Com o ano no fim, é chegada a hora de recapitular os altos e baixos dessa paixão intensa de todos nós que é a sétima arte. Vamos começar esta retrospectiva 2006, comentando sobre o cinema nacional e as grandes decepções do ano (veja bem, decepções não significa filme ruim).


Os Melhores do Ano:

Podemos começar a lista com um dos filmes mais incríveis do ano. ‘Pequena Miss Sunshine’, dirigido pelos estreantes Valerie Faris e Jonathan Dayton o filme é uma deliciosa comédia família, incrivelmente sensível e com bons toques de drama.

O filme foi sucesso no festival de Sundance, fez uma brilhante carreira nas bilheterias (aqui no Brasil não teve o reconhecimento que merecia) e já desponta para um dos favoritos a indicações as principais premiações do ano, incluindo o Oscar (na categoria de Roteiro Original).

 

Outro grande acerto do ano foi a comédia ‘O Diabo Veste Prada’.

Sendo considerado tão bom quanto a obra que o originou, a comédia foi um estrondoso sucesso arrecadando mais de US$ 130 milhões só nas bilheteria norte-americanas.

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Além disso, todo o elenco foi elogiado, principalmente Meryl Streep que faz Miranda Priestly, editora chefe da revista Runaway, o diabo do título. Streep se demonstra mais uma vez que é uma das atrizes (se não a mais) talentosas de Hollywood, demonstrando uma versatilidade assustadora.

Podemos seguir a lista com ‘Os Infiltrados’, um filme brilhante, o melhor de Martin Scorcese nos últimos anos; ‘O Grande Truque’ de Christopher Nolan; ‘Vôo United 93’; ‘Munique’; ‘A Marcha dos Pingüins’; ‘O Sol de Cada Manhã – O Homem do Tempo’; ‘O Assassinato de um Presidente’; ‘O Segredo de Brokeback Mountain’; ‘Boa Noite e Boa Sorte’; ‘Syriana – A Indústria do Petróleo’; ‘Orgulho e Preconceito’; ‘Johnny & June’ (cansativo, mais muito bonito e bem estrelado); ‘Fora de Rumo’ (massacrado pela crítica, mas me pareceu bem interessante); ‘Match Point – Ponto Final’; ‘Terra Fria’; ‘Capote’; ‘Um Lugar Para Recomeçar’ (totalmente esquecido e fracassado de bilheterias, porém muito bonito e gostoso de ser ver, com boas atuações até
mesmo de Jennifer Lopez) e o assustador e fortíssimo (porém com o roteiro mais fraco da série) ‘Jogos Mortais 3’.

A lista ainda continua com, ‘V de Vingança’; ‘Anjos da Noite – A Evolução’; ‘O Plano Perfeito’; ‘Terapia do Amor’; ‘Tudo Por Dinheiro’; ‘As Férias da Minha Vida’; ‘Armações do Amor’; ‘Selvagem’; ’16 Quadras’; ‘Aquamarine’; ‘Três Enterros’; ‘Resgate Abaixo de Zero’; ‘Retratos de Família’; ‘Sorte no Amor’; ‘Tristão & Isolda’; ‘Transamérica’; ‘Protegida por um Anjo’; ‘Viagem Maldita’; ‘A Casa do Lago’; ‘A Casa Monstro’; ‘A Dama da Água’; ‘Xeque-Mate’; ‘Menina Má.Com’; ‘Ela é o Cara’; ‘Volver’; ‘Amigas com Dinheiro’; ‘Happy
Feet: O Pingüim’; ‘A Última Noite’; ‘O Ilusionista’; e o grande ‘O Labirinto do Fauno’, sem dúvida um dos melhores do ano.

Há também espaço para blockbusters como: ‘Missão: Impossível 3’; ‘X-Men: O Confronto Final’; ‘Piratas do Caribe: O Baú da Morte’; ‘A Era do Gelo 2’; ‘Poseidon’ (totalmente superestimado) e ‘Separados Pelo Casamento’.


 

As Decepções do Ano:

Dos que com certeza merecem o Framboesa de Ouro este ano, o pior deles (ou melhor dos piores, sei lá) é o pavoroso ‘A Hora do Rango’. Um filme totalmente sem graça, que abusa da baixaria e desperta bocejos durante toda a sua exibição. Péssimo!!


Felizmente a lista das decepções do ano, está menor se relacionada com a dos anos anteriores. Mas ainda temos os filmes que são tremendamente aguardados pelo público, mas que não chegam a cumprir o que se espera, decepcionando totalmente. Mas a lista continua com:

– ‘Superman: O Retorno’
– ‘Os Sem-Floresta’
– ‘Premonição 3’
– ‘Todo Mundo em Pânico 4’
– ‘Memórias de uma Gueixa’
– ‘A Pantera Cor de Rosa’
– ‘Camisa de Força’
– ‘O Matador’
– ‘Aeon Flux’
– ‘O Novo Mundo’
– ‘Instinto Selvagem 2’
– ‘A Profecia’
– ‘Garfield 2’
– ‘A Fonte da Vida’
– ‘Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio’
– ‘Serpentes à Bordo’
– ‘A Cor de um Crime’
– ‘As Torres Gêmeas’

Além deles temos, ‘O Sacrifico’; ‘Uma Cara Quase Perfeito’; ‘A Dália Negra’ (sem duvida o maior fiasco do ano); ‘A Cidade Perdida’; ‘Seres Rastejantes’; ‘Uma Comédia Nada Romântica’; ‘O Pequenino’; ‘Mentiras
Sinceras’; ‘Ultravioleta’; ‘Doom: A Porta do Inferno’; ‘Roma, Um Nome de Mulher’; ‘Firewall: Segurança em Risco’; ‘Edison: Poder e Corrupção’; ‘A Terra Encantada de Gaya’ (talvez prejudicado pela péssima dublagem) e ‘Soldado Anônimo’.


 

O Cinema Nacional em 2006:


Infelizmente o cinema nacional não teve um grande destaque como nos outros anos e não emplacou grandes sucessos de bilheteria. ‘Se Eu Fosse Você’ e ‘Didi, O Caçador de Tesouros’ foram os únicos a romperem a barreira de 1 milhão de espectadores – porém podemos falar que mesmo com o baixo fluxo de espectadores em fitas nacionais, tivemos um numero alto de bons filmes. ‘A Máquina’ de João Falcão, uma fita lindíssima, lírica, de boa qualidade, tão boa quanto se esperava e deliciosa de se ver pode encabeçar está lista.

O filme não teve grande repercussão nos cinemas, nem mesmo nas locadoras, mas merece especial atenção, não somente pela qualidade, mas por ser o primeiro filme realmente bom produzido por Diler Trindade, acostumado a filmes de grande apelo comercial como ‘Xuxa’, ‘Didi’ e ‘Padre Marcelo’, mas que também eram de muita baixa qualidade.

Tivemos este ano também ótimos filmes como ‘Tapete Vermelho’, ‘Depois Daquele Baile’, ‘Crime Delicado’, ‘Zuzu Angel’ (grande decepção de bilheteria deste ano), ‘O Maior Amor do Mundo’ (que eu particularmente não achei nada interessante, mas todos aprovaram, o que pode ser algo de errado comigo), o bonito e divertido ‘Fica Comigo Esta Noite’ e sem dúvida alguma o belíssimo ‘O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias’, totalmente simpático, com grande apelo para todos os públicos e gostos.

Não podemos ainda esquecer de falar de ‘Se Eu Fosse Você’ de Daniel Filho, um filme totalmente comercial que funcionou muito bem no verão nacional, sendo a terceira maior bilheteria do ano. Infelizmente Daniel não repetiu o mesmo sucesso com o também divertido ‘Muito Gelo e Dois Dedos D?Água’ que levou aos cinemas menos de 500 mil espectadores.


Por falar em filmes nacionais que não tiveram bom rendimento de bilheteria, podemos citar os fracos ‘Trair e Coçar e Só Começar’, ‘Casseta e Planeta: Seus Problemas Acabaram’ e ‘Irma Vap: O Retorno’, que talvez seja até mesmo um bom sinal de que o público está ficando esperto e desprezando as produções mais fracas, mesmo que estas tenham um grande apelo comercial (lê-se Rede Globo).

O bom é que dentre todos os filmes nacionais o único considerado pavoroso é ‘Sonhos e Desejos’, sem dúvida um ponto positivo.

Os Fracassos de Bilheterias em números:

A Variety Americana divulgou uma análise dos maiores fracassos de bilheteria nos EUA. Não que os filmes aqui presentes são ruins (ok, a maioria é!), mas eles acabaram gerando um grande prejuízo e uma ressaca de lascar aos grandes executivos.

Para motivos de comparação, um filme é considerado de grande sucesso quando arrecada mais de US$ 100 milhões somente nos EUA. Mas estes números podem se contradizer: ‘Missão: Impossível III’ arrecadou nos cinemas gringos US$ 133 milhões e foi considerado um fracasso, pois os executivos esperavam ao menos US$ 200 milhões.

A lista começa com a comédia romântica ‘Um Bom Ano’, estrelada por Russel Crowe (que tem decaído bastante em termos de sucessos). O filme arrecadou apenas US$ 7 milhões nos EUA.

Nicolas Cage também fracassou no remake do filme de terror ‘O Sacrifício’ (péssimo, por sinal) e arrecadou somente US$ 23 milhões.

Diretores celebrados como M. Night Shyamalan (‘A Dama da Água’) e Wolfgang Petersen (‘Poseidon’) também literalmente naufragaram.

Entre os maiores maiores fiascos do ano está a continuação ‘Instinto Selvagem 2’, um longa de 70 milhões de dólares que arrecadou apenas 5 milhões de dólares nos cinemas norte-americanos, dando continuidade à série de ‘bombas’ estreladas por Sharon Stone, que já dura 11 anos. Asaga da aviação da Primeira Guerra Mundial ‘Flyboys’, a animação ‘Por Água Abaixo’, o romance transcendental ‘Fonte da Vida’ e o thriller ‘A Cor de um Crime’.

‘Por Água Abaixo’ e ‘Poseidon’ registraram prejuízos totais de 90 milhões de dólares e 100 milhões de dólares respectivamente, tomando por base a arrecadação nos EUA.

 

Matéria Por: Bruno Fidelis Gomes
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