A Paramount se manifestou oficialmente após o ator Mark Ruffalo usar as redes sociais para criticar os magnatas David e Larry Ellison, acusando-os de “fortalecer algumas das forças mais destrutivas e desumanas do mundo” no contexto da proposta de fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery.
Em declaração à Variety, um porta-voz da empresa comandada por David Ellison rebateu as acusações e afirmou que a companhia está “preocupada quando estereótipos antissemitas são usados supostamente para defender uma disputa empresarial”.
“Termos como ‘genocídio’ e ‘apartheid’, quando aplicados a uma transação corporativa, não são apenas equivocados, ultrapassam todos os limites e diminuem a gravidade do sofrimento real que essas palavras procuram descrever. Isso não merece uma resposta no mesmo tom, e, para deixar claro, não toleramos preconceito de qualquer tipo, contra ninguém”, declarou o porta-voz.
A reação veio após Ruffalo publicar um vídeo de Safra Catz, integrante do conselho da Paramount e executiva da Oracle, no qual ela falava sobre “tecnologias realmente assustadoras” usadas para apoiar as Forças Armadas de Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 (ocasião em que o Hamas e outros grupos militantes mataram 1.195 pessoas e sequestraram 251).
Ao compartilhar o registro, o ator acusou Catz de celebrar o que chamou de um “genocídio impulsionado pela Oracle”, além de classificar Larry Ellison como um “oligarca clássico”.
Ruffalo foi uma das primeiras figuras públicas de Hollywood a se opor abertamente à megafusão. No entanto, a associação direta do acordo comercial a posições contrárias a Israel gerou preocupação em diversos setores do entretenimento.
Para a Paramount, a postura do ator revela segundas intenções por trás da oposição ao negócio: “A publicação nos leva a um momento para diminuir a temperatura, não aumentá-la. Preferimos construir em vez de continuar alimentando esse tipo de retórica. O episódio expõe a verdadeira motivação de alguns que se opuseram à transação”.
A empresa concluiu reforçando seu posicionamento para o futuro do estúdio: “Nosso compromisso com grandes produções é acompanhado por um compromisso com a aceitação de todas as histórias, todos os contadores de histórias e com nenhuma lista negra, nenhuma exceção, para ninguém”.



