Chegou a hora de conferirmos o que de bom passou pelos nossos cinemas neste ano que termina, o que foi decepção (seja de bilheteria, seja de produção), e o que de mais ruim tivemos que conferir nesta paixão imensa que é a sétima arte.


Comecemos então pelo que de melhor chegou até nós. A lista este ano esta um pouco menor e mais seletiva que a do ano passado, mas elegi aqui os que mais me chamaram atenção, que vão de comédia a drama.

Os Melhores de 2007

Aproveite para assistir:

Junte um dos maiores diretores de filmes de ação de todos os tempos, um dos diretores mais influentes com efeitos especiais, e uma história muito boa, o que sai? “Transformers”, lançado nos cinemas em julho, e que simplesmente foi o melhor e mais divertido da década. O longa superou as expectativas e foi um estouro de bilheteria. Com certeza deverá ser lembrado nas categorias técnicas do Oscar.

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Outro grande filme exibido nos cinemas nacionais este ano foi o drama “Babel” de Alejandro Gonzáles. O filme (que fechou a trilogia iniciada pelo diretor em 2000 com “Amores Brutos”) é extremamente forte, com uma grande crítica social (a falta de comunicação entre as pessoas), e mostrou diferentes dramas em algumas partes do mundo, todos entrelaçadas em um dos desfechos mais brilhantes de todos os tempos. Um verdadeiro soco no estômago.

“O Labirinto do Fauno”, sem duvida foi o filme estrangeiro mais comentado do ano. Com uma história aparentemente infantil, o filme é sombrio, tenso, assustador, uma obra prima dirigida pelo cineasta Guilhermo Del Toro (“Hellboy”). Muito bem produzido o filme não venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, como era esperado por todos, mas nem precisa, é o melhor filme não feito em Hollywood do ano, e não é um carequinha de ouro que dirá o contrário.

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“Cartas de Iwo Jima” mostrou que Clint Eastwood é realmente um diretor extraordinário, muito sério e seguro do que está fazendo. Realizou este projeto junto de um outro, “A Conquista da Honra”, e mostrou diferentes pontos de vista da mesma guerra. Porém “Cartas” acabou saindo melhor que a encomenda e foi superior a “Conquista”. Acabou levando indicação de melhor filme no Oscar, porém não foi muito visto por ser falado em outra língua, que sem dúvida deu um charme maior ao longa. A fotografia escura, e a trilha sonora melancólica transmitiram exatamente o que Eastwood pretendeu mostrar, a frieza, e toda a tragédia de uma batalha sanguinária. Brilhante.

Este ano ainda tivemos o premiado “A Rainha”, de Stephen Frears que rendeu o Oscar de Melhor Atriz para Hellen Mirren, fora mais um monte de prêmios; “Notas Sobre um Escândalo”, “Uma Verdade Inconveniente”, “Dreamgils – Em Busca de Um Sonho”, “À Procura da Felicidade”, o incrivelmente divertido “Letra e Musica”, “Pecados Íntimos”, o drama “Ela é a Poderosa”, e o maravilhoso “Diamante de Sangue”.

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Dentre os blockbusters tivemos “Piratas do Caribe – No Fim do Mundo”, “Duro de Matar 4.0”, “Os Simpsons – O Filme”, o surpreendente “1408”, “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, “A Loja Mágica de Brinquedos”, “Ratatouille” e “A Lenda de Beowolf”.

Nesta lista também tem lugar para a comédia “Sem Reservas”, o suspense “Premonições” (massacrado pela crítica, mas que eu realmente gostei), “A Pele” (prêmio de melhor filme estranho do ano), “Hannibal – A Origem do Mal”, “A Estranha Perfeita”, “Um Crime de Mestre”, “Paranóia”, “Licença Para Casar”, “O Ultimato Bourne”, “Paris, Te Amo”, “Stardust – O Mistério da Estrela Cadente”, “Treze Homens e um Novo Segredo”, “Bobby”, “Reine Sobre Mim” (que saiu direto em dvd), “O Ex-Namorado da Minha Mulher”, “Extermínio 2”, “A Morte Pede Carone”, “Possuídos” (uma das melhores atuações de Ashley Judd que eu já vi), “As Férias de Mr .Bean”, “O Bom Pastor”, “Alpha Dog”, “Escritores da Liberdade” que também veio direto pra dvd, “Miss Potter”, “Maria Antonieta”, “Um Beijo A Mais”, “Hairspray – Em Busca da Fama e “Deja Vu”.

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Decepções:


Aqui a lista engloba filmes que ficaram aquém das expectativas nas bilheterias, e aqueles que prometiam e não cumpriam.

Filmes como “Shrek Terceiro” e “Homem-Aranha 3”. No caso de “Shrek”, o terceiro longa foi bem menos engraçado e inteligente que os dois anteriores, ficou cansativo e chato de se assistir. Porém foi bem de bilheteria. E “Aranha” foi um tremendo fiasco. Três vilões e muitos novos personagens (que os fãs esperavam com ansiedade) deixaram a trama lenta de mais para um filme do gênero, a falta de ação fez com que os super modernos efeitos especiais caíssem em meio ao vão e ficassem desnecessários.

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Além deles ainda temos “Jogos Mortais 4”, “As Tartarugas Ninjas – O Retorno”, “A Conquista da Honra” (o fraco elenco desfavorece o filme que completa “Cartas de Iwo Jima” citado entre os melhores do ano), “Número 23”, “Apocalypto”, “Deu a Louca na Cinderela”, “Resident Evil: Extinção”, “Eu os Declaro Marido e Larry”, “A Hora do Rush 3”, e “A Volta do Todo Poderoso” (divertido, e bonitinho mas que foi fiasco de bilheteria).

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Os Piores:

Agora fica divertido. Vamos ver os piores filmes do ano, aqueles que nos fizeram chorar de raiva. Comecemos esta lista com o péssimo “Turistas”. Completamente ridículo, não teve uma trama coerente, não teve cenas de morte interessante, teve apenas bocejos e pessoas inquietas durante sua projeção. Alguns ainda tentaram promovê-lo através da polêmica, mas ainda bem que os espectadores estão cada vez mais espertos e descartaram este lixo norte-americano de primeira.


“Deu a Louca em Hollywood” fez mais que bocejos, capotou o público de vez na poltrona. Seguiu a linha de filmes como a série “Todo Mundo em Pânico”, “Não é Mais um Besteirol Americano” e “Uma Comédia Nada Romântica” (que de tão besta chega até ser engraçado) e se embolou todo nas próprias piadas. Totalmente sem graça dá pra contar nos dedos as vezes que ao menos dá um mero sorriso.

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“Infância Roubada”. A Academia está cada vez mais gagá. Pra que da o Oscar para um filme desses? Que copiou na maior cara de pau o nosso “Cidade de Deus”? Sem história que emocione o filme é uma tortura pura para quem inocentemente compra o ingresso para assisti-lo, ou aluga na vídeo locadora na intenção de ver um bom filme.

Dentro os piores ainda temos, “Caçados”, “Espíritos 2 – Você Nunca Está Sozinho”, “Luzes do Além”, “Guardiões do Dia”, “Primitivo”, “O Poder do Ritmo” (Graças a Deus nem no cinema passou, saiu direto em DVD e poderia ter passado direto em Inter Cine), e “Escorregando Para a Glória”.

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Cinema Nacional:

O cinema nacional teve muitos filmes bons este ano. Difícil escolher entre eles. Para mim o melhor foi “O Cheiro de Ralo” de Heitor Dahlia. Mas também tivemos “Antônia” de Tatá Amaral, “Não por Acaso”, o divertido “Saneamento Básico” de Jorge Furtado, “Tapete Vermelho”, “Wood & Sotck – Sexo, Orégano e Rock n´ Roll”, “A Turma da Mônica – Uma Aventura no Tempo”, “Caixa Dois”, o incrível “Tropa de Elite” (se não citasse ele, correria risco de vida), “Proibido Proibir”, “1972”, “Ó Pai, Ó”, o forte “Batismo de Sangue”, “A Casa de Alice” (melhor atuação do ano para Carla Ribas), “Cão Sem Dono”, e “Os 12 Trabalhos”.

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Dentre os mais fracos temos “A Grande Família – O Filme”, com um roteiro muito repetitivo e cansativo, mas que foi bem de bilheteria, “O Primo Basílio”, “A Concepção” (não entendi nada), “Inesquecível”, “O Magnata”, e “Sem Controle” boa história mais faltou segurança na direção.

E este ano vamos felicitar até mesmo a “Rainha dos Baixinhos” com seu “Xuxa Gêmeas”, que foi o menos pior de todos os seus últimos filmes e teve lá seus bons momentos. Mas espere, não quer dizer que tenha sido um bom filme, mas pareceu que a “rainha dos baixinhos” aprendeu a escolher sua equipe.

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Matéria Por: Bruno Fidelis Gomes
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