Qual é a MELHOR cena de abertura da franquia ‘Pânico’? Ranqueamos TODAS as 6 Cenas de Abertura – Da Pior à Melhor

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MatériasQual é a MELHOR cena de abertura da franquia ‘Pânico’? Ranqueamos TODAS as 6 Cenas de Abertura – Da Pior à Melhor

A franquia ‘Pânico’ se encontra atualmente em sua melhor fase desde a estreia lá atrás, em 1996, quando se tornou fenômeno pop e correu para tirar do papel uma continuação igualmente elogiada, com ‘Pânico 2’, logo no ano seguinte. Depois disso, a franquia (que na época não sabia que era uma franquia) sofreria um hiato de 3 anos, por motivo de Neve Campbell naquela época, ter ficado relutante a retornar.

Em 2022, já nas mãos da Paramount, ‘Pânico’ faria um retorno triunfal, conseguindo finalmente o tão sonhado reboot, que irá se tornar uma trilogia.

Como forma de ir aquecendo para o sétimo filme, que estreia nessa quinta-feira, e como homenagem para esta que é uma das franquias de terror mais adoradas dos fãs pelo mundo todo, resolvemos nesta nova matéria criar um ranking diferente. Aqui iremos eleger da pior para a melhor, as cenas de abertura (os prólogos) de todos os seis filmes que formam a franquia. Confira abaixo.

06) Pânico 3 (2000)

A verdade é que todas as cenas de abertura da franquia possuem seu charme e seu diferencial, ficando difícil ranqueá-las. Bem, difícil digamos a partir da quinta posição, pois tudo em relação a ‘Pânico 3’ é unanimemente considerado o ponto baixo da franquia – e sua cena de abertura não é exceção. Por outro lado, mesmo o terceiro filme sendo o mais fraco, muitos fãs enchem o peito para dizer que ‘Pânico’ não possui um filme verdadeiramente ruim. Você concorda? Pode até ser, mas o que chega mais perto disso sem dúvida é o terceiro.

A cena de abertura de ‘Pânico 3’ mostra a morte de Cotton Weary, um personagem trágico. Após ser preso injustamente e quase cair no corredor da morte, ele ganha seus 15 minutos de fama e se torna uma celebridade da TV – é onde o encontramos no início do terceiro filme. A cena choca pela morte de uma figura conhecida (como de costume na franquia), mas fora isso é corriqueira, com o assassino tentando descobrir o paradeiro de Sidney. A inovação aqui é que o assassino possui um “brinquedinho” que nunca mais voltaria a ser mencionado na franquia: um emulador de voz, que consegue imitar a voz de qualquer um, fortalecendo ainda mais o psicopata.

05) Pânico 2 (1997)

Como dito, daqui para a frente todas as aberturas podem ser consideradas muito boas, sendo difícil ranqueá-las. Temos certeza que a de cada um de nossos leitores será diferente, por isso coloque a sua ordem nos comentários. Escolhemos para quinta posição a de ‘Pânico 2’, que ainda assim é bastante icônica, marcou época e foi até satirizada em ‘Todo Mundo em Pânico’ (2000). A sacada é que o assassino ataca dentro de uma sala de cinema, um lugar considerado seguro, criando ainda mais metalinguagem com o filme de terror nas telas e os personagens dentro do cinema.

A cena em questão mostra um casal de jovens negros – fortalecendo e brincando com o estereótipo de que os personagens pretos são sempre os primeiros a morrer. Maureen é vivida por Jada Pinkett-Smith, e Phil é o papel de Omar Epps. Ele morre no banheiro, já que o cinema inteiro está repleto de pessoas fantasiadas como Ghostface. O assassino rouba suas roupas e se senta ao lado da namorada dele. Ele a mata sem que muitos saibam o que aconteceu. Sua morte é impactante e operística.

04) Pânico 6 (2023)

O mais recente exemplar da franquia ‘Pânico’ surpreendeu mais uma vez em sua abertura – dando o tom do que encontraríamos no filme. Como de costume, temos um rosto famoso como a primeira vítima de Ghostface – todos os filmes sempre começam com um assassinato na primeira cena. Desta vez, a vítima famosa é Samara Weaving, que estrelou os dois filmes slasher adolescentes ‘A Babá’, para a Netflix. Mas o motivo de Weaving aparecer aqui é na verdade o cult ‘Casamento Sangrento’, dirigido pelos mesmos cineastas de ‘Pânico’ (2022) e ‘Pânico VI’ (2023).

Samara Weaving pôde atuar com seu sotaque australiano original, interpretando uma professora universitária de um curso sobre terror. Ela marca um encontro às cegas, mas o sujeito parece nunca chegar ao restaurante combinado, perdido na cidade de Nova York. Ao pedir ajuda para a moça, ela vai até um beco esperando encontrá-lo, quando é assassinada por Ghostface, numa cena que lembra a morte de Sarah Michelle Gellar em ‘Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado’ (1997). Mas a grande sacada deste último filme de ‘Pânico’ é o que vem depois da morte. Acontece que o psicopata mascarado remove sua máscara, revelando seu rosto para a vítima e para o espectador também. Essa é a primeira vez que uma cena assim acontece na franquia. O momento dá a entender que ficaremos sabendo logo nos primeiros minutos quem é o assassino. Mas alguns minutos depois, esse maníaco, nas formas de Tony Revolori, e seu parceiro, também são mortos – pelo verdadeiro vilão do sexto filme. Criativo.

03) Pânico 4 (2011)

Contra fatos não há argumentos. A arte é subjetiva, assim como os gostos do público. Para cada diferente espectador, a ordem de preferência dos filmes pode mudar. Porém, existe também o consenso. É consenso, por exemplo, que para a maioria dos fãs, ‘Pânico 3’ é o filme mais mal avaliado da franquia. Agora é fato que o mais malsucedido financeiramente é o quarto filme. Curiosamente, o quarto filme é também um dos mais queridos pelos fãs. A ideia de Wes Craven e Kevin Williamson era criar uma nova trilogia a partir dele, mas a má recepção junto às bilheterias colocou um ponto final a esta intenção.

Seja como for, ‘Pânico 4’ recebeu elogios na época. E um de seus grandes diferenciais criativos é justamente a cena de abertura: a segunda melhor da franquia. Na cena em questão, o filme brinca com a metalinguagem de uma forma nunca antes apresentada na franquia, elevando o conceito a novos níveis. ‘Pânico’ sempre foi considerado uma franquia de metalinguagem, já que seus personagens conhecem outros filmes de terror e seus clichês, e os citam constantemente. Fora isso, existe o filme dentro do filme, com a série ‘Stab’, a ‘Facada’, que retrata nas telas os ocorridos com os personagens. Em ‘Pânico 4’, duas amigas estão sozinhas em casa e começam a ser assediadas, somente para depois serem atacadas. Mas daí percebemos que era apenas um filme na TV, que outras duas estão assistindo. Essas duas também eram personagens em um filme, e somente a terceira dupla é que faz parte do filme que estamos assistindo. Uau.

02) Pânico (2022)

A palavra criatividade precisa sempre estar atrelada à cena de abertura de algum filme ‘Pânico’. É um desafio para os realizadores se superarem, e criarem introduções que deixam o expectador se perguntando o que está acontecendo. O artifício se tornou tão comum para a franquia, que nos deixa ansiosos para saber o que irão aprontar a seguir. A entrada dos novos diretores na franquia não deixou a “peteca” cair. Dentre os dois filmes dirigidos pela dupla Gillett e Bettinelli-Olpin (conhecidos como “Radio Silence”), escolhemos essa primeira incursão. Porém, as duas são muito boas e subvertem as expectativas.

E se em ‘Pânico VI’ temos revelado na primeira cena o “assassino”, no filme anterior os diretores igualmente trouxeram uma introdução de abrir a boca. Acontece que o quinto ‘Pânico’ foi o primeiro da franquia a mostrar a vítima inicial sobrevivendo. Todos os filmes anteriores, assim como o posterior, mostram um ataque fatal de Ghostface a uma vítima famosa – apenas mencionada pelos personagens depois. Mas em ‘Pânico 5’, a atacada não apenas sobrevive para contar a história, como também se torna uma das duas personagens principais do filme. É claro que falamos da cena de abertura com Jenna Ortega no papel de Tara. Mas quem assistia ao filme pela primeira vez não imaginaria. Tara é um dos chamarizes desta nova fase de filmes. Fora isso, a cena do ataque em si é muito bem orquestrada e repleta de tensão.

01) Pânico (1996)

Em questão de criatividade, a franquia ‘Pânico’ sem dúvidas domina. Os realizadores estão sempre inovando, seja com o “filme dentro do filme” do quarto, a revelação logo na primeira cena do assassino (que depois é morto por outro assassino) ou a primeira vítima ser a protagonista, os três últimos exemplares da franquia exalam criatividade como poucos slashers. Mas nada disso seria possível sem o primeiríssimo filme. E sem o impacto da cena de abertura, que logo de cara mostrava que não estávamos assistindo a um filme de terror qualquer. Para começar, Drew Barrymore, o nome mais famoso do elenco, é quem abre o filme, deixando o público pensar que se trata da protagonista.

No melhor estilo ‘Psicose’, logo percebemos que ela na realidade será a primeira vítima do filme – deixando claro que ninguém está a salvo e qualquer um pode morrer. Fora isso, já nesta cena existe muito humor, diálogos afiados e autorreferentes quando o assunto é filme de terror. Nunca um trote de telefone foi tão ameaçador quanto em ‘Pânico’ e parte da influência que o longa gerou em seus “imitadores” saiu dessa cena de abertura ousada. De uma tacada só a personagem de Barrymore e o sujeito do outro lado da linha comentam sobre ‘A Hora do Pesadelo’, ‘Sexta-Feira 13’ e ‘Halloween – A Noite do Terror’, a tríade do subgênero. Os dois são amantes de filmes de terror e confessam seu amor pelo gênero. Mas os comentários cinéfilos logo dão espaço para o medo, para ameaças e mortes. Simplesmente revolucionário.

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Pablo R. Bazarello
Crítico, cinéfilo dos anos 80, membro da ACCRJ, natural do Rio de Janeiro. Apaixonado por cinema e tudo relacionado aos anos 80 e 90. Cinema é a maior diversão. A arte é o que faz a vida valer a pena. 15 anos na estrada do CinePOP e contando...

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