A atriz Reese Witherspoon manifestou-se recentemente após a repercussão negativa de suas declarações sobre a inteligência artificial. Na última semana, a estrela de The Morning Show viralizou ao afirmar que “a revolução da IA começou” e sugerir que as mulheres deveriam dominar a tecnologia para evitar a automação de seus postos de trabalho.
De acordo com a Variety, Witherspoon enfrentou uma onda de críticas que abordavam desde o impacto ambiental dos centros de dados até questões de propriedade intelectual. Houve, inclusive, acusações de que a atriz estaria sendo paga por empresas do setor para promover ferramentas de geração de conteúdo.
Em resposta, a atriz utilizou suas redes sociais para esclarecer sua posição: “Bem, acho que meu post sobre IA fez as pessoas falarem. Para deixar claro, ninguém está me pagando para falar sobre isso. Sou apenas um ser humano curioso. Meus filhos estão aprendendo sobre ferramentas de IA, conheço muitos fundadores que estão programando com ‘vibe coding’, e ouço sobre pessoas usando IA em TODOS os setores dos negócios”.
Apesar do entusiasmo com a inovação, Witherspoon buscou validar as apreensões do público: “Quero reconhecer as preocupações das pessoas, elas são válidas. Estou ciente do impacto que isso pode ter em empregos em tantas indústrias. Entendo as preocupações ambientais. Me importo profundamente com comunidades locais. E tenho preocupações com a iminente AGI (Inteligência Artificial Geral)”.
A atriz reiterou que seu objetivo é o letramento digital, e não a substituição de talentos humanos: “Não acredito que computadores devam substituir a humanidade. Estou planejando aprender o máximo possível para estar informada sobre essa revolução tecnológica. Se você quiser aprender comigo, ótimo, vamos lá! Se não quiser, tudo bem também”.
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A polêmica teve início quando Witherspoon apresentou dados sobre a disparidade de gênero no uso das novas ferramentas: “Os empregos ocupados por mulheres têm três vezes mais chances de serem automatizados pela IA, mas, em média, mulheres usam IA em uma taxa 25% menor que os homens”, alertou a atriz em seu perfil no Instagram, concluindo com um apelo à sua audiência: “Não queremos ficar para trás.”



