Site Página 8052

O Grande Mestre

(Yi dai zong shi/The Grandmaster)

 

Elenco:

Tony Leung, Zhang Ziyi, Chang Chen, Qingxiang Wang, Elvis Tsui, Hye-kyo Son, Chia Yung Liu, Chiu Yee Tsang, Hoi-Pang Lo, Shun Lau.

Direção: Wong Kar Wai

Gênero: Ação

Duração: 130 min.

Distribuidora: California Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 11 de Setembro de 2014

Sinopse:

A história verídica de Ip Man, o mestre de artes marciais que ficou conhecido no Ocidente por ter sido o mentor de Bruce Lee. No fim dos anos 30, no sul da China, ele derrota o grande e respeitado mestre Gong Yutian. A linda Gong Er, filha de Yutian, jura vingar a honra de seu pai e desafia Ip para uma luta. Tudo muda quando a Segunda Guerra Mundial se intensifica e Ma San, o melhor pupilo de Gong Yutian, escolhe o lado inimigo.

Curiosidades:

» —

Trailer:

Cartazes:

grandemestre_1

Fotos:

 

 

O Sistema

MOVIMENTOS NOTURNOS

A essa altura todos os cinéfilos deveriam saber quem é Brit Marling. Um dos mais interessantes novos nomes do cinema americano, a talentosa jovem atriz, produtora, roteirista e diretora de 31 anos de idade começou a carreira só em meados da década passada. No entanto, foi o suficiente para deixar sua marca como uma das figuras mais proeminentes do cinema americano independente. Marling possui poucos trabalhos, mas bons o suficiente para chamarem a atenção.  Dois em especial alavancaram sua carreira. Escritos, produzidos e protagonizados por ela, A Outra Terra (2011) e Sound of My Voice (2012) receberam elogios da imprensa especializada, e foram sucesso em festivais. Só A Outra Terra (um de meus filmes preferidos daquele ano) chegou ao Brasil, por enquanto.

Hoje, Marling dá passos mais ambiciosos, e deixa a carreira evoluir. Ainda em 2012 assumiu o papel apenas de atriz em produções de prestígio. Foi a filha de Richard Gere no elogiado A Negociação, um dos melhores suspenses dos últimos anos. E em Sem Proteção, atuou ao lado de um grande elenco comandado pelo veterano Robert Redford. Agora, Marling se reúne ao diretor Zal Batmanglij (Sound of My Voice) para contar a história do grupo anarquista conhecido como “The East”. Com roteiro assinado pela própria atriz, ao lado do diretor, a trama se baseia nas operações de um grupo de ecoterroristas. Um dos pontos interessantes do filme é apresentar de forma honesta o suficiente, a forma como tais pessoas vivem, desapegadas da maioria dos conceitos de cidadãos comuns. Além disso, seus ideais e filosofias são fortes elementos aqui.

2

Marling vive uma agente especial, funcionária de uma empresa privada, cuja missão é se infiltrar no grupo para frustrar seus ataques. Para isso, a decidida personagem (com toques do idealismo de Clarice Starling, outra grande feminista do gênero) precisa passar por um verdadeiro teste físico e psicológico. Nem mesmo seu companheiro sabe de toda a verdade sobre seu emprego. Seu único elo é sua superiora, interpretada por Patricia Clarkson (Ilha do Medo). Outros nomes de destaque na obra são os de Alexander Skarsgard (da série True Blood) e Ellen Page (Juno), eles vivem respectivamente Benji e Izzi, os cabeças do grupo. Os extremistas acreditam em ações diretas contra todos os grandes empresários que gananciosamente colaboram com a destruição imediata do planeta.

Dentre suas principais missões contam ataques contra empresas farmacêuticas cujos medicamentos causam grandes danos cerebrais, e a uma fábrica que despeja seu lixo tóxico num lago. O Sistema é o tipo de filme interessante e relevante que teria sido feito na década de 1970, mas que funciona igualmente hoje. Recentemente temos visto algumas obras com o tema, que variam desde o citado projeto chamativo de Robert RedfordSem Proteção, até o independente e despercebido Night Moves, estrelado por Jesse Eisenberg e Dakota Fanning. Talvez seja a forma de Hollywood se mostrar solícita e reconhecer o problema.

3

O núcleo de O Sistema é a personagem de Marling, e como ela lida com sua vida dupla, uma vez conhecendo de perto seus “inimigos” e com eles criando grandes laços de afeto e confiança. A personagem passa a compreender as diferentes percepções, e inclusive as motivações. A obra não é crua o suficiente em seu desfecho, e acaba apelando ao politicamente correto. Mas não deixa de ter um resultado positivo.

Arthur Newman

Dirigido pelo estreante Dante Ariola, Arthur Newman é quase uma grande brincadeira de faz de contas onde a realidade vai ficando para trás dando lugar a sonhos, desejos e ações executados por alter egos diversos. O filme, que conta com mais uma atuação maravilhosa de Colin Firth (Direito de Amar), é uma grande estrada sem direção, o que pode incomodar alguns. A falta de objetivos dos personagens é abordada dentro da trama. Eles são guiados por desejos reprimidos, fantasias do que acham ser a felicidade. Tem uma personalidade de um road movie mas na verdade é um drama profundo e inteligente que tem como pano de fundo a relação entre pais e filhos.

A

Na trama, conhecemos um homem desiludido com sua vida profissional e pessoal. Certo dia, resolve fugir e plantar evidências do seu desaparecimento em uma deserta ilha longe de casa. Na estrada, à bordo de um conversível clássico esbarra com uma mulher completamente insana e juntos vivem dias intensos vivendo literalmente a vida de outras pessoas. A fita tem um dinamismo peculiar que se encaixaria como uma luva no formato peça de teatro. Seria uma interessante adaptação, desde já fica a dica aos que circulam pelo mundo do teatro no Brasil.

Por incrível que pareça, e a sinopse não entrega isso de jeito nenhum, o longa-metragem roteirizado por Becky Johnston (que escreveu o roteiro do maravilhoso Sete Anos no Tibet), é um grande drama familiar, com foco na relação pais e filhos. Conforme somos apresentados aos fatos do passado dos personagens, subtramas ricas em emoção, principalmente os diálogos interessantes que surgem entre o filho abandonado e a atual mulher abandonada chegam para completar as lacunas de algumas dúvidas que surgem sobre os objetivos dos personagens.

Arthur Newman, Golf Pro

Emily Blunt já é expert em construção de personagens esquisitos. Vimos isso em Sunshine Cleaning e Your Sister’s Sister. A bela atriz britânica precisa tomar um certo cuidado para não cair na mesmice, algumas de suas personagens são muito parecidas. Nesse filme, por exemplo, sua personagem parece a continuação de outras que já teve na carreira. Já o ganhador do Oscar Colin Firth, mais competente do que nunca, consegue passar toda a aflição de seu difícil personagem com a maestria de sempre.

O filme tem alguns momentos água com açúcar mas ganha um ritmo bacana quando os personagens começam a viver a vida de outros casais. Isso acontecendo na história, o filme eleva sua qualidade guiado pela ótima sintonia entre os protagonistas. É um longa muito indicado para psicólogos, sociólogos. Esses, terão vários assuntos para discutir com seus alunos em sala de aula. Não percam!

Ensaio

Um aulão pré-vestibular sobre a Revolução Farroupilha

Parece que a dança misturada com dramaturgia vem ganhando cada vez mais espaço nos nossos cinemas. Depois do interessante Esse Amor que nos Consome, chega aos cinemas na próxima sexta-feira (29) o trabalho da diretora Tânia Lamarca, Ensaio. Elementos de dança, teatro e cinema se misturam de maneira desencontrada transformando uma simples história em uma experiência profunda mas com uma beleza poética fruto dos belos movimentos corporais dos personagens principais. Rodado todo em Florianópolis, o longa metragem parece um aulão pré-vestibular sobre a Revolução Farroupilha.

ensaio_2

Ensaio, rodado no longínquo ano de 2010, conta a história de um excêntrico diretor de um espetáculo de dança chamado Caio (Chico Caprario) que esta preste a estrear seu novo projeto, um trabalho meticuloso sobre Anita e Garibaldi. Seus dois bailarinos principais, Eva (Lavínia Bizzotto) e Daniel (Bruno Cezario) que dão vida aos protagonistas, demonstram toda suas dores e conflitos pessoais durante esses ensaios. Eva enfrenta uma gravidez indesejada e o seu parceiro de palco, lembranças do passado em sua terra natal aterrorizada pela ditadura militar décadas atrás.

As poderosas batidas nas teclas do piano e o som envolvente dos violinos, fruto da trilha sonora do pianista e compositor Alberto Andrés Heller, tentam rechear o filme de tensão e emoção. O problema é que em alguns momentos o que acontece em cena não é compatível com as melodias, confundindo o espectador. Não há profundidade nos papéis e o roteiro é falho em não conseguir construir com bom senso a ponte entre as danças e a história. Resumindo, o filme passa longe de ser harmônico se perdendo na tentativa de ser uma obra feita para cinema.

ensaio_1

Um dos grandes pecados do projeto é a falta de objetivos dos elementos que aparecem em cena mesmo com as visíveis doações emocionais dos artistas. O personagem Caio, diretor do espetáculo, é um eterno descontrolado dentro da trama deixando o público confuso muitas vezes. Um breve oásis quando pensamos em competência cênica é a atriz Lavínia Bizzotto, intérprete de Eva, que mostra uma entrega intensa de corpo, alma e coração, levando o filme nas costas em quase todos os momentos.

Na tentativa de ser um filme com os padrões cinematográficos, propriamente dito, Ensaio acaba sendo uma experiência que testa o público em interações não muito comuns quando pensamos em sétima arte. É um trabalho que será elogiado por Ana Botafogo, Deborah Colker e Carlinhos de Jesus pois convence muito mais sendo um espetáculo de dança do que sendo um filme para cinema.

Vovó… Zona 3: Tal Pai, Tal Filho

(Big Mommas: Like Father, Like Son)

 

Elenco: Martin Lawrence, Max Casella, Jessica Lucas, Portia Doubleday, Brandon T. Jackson.

Direção: John Whitesell

Gênero: Comédia

Duração: — min.

Distribuidora: Fox Film

Estreia: 04 de Março de 2011

Sinopse: Em ‘Vovó… Zona 3‘, o agente Malcolm Turner e seu enteado Trent precisam se disfarçar de vovozonas com a finalidade de ajudar estudantes de uma escola, testemunhas de um assassinato.

Curiosidades:

» Randi Mayem Singer (‘Uma Babá Quase Perfeita’) é o roteirista.

» ‘Vovó… Zona‘ arrecadou US$ 170 milhões mundialmente, enquanto a sequência fez US$ 138 milhões.

Somos o que Somos

A Família Hannibal

Tentando criar uma atmosfera de suspense do início ao fim, o cineasta Jim Mickle (Stake Land – Anoitecer Violento) chega aos nossos cinemas na próxima sexta-feira (29) com seu mais recente trabalho. Somos o que Somos é um filme em que não existem risos. Caras sisudas, ambientes lúgubres e diálogos com citações religiosas fervorosas recheiam essa sonolenta fita, um remake de um longa-metragem mexicano escrito e dirigido por Jorge Michel Grau, que peca por não conseguir desenvolver muito bem os personagens principais da história.

20627871

Na trama, conhecemos a família Parker que logo de cara sofre com o falecimento suspeito da matriarca e com a chegada de uma tempestade terrível. Esses dois acontecimentos mexem com a rotina da pacata família que esconde segredos inimagináveis do resto da população da cidadezinha em que vivem. A figura do pai, interpretado de maneira preguiçosa pelo ator Bill Sage (Preciosa – Uma História de Esperança), não consegue avultar-se sobre a história. Toda a trama gira em torno deste personagem que passa o tempo todo com a cara fechada, amargurada, cozinhando e tentando esconder os segredos de sua família a qualquer preço.

O roteiro do filme é aquele quebra-cabeça dos mais difíceis de encontrar as peças certas nos encaixes corretos. O público percebe que está prestes a se surpreender nas próximas cenas e analisa com cuidado todas as dicas que os personagens deixam em suas atitudes suspeitas. Um ritual de passagem, uma tradição familiar sinistra, o confronto ideológico entre o certo e errado das duas jovens irmãs são abordados de maneira superficial deixando de criar uma sintonia entre trama e público.

W

Em alguns momentos, as cenas geram um certo calafrio e indigestão. As surpresas macabras vão sendo mostradas e deixando o espectador aterrorizado com o ritual da família Parker. Mas o filme não consegue ser mais do que uma trama misteriosa, deixa tantas lacunas para serem completadas que chega ao desfecho com o público sentindo falta de maiores explicações e mais desenvolvimento da história e dos personagens. Entre um desses personagens mal desenvolvidos, Marge a vizinha da família, papel da eterna top gun girl, a sumida atriz Kelly McGillis (Top Gun: Ases Indomáveis).

A tentativa de criar uma família que Hannibal adoraria conhecer gera ao longo dos 110 minutos de filme uma frustração gigante. Não existe qualquer sintonia entre personagens, história e cinema. Porém, vale o aviso: se for assistir a esse filme não vá logo depois do almoço. Sem dúvidas, Somos o que Somos é uma sobremesa indigesta em muitos sentidos.

Questão de Tempo

Um pôster do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain preso na parede de um quarto já era o primeiro indicador que iríamos conhecer um sonhador, romântico e que faz de tudo para ser feliz. Em Questão de Tempo, o diretor e roteirista neo zelandês Richard Curtis (Um Lugar Chamado Notting Hill) nos leva a conhecer Tim e sua incrível jornada à procura de um futuro ao lado de um grande amor. Uma trilha sonora jovem e popular embala esse ótimo trabalho que é aquele tipo de filme que todo mundo na sala de cinema faz uma corrente imaginária positiva para que o desfecho seja feliz.

questaodetempo01

Quem nunca sonhou em poder brincar de viajar no tempo? Nesta fantástica história de amor, perdas e sonhos conhecemos Tim (Domhnall Gleeson) um jovem advogado, tímido e brigado com o barbeiro que mora com os pais em uma casa grande cheia de alegria. Após tentar várias vezes se relacionar com diversas mulheres, sem êxito, e se mudar para longe da casa onde morou toda vida, descobre através de seu pai que possui o poder de voltar no tempo. Assim, com esse fato inusitado sendo usado como trunfo na manga, começa a buscar seu futuro que começa com um grande amor que aparece quando ele menos espera.

As confusões que já vimos em outros filmes sobre as consequências de mudança em acontecimentos passados são apresentadas de maneira leve, descontraída, sempre aproximando o público da história. Alguns podem achar o projeto uma mistura de Como se fosse a primeira vez e Efeito Borboleta mas o filme é muito maior que esses outros dois títulos, talvez por conta das mensagens que são passadas de maneira leve e transparente para o espectador.

questaodetempo

Aos poucos as viagens no tempo se tornam desnecessárias pois a vida em sua simplicidade se mostra prazerosa na visão do protagonista. Essa é uma das inúmeras e belas mensagens que o filme passa, com a ajuda dos ótimos atores em cena. Fábulas sobre a busca pelo amor sempre emocionam os cinéfilos. Esse filme não foge à regra, principalmente quando bate na tecla de que ninguém pode ser preparado para o amor ou para o medo.

Domhnall Gleeson (Anna Karenina) interpreta o protagonista e leva muito bem seu personagem sempre com ótimas tiradas e muito humor. Rachel McAdams (Amor Pleno) – chamada às pressas já que o papel era de Zooey Deschanel (Sua Alteza?) – está muito firme e delicada no papel de Mary, o grande amor que Tim procurava. O britânico Bill Nighy (Jack, o Caçador de Gigantes) rouba a cena sempre que aparece. Seu personagem é uma espécie de ponto de interseção entre o protagonista e o restante do elenco. Uma atuação digna de Oscar deste veterano artista.

O público interage bastante durante a projeção. Os diálogos e o modo como é conduzida as questões de viagens no tempo conquistam rapidamente o público. O desfecho é lindo, valendo cada centavo do ingresso caro que você pagará aqui no Brasil para conhecer essa inesquecível história. A vida pode ser simples e porque não extraordinária também? Você precisa conhecer essa história. Bravo!

Trem Noturno para Lisboa

Do que sentimos falta no fim de nossas vidas? Dirigido pelo veterano cineasta dinamarquês Bille August (A Casa dos Espíritos) e com um roteiro adaptado do best seller homônimo de Pascal Mercier, Trem Noturno para Lisboa poderia ser um filme qualquer sobre revoluções, amor e mistérios. A questão é que seu protagonista é fascinante, contando com uma das maiores atuações da carreira do excelente ator britânico Jeremy Irons (Dezesseis Luas).

cinepoptrem02

Certo dia em sua vida monótona, o Professor Raimund Gregorius caminha a passos largos em direção a escola onde dá aula. Ao se ver diante de uma bela donzela a caminho do suicídio, intervém e a salva da eminente fatalidade. Com pressa para não perder o horário, convida a moça para assistir sua aula. Após alguns minutos, a ex-suicida vai embora deixando seu casaco vermelho e um livro do desconhecido escritor Amadeu do Prado. Fascinando pelas palavras que descobre a cada página virada, o Professor Gregorius embarca em uma aventura para descobrir a história desse fascinante autor.

O filme vale muito ser conferido pela atuação magistral de Irons. O ganhador do Oscar está fabuloso na pele do professor Raimund Gregorius, protagonista da história. Sensível, passando uma verdade que impressiona e com um espírito aventureiro aguçado, convence o público desde o primeiro segundo em cena. Entre os coadjuvantes, nomes poderosos do cinema mundial, como: Christopher Lee (O Hobbit: Uma Jornada Inesperada), Charlotte Rampling (Jovem e Bela) e Bruno Ganz (O Conselheiro do Crime) dão o ar de sua graça, ajudando o personagem principal a encontrar suas respostas.

jeremycinepop01

O roteiro cinematográfico, adaptado do famoso livro de Pascal Mercier é focado em flashbacks que são utilizados para preencher as lacunas que são deixadas pelo personagens que aparecem no presente. A busca do protagonista por respostas a todo custo empolga o espectador que fica ansioso em descobrir os segredos dessa misteriosa e romântica trama. Sendo guiado pelos pensamentos e historias de Amadeu do Prado, o tímido professor vai atrás dos verdadeiros fatos que deram origem aquelas palavras.

Com o protagonista falando em inglês com todo mundo em plena Portugal dos dias atuais, talvez uma licença poética que nós cinéfilos fingimos que não vemos, acompanhamos com os olhos grudados na telona os acontecimentos, até o seu final indefinido, deixando para o público escolher o desfecho dessa curiosa história. Pegue seu carro, vá de ônibus, entre no metrô ou até mesmo, para entrar no clima, vá de trem correndo para os cinemas conferir esse belo trabalho de Irons e companhia.

Alabama Monroe

Já dizia o poeta Renato Russo: “Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho” ! Mas será? Dirigido pelo cineasta Felix Van Groeningen (que fez um excepcional trabalho em The Misfortunates), o indicado da Bélgica ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2014, é um filme que vai levar o espectador ao limite do sofrimento e emoção. Alabama Monroe é um drama praticamente impecável que conta ainda com uma trilha sonora espetacular.

alabama04

Na comovente história, conhecemos Elise (Veerle Baetens) e Didier (Johan Heldenbergh), duas almas que se encontram e de cara se apaixonam perdidamente um pelo outro, mesmo com tantas diferenças e particularidades. Didier é um músico apaixonado, inspirado e Elise é mais pés no chão, realista e dona de um estúdio de tatuagem. Assim, cheios de amor nos corações eles têm uma filha chamada Maybelle (Nell Cattrysse). Quando a criança fica gravemente doente, o filme toma rumos inesperados e esse amor é levado a um julgamento cruel e com poucas chances de final feliz.

O roteiro anda em total sintonia com tudo que aparece nas telonas. Com a história nos trilhos, o palco é montado para as atuações inspiradas de Veerle Baetens e Johan Heldenbergh. Ao som de uma trilha sonora que mistura folk e uma espécie de country europeu, a emoção de cada cena chega ao público de maneira profunda tornando impossível o coração não ficar apreensivo. Mamães e papais que irão assistir a esse filme vão entender melhor quando conferirem esse belíssimo trabalho.

alabamamonroe03

A mulher moderna, centrada, responsável e tatuada dá lugar a uma mulher desesperada, inconsequente, sem rumo. Pela primeira vez na vida não sabe como superar um momento difícil. Os diálogos entre o casal, logo após os acontecimentos bombásticos que circulam o filme são de uma intensidade que impressionam, transportam o espectador para dentro dos cenários. A escorreita direção dessas cenas é a cereja do bolo deste projeto que é o representante da Bélgica na próxima grande festa do cinema.

Alabama Monroe tem quase duas horas de projeção, fato que nem percebemos por conta do tamanho envolvimento a que somos submetidos. Os olhos enchem d`água, a emoção toma conta da sala de cinema, é uma jornada aos conflitos mais profundo de um relacionamento. Preparem os lenços, fortaleçam os corações e confiram este belíssimo e doloroso longa-metragem. Bravo!

O Mar ao Amanhecer

Uma Sonolenta Viagem ao Terror da Guerra

Baseado em uma emocionante carta de despedida do jovem Guy Môquet, O Mar ao Amanhecer é mais uma das dezenas produções anuais sobre a Segunda Guerra Mundial. Dirigido pelo cineasta alemão Volker Schlöndorff , que dirigiu John Malkovich (Red 2: Aposentados e ainda mais perigosos) e Dustin Hoffman (O Concerto) no emocionante filme da década de 70, Morte do Caixeiro Viajante, o longa-metragem é uma sonolenta viagem ao terror que os nazistas colocaram na França tempos atrás. A falta de foco em algum dos personagens pode ser a chave do insucesso da fita.

tumblr_lxo7gzeqoD1qa6obyo1_1280

Na trama, voltamos ao dia 21 de outubro de 1941,  na França, onde três integrantes do batalhão da juventude do Partido Comunista atiraram em um tenente-coronel nazista de alta patente no centro de Paris. Como retaliação, Hitler ordena a execução de 150 franceses, que eram mantidos prisioneiros. Entre os condenados está o jovem Guy Môquet (Léo-Paul Salmain), que escreveu uma carta de despedida tão impactante que passou a ser estudada nas escolas francesas.

A contextualização da história, baseada em fatos reais, como roteiro de cinema, peca por não criar um enredo onde um protagonista se sobressaia em relação aos outros personagens. O público se sente perdido quando a história começa a dar voltas e não ir a lugar nenhum.  Geralmente, quando isso ocorre, os olhos do público buscam uma referência, que nesse caso não existe. O próprio personagem já citado, Guy Môquet, poderia ser bem mais bem explorado dentro do filme.

20541326.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx

A eminência da execução dos listados constrói uma desnecessária acomodação da direção e das características dos personagens. Muitos detalhes não são captados pelas lentes do diretor, entre eles: um pouco da história de cada personagem, o desespero que certamente essas pessoas viveram, as burocratizações do embaralhado político que a França se submeteu na Segunda Guerra Mundial, entre outros.

Mesmo com a presença do excelente ator Jean-Pierre Darroussin (As Neves de Kilimanjaro), O Mar ao Amanhecer é um filme frio que em nenhum momento tem a coragem de se arriscar e realmente ir a fundo nos acontecimentos desta triste história europeia. Com tantos filmes bons em cartaz, fica difícil alguém parar noventa minutos e assistir esse.

Las Acacias

Dois anos depois de ser lançado mundo à fora, Las Acacias, o novo filme do estreante cineasta argentino Pablo Giorgelli desembarca em nossa terra e promete ganhar a simpatia de muita gente nas salas de cinema por mais que a narrativa seja extremamente lenta e sonolenta em alguns momentos. O carisma dos personagens salvam o filme de uma possível reprovação pelo público.

lascaciascinepop

Na trama, escrita pela dupla Pablo Giorgelli e Salvador Roselli, conhecemos o solitário viajante Rubén (Germán de Silva), um motorista de caminhão que transporta madeira como meio de sobrevivência. Certo dia, presta um favor a seu chefe e concorda em levar até Buenos Aires a paraguaia Jacinta (Hebe Duarte) e sua filhinha de 8 meses. A partir desse encontro e os quilômetros passando, uma relação muito forte e com poucas palavras é instaurada dentro do veículo.

Las Acacias já recebeu diversos elogios de público e crítica por todo o planeta. O prêmio Caméra d’Or (para o diretor Pablo Giorgelli) em Cannes, foi o prêmio mais importante e significativo que venceu. O cinema argentino mais uma vez consegue envolver o espectador de maneira muito honesta passando em cada sequência a pureza e a essência de seus complexos e profundos personagens. Os nossos Hermanos possuem uma receita de bolo daqueles bem gostosos que sempre agradam o espectador.

las cacias

O pequeno ato de encontrar alguém se torna muito significativo nas mãos de Giorgelli que sabe captar toda pureza, sentimentos profundos e as almas dos personagens que são de uma simplicidade muito verdadeira. Como já dizia o escritor francês Georges Bernanos: ”Saber encontrar a alegria na alegria dos outros, é o segredo da felicidade.” Vá ao cinema, dê uma chance a essa história, quem sabe não acha o segredo da sua felicidade?

EXCLUSIVO: Entrevista com o elenco de ‘Sobrenatural – Capítulo 2’

O primeiro filme foi uma das grandes surpresas nas bilheterias há dois anos. Foi o lançamento de maior lucro do ano.

Sucesso de público e de crítica, ‘Sobrenatural‘ ganha agora o Capítulo Dois.

O repórter Hollywood, Jânio Nazareth, e a produtora Shirley Wilson, acompanharam o lançamento em Los Angeles e conversaram com as estrelas do filme para entender o segredo de tanto sucesso.

Assista:

A famosa parceira de horror do diretor James Wan e do escritor Leigh Whannell reúne-se ao elenco original de Patrick Wilson, Rose Byrne, Lin Shaye, Barbara Hershey e Ty Simpkins em SOBRENATURAL: CAPÍTULO 2 (INSIDIUOUS: CHAPTER 2). A aterrorizante sequência, do aclamado filme de terror, conta a história da assombrada família Lambert que busca desvendar o misterioso segredo de infância que os deixou perigosamente ligados ao mundo dos espíritos.

Superman: O Homem de Aço

(Superman: Man of Steel)

 

Elenco:

Henry Cavill, Amy Adams, Russell Crowe, Michael Shannon, Diane Lane, Kevin Costner, Antje Traue, Laurence Fishburne, Jadin Gould.

Direção: Zack Snyder

Gênero: Aventura

Duração: 148 min.

Distribuidora: Warner Bros.

Orçamento: US$ 225 milhões

Estreia:

12 de Julho de 2013

Página no Facebook:  Acessar

Sinopse:

No panteão dos super-heróis, Superman é o mais reconhecido e reverenciado personagem de todos os tempos. Clark Kent/Kal-El (Henry Cavill) é um jovem jornalista que se sente diferente por ter poderes além da imaginação de qualquer ser humano. Há anos enviado de Krypton, um avançado planeta alienígena, à Terra, Clark sofre com a derradeira questão: “Por que estou aqui?”

Moldado pelos valores de seus pais adotivos, Martha (Lane) e Jonathan Kent (Costner), Clark logo descobre que ter super-habilidades significa tomar decisões muito difíceis. Mas quando o mundo mais precisa de estabilidade, ele é atacado. E agora, suas habilidades serão usadas para manter a paz ou partir para um tudo ou nada? Clark precisa se tornar o herói conhecido como “Superman”, não apenas para brilhar como a última esperança da humanidade mas para proteger aqueles que ama.

Curiosidades:

» ‘SupermanO Homem de Aço‘ foi convertido para o formato 3D. O filme foi inteiramente rodado em 2D.

» A jovem Jadin Gould foi escolhida para viver Lana Lang. A personagem, que ficou conhecida na série de TV ‘Smallville‘, aparecerá em cenas de flashback, como o primeiro amor de Clark Kent, aos 13 anos.

» Dylan Sprayberry, que interpreta o jovem Clark Kent em ‘SupermanO Homem de Aço‘ (Superman: Man of Steel), revelou detalhes do filme. “Quando Zack [Snyder] e eu estávamos conversando sobre Superman pela primeira vez, ele me disse que queria dar-lhe um toque mais ousado, como O Cavaleiro das Trevas, mas também torná-lo mais realista e emocional. Ele não é apenas o super-herói que salva todos, ele tem dilemas, sofre por amor e luta durante todo o filme, especialmente quando é um garoto.”

» Viggo Mortensen (‘Senhores do Crime’) foi cotado para viver o vilão General Zod.

» Laurence Fishburne (‘Matrix’) vive o editor-chefe do Planeta Diário, Perry White. Sua contratação quebra paradigmas, já que o personagem originalmente é branco.

» Kevin Costner (‘Instinto Secreto’) é de Jonathan Kent e Diane Lane vive  a mãe adotiva, Martha. Russell Crowe (‘Gladiador’) é Jor-El, pai biológico de Superman.

» Michael Shannon (‘Foi Apenas um Sonho’) vive  o vilão kryptoniano General Zod.

» Nas palavras do presidente da Warner Bros , Alan F. Horn, “Eu achei que Superman – O Retorno (2006) foi um filme muito bem sucedido, mas acho que deveria ter feito 500 milhões de dólares em todo o mundo. Deveríamos ter tido um pouco mais de ação, para satisfazer o público jovem masculino. ” US$ 175 milhões é o orçamento máximo para ‘SupermanO Homem de Aço‘.

» ‘Superman – O Retorno‘ custou mais de US$ 250 milhões. A grande insatisfação da Warner Bros. foi os números de bilheteria. O filme arrecadou “apenas” US$ 390 milhões, US$ 100 milhões abaixo do esperado.

» Mark Millar planejou uma trilogia de filmes, que narra a história de vida do Superman. Ele havia roteirizado a ideia, enquanto Bryan Singer ainda estava ligado à direção. No entanto, depois que o reboot foi anunciado, Millar foi desligado da produção.

» Darren Aronofsky, Duncan Jones, Ben Affleck, Tony Scott, Matt Reeves e Jonathan Liebesman foram considerados para dirigir o filme.

» Os atores Brandon Routh, Tom Welling, Joe Manganiello, Patrick Wilson, Erryn Arkin e Sam Worthington foram cotados para o papel do herói.

» Matthew Goode, Armie Hammer, Matthew Bomer, Robin O’Donoghue e Henry Cavill estavam na lista final para o papel principal. Cavill foi o escolhido. Ele era o principal candidato para viver o herói em ‘Superman – O Retorno‘, mas Brandon Routh foi escalado em seu lugar.

» Natalie Portman, Anne Hathaway, Dianna Agron, Kristen Stewart, Malin Akerman, Rachel McAdams, Mary Elizabeth Winstead, Kristen Bell, Lake Bell e Jessica Biel foram cotadas para viver Lois Lane.

» Guillermo del Toro recusou a direção devido a seu compromisso em ‘Nas Montanhas da Loucura‘.


Cine Agenda:


Trailer:

 

Cartazes:

supermanhomemdeaco_6

supermanhomemdeaco_7

supermanhomemdeaco_8

supermanhomemdeaco_9

supermanhomemdeaco_10

supermanhomemdeaco_11

supermanhomemdeaco_12

supermanhomemdeaco_13

supermanhomemdeaco_14

supermanhomemdeaco_15

supermanhomemdeaco_16

supermanhomemdeaco_17

supermanhomemdeaco_18

supermanhomemdeaco_19

supermanhomemdeaco_20

supermanhomemdeaco_21

supermanhomemdeaco_22

supermanhomemdeaco_23

supermanhomemdeaco_24

 

 

Fotos:

Wolverine: Imortal

(The Wolverine)

 

Elenco:

Hugh Jackman, Svetlana Khodchenkova, Famke Janssen, Will Yun Lee, Kenuichio Harada, Brian Tee, Hiroyuki Sanada, Tao Okamoto, Rila Fukushim, James Fraser, Luke Webb, Hal Yamanouchi.

Direção: James Mangold

Gênero: Ação

Duração: 126 min.

Distribuidora: Fox Film

Orçamento: US$ 100 milhões

Estreia:

26 de Julho de 2013

Sinopse:

Baseado no célebre comic book, esta aventura épica leva Wolverine (Hugh Jackman) – o personagem mais icônico do Universo Marvel – ao Japão. Fora de seu ambiente, neste mundo desconhecido, ele deverá enfrentar oponentes inesperados em batalhas de vida ou morte, que o marcarão para sempre. Vulnerável, pela primeira vez ele supera seus limites físicos e emocionais, e enfrenta não apenas samurais, mas seus demônios internos, lutando contra sua própria imortalidade.

Curiosidades:

» O produtor Hutch Parker revelou detalhes da trama de ‘Wolverine: Imortal‘ (‘The Wolverine) em entrevista à revista Empire. “Encontramos Logan em um estado muito isolado, ele se despreza”, afirma. “Ele é procurado por uma jovem mulher asiática por razões que ele não entende, que está pedindo que ele a siga para o Japão, onde ele é terá que se reconectar com alguém que ele conheceu
na prisão de Nagasaki. Logan o salvou na época, e por consequência de um experimento o homem agora está em seu leito de morte e quer dar a Logan um presente por tê-lo salvo. Mas este presente chama Logan para um mundo muito complexo e muito inesperado dentro do Japão contemporâneo, e até certo ponto da história do Japão feudal. A qualidade desta história é que ela leva Logan em uma viagem extremamente desafiadora e pessoal. É uma destilação muito mais poderosa de seu caráter”, concluiu.

» ‘Wolverine: Imortal‘ será convertido para o 3D.

» Famke Janssen fará uma ponta como Jean Grey em ‘Wolverine: Imortal‘.

» As negociações com a bela Jessica Biel (‘O Vingador do Futuro’) para interpretar a vilã Viper em ‘Wolverine: Imortal‘, sequência do filme solo do mutante, falharam. A atriz não assinou contrato, e a russa Svetlana Khodchenkova assume o papel. Viper é “secretária do Ministro de Justiça do Japão”.

» Desde 2011, a 20th Century Fox enfrenta dificuldades em conseguir locações para a enrolada sequência de ‘Wolverine‘, intítulada
Wolverine: Imortal‘. O filme seria rodado  no Japão, mas após os desastres naturais que o assolaram, o estúdio teve que recuar. Agora, o estúdio revela que alterou a locação para a Austrália, onde Hugh Jackman nasceu. Foi também onde filmaram ‘X-Men Origens: Wolverine‘.

» Desde a saída de Darren Aronofsky, a Fox ficou perdida sobre quem chamar para a direção de ‘Wolverine: Imortal‘.

» James Mangold, que comandou ‘Garota, Interrompida‘, ‘Johnny e June‘ e ‘Encontro Explosivo‘, foi escolhido para a direção. Ele concorria com o brasileiro José Padilha, Doug Liman (‘Sr. e Sra. Smith’), Antoine Fuqua (‘Dia de Treinamento’), Mark Romanek (‘Não me Abandone Jamais’), Justin Lin (‘Velozes e Furiosos 5’), Gavin O’Connor (‘Força Policial’ ) e o novato Gary Shore. David Slade (‘A Saga Crepúsculo: Eclipse’) e Duncan Jones (‘Lunar’, ‘Contra o Tempo’) também foram cotados.

» O título foi alterado de ‘X-Men Origens: Wolverine 2‘ para ‘The Wolverine‘, pela vontade da Fox de descartar o material apresentado no último filme, e recomeçar a franquia.

» A lista de preferidos para a direção ainda contava com Matt Reeves (‘Cloverfield – Monstro’), Tony Scott (‘Chamas da Vingança’, ‘Déjà Vu’) e David Slade (‘A Saga Crepúsculo: Eclipse’ ).

» O roteiro é de Christopher McQuarrie (‘Operação Valquíria’).

Trailer:

Vendo ou Alugo

(Vendo ou Alugo)

 

Elenco:

Marieta Severo, Marcos Palmeira, Nathália Timberg, Silvia Buarque.

Direção: Betse de Paula

Gênero: Comédia

Duração: 90 min.

Distribuidora: Europa Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia:9 de Agosto de 2013

Sinopse:

Bisavó, avó, mãe e filha dividem casa luxuosa próxima de favela que não podem mais manter. Com a pacificação na favela possíveis compradores começam a aparecer, mas durante uma visita começa um tiroteio e todos ficam presos dentro da casa.

Curiosidades:
» —


Trailer:

Cartazes:

vendooualugo_2

Fotos:

Lovelace

(Lovelace)

 

Elenco:

Amanda Seyfried, James Franco, Sarah Jessica Parker, Juno Temple, Wes Bentley, Sharon Stone, Eric Roberts, Peter Sarsgaard, Hank Azaria, Adam Brody, Chlöe Sevigny, Robert Patrick, Chris Noth, Bobby Cannavale, Debi Mazar.Direção: Rob Epstein e Jeffrey Friedman

Gênero: Drama

Duração: 93 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ 10 milhões

Estreia: 13 de Setembro de 2013

Sinopse:

Lovelace‘ é baseado na vida da atriz pornô Linda Lovelace, que ficou famosa pelo polêmico filme ‘Garganta Profunda’. O pornô , de 1972, entrou na lista dos cem filmes mais importantes do mundo. O filme chocou sua época ao contar a história de uma mulher que tinha o clitóris na garganta e só consegue sentir prazer com o sexo oral. Resultado: acabou se tornando um dos maiores fenômenos comerciais, arrecadando US$ 600 milhões pelo mundo (sendo que custou US$ 25 mil).

Curiosidades:

» Sharon Stone (‘Instito Selvagem’), Juno Temple (‘Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge’), Wes Bentley (‘Beleza Americana’), Hank Azaria (‘Os Smurfs’), Bobby Cannavale (‘Os Outros Caras’) e Chris Noth (‘Sex and The City’) completam o elenco. Stone interpreta a mãe de Linda, Dorothy Boreman. Bentley será o segundo marido de Linda e Temple sua melhor amiga. Adam Brody será Harry Reems, protagonista do filme Garganta Profunda, e Eric Roberts interpreta Nat Laurendi. Sarah Jessica Parker (‘Sex and the City’) substitui Demi Moore como Gloria Steinem, uma escritora ativista feminista que ajuda Lovelace a se converter contra a indústria pornográfica.

» Vale lembrar que ‘Lovelace’ é um projeto diferente de ‘Inferno’, que tem a mesma temática. ‘Inferno’ segue em produção com Malin Akerman (‘Watchmen – O Filme’) no lugar que já foi de Lindsay Lohan.

 

Trailer:


Cartazes:

lovelace_4

lovelace_ver6_xlg

lovelace_3

lovelace_4

lovelace_3

 

 

 

Fotos:

Colegas

(Colegas)

 

Elenco:
Ariel Goldenberg, Rita Pokk, Breno Viola, Lima Duarte, Rui Unas,
Deto Montenegro, Leonardo Miggiorin, Marco Luque, Juliana Didone,
Christiano Cochrane, Alex Sander, Amélia Bittencourt,
MarceloGalvão, Maytê Piragibe, Monaliza Marchi,
Daniele Valente, Nill Marcondes, Pedro Urizzi

Direção:
Marcelo Galvão

Gênero:
Comédia

Duração:
99 min.

Distribuidora:
Europa Filmes

Orçamento:
US$ — milhões

Estreia:
1º de Março de 2013

Sinopse:
Colegas‘ é uma divertida comédia que aborda de forma inocente
e poética coisas simples da vida através do olhar
de três jovens com síndrome de Down apaixonados
por cinema. Um dia, inspirados pelo filme Thelma & Louise,
eles resolvem fugir no Karmann-Ghia do jardineiro (Lima Duarte)
em busca de seus sonhos: Stalone quer ver o mar, Marcio quer
voar e Aninha busca um marido pra se casar. Eles partem do interior
de São Paulo rumo à Buenos Aires. Nessa viagem,
enquanto experimentam o sabor da liberdade, envolvem-se em inúmeras
aventuras e confusões como se a vida não passasse
de uma eterna brincadeira.


Curiosidades:

Jogos Vorazes: Em Chamas (2)

CHAMAS DA VINGANÇA

Jogos Vorazes é a melhor franquia para o cinema baseada numa obra literária infanto-juvenil. A única outra que ficaria à altura é Harry Potter, mas o material criado pela escritora americana Suzanne Collins consegue ser mais urgente, sério e provocador, mesmo disfarçado em um blockbuster pipoca para ser consumido pelos jovens. O segundo exemplar, Em Chamas, não deixa a bola cair. Vejam se essa ideia soa familiar, ou talvez com uma realidade terrivelmente próxima: Um governo totalitário e corrupto usa a TV como forma de anestesiar o povo, que se banha em grande miséria enquanto os poderosos usufruem de um status intocável.

Essa é a ideia central da obra, que ainda exibe diversas outras subcamadas em sua trama, como a personalidade de cada um dos vários personagens bem explorados. Em matéria de ideias latentes, podemos afirmar que essa produção “mirada ao público jovem” (como é definida ainda por muitos simplesmente por preconceito), consegue ter mais o que dizer até mesmo do que a maioria dos filmes de super-heróis, extremamente populares e que se tornaram um subgênero por si só. Jogos Vorazes é o filme com uma super-heroína que grandes empresas (como a Marvel) jamais conseguiram fazer. E essa é justamente outra quebra de barreira da obra, emplacar uma superprodução de conteúdo protagonizada por uma jovem mulher.

2

É claro que aqui também é encontrada muita adrenalina, cenas de ação, aventura, momentos tensos, e o típico triângulo amoroso. Mas dá pena de quem só consegue enxergar isso. Ao contrário da maioria do que é visto dentro do cinema de entretenimento de Hollywood, dá prazer anunciar que a franquia Jogos Vorazes continua a ter o que dizer, e a querer ser relevante e pertinente sobre assuntos como política, sociedade, e por que não, entretenimento. Além do material principal, tudo é tão bem feito e detalhado dentro da produção que acreditamos e sentimos cada momento em relação ao que nos é mostrado na tela. Isso é saber contar uma história.

Um exemplo disso é numa cena durante os jogos, quando uma fumaça ácida é solta, que quando entra em contato com a pele humana a desfigura com terríveis queimaduras instantaneamente. O conceito é tão louco e surreal, que o imagino em qualquer filme de super-herói, como Homem-Aranha, ou Superman, sem que déssemos a devida importância. O segredo aqui é que os envolvidos (diretor, produtores, escritores e atores) criam personagens com os quais nos importamos, mortais e falhos. Então quando uma ameaça chega, mesmo que desse nível de surrealismo, sentimos por eles.

3

Em Chamas começa com os vencedores do último jogos vorazes, Katniss e Peeta (vividos por Jennifer Lawrence e Josh Hutcherson respectivamente), precisando manter a ilusão de seu romance para as câmeras. Seu relacionamento se dá pela ameaça direta do presidente Snow (Donald Sutherland), já que a figura de Katniss incitou uma onda de protestos e revoltas contra o governo, em variados distritos. Nesse momento sobra alfinetada até mesmo para a vida forjada de celebridades, que imaginamos ser perfeita, como nos é vendida. São realidades que vão desde casamentos para esconder homossexualidade, até mesmo mudanças bruscas de comportamento, ou melhor dizendo, reinvenção de uma personalidade ou marca (afinal será que existe desespero maior do que as das personas de Lady Gaga e Miley Cyrus).

Assim, o governante escuso logo desenvolve uma forma de calar a rebelião. Formular um novo jogo, comemorando seus 75 anos de existência. Uma edição apenas com ex-vencedores, já que os tais (e não apenas Katniss) representam uma nova ameaça. Dessa forma, Peeta e Katniss voltam aos jogos. Junto com eles uma nova gama de personagens, dentre os quais valem ser mencionados o boa praça e exímio guerreiro Finnick (vivido por Sam Claflin, de Branca de Neve e o Caçador); o cerebral Beetee (Jeffrey Wright, de Cassino Royale); e a temperamental Johanna (Jena Malone, de Sucker Punch – Mundo Surreal). E dentre os novos personagens, ganham destaque o novo programador dos jogos, Plutarch (afinal qual filme não se beneficia em ter o grande Philip Seymour Hoffman no elenco), e o violento militar Comandante Thread (Patrick St. Esprit, de Super 8).

4

Em Chamas pode ser considerado até mesmo superior ao seu original. Algo como O Império Contra-Ataca, referência a todas as sequências que excedem os primeiros filmes. Tudo é maior, principalmente o desenvolvimento da trama e dos personagens. A violência, e principalmente a crueza de situações também são elevados, sem nunca serem gratuitas. Esse não é um mal de mentirinha, e sim bem real. No quesito das atuações, a vencedora do Oscar Jennifer Lawrence (menina de ouro de Hollywood) também se excede numa atuação consciente e levemente exagerada (o chamado overacting). Nada que tire o impacto do melhor blockbuster do ano, que chega para deixar Homem de Ferro 3, Thor, e todos os heróis e marmanjos no chinelo.  Esse, assim como a trilogia original da saga espacial de George Lucas, é um filme mais sombrio, e se encaixa perfeitamente como um episódio do meio, já que seu desfecho é brusco e inconclusivo.

Tatuagem

Ferino e artístico, Hilton Lacerda surpreende em seu primeiro trabalho como diretor.

Assim como Febre do Rato, de Cláudio Assis, abriu a quarta edição do Janela Internacional de Cinema do Recife, o primeiro longa-metragem dirigido por Hilton LacerdaTatuagem, iniciou o que foi o sexto episódio do festival. Ovacionados por público e crítica, ambos foram escritos pelo próprio Lacerda – roteirista já conceituado, que coleciona em seu currículo títulos como Amarelo MangaBaile PerfumadoÁrido Movie e Baixio das Bestas –, e se estreitam em vários aspectos sociais e artísticos. Ainda que o maior deles seja mesmo a luta pelo amor incondicional, entre os seres, e a arte surgindo como uma espécie de legenda, em relação à circunstância.

Livremente inspirado na setentista companhia teatral anárquica, Vivencial, e no trabalho do teatrólogo argentino, Túlio Carella, radicado em Pernambuco, Tatuagem se passa no Recife de 1978. Trazendo a história do também grupo de teatro escrachado, Chão de Estrelas, que realiza shows debochados, repleto de cenas de nudez e depravação, em plena época de ditadura militar. O bando é liderado pela figura andrógena, Clécio Wanderley (Irandhir Santos), que mantém um relacionamento aberto com a principal estrela da equipe, Paulete (Rodrigo Garcia).

04

A vida dessas pessoas começa a mudar quando Paulete recebe a visita de seu cunhado, Arlindo Araújo (Jesuíta Barbosa), conhecido como Fininha, um garoto do interior que presta serviço militar na capital. Maravilhado com aquele universo mágico, Fininha logo é seduzido pelos encantos de Clécio. Iniciando, assim, uma tórrida paixão que desafiará infinitas barreiras daquele tempo, e que, infelizmente, até hoje, existem. É aí que se encontra a grande sacada da obra, onde o diretor pretendia fazer algo atemporal, sobre as perspectivas do futuro e o sucesso do país. Conseguindo não só tal feito, como indo até mais além.

Diferente do que eu havia idealizado, Hilton Lacerda realiza um trabalho bastante distinto de direção cinematográfica, em relação ao estilo do seu sempre parceiro Cláudio Assis – o que não aconteceu com Matheus Nachtergaele, em A Festa da Menina Morta, que soou bem similar. Se nos filmes de Assis, vemos a constante utilização de câmeras de mão, em meio a grandes planos sequências, obtendo um efeito documental semelhante ao Cinema Novo, com Lacerda a notamos mais estática e artística. O emprego de close-ups é bem explorado e a plástica das cenas mais evidente. Algo satisfatório e surpreendente, do ponto de vista estético.

11

No entanto, assim como em toda sua carreira, Hilton aborda temas polêmicos e pungentes como sexualidade, religião, política e o poder judiciário. Ferindo, novamente, pela sua linguagem crua, com cenas impactantes que farão muitos se extasiarem, diante do que estão vendo. E, mesmo que muitas dessas tomadas tenham um forte apelo espetaculoso, a tensão que ronda aquele mundo causa sempre uma sensação de cautela. Mas pequenos gestos de amor dos personagens e a beleza de seus pensamentos também nos dão força para que acreditemos na vitória, dessa batalha covarde e opressora. É triste e decepcionante constatar que, mesmo com o passar dos anos, e de todas as barbaridades presenciadas, grande parte da nossa sociedade ainda tem raízes fortes da abusão ali aludida. Por outro lado, a ciência que escolhemos o caminho certo, é deveras reconfortante.

Um dos principais destaques da fita é o seu elenco. Repleto de jovens atores, muito envolvidos com o projeto, somos energizados pela alegria contagiante daquelas figuras. Irandhir Santos (O Som ao Redor), ator que vem fazendo sucessivamente trabalhos impecáveis, é quem comanda a trupe e vive o papel de Clécio. Lacerda confessa que escreveu o personagem com o ator em mente, concebendo-o especificamente para os seus movimentos corporais e a sua voz. Irandhir mostra versatilidade e engendra um estereotipo quase místico, se entregando por inteiro. Mas quem rouba a cena aqui é o estreante Rodrigo García, que dá vida ao revigorante Paulete. É um monstro quando está em tela, e faz os demais parecerem coadjuvantes. E, mesmo que boa parte de sua personalidade seja explosiva e cativante, quando é exigido num viés mais dramático, García surpreende com sua delicadeza e na veracidade obtida. Jesuíta Barbosa também não faz feio e desempenha bem sua função como Fininha.

06

Assim, somos, então, envolvidos pela caravana Chão de Estrelas, no maior estilo Dzi Croquettes (grupo que certamente inspirou muitos outros da época, inclusive o próprio Vivencial), e suas apresentações musicais alegóricas. É bom ressaltar que por trás dessa espetacular trilha sonora, está Dj Dolores (Narradores de Javé), que novamente opta em trabalhar com sons diegéticos. Conferindo maior realismo aquela atmosfera. E também da participação do cantor pernambucano Johnny Hooker, que, em dado momento, faz uma apresentação belíssima e tocante, numa canção contemplativa. Você facilmente sairá da sessão cantarolando os temas de Tatuagem. Exatamente como deve ser, já que a obra e suas ideias precisam urgentemente se difundir nessa sociedade careta.

Texto originalmente publicado na cobertura do VI Janela Internacional de Cinema do Recife.

Cine Holliúdy

Halder Gomes acerta uma voadora na pleura, com sua ácida comédia rapadurenha.

Em 2004, o cineasta cearense Halder Gomes destacou-se internacionalmente por realizar o curta-metragem Cine Holliúdy – O Astista Contra o Caba do Mal, visto em 80 festivais de 20 países e vencedor de 42 prêmios. Alavancando sua carreira consideravelmente, teve as portas abertas e foi contratado para dirigir a continuação de terror Cadáveres. O que acabou não sendo algo proveitoso, do ponto de vista artístico, já que Cadáveres 2 foi terrivelmente ruim. Anos depois, Halder volta para sua terra e, em parceria com Glauber Filho, comanda o filme As Mães de Chico Xavier. Este, por sua vez, teve vários problemas de produção, atrasando assim o seu lançamento, sendo também massacrado pela crítica e não obtendo grande repercussão.

Talvez esses tropeços tenham feito Halder olhar para trás e perceber o incrível potencial deste antigo projeto, tão querido pelos que assim puderam conferir e ansiavam ver o conto ganhar maiores proporções. E, claro, tentar resgatar o prestigio, de anos atrás, com a mesma cartada, unindo o útil ao agradável. E, sim, acredito que ele tenha conseguido perpetrar tal objetivo, pois, ao transformar Cine Holliúdy num divertidíssimo longa-metragem, o diretor já alçou voos inimagináveis, e isso, sem precisar sair de casa.

cine-holliudy-maior-media-de-publico-do-país

Estreando em terras cearenses, duas semanas antes do seu lançamento oficial, o filme levou cerca de 200 mil pessoas aos cinemas pra conferir as aventuras de Francisgleydisson e sua constante luta de manter a sétima arte viva nos corações sertanejos. Já que a estória se passa em Pacatuba, interior do Ceará, na década de 70. Pois, com a chegada das tevês, a população começou a se afastar dos cinemas, tornando os estabelecimentos cada vez mais escassos. É aí que o tal Francisgleydisson entra em cena. Mesmo com todos os empecilhos orçamentários, sociais e políticos, o sujeito tenta, a todo custo, manter o Cine Holliúdy de pé. Passando por cima do seu orgulho e utilizando da esperteza nordestina.

Curioso, desde o primeiro momento, por sua cópia nacional ser exibida com legendas em português, já que é o primeiro trabalho audiovisual falado em “cearês” – uma crítica aos sulistas que tendem a gozar o dialeto nordestino –, o filme tenta se infiltrar, ao máximo, na cultura local, com diálogos espertos e facetos, mas que soam expositivos e nada orgânicos. Principalmente por parte da atriz Miriam Freeland – interpretando Maria das Graças, mulher do protagonista – que ainda carrega vestígios de seu sotaque carioca, sabotando a veracidade de sua personagem e o envolvimento com a família. Até mesmo sua bela aparência não ajuda na caracterização. Por outro lado, é certo que Edmilson Filho seja mesmo o grande destaque da fita. Se doando completamente ao seu Francisgleydisson, o ator possui grande carisma e domina em tela. Com um belo trabalho vocal e corporal, algumas cenas são salvas pelo dinamismo e versatilidade do intérprete.

miriam-freeland-e-joel-gomes-em-cena-de-cine-holliudy-10512-1336682168245_956x500

Entretanto, Halder Gomes acerta por conceber uma narrativa direta e sucinta, que mantém um ritmo eletrizante e não deixa o espectador perder o foco. A fita é recheada de referências a antigos filmes de artes marciais (ou mesmo a clássicos como 2001 e Cinema Paradiso), de terceira categoria, aqui realizados pela própria produção, e que tem a função de transportar não só a imaginação do garoto Francisgleydisson Filho, mas também a da plateia, para aquela época e situação cultural, em que todos ali achavam tratar-se de grandes obras cinematográficas – quando na verdade eram antigas películas perdidas (ou pedaços delas) que eram exibidas sem a menor preocupação de continuidade.

A paixão de Halder por lutas vem de muito tempo atrás, já que, sendo ele mestre e 4° grau em Tae-kwon-do, trabalhou como dublê, em Los Angeles, e aprendeu por lá tudo que precisava para fazer cinema. Mas não é só em aspectos estéticos que Cine Holliúdy tem seus méritos, o roteiro realizado em cima do vocabulário rapadurenho, é digno de ser estudado por profissionais de gramática. Não pela complexidade do tema abordado, mas sim pela rica coleção de (novos) termos que substituem os conhecidos. Já o seu humor é ácido e politicamente incorreto, sem medo de brincar com temas mais polêmicos como xenofobia, homofobia e piadas com deficientes físicos – que naquela sociedade era (é) algo muito recorrente e, por que não dizer, inocente.

cine_630

Assumidamente brega, tanto no nome de seus personagens, quanto nos figurinos, à trilha sonora não poderia ser diferente, é composta por cantores da época como Márcio Greyck, Fernando Mendes e Odair José, que marcaram uma geração, e irão fazer os mais antigos voltarem no tempo.

Assim, em meio a tantas comédias ruins que a Globo Filmes e derivados vem produzindo, nos últimos anos, Cine Holliúdy é um alento bastante satisfatório, e se distancia, significativamente, dessa forma novelada que vem nos sendo empurrada goela abaixo. Ainda que possua algumas ressalvas, essa nova empreitada de Halder Gomes funciona quase que totalmente, pois, nos entrega um humor sincero, repleto de conceitos críticos, sendo eles, dentro e fora da arte, e que, acima de tudo, não deixa de ser cinema de boa qualidade e feito com o coração.