUÇÃO

Uma história original: Começa Cinquenta Tons

O que começou como um sussurro no verão de 2011, logo se tornou um dos fenômenos mais avassaladores de todos os tempos a atingir a literatura atual, à medida que mais e mais conversas começavam com variações da mesma pergunta: “Você já leu o livro?”.

Uma tempestade perfeita de agitação, curiosidade e disponibilidade logo começou a soprar através da cultura pop. Inicialmente disponível como e-book e livro impresso a pedido, “Cinquenta Tons de Cinza” de E L James permitiu que leitores curiosos explorassem a história de amor erótica sempre e em qualquer lugar que desejassem.

Aparentemente, “Cinquenta Tons de Cinza” explora o relacionamento explosivo entre o enigmático bilionário de 27 anos Christian Grey e a estudante graduada de faculdade, sem iniciação sexual, Anastasia Steele. Mas quando a pessoa se aventura além da sinopse, “Cinquenta Tons” estabelece uma distância acentuada da maioria das histórias de amor populares e dos romances românticos.

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É uma história de amor, mas muito provocante que também lida com limites e, em especial, com limites sexuais, definindo-os, respeitando-os e ultrapassando-os, e todos os questionamentos que acontecem a esse respeito. Envolve o estabelecimento de confiança e a adesão a um conjunto de regras de consenso mútuo.

Certamente, uma boa parte do fator leitura obrigatória pode ter sido alimentada pela curiosidade provocada por esse conto de fadas levado para o lado obscuro. E no entanto, se excitação fosse a única impulsionadora do mercado, as vendas teriam se reduzido logo que uma outra coisa atraísse a imaginação do público. O que E L James explorou foi uma fantasia saborosa povoada por personagens que foram abraçados por leitores de todo o mundo, aqueles compelidos a continuar na jornada com Christian e Ana por dois romances sucessivos (“Cinquenta tons mais escuros” em 2011 e “Cinquenta tons de liberdade” em 2012) para descobrir como tudo iria se desdobrar: Ela faria? Ele faria? Eles fariam?

E L James discute o que há em “Cinquenta Tons” que afetou de tal forma as fibras sensíveis de tantos milhões de leitores:

“Fundamentalmente é uma simples história de amor sobre uma jovem inexperiente, que é mais forte do que pensa ser e encontra um homem ferido por um passado doloroso, e sobre o poder de cura do amor incondicional. As cenas de sexo fizeram manchetes, mas o que atraia os fãs da trilogia era a história de amor”.

Em março de 2012, depois de uma semana de acolhidas e recepções entre E L James e a maioria dos estúdios de Hollywood, seguida por um fim de semana de negociações febris, a Universal Pictures e a Focus Features adquiriram os direitos de filmagem dos três livros publicados pela Random House na trilogia “Cinquenta Tons”.

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A autora sentiu que a Universal era o abrigo certo para a série. Ela elogia:

“Encontrei muitos cineastas maravilhosos de diferentes estúdios de Hollywood e não foi uma decisão fácil. Mas no fim, escolhi a Universal porque acreditei que [presidente] Donna Langley e sua equipe fariam um filme que fosse tão fiel ao livro quanto os fãs esperavam e desejavam. Escolhi a Focus porque eles têm um histórico bem-sucedido em levar materiais desafiadores para a tela”. Ela interrompe: “e porque o [produtor executivo] Jeb Brody me faz rir”.

Quando os direitos à trilogia aportaram na Universal/Focus, os produtores com diversas indicações para o Oscar® Michael De Luca e Dana Brunetti sabiam que havia uma longa lista de cineastas esperando para colocar suas mãos nela, mas ainda assim lançaram suas apostas. Logo depois, o par encontrou-se em Londres trabalhando em outro filme. Os dois perceberam as possibilidades cinematográficas que se encontravam na premissa intrigante que, no seu cerne, revelava uma história de amor intensa.

Os dois homens organizaram um encontro com os representantes de E L James, que se seguiu a uma série de conversas com a própria autora. Logo depois, enquanto estavam em mar aberto produzindo Capitão Phillips do diretor Paul Greengrass, De Luca e Brunetti receberam um telefonema informando que tinham sido escolhidos para produzir Cinquenta Tons de Cinza.

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E L James revela o que estava em jogo com os colegas produtores que selaram o acordo:

“Michael falou sobre amor jovem e primeiro amor na reunião. Ele estava entusiasmado com o projeto e também com levar a história de amor para a tela. Só encontrei Dana mais tarde e, bem, nos demos às mil maravilhas. Nós nos divertimos muito durante toda essa loucura”.

Brunetti acrescenta que ficou entusiasmado por serem escolhidos para o trabalho:

“Mike e eu trabalhamos em diversos filmes juntos. Quebrando a Banca foi o primeiro e era baseado num livro. Em seguida fizemos A Rede Social, também baseado num livro e, mais recentemente, produzimos Capitão Phillips, também com base em livro. Com sorte, a experiência de supervisionar tantas transcrições foi uma grande vantagem para nós. Mas, também, em nível pessoal, nós demos muito bem desde o início”.

O produtor discute que o que o fascinou foi o mistério inerente ao material:

“Será que Ana vai se submeter a Christian e dar a ele tudo o que ele está pedindo dela, que obteve de outras a quem dominou? Ela assinará o contrato ou sairá e sumirá para sempre? Essa é a pergunta que mantém a tensão que atravessa o livro e o que queremos que o público sinta com o filme”.

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As reuniões dos roteiristas foram rapidamente agendadas e uma lista de roteiros potenciais pré-selecionados foi montada e encaminhada para o estúdio. A lista final, bem menor, foi, então, apresentada para Paul Greengrass e juntos, os produtores (incluindo E L James) chegaram à talentosa Kelly Marcel, cujo trabalho no elogiado Walt nos Bastidores de Mary Poppins amealhou para ela diversas indicações para prêmios, inclusive um BAFTA.

“Sabíamos que encontrar um roteirista que pudesse respeitar os personagens criados pela Erika e, ao mesmo tempo, infundir sua própria voz na saga de Ana e Christian seria uma tarefa hercúlea”, diz De Luca. “Kelly simplesmente captou a tonalidade de “Cinquenta Tons” da Erika e apresentou um roteiro inteligente e comovente que tornou seu. Ficamos maravilhados com a habilidade com que ela lidou com a tarefa”.

E L James sentiu que Marcel teve um grande sucesso na transcrição, com um tratamento cinematográfico que a surpreendeu agradavelmente. Ela revela:

“ ‘Cinquenta Tons’ é um livro longo e fiquei impressionada como Kelly conseguiu condensá-lo num roteiro enxuto, ainda assim captando a essência do romance. Minha parte favorita do processo foi trabalhar com ela, decidindo as cenas que manteríamos e as que deixaríamos de lado”.

Com Marcel atarefadamente adaptando, foi intensificada a busca por um diretor. Quando Sam Taylor-Johnson, a diretora britânica de diversos curtas elogiados, juntamente com um longa sobre os primeiros dias de John Lennon intitulado O Garoto de Liverpool, apresentou seu trailer, ela esperava que ele transmitisse como ela via os recursos visuais e o tom do material. A equipe instintivamente soube que havia encontrado a diretora ideal para se encarregar do conflito emocional, alguém com profunda compreensão da sensualidade da história, bem omo da paixão com que aqueles que devoraram o material o abordavam.

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Brunetti concede que a fé em Sam Taylor-Johnson era inabalável:

“A busca foi um tanto estressante e a contratação de Sam exigiu de nós fé e aceitação e especialmente do estúdio. Mais provavelmente eles esperavam que apresentássemos alguém que tivesse um monte de filmes do estúdio no CV, mas adoramos Sam como nossa escolha”.

Taylor-Johnson explica seu ponto de vista sobre a série, bem como o porque dela decidir assumi-la como seu próximo longa:

“O motivo fundamental pelo qual quis fazer esse filme é que ele passa a sensação de um conto de fadas com enredos semelhantes àqueles com os quais crescemos, embora em versão bem adulta: uma jovem mulher encontra seu príncipe. Ele é inacessível. Bem-sucedido, fabuloso, rico, mas há reviravoltas e desdobramentos e se torna algo muito diferente. É, também, a história dessa garota em exploração sexual, numa jornada para a maturidade.

“Em muitos aspectos, a história de Christian e Ana é uma história de amor do tipo mais óbvio”, ela continua. “Trata-se de duas pessoas se apaixonando e acertando o que farão ou não uma para a outra, do que desistirão ou não e que caminho tomarão. Dentro disso há mais limites do que em muitos relacionamentos. Ana se apaixona por uma pessoa complicada num primeiro romance e numa primeira jornada de exploração sexual. Para Christian é também o que o torna acessível para começar a sentir, respirar e aprender a amar”.

Taylor-Johnson admite que sua abordagem do material foi “tratá-lo como uma história de amor extraordinária, além de extremamente incomum e única. Entrando nele, você é seduzida por refinamento e encontra momentos delicados e sutis nos quais os dois começam a se mover e mudar. Isto é uma coisa que precisa ser tão delicadamente sintonizada durante todo o filme para que tudo mantenha-se alinhado com a jornada que estão percorrendo”.

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De Luca resume os sentimentos da equipe de que encontraram as forças de criação exatamente corretas para completar com êxito o primeiro capítulo da saga:

“Entrevistamos muitas pessoas, homens e mulheres, mas afinal escolhemos a roteirista e a diretora que pensamos terem a melhor visão e a mais única. Poderia ter ido em qualquer direção, mas terminamos com duas mulheres. Talvez isso diga algo delas terem uma melhor percepção da história do livro. Independentemente, acabamos por estar rodeados por muitas mulheres desta vez, o que foi ótimo
para o projeto”.

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Uma Thurman aparece quase irreconhecível em evento

Após Renée Zellweger (a eterna Bridget Jones) exagerar nas plásticas e surgir totalmente deformada em um evento, é a vez Uma Thurman ganhar a mídia com um visual diferente.

Paparazzis tiraram fotos da atriz de ‘Kill Bill‘ durante o lançamento da série ‘The Slap‘, exibida pela NBC e que deve ser lançada pela Netflix aqui no Brasil.

Uma Thurman, de 44 anos, estreou seu novo visual no tapete vermelho, e é difícil de apontar exatamente o que aconteceu com seu rosto. Poderia ser o make-up básico – apenas uma luz que não favoreceu e batom vermelho brilhante – ou poderia ser devido a algo mais grave. De qualquer forma, algo não ficou bom com seu rosto.

Mark Norfolk, director Clínico do Transform Cosmetic Surgery revelou que acredita que a atriz passou por um procedimento cirúrgico:

“A coisa que mais me impressiona é que sua área de olho parece muito diferente. Parece que ela teve um recente tratamento blefaroplastia inferior, também conhecida como a remoção saco do olho”, afirmou.

Confira fotos:

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Seu filme mais recente foi ‘A Ninfomaníaca‘ (Nymphomaniac), drama pornô do polêmico diretor Lars Von Trier.

Assista a um vídeo:

Crítica | Timbuktu

JE SUIS TIMBUKTU

 

Por que assistir a um filme de um país tão distante de nós, quanto a Mauritânia? Apenas por ter sido indicado ao Oscar de filme em língua estrangeiro (o primeiro da Mauritânia)? É a motivação mais comum. Vê-lo também por ser uma boa produção e para entrar em contato com uma cinematografia diferente do circuitão seriam outros dois bons motivos. Mas, Timbuktu (Timbuktu) possui uma urgência. Vê-lo é quase um ato de “consciência social” – nota à margem: oh!, expressão brega…

E por que seria um gesto de humanidade assistir Timbuktu? O diretor e co-roteirista Abderrahmane Sissako focou sua câmera no drama de cidades que sofrem com o terrorismo islâmico. Em tempo de atentados a cartunistas e atrocidades semanais cometidas pelos transloucados do Estado Islâmico, fica evidente o porquê.

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A primeira parte do filme mantém dois eixos narrativos: no primeiro, a cidade de Timbuktu, no Mali, já dominada pelos Jihadistas; no segundo, a família de Kidane (Ibrahim Ahmed), um criador de gado que vive isolado na zona desértica próxima da cidade. Na cidade, acompanhamos a imposição de uma rotina de terror e repressão aos moradores. No deserto, a vida tranquila e integrada à natureza da família de Kidane, até sua dissipação, após ele, em uma briga, mata um pescador.

Comparado com as atrocidades do Estado Islâmico que vemos no noticiário, o filme pode ser pouco violento – o que não quer dizer que ele seja leve. O que Timbuktu traz de diferente é o foco. Se no noticiário vemos estrangeiros sequestrados sendo mortos, no filme vemos como a população desses locais sofre nas mãos desses maníacos. Também expõe as contradições no interior do próprio islã, especialmente nos diálogos entre os radicais e um religioso moderado.

Timbuktu permite uma visão mais ampla do problema. Terroristas como aqueles que invadiram a redação do jornal Charlie Hebdo não afetam apenas a vida em países do ocidente, nem se opõem apenas à nossa liberdade de expressão. Eles também tornam a vida de pessoas que comungam da mesma religião um inferno.

 

 

Pessoalmente não gosto de slogans para fazer política. Seja um “Somos Todos Amarildo” ou “Je Suis Charlie” sempre me soou um tanto cafona, algo que reduz a dimensão das tragédias e que serve apenas para promover as subraças dos políticos e dos ongueiros oportunistas. Mas, fazendo um esforço, e indo além, se “Somos Todos Amarildo” for de fato uma crítica à violência brasileira, se “Je Suis Charlie” for realmente uma defesa da liberdade de expressão e crítica ao terrorismo, então também me estimulo a acrescentar um “Je Suis Timbuktu”, como a lembrança de que o terror é devastador também em terras islâmicas.

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Se Eu Ficar

(If I Stay)

 

Elenco:

Chloë Grace Moretz, Mireille Enos, Liana Liberato, Lauren Lee Smith, Jamie Blackley, Aliyah O’Brien, Aisha Hinds.

Direção: R.J. Cutler

Gênero: Drama, Romance

Duração: 107 min.

Distribuidora: Warner Bros.

Orçamento: US$ 11 milhões

Estreia: 4 de Setembro de 2014

Sinopse:

Aos 17 anos, a musicista Mia é uma adolescente como tantas outras. Tem pais amorosos, uma melhor amiga e um namorado apaixonado. Sua vida, no entanto, não é livre de escolhas dolorosas, como decidir se permanece fiel ao seu primeiro amor – a música –, mesmo que isto signifique perder seu namorado e deixar todos os que ama para trás.

Em uma manhã de fevereiro, Mia sai para um passeio com a família e, em um instante, tudo muda. A última coisa que lembra é estar no carro com seus pais e seu irmão mais novo, Teddy, em uma estrada repleta de neve. De repente, está em pé fora do seu corpo, ao lado dos cadáveres de seu pai e sua mãe, observando ela e o irmão serem atendidos pelos paramédicos.

Curiosidades:

» Baseado no livro homônimo de Gayle Forman.

» Moretz substituiu Dakota Fanning (‘Amanhecer – Parte 2′), que se desligou do projeto.

» Shauna Cross roteiriza, e R.J. Cutler (da série ‘Nashville’) dirige.

 

Crítica em Vídeo:

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Rio, Eu Te Amo

(Rio, Eu Te Amo)

 

Elenco: Rodrigo Santoro, Wagner Moura, Nadine Labaki, Roberta Rodrigues, Cláudia Abreu, Bruna Linzmeyer, Michel Melamed, Tonico Pereira.

Direção: Guillermo Arriaga, Stephan Elliott, Nadine Labaki, Fernando Meirelles, José Padilha, Andrucha Waddington, Vicente Amorim, Sang-soo Im, Carlos Saldanha.

Gênero: Romance/Drama/Comédia

Duração: 110 min.

Distribuidora: RioFilme

Estreia: 11 de Setembro de 2014

Sinopse:

O filmeRio, Eu Te Amo‘ mobilizará dez pontos diferentes da cidade, que serão filmados por diretores consagrados. Serão três diretores brasileiros, três americanos e quatro de outras partes do mundo. Os premiados diretores Fernando Meirelles (‘Cidade de Deus’, ‘O Jardineiro Fiel’ e ‘Ensaio sobre a Cegueira’) e José Padilha (‘Tropa de Elite’) já são parte deste grande filme coletivo. Assim com Paris e Nova York, o Rio contará com um elenco internacional.

Curiosidades:

» Mais um filme da série Cities of Love, que traz histórias de amor filmadas em importantes cidades do mundo. Após os filmes ‘Paris, je t’aime‘ (2006) e ‘New York, I Love You‘ (2009), chegou a vez do Rio de Janeiro ser a cidade homenageada no cinema.

» Onze diretores, sete nacionalidades, vários continentes unidos numa mesma declaração: “Rio Eu Te Amo”. Começa no dia 6 de agosto a filmagem do longa da bem-sucedida franquia “Cities of Love”, que já teve uma versão sobre Paris e uma sobre Nova York.Carlos Saldanha (“Rio” e “Era do Gelo”) dá o pontapé inicial e estreia na direção de um live action com uma história de amor entre dois bailarinos, interpretados por Rodrigo Santoro e Bruna Linzmeyer, ambientada no Theatro Municipal.

»  Entre os brasileiros também estão Fernando Meirelles (“Cidade de Deus” e “Ensaio sobre a cegueira”), José Padilha (“Tropa de Elite” e “Robocop”) e Andrucha Waddington(“Penetras” e “Eu Tu Eles”). Os quatro diretores estrangeiros cujos contratos já foram assinados são o sul-coreano Im Sang-soo que concorreu duas vezes à Palma de Ouro em Cannes (“A Empregada” e “O Gosto do Dinheiro”), o australiano Stephan Elliott (diretor de “Priscilla, A Rainha do Deserto”, o filme que ganhou um Oscar e recentemente se transformou em musical); a premiada diretora e roteirista libanesa Nadine Labaki(“Caramelo” e “E Agora Onde Vamos?”), e o roteirista mexicano indicado ao Oscar e diretorGuillermo Arriaga (roteirista de “Babel” e “21 gramas” e diretor de “Vidas que se cruzam”).

»  Neste primeiro bloco serão filmados cinco segmentos: aos de Carlos Saldanha e Im Sang-soo – cujos protagonistas são Tonico Pereira e Roberta Rodrigues – seguem-se no final do mês os de Nadine Labaki, Stephan Elliott e Fernando Meirelles. Num segundo momento, em outubro, serão filmados os segmentos de Andrucha Waddington, José Padilha, Guillermo Arriaga e os de dois outros diretores estrangeiros cujos nomes serão anunciados nesta etapa. A canção-tema do filme será composta e interpretada porGilberto Gil.

»  Juntamente com os segmentos são filmadas as cenas de transição, uma das características dos filmes da franquia “Cities of Love”: cenas de ligação nas quais os personagens dos diversos segmentos interagem uns com os outros em situações especialmente criadas. Não há inserção de créditos durante o filme e os segmentos e transições são editados de modo que a plateia possa assistir a um filme contínuo e com ritmo. As transições estão a cargo de uma equipe composta pelo diretor Vicente Amorim (“Um Homem Bom”, com Viggo Mortensen e “Corações Sujos”), o roteirista Fellipe Barbosa (“Casa Grande” e “Beijo de Sal”) e uma equipe técnica exclusiva.


Trailer:


Cartazes:

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Fotos:

O Juíz

(The Judge)

 

Elenco:

Robert Downey Jr., Leighton Meester, Billy Bob Thornton, Vera Farmiga, Vincent D’Onofrio, Robert Duvall, Sarah Lancaster, Dax Shepard.

Direção: David Dobkin

Gênero: Drama

Duração: 141 min.

Distribuidora: Warner Bros.

Orçamento: US$ 50 milhões

Estreia: 16 de Outubro de 2014

Sinopse:

Um advogado de sucesso  (Downey Jr.)  retorna à sua cidade natal para o funeral de sua mãe, apenas para descobrir que seu pai distante (Duvall), o juiz da cidade, é suspeito de assassinato.

Billy Bob Thornton interpreta o promotor, e Vincent D’Onofrio será o irmão do personagem de Downey Jr.. O elenco ainda conta com Leighton Meester, Vera Farmiga, Sarah Lancaster, David Krumholtz e Dax Shepard.

 

Curiosidades:

» Robert Downey Jr. (‘Homem de Ferro’) e Robert Duvall (‘A Estrada’) estrelam a comédia dramática, dirigida por David Dobkin (‘Eu Queria Ter A Sua Vida’).

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Crítica | Selma: Uma Luta Pela Igualdade

Ser profundamente amado por alguém nos dá força, amar alguém profundamente nos dá coragem. Dirigido pela cineasta norte-americana Ava DuVernay, um dos filmes concorrentes ao Oscar de Melhor Filme esse ano no Oscar, chega as nossas telonas, estamos falando do ótimo Selma: Uma Luta Pela Igualdade. Tendo como principal tema central em seu roteiro a  luta pelo direito a votação dos negros nas eleições norte-americanas, o filme de 128 minutos possui uma excelente direção, além de discursos fervorosos, empolgantes e uma atuação brilhante e inspirada do ator David Oyelowo que interpreta o protagonista Martin Luther King Jr.

Na trama, voltamos a década de 60, onde o ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Martin Luther King Jr. (David Oyelowo), luta pelos direitos dos negros ao voto. O filme retrata toda sua trajetória nessa causa: seus conflitos familiares, por conta das ameaças que sofria, seus discursos emocionados e uma coragem e força que eram sua maior marca. Figuras políticas de um Estados Unidos fervilhando de conflitos: O presidente Lyndon B. Johnson, interpretado pelo bom ator britânico Tom Wilkinson,  J. Edgar Hoover (Chefão e criador do FBI) são alguns dos nomes que circulam pela trama, que tem o roteiro assinado por Paul Webb.

Sua família vivia sob tensão e o próprio Dr. King não sabia direito como melhorar essa situação. Parecia um predestinado a encarar seu destino, seja ele qual fosse, em busca do objetivo que modelou sua vida. Em uma cena, buscando forças para seguir em frente em sua caminhada, Luther King liga para uma cantora sua amiga e pede para ela cantar e o abençoar com uma canção, é uma das cenas mais lindas e emocionantes deste belo trabalho.

Os diálogos entre Luther King e sua esposa são maravilhosos, fazem o público ficar com os olhos fixos na telona. Há tanta verdade nas interpretações dos artistas. A diretora nessa hora, também merece receber os méritos, nos sentimos sentados ao lado dos personagens, cada palavra, cada cena mostrada, nos fazem borbulhar em raciocínios, opiniões e lembranças.  Selma: Uma Luta Pela Igualdade emociona do início ao fim, e merecidamente teve seu reconhecimento com diversas nomeações à festivais de cinema ano passado. É um filme que todos nós devemos assistir e conhecer um pouco mais sobre a história da humanidade.

Crítica | O Imperador

Em seu primeiro projeto como diretor, Nick Powell não poderia ter começado com mais força e de pé esquerdo. O Imperador, é uma sucessão de erros. Diálogos deprimentes, cenas de ação feitas de forma desleixadas, nenhum tipo de entrosamento entre os atores em cena, planos bisonhos, atuações que beiram ao amadorismo. Nicolas Cage aparece bem pouco mas o suficiente para ajudar a derrubar o filme.

Na trama, conhecemos Jacob (Hayden Christensen) e Gallain (Nicolas Cage), dois guerreiros, vinculados aos templários, que destroem tudo e a todos que encontram pelo caminho. Os anos se passam e avançamos até o norte do oriente, onde Jacob reaparece dessa vez viciado em ópio e precisa ajudar uma dupla de irmãos que lutam para manter a dinastia deixada pelo recém assassinado pai deles. Para ajudar o trio no longo caminho que precisam percorrer, Gallain também reaparece e todos reunidos combatem as forças do mal.

Roteiro, direção, elenco, difícil saber qual desses itens é a pior parte deste projeto. O longa-metragem, é uma comédia de erros do primeiro ao último minuto. Não dá para entender o que o roteirista James Dormer quis dizer com esse filme. Nada que o diretor tenta executar com seus planos dá certo. É um filme muito mal roteirizado e dirigido.

Além disso tudo, precisamos falar de atuações. Nicolas Cage se supera em cada novo projeto. Perdeu de vez o rumo de sua carreira. Dá pena de ver. Nesse filme está cada cena mais bizarro, fica caolho sem muitas explicações, falas de seu personagem sendo ditas como se ele fosse o Darth Vadder da nova era e para brindar essa atuação caótica, uma sequência segurando uma cobra que deve virar meme na internet muito em breve.

Tanto filme bom que não consegue chegar até os nossos cinemas e algumas distribuidoras teimam em comprar filmes ruins como esse. O público merece mais. Esse trabalho é quase uma falta de respeito com a nossa inteligência.

 

Crítica | Bob Esponja: Um Herói Fora d’Água

Nunca fui um grande fã do desenho do Bob Esponja, exibido na Nickelodeon. Em uma breve tentativa de assistir a alguns episódios, achei o personagem demasiadamente caricato e um tanto quanto chato. Sendo assim, fui assistir ao filme com a expectativa lá embaixo. E confesso: há anos não me surpreendia com um longa-metragem de maneira positiva como nesse.

A direção de Paul Tibbitt transforma a animação em um longa-metragem frenético, louco e insano. Uma aventura que vai deixar muito adulto pirado com tantas cores e bizarrices que parecem simular uma viagem de ácido.

Por falar em viagem de ácido, os desenhistas e os roteiristas parecem ter usado algum entorpecente muito forte enquanto produziam a animação, totalmente diferente do convencional – e com direito a tiradas sarcásticas que fazem a plateia rir o tempo todo.

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O mais interessante é que existem piadas adultas que as crianças não irão entender, transformando-o em dois filmes extremamente distintos: um para os pequenos e um para o grandões.

A vida corria tranquila para o otimista Bob Esponja e sua turma: o leal estrela-do-mar Patrick, o sarcástico Lula Molusco, a esquilo cientista Sandy e seu chefe, o crustáceo capitalista Sr. Sirigueijo. Quando a ultrassecreta receita do Hambúrguer de Siri é roubada, o caos se instaura no fundo do mar. Para salvar a pátria, Bob Esponja e o vilão Plankton precisam unir suas forças em uma viagem através do tempo e do espaço.

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Nesta sinopse aparentemente simples, existem diversas ramificações, como a necessidade atual de Hollywood em adicionar uma cena de ação a cada minuto de projeção (isso é satirizado de maneira brilhante aqui), as reviravoltas na trama e um herói que possui falhas – mas ainda assim é um bom moço.

A diferença entre o longa e o desenho de Stephen Hillenburg é a inteligente transição do 2D para a computação gráfica no momento em que os protagonistas saem do mar para a vida real, mais especificamente em Miami Beach. Recriados em CGI super moderno, o filme se sobressai a qualquer episódio do desenho e se transforma em algo grandioso: um longa-metragem completo. A cena em que conhecemos o Golfinho, controlador de todo o Universo, é uma das mais brilhantes e divertidas do ano.

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Irônico, divertido, ácido… a nova animação do calça quadrada é uma viagem muito louca, com direito a explosões de cores e efeitos em 3D brilhantemente criados. Vale a pena levar a criançada no cinema, e ainda curtir a sessão junto!

Bob Esponja: Um Herói Fora d’Água

(The SpongeBob Movie: Sponge Out of Water)

 The SpongeBob Movie: Sponge Out of Water<br />
(2015) on IMDb
Elenco:

Vozes na versão dublada: Wendel Bezerra (voz do Bob Esponja) e Victor Meyniel (voz da gaivota Kyle). Vozes no original de: Antonio Banderas, Clancy Brown, Tom Kenny, Thomas F. Wilson, Rodger Bumpass, Mr. Lawrence.

Direção: Paul Tibbitt e Mike Mitchell

Gênero: Animação

Duração: 93 min.

Distribuidora: Paramount Pictures

Orçamento: US$ 66 milhões

Estreia: 05 de Fevereiro de 2015

Sinopse:

A vida corria tranquila para o otimista Bob Esponja (Tom Kenny/ Wendel Bezerra) e sua turma: o leal estrela-do-mar Patrick (Bill Fagerbakke/ Marco Antônio Abreu), o sarcástico Lula Molusco (Rodger Bumpass/ Marcelo Pissardini), a esquilo cientista Sandy (Carolyn Lawrence/ Letícia Quinto) e seu chefe, o crustáceo capitalista Sr. Sirigueijo (Clancy Brown/ Luiz Carlos de Moraes). Quando a ultrassecreta receita do Hambúrguer de Siri é roubada, o caos se instaura no fundo do mar. Para salvar a pátria, Bob Esponja e o vilão Plankton (Mr. Lawrence/ Guilherme Lopes) precisam unir suas forças em uma viagem através do tempo e do espaço. Em terra firme, a turma toda enfrenta o malvado pirata Barba Burguer (Antonio Banderas), que tem seus próprios planos para os deliciosos hambúrgueres e conta com a ajuda do seu fiel escudeiro – a gaivota Kyle (Paul Tibbitt/ Victor Meyniel).

Curiosidades:

»  Jonathan Albel e Glenn Berger, de ‘Kung Fu Panda 2‘, roteirizam. Paul Tibbitt, que produziu o primeiro filme, será o diretor.

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

O Jogo da Imitação

(The Imitation Game)

 

Elenco:

Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode, Mark Strong, Charles Dance, Allen Leech, Tuppence Middleton, Rory Kinnear, Steven Waddington, Tom Goodman-Hill.

Direção: Morten Tyldum

Gênero: Drama, Cinebiografia

Duração: 113 min.

Distribuidora: Diamond Films

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 5 de Fevereiro de 2015

Sinopse:

A história acompanha a interessante vida do gênio matemático e cientista Alan Turing. Durante a Segunda Guerra Mundial, Turing trabalhou para a inteligência britânica, num centro especializado em quebra de códigos. Por um tempo ele foi chefe de Hut 8, a seção responsável pela criptoanálise da frota naval alemã. Planejou uma série de técnicas para quebrar os códigos alemães, incluindo o método da bombe, uma máquina eletromecânica que poderia encontrar definições para a máquina Enigma.

A homossexualidade de Turing resultou em um processo criminal em 1952 – os atos homossexuais eram ilegais no Reino Unido na época, e ele aceitou o tratamento com hormônios femininos, castração química, como alternativa à prisão. Morreu em 1954, algumas semanas antes de seu aniversário de 42 anos, devido a um aparente auto-administrado envenenamento por cianeto, apesar de sua mãe (e alguns outros) ter considerado a sua morte acidental.

 

Crítica:

Crítica | O Jogo da Imitação, por  (Nota: 9.0)

 

Curiosidades:

» ‘O Jogo da Imitação‘ foi o grande vencedor da 39ª edição do Festival Internacional de Cinema de Toronto. A cinebiografia de Alan Turing, considerado o pai da computação, foi ovacionada pela crítica e público após a exibição.

»  O norueguês Morten Tyldum dirige. Será sua estreia em Hollywood, após conquistar a crítica com ‘Headhunters‘. Ele entra no lugar deixado por J. Blakeson (‘The Disappearance of Alice Creed’) .

» O roteiro é baseado no livro ‘Alan Turing: The Enigma‘, de Andrew Hodges, e foi disputado a tapa pelos grandes estúdios de Hollywood. A Warner Bros. venceu a disputa, e pagou ao roteirista estreante Graham Moore mais de US$ 1 milhão pelo texto.

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Selma – Uma Luta pela Igualdade

(Selma)

 

Elenco:

David Oyelowo, Carmen Ejogo, Tim Roth, Lorraine Toussaint, Mikeria Howard, Christina Rice, Ebony Billups, Nadej k Bailey, Elijah Oliver, Oprah Winfrey, Clay Chappell.

Direção: Ava DuVernay

Gênero: Biografia, Drama

Duração: 128 min.

Distribuidora: Buena Vista Brasil

Orçamento: US$ 20 milhões

Estreia: 05 de Feveiro de 2015

Sinopse:

Selma‘ acompanha a luta histórica de Martin Luther King Jr. (David Oyelowo) pela garantia do direito de voto para todas as pessoas. Esta campanha perigosa e assustadora culminou com a marcha épica de Selma a Montgomery, Alabama, levando o presidente Lyndon Baines Johnson (Tom Wilkinson) a assinar a Lei dos Direitos de Voto, em 1965.

Curiosidades:

» Carmen Ejogo, Andre Holland, Omar J. Dorsey, Alessandro Nivola, Dylan Baker, Giovanni Ribisi, Tessa Thompson, Jeremy Strong e Tim Roth também estão no elenco. Winfrey faz participação como Annie Lee Cooper.

» Arama sobre a história de Luther King Jr.produzido pela apresentadora Oprah Winfrey.

» Indicada ao Oscar 2015 de Melhor canção original, “Glory”, a música-tema interpretada por Common e John Legend, embala o vídeo. Apesar de ter sido indicado em duas categorias, incluindo Melhor filme, Selma‘ vem sendo considerado um dos títulos esnobados pelo Oscar.

» Dirigido por Ava DuVernay (‘Middle of Nowhere’)

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

Crítica | O Destino de Júpiter

Ação sem limites

Desde o fim da trilogia Matrix, os cultuados cineastas Andy e Lana Wachowski vêm colecionando opiniões negativas em relação a seus filmes. Não que tenham feito trabalhos pavorosos, longe disso até – pois é inegável a beleza estética de Speed Racer (2008) ou a quantidade de temas discutidos em A Viagem (2012) –, mas o que ironicamente está, de certa forma, atrapalhando seus projetos posteriores é justamente a saga de Neo. Muitos fãs e apreciadores, que ficaram espantados com a qualidade do material, aguardam ansiosamente um novo Matrix (1999). Mas será que os autores têm mesmo que provar que são capazes?

É também correto afirmar que estes longas já citados não possuem o mesmo vigor de outrora, ainda que acertem aqui e ali, exibem de fato alguns problemas narrativos, que cominam num desenvolvimento irregular. Como de costume, os cineastas recheiam seus filmes de referências, alegorias e trucagens visuais, mas ao mesmo tempo esquecem princípios básicos de continuidade, ritmo e identificação, excluindo dessa maneira o envolvimento da plateia. Ou seja, não é que precisam repetir o feito anterior, devem apenas unir os pontos. Isso porque a nova empreitada dos Wachowski, possui quase que os mesmos problemas dos títulos referidos. E ainda acrescenta novos deles, pois se o anterior era chamado de paquiderme, pela pegada contemplativa, este O Destino de Júpiter ultrapassa os limites da ação.

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Mesmo apresentando um interessante plano de fundo – onde a personagem Jupiter Jones (Mila Kunis), que nasceu sobe um céu noturno, com sinais de estar destinada a algo maior, tem uma vida real complicada, mas tudo começa a mudar quando Caine (Channing Tatum) aparece para salva-la de um grupo alienígena e diz que a garota descende de uma herança que pode alterar o equilíbrio do cosmos –, o filme não se aprofunda no que discute e dá preferencia a gigantescas tomadas de batalhas áreas. Há algumas tão extensas que tornariam enxutos os incessantes entraves de O Homem de Aço (2013). E, mesmo que as cenas sejam graficamente belíssimas (de dar inveja a figurões como Terry Gilliam – que até faz aqui uma ponta) e possuam incríveis movimentos acrobáticos, a utilização é tão excessiva que agride o público. São sequências tão megalomaníacas quanto àquelas que dos filmes de Michael Bay.

No entanto, mesmo que tente ao máximo se sabotar, este novo universo criado pelos Wachowski é tão rico que se sobressai. A variedade de raças, a concepção visual das criaturas, do espaço, dos veículos e principalmente a multiplicidade de tons e influencias são realmente impressionantes. Nesse sentido, o diretor de fotografia John Toll e o supervisor de efeitos visuais Dan Galls levam boa parte do crédito. No que se refere a roteiro e narrativa, o modo como os personagens discutem, os temas, as escalas hierárquicas e a formula utilizada parecem bem semelhantes a que vemos na franquia Jornada nas Estrelas. Bem como as lutas com naves e tiros a laser nos remetem imediatamente a Star Wars. Já a constante trilha sonora de Michael Giacchino, tem como função pontuar os conflitos aludidos.

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Detendo de um bom casting, as atuações em geral não merecem maiores elogios. Sean Bean até se destaca por criar uma figura ao menos crível, já que todos os personagens são absolutamente caricaturais. Tatum, com uma caracterização horrenda, mesmo tendo um bom desempenho nos combates corpo a corpo, não consegue sozinho segurar a barra. Mesmo porque a Júpiter de Kunis empalidece diante de Caine. No entanto a maior decepção do elenco fica a cargo de Eddie Redmayne, que recentemente impressionou por sua sutileza ao interpretar Stephen Hawking em A Teoria de Tudo (2015), mas aqui se entrega ao overacting e faz um vilão que de tão ridículo parece o Coração Gelado.

Em suma, provavelmente não será dessa vez que os irmãos Wachowski conquistarão novamente todo prestigio perdido. O Destino de Júpiter é esteticamente interessante, tem um rico background e efeitos visuais impressionantes, mas possui um roteiro frágil, que tem medo de ir além e aposta todas suas fichas em intermináveis batalhas espaciais. No fim das contas, o filme parece inchado e a diversão pretendida torna-se indigesta. Torcemos então para que a dupla encontre equilíbrio em suas obras futuras.

Crítica | Corações de Ferro

A bravura não está no lutar uma guerra, está no significado da defesa da palavra honra. O novo filme de guerra protagonizado por Brad Pitt, Corações de Ferro, é um trabalho que se justifica e tem seu máximo valor nas ótimas atuações que vemos em meio a um caos de cenas sangrentas que já vimos em diversos outros filmes do gênero. Escrito e dirigido pelo cineasta David Ayer, o longa metragem busca ser diferente de outros trabalhos que exploram a grande guerra mundial mas acaba sendo mais do mesmo.

Na trama, conhecemos o grupo de batalha liderado pelo sargento Don Collier (Pitt). Nesse grupo, estão o religioso Bible (Shia Lebouf), o esquentadinho Grady Travis (Jon Bernthal), o inteligente Gordo (Michael Peña). Já perto do fim da batalha mais sangrenta que a humanidade já viu, o pequeno batalhão é chamado para invadir cidades alemãs que ainda não haviam se rendido, ao mesmo tempo e para ajudar nesse objetivo, ganham o ‘reforço’ do datilógrafo Normam (Logan Lerman) que acaba sendo introduzido aos horrores da guerra pelo enfurecido líder do grupo.

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Corações de Ferro é um filme atípico de guerra, não empolga pela história, resolve focar nas trincheiras sangrentas mas convence um pouco o público por suas atuações. Os personagens recebem uma entrega invejável de seus respectivos intérpretes, transformando pequenas e curtas sequências dentro de um tanque em diálogos intensos e provocantes. Basicamente: os atores levam o filme nas costas.

Fora as boas atuações, muito pouco é visto para deixar o espectador grudado com os olhos na tela. É mais fácil o público ser acordado a cada momento de sono pelo som alto da granada que estoura em muitos momentos. As cenas de guerra, os sofrimentos, as dúvidas, as incertezas, os atos de bravura, o herói, o definir o conceito de amizade e honra, são elementos que não são inovadores. Parece que estamos vendo fragmentos de vários outros filmes. Muito pouco para “Fury” (o nome original deste trabalho, ser posto em debate em uma rodinha cinéfila.

Crítica | O Jogo da Imitação

Às vezes, as pessoas que menos esperamos podem fazer as coisas mais inacreditáveis. Dirigido pelo desconhecido cineasta norueguês Morten Tyldum (do ótimo Headhunters), O Jogo da Imitação é uma grande aula de matemática com um profundo drama de pano de fundo que conta com atuações brilhantes, principalmente de Benedict Cumberbatch que deve concorrer ao seu primeiro Oscar este ano. O roteiro é detalhista, baseado na obra de Andrew Hodges (Alan Turing: The Enigma) e assinado pelo estreante em longas-metragens Graham Moore.

Na trama, somos apresentados ao matemático Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um gênio destemido e ao mesmo tempo um completo anti-social. Com a Inglaterra sofrendo sérios problemas por conta da guerra, Turing se candidata a ajudar a inteligência britânica a decifrar um código indecifrável dos nazistas e vencer a guerra. Teorema de Euler, Álgebra linear, conhecimentos de eletrônica, Charadas, trivias, pegadinhas matemáticas, todos esses são elementos que Turing e sua equipe possuem para cumprir o objetivo. O filme, fortíssimo candidato a uma indicação para o próximo Oscar, é modelado via Flashbacks em muitas fases da vida do personagem principal.

Cérebro elétrico, computador digital, décadas atrás raríssimas pessoas conseguiam pensar sobre tudo isso, Alan Turing era uma dessas mentes brilhantes. Mas como todo gênio, possuía problemas na arte de se relacionar. Talvez por isso, uma peça importante na história é Joan Clarke (interpretada pela sempre delicada e competente Keira Knightley), uma espécie de Oásis de Alan, uma amiga, esposa de mentirinha que ajuda o protagonista em suas diárias conturbações sociais. Enxergamos o filme sob a ótica de Joan também e toda a influência que teve sob o trabalho de Turing.

Em uma época hipócrita e de leis que não conseguimos entender até hoje, por ser homossexual, Alan é perseguido e colocado em chantagem a todo instante. Esse contexto praticamente preenche as lacunas do ato final desse grande filme. Alan Turing, considerado o pai do computador, ajudou os aliados a ganharem a guerra e merecia maior reconhecimento. Normandia, Stanlingrado, salvação de mais de 14 milhões de pessoas, todas essas e outras vitórias não seriam possíveis sem a ajuda de Turing e sua turma de decifradores ingleses.

Quem diria que realmente o amor ajudou a acabar com a guerra? Essa inusitada questão é uma das chaves do trabalho mais brilhante que Alan Turing executou em sua curta vida. A guerra para ele e seus amigos não eram com armas e bombardeios, era com palavras cruzadas em uma pequena vila no sul da Inglaterra. O Jogo da Imitação não deixa de ser uma homenagem a um homem que dedicou sua vida respirando matemática e ao mesmo tempo escreveu seu nome com louvor na história da humanidade.