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Se você ainda não assistiu o quarto episódio de WandaVision, não leia esta matéria se não quiser receber spoilers.



Nas últimas três semanas, WandaVision agradou e desagradou aos fãs por trazer episódios sem tanta ligação entre si, flertando sempre com o humor e o mistério de uma série sobre dois super-heróis atravessando décadas da TV americana enquanto tentam formar uma família. Porém, como já estava sendo introduzido, tem alguma coisa muito estranha acontecendo na cidadezinha de Westview, em Nova Jersey. Para os fãs que estavam reclamando sobre a falta de conexão direta com o Universo Cinematográfico Marvel, o episódio 4 chegou para mostrar que, sim, tem gente grande por trás disso. Então, saindo um pouco da “realidade” da série, somos jogados de volta para os “dias comuns” do MCU. Cheio de novidades, o quarto episódio quebra a “sequência lógica”, que seria trazer uma aventura nos anos 1980, e nos mostra os bastidores – por assim dizer – do seriado. E isso levanta muitos pontos para a próxima semana e para a Fase 4 do MCU.

A primeira delas é a confirmação da S.W.O.R.D./ E.S.P.A.D.A (Equipe de Supervisão, Pesquisa, Avaliação e Defesa Armada) tentando adentrar na realidade de Westview. A organização é como uma S.H.I.E.L.D. que monitora as relações entre Terra e espaço, que, segundo a série, foi criada por Maria Rambeau (Lashana Lynch) após os eventos de Capitã Marvel (2019), aonde ela foi ao espaço com a Capitã (Brie Larson) e Nick Fury (Samuel L. Jackson), e teve contato com a Guerra Kree-Skrull. Como dito no episódio, ela teve câncer e faleceu em 2021, três anos após a filha, Monica Rambeau (Teyonah Parris), ter virado pó por conta do estalar de dedos de Thanos (Josh Brolin). Com o retorno dos desaparecidos, Monica retoma suas atividades na E.S.P.A.D.A., sendo mandada para investigar um caso de cidade desaparecida junto ao FBI.

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Essa investigação conjunta traz de volta outros dois personagens já conhecidos pelos fãs da Marvel: a ex-estagiária de Jane Foster (Natalie Portman) nos filmes do Thor, Darcy Lewis (Kat Dennings) e o Agente Jimmy Woo (Randall Park), que foi o “fiscal de condicional” do Homem-Formiga (Scott Lang). Além da conexão óbvia com o MCU que a presença desses dois traz, a investigação feita por eles traz pontos que valem muito a pena ser comentados. O primeiro deles é a suspeita daquela realidade estar sendo manipulada por Skrulls. Enquanto eles debatem o que pode estar causando aquilo, uma das hipóteses escritas por Woo no quadro branco é justamente o envolvimento dos alienígenas transmorfos apresentados no filme da Capitã Marvel. Isso é importante porque até então, Talos (Ben Mendelsohn) e os outros Skrulls só pareciam ser de conhecimento de membros do alto escalão da S.H.I.E.L.D., como Nick Fury e Maria Hill (Colbie Smulders). Agora, já sabemos que agentes de organizações “inferiores”, como o FBI, também estão cientes da existência desses aliens. Lembrando que o CEO do Marvel Studios, Kevin Feige, confirmou que uma série de Invasões Secretas – saga sobre a invasão Skrull – está sendo desenvolvida e será parte importante da Fase 4.

Ainda falando sobre as investigações, são reveladas as identidades de praticamente todos os membros do elenco da “série”. A princípio, nenhum deles são personagens vindos dos quadrinhos. A maioria homenageia membros da produção de outros filmes da Marvel. Em outras palavras, não devem ser personagens que ganharão algum desenvolvimento pós-série. Com exceção de dois nomes conhecidos que não foram identificados pelo FBI/ E.S.P.A.D.A.: Agnes (Kathryn Hahn) e Dottie (Emma Caulfield). A teoria acerca da verdadeira identidade da Agnes já é de conhecimento público e parece se desenhar cada vez mais para se concretizar. Agora, Dottie é meio que novidade. De qualquer forma, a Marvel não costuma dar ponto sem nó, então é bom aguardar as novidades dos próximos episódios.



Da mesma forma, os próximos episódios devem explorar um lado cada vez mais vilanesco de Wanda (Elizabeth Olsen), que acredita enfim estar no controle de sua própria vida. Como é mostrado no finalzinho desse episódio, a Vingadora tem flashes de memória (ou seriam de realidade?) que a aterrorizam e fazem com que ela altere esse mundo a seu bel prazer, como é o caso da expulsão de Monica Rambeau dessa realidade, que acontece após ela levantar o assunto do assassinato de Pietro Maximoff (Aaron Taylor-Johnson), causando um verdadeiro momento de horror para Wanda. Dessa vez, o flash de realidade é o Visão (Paul Bettany), que aparece “morto” em certo momento, mas logo é “corrigido” para sua aparência viva. Lembrando que uma cena pós-créditos excluída de Vingadores: Ultimato (2019) virou assunto nesta semana porque mostraria Wanda encontrando o cadáver de Visão no “IML”. E aí? Ele está mesmo morto? E mais: Wanda está mesmo manipulando essa realidade a seu favor por vontade própria ou tem alguém por trás dela inserindo seus interesses na vida da jovem, fazendo-a acreditar que está no controle?

Por fim, o detalhe que mais chama atenção desse episódio é que partes da realidade simulada por Wanda acabam afetando o mundo real. É o caso das roupas e cabelos de Monica Rambeau, que, mesmo fora de Westview, seguem iguais aos dos anos 1970, e a corda que prendia o agente “apicultor”, que voltou para a realidade do MCU como uma cordinha de borracha. Por que isso é importante? Porque, como visto nos episódios anteriores, a Wanda criou dois bebês e, aparentemente, ressuscitou o Visão. Ou seja, se eles saíssem dessa realidade, é bem possível que eles passassem a existir mesmo. O que pode ou não ser um gatilho para novas tramas, inclusive baseadas em sagas clássicas dos quadrinhos.

Os novos episódios de WandaVision estreiam toda sexta-feira no Disney+.



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