Grandes Clássicos dos anos 90 para curtir na Netflix

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A Netflix parece ouvir o seu público. E não por colocar os lançamentos que grande parte quer assistir, ou trazer aquela série badalada do momento. Me refiro a ouvir o público mais velho e todos interessados na nostalgia de uma época que se recusa a ficar esquecida. Ou seja, as décadas de 80 e 90. Essa época foi muito especial, não apenas por ter sido a escola de cinema de toda uma geração, mas especialmente por ter sido o berço do cinema entretenimento como o temos hoje. Os anos 80 aprimoraram esse tipo de cinema escapista e apostaram intensamente no estilo – fosse em blockbusters ou comédias. A diversão vinha em primeiro lugar (e pensar que hoje as comédias não são mais produzidas).

Mas se os anos 80 iniciaram, os anos 90 consolidaram, aprimorando a ideia do entretenimento, introduzindo bastante conteúdo no escapismo. Ou seja, os anos 90 trouxeram mais filmes que equilibraram o entretenimento com a seriedade e a ressonância. Estes são filmes que até hoje são apreciados sem ter ficado muito datados (como na década anterior). A Netflix sabe o que uma parcela de seu público quer ver, e traz um acervo sempre interessantes de obras saídas dos anos 80 e 90. Pensando nisso, selecionamos nessa nova matéria 10 filmes dos anos 90 para você conferir na plataforma. Veja abaixo.

Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros

Só estando vivo na época para saber o que foi o fenômeno ‘Jurassic Park’ nos cinemas. Poderíamos dizer que é o mesmo que hoje filmes como ‘Avatar’ e ‘Os Vingadores’ representam para as gerações mais novas, mas não estaríamos sendo justos. Isso porque já existia efeitos especiais de CGI quando estes longas foram lançados, ao contrário de ‘Jurassic Park’, que praticamente os criou. Ou seja, era a primeira vez que o público estava vendo tais efeitos impressionantes, que trouxeram os dinossauros de volta à vida, sem que ninguém entendesse muito bem como. Só sabíamos que eles estavam ali na nossa frente.

Zona de Perigo

Na época em que ‘Jurassic Park’ foi lançado nos cinemas, um dos maiores astros de Hollywood era o querido Bruce Willis. O ator teve que se ausentar das telas devido a um grave problema de saúde, mas estará para sempre gravado na história do cinema. Willis, é claro, se tornou um astro graças ao sucesso de ‘Duro de Matar’, e dois anos depois, com sua sequência. Em 1993 ele se arriscava em um thriller subestimado, no qual vive um policial da guarda-costeira americana. Ele é um veterano e começa a trabalhar junto com uma policial novata, papel de Sarah Jessica Parker. No entanto, assassinatos começam a ocorrer e a investigação leva até seus antigos companheiros e familiares da alta cúpula da polícia.

O Homem que Fazia Chover

Recém-chegado na Netflix, temos esta obra que conta com grandes nomes na frente e atrás das câmeras. Para começar, dirigindo a produção temos ninguém menos que Francis Ford Coppola, cineasta responsável por filmes lendários como a trilogia ‘O Poderoso Chefão’ e ‘Apocalypse Now’. Aqui ele resolve adentrar o mundo do suspense jurídico e adapta um livro de John Grisham, sumidade no tema. Para a história, ele escalou Matt Damon (que surgia como astro graças a ‘Gênio Indomável’) como o protagonista, e o colocou para contracenar com Claire Danes (saída do sucesso de ‘Romeo + Julieta’). Mas não acaba por aí, pois no elenco de apoio temos gente como Danny DeVito, Jon Voight, Mickey Rourke e Virginia Madsen.

Epidemia

O público mais jovem do cinema deve considerar o filme ‘Contágio’ (2011) como a obra definitiva sobre a pandemia – altamente profético. E não estariam errados, pois ‘Contágio’ é assustadoramente real. Porém, ainda na década de 90 tivemos outro filme sobre um vírus altamente letal – este fazendo alusão ao Ebola, que dominou as notícias na época. Igualmente impressionante, ‘Epidemia’ deu o que falar na época – certamente marcando todos que o assistiram. Aqui também temos um grande elenco, encabeçado por Dustin Hoffman, Rene Russo, Morgan Freeman e Donald Sutherland.

Robin Hood – O Príncipe dos Ladrões

Por falar em marcar época, a versão de Kevin Costner para ‘Robin Hood’ foi considerada a versão definitiva do lendário personagem no cinema. Verdade seja dita, depois dele não tivemos verdadeiramente um Robin Hood de sucesso nas telonas. ‘O Príncipe dos Ladrões’ foi um fenômeno, uma das maiores bilheterias de 1991, e um filme que chamou atenção, fosse por sua estética mais realista, pelos efeitos visuais inovadoras (como a câmera colocada no ponto de vista da flecha) ou com a canção que se tornou icônica de Bryan Adams (“Everything I Do, I Do it for You”).

O motivo para isso é que Kevin Costner estava no topo do mundo, e havia ganhado muitos Oscar com ‘Dança com Lobos’ no ano anterior, um filme extremamente popular. Assim, Costner emplacava outro golaço com um filme mais pop, uma versão considerada mais realista do herói lendário – e um elenco de peso, com Morgan Freeman, Alan Rickman, Mary Elizabeth Mastrantonio e Christian Slater, com direito à participação do eterno James Bond, Sean Connery.

Tempo de Matar

Por falar em obras de John Grisham, aqui temos não apenas o melhor texto do autor, como o melhor filme da carreira de Joel Schumacher e também um dos melhores filmes do cinema – bem, ao menos na opinião deste humilde amigo que vos fala. ‘Tempo de Matar’ é um de meus filmes preferidos de todos os tempos (faz parte de meu top 10). Aqui temos a revelação de Matthew McConaughey, que na época era enaltecido como o novo Paul Newman. E logo de cara o ator marcou com um trabalho verdadeiramente impactante.

Temos também o trabalho mais corajoso da carreira de musa das comédias românticas Sandra Bullock, em um papel realmente fora da curva de todos os seus outros. Esse é um filme subestimado, que deveria ter tido mais sucesso e até mesmo mais prestígio de Oscar quando foi lançado. Na trama, um homem negro (Samuel L. Jackson), pai de família, busca vingança contra os brancos que estupraram e tentaram matar sua filha, no Sul dos EUA, local ainda muito racista. Ele termina fazendo justiça com as próprias mãos, e agora cabe ao advogado de McConaughey tentar livra-lo da pena de morte.

Drácula de Bram Stoker

Voltando para Francis Ford Coppola, a Netflix traz outra de suas obras da década de 90, e não falo sobre ‘O Poderoso Chefão 3’. Esse é justamente o filme que Coppola fez depois do encerramento da que é considerada a melhor trilogia do cinema. Curiosamente, o diretor queria Winona Ryder para o papel de Mary Corleone. Muitos podem não saber, mas Ryder era considerada a melhor jovem atriz de sua geração na época, talentosa e carismática, todos os diretores queriam trabalhar com ela. Mas como a agenda da atriz estava cheia, Coppola terminou tendo que escalar sua filha, Sofia, para o papel e sabemos como isso terminou. No entanto, o diretor finalmente conseguiria trabalhar com Ryder aqui em ‘Drácula’, seu filme seguinte. Outro sucesso gigantesco, que marcou época em especial devido ao seu visual chamativo e maquiagem alucinante. A atuação de Gary Oldman é monstruosa. E o filme ainda conta com o vencedor do Oscar Anthony Hopkins como Van Helsing.

O Enigma do Horizonte

O diretor Paul W.S. Anderson, marido da atriz Milla Jovovich, não é, por assim dizer, considerado um cineasta muito apreciado. Isso porque o diretor tem algumas tranqueiras bem brabas em seu currículo, em especial os filmes que fez ao lado da esposa – como a franquia ‘Resident Evil’. Porém, alguns entusiastas podem até defender e dizer que Anderson tem um filme bom em seu currículo. Bem, todos sempre mencionam (ou mencionavam) o primeiro ‘Mortal Kombat’ – que com mais de 30 anos talvez não tenha envelhecido tão bem hoje em dia.

Mas não tem problema, porque além de ‘Mortal Kombat’ existe ‘O Enigma do Horizonte’, um filme ainda mais celebrado do diretor, e o verdadeiro melhor filme de seu currículo. Este é também um filme mais obscuro, que nem todos conhecem, mas fez certo sucesso cult na época. Superprodução da Paramount, o longa remete aos textos de H.P. Lovecraft e ao cinema de ficção científica. Na trama, Laurence Fishburne e Sam Neill protagonizam, como parte de uma equipe espacial que se depara com uma verdadeira casa assombrada no espaço, a tal nave Event Horizon do título. Daí em diante é uma descida em espiral na loucura.

O Cliente

Para finalizar, temos duas obras com Tommy Lee Jones. A primeira é ainda mais uma adaptação de John Grisham, também dirigida por Joel Schumacher. Essa aqui, no entanto, foi lançada dois anos antes de ‘Tempo de Matar’. Na trama, um adolescente testemunha um assassinato cometido pela máfia, e agora sua vida corre perigo. O rapaz termina contratando uma advogada para defende-lo, papel de Susan Sarandon. Acontece que um promotor público, papel de Jones, deseja usá-lo para derrubar os criminosos. Sarandon foi indicada ao Oscar pelo filme. A ideia foi transformada em uma série logo no ano seguinte, com outros atores no elenco, claro, mas o programa não vingou, durando apenas uma temporada.

Risco Duplo

O segundo filme com Tommy Lee Jones é este thriller lançado cinco anos depois de ‘O Cliente’, em 1999. Aqui, ele vive um agente de fiança responsável por manter uma mulher recém-saída da prisão na linha. A história gira em torno da personagem de Ashley Judd, uma mulher que foi considerada culpada pela morte do marido, e passou anos na prisão pagando sua pena. Ela jura que é inocente. E quando finalmente é liberada da prisão, descobre que o marido está não apenas vivo, como vivendo muito bem, tendo armado tudo para cima dela. Agora, como ela já foi condenada pela morte dele, não tem como pagar duas vezes pelo mesmo crime. Uma ideia muito interessante para um suspense.

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