Crítica | Invocação do Mal

Crítica | Invocação do Mal

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A INVOCAÇÃO DE AMITYVILLE

Invocação do Mal é um dos maiores sucessos de 2013. Mas ao contrário de diversos outros inexplicáveis, essa obra de terror fez por merecer. Dirigido pelo especialista James Wan (Jogos Mortais e Sobrenatural), que sai de sua zona de conforto no comando do novo Velozes e Furiosos (a ser lançado em 2014), o filme teve sua estreia bem no meio do verão americano – época de grande concorrência nas bilheterias.

Ao realizarem as primeiras exibições teste, os produtores ficaram tão satisfeitos com o resultado e a recepção das pessoas, que decidiram comprar a briga e lançar o projeto no dia 19 de julho, nos EUA. E o resultado não poderia ser mais encorajador. Com um orçamento de $20 milhões, Invocação do Mal já rendeu quase $260 milhões ao redor do mundo. Mas nada disso significaria muito se a qualidade do filme não se equiparasse. No entanto, a produção recebeu grandes elogios da imprensa, e marca 86% de aceitação da crítica, o que para um filme do gênero é uma ótima coisa.

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Invocação do Mal acerta em todos os quesitos do que faz um bom filme de terror. Baseado em fatos reais, somos apresentados aos protagonistas do filme, o casal de investigadores do paranormal Ed e Lorraine Warren, vividos por Patrick Wilson (colaborador de Wan em Sobrenatural e Sobrenatural 2) e a indicada ao Oscar Vera Farmiga (Amor Sem Escalas). Os dois são autoridades quando o assunto é assombração, fantasmas, espíritos malignos e demônios.

Logo, eles precisam enfrentar seu maior desafio ao se depararem com a recém adquirida residência campestre dos Perron, uma grande família que conta com um pai (Ron Livingston, de Como Enlouquecer seu Chefe), uma mãe (Lili Taylor, de A Casa Amaldiçoada), e cinco filhas, interpretadas por Shanley Caswell (Pânico na Escola), Hayley McFarland (da série Lie to Me), Joey King (O Ataque), Mackenzie Foy (Amanhecer – Parte 2) e Kyla Deaver. O local vem sofrendo aparições, barulhos, e todo tipo de situação sinistra imaginável.

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O que conta, e muito, aqui é que o filme embora pertença a um subgênero, jamais fica preso às armadilhas da fórmula. Essa não é uma obra de sustos fáceis, e como nos melhores filmes do gênero, deixa a nossa imaginação fazer a maior parte do trabalho. Pouco é revelado, apenas o necessário para cenas de arrepiar até os mais corajosos. O trabalho de Wan é fantástico, e percebemos que o cineasta tenta ao máximo se afastar das convenções do gênero, como o som alto na hora de uma cena chave. Em variados momentos aqui, elas vêm sem trilha alguma, o que é muito mais eficiente.




O clima é ótimo também. Wan, sua equipe e seus atores recriam com perfeição a década de 1970. Os atores realmente vendem a coisa, e criam seus personagens de forma mais do que satisfatória. Ao final, ficamos realmente desejando novas aventuras dos Warren, que virão ao que tudo indica. Farmiga e Wilson criam os protagonistas com muita dignidade, sabedoria e completo domínio de sua área. Não existem outras pessoas que desejaríamos ter ao lado, se nossas casas fossem assombradas.

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Mas uma das melhores coisas de Invocação do Mal sem dúvidas é o roteiro dos gêmeos Chad e Carey Hayes, que entregam seu melhor texto até hoje. Eles criam personagens inteligentes, o que dentro de um filme de terror é algo raro. Em momento algum vemos qualquer dos personagens tomando uma decisão idiota, e isso inclui as crianças.

Pelo contrário, todos estão em pleno domínio, mostrando que é  possível criar uma obra de terror com muita classe e esperteza. É fascinante ouvir Wilson e Farmiga falarem através de seus personagens sobre as especificidades de sua técnica, fazendo da obra um filme que dá valor a muito mais do que apenas apresentar cenas assustadoras. Que venha a continuação, e vida longa para James Wan.

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