Sandman | 5 Personagens que PRECISAM Aparecer na Primeira Temporada

Anúncio parcial do elenco abriu margem para especular quais personagens a mais podem aparecer

Durante suas setenta e cinco edições, Sonho encontrou com as mais diversas figuras em suas jornadas; algumas boas, outras cruéis, mas todas marcantes. O anúncio de parte do elenco da primeira temporada de Sandman pela Netflix atiçou os fãs sobre quem mais pode dar as caras e margens para especulações já existem.

Sabe-se pelo próprio autor da obra, Neil Gaiman, que a primeira temporada adaptará os primeiros dois arcos da HQ: Prelúdios e Noturnos e Casa das Bonecas. Assim já é possível especular um bom número de personagens marcantes que podem dar as caras. Tendo isso em mente, abaixo seguem cinco possíveis figuras bem conhecidas deste universo que podem aparecer (e não estranhamente roubar a cena).



5) John Constantine

O detetive mais desiludido da DC Comics e rosto mais famoso da ala mística da editora, Constantine tem em seu “currículo” uma participação em Sandman, ainda em suas primeiras edições, e até mesmo uma dupla temporária formada com o próprio Sonho resultando em uma dinâmica inesperada e carismática.

Constantine e Sonho formam uma inesperada boa dupla

O encontro se deu na terceira edição do primeiro arco. Na ocasião, Sonho havia se libertado de sua prisão e estava na busca por seus itens. Um deles, uma algibeira, estava em posse de Constantine e que, eventualmente, descobre que uma conhecida sua a roubou; dessa forma, ambos partem para recuperar o item. Essa é mais uma daquelas histórias em que o lado humano de Constantine costuma prevalecer e onde fica mais evidente que sua postura sarcástica é uma forma de se defender frente ao medo do abandono.

Esse capítulo saiu em 1989 e a essa altura o personagem já possuía uma série de histórias própria, Hellblazer, e uma participação clássica em Monstro do Pântano. No entanto, em apenas uma edição, Gaiman dissecou Constantine de maneira interessante e, ao final da mesma, ainda concluiu de uma forma que em parte mostrava que Sonho é um ser capaz de ter compaixão.

4) John Dee

A probabilidade desse em particular aparecer é muito alta, visto que ele marca presença em pelo menos duas edições do primeiro arco. Em alguns momentos desse primeiro arco, é deixado bem claro que Sandman se situa no universo da DC Comics e não em outro à parte. Por sua vez, personagens como Constantine, Batman e Caçador de Marte bem como locações como o Asilo Arkham dão as caras.

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John Dee, também conhecido pela alcunha de Doutor Destino (não confundir com o vilão homônimo da Marvel), é uma dessas figuras. Originário da era de prata, o criminoso enfrentou a Liga da Justiça mais de uma vez, sempre com planos de dominar o mundo por meio do controle dos sonhos. O mais interessante de tudo vem agora: o personagem foi criado em 1961 e sua principal arma na manipulação de sonhos era uma pedra conhecida como Materioptikon. Em Sandman é desenvolvido que essa mesma pedra é um dos itens pertencentes a Sonho que lhe foram roubados.

John Dee é uma ameaça tangível quando possuindo a pedra dos sonhos

Dessa forma, quando Dee escapa do Asilo Arkham ele recupera a pedra dos sonhos e, dentro de um pequeno restaurante 24 horas onde estão presentes um pequeno grupo de clientes, ele remodela a realidade de modo que todos ali se tornam servos de seus desejos insanos, apresentando a visão mais aterradora sobre esse personagem. A participação dele é muito interessante pelo sadismo evidente demonstrado pelo vilão e sua visão deturpada de como o mundo precisa se dobrar à sua vontade. O inevitável encontro entre ele e Sonho pela pedra acaba também demonstrando que não importa o poder do inimigo, Morfeus está em outro patamar.

3) Rainha Nada

Não é nada de nada mas sim nada de alguém… explicando melhor. Ao fim da busca de Sonho pelos itens roubados é contada uma pequena história entre o fim do primeiro arco e o início do segundo. Intitulado Histórias na Areia ela se propõe a ser quase que um conto curto que expande a mitologia daquele universo (algo que Gaiman faria mais algumas vezes no decorrer dos arcos seguintes) com uma narrativa focada em uma antiga lenda de uma tribo que funciona como um rito de passagem, sendo transmitida de geração para geração.



A história narra como a Rainha Nada, cujo coração era desejado por todos os homens e ela recusava a todos, se apaixona por um estranho sem nome. Foi nos seus sonhos que ela reencontrou o sujeito, o qual se apresentou como o senhor do sonhar e que a ela havia escolhido para ser sua rainha. O que torna Nada uma personagem interessante, ainda que pela curta aparição, é sua força de vontade em negar o amor de Sonho, mesmo que sentindo o mesmo, por ele ser um dos perpétuos (entidades que regem a existência) e assim eles jamais poderiam ficar juntos.

A Rainha Nada foi a primeira mortal a quem Sonho entregou seu coração

Pode-se dizer que esse é o primeiro vislumbre de uma humanidade pura e simples em Sonho. O momento em que ele confessa que está genuinamente apaixonado e sozinho em seu reino do sonhar (o mordomo Lucien não conta). É uma abertura interessante por quebrar qualquer similaridade restante entre ele e o Dr. Manhattan de Watchmen, este sendo um personagem totalmente distanciado da humanidade, e instituir que Sonho também anseia por companhia e que possui um coração que pode ser partido.

2) Hob Gandling

Seguindo a mesma linha de história fechada, por volta da décima quarta edição Gaiman apresenta O Homem de Boa Fortuna; ou como também pode ser conhecido “uma história de amizade”. Da mesma forma que Histórias na Areia, nessa em questão o autor aproveita o tom fechado para apresentar mais da personalidade do protagonista, numa busca por torná-lo mais próximo do leitor do que uma figura etérea ficcional.

A trama segue a vida de Hob Gandling, de início um simples camponês da Europa medieval. Durante uma sessão de bebedeira em uma taberna ele brande para todos ao redor que apenas os idiotas morrem e que ele poderia ter sorte quanto a isso. Não demora para que seu caminho cruze com os de Sonho e Morte (ambos devidamente disfarçados) e o próprio Senhor do Sonhar afirma que ele e Hob tornarão a se reencontrar dali a cem anos.

O bromance imortal de Hob e Sonho é um constante aprendizado para ambos

Dessa forma a trama segue, com a dupla se vendo a cada cem anos e com todo o mundo ao redor nitidamente mudando. Aqui entra um tratamento para com o tema de imortalidade que é similar aquele entregue por Anne Rice em Entrevista com o Vampiro: Hob é imortal mas ele sente a angústia da vida eterna se tornar mais insuportável a cada encontro com Sonho, a tristeza acumulada de ver amigos, família e o mundo ao qual ele pertencia morrerem e ele continuar. Ao mesmo tempo uma tenra amizade se forma entre ele e Sonho no meio dos encontros cordiais ou tensos.



Ao final essa acaba sendo muito mais uma história sobre Hob do que Sonho, mas nem por isso se torna um estudo de personagem desinteressante. A ele é concedido algo minimamente próximo do que é como viver sendo um perpétuo e isso se choca com sua humanidade natural. A boa fortuna do título pode significar muito sobre Hob mas também sobre Sonho.

1) Morte

Como já dito antes, Sonho não é o único de sua “espécie”. Esse grupo chamado de perpétuos servem como representações antropomórficas de cada conceito da existência. Sendo assim, não é de se espantar que cada um deles carregue uma personalidade própria muito intensa que eventualmente se choque com outras. Não muito diferente do que acontece em qualquer família.

Sendo assim é interessante de ver quando a personalidade reservada de Sonho colide com algo mais extrovertido como a de sua irmã Morte. Em termos de “idade” a Morte veio antes do sonho, uma vez que como dito por Abel “os seres vivos nascem antes de poderem sonhar”. No entanto, esteticamente ambos destoam dessa condição, uma vez que Sonho tem um aspecto altivo e envelhecido enquanto a Morte visualmente é uma jovem sorridente (com a aparência baseada na ex-estilista Cinamon Hadley).

A vivacidade inesperada da Morte quebra a expectativa por um personagem sinistro ou soturno

O ponto alto, porém, é a relação entre eles, sendo que ambos dão a entender que eles são muito mais próximos um do outro do que com o resto da família. Um exemplo é na história em que a personagem estreou, O Som de suas Asas, que se passa logo ao fim do primeiro arco, há todo o contexto em que Sonho não sentia que possuía mais um objetivo para existir e isso leva a um momento de bronca em que Morte assume uma postura de irmã mais velha.

O que segue é Sonho acompanhando sua irmã enquanto ela arrebata almas cuja a hora havia chegado; dessa forma ele compreende que ele é um perpétuo e que como tal ele possui responsabilidades. Sem dúvida a Morte é um dos personagens que mais despertam interesse e carisma no panteão criado por Gaiman, principalmente pela mesma já ter aceitado seu papel no universo mas nem por isso o executa sendo indiferente.


MENÇÕES HONROSAS

Os Perpétuos: Ok, essa é uma trapaça por se referir a um conjunto de personagens. Ao todo a família é composta por sete membros (Morte, Sonho, Delírio, Desespero, Destruição, Desejo e Destino) e com exceção dos dois primeiros, e uma rápida aparição de Desejo no arco da Casa das Bonecas, o resto não tem um papel tão marcante no início da trama, algo que muda nos arcos seguintes. Entretanto, seria interessante uma rápida introdução no início mostrando a dinâmica familiar entre esses seres eternos.

Wesley Dodds: O primeiro personagem a usar a alcunha de Sandman nos anos 40 e que serviu parcialmente de inspiração para Gaiman tem uma participação bem curta no início do primeiro arco mas que explica que a origem de suas atividades como vigilante estão atreladas ao desaparecimento do Sonho no início do século XX. Uma ponta de Dodds seria um fanservice ideal para os leitores da Graphic Novel

 

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