Uau! Já faz 20 anos! Em 9 de maio de 2001 a estreia mundial de Moulin Rouge acontecia no Festival de Cannes deixando a todos os presentes com ar de curiosidade para saber o que o cineasta Baz Luhrmann trazia de novidades para um gênero que teve seu início muitos anos atrás com O Cantor de Jazz de Alan Crosland, em 1927, protagonizado por Al Jolson, que inaugurou também a era do cinema falado.

O filme teve várias curiosidades que ficamos sabendo depois, como: as costelas fraturadas de Nicole Kidman (a protagonista), o colar caríssimo que a mesma usou em uma das cenas (uma das joias mais caras usadas por uma atriz em um filme), as horas para montagem completa de alguns figurinos como o do ator britânico Jim Broadbent que interpreta o personagem Harold Zidler. Entre outras curiosidades.

Como uma espécie de homenagem, aqui nessa matéria nós vamos buscar argumentos para o porquê esse filme mora nos corações de muitos cinéfilos e cinéfilas até hoje.



 

Dinâmico, objetivo, empolgante, criativo: o contraponto do mágico com o trágico

Baz Luhrmann trouxe para os cinemas uma obra que fala sobre o amor em um contexto de outros séculos, por dentro da boemia e das questões que se amontoam sobre as classes sociais. Moulin Rouge, possui um narrador personagem detalhista, engraçado, atrapalhado, apaixonado, que transforma sentimentos em palavras. Seguindo lema de que: ‘A grande coisa que aprenderá na vida é amar’, somos testemunhas do contraponto do mágico com o trágico numa Paris quase em 1900. Vencedor de dois Oscars das oito categorias que fora nomeado, indicado também à Palma de Ouro em Cannes em 2001, é protagonizado por Nicole Kidman e Ewan McGregor.

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O roteiro busca profundidade na mente pulsante e sonhadora de seu protagonista

Na trama, conhecemos o sonhador Christian (Ewan McGregor), um homem que passou a vida toda tendo discussões com o pai sobre as questões das emoções e principalmente sobre o amor. Um dia resolve abandonar a família e partir rumo à Paris, empolgado com a descoberta da boemia do lugar, propícia para um futuro escritor, seu grande sonho. Nesse lugar existe Moulin Rouge, uma casa noturna, uma danceteria, uma casa de shows, um bordel. Fascinado, acaba deixando se levar pelo maior dos sentimentos, o amor, quando conhece o diamante cintilante, a grande estrela do lugar, Satine (Nicole Kidman). Mas nada será fácil para esses doid pombinhos, precisarão enfrentar a desconfiança do dono do lugar Harold Zidler (Jim Broadbent) e de outro pretendente a conquistar o coração da dama, o duque (Richard Roxburgh).

 

Você pode pensar sobre esse filme por diversas óticas



Beleza, liberdade, amor! Um choque de classes no mesmo lugar. Ricos, poderosos, meros trabalhadores esforçados que ganham pouco, todos em busca dos prazeres desse lugar; o entorno, um reduto da Boemia, da busca pela liberdade de expressão com gritos de revolução, a ganância no ponto de vista de Zidler; a arrogância do duque e enfim sobre as linhas complicadas de uma história de amor proibida que ganha ares grandiosos por meio de canções dançantes, muitas adaptações que preenchem cada espaço na arte de empolgar o espectador.

 

Criativos números musicais

Sobre essa parte musical, o projeto busca expressar sentimentos pelas canções, que são ótimas, diga-se de passagem, até o clássico Your Song de Elton John ganha uma linda versão. Até o tango ocupa espaço, na canção Roxanne do The Police com uma chamativa rouquidão acoplada. Ainda consegue tempo para referências à grandes nomes da história da música como: U2, Madonna, David Bowie e muitos outros. Um show de criatividade e coragem.


 

A tragédia e o flerte com o amor, como em muitos clássicos

Qual seria a voz dos filhos da revolução? Como nos contos clássicos da literatura, a tragédia flerta com o amor. O sonhador praticamente imaturo sobre a vida e uma cortesã, paga para fazer os homens se divertirem. O choque entre esses dois mundos vira o frequente clímax, dentro de um imaginativo universo, em passagens de arcos que às vezes parecem videoclipes mas não deixam de conquistar nossos corações.

 

Aqui no Cinepop inclusive tivemos esse ano no nosso Tribunal Cinéfilo um debate sobre esse filme. Foi um papo maravilhoso que você pode acompanhar no nosso canal do Youtube.

 

 

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