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Os Melhores e Piores Filmes da Marvel

 

Em homenagem ao enorme sucesso de “Homem de Ferro 3”, cuja qualidade vem sendo discutida por todos desde que estreou há duas semanas, resolvi formular uma lista com os melhor e piores filmes produzidos sob a tutela da Marvel, nos últimos 15 anos (desde que realmente emplacou no cinema). Veja abaixo:

Piores:

4. Elektra (2005)

Derivado de “Demolidor – O Homem Sem Medo”, esse é o filme solo da personagem interpretada por Jennifer Garner. Muitos apontam “Demolidor” como um filme dispensável, no mínimo, mas até mesmo seus detratores dão o braço a torcer de que o filme protagonizado pelo herói cego é superior a essa escapada solo da guerreira ninja vivida por Garner. O dano não foi maior por se tratar de uma personagem não muito conhecida do universo dos quadrinhos, fazendo com que muita gente não tenha visto ou tomado conhecimento da produção.

Mesmo assim são muitos os problemas aqui. O principal deles é a descaracterização da personagem, inicialmente apresentada no filme como uma assassina fria e implacável, ela é transformada de uma hora para outra numa humanista de bom coração. Junte a isso a mania dos estúdios de quererem criar simpatia adicionando o relacionamento do herói com alguma criança genérica trazida pelo roteiro (erro contido em “Superman – O Retorno” e no recente “Homem de Ferro 3”). A lenda prega que a própria Jennifer Garner teria dito a um repórter que achava o filme terrível, mas precisou protagoniza-lo devido a obrigações contratuais.

 

3. Homem-Aranha 3 (2007)

Execrado pelos fãs como um dos piores filmes baseados em quadrinhos, a terceira parte da trilogia criada por Sam Raimi sofre principalmente pelos excessos. As discordâncias entre o diretor e os produtores da Sony foram crescendo de tal forma, quanto ao controle criativo da obra, que rendeu uma das produções mais problemáticas da época (embora o cineasta hoje desminta). O principal fator aqui é que Raimi não queria nenhum dos antagonistas apresentados no filme, e preferia uma história centrada no alado Abutre, que seria vivido por John Malkovich, e na Gata Negra (Anne Hathaway chegou a fazer o teste para o elenco).

Por uma questão de estética a preferência foi dada ao vilão arenoso vivido porThomas Haden Church. Inicialmente Raimi foi estritamente contra a presença do segundo vilão no filme, Venon, a criatura gelatinosa vinda do espaço. Raimideclaradamente disse detestar o personagem por sua falta de humanidade. O produtorAvi Arad eventualmente conseguiu convencê-lo já que o vilão possui grande apelo junto a fãs mais novos. O personagem, no entanto, parece ter sido maltratado por Raimi no filme, com pouco espaço em cena e descaracterizado. Mas nada nos prepararia para o horror que foi o “emo Peter”…. Infelizmente o filme termina com uma clara abertura para uma continuação, que nunca viria.

 

2. Motoqueiro Fantasma (2007) e Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança (2012)
Sinceramente não consigo decidir qual dos dois filmes do personagem demoníaco protagonizado pelo infame Nicolas Cage é o pior. O primeiro é dirigido pelo mesmoMark Steven Johnson de “Demolidor”, e trazia um tom cômico e cartunesco para um personagem que pedia seriedade e terror. O personagem foi criado na linha da Marvelmirada ao público um pouco mais velho, justamente por fazer uso de material impróprio para crianças, em sua maioria grande violência. Já o filme foi diluído e muito para acomodar o grande público pagante, os adolescentes. Então, ao invés de desmembramentos, sangue e citações barra-pesada sobre o inferno e demônios (tema da história), ganhávamos piadinhas disparadas por Cage a cada minuto, e muito efeito de computador que passavam o sentimento de realmente estarmos assistindo ao desenho animado do personagem.

Cage até se esforça e nas entrevistas para promover o filme antes de seu lançamento, jurava que esse era um filme de monstros. Alguns anos depois, e o personagem ganhava uma segunda chance, junto com Cage, que o personificava de novo. A esperança era grande já que na direção tínhamos os frenéticos Mark Neveldine eBrian Taylor, prontos para cair de pau na ação, e efeitos muito mais legais, crus, sujos e realistas, que realmente pareciam colocar o personagem em nosso mundo. Tudo parecia no lugar para o filme marcar um gol. O problema do segundo “Motoqueiro Fantasma” é seu roteiro. Com uma história genérica e desinteressante, esse é um filme enfadonho, que novamente cai na armadilha de focar a trama numa criança (parece sempre um escape fácil), além de personagens mal desenvolvidos (como o próprio protagonista).

 

 

1. X-Men Origens: Wolverine (2009)

O fato de ter vazado na internet (com os efeitos inacabados) antes de seu lançamento nos cinemas foi o menor dos problemas desse primeiro filme solo do mutante mais cultuado pelos fãs. Não há dúvidas de que Hugh Jackman continua perfeito no papel, e aqui ele é a melhor coisa dessa obra desavergonhada. Depois do sucesso dos filmes anteriores, os produtores da Fox erram feio na mão com esse filme, que claramente é apenas uma desculpa para vender brinquedos e videogames. Algo como o diretor Joel Schumacher já admitiu em relação ao péssimo “Batman e Robin”. “Wolverine” igualmente é um produto que não tem nenhum apego a uma obra cinematográfica, uma pena para o talentoso Gavin Hood (diretor do filme).

A estrutura do filme funciona assim: Wolverine encontra um personagem e luta com ele, encontra outro personagem exótico e outra luta, outro encontro e outra luta, e por assim vai. O filme também sofre com o excesso de personagens, todos mal desenvolvidos, essa parece ser a maldição de muitos filmes baseados em quadrinhos. Os produtores precisam aprender que às vezes menos é mais. “Wolverine” é meu eleito como o pior filme recente já produzido com o selo da Marvel porque vem de produções boas, que já haviam mostrado como fazer. O mesmo pode ser dito de “Homem-Aranha 3”, mas ao menos o filme não mudou em seu tom, cenas ou até mesmo o protagonista. Já “Wolverine” retrocede o que Bryan Singer havia criado originalmente, que era colocar os mutantes em nosso mundo, com poderes e tudo. “Wolverine” é tão irreal e desprovido de humanidade que realmente parecemos estar assistindo a um desenho.

 


MELHORES:


4. Blade II (2002)

Deixe para Guillermo del Toro criar um baita filme de terror, e colocar como protagonista um personagem saído de quadrinhos, mesmo que seja um quadrinho desconhecido. Blade vinha do time C da Marvel, ou seria D, com uma caracterização original totalmente saída da década de 1970 (o que incluía golas altas e calça boca-de-sino no melhor estilo John Travolta). Os envolvidos com o filme original já haviam realizado um ótimo trabalho em caracterizar o personagem de forma mais séria, num eficiente thriller de ação.

Sem dúvidas o primeiro Blade também entraria numa lista dos melhores, já que criatividade no filme é o que não falta. Mas o segundo filme, dirigido por del Toro, é mais cru, violento, e muito mais assustador. Para começar o cineasta subverte totalmente o que havia sido apresentado no filme anterior em relação aos vampiros, com a criação dos Reapers, transformando assim os predadores do filme original, em vítimas na continuação. Com uma estrutura que lembra um faroeste, del Toro monta seu bando de protagonistas comandados por Blade (Wesley Snipes), que irão cair um a um no combate com os antagonistas.

Para completar, o diretor ainda forja algumas reviravoltas, como o ressurgimento do velho mentor do protagonista, a traição de um aliado, e a mudança sobre quem de fato era o vilão aqui. A empolgação de Snipes era tanta em viver o personagem, que na época do lançamento do filme original o ator aparecia caracterizado como Blade em programas de entrevistas como o de David Letterman, para promover o filme. Empolgação que podemos sentir na tela nesse segundo filme. Já no terceiro, dirigido pelo roteirista dos filmes originais David Goyer, o clima era tenso, e a produção foi problemática com Snipes tentando esganar literalmente o diretor. O resultado também vemos na tela.

 

3. Homem de Ferro (2008)

O que falar sobre o primeiro “Homem de Ferro” que já não tenha sido muito dito. Talvez o mais importante seja que a franquia não existiria sem Robert Downey Jr., ou pelo menos não dessa forma que temos. E pensar que por anos o astro Tom Cruise esteve vinculado ao filme para viver Tony Stark. A Marvel foi sábia em não fechar contrato com o ator, a menos que quisesse o Homem de Ferro de Tom Cruise, e não oHomem de Ferro da MarvelDowney Jr. foi escalado, e salvou o dia. Mas igualmente o filme salvou sua carreira, transformando-o num dos atores mais rentáveis de Hollywood.

O interessante aqui é que o Homem de Ferro sempre foi um personagem do time B daMarvel, e o que vemos nas telas do novo Tony Stark é tudo Downey Jr.. Mas “Homem de Ferro” não é só Downey Jr., fosse o caso, o subestimado segundo filme e o superestimado recente terceiro episódio seriam igualmente elogiados. O que contou aqui foi uma superprodução que tinha tudo no lugar certo, e equilibrava momentos sérios e diversão descontraída, tratando o público com respeito, e os atores entrando no projeto como se estivessem mirando prêmios.

 

2. X-Men 2 (2003)

O impacto causado ao assistir a continuação orquestrada por Bryan Singer de seu filme anterior foi tão grande, que até hoje ressoa comigo. O primeiro “X-Men” pode se gabar de ter sido o primeiro filme mainstream da Marvel a fazer de maneira correta. Mas na época filmes de super-heróis de quadrinhos eram uma grande incógnita, e por mais que Singer viesse de filmes prestigiados, sua verba foi curta e seu filme podado para encaixar em apenas 90 minutos de projeção. Tudo poderia sair muito errado. Tudo saiu muito certo.

Singer recebeu sinal verde para um filme maior e melhor. “X-Men 2” elevou o jogo em todos os quesitos; pôde desenvolver melhor seus personagens num filme mais longo, e Singer teve recursos suficientes para nos tirar o fôlego com suas grandes cenas de ação. Preferindo sempre usar o mínimo de efeitos de computador possíveis, o diretor se mostra da velha guarda criando tudo de maneira prática durante as filmagens, e adicionando o mínimo na pós produção. “X-Men 2” ainda reina como o melhor filme dos mutantes no cinema, e possui algumas das cenas mais antológicas já criadas para um filme do subgênero, como a discussão sobre deixar de ser um mutante, com os país do personagem Homem de Gelo.

 

1. Os Vingadores (2012)

Não tem jeito, o mais lucrativo filme da Marvel é também seu melhor e mais completo. É raro lucro e qualidade casarem, mas no caso de “Os Vingadores” seu sucesso é justificável. Em parte por uma sacada de gênio da Marvel que desenvolveu todos os personagens do filme, em projetos solo anteriores, dessa forma não precisávamos adentrar nenhuma de suas histórias de origenm, e o diretor Joss Whedon pôde se concentrar apenas no desenvolvimento dos personagens, seu relacionamento, e é claro, nas empolgantes cenas de ação. Uma aposta arriscada que poderia muito bem ter resultado numa verdadeira bomba (era o que achava o seu terrivelmente equivocado locutor), cujos medos foram limados ao chegar ao conhecimento geral que a obra teria duas horas e meia de projeção. Whedon, vindo da TV, mostra como fazer malabarismo com diversos personagens num único filme de forma satisfatória. Uma verdadeira aula.

Celebridades Antes e Depois da Fama…

Dinheiro, glamour, fama… é quase impossível não ter sua aparência alterada para melhor quando você leva uma vida de celebridade, com direito a assessores, tratamentos, cabelereiros particulares e uma equipe à seus pés.

As grandes celebridades de Hollywood gastam fortunas para parecerem perfeitas:Botox, extensões de cabelos, treinadores pessoais para musculação, personal stylists…

Com exceção de um ou outro jogador brasileiro de futebol, cujo nome não citaremos para evitar processo, a maioria das celebridades são endeusadas pelo poder dinheiro e benefícios da fama.

Sendo assim, separamos várias imagens dessas gracinhas antes e depois da fama.

Angelina Jolie

Mila Kunis

Hayden Panettiere

Rihanna

Jessica Biel

Scarlett Johansson

Natalie Portman

Halle Berry

Milla Jovovich

Jennifer Aniston

Charlize Theron

Teri Hatcher

Brad Pitt

Colin Farrell

Lady Gaga

Sandra Bullock

Nicole Kidman

Jennifer Aniston

James Franco

Amy Adams

Anne Hathaway

Natalie Portman

Tina Fey

Zach Galifianakis

Brad Pitt

Taylor Swift

Linda Evangelista

Madonna

Heather Locklear

Megan Fox

Cameron Diaz

Angelina Jolie

Katie Holmes

Planeta Solitário

(The Loneliest Planet)

 

Elenco:

Gael García Bernal, Hani Furstenberg, Bidzina Gujabidze.

Direção: Julia Loktev

Gênero: Suspense

Duração: 113 min.

Distribuidora: Lume Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia:2014

Sinopse:

Casal explora as montanhas do Cáucaso, na Geórgia. Mas, durante a viagem, começam a descobrir coisas um sobre o outro.

Curiosidades:

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Tese Sobre um Homicídio

(Tesis Sobre un Homicidio)

 

Elenco:

Ricardo Darín, Alberto Ammann e Calu Rivero.

Direção: Hernán Goldfrid

Gênero: Suspense

Duração: 106 min.

Distribuidora: Califórnia Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 26 de Julho de 2013

Sinopse:

Roberto Bermudez é um especialista em Direito criminal cuja vida se torna um caos quando ele se convence de que Gonzalo, um de seus melhores alunos, cometeu um assassinato brutal em frente à Faculdade de Direito. Determinado a descobrir a verdade ele começa uma investigação pessoal que logo vira uma obsessão e o leva inevitavelmente a lugares sombrios. A verdade está próxima, mas a que custo?

Curiosidades:

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Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

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A Bela que Dorme

(Bella Addormentata)

 

Elenco:

Toni Servillo, Isabelle Huppert, Alba Rohrwacher, Michele Riondino, Maya Sansa, Pier Giorgio Bellocchio.

Direção: Marco Bellocchio

Gênero: Drama

Duração: 115 min.

Distribuidora: Califórnia Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 05 de Julho de 2013

Sinopse:

O novo filme de Marco Bellocchio faz uma exploração multifacetada da complexa questão da eutanásia, em resposta ao famoso e controverso caso de Eluana Englaro na Itália. Um senador tem de decidir se quer aprovar uma lei que vai contra a sua consciência e a linha de seu partido, enquanto sua filha Maria, uma ativista de um movimento pró-vida, protesta na porta da clínica na qual Eluana está sendo tratada. Ao lado de seu irmão, Roberto é um militante laico, um opositor por quem Maria se apaixona. Em outra parte, uma grande atriz procura por sua fé e um milagre para salvar a filha, que está em coma irreversível há anos, e por quem ela sacrificou sua relação com o outro filho. Por fim, a desesperada Rossa quer morrer, mas um jovem médico chamado Pallido opõe-se radicalmente ao seu suicídio. Essas histórias convergentes são conectadas por uma reflexão sobre o sentido da vida.

Curiosidades:

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Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

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CINEMA: BELLOCCHIO, IL MIO SGUARDO LAICO SU FINE VITA

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Chamada a Cobrar

(Chamada a Cobrar)

 

 

Elenco: Bete Dorgam, Pierre Santos, Cida Almeida, Maria Manoella, Tatiana Thomé, Regina França, Lourenço Mutarelli, Paula Pretta, Marat Descartes e Guti Fraga.

Direção: Anna Muylaert

Gênero: Suspense

Duração: 72 min.

Distribuidora: Gullane Entretenimento

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 21 de Junho de 2013

Sinopse: Filme psicológico, thriller, road movie, drama social, “Chamada a Cobrar” narra as desventuras de uma senhora de classe alta paulistana, Clarinha, quando atende um telefonema qualquer e descobre que sua filha foi sequestrada.

Curiosidades:

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Trailer:

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Zarafa

(Zarafa)

 

Elenco:

(vozes originais) Max Renaudin, Simon Abkarian, François-Xavier Demaison, Vernon Dobtcheff.

Direção: Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie

Gênero: Animação

Duração: 78 min.

Distribuidora: Imovision

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 26 de Julho de 2013

Sinopse:

Sob uma antiga árvore, um velho conta às crianças de sua aldeia uma fábula: a de uma forte amizade entre um menino, Maki e uma girafa órfã chamada Zarafa. Juntos eles viverão a aventura de suas vidas, viajando das areias do Sudão até as luzes de Paris.

Curiosidades:

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Trailer:

 

A Memória que Me Contam

(A Memória que Me Contam)

 

 

Elenco: Irene Ravache, Simone Spoladore, Franco Nero, Clarisse Abujamra, Hamilton Vaz Pereira, Mário José Paz, Zécarlos Machado, Otávio Augusto, Miguel Thiré, Patrick Sampaio, Naruna Kaplan de Macedo.

Direção: Lucia Murat

Gênero: Drama

Duração: 95 min.

Distribuidora: Imovision

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 14 de Junho de 2013

Sinopse: Narrado como um quebra-cabeça, numa sequência de emoções e sensações, o filme expõe as contradições de um grupo de amigos, que resistiram à ditadura militar, e que hoje se reencontram na sala de um hospital para acompanhar a internação de Ana, uma antiga companheira. O convívio intenso após anos de separação, somado a presença dos filhos, gera um conflito entre as antigas ideologias e a visão que cada uma das personagens tem do grupo e da atualidade. Uma reflexão sobre o poder, a esquerda e os comportamentos distintos de duas gerações são o tema do filme.

Ana, que é o motivo de reencontro do grupo aparece apenas jovem nas lembranças das personagens, como se nunca tivesse saído dos anos 60. Jovem, linda e perigosamente frágil.

Curiosidades:

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Renoir

(Renoir)

 

Elenco:

Carlo Brandt, Christa Theret, Michel Bouquet, Vincent Rottiers, Cecile Rittweger, Hélène Babu, Michèle Gleizer, Paul Spera.

Direção: Gilles Bourdos

Gênero: Drama

Duração: 111 min.

Distribuidora: Europa Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 19 de Julho de 2013

Sinopse:

Côte d’Azur, 1915. Pierre-Auguste Renoir (Michel Bouquet) sofre com a morte da esposa, as dores da artrite e a preocupação com o filho Jean (Vincent Rottiers), ferido na guerra. Mas sua vida muda após conhecer Andrée (Christa Theret), uma jovem que desperta no pintor uma inesperada energia. Rejuvenescido, Renoir a torna sua musa, mas o paraíso logo será abalado pela volta de Jean, que também se rende aos encantos da garota.

Curiosidades:

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A Cidade é uma Só?

(A Cidade é uma Só?)

 

Elenco:  

Documentário

Direção: Adirley Queirós

Gênero: Documentário

Duração: 79 min.

Distribuidora: H2O Films/ArtFilms/Serendip

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 12 de Julho de 2013

Sinopse:

Reflexão sobre os 50 anos de Brasília, tendo como foco a discussão sobre o processo permanente de exclusão territorial e social que uma parcela considerável da população do Distrito Federal e do Entorno sofre, e de como essas pessoas restabelecem a ordem social através do cotidiano. O ponto de partida dessa reflexão é a chamada Campanha de Erradicação de Invasões (CEI), que, em 1971, removeu os barracos que ocupavam os arredores da então jovem Brasília. Tendo a CEILÂNDIA como referência histórica, os personagens do filme vivem e presenciam as mudanças da cidade.

Curiosidades:

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Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

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Além da Escuridão – Star Trek (1)

Quatro séries de TV e onze filmes depois, a franquia Jornada nas Estrelas – agora chamada Star Trek – volta aos cinemas, pela primeira vez em três dimensões. A série surgiu em 1966, quando a TV exibia a famosa ‘Perdidos no Espaço‘ (1965-1968), e percorreu um longo e difícil caminho para conquistar notoriedade e respeito, até construir sua gigantesca base de fãs.

Em 2009, o diretor J.J. Abrams (Missão Impossível III), fã confesso da série original, decidiu revitalizar a franquia com uma superprodução original e divertida, apostando em um talentoso elenco de rostos bonitos para dar novos ares a clássicos personagens, como Spock e Kirk (Zachary Quinto e Chris Pine).

Com o primeiro filme, o diretor conquistou a crítica ao mesclar o humor irreverente, os personagens carismáticos e a imaginação sem limites da modesta série de TV, com efeitos visuais de primeira linha, ação desenfreada e uma história que recriava as origens de maneira fiel e moderna. Ecoando a premissa central de Gene Roddenberry, seu ‘Star Trek‘ conseguiu agradar aos fãs devotos e conquistar uma nova geração, que nunca havia ouvido falar de tal universo.

Com um orçamento de US$ 150 milhões, o primeiro filme fez US$ 385,6 milhões mundialmente e realocou a franquia no imaginário popular. Quatro anos depois, o talentoso J.J. Abrams retorna ao cargo de diretor para entregar a sequência ‘Além da Escuridão – Star Trek‘.

Tudo começa com a volta para casa, à medida que a Enterprise retorna para a Terra no rastro de um controverso incidente galáctico, seu intrépido Capitão ainda quer voltar para as estrelas em uma missão mais longa de paz e exploração. Mas não está tudo bem no Planeta Azul. Um devastador ato de terror expôs uma realidade alarmante: A Frota Estelar está sendo atacada de dentro e o resultado deixará o mundo inteiro em crise. O Capitão Kirk lidera a Enterprise em uma missão como nenhuma outra desde o planeta natal Klingon até a Baía de São Francisco.

A bordo da Enterprise o inimigo entre eles tem um talento gigantesco para a destruição. Kirk os liderará em um campo de sombras e dúvidas onde eles nunca estiveram antes – navegando nas tênues linhas entre amigos e inimigos, vingança e justiça, uma guerra sem limites e o potencial infinito de um futuro de união.

Voltando ao personagem de Kirk com sua força e suas vulnerabilidades, Chris Pineestá ainda mais à vontade nesta sequência. Além de ser um rostinho bonito, Pinedemonstra grande talento aqui. Mas, apesar de sua boa atuação, quem rouba a cena é o ótimo Zachary Quinto, que encarna de maneira genial o nada emotivo Spock. A cada frase dita pelo personagem, a plateia cai no riso. Em uma breve aparição, o Spock original Leonard Nimoy surge praticamente passando o bastão para seu novo intérprete. Benedict Cumberbatch dá vida ao assustador e poderoso vilão, em uma atuação grandiosa. Falar mais é estragar a surpresa.

O elenco de apoio também retorna de maneira brilhante, com destaque para os sempre ótimos Simon Pegg (Scotty), Anton Yelchin (Chekov), Zoe Saldana (Uhura) e Karl Urban (Magro). O único elo solto é a atriz Alice Eve, caricata e em uma fraca atuação como Carol.

Como toda sequência hollywoodiana, esta é uma ode ao excesso. Mais explosões, mais ação, mais emoção, mais humor. Felizmente, mais humor. Com um roteiro inteligente e diálogos muito bem estruturados, que fazem homenagem a todo o passado da saga, a ação consegue um equilíbrio excelente entre o excesso de ação e uma história redonda e muito bem desenvolvida.

Palmas para Abrams, que agora deixa a direção da franquia ‘Star Trek‘ para revitalizar outra franquia espacial: ‘Star Wars‘.

Obs: Apesar do 3D ser convertido, vale à pena assistir o filme no formato.

 

Antes da Meia-Noite

A TERCEIRA PARTE DE UMA DAS SAGAS MAIS INTERESSANTES DO CINEMA AMERICANO

É impossível entrar em “Antes da Meia-Noite” sem estar familiarizado com o que o diretor Richard Linklater e o casal de atores Ethan Hawke e Julie Delpy confeccionaram para o universo dos personagens Jesse e Celine. Apresentados ao público em 1995, com “Antes do Amanhecer”, e repetindo a dose quase dez anos depois com “Antes do Pôr do Sol”, a série faz parte do subconsciente de todos os verdadeiros cinéfilos como uma das sagas românticas mais interessantes e verdadeiras da história da sétima arte.

Com um roteiro e narrativa europeus, a estrutura de tais filmes é montada com um casal andando pelas ruas de uma cidade específica, realizando de vez em quando paradas estratégicas em restaurantes, bares ou quartos de hotéis (como nesse último filme); e acima de tudo conversando, conversando muito sobre os mais variados assuntos significativos, mas com muitos momentos descontraídos para brincadeiras também. Após o desfecho do segundo filme, tínhamos quase toda a certeza de que os protagonistas haviam dessa vez, ficado juntos.

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Mesmo assim nada preparava definitivamente para uma terceira parte. Mais nove anos depois, e Jesse e Celine estão finalmente casados e com duas filhas pequenas. Assim como seus intérpretes, os personagens passaram de jovens, na casa dos vinte e poucos anos, para veteranos em seus quarenta e poucos anos, nessa terceira parte. O filme abre com Jesse deixando seu filho do primeiro casamento (como ficamos sabendo no anterior) no aeroporto, para que volte para a casa da mãe, após as férias com o pai e a madrasta na Grécia.

A mãe do menino é uma mulher atormentada que não aceita o fato de ter sido trocada. Embora nunca apareça de fato, representa grande parte da obra, e o maior problema a ser enfrentado pelos protagonistas. A primeira cena do casal é uma longa sequência onde os dois expõem ao público como estão suas vidas após o casamento, durante uma viagem de carro do aeroporto até a residência de amigos onde estão hospedados. A cena aparenta ser realizada sem cortes, como muitos momentos dos filmes anteriores, com apenas os diálogos dos atores servindo como companhia.

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Jesse está visitando um grande amigo escritor. Essa é uma das pequenas mudanças em relação aos filmes anteriores, que contavam apenas com a presença do casal. Em sua nova fase da vida, Jesse e Celine estão acompanhados, e durante um almoço dialogam com coadjuvantes para contar um pouco de seu passado. Tal cena é um dos momentos mais interessantes de uma obra recheada deles. “Antes da Meia-Noite”, assim como seus antecedentes, faz questão de se situar numa época, comentando igualmente aonde se encontra a sociedade atual.

E aqui, não poderiam deixar de constar comentários sobre mídias sociais e o mundo informatizado, apesar do contraste com o mundo antigo que os personagens tanto admiram (aqui são as ruínas da Grécia). Outra diferença é a aparente não-urgência de um único dia juntos, como nos filmes anteriores. Aqui, partindo do princípio de que Jesse e Celine já estão juntos há anos, e assim irão continuar, tira-se um pouco da estrutura anterior. O fato é compensado na metade para o final do filme, quando percebemos que esse é um dia divisor como os anteriormente mostrados, e tão importante quanto.

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Agora, o assunto principal é a vida de casados, os problemas acarretados com a convivência e o desgaste. Problemas que qualquer relação madura precisa igualmente enfrentar. E não apenas isso, mas como citado, os reflexos do passado, quando o primeiro relacionamento de Jesse entra em jogo para testar o romântico casal. “Antes da Meia-Noite” é, por assim dizer, o mais íntimo da saga de quase vinte anos.

O clímax ocorre durante uma tentativa do casal em ficar a sós num quarto de hotel, longe das filhas. Nesse trecho ganhamos a nudez de Delpy, confortável com sua idade e corpo o suficiente para deixar transparecer na personagem a intimidade de anos com o marido; outra novidade na série. O terceiro filme é igualmente uma obra-prima romântica, que choca por seu realismo, e nos toca pela sinceridade de não desejar ser nada além do que uma fatia da realidade, de personagens que aprendemos a adorar por uma vida.

Astro de American Horror Story será Mercúrio em novo ‘X-Men’

 

Evan Peters, astro da sérieAmerican Horror Story,foi contratado pela 20th Century Fox parainterpretar o mutante Mercúrioem ‘X-Men: Dias de um Futuro Esquecido‘.O diretor Bryan Singer reveloua notícia em seu twitter: “Antesde ser um Vingador, ele era um garoto REALMENTErápido”.

Vale lembrar que os irmãos Feiticeira 

Escarlate e Mercúrio

também estão confirmados em ‘Os

Vingadores 2′, e a Marvel Studios começou

a procurar atores para interpretar os personagens.

A Marvel

e a Fox entraram em acordo para que o personagem

possa ser utilizado nas duas franquias.


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Peters

A

Fox Film adiantou a estreia de ‘X-Men: Dias

de um Futuro Esquecido’ no Brasil. Inicialmente

previsto para 1º de Agosto de 2014, o lançamento

foi remarcado para 25 de Julho de 2014.

A

estreia acontece uma semana após a norte-americana,

que está marcada para o dia 18 de Julho.

Dias de um Futuro Esquecido‘ foi publicada nos EUA em 1981 e chegou ao Brasil com cinco anos de atraso, em 1986. Escrita por Chris Claremont e desenhada por John Byrne, a história mostra os mutantes em um futuro opressor, sendo vigiados em campos de prisioneiros por robôs Sentinelas.

Neste cenário, a Kitty Pryde do futuro tem sua mente transferida para a Kitty Pryde do presente, para poder alertar os mutantes sobre o momento em que a guerra começou, com o assassinato do senador Robert Kelly (o mesmo do primeiro filme dos X-Men) pela Irmandade de Mutantes, comandada por Mística (Jennifer Lawrence).

A sequência de ‘Primeira Classe‘ se passa antes dos eventos da trilogia ‘X-Men‘ original, e inclui duas linhas de tempo alternativas, o que torna viável ter o elenco das duas séries no mesmo filme.

Da trilogia original, retornam Hugh Jackman (Wolverine), Patrick Stewart (Professor X) e Ian McKellen (Magneto), Anna Paquin (Vampira), Ellen Page (Kitty Pryde) e Homem de Gelo (Shawn Ashmore).

James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence e Nicholas Hoult também estão confirmados oficialmente no elenco.

Bryan

Singer dirigiu os dois primeiros ‘X-Men

e assume o lugar deixado por Matthew Vaughn,

que misteriosamente abandonou o cargo sem divulgar

o motivo. Vaughn continua como produtor e coroteirista.

 

 

Notícia | Benedict Cumberbatch em cena deletada de ‘Além da Escuridão – Star Trek’ | CinePOP

Uma cena inédita de Além da Escuridão – Star Trek (2013) voltou a chamar a atenção dos fãs nesta semana. O trecho, que ficou de fora da versão final do longa dirigido por J.J. Abrams, traz Benedict Cumberbatch em uma interpretação ainda mais intensa como Khan Noonien Singh, o enigmático antagonista da tripulação da Enterprise.

Na sequência deletada, Cumberbatch entrega uma performance marcada por vulnerabilidade e raiva contida — contrastando com o tom calculista que dominou sua aparição no filme original. O momento mostra Khan confrontando oficiais da Frota Estelar após descobrir detalhes sobre as experiências realizadas com sua equipe, ampliando o contexto emocional do personagem e aprofundando sua motivação por vingança.

Embora a cena não tenha sido incluída no corte final, críticos e fãs que tiveram acesso ao material destacam o trabalho de Cumberbatch como um dos pontos altos do material extra. “É uma atuação poderosa que humaniza um vilão já complexo”, comentou um fã nas redes sociais.

A Paramount ainda não confirmou se a cena será disponibilizada oficialmente em plataformas digitais ou em futuras edições comemorativas do filme. No entanto, a redescoberta reacendeu o interesse pelo papel que consolidou Cumberbatch como um dos grandes intérpretes de antagonistas da ficção científica moderna.

Notícia | Mais um clipe de ‘Além da Escuridão – Star Trek’ | CinePOP

Mais um clipe de Além da Escuridão – Star Trek (2013) foi divulgado e vem chamando atenção dos fãs da franquia. O vídeo traz uma cena deletada que mostra Benedict Cumberbatch em um momento inédito como Khan Noonien Singh, revelando novas camadas do vilão que marcou o segundo filme da saga dirigida por J.J. Abrams.

Na sequência, Cumberbatch entrega uma performance intensa e emocional, equilibrando fúria e vulnerabilidade. A cena mostra Khan confrontando oficiais da Frota Estelar após descobrir segredos sobre as experiências feitas com sua tripulação, aprofundando as motivações do personagem e reforçando o tom dramático de sua vingança.

Embora o trecho não tenha entrado na versão final do longa, o material extra tem sido elogiado por fãs e críticos nas redes sociais. Muitos destacam que a cena poderia ter dado ainda mais profundidade à história e ao personagem de Cumberbatch, cuja atuação continua sendo um dos grandes destaques do filme.

A Paramount ainda não confirmou se o clipe fará parte de uma futura edição especial ou de um relançamento digital de Além da Escuridão – Star Trek, mas a repercussão reacendeu o interesse pelo longa e pelo trabalho do ator britânico no universo da ficção científica.

O Grande Gatsby

O Grande Gatsby é a nova versão cinematográfica do clássico literário escrito por F. Scott Fitzgerald, publicado em 1925, e pré-requisito em todas as escolas americanas.  Sendo assim, é difícil encontrar por lá alguém que não seja familiarizada com essa história impactante. Para todo o resto, um filme foi produzido em 1974, protagonizado por Robert Redford, Mia Farrow e Bruce Dern, escrito por Francis Ford Coppola, vencedor de dois Oscar: melhor figurino e melhor trilha sonora.

A nova versão, inclusive, se retirou da corrida do Oscar desse ano, ao adiar sua estreia do fim do ano passado para o meio desse, em prol de uma bilheteria mais polpuda. Não sei se o novo “O Grande Gatsby” seria digno de Oscar (em categorias que não as técnicas), mas é sem dúvidas uma produção muito bem realizada e extremamente satisfatória. Um misterioso e aparentemente excêntrico milionário de quem todos só conhecem o nome, dá as melhores festas da cidade de Nova York, na década de 1920, sem poupar despesas.

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O narrador Nick Carraway, papel de Tobey Maguire, aos poucos se envolve e descobre quem de fato é o ricaço. Com todas as histórias e lendas que são contadas sobre o protagonista Jay Gatsby, o astro Leonardo DiCaprio surge como a nova encarnação do carismático e atormentado personagem, que deseja desesperadamente se livrar de um estigma impossível, a fim de conquistar a mulher de seus sonhos, a hoje casada Daisy Buchanan, papel da talentosa mas insossa Carey Mulligan.

O texto original de Fitzgerald tinha, entre outras coisas, a ideia de deixar transparecer a exuberância e eterna festa da classe alta americana, que lucrou muito no pré-guerra. Isso sem levar em conta o mercado negro das bebidas ilegais favorecido pela lei seca. Todos esses são elementos dos sonhos para que o extravagante Baz Luhrmann faça a tela ganhar vida com figurinos, cenários e diversos outros elementos para lá de chamativos. O 3D da obra é igualmente muito bem aplicado e eficiente.

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Ao contrário do que foi dito nos Estados Unidos, não sentimos um ambiente artificial dos cenários de Luhrmann, que embora surreais aparentam sempre o peso e a presença de terem sido construídos fisicamente. Um grande diferencial de “O Grande Gatsby” para os outros filmes do cineasta como “Romeu + Julieta”, “Moulin Rougue” e até mesmo o enfadonho “Austrália” é que Luhrmann faz desse um filme seu, sem precisar recorrer às esquisitices de seus filmes passados (cenas aceleradamente cômicas, efeitos sonoros de desenhos animados, etc..). Dessa forma, criando com “O Grande Gatsby”, seu filme mais sério e adulto.

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A história chega a ser delineada de forma mais eficiente, até mesmo do que na produção original de 1974. Motivações de personagens, relacionamentos, tudo é mais bem explorado nos 142 minutos do novo filme. Quanto ao elenco, não é o trio de protagonistas que se destaca, e sim um trio de coadjuvantes. Começando por Joel Edgerton (“A Hora Mais Escura”), que cria um Tom Buchanan mais tridimensional do que o de Bruce Dern. Edgerton está ótimo em cena. Isla Fisher (“Truque de Mestre”) capricha no sotaque para viver a sofrida Myrtle, amante de Tom; e a beleza de Elizabeth Debicki, modelo transformada em atriz – em seu primeiro filme, hipnotiza nas formas da golfista Jordan Baker. O único pecado do roteiro parece ser tê-la esquecido, já que a personagem some da trama de maneira abrupta.

Depois de Maio

Poderia falar apenas do filme. Comentar sua história, seus planos, as atuações, etc. Mas, não resisti aos encantos e provocações de “Depois de Maio”, de Olivier Assayas. O filme, a rigor, trata sobre a juventude francesa nos anos seguintes a maio de 1968, mês síntese das convulsões culturais e políticas do período.

Gilles tem 16 anos em 1971. Era um período de ressaca. Junto com amigos, ele se envolve em movimentos sociais de esquerda que buscavam a derrubada do capitalismo. Nos primeiros momentos do filme, acompanhamos um verossímil registro do espírito daquela época, confrontos com a polícia, debates sobre os problemas do proletariado, a organização de uma intervenção, com direito a mimeógrafo que só pode reproduzir material que contribua para a revolução. Depois que o grupo agride gravemente um vigia, os amigos rumam para a Itália, tentando escapar das consequências.

Essa fuga revela as personagens como “filhinhos de papai”. Mas Assayas faz crítica rasa. A película expõe o pós-1968 em sua contradição. É um começo de transição entre duas épocas, dando os primeiros passos para deixar uma Guerra Fria e derrubar costumes. A estrutura da narrativa absorve essas contradições fazendo o espectador sentir essa transição.

As contradições estão marcadas em diálogos, como aquela em que um comunista alerta Gilles. Gilles estava lendo um livro que expunha as falha da Revolução Cultural de Mao, na China. Outro momento genial é a discussão sobre qual forma os filmes de propaganda de esquerda deveriam adotar para não se filiarem a uma estética burguesa.

A maior contradição são os desejos opostos de Gilles: se engaja na luta revolucionária, ao mesmo tempo busca desenvolver sua individualidade artística. Não é possível ser revolucionário sendo um artista individualista burguês, parece dizer o velho revolucionário. E eu pergunto, seria possível ser artista sem ser revolucionário?

Assayas expõe a transição desse período. Quanto mais perto do final estamos, aumentam o número de personagens que vão se acomodando. Ou melhor, se ajeitando. A palavra “acomodar” não transmite bem o sentimento do filme. Não se trata de uma desilusão – ao menos explícita – com a causa comunista, nem de um gesto cínico, no qual o velho comuna descobre que vale mais a pena vender camisas de Che do que empunhar armas. Não! Com seu ritmo, o filme reproduz aquela natural acomodação da vida. A maioria das pessoas luta por seus ideais até certo ponto. Alcançando ou não, ou apenas realizando parte deles, em algum instante, adotamos uma forma tranquila para levar nossas vidas. E ela segue e nos leva.

A complexidade do início dos anos 1970 está plena na tela. Temos os revolucionários, os adolescentes deslumbrados, os adultos obcecados com o comunismo e aquelas mais interessados no sexo e no desbunde do em derrubar o capital. Afinal, pergunto ao leitor, o que é mais gostoso: imprimir panfletos em mimeógrafos ou uma orgia?

O trabalho de Assayas é provocador para nós que vivemos um renascimento do protesto. Depois de uma final de século apático, o século XXI veio com uma emergência, e começamos a atirar para todos os lados. Grita-se contra tudo e contra todos. Virou moda protestar. As grandes ideologias do passado não tem a mesma força, vivendo dos restos que os movimentos sociais deixam cair. Hoje, luta-se pela igualdade entre os gêneros, pela liberdade de expressão, por direito individuais, pelos direitos coletivos, pelo meio ambiente, pelo desenvolvimento. Todos querem (a sua versão de) um mundo melhor. Da esquerda aposentada à velha direita, dos ateus aos evangélicos, dos que querem mudar tudo aos que querem manter tudo. Protesta-se muito sobre tudo, embora eu ache que ainda não aprendemos a reclamar.

“Depois de maio” expõem as contradições de 1970. E as nossas? Hoje, apesar dos protestos de rua, virou moda protestar pelas redes sociais; filhos, netos, mães, pais, avós e avôs compartilham o mesmo meme. E, ao menos no Brasil, os protestos de rua não possuem mais o choque. Deve existir alguma contradição quando a polícia dá segurança para protestos que pretendem mudar tudo que aí está! Não, não quero a violência dos protestos do passado. Mas, se naquele tempo, com blocos ideológicos razoavelmente delimitados, já havia contradição, quanto mais hoje, onde no Oriente Médio radicais religiosos derrubam ditaduras, movimentos de minorias pedem censura e grupos majoritários querem negar direitos básicos às minorias!

Não quero entrar mais em política. Fica chato rápido! Queria só deixar registrado, o quanto o filme de Assayas violentou minha mente acomodada…

 

 

Depois da Terra

No clássico de ficção científica da década de 1960, “O Planeta dos Macacos”, descobríamos junto ao protagonista, no auge do clímax, que a ação se passara o tempo todo na Terra. Já em “Depois da Terra”, novo blockbuster da Sony, tal revelação impactante é entregue logo de início. Confeccionado pelo astro Will Smith, para servir de trampolim para sua cria, Jaden Smith, o filme acompanha pai e filho lutando por sobrevivência e precisando desenvolver uma relação de confiança.

Como diz a narração inicial de Jaden, a Terra foi completamente devastada pelos humanos, fazendo com que procurassem no futuro outros planetas para viverem. Em seu novo lar, os terráqueos encontraram hostis alienígenas que soltaram neles a fúria dos Ursas, criaturas monstruosas que dizimam humanos guiados pelo cheiro de seu medo.

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O general Cyrpher Raige (Will Smith) desenvolveu a técnica de combate às criaturas, conhecida como “fantasma”, onde o medo não é uma opção. Por anos, o militar vem treinando cadetes espaciais para se tornarem Rangers, e exterminarem a ameaça. Seu filho, Kitai (Jaden Smith), tenta de toda as formas se provar digno do pai. E a matriarca Faia (Sophie Okonedo) espera que os dois se tornem próximos.

Ao saírem numa missão, envolvendo o treinamento com um Ursa de verdade, pai e filho sofrem um terrível acidente a bordo de uma aeronave no espaço, no qual se tornam os únicos sobreviventes exilados justo no antigo lar dos humanos, a Terra. Agora, numa trama verdadeiramente simplista, o jovem precisa aprender a controlar seu medo e atravessar quilômetros a fim de salvar a si mesmo e seu pai (que quebrou a perna e foi colocado fora de ação).

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Não tem como esconder o nepotismo impregnado em “Depois da Terra”, onde o astro Will Smith prepara o terreno e passa a tocha para seu primogênito. Criada por Will, a trama de “Depois da Terra” é também bancada por sua produtora, a Overbrook Entertainment. Um dos grandes problemas, é que embora não seja péssimo, Jaden Smith também não é um jovem ator talentoso para carregar basicamente sozinho uma produção desse porte.

Will aceita um papel coadjuvante em prol de alavancar a carreira do herdeiro. Entra na jogada o diretor indiano M. Night Shyamalan, que embora tenha começado a carreira como uma das vozes mais inovadoras do cinema americano atual, se encontra em baixa devido a consecutivos trabalhos execrados pelos especialistas, que igualmente ficaram longe de render boas bilheterias.

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Shyamalan também aceita um trabalho genérico aqui, como um operário padrão de qualquer empacotado hollywoodiano. Para não dizer que nada em “Depois da Terra” remete ao cinema de Shyamalan, os mais meticulosos podem notar algum traço de assinatura em momentos de diálogos entre pai e filho, na trilha sonora, e no desenvolvimento da cena do clímax. A curiosidade fica por conta da direção de arte, que cria numa obra futurística um design no mínimo estranho. A civilização humana parece viver em grandes cavernas tecnológicas no novo planeta. Panos e velas de tecido fazem parte das estruturas e casas.

Tudo parece ser extremamente frágil dentro dos utensílios usados pelos humanos nesse futuro, seja com fins militares ou domésticos. “Depois da Terra” não mostra nada verdadeiramente incrível ou novo. Ao final o sentimento é o de se ter mascado um bom chiclete, não delicioso, no qual não se deposita um pensamento após ter sido descartado no lixo. Uma missão onde um jovem precisa atravessar um percurso enfrentando macacos, aves, e espécies de tigres não é exatamente um material digno do melhor blockbuster.

Dizem as más línguas que a produção é uma espécie de propaganda da Cientologia sobre dominar o medo.  Alguém aí falou em “A Reconquista”?

Se Beber, Não Case – Parte 3

Terceira parte da franquia de comédia de enorme sucesso, “Se Beber, Não Case – Parte III” tentou se diferenciar a pedido dos fãs e dos especialistas, mas a nova guinada parece não ter funcionado também (nem um pouco, devo acrescentar). Vamos começar pelas curiosidades. Era sabido que mais cedo ou mais tarde o título em português se voltaria contra ele mesmo, desde o primeiro exemplar. Afinal, “A Ressaca” se transformava por aqui no trocadilho engraçadinho para promover uma campanha de trânsito.

Conseguiram passar batido pelo segundo, já que sendo praticamente uma cópia carbono do original, contava novamente com um casamento. No terceiro finalmente não existe mais casamento. Porém, não existe mais a ressaca também, anulando o título original junto com sua tradução. Na trama, os problemas de Alan (Zach Galifianakis) se escalam até a morte de seu pai (incluindo uma cena de abertura com a decapitação de uma girafa). O fato faz com que todos os seus conhecidos e amigos realizem uma intervenção para levá-lo para uma espécie de sanatório.

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No caminho, o trio de lobos é atacado por criminosos comandados pelo personagem de John Goodman, o mafioso Marshall. Para variar, Doug (Justin Bartha) é tirado de cena, sendo levado pelos bandidos como garantia. O que o poderoso chefão deseja é que o trio encontre o irritante Leslie Chow (Ken Jeong), que roubou uma enorme quantia dele, e com quem o único a ter contato é justamente Alan.

O terceiro filme é apenas isso. O trio caçando o Sr. Chow, chegando perto de capturá-lo, somente para o asiático escapar por seus dedos outra vez, por Tijuana e Las Vegas. Nos Estados Unidos, diversos críticos definiram “Se Beber, Não Case III” como não uma comédia, mas uma espécie de thriller de ação, o que não deixa de ser verdade. Muito pouco humor é tentado aqui, e o que é tentado passa em branco.

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Alan, o personagem mais engraçado dos filmes anteriores, passa a ser tratado como digno de pena, uma vez que o filme reconhece seu comportamento excêntrico como loucura. Tudo em relação ao personagem no novo filme soa como a síndrome das unhas no quadro negro. Não desce redondo. As tentativas de humor funcionam contra ele agora.

Some a isso um péssimo timing cômico orquestrado pelo mesmo Todd Phillips dos filmes anteriores, com piadas sem graça que se alongam demais. A participação da comediante em evidencia, Melissa McCarthy (“Uma Ladra Sem Limites”), é embaraçosa. Ed Helms e Bradley Cooper (Stu e Phil respectivamente), as partes sérias do filme, tem muito pouco a fazer aqui, e parecem (especialmente o indicado ao Oscar, Cooper) incomodados com o material.

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Quem toma os holofotes dessa vez é Chow, o personagem inconveniente dos filmes anteriores. Um estereotipo grosseiro e rude, que por alguma razão caiu nas graças do público. No novo filme é mostrado seu lado negro e ameaçador, quando extermina pessoas e animais (um galo, e dois cachorros, em cenas de péssimo gosto) à sangue frio.

Mas o que não consegue é criar uma cena verdadeiramente engraçada envolvendo o afetado personagem, ou dar-lhe uma personalidade forte o suficiente para que nós criemos empatia com ele. “Se Beber, Não Case – Parte III” é um desperdício completo. Uma das comédias mais sem graça dos últimos tempos, que consegue rivalizar com preciosidades como “A Máfia Volta ao Divã”, “Meu Vizinho Mafioso 2” e “A Inveja Mata”, em matéria de risadas disparadas por celuloide. Um dos piores filmes de 2013.

 

O Grande Gatsby

Ousado e extravagante: Esses adjetivos sempre estiveram presentes na carreira de Baz Luhrmann, e aqui eles estão mais evidentes.

No ano passado, tivemos uma nova releitura musical de ‘Os Miseráveis’, famosa obra literária de Victor Hugo, que já havia sido adaptada várias vezes para o cinema; agora é a hora do icônico romance de F. Scott Fitzgerald, ‘O Grande Gatsby’, ganhar sua nova versão para as telonas – nessa ocasião, em 3D. Essa também já teve suas transposições marcantes, dentro da sétima arte, como a variante de Jack Clayton, em 1974, com Robert Redford e Mia Farrow. E que, por sinal, é sempre bem notada e elogiada. A nova já é a quarta adaptação da novela.

Porém, acredito que dessa vez, o megalomaníaco cineasta Baz Luhrmann – sim, aquele mesmo de ‘Moulin Rouge – Amor em Vermelho’ e ‘Romeu + Julieta’ – tenha feito, de fato, um filme que conseguiu mostrar ao espectador, do ponto vista visual, a colossal dimensão do fruto de Fitzgerald. Até mesmo pela sua gigantesca e ousada produção orçamentária. É um filme esteticamente impressionante, em seu calibre panorâmico, de um modo geral.

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Para que melhor conheçam um pouco dessa história, o conto, na verdade, tem como seu maior protagonista o investidor Nick Carraway (Tobey Maguire), um homem que possui grande fascínio platônico por seu enigmático vizinho Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio). Carraway é um rapaz que vive em total conflito consigo mesmo, pois, apesar de venerar os ricos e o glamour da época, ele não se conformava com o materialismo sem limites e a falta de moral, que imprime certo declínio. E em meio a toda essa duvida, Nick é convidado por Jay para uma festa incrível, e lá, suas relações se estreitam, o deixando ainda mais encantado com o mistério por trás do milionário. A fortuna de Gatsby é motivo de rumores, isso por nenhum dos convidados, ou amigos, saberem muito bem sobre o passado do anfitrião de conduta duvidosa.

Nick descobre que seu novo colega ricaço tem uma paixão antiga por sua linda e meiga prima Daisy Buchanan (Carey Mulligan), o que o deixa feliz e surpreso. Sabendo que tal sentimento ainda existe entre eles, o rapaz resolve reaproximar os dois, ignorando o fato de ela ainda ser casada com seu velho amigo, dos tempos de faculdade, o ex-atleta Tom Buchanan (Joel Edgerton) – até porque o sujeito vive traindo descaradamente sua prima, o que o incomoda bastante. O que acaba gerando um conflito gigantesco entre os personagens e enriquecendo a trama ainda mais. Um misto de amor e ódio, rancor e saudade, dúvida e certeza, emerge em meio a tudo isso. Tornando o enredo cada vez mais envolvente e atraente.

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Interessante, também, é a personalidade de Jay Gatsby, quando assim é explorada lá pelo fim do segundo e terceiro atos. Pois, vejamos, é sabido que o Gatsby era sim um dos maiores símbolos representativos daquela época e sociedade, que poderia ser adjetivada como rica e vazia. Todos desfrutavam de sua mansão, da sua bebida e da bela recepção. Alçavam-se gratuita e socialmente através daquilo. Essa questão de total domínio social anda sempre muito junto com o irrestrito descontrole pessoal. Que é muito bem retratado, num cena em que o Jay perde a cabeça e agride o Tom Buchanan, revelando, indiretamente, seu passado e verdadeira personalidade; o afastando, mais ainda, do seu maior objetivo, o amor. E, mesmo que Gatsby seja ou tenha sido uma figura invejável superficialmente, de nada valeu seu glamour no fim das contas. Um legado inexistente é a pior coisa que pode acontecer na vida de alguém. E, mesmo com todo esforço, creio que tenha sido esse seu trágico fim.

Apesar de possuir uma direção que se mostra bastante eficaz, até por assim impetrar uma narrativa orgânica, que conta bem a sua história e prende o espectador o tempo todo, Baz Luhrmann perde um pouco a mão em alguns momentos. Deixando uma barriga no meio do seu filme. Abusando de panorâmicas, que cuja função é apenas despontar a sua colossal produção fílmica – o oposto do que o néscio Tom Hooper fez em ‘Os Miseráveis’ -, e tendo sucesso em alguns momentos, ele ainda falha por desperdiçar muito tempo de tela com isso. Onde poderia, muito bem, através da própria linguagem visual, falar mais sobre o perfil dos seus personagens, os tornando ainda mais interessantes, e sem precisar de diálogos expositivos ou narrações em off, como as constantes falas do Nick. E, ainda sim, muito é feito por essa vertente. Principalmente quando se trata do Gatsby, seu personagem é totalmente desenvolvido através das suas propriedades, figurinos, trejeitos e constantes ações.

É aí que entra a soberba direção de arte de Damien Drew (The Pacific), Ian Gracie (Além da Linha Vermelha) e Michael Turner (Missão: Impossível – Protocolo Fantasma). Esses merecem toda atenção da fita, por terem sido tão minimalistas ao retratarem uma fiel Long Island, mas extremamente viva e jovial. Que assim como a trilha de Craig Armstrong (O Preço do Amanhã), flerta o tempo todo entre o geek e o pop, mas não perde a essência da obra e cidade, em questão. É um deslumbre visual, o comando artístico desse trio. Certamente serão figurinhas carimbadas no Oscar 2014.

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Todavia, nada disso ganharia tamanho destaque, não fosse à boa fotografia assinada por Simon Duggan (Presságio), que tem o papel de destacar, intensamente, através de lentes muito saturadas, uma estética elegante e ao mesmo tempo extravagante – achei que a versão 3D prejudicou um pouco o trabalho desses profissionais, isso pelo diretor não saber utilizar bem a tecnologia. A profundidade de campo das cenas é mínima, o que acaba sendo um tiro pela culatra. Além de anular a própria razão de aspecto desejada, torna a imagem tremula, deixando os enquadramentos sem firmeza. Claro que algumas tomadas surtem efeitos e farão com que o espectador médio se impressione.

O elenco também não fica atrás e, a despeito da atuação de Tobey Maguire (Homem-Aranha) soar um tanto apática, essa é sem duvida a persona do sujeito. Não tem jeito, igualmente como Jack Nicholson e Morgan Freeman, ou você embarca nos seus estilos característicos ou simplesmente não suporta. Assim também é Leonardo DiCaprio (Django Livre), que vem, de filme após filme, fazendo grandes papeis, mas que  ainda, pelo seu passado como ator teen, não caiu nas graças da plateia em geral. E aqui, mais uma vez, ele empresta seu charme, elegância e explosão nas horas em que é requisitado. Completando assim a lista de atuações, Carey Mulligan (Shame) engendra mais uma de suas personagens: tímida, singela, inocente e tremendamente encantadora. Ênfase também para beleza estonteante da novata Elizabeth Debicki, maravilhosamente linda.

Sem mais delongas, eu diria que, apesar de possuir alguns problemas técnicos e vários exageros, ‘O Grande Gatsby’ é um bom filme, em todo seu contexto. Não tem vergonha de se assumir como uma ousada produção e cumpre bem esse papel, embora que não seja nenhum ‘O Aviador’, como muitos vêm pregando. Até porque não é um cineasta como Martin Scorsese que está no comando do troço, e sim um homem que, desde o início de sua carreira, gosta de mexer com o extravagante e tenta criar obras que parecem mais um espetáculo teatral da Broadway, o que, a bem da verdade, não é de tudo ruim.