20 Curiosidades sobre ‘Army of the Dead – Invasão em Las Vegas’, de Zack Snyder 

O CinePOP traz uma matéria especial com 20 curiosidades sobre ‘Army of the Dead – Invasão em Las Vegas, superprodução de Zack Snyder para a Netflix.

Confira:

  • A Netflix assumiu o projeto da Warner Bros.
  • As filmagens começaram no verão de 2019 com um orçamento de até US $ 90 milhões.
  • Chris D’Elia já havia filmado suas cenas em 2020 quando surgiram histórias sobre ele assediando sexualmente mulheres. Zack Snyder contratou a comediante Tig Notaro para substituir D’Elia. Notaro foi filmada sozinha e inserida no filme em todas as cenas em que D’Elia estava por meio da tela verde e outros efeitos especiais.
  • Este filme estava passando por um inferno de desenvolvimento desde 2004, quando Snyder recusou a chance de dirigi-lo para seguir outros projetos. Em 2010, foi anunciado que o filme finalmente seguiria em frente com Matthijs van Heijningen Jr. na direção e uma data de lançamento no outono de 2013, mas esta versão não foi aprovada.
  • O filme está sendo rodado no antigo Atlantic Club Casino Hotel, em Atlantic City, que está fechado desde 13 de janeiro de 2014. O cassino também era conhecido como Golden Nugget, Hilton e Bally’s Grand. Filmado durante o final do verão de 2019, dezenas de unidades de ar-condicionado foram trazidas para o hotel.
  • O segundo projeto de terror apocalíptico zumbi de Zack Snyder desde Madrugada dos Mortos (2004), sua estreia na direção.
  • Zack Snyder cortou uma piada visual grosseira do filme que mostrava um stripper com um pênis enorme que teve uma mordida, porque ele achou que foi longe demais.
  • Este é o primeiro filme digital de Zack Snyder. Todos os seus filmes anteriores foram rodados em 35mm ou 65mm. Ele usou câmeras digitais para o epílogo de Knightmare na ‘Liga da Justiça de Zack Snyder‘, mas isso foi devido às preocupações do COVID-19.
  • James Gunn havia escrito o filme de zumbi anterior de Zack Snyder, Madrugada dos Mortos (2004), mas desistiu de escrever este filme devido ao seu foco no Esquadrão Suicida (2021).
  • Um tigre vivo, cuidadosamente decorado com maquiagem, foi usado para algumas fotos do tigre zumbi com um treinador presente o tempo todo. Quanto ao modelo gerado por computador, a referência foi um dos tigres de Carole Baskin da icônica série de documentários da Netflix Tiger King (2020).
  • Bem ao lado da entrada do cofre está o que parece ser cinco caixas contendo rolos de filme em uma prateleira de metal. Esta é a versão de Snyder da Liga da Justiça, como Zack Snyder compartilhou originalmente com Vero em dezembro de 2019.
  •  Ao contrário de Madrugada dos Mortos (2004), este filme não é baseado em nenhuma obra de George A. Romero, mas alguns elementos serão retirados de seus filmes.
  • Este filme não é uma continuação de Madrugada dos Mortos (2004) de Snyder, que foi escrito por James Gunn. Em Madrugada dos Mortos, o surto foi mundial. Em Army of the Dead, está contido em Vegas.
  • O segundo filme de Snyder baseado em um conceito original dele mesmo, seguindo Sucker Punch (2011).
  • Dave Batista recusou uma oferta para aparecer em O Esquadrão Suicida, a fim de trabalhar neste filme.
  • O segundo filme de Zack Snyder para um serviço de streaming, depois de Liga da Justiça de Zack Snyder (2021).
  • Zack Snyder também atua como diretor de fotografia e operador de câmera neste filme.
  • Garret Dillahunt não é estranho ao gênero zumbi, já que há vários anos ele é a estrela principal de ‘Fear the Walking Dead‘.
  • Com 148 minutos, este é o segundo filme de zumbi mais longo da história, atrás de ‘Dawn of the Dead‘ de George A Romero (1978), que chega a 156 minutos.
  • Army of the Dead‘ é também o terceiro lançamento de terror mainstream mais longo da história, atrás de ‘It: Capítulo 2‘ (169 minutos) e ‘Doutor Sono‘ (180 minutos).

Confira a nossa crítica:

Crítica | Army of the Dead é SANGRENTO, cheio de slow-motion e tudo que se espera do Zack Snyder

Durante uma seleta coletiva de imprensa, da qual o CinePOP foi um dos convidados, o cineasta revelou detalhes sobre as horripilantes criaturas, salientando o seu desejo de ir além no gênero, transformando os zumbis em monstros muito mais evoluídos do que o habitual:

“Eu acho que os zumbis tem perdurado nos cinemas e na cultura POP porque eles são monstros derivados de nós mesmos, então essa é sempre uma ótima forma de pensar sobre eles. Mas nesse filme, eu não apenas senti que queria homenagear clássicos de zumbis, como também queria explorar o que mais eles poderiam oferecer. E uma das coisas que eu mais pensei enquanto criava esse roteiro era na noção de que muito mais que uma evolução, eles representariam até mesmo a nossa substituição”.

Snyder foi ainda mais além, ponderando sobre as características singulares do zumbis de ‘Army of the Dead’. Para o cineasta, a ideia era torná-los independentes e autossuficientes, para que o fator “ameaça” pudesse ser explorado por uma ótica um pouco mais aprofundada:

“A ideia é que eles não sejam apenas esses zumbis de outro nível, que podem pensar, perambular e atacar animais. Mas que eles sejam menos perversos, não destruam o planeta e não se matem. Eles não são muito agressivos. Nós erramos com eles e eles estão devolvendo o favor, mas essa versão da humanidade ou o que quer ela seja representa o fato de que eles conseguem sobreviver sem nós, de que eles vão ficar bem sem nós. E eu achei que isso seria uma jeito divertido e assustador de pensá-los, como sendo os nossos substitutos”.

Ao longo da coletiva, o astro Dave Bautista também comentou sobre o thriller de ação, revelando que quase rejeitou a proposta:

“Eu pude fazer vários filmes com muitas cenas de ação, mas nunca havia feito um onde eu pudesse mostrar minha versatilidade como ator. Quando o projeto chegou a mim, eu não estava muito interessado, porque me foi descrito como um longa de zumbi com assalto e eu não estava à procura de um trabalho desse porte, eu queria me provar como ator. Mas a proposta voltou a mim quando Zack disse que queria que eu interpretasse o Scott. Então eu li o roteiro e era completamente diferente do que pensei que seria”.

O ator, que também faz parte da franquia de ‘Guardiões da Galáxia‘, ainda refletiu sobre a jornada do seu personagem, pontuando o simbolismo por trás das suas motivações. Segundo ele, Scott vive uma trajetória de redenção familiar e reconexão com sua filha:

“O filme realmente me proporcionaria a oportunidade de mostrar diversos lados da minha atuação, para além daquele cara que é um badass em cenas de ação. É a história de um pai que quer se redimir com a sua filha e isso foi o que me convenceu. Era a oportunidade de eu mostrar um lado maior da minha performance. Ele não é um cara apenas da ação. Ele é capaz de ser isso, mas é também alguém que quer se redimir. É uma história sobre redenção”.

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Renato Marafon
Renato Marafon
Criador do CinePOP em 1999 e apaixonado por cinema.