Estreia ocorreu no último dia 23 de fevereiro

Apresentado inicialmente na segunda temporada de Supergirl, o Superman interpretado por Tyler Hoechlin teve uma recepção bastante dividida. Uma parte do público não aceitou o nível inicial de atuação entregue pelo ator nessa primeira aparição, enquanto que outra aprovou a forma como o personagem foi representado na série do canal CW, apresentando um contraponto mais otimista e leve ao Superman do universo DC nos cinemas interpretado por Henry Cavill.

Dessa maneira, ele marcou participações em outros momentos e, no mais importante, o grande arco da Crise das Infinitas Terras onde todas as séries da CW se chocaram em um mega evento. Passado esse momento então, veio a confirmação de que o Superman ganharia uma série própria no canal (visto que tradicionalmente a Warner é bem mais protetora com as propriedades relacionadas ao Batman do que com as do Homem de Aço) e que ela iria se debruçar mais na relação entre Clark Kent e Lois Lane.

Após o anúncio de que o projeto teria esse título foi inevitável a comparação automática com o sucesso dos anos 90 Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman, este sendo um seriado puxado muito mais para a comédia romântica. Com isso em mente, após o lançamento do episódio piloto é fácil perceber que o seriado comandado por Greg Berlanti e Todd Helbing não será um revival da produção de 1997.



Famoso casal dos quadrinhos ganha chance de voo solo com nova série do Arrowverso

De início o foco da série parece estar muito mais na dinâmica familiar do casal protagonista com seus filhos, estes sendo bem diferentes um do outro, com Jonathan sendo um adolescente sociável e Jordan um que sofre com problemas de ansiedade e dificuldade de interação. Para Clark é apresentado alguns dilemas pessoais que devem ser desenvolvidos no decorrer da temporada, como equilibrar seu trabalho como Superman no mundo com o de um pai em casa e o quão problemático para seus filhos, especialmente Jordan, vai ser descobrir essa herança kryptoniana além dos poderes que vem junto.

Muito do tempo de episódio é concentrado em estabelecer esses conflitos iniciais e estabelecer o cenário principal da série, que no caso será a cidade de Smallville. O conceito da assim chamada “superfamília” estabelecida na pequena cidade do Kansas já foi utilizado algumas vezes nos quadrinhos, sendo o mais recente as primeiras histórias do Superman no Rebirth; onde ele, Lois e o jovem Jon moram na velha fazenda dos Kent e apresenta o filho herói também descobrindo seus poderes e desenvolvendo o senso de responsabilidade ao utiliza-los.

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A dinâmica entre o casal e os filhos promete ser o motor dramático da primeira temporada

No mais a série demonstrou efeitos especiais que não comprometeram (o episódio piloto da Supergirl pela CBS em 2015 também apresentou uma qualidade nos efeitos um pouco superior ao que foi o resto da temporada) mas o que de fato chama a atenção são as decisões de câmera quando ao enquadramento e iluminação de certas cenas. Momentos que se passam dentro de casa, onde geralmente ocorrem a maior parte dos confrontos dramáticos da família, tendem a ter esse enquadramento mais fechado enquanto que tomadas externas são bem mais amplas (e são nelas que os efeitos especiais dos poderes são utilizados).

Já a iluminação em vários momentos é natural, fazendo com que em cenários mais escuros a luz consequentemente seja mais escassa. Não fica óbvio se foi usado para um propósito narrativo ou apenas estético, mas o uso de luz natural, de cara, já diferencia Superman & Lois, pelo menos nesse quesito, de outras séries visualmente parecidas entre si do arrowverso. No mais ela ainda segue algumas cartilhas tradicionais da CW como apresentar o vilão que provavelmente será a grande ameaça da temporada (o modelo de vilão da semana também pode ocorrer), um romance adolescente que ainda vai ter muitas idas e vindas e dramas pessoais.



A série ainda não mostrou ao que veio, nem poderia, mas estabelece já como ela vai abordar aqueles personagens e qual sua visão para o mito do Superman. Pode ser que seja inevitável cair no assim chamado estilo CW, até para garantir a coerência daquele universo compartilhado, mas o visual diferenciado mostrado no piloto pode ajudar para que a série não se torne apenas mais uma no já vasto catálogo da DC na televisão. 

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